A segurança no novo Centro Comercial de Mossoró será reforçada com a presença 24 horas da Guarda Civil Municipal (GCM). A base fixa da GCM no local garante tranquilidade a comerciantes e clientes, ajudando a manter a ordem e a tranquilidade em um espaço que volta a ser um ponto vivo da cidade.
Instalada em módulo próprio dentro do complexo, a base da GCM dispõe de sala administrativa, setor operacional e espaço destinado a informações turísticas. A estrutura moderna fortalece o trabalho preventivo e aproxima a atuação da guarda da população mossoroense.
A medida integra as ações da Prefeitura de Mossoró para garantir o pleno funcionamento do novo equipamento público, que agora oferece dignidade, organização e proteção aos trabalhadores que aguardavam há décadas por um espaço adequado para exercer suas atividades.
O patrulhamento constante e a atuação direta da GCM inibem atos de vandalismo, furtos e outras ocorrências, assegurando que comerciantes possam trabalhar com tranquilidade e que os consumidores tenham uma experiência mais confortável e segura.
Com presença fixa no Centro Comercial, a Guarda Civil Municipal passa a integrar a rotina do novo espaço como peça essencial de cuidado e atenção contínua. A segurança agora deixa de ser coadjuvante para ocupar papel central no dia a dia do centro da cidade, acompanhando de perto o movimento que devolve vida, dignidade e dinamismo ao coração de Mossoró.
Nesta sexta-feira, às 18:30h, a Câmara Municipal de Parnamirim realizará uma Sessão Solene em homenagem aos 30 anos do Colégio Teresa, uma instituição que marcou gerações com seu compromisso com a educação e o desenvolvimento da nossa cidade.
Ao longo dessas três décadas, o colégio tem desempenhado um papel fundamental na formação acadêmica e cidadã de inúmeras gerações, contribuindo significativamente para o desenvolvimento educacional e social da nossa comunidade.
A dedicação dos gestores, professores e demais colaboradores do Colégio Teresa reflete um compromisso inquestionável com a qualidade do ensino, a valorização do conhecimento e a construção de um futuro promissor para nossos jovens. Assim, prestar esta homenagem é uma forma de agradecer e reconhecer os relevantes serviços prestados à educação local, incentivando ainda mais a continuidade desse trabalho exemplar.
Participe e venha fazer parte dessa homenagem!
Serviço
O quê: _Sessão Solene em homenagem aos 30 anos do Colégio Teresa_ Onde: Plenário Dr. Mário Medeiros – Câmara Municipal de Parnamirim Quando: Sexta-feira, 26 de abril Horário: 18:30h Aberta ao público
Assessor de Comunicação | Gustavo Brendo | 84 99666-1618
O Presidente da Diretoria Executiva do POTIGUAR ESPORTE CLUBE – PARNAMIRIM – RIO GRANDE DO NORTE, em conformidade com as disposições estatutárias vigentes, previstas nos arts. 27 e 28 – caput e §2º, CONVOCA todos os associados do referido Clube, em dia com as suas obrigações contidas no Estatuto Social, em consonância com lista oficial expedida pela Secretaria da Entidade, para participarem do pleito eleitoral, objetivando a escolha dos cargos de Presidente e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva dessa Instituição, para o quadriênio 2025-2029, a qual realizar-se-á no dia 01 de maio de 2025, em sua sede social, situada na Avenida Comandante Petit, 173, Centro, Parnamirim-RN, CEP: 59.140-190, no horário das 9h:00min, com a maioria absoluta dos associados, aptos a votar, ou, às 9h:30min, em segunda convocação, com qualquer número, pelo sistema de voto e escrutínio direto e secreto.
O presente Edital de Convocação às Eleições, encontra-se devidamente afixado na sede social da Entidade e publicado em jornal de ampla divulgação na cidade.
