A uma semana do fim do prazo, um terço dos brasileiros não declarou IR

Brasília (DF), 21/03/2025 - Arte para matéria sobre Imposto de Renda. Imposto de renda com máscara. Arte/Agência Brasil
Foto: Arte/Agência Brasil

Documento pode ser entregue até as 23h59min59s de 30 de maio.

A uma semana do fim do prazo, um terço dos contribuintes ainda não acertou as contas com o Leão. Até as 18h desta sexta-feira (23), 30.328.822 de contribuintes tinham enviado a Declaração Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) à Receita Federal. O número equivale a 65,65% do total esperado para este ano.

Segundo a Receita Federal, 62,6% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 20,2% terão que pagar Imposto de Renda e 17,2% não terão imposto a pagar nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida pelo programa de computador (83,6%), mas 10,9% dos contribuintes recorreram ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 5,5% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 48,4% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usou a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 56,4% dos envios.

Desde 1º de abril, a declaração pré-preenchida passou a ser baixada com todos os dados disponíveis. O abastecimento dos dados da declaração pré-preenchida atrasou neste ano por causa da greve dos auditores fiscais da Receita.

O prazo para entregar a declaração começou em 17 de março e termina às 23h59min59s do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março na página Meu Imposto de Renda.

A Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

Agência Brasil

Edital do Enem 2025 é publicado; veja datas e regras do exame

Brasília (DF) 10/11/2024 – Segundo dia do Enem: candidatos respondem a 90 questões até 18h30Candidatos chegaram cedo para evitar surpresas antes da prova
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Provas serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23), o edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025.

O período de inscrições será de 26 de maio a 6 de junho. Os interessados deverão se inscrever na Página do Participante do exame, no site do Inep.

Conforme adiantado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, participantes do Enem com mais de 18 anos, que ainda não concluíram a educação básica, voltarão a obter a certificação no ensino médio para quem conquistar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas e nota acima de 500 pontos na redação.

Provas

O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro, em todo o Brasil.

São quatro provas objetivas e uma redação em língua portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha.

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de redação e as objetivas de língua portuguesa, língua estrangeira (inglês ou espanhol), história, geografia, filosofia e sociologia. A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração.

No segundo dia do Exame, serão aplicadas as provas de matemática, Química, Física e Biologia. Nesta data, a aplicação terá 5 horas de duração.

Os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília). O início será às 13h30.

No primeiro dia, as provas irão terminar às 19h. No segundo dia, o término é às 18h30. 

Cidades do Pará

Nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, as provas serão aplicadas em dias diferentes, por causa da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), entre 10 e 21 de novembro. 

Desta forma, o exame será realizado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro nessas cidades. 

“Excepcionalmente, considerando a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30, que será realizada em Belém-PA, a aplicação do Enem 2025 para o participante que indicar os municípios de Belém-PA, Ananindeua-PA ou Marituba-PA como município de aplicação no ato da inscrição será realizada em 30 de novembro de 2025 e 7 de dezembro de 2025”, diz o edital.

Nome social

No ato de inscrição, os candidatos podem requerer o tratamento pelo nome social, que é destinado à pessoa que se identifica e quer ser reconhecida socialmente, conforme sua identidade de gênero. 

Serão usados dados da Receita Federal, por isso o participante deverá cadastrar o nome social na Receita Federal. Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita.

O candidato não precisa enviar documentos comprobatórios.

Acessibilidade

O participante que necessitar de atendimento especializado deverá, no ato da inscrição, solicitá-lo.

O candidato deve informar as condições que motivaram a solicitação, como baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, Transtorno do Espectro Autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica. 

Os recursos de acessibilidade disponibilizados aos candidatos estão descritos no edital.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição do Enem é no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). O prazo para fazer o pagamento vai até 11 de junho. Não haverá prorrogação do prazo para pagamento da taxa.

Para pagar por Pix, basta acessar o QR code que constará no boleto.

