Homem foi socorrido após ser baleado em festa de aniversário de prefeito — Foto: Reprodução
Um homem de 25 anos foi baleado durante a festa de aniversário do prefeito da cidade de Angicos, na região Central potiguar, na noite deste domingo (3). O caso foi confirmado pela prefeitura do município e pela polícia. O autor dos tiros fugiu.
A festa privada de aniversário de 60 anos do prefeito Miguel Pinheiro Neto (MDB) começou ainda de manhã com uma cavalgada. Os shows começaram no início da tarde em um parque de vaquejada, tinham cobrança de ingressos e vigilância, com revista do público.
Apesar disso, o homem foi baleado por outra pessoa à noite, durante a apresentação da última banda. Ainda não se sabe como o autor do crime entrou com uma arma no local.
Segundo o município, no momento dos disparos os prefeitos e outros políticos convidados para a festa já não estavam no parque de vaquejada. A prefeitura ainda informou que a vítima trabalha em uma empresa de energia eólica que está atuando na região.
A Polícia Militar informou que foi acionada ao local da festa privada por volta das 19h30, mas, quando a equipe chegou ao parque de vaquejada, o suspeito já tinha fugido e a vítima tinha sido socorrida.
Já a Polícia Civil informou que, até a manhã desta segunda-feira (4), ninguém havia procurada a delegacia do município para registrar a ocorrência. Os policiais tomaram conhecimento do caso por meio da população e da imprensa e buscam informações para identificar o autor do crime.
A vítima foi socorrida, levada para o hospital do município e, após estabilização, foi transferida para o Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, onde está internada. Segundo a unidade, o homem passou por cirurgia e tem estado de saúde estável.
Foi aberto pela primeira vez nesta segunda-feira (05), o Restaurante Popular do Golandim, um espaço com a capacidade de fornecer até mil refeições diárias e que visa oferecer opções acessíveis e nutritivas para a comunidade local, promovendo uma alimentação saudável a preços simbólicos.
Localizado na Rua Sapucaí, no bairro Golandim, o restaurante é resultado de uma colaboração entre a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e o Governo do Estado, consolidando esforços para atender às necessidades básicas da população.
O cardápio diversificado do Restaurante Popular do Golandim contempla:
Café da manhã: 270 refeições por apenas R$ 0,50
Almoço: 500 refeições por apenas R$ 1,00
Jantar: 230 refeições por apenas R$ 0,50
O Prefeito Eraldo destacou a importância dessa iniciativa para a comunidade, afirmando: “A abertura do Restaurante Popular representa um compromisso com a segurança alimentar e o bem-estar de nossa população. Estamos felizes em proporcionar acesso a refeições saudáveis a preços acessíveis, promovendo inclusão e dignidade para todos os moradores de São Gonçalo do Amarante.”
A Secretária Municipal do Trabalho, Assistência Social e Cidadania, Jane Cleide Oliveira, ressaltou a relevância deste equipamento para o acesso à alimentação, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela declarou: “O Restaurante Popular é um passo significativo para garantir que todos tenham acesso a refeições nutritivas. Essa iniciativa é fundamental para a promoção da igualdade social e para amparar aqueles que mais precisam.”
Na madrugada desta segunda-feira, um cidadão perdeu o controle do veículo na avenida Adeodato José dos Reis.
Segundo informações de uma testemunha, o condutor do veículo colidiu em outro carro em seguida capotou. O homem ficou com parte do corpo pra fora do veículo vindo a óbito no local.
O prefeito Taveira, em mais uma entrevista ao programa a voz da liberdade, no último sábado (2), fez um balanço sobre o momento atual da administração e falou investimentos e obras que estão em andamento na cidade, além de novas ordens de serviços que serão dadas nos próximos dias.
Taveira chegou no estúdio acompanhado de vários secretários e também vereadores capitaneados pelo presidente da Câmara Wolney França que demonstrou entrosamento entre os poderes.
A entrevista no campo político serviu para alinhar os pré-candidatos aos critérios de escolha daquele que terá o apoio da situação para eleição de 2024.