JOSÉ ROSEMBERG DA SILVA Presidente do Potiguar Esporte Clube
Nesta quarta-feira (23), o caixão com o corpo do papa Francisco será trasladado da capela da Casa de Santa Marta para a Basílica de São Pedro, onde fieis poderão despedir-se do pontífice. As informações foram divulgadas pelo Vaticano.
Em nota, a Santa Sé informou ainda os horários para visitação de fiéis à Basílica de São Pedro: na quarta-feira, das 11h à meia-noite; na quinta-feira (24), das 7h à meia-noite; e na sexta-feira (25), das 7h às 19h.
O funeral de Francisco foi agendado para o próximo sábado (26), a partir das 10h, na própria Basílica de São Pedro. De lá, o caixão contendo o corpo será levado para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será sepultado, conforme pedido do pontífice.
A cerimônia, conhecida como Missa de Exéquias, marca o primeiro dia do Novendiali ou nove dias de luto e orações em honra ao papa. A celebração, no átrio da basílica, será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Ao final, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio — despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias.
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou nesta terça-feira (22) o Projeto de Lei 922/2024, que estabelece diretrizes para a abordagem policial a pessoas em crise de saúde mental. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e relatado por Jorge Kajuru (PSB-GO), segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos. A proposta prevê, por exemplo, a redução do uso de sinais sonoros e luminosos durante a abordagem, priorização da mediação e uso limitado da força letal.
O projeto define como pessoa em crise quem estiver sob transtorno mental, risco de morte ou suicídio, ou sob efeito de substâncias psicoativas, com autonomia comprometida. A contenção física só deve ser aplicada após o esgotamento de tentativas de mediação, realizadas por agentes com treinamento específico. O uso de força letal será admitido apenas em situações excepcionais, quando a vida da equipe ou de terceiros estiver em risco.
O texto também propõe a inclusão de treinamentos periódicos sobre esse tipo de abordagem nas formações policiais. O presidente da CSP, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apoiou a discussão, mas alertou para a dificuldade prática de identificar, no momento da abordagem, se o agressor está em crise mental. A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) reforçou a importância do projeto, afirmando que normas anteriores nesse sentido são frequentemente ignoradas.
A proposta ainda determina que, após a ação policial, a pessoa em crise deve ser encaminhada para unidades do SUS ou da assistência social. O objetivo é garantir um atendimento mais humanizado e evitar tragédias decorrentes de abordagens inadequadas.
A Prefeitura de Parnamirim, através das Secretarias Municipais de Saúde (SESAD) e Educação (SME), convida os pais para atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes, no período de 22 a 26 de abril.
A campanha de vacinação ocorrerá dentro das escolas municipais, e tem como público-alvo pessoas em idade escolar (2 a 19 anos), que estiverem precisando fazer a atualização da caderneta de vacinação para COVID-19, Influenza, HPV, Febre amarela, entre outras.
Documentação necessária: – Menores de 18 anos: A autorização dos pais, que a própria escola irá entrar em contato para adquirir; – Maiores de 18 anos: CPF e documento com foto; – Caderneta Vacinal para todas as idades.
A campanha também é aberta ao público externo, e reforça o comprometimento da Prefeitura de Parnamirim para que a população esteja com a saúde em dia e protegida com as respectivas vacinas.
O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, divulgou os resultados das operações desenvolvidas durante o último feriado.
Foi contabilizada a marca de 17 (dezessete) procedimentos criminais, sendo 02 (dois) por tráfico de drogas; 02 (dois) foragidos capturados; 01 (um) procedimento por adulteração veicular; 01 (um) roubo, além de 11 (onde) prisões por embriaguez ao volante.
Nenhum óbito decorrente de sinistro de trânsito foi registrado em Natal e Grande Natal na circunscrição do policiamento rodoviário estadual.