De acordo com o edital, não serão gerados boletos para participante que informar na inscrição que usará os resultados do Enem 2025 para pleitear o certificado de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e concluinte do ensino médio (no ano de 2025), mesmo que ainda não tenha solicitado isenção da taxa. 

Reaplicação

De acordo com o edital, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro para os participantes que faltaram por problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas.

Agência Brasil

Novo Licenciamento Ambiental no Brasil: retrocesso travestido de modernização

Por Dayvson Moura

A recente aprovação, pelo Senado Federal, da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021) inaugura um capítulo preocupante na já frágil relação entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental no Brasil. Apresentada como uma modernização capaz de simplificar os procedimentos, o texto aprovado mascara, sob o véu da desburocratização, um grave esvaziamento dos instrumentos de controle ambiental, colocando em risco direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal.

Representando o Rio Grande do Norte como delegado eleito na 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, vi de perto o clamor popular por um modelo de desenvolvimento sustentável, democrático e responsável. A nova proposta legislativa, no entanto, caminha na contramão dessa construção coletiva. Ao institucionalizar modalidades como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), baseada na autodeclaração do empreendedor, o Estado abre mão de seu papel fiscalizador e submete o meio ambiente ao jogo da conveniência empresarial.

A suposta inovação trazida pela Licença Ambiental Especial (LAE), aplicável a projetos “estratégicos”, ignora que o critério de prioridade estatal não pode suplantar o imperativo constitucional da precaução ambiental. É inaceitável que, em nome da celeridade, se relegue a segundo plano a realização de estudos técnicos, a avaliação de impactos cumulativos e a participação popular — pilares do controle ambiental democrático.

Ainda mais alarmante é a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias de pequeno porte. Trata-se de um cheque em branco que desconsidera realidades como o avanço do desmatamento no Cerrado e na Caatinga, muitas vezes impulsionado por ações localizadas e contínuas, mas de alto impacto agregado.

O licenciamento ambiental é, por excelência, uma ferramenta de planejamento, não um entrave ao desenvolvimento. Reduzi-lo a um procedimento cartorial é ignorar a complexidade dos ecossistemas e as dinâmicas territoriais que exigem atenção, estudo e deliberação coletiva. O risco não é apenas ecológico, mas jurídico: ao flexibilizar excessivamente as exigências, a nova legislação pode fomentar a judicialização, ao invés de reduzi-la.

O Ministério do Meio Ambiente já se manifestou de forma contundente, classificando o texto como uma afronta à Constituição. E com razão: o artigo 225 da Carta Magna estabelece como dever do poder público exigir, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de degradação ambiental, o estudo prévio de impacto. O que se observa, no entanto, é a tentativa de esvaziar esse comando sob pretextos economicistas.

Como professor de Direito e Ativista Ambiental, não posso silenciar diante deste retrocesso normativo. O Brasil, um dos países com maior biodiversidade do planeta, não pode abdicar de seus compromissos ambientais em nome de uma política de “passagem livre” ao capital. Precisamos de licenciamento célere, sim, mas sobretudo responsável, técnico, transparente e participativo.

Ao invés de sepultar o licenciamento ambiental, deveríamos fortalecê-lo com investimento em quadros técnicos, digitalização dos procedimentos e articulação federativa eficaz. O que se espera da Câmara dos Deputados agora não é a chancela da pressa, mas a sabedoria de rever um projeto que coloca em risco o que temos de mais valioso: nossa natureza, nossas comunidades tradicionais, nossa dignidade ambiental.

Dayvson M. de Moura
Advogado Ambiental, Delegado Nacional do Meio Ambiente (5ª CNMA), Conselheiro de Planejamento Urbanístico e Ambiental do Município de Natal, Professor de Direito Ambiental, Ativista, Consultor e Perito Ambiental.

Em audiência no STF, Gonet esquece microfone aberto e diz que fez “cagada”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Procurador-geral da República repetiu a pergunta de um advogado que havia sido previamente barrada por Moraes e gerou desconforto na oitiva de testemunhas da tentativa de golpe.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, esqueceu o microfone aberto durante audiência do ex-ministro Aldo Rebelo como testemunha da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que “fez uma cagada”.