O prefeito aproveitou a entrevista para apontar o caminho daquele que poderá ser o escolhido como o seu candidato à prefeito de Parnamirim, reafirmando a data do seu anúncio oficial.
É assustadora a entrevista do Dr. Carlos Fernando dos Santos Lima para o livro sobre os bastidores da Operação Lava Jato. Sou um dos autores, até porque tive mais de 20 clientes nessa operação farsesca. A entrevista foi repercutida pelo jornalista Aguirre Talento, colunista do UOL. Esse ex-procurador foi um dos líderes da República de Curitiba e chefe da força-tarefa da Lava Jato. O hoje advogado e autointitulado consultor de compliance, exatamente em razão das informações privilegiadas que obteve com seu comando na referida Operação, curiosamente agora admite falhas nas delações premiadas conduzidas pela Procuradoria-Geral da República.
Chega a admitir, em relação a uma determinada delação, pasmem, que, “apesar de termos assinado, esse acordo foi feito à nossa revelia. Até nos insurgimos…”. Mas assinaram! E esses acordos resultavam em prisões! Um acinte! Isso sim uma grave confissão dos métodos questionáveis dessa turba.
Em relação à delação do ex-senador Sérgio Machado, a qual depois foi comprovada ser absolutamente falsa, com inacreditável desfaçatez, o ex-chefe da força-tarefa afirma que o fato de aparecer nas delações nomes de peso e de grande destaque hipnotizava os procuradores. Parece mentira, mas é o que está na entrevista: “Às vezes as pessoas acenam uma prova que atinge a psique do procurador. Todo procurador quer um bom resultado em um grande caso. Então ao pegar um Sérgio Machado gravando Sarney, Renan e Jucá aquilo chacoalha na frente do procurador, que fica hipnotizado”. Ou seja, o dito especialista em compliance agora admite que o pedido de prisão do ex-presidente Sarney foi feito sob o efeito da perspectiva de um grande apelo midiático. É extremamente grave a confissão desse ex-membro da força-tarefa, que parece agora querer se apresentar ao mercado “prevenindo” as práticas que ele mesmo disseminou e implantou nas delações forjadas que ajudou a construir.
Essa delação que, segundo ele, hipnotizou pelos nomes envolvidos foi posteriormente reconhecida como falsa. Contudo, resultou no afastamento do então Ministro Romero Jucá do Ministério e em um covarde e irresponsável pedido de prisão de um ex-presidente da República. À época eu era advogado dos senadores Sarney e Jucá e apontei a completa irresponsabilidade dos procuradores. Afirmei que parte da procuradoria instrumentalizava o Ministério Público, em conluio com o então juiz Sérgio Moro, com claros objetivos políticos e sede de Poder. Eu e meu sócio Marcelo Turbay inclusive escrevemos artigo a respeito, publicado no “Livro das Suspeições”, lançado pelo Grupo Prerrogativas. Depois, felizmente, o Supremo Tribunal anulou vários processos e afirmou que o mencionado grupo corrompeu o sistema de justiça.
Tenho dito que a Lava Jato não acabou. É necessário que a nova gestão da Procuradoria-Geral da República, juntamente com a Polícia Federal, séria e competente, façam uma investigação rigorosa sobre os excessos e os crimes cometidos por parte daqueles que instrumentalizaram os Poderes da República. O Brasil perdeu muito com a farsa dessa operação criminosa, agora em boa parte já desnudada. Várias vidas e reputações foram destruídas. A Lava Jato só terá um fim com a responsabilização civil e criminal dos que usaram de métodos não republicanos na ânsia de poder, alguns deles agora em franca confissão de seus crimes.
O procurador Carlos Fernando Santos Lima e o ex-juiz Sergio Moro. (Reprodução)
Vamos dar a eles tudo que eles negaram aos réus da operação: direito à ampla defesa, ao contraditório, ao devido processo legal e presunção de inocência, com o recolhimento de que a prisão para cumprimento de pena só poderá ocorrer após o trânsito em julgado de possível sentença condenatória. Não utilizaremos os métodos que criticamos. Caso contrário, a barbárie terá vencido. Porém, vamos cobrar responsabilidade, em nome de todos os que foram vítimas da sede de poder que chegava a hipnotizar os procuradores.
