A TV Ponta Negra foi homenageada nesta quinta-feira (29) pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte pelos 38 anos de fundação. A homenagem teve como propositor o deputado Ubaldo Fernandes.
Em sessão solene realizada no período da tarde, foram homenageados os funcionários: Flávio Gentil Lisboa de Araújo, Francisco Lucian Martins, Francisco Paulo Gomes Barbosa, Ivanilda Rosilene de Souza Silva, Luiz Augusto Barreto, Pedro Sotero Rosa e Rogério Fernandes, além dos ex-funcionários João Bosco Afonso e Paulo Victorino do Nascimento.
Também foi homenageado o empresário Leôncio Medeiros Filho, da rede de supermercados Nordestão, por ser o cliente mais antigo da emissora potiguar.
Ivanilda Gomes, que trabalha na emissora há 35 anos, relatou a sua alegria em receber essa homenagem. “Eu nunca recebi uma homenagem dessa em toda minha vida e estou me achando muito especial.”
Para a presidente da TV Ponta Negra, Miriam de Sousa, essa homenagem é muito importante para nossa empresa: “É um reconhecimento pelo trabalho e pela trajetória de sucesso da primeira televisão comercial do Rio Grande do Norte”.
Nesta quinta-feira (29), durante a 50º Sessão Ordinária, a Câmara Municipal de Parnamirim promoveu uma Tribuna Livre, para debater o tema “Mulheridades livres de violência no contexto da Lei Maria da Penha”, que teve como representante Valéria Felizardo, mãe da jovem Analia. O momento foi uma solicitação da DIVERSOMOS (Associação Norte Riograndense LGBTQIA+).
No plenário da Dr. Mário Medeiros estavam reunidos além dos vereadores, a secretária municipal das Mulheres e dos Direitos Humanos Khatia Palhano e a secretária da Mulher do município de Extremoz Sheila Freitas, para escutar o discurso da convidada.
“Venho à Casa do Povo com o coração dilacerado, em nome da memória da minha filha Márcia Anália e em nome de todas as mulheres que têm sido silenciadas e violentadas, muitas vezes sob o teto que deveria abrigá-las com amor”, discursou Valéria.
A representante usou sua fala na tribuna para pedir também aos vereadores presentes comprometimento, humanidade e ação efetiva, para que casos como o de sua filha não voltem a se repetir. “Cada um dos senhores aqui presentes têm o poder e o dever de legislar por quem não pode mais gritar por socorro. Peço que a história de Márcia (Anália) não se perca em ofícios”, disse a convidada em sua fala na tribuna.
A vereadora Rárika Bastos prestou solidariedade à convidada e afirmou o compromisso da Câmara no combate dessas violências. “É nesse momento que tanto esta casa legislativa, quanto o Executivo se levanta colocando em evidência essa mulheres que tem conhecimento de causa, para que a gente consiga atender, acolher, compreender e dar resolutividade”
Caso Anália Márcia Anália Felizardo da Silva, de 23 anos de idade, foi encontrada morta em sua casa no dia 24 de abril de 2024. O seu ex-companheiro, Josué Viana, confessou o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Anália foi morta de forma brutal e o crime comoveu toda a sociedade.
“Dizei- me vós, Senhor Deus! Se é mentira… se é verdade, tanto horror perante os céus?”
Castro Alves, Tragédia no Mar
A realidade cruel, brutal e covarde do massacre genocida que ocorre na Faixa de Gaza, cada vez mais, teima em inquietar o mundo. A grande esmagadora maioria faz ouvidos moucos e parece que as mortes, desumanas e em massa, são, na verdade, uma ficção. Uma ilusão, pois não pode ser verdade tanta barbárie à luz do dia. Sem nem mais fingir. Sem esconder. Sem querer parecer falso. São os donos da vida e da morte. Escolhem quem querem matar, ou torturar.
O que ocorreu com a médica pediatra Alaa al-Najjar, que estava trabalhando no hospital quando os corpos de 7 dos seus 10 filhos chegaram mortos por um ataque criminoso de Israel, não pode ser simplesmente banalizado. Esquecido. De tão queimados, ela, em princípio, não os reconheceu. Dois deles, uma bebê de 6 meses e um de 12 anos, desapareceram. Apenas um sobreviveu, e está gravemente ferido.