A declaração se deu após o procurador-geral questionar Rebelo sobre se a Marinha teria condições de dar um golpe sozinha, sem ajuda do Exército e da Força Aérea Brasília (FAB).

A pergunta, no entanto, já havia sido feita à testemunha pelo advogado do ex-comandante da Marinha almirante Almir Garniere foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes.

“Doutor, por favor. Não tem condições de saber isso. Não podemos ficar aqui fazendo conjecturas sem base na realidade”, afirmou Moraes após o questionamento do advogado Demóstenes Torres.

No entanto, quando o procuradoria-geral fez o mesmo questionamento, Moraes não interferiu.

A defesa de Garnier pediu então a palavra: “Ele está pedindo opinião, vossa excelência. Se eu não posso pedir opinião, ele também não poderia.”

Moraes pediu que Gonet reformulasse a pergunta de forma mais objetiva e concentrada em fatos. Durante a resposta, Paulo Gonet, pensando que havia mutado o microfone afirmou: “Fiz uma cagada”.

CNN Brasil

Flávio Rocha sugere que governo do Brasil siga os passos do argentino Milei

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Foto: reprodução/Redes Sociais – Flávio Rocha, dono da Riachuleo, defendeu que o governo do Brasil siga o exemplo do argentino Javier Milei.

O empresário potiguar Flávio Rocha, dono da Riachuelo, teceu duras críticas ao governo Lula por causa da alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Ao jornal Folha de São Paulo, Flávio disse o seguinte sobre a fórmula adotada pelo governo: “Já foi testada e reprovada reiteradas vezes”, disse.

“É uma explosão de arrecadação insuficiente para uma expansão assustadora do gasto público e não tem como dar certo”, complementou.

Sobre a expansão da dívida com efeito na alta dos juros, o empresário falou: “Não adianta reclamar. A taxa de juros vai continuar alta, e talvez até crescendo, enquanto houver esse desequilíbrio nos gastos”.

Flávio Rocha defendeu que o Brasil siga o exemplo da Argentina:

“Nós devíamos aprender com o vizinho, o Milei, aquele que foi tão ridicularizado. Esse fez a coisa certa. No curto prazo, vamos ver o confronto do Estado mínimo de Milei com o Estado máximo do nosso governo. Vamos ver quem está certo. A fórmula certa não é expandir governo. É diminuir governo”, afirmou Rocha.

Bebês reborn: Vereador de Natal apresenta projeto de lei para tratar e conscientizar pessoas que “criam” bonecas

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Foto: Veronica Macedo

A proposta, de autoria do vereador Preto Aquino (Podemos), deverá integrar o protocolo padrão de atendimento psiquiátrico na rede pública.

A Câmara Municipal de Natal vai começar a discutir nos próximos dias um projeto de lei que institui a “Campanha Municipal de Conscientização sobre a Humanização de Brinquedos”.

A proposta, de autoria do vereador Preto Aquino (Podemos), deverá integrar o protocolo padrão de atendimento psiquiátrico na rede pública de saúde do município.

O projeto surge em meio à repercussão nas redes sociais e na imprensa sobre adultos que mantêm vínculos afetivos com bonecas conhecidas como “bebês reborn”. De acordo com o texto, o objetivo da campanha é “conscientizar a população sobre a criação de laços afetivos reais e imaginários, com brinquedos, especialmente bonecas com características humanas infantis […] e os impactos para a saúde mental de adultos”.

A iniciativa prevê ações de orientação sobre o caráter lúdico e representativo desses objetos, a necessidade de distinguir realidade e fantasia, além de prever atendimento na rede pública de saúde em casos de distorção da realidade associada ao apego excessivo a brinquedos humanizados.

O projeto também estabelece que é vedada “qualquer forma de discriminação, preconceito, estigmatização ou menosprezo da pessoa humana em razão de seus hobbies e sentimentos para com objetos”, ressaltando que essas pessoas devem ser “tratadas com respeito e dignidade, sempre”.