O piloto e instrutor de voo Flavius Neves morreu na tarde desta segunda-feira (21) após a queda de um girocóptero na Praia de Areias Alvas, localizada entre os municípios de Tibau e Grossos, no litoral da Costa Branca, no Rio Grande do Norte. No momento do acidente, Flavius transmitia o voo ao vivo por meio de uma live em seu perfil no TikTok.
Internautas que acompanhavam a transmissão relataram que, instantes antes da queda, Flavius repetiu várias vezes a palavra “não”, podendo indicar uma tentativa de alertar sobre um erro cometido pelo aluno ou uma falha nos equipamentos da aeronave. Ainda não há informações oficiais sobre o que causou a queda.
Uma mulher que testemunhou o acidente afirmou que o motor do girocóptero teria parado no ar antes da queda repentina. As vítimas ficaram presas às ferragens, e o aluno, identificado como Geraldo da Silva, de 42 anos, também não sobreviveu ao acidente.
A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira (FAB) investigam o caso.
Conhecido por realizar voos panorâmicos compartilhados em suas redes sociais, o instrutor Flavius Neves também divulgava dicas sobre expressões técnicas e o funcionamento da aeronave. Ele frequentemente destacava a segurança do girocóptero e costumava ensinar aos alunos a técnica de pousar com o motor desligado.
Natural de Balneário Camboriú, Flavius era sócio do Costa Esmeralda, um empreendimento aeronáutico lançado em 2008 com condomínios em Porto Belo e Lagoa do Bonfim (RN).
Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens: “Morreu fazendo o que mais gostava”, afirmou um amigo do instrutor.
Em nota, a Prefeitura de Grossos lamentou o acidente e informou que a Secretaria Municipal de Saúde prontamente enviou uma ambulância com equipe médica completa para prestar socorro imediato às vítimas. Os corpos das vítimas passam por exames no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), em Mossoró.
O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara, tem provocado um ambiente de tensão na atual gestão do prefeito Dr. Ednardo Moura. Hoje ocupando o cargo de secretário de Finanças, Rivelino é apontado como um dos principais responsáveis pelas insatisfações dentro do grupo político da situação.
Com um estilo marcado pela dissimulação e pela ambição de manter o controle, mesmo sem ocupar a chefia do Executivo, o ex-prefeito Rivelino age nos bastidores para preservar sua influência sobre a administração municipal. Apesar das aparências de cordialidade com o prefeito Ednardo, as rivalidades e intrigas herdadas de seu mandato anterior têm se tornado obstáculos significativos para sua permanência no cargo.
Enquanto desfruta de um elevado salário como secretário, sua presença na gestão continua sendo alvo de críticas, tanto por sua postura política quanto pelas divisões internas que alimenta. Resta saber até quando o ex-prefeito conseguirá sustentar sua posição, confrontando a liderança legítima do atual gestor.
Um acidente vascular cerebral (AVC) e colapso cardiocirculatório foram a causa da morte do Papa Francisco, ocorrida nesta madrugada, segundo divulgou o Vaticano na tarde de segunda-feira 21. Ele tinha 88 anos. A causa já havia sido noticiada em jornais da Itália e foi confirmada em um comunicado oficial da Santa Sé.
O pontífice argentino morreu menos de um mês após deixar o hospital, onde ficou internado para tratar de uma pneumonia bilateral. Um dia antes da morte, ele apareceu em público no Vaticano em uma missa de Páscoa, quando fez a última saudação aos fiéis.
Segundo vaticanólogos, Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa contrariando previsões de dignitários eclesiásticos. Isso mostra, apesar das fragilidades humanas, o sopro divino dentro da Igreja Católica. Francisco era uma figura carismática, cuja missão consistia em reconquistar a credibilidade eclesial junto à sociedade hodierna, em parte materializada e alheia ao Evangelho. Não há dúvidas de que seus gestos e palavras contribuíram para tanto. Pastor misericordioso, despojado, voltado para os problemas e causas importantes, urgentes e justas. Usava paramentos, relógio e sapatos simples, sem a marca de notáveis fabricantes, tendo apenas aquela do seu despojamento. Sofreu inúmeros ataques por parte de seus opositores, inclusive autoridades do clero. A falta de escrúpulo e o desespero de alguns manifestavam-se acintosamente. Uma corrente insistia em denegri-lo e desestabilizá-lo.