É bom citar os nomes, são crianças, são pessoas: Yahya, Rakan, Raslan, Jibran, Eve, Rivan, Luqman, Sadeen e Sidra. Todas crianças que poderiam ser nossos filhos. Viraram números no genocídio bárbaro que Israel faz em Gaza. Sob o silêncio cúmplice e covarde de todos. Do mundo. Nosso.
É importante ouvir o que têm a dizer os médicos que, heroicamente, trabalham na região. Em seguida ao ataque, uma médica pediatra, colega da mãe das crianças assassinadas, deu uma entrevista muito emocionante.
Ela relatou que mais de 1400 médicos e agentes de saúde já foram mortos, bem como seus familiares. Ela acusa o Estado de Israel de fazer uma ação criminosa e deliberada para atingir os agentes de saúde. Um crime que deveria chocar a todos. É importante frisar que 35 dos 36 hospitais de Gaza foram alvos de ataques criminosos do Estado de Israel.
O ataque covarde, criminoso e bárbaro do Hamas, em 7 de outubro de 2023, em que o sul do território israelense foi brutalmente atingido com 1.200 pessoas mortas – crianças, mulheres e idosos – e com a barbaridade de fazerem reféns, obviamente não pode ser usado como motivo e justificativa para o genocídio. O mundo livre e humanitário tem que se posicionar contra as duas barbáries. Só que o genocídio israelense impera desde então. E o que se vê é a omissão covarde do mundo dito civilizado.
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No início dessa selvageria, perdi um amigo que respeitava. Ao entrar em um restaurante em SP, fui surpreendido com um banqueiro, jovem e brilhante, que me abordou falando alto e de maneira arrogante e prepotente: “Diga ao seu amigo Lula que ele vai ficar isolado no mundo se ficar contra Israel. Vamos isolá-lo”. Perplexo, respondi que não era menino de recado e que o presidente estava do lado certo da história e ele quem ficaria isolado. Hoje, os genocidas sentem a força e o peso do isolamento e do desprezo. Não sei o que esse meu amigo pensa agora do genocídio, nunca mais falei com ele.
Outro sinal da doença da covardia é o comportamento dos grupos ditos progressistas. Faço parte de vários, embora pouco participe, apenas acompanho. Em um deles, unido e com história de compromisso com as causas democráticas, o assunto genocídio quase rompeu o grupo. Parei de acompanhar. O véu que cobre as consciências nesse assunto é muito denso. Todos parecem estar tratando de assuntos diversos. No meio, como em todo grupo grande, surgem mensagens sobre rivalidades de futebol. Um ataque a um hospital é meio que esquecido por um ataque do Flamengo que resultou em gol. E sempre alguém lembra que o Palmeiras não tem mundial.
Enquanto isso, a nota contra o genocídio bárbaro pelo Estado de Israel parece não passar pelo exame do VAR. Alegam um impedimento. E a falta de coragem de denunciar a barbárie acaba ganhando de goleada. Nem a solidariedade às crianças que estão morrendo de fome pelo bloqueio assassino que se opera em Gaza parece vencer a barreira do preconceito. Os que não morrem de fome, morrerão pelas bombas. O nosso silêncio será o túmulo de toda a omissão e covardia.
Lembrando-nos da frase atribuída a Mário Quintana, mas que é de autoria incerta: “O que muda a gente não é o que a gente fala, é o que a gente cala”.
Prazo de saída era 30 de maio; decisão se deu 1 dia após o empresário ter criticado projeto orçamentário do republicano.
O empresário e CEO da Tesla, Elon Musk, deixou o governo de Donald Trump nesta 4ª feira (28.mai.202). Ele ocupava o cargo especial de conselheiro do Doge (Departamento de Eficiência Governamental).
“Agora que meu tempo como funcionário especial do governo está chegando ao fim, gostaria de agradecer ao presidente @realDonaldTrump pela oportunidade de reduzir gastos desnecessários”, disse Musk em seu perfil no X.
O mandato de Musk à frente do departamento era de 130 dias de estava previsto para terminar na 6ª feira (30.mai). Em abril, ele já havia dito que deixaria o cargo para voltar a se dedicar às suas empresas.
A saída antecipada se deu 1 dia depois de o bilionário ter dito estar “decepcionado” com o projeto de lei orçamentária do governo enviado ao Congresso. Em entrevista à CBS News, disse que a proposta aumenta o déficit orçamentário e “mina o trabalho que está sendo feito pela equipe do Doge”.