Por outro lado, o texto reforça que brinquedos, como os “bebês reborn”, não devem ser considerados usuários de serviços públicos como matrícula escolar ou atendimento médico. A exceção, segundo a proposta, se aplica a crianças, adolescentes e pessoas neurodivergentes ou atípicas.

Agora RN

Mourão: acampamentos em quartéis pediam algo “totalmente inviável”

Hamilton Mourão, atual vice-presidente do Brasil. Ele veste terno e gravata e tem cabelos escuros – Metrópoles
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Mourão explicou que manifestantes pediam algo totalmente inconstitucional. O senador é uma das testemunhas que depõe nesta sexta.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que os manifestantes que estavam no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, pediam “algo que era totalmente inviável”, em referência a uma intervenção militar.

Mourão é uma das testemunhas de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro Braga Netto na ação penal sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e presta depoimento na tarde desta sexta-feira (23/5).

Ao ser questionado pela defesa do ex-presidente sobre sua opinião a respeito das pessoas que estavam no acampamento, Mourão afirmou que o que era pedido era “totalmente inviável e inconstitucional”.

“Pessoas em frente aos quartéis pedindo algo que era totalmente inviável, que era intervenção militar”, declarou.

Anteriormente, o senador classificou os atos de depredação na Praça dos Três Poderes como “baderna” e explicou, durante a audiência, que estava na piscina de casa naquele dia, sendo avisado pelo próprio irmão sobre os acontecimentos.

“Estava em casa. Saí do Palácio do Jaburu logo após o Natal. Estava dentro da piscina [em casa]. É a situação em que eu me encontrava naquele domingo”, contou. “Tomei conhecimento da baderna que estava acontecendo porque meu filho telefonou para avisar daquela baderna. Fui ligar a TV e vi aquilo”, completou.

Metrópoles

Bebê reborn: entre a doença, a solidão e o ridículo

bebê reborn

“Se fosse só eu 
a chorar de amor, 
sorria.” 

–Hai-Kai de João Guimarães Rosa, Egoísmo 

Entro numa fila para embarcar no aeroporto do Rio e, na minha frente, deparo-me com uma mulher jovem com uma criança no colo. Olho discretamente para a bebê e me surpreendo pensando: será que é de verdade? Quando escuto o choro fico com a impressão de que realmente se trata de um ser humano.

Mas ainda assim restou uma ponta de dúvida depois da avalanche dos bebês reborn. No caso concreto, a mãe estava tranquila e, logo depois, a criança brincava alegremente. Senti um estranho alívio.

É claro que respeito, com naturalidade, não só o direito de certas pessoas, na maioria mulheres, terem um bebê reborn e de se apegarem a eles, até mesmo de maneira apaixonada. Ninguém pode fazer qualquer interferência nos desejos e manifestações legítimas das pessoas. Essa é uma regra básica em uma sociedade que se pretende livre e respeitosa. Acredito mesmo que, por motivos diversos, não me cabe declinar e aprofundar: esse carinho, amor e afeto por um bebê de plástico podem fazer um bem enorme a algumas carências afetivas. Não me cabe julgar ninguém. 

Isso sem contar que as bonecas, muitas vezes, são verdadeiras obras de arte. Feitas por artistas plásticos que trabalham com esmero e profissionalismo. Esses brinquedos hiper-realistas, que imitam crianças de verdade, têm preços que variam de R$ 700 a R$ 15.000. Depende do material usado. É relevante ver qual a tinta usada, o cabelinho que vai ser implantado, os óleos utilizados, o material para os olhinhos, o kit que acompanha. Enfim, os colecionadores de bebês reborn sabem que são muitos os efeitos especiais para valorizar o seu preço. Por isso, os artistas cuidam de usar um material que pareça pele e macia, com textura, veias e dobrinhas. Tem até concurso do melhor bebê reborn. 