A eleição de Francisco tornou a Igreja mais exposta, como entidade milenar, enclausurada em suas estruturas e tradições. Reiterou a importância de uma Igreja livre e ágil para cumprir sua missão. Isto incomoda, pois tal liberdade pressupõe riscos no caminho que leva aos sofridos. O Abbé Pierre, apóstolo dos excluídos franceses, referindo-se aos a seus oponentes, dizia: “Eles têm as mãos limpas, pois não costumam tirá-las das luvas ou dos bolsos.” Para quem se apega à segurança institucional, uma Igreja mais despojada é uma proposta arriscada, sobretudo no mundo de hoje, fluido e fragmentado. As reações contrárias a Francisco revelaram o medo de que a instituição se perca. A oposição ao papa argentino tecia críticas a uma concepção de Igreja que assusta, pois relativiza o poder. Dir-se-ia, mais exatamente, a ilusão do poder, posto que se presencia o desempoderamento clerical. Este não ocupará mais no mundo secularizado o mesmo espaço de outrora.
Os adversários de Francisco não queriam discutir ideias teológicas sobre aquilo que a Igreja poderia ser ou não. Demonstravam abertamente sua rejeição à mudança estrutural externa pela qual ela eventualmente poderia passar. Temiam pelo desaparecimento de seus privilégios, pelo fim de seu prestígio e que sua riqueza fosse somente o amor ao próximo (desmistificando a pompa, “a pastoral do pano”, a ostentação e a glória) e suas mordomias se transformassem em pão na mesa dos famintos. Mostravam um receio de que a Igreja olhasse para todos de igual forma, enchendo-se de pecadores, pois não estavam preparados para isso. “Ide, pois, aprender o que significa: misericórdia eu quero, e não sacrifícios”, afirmava Jesus (Mt 9, 13). O Papa Francisco manifestou-se líder inaudito e insólito. Este surpreendia, ao buscar a transformação das estruturas eclesiásticas e do mundo. Muito se escreveu a respeito de suas atitudes. São icônicas, despertando para uma Igreja em transformação, apesar de lenta. Por isso, o papa latino-americano foi amiúde vítima de invectivas implacáveis, desrespeitosas e injustas, advindas, mormente, dos irmãos eclesiásticos.
Os opositores de Bergoglio não se quedavam tranquilos. É compreensível, ainda que inaceitável. Os paladinos do “status quo” defendem a “segurança” e, nesse sentido, toda perspectiva de mudança soa como ameaça. Foi também assim com Jesus. A nova proposta da imagem de Deus trazida pelo Mestre punha em questão elementos da religião de seu povo. Nesse sentido, explicam-se as palavras de Caifás: “É melhor um só morrer do que perecer todo o povo” (Jo 11, 50). A morte de Cristo significou para as autoridades da época “a defesa da religião”. O mesmo se pode dizer da oposição orquestrada a Francisco. Tal reação, tanto a dos seus adversários, como aquela dos êmulos de Jesus, revela falta de percepção e apego à instituição temporal. Cristo veio anunciar a Boa-Nova, de Paz, Justiça e Salvação. Sobre isto o Santo Padre chamou a atenção. E com humildade procurou abrir as portas da Igreja para que os cristãos respirassem o ar puro do perdão e da graça divina. É certo que uma Igreja dirigida por seres humanos seja passível de cometer pecados e erros, mas deverá reconhecê-los e corrigi-los para continuar a ser o sacramento de Cristo. Alguns clérigos esquecem ainda hoje as palavras do Mestre: “Entre vós, não seja assim, quem quiser ser o maior, seja aquele que vos serve” (Mt 20, 25). Cristo terá dito à chegada de Francisco no Céu: “Vem bendito de meu Pai. Recebe em herança o Reino que Ele te preparou” (Mt 25, 34).