Surfista abriu as portas ao Terra e falou sobre como conciliará negócios como empresário e a carreira na elite do surfe.
Bicampeão mundial, primeiro medalhista de ouro da história do surfe olímpico e empresário: Italo Ferreira é o nome por trás da mais nova cafeteria de São Paulo, a Stoke-Ed Coffee, que abre as portas ao público nesta quinta-feira, 29.
O surfista multicampeão abriu as portas de seu novo empreendimento ao Terra e revelou como se divide entre as performances no Circuito Mundial de Surfe e o cuidado ao novo negócio — a Stoke-Ed é o espaço físico da marca de cafés especiais de Italo Ferreira, lançada há pouco mais de um ano.
Italo tem na cafeteria parte de seus ‘projetos futuros’, em que planeja dedicar sua energia quando deixar de competir no surfe mundial: “Eu tenho pouco tempo para poder alcançar tudo que eu quero, para depois ficar tranquilo para trabalhar de fato nas marcas que estou construindo e novos projetos que venham a acontecer”.
Por outro lado, o surfista tranquiliza os fãs e assegura que a modalidade segue como sua ‘maior paixão’: “É onde eu me entrego. Então, as outras coisas ainda ficam na mão de pessoas que confio e que a gente vai trabalhando juntos para que as coisas possam fluir e eu fique leve o suficiente pra performar”.
“Nesse mundo é muito difícil você ter um milhão de coisas e performar ao mesmo tempo. É claro que eu sou jovem, tenho muita energia pra isso, mas prefiro concentrar a minha energia completamente pra competição”, disse.
‘Trazer um pouco do que vivo diariamente’
Sobre o projeto, Italo Ferreira destacou que a proposta foi de levar um ‘lifestyle mais saudável, um pouco do que vive diariamente’ para dentro de uma cafeteria. O negócio foi feito em uma sociedade entre o surfista e o empresário do ramo da gastronomia Ricardo Meinberg.
“A Stoke-Ed está começando, é uma criança no mundo dessas marcas, mas para mim é algo muito prazeroso poder ter um projeto como esse, ter uma marca para poder entregar minha energia e fazer acontecer de fato”, afirmou.
Pensada para atender um público ‘urbano, que busca qualidade de vida e tem rotina ativa’, a cafeteria oferece atendimento completo ao longo do dia. O cardápio é assinado pelo chef Miguel Meinberg, da escola gastronômica Le Cordon Bleu Brasil, com curadoria de Italo Ferreira.
Entre os destaques, o cardápio oferece bebidas com café, como Milkshake de Café sem glúten (R$ 25), Mocha de Caramelo (R$ 22) — café espresso com caramelo e leite vaporizado — e Affogato (R$ 20) — dose de café espresso com calda de chocolate e duas bolas de sorvete.
Há, também, opções leves e naturais para almoço e jantar, além de salgados variados e com opção vegana. O local ainda é ‘pet-friendly’.
Confira a Stoke-Ed, em São Paulo:
Endereço: Alameda Santos, nº 847, Jardim Paulista, São Paulo; Funcionamento: aberto todos os dias, das 7h às 20h; Delivery: WhatsApp, iFood, Rappi e 99.
Campanha nacional protesta contra a alta carga tributária e estimula debate sobre consumo e reforma fiscal.
Chegou o dia! O Dia Livre de Impostos (DLI) 2025 está sendo realizado nesta quinta-feira (29) em Natal e em várias cidades do país. A ação, promovida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e coordenada localmente pela CDL Jovem Natal, mobiliza mais de 120 lojas da capital potiguar, que estão vendendo produtos e serviços com descontos equivalentes ao valor dos impostos embutidos nos preços.
Um dos grandes destaques da edição deste ano é a participação do Posto Amigo, localizado na Avenida da Integração, bairro Candelária. O local está oferecendo 4 mil litros de gasolina ao preço de R$ 3,82 o litro, com limite de 20 litros por carro. A ação começou logo cedo e promete movimentar a região durante todo o dia.
Além dos combustíveis, os consumidores podem encontrar descontos de até 70% em setores como vestuário, cosméticos, alimentos, eletrodomésticos, papelarias, farmácias, entre outros. A lista completa dos estabelecimentos participantes está disponível no perfil da entidade: @cdljovemnatal.