O ponto não é o inquestionável direito de cada um comprar um boneco super-realista, de tratá-lo como filho, de dormir com ele, de levá-lo a espaços públicos, enfim, de fazer da boneca uma companhia que, muitas vezes, a pessoa não consegue ter de alguém real. Essa é uma questão que cada um resolve como quiser, ou como puder. O problema se instala, e merece reflexão, quando a dona, ou o dono, da boneca resolve usar os serviços públicos como se o bebê reborn fosse gente.

Situações ridículas começam a proliferar no país. Uma mulher levou sua boneca para receber atendimento em uma UPA em Guanambi, na Bahia, alegando que a boneca estava com “muita dor”. 

Em Minas Gerais, uma adolescente simulou um atendimento de um boneco em um hospital. É criminoso diante da superlotação nos hospitais, que sofrem com a falta de médicos e com a escassez de insumos, que pessoas autoritárias e prepotentes queiram usar a estrutura pública para atender suas fantasias, ainda que simbólicas ou emocionais. Viralizou no Instagram uma filmagem de uma dondoca na fila de um supermercado sendo indelicada com a funcionária da caixa por ter sido, corretamente, impedida de entrar numa fila especial com uma boneca no carrinho. Papel ridículo que fez a dona do bebê reborn ao chamar, aos gritos, o bebê de filho para furar a fila. Da mesma maneira, o caso de um casal tentando usar a fila preferencial com o argumento de estarem com um “filho recém-nascido”. Esses são casos em que as pessoas só fazem um papel ridículo e tumultuam lugares públicos. Normalmente, partem de cidadãos que não têm mesmo nenhum respeito à coletividade e às normas de convivência entre entre pessoas civilizadas.

Mais grave, entretanto, é quando se trata de pessoas que buscam o SUS para situações teratológicas. Em Minas, uma mulher ocupou o SUS alegando que a boneca estava com febre. É claro que o problema não está na boneca e é necessário ter empatia com as pessoas com distúrbios dessa monta. Por isso, surgem propostas legislativas que buscam proibir o atendimento médico a esses bonecos em unidades de saúde pública ou privada sancionando os profissionais que realizarem atendimentos. E projetos que propõem aplicação de multa para quem tentar obter benefícios, como prioridade em filas ou descontos.

Sem dúvida é necessário tentar evitar o desvio de recursos públicos, até porque, infelizmente, quem realmente necessita, muitas vezes, não consegue o atendimento ideal. Onerar o SUS, esse programa que é um orgulho do Brasil, tem que ser impedido. Ainda que, temos que reconhecer, alguns “pais” de bebês de silicone estejam mesmo a merecer um tratamento médico. Psiquiátrico. 

Remeto-me a Pessoa, na pessoa de Caeiro: 

“Sei ter o pasmo essencial. Que tem uma criança se, ao nascer, reparasse que nascera deveras.”

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Morre Sebastião Salgado, um dos maiores fotógrafos do mundo, aos 81 anos

Foto: Lorena Sopena/Europa Press / Getty Images

Artista vivia em Paris, na França, e sofria com as consequências de uma malária adquirida nos anos 1990.

O fotógrafo Sebastião Salgado morreu aos 81 anos nesta sexta-feira, 23, em Paris, na França. Ele enfrentava problemas decorrentes da malária. 

O artista ficou conhecido internacionalmente por seus trabalhos em preto e branco, priorizando a abordagem de temas humanitários, sociais e ambientais. A informação foi confirmada pelo Instituto Terra, ONG fundada pelo fotojornalista.

“Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora”, escreveu o instituto.

Em entrevista ao The Guardian em 2024, o fotógrafo revelou que a saúde foi um fator determinante para sua aposentadoria. Por causa de uma malária que adquiriu nos anos 1990, ele vivia com muitas sequelas. Na época, ele estava na Indonésia e não recebeu o tratamento adequado para a doença. 

“Eu sei que não viverei muito mais. Mas eu não quero viver muito mais. Eu vivi tanto e vi tantas coisas”, contou ao veículo. 

Apesar de estar afastado dos trabalhos, Salgado estava planejando uma mostra especial para apresentar durante a COP30 em Belém, no Pará, em novembro deste ano. A Amazônia era um tema recorrente em seus trabalhos.