“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o bispo de Roma, Francisco, voltou para a casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo de verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, encomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.”
Uma das coisas que mais escutamos hoje, para fins de crítica ao Poder Judiciário, são alegações que não passam de falsas simetrias: “absurdo! Decidiram assim neste caso e assado naquele; absolveram Fulano e condenaram Sicrano; concederam a liberdade [ou a tal prisão domiciliar, hoje muito em moda] a este, mas não concederam àquele”.
Bom, está certo Ronald Dworkin (1931-2013) na assertiva de que a “igualdade perante a lei” é quem nos oferece a explicação irrefutável e definitiva da necessidade de decisões semelhantes para casos semelhantes. A igualdade não pode ficar apenas no plano normativo. Tem seu lugar, talvez de maior destaque, na solução dos casos concretos na vida em sociedade. O jurisdicionado não compreende/aceita duas decisões antagônicas resolvendo o mesmo princípio, a mesma regra e, sobretudo, os “mesmos fatos”. Em resumo, nada mais justo que casos “iguais”/semelhantes sejam resolvidos de modo semelhante; ao revés, nada mais injusto que esses casos semelhantes sejam decididos, arbitrariamente, de modos diversos.
Todavia, é pressuposto, para que os julgamentos de dois casos estejam condicionados (por uma questão de igualdade perante a lei), que haja realmente uma identidade entre os fatos dos dois casos.
E que identidade é essa? Deve ser absoluta? Óbvio que não, sob pena de invalidarmos a própria possibilidade de aplicação do princípio da igualdade. Afinal, já dizia Heráclito de Éfeso (500-450a.C.), “nós não podemos nunca entrar no mesmo rio, pois, como as águas, nós mesmos já somos outros”. Para ser mais claro: dois casos nunca são inteiramente iguais.
Mas, se a identidade absoluta é impossível, precisamos encontrar uma regra segura para, evitando as falsas simetrias, exigirmos a igualdade de tratamento para dois casos de alguma forma semelhantes. Há critérios para isso. Na verdade, como já ensinava Karl N. Llewellyn (no clássico, que faço questão de citar aqui, “The Branble Busch: some Lectures on Law and its Study”, Columbia University School of Law, 1930), há que se atribuir um nível correto ou apropriado de generalidade aos fatos constantes dos dois casos. Eles devem ser considerados, baseado em critérios de generalidade apropriados, como representativos de uma categoria abstrata de fatos. Ao fato é atribuída significância não por si só, mas como membro de uma categoria. Ademais, o critério para o correto grau de extensão dado à generalização deve ter por parâmetro e limite a constatação de não haver razão jurídica que leve à distinção entre os fatos dos dois casos cotejados, caso a se decidir e caso parâmetro, pertencendo ambos, na situação dada, à mesma categoria de fatos.
O problema é que as pessoas, hoje em dia, no afã de criticar (e de esculhambar mesmo) o Poder Judiciário, generalizam tudo, absurdamente, desavergonhadamente. Colocam tudo no mesmo saco. Consideram tudo “o mesmo rio”, sem sequer minimamente ler as águas – ops, os fatos – dos dois casos comparados, tanto especificamente como, em seguida, no devido grau de generalidade. E, na verdade, se lidos/observados os fatos, um caso demanda mesmo condenação; o outro, não. Se alguém, dadas as suas circunstâncias, merece uma “prisão domiciliar”, outrem, por sua vez, pode ser que não. Temos de conhecer/ler o processo/fatos. É o básico do básico. Já dizia a menina Mafalda, do genial Quino (1932-2020), “viver sem ler é perigoso. Te obriga a crer no que te dizem”.