Entre as empresas confirmadas estão nomes como Stalker, Mahogany, Matersol, Miranda Computação, Magazine Luiza, Santa Lolla, Oticalli, Ótica Diniz, Ecologica, Rio Center, Sport Master, A Graciosa, Grand Optical, USAFLEX, Romanell, Açaíteria do Vale, Bella Vista, Alecrim Colchões, Superzon, Matersol, e o Posto Amigo, localizado na Avenida Integração, em Candelária. A lista inclui ainda lojas situadas nos principais shoppings da cidade, como Natal Shopping, Midway Mall, Praia Shopping, Partage Norte Shopping, além de unidades no Alecrim, Cidade Alta e Zona Norte.
“O Dia Livre de Impostos é uma forma de mostrar, de maneira direta, o quanto os tributos impactam o nosso poder de compra. A adesão dos lojistas foi fantástica, e convidamos a população a participar, consumir e refletir sobre a necessidade de uma reforma tributária mais justa”, afirma Heloise Papa, presidente da CDL Jovem Natal.
A ação é simbólica: os impostos não são isentos pelo governo. Os lojistas assumem o valor dos tributos por um dia para promover a conscientização da sociedade sobre o atual sistema tributário brasileiro, que sobrecarrega empresas e consumidores.
As lojas participantes estão identificadas com a identidade visual da campanha e divulgando as ofertas em suas redes sociais. A expectativa é de grande movimentação ao longo do dia, com cobertura na imprensa e nas mídias digitais.
SERVIÇO:
📌 O quê: Dia Livre de Impostos – DLI 2025
📅 Quando: HOJE, 29 de maio (quinta-feira)
📍 Onde: Lojas participantes em Natal (confira a lista em @cdljovemnatal)
⛽ Destaque: Posto Amigo – Av. da Integração, Candelária – Gasolina a R$ 3,82 (limite de 20L por carro)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (28) que “Deus deixou o sertão sem água” porque sabia que ele seria presidente e levaria o recurso para a região Nordeste. Ele discursou durante a cerimônia de entrega do 1º Trecho do Ramal do Apodi, próximo a Cachoeira dos Índios (PB), que contempla o plano de transposição do Rio São Francisco.
“Era uma obra [transposição do Rio São Francisco] que muita gente não acreditava que a gente fosse fazer. Porque fazia 179 anos. Não estou falando de dez anos, estou falando de 179 anos que se prometia água para essa região. E eu, graças a Deus, descobri uma coisa: Deus deixou o sertão sem água porque sabia que eu ia ser presidente da República e ia trazer água pra cá”, afirmou.
O petista manteve o tom eleitoral do evento anterior, realizado no município de Salgueiro (PE), e repetiu os ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também falou sobre a medida provisória que isenta a conta de luz para famílias mais pobres e anunciou novas ações do governo.
“Vamos anunciar um programa logo para fazer um crédito para reforma de casa. O cara não quer comprar uma casa, quer fazer um banheiro a mais na casa dele, um quartinho pro neto ou para o filho, uma garagem a mais pro carrinho dele. Também estou pensando numa linha de crédito para financiar moto para os entregadores de comida para eles não passarem privações. E estamos pensando em fazer com que o gás de cozinha chegue na mão dos pobres bem mais barato”, acrescentou.
Lula afirmou que “quando fizer tudo isso” ele começa a “viajar o Brasil”. O presidente voltou a dizer que apenas ele e o ex-presidente Getúlio Vargas tiveram preocupação com a inclusão social. “Depois de Getúlio Vargas, somente eu trouxe inclusão social neste país”, enfatizou.
O mandatário anunciou que o governo lança o programa Mais Especialista nesta sexta-feira (30) para agilizar consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). “Ontem passei uma hora e meia dentro de uma máquina para saber se eu estava com algum problema na cabeça porque eu senti uma tontura, era labirintite”, relatou. Lula foi levado ao hospital nesta segunda (26) após sentir tontura e foi diagnosticado com labirintite.
Foto: Anna Moneymaker/Getty Images e Igo Estrela/Metrópoles
Alexandre de Moraes tem sido acusado por parlamentares norte-americanos trumpistas que querem usar lei dos EUA para punir o ministro do STF.