Quem era Sebastião Salgado?
Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu no dia 8 de fevereiro de 1944, na cidade de Aimorés, interior de Minas Gerais. Ele era formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (1964-1967), mestre pela Universidade de São Paulo e doutor pela Universidade de Paris, ambos em Economia. 

Ele era casado com a pianista Lélia Deluiz Wanick Salgado, com quem teve dois filhos: Juliano e Rodrigo. O fotógrafo também era avô de Flávio e Lara. 

Na década de 1970, Sebastião Salgado descobriu que sua paixão verdadeira era a fotografia. Ele viajou por mais de 120 países para apresentar seus trabalhos, que, posteriormente, também se transformaram em exposições, livros e publicações de imprensa.

Terra

Moraes discute com Aldo Rebelo em audiência: “Vai sair daqui preso”

Montagem com Aldo Rebelo e Alexandre de Moraes – Metrópoles b
Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes advertiu o ex-ministro da Defesa, entre 2015 e 2016, que poderia ser preso por desacato se não se comportasse.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-ministro da Defesa do governo de Dilma Rousseff Aldo Rebelo tiveram discussão acalorada durante depoimento de Rebelo ao STF. Nesta sexta-feira (23/5), Rebelo depôs como testemunha de defesa de Almir Garnier. Ao ser questionado pelo advogado de Garnier, Demóstenes Torres, sobre um possível apoio do cliente a uma tentativa de golpe, Rebelo tentou interpretar a língua portuguesa. Moraes o advertiu.

Demóstenes perguntou se seria possível a Marinha, comandada por Garnier, dar um golpe sozinha e citou que é colocado na denúncia que Garnier colocou as tropas à disposição do então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

Rebelo começou a responder dizendo: “Na língua portuguesa, precisamos colocar em consideração a força de expressão. Quando alguém diz ‘estou frito’ não significa que esteja dentro de uma frigideira”. Quando alguém diz ‘estou à disposição’ não significa literalmente o que quer dizer’”.

Moraes interveio: “O sr. estava naquela reunião? Não? Então, o sr. não tem condições de avaliar a língua portuguesa naquela ocasião. Atenha-se aos fatos”, disse.

Rebelo retrucou: “A minha avaliação da língua portuguesa é minha”.

Moraes respondeu: “Se não se comportar, será preso por desacato”.

Rebelo: “Estou me comportando”.

Moraes: “Então, responda a pergunta. Responde sim ou não”.

Rebelo: “Não. Não posso responder sim ou não”.

O advogado, então, partiu para outra pergunta. Rebelo participa de audiência no STF como testemunha de Garnier. Moraes preside a sessão.

Metrópoles

Neoenergia começa a marcar cabos com tinta inteligente para inibir furtos na rede elétrica

Neoenergia começa a marcar cabos com tinta inteligente para inibir furtos na rede elétrica
Foto: Divulgação

Estratégia utiliza nanotecnologia e permite rastreamento do cobre – mesmo se ele for triturado ou derretido

A Neoenergia Cosern começou a marcar os cabos da rede elétrica com um tipo de tinta inteligente que auxilia na identificação do cobre – um metal que vem sendo furtado com cada vez mais frequência e já deixou mais de 100 mil pessoas no Rio Grande do Norte sem energia em 2025. A tinta possui micropartículas com nanotecnologia que se integram ao cobre, deixando o material marcado quimicamente para sempre, mesmo se for triturado ou derretido para revenda. A ação de pintura dos cabos começou por Mossoró, Tibau, Grossos, Areia Branca, Porto do Mangue, Macau e Guamaré, os municípios mais afetados do estado por esse tipo de crime.