Bom, para evitar falsas simetrias, encerremos sem mais filosofia: dois casos (mesmo que enganosamente parecidos) às vezes são muitíssimo distintos; às vezes, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Vivemos num mundo confuso em relação aos valores da vida. Estamos inseridos numa sociedade atordoada, insensível ao Transcendente. Participamos de uma civilização descrente de um futuro melhor. Cabe-nos perguntar: o que falta, hoje, à Páscoa de Cristo? O que é preciso para que a Ressurreição de Jesus possa transformar e renovar o mundo e os homens? Primeiramente, é fundamental acreditar na Vida que é Cristo.
Ele venceu a morte! Sim, em meio a tantas notícias desalentadoras de violência, fome, corrupção, impunidade, violação à justiça, nós cristãos temos o dever de anunciar que Jesus veio trazer a paz. “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” (Jo 14, 27). Para celebrar a Ressurreição de Cristo, mister se faz sentir a presença de Deus, que veio morar conosco, descendo ao nível mais ínfimo da humanidade. Ele pregou a dimensão da fraternidade.
Neste tempo de tanto ódio, desconstrução e insana polarização ideológica, fartamente disseminada pela mídia, somos chamados a proclamar que a renovação, o perdão e o amor são possíveis. Entretanto, é necessário crer nas palavras de Cristo: “Confiança, eu venci o Mundo” (Jo 16, 33).
O Brasil não merece viver de mentiras, narrativas, desonestidade e violência, e sim do verdadeiro Amor que vem de Deus. Aos que creem em Cristo, desejamos enfatizar o compromisso de construir um mundo novo, a civilização da vida e do diálogo, visando à harmonia. Como gostaríamos que a Boa Notícia fosse largamente difundida, levando todos a viver tempos novos!
Que Cristo Ressuscitado traga alívio e esperança, suscitando um renovado dinamismo nos governantes, para que sejam melhoradas as condições de vida de milhões de cidadãos, eliminando a nefasta praga da corrupção e a deletéria farsa eleitoreira. Feliz Páscoa para todos. Passagem da violência e do ódio para a paz.
Passagem da tristeza e do desespero para a alegria e esperança, das trevas para a luz. Passagem do desânimo e descrédito para a fé, inefável dom divino. Que haja Páscoa para o Brasil, passagem das inimizades para a concórdia, das contendas e conflitos partidários para a pacificação do país. O Povo precisa viver em clima de união e fraternidade.
Para tanto, é preciso vislumbrar o brilho da Luz de Cristo, presente no símbolo do Círio Pascal. “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12), disse o Mestre.
Todo ano, como um roteiro repetido de má fé, ressurge na cidade a figura do “Judas”. Um personagem criado por um ex-prefeito, que se dizia justiceiro do povo, mas que usava essa encenação para desviar o foco de suas próprias alianças e conveniências.
Mas este ano, o Judas veste Prada.
Circula elegante, polido, articulado — um verdadeiro mestre do verniz. Por trás do verniz refinado, esconde-se alguém sem escrúpulos, capaz de vender a própria mãe e ainda entregar a mercadoria, tudo em nome do poder. A família inteira já colhe os frutos da ascensão. Os bolsos transbordam, e a alegria parece infinita — como num conto de fadas à la Alice no País das Maravilhas. Os dentes, recém-colocados e afiados, estão prontos para dilacerar novas vítimas. Porque Judas não perdoa: por 30 moedas, ele beija, sorri… e trai.
Se apresenta como imaculado, acima de qualquer suspeita, mas já foi reconhecido pelas lentes mais atentas do poder como alguém disposto a trair por conveniência. O tipo de sujeito que sorri para a foto e aperta a mão enquanto afia a lâmina. Dizem que toda cidade tem o Judas que merece. Mas e quando o Judas se fantasia de salvador? E quando o criador da farsa não percebe que acabou virando personagem do próprio engodo?
A pergunta permanece: quem é, hoje, o verdadeiro Judas da cidade?