A nova política de governo dos Estados Unidos, que pretende restringir vistos para autoridades estrangeiras acusadas de censurar cidadãos norte-americanos, ameaça líderes brasileiros que tiveram embates recentes com a gestão de Donald Trump, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O possível avanço do governo Trump contra Moraes e outras autoridades brasileiras foi anunciado pelo secretário de Estado do governo dos EUA, Marco Rubio, nessa quarta-feira (28/5). Ele afirmou que a liberdade de expressão é essencial ao estilo de vida dos EUA, “um direito inato sobre o qual governos estrangeiros não têm autoridade”.
Alexandre de Moraes é acusado por parlamentares norte-americanos alinhados a Trump de praticar censura ao pedir banimento de determinados perfis em redes sociais, por exemplo, e de, portanto, ferir a liberdade de expressão. Entre as consequências das sanções dessa lei, estão a perda de bens e a proibição de entrada nos EUA.
Para Rubio, “estrangeiros que trabalham para minar os direitos dos americanos não devem ter o privilégio de viajar para o nosso país. Seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lugar, os dias de tratamento passivo para aqueles que trabalham para minar os direitos dos americanos acabaram”.
De acordo com apuração da coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles, ministros do STF não gostaram de saber que o governo de Donald Trump caminha para sancionar Moraes. Um ponto específico que gerou incômodo na Corte foi a possibilidade de esposas de magistrados com escritórios de advocacia também sofrerem sanções.
Se confirmada, essa possibilidade também atingiria Moraes, que é casado com advogada que atua em escritório de advocacia. No entendimento da Casa Branca, estender sanções financeiras às esposas dos ministros seria uma forma de reforçar as punições direcionadas a integrantes do STF.
Pelo raciocínio do governo Trump, a maior parte da renda familiar dos magistrados viria desses escritórios de advocacia e, portanto, a extensão seria necessária para a efetividade do bloqueio.
Moraes acusado
Moraes tem sido acusado de promover censura por meio de suas ordens judiciais. Segundo parlamentares dos EUA, as ordens do ministro atingem empresas localizadas nos EUA e cidadãos que estão no país.
Tudo começou após o ministro do STF suspender o X no Brasil, em 2024, depois de a rede social descumprir determinações judiciais em solo brasileiro.
O ministro brasileiro chegou a ser alvo de uma ação judicial apresentada pela plataforma Rumble, em parceria com uma empresa de Trump. Elas pediam que não fossem obrigadas a cumprir ordens de Moraes.
No dia 21 de maio, Rubio disse que existe uma “grande possibilidade” de Moraes ser alvo de sanções norte-americanas, com base na Lei Global Magnitsky.
Embora Rubio não tenha citado nomes, limitando-se a falar de “estrangeiros”, a ação do secretário de Estado dos EUA pode ser interpretada como mais um capítulo da ofensiva do governo Trump contra Moraes. No dia 21/5, Rubio disse que existe uma “grande possibilidade” de o ministro do STF ser alvo de sanções norte-americanas, com base na Lei Global Magnitsky.
Autoridades na mira de Trump
O jornalista Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, que vive nos Estados Unidos e é neto do último presidente da ditadura militar, João Figueiredo, usou as redes sociais para divulgar uma lista de autoridades brasileiras que teriam sido denunciadas por ele ao governo norte-americano, por supostas violações à liberdade de expressão.
Segundo ele, esses nomes estariam envolvidos em violações de direitos contra cidadãos, residentes e empresas norte-americanas. Ao lado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Paulo Renato tem articulado em busca de punições a autoridades como o ministro Alexandre de Moraes.
Veja a lista divulgada por Figueiredo:
Os ministros do STF: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino;
O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet;
Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o chefe da divisão de Crimes Cibernéticos da PF, Fabio Schor;
Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski;
Senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado.
Interesse nacional em primeiro lugar
O chanceler Mauro Vieira se pronunciou sobre a decisão do governo dos Estados Unidos. À parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional na Câmara dos Deputados, nessa quarta, o chefe da diplomacia brasileira disse que os interesses do Brasil estão em “primeiro lugar”.
Vieira foi questionado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP) sobre o anúncio realizado horas antes pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificado pelo petista como “ingerência” norte-americana sobre o Brasil. Ao responder, o ministro das Relações Exteriores afirmou que o Brasil não possui nenhuma parceria incondicional.
“Queria relembrar as palavras que disse, em referência ao Barão de Rio Branco [pai da diplomacia brasileira], dizendo que o Brasil não tem alianças, não tem parcerias incondicionais”, declarou o chanceler. “O principal é o interesse nacional, que está em primeiro lugar”, acrescentou Mauro Vieira.