“De janeiro a abril deste ano, o furto de cabos já deixou 110 mil clientes sem energia em todo o estado, aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. É um crime que deixa residências, hospitais, delegacias, escolas, provedores de internet, salinas, parques eólicos, pousadas e restaurantes sem energia, em média, por nove horas. O esforço das nossas equipes para recompor as redes danificadas no menor tempo possível tem sido imenso e o prejuízo para a distribuidora já passa de R$ 24 milhões. Só em 2025 foram abertos 50 boletins de ocorrência e todas as informações sobre cada furto são enviadas, imediatamente, para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed)”, explica Osvaldo Tavares, superintendente Técnico da Neoenergia Cosern. 

Ocorrências

Em 2024, foram registradas 1.678 ocorrências de furtos de cabos nas redes de baixa, média e alta tensão no Rio Grande do Norte. Aumento de 30% em relação a 2023. Os criminosos furtaram cerca de 49 toneladas de

cabos de cobre e o prejuízo com a reposição desse material, junto com postes que às vezes são quebrados, já passa de R$ 24 milhões. Cerca de 529 mil pessoas ficaram sem energia elétrica por causa desse tipo de crime, aumento de 153% em relação a 2023.

Para diminuir o interesse dos criminosos pelo material, a Neoenergia Cosern também está substituindo os cabos de cobre da rede elétrica por alumínio. A linha de alta tensão de nove quilômetros de extensão entre Areia Branca e Mossoró, que já sofreu quatro ataques desde 2023, já teve 100% do cobre trocado por alumínio entre setembro de dezembro de 2024, a um custo de R$ 3,2 milhões.

O trabalho agora está concentrado na linha entre Macau e Guamaré. Cerca de 60% dos 27 quilômetros de extensão do cobre já foram trocados por alumínio. O valor estimado pela distribuidora para fazer a troca dos metais nos 76 quilômetros totais das quatro linhas mais vandalizadas no RN é de R$ 30,7 milhões.

Decreto

Em 16 de setembro de 2024, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 33.958/2024 que dispõe sobre o cadastro de compra, venda ou troca de cabo de cobre, alumínio, baterias e transformadores para reciclagem no Estado. As sucatas foram obrigadas a se cadastrarem na Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol/RN) para exercerem o direito de compra e venda e emitirem recibo com registro.

 

Neoenergia

Governo revoga parte do decreto de aumento do IOF após anúncio

Imagem colorida da fachada do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF) - Metrópoles
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Após anunciar aumento do IOF nessa quinta (22/5), governo fez reunião para reavaliar o impacto da medida e optou por recuar em dois pontos.

O governo federal divulgou, na noite dessa quinta-feira (22/5), que decidiu revogar parte das mudanças anunciadas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As alterações haviam sido publicadas horas antes, com aumento do tributo em operações de crédito, câmbio e seguro.

O anúncio do recuo se refere a dois pontos específicos e foi feito por meio da conta do Ministério da Fazenda na rede social X. A pasta explicou que as últimas medidas foram resultado de “diálogo” e “avaliação técnica”.

“Ministério da Fazenda informa que, após diálogo e avaliação técnica, será restaurada a redação do inciso III do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, que previa a alíquota zero de IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior”, diz trecho da publicação.

Um dos recuos refere-se às aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior. Originalmente, a alíquota para tal movimentação era zero. Com as mudanças anunciadas nessa quinta, foi implementada a taxação equivalente a 3,5%. Com o recuo divulgado por último, o IOF volta, portanto, a não incidir sobre esse tipo de transação.

O segundo ponto alterado pela Fazenda trata-se da cobrança de IOF sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas. O ministério esclareceu que as remessas destinadas a investimentos continuarão sujeitas à alíquota atualmente vigente de 1,1%, ou seja, sem alterações. Esse detalhamento, pontua a Fazenda, será incluído no texto do decreto.

Repercussão

O recuo nas alterações do IOF veio após repercussão negativa no mercado financeiro. O Ibovespa apresentou retração, depois do anúncio do governo federal. No dia, a baixa foi de 0,44%, o que fez o indicador fechar com 137.272 pontos. O dólar, por outro lado, registrou alta de 0,32% e encerrou valendo R$ 5,66.

O governo federal promoveu uma série de mudanças no IOF com o intuito de chegar ao equilíbrio fiscal por meio do aumento na arrecadação de tributos. As estimativas oficiais são de recolhimento de R$ 20,5 bilhões em 2025, e R$ 41 bilhões em 2026.

Corte de despesas

Também com o intuito de perseguir a meta fiscal para 2025, que é de déficit zero, o governo federal anunciou ainda contenção de gastos equivalente a R$ 31,3 bilhões no Orçamento deste ano.

A medida foi dividida em duas ações distintas: bloqueio de R$ 10,6 bilhões e contingenciamento de R$ 20,7 bilhões. Bloqueio e contingenciamento são, erroneamente, vistos como sinônimos. O contingenciamento guarda relação com as receitas, enquanto o bloqueio é impactado pelas despesas.

O detalhamento de onde incidirá cada corte ainda será anunciado. Está prevista para o dia 30 deste mês a publicação com detalhes de quanto cada órgão federal terá de cortar. Depois, estas mesmas pastas serão responsáveis por indicar onde serão feitos, de fato, os bloqueios e contingenciamentos.

Metrópoles

Justiça Eleitoral aprova contas de campanha do prefeito Allyson Bezerra por unanimidade

Prefeito Allyson Bezerra destaca o CETEC como marco educacional de Mossoró. Foto: José Aldenir/Agora RN
Foto: José Aldenir/Agora RN

Com a decisão, está afastada qualquer hipótese de devolução de recursos por parte de Allyson.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou por unanimidade as contas de campanha do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), reeleito nas eleições municipais de 2024. A decisão foi publicada na terça-feira 20 pela Justiça Eleitoral.

‘’De forma unânime, todos os juízes aprovaram a nossa prestação de contas, reconhecendo que os recursos foram aplicados de forma correta e todos os gastos de campanha foram feitos cumprindo à legalidade. Tudo foi feito de forma séria, responsável e correta. Agradeço a nossa equipe pelo trabalho realizado para demonstrar que tudo foi realizado dentro da lei’’, diz Allyson Bezerra.

A decisão destaca o seguinte: ‘’Estão respaldados por elementos probatórios adicionais (dezenas de fotos e vídeos) que corroboram a efetiva execução do objeto’’, pontua.

Com a decisão, está afastada qualquer hipótese de devolução de recursos por parte de Allyson, como chegou a ser noticiado durante a tramitação do processo.

Agora RN

Câmara de Parnamirim promove Audiência Pública sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

Em alusão à Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, a vereadora Rárika Bastos propôs a realização de uma Audiência Pública para discutir a temática. O evento será realizado nesta sexta-feira (23)no Plenário Dr. Mário Medeiros, às 14h, na sede do Legislativo.

A semana é promovida em referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. A data foi instituída em memória de Araceli Cabrera, uma menina de apenas oito anos, vítima de um crime brutal em 1973.

A iniciativa reforça a importância da conscientização e da mobilização da sociedade na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, combatendo todas as formas de violência.

Serviço
O quê: Audiência Pública: Em alusão à Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Quando: Sexta-feira (23), às 14h
Propositor: vereadora Rárika Bastos
Onde: Plenário Dr. Mário Medeiros, na sede da Câmara Municipal de Parnamirim

Preço do arroz atinge menor nível desde 2022

O preço do arroz em casca segue em queda no Brasil. Nesta terça-feira (20/5), a saca de 50 quilos foi cotada a R$ 73,31, o menor valor nominal desde junho de 2022, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
De acordo com o Cepea, a pressão de baixa é uma combinação de dois fatores: recuos no mercado internacional e aumento da oferta interna. Quando a oferta cresce e a demanda não acompanha, os preços naturalmente caem.
A produção nacional deve reforçar essa tendência. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de 2024/2025 deve alcançar 12,14 milhões de toneladas, um avanço de 14,8% sobre a temporada anterior. O crescimento é impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo incremento na produtividade, sobretudo no cultivo irrigado.
O cenário favorece os consumidores, mas pode pressionar a rentabilidade dos produtores.