O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Wolney França, entregou neste sábado (2), o título de Cidadão Parnamirinense ao senador Rogério Marinho. A honraria acontece em virtude do trabalho do parlamentar em benefício do município. A cerimônia, realizada na Feira Pública de Santos Reis, contou com a presença do prefeito Rosano Taveira, e do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também recebeu a honraria.
O evento reuniu milhares de pessoas no entorno do Mercado Santos Reis, onde região onde ocorre a feira pública. De acordo com Wolney França, a honraria faz justiça ao trabalho que Rogério tem feito nos últimos anos pela cidade. “Já na época em que foi ministro, Rogério já trabalhava como um importante colaborador da nossa cidade, viabilizando recursos para o desenvolvimento de Parnamirim”, afirmou ele.
Além do senador Rogério Marinho, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi agraciado com o título de cidadão parnamirinense. A proposição foi do vereador Gabriel César. Para Wolney, o título também reflete a o compromisso de Bolsonaro com o município de Parnamirim, durante a sua gestão. “Este título é um gesto de gratidão ao ex-presidente, que muito fez pela nossa cidade no período que foi presidente da república”, afirmou o presidente da Câmara.
O trabalho da Prefeitura de Mossoró em atrair empresas e investidores para a cidade tem proporcionado um avanço histórico na geração de empregos. Mossoró é o Município que mais gerou empregos em todo o Rio Grande do Norte neste mês de outubro com mais de 800 novas contratações, representando assim, 35,9% dos empregos gerados em todo o Estado. Os dados foram divulgados essa semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego – Governo Federal.
Somente no mês de outubro, o setor de serviços registrou um saldo positivo de 648 novas contratações. O segmento da construção vem em seguida com 176 novos postos. Ao todo, o Município contabilizou em outubro um saldo de 812 novos postos de trabalho, conquistando mais uma vez a liderança na geração de emprego entre os municípios potiguares.
Outro dado interessante é que, de janeiro a outubro deste ano, Mossoró contabiliza um saldo de 6.889 novos postos no acumulado. De forma geral, nos últimos três anos Mossoró se destaca na geração de emprego com 16.405 novas vagas. Nos quatro anos anteriores, de 2017 a 2020, o saldo de empregos era negativo.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, evidencia que o saldo positivo de empregos é fruto do trabalho e parceria com as empresas e investidores que apostam em Mossoró. “Os dados do Caged mostram que Mossoró é a terra da oportunidade, e isso é resultado do trabalho que vem sendo feito junto às empresas, batendo recorde na emissão de alvarás a cada mês; incentivos como doação de terrenos para instalação de empresas e geração de empregos na cidade, além, claro, das obras do programa ‘Mossoró Realiza’, que aquecem a área da construção civil”, disse ele.
Fundamentos que sustentam a formação humanista de um advogado são incompatíveis com a violência da quebra da institucionalidade, escreve Kakay
Articulista afirma que é necessário que cada advogado esteja atento na luta diária para manter a democracia; na imagem, estátua “Justiça”
“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”
Costumo dizer que o que a advocacia me deu de mais relevante foi a hipótese de ter voz. De poder me manifestar nos mais diferentes espaços sobre os conteúdos que julgo relevantes.
Nesta semana, participei da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira em Belo Horizonte. Impressionantes 20.000 advogados se reuniram para discutir temas diversos. Certamente, o maior evento jurídico do mundo, no qual todos os assuntos de algum interesse foram debatidos.
Divulgação/OAB Nacional
Advogados e profissionais do Direito durante a 24ª Conferência Nacional da Advocacia
As Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs) continuam em queda no Rio Grande do Norte. Segundo dados contabilizados e consolidados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), a redução foi de 42,5%. Este é o menor índice de violência para o mês desde quando foi iniciada a série histórica do estado, em 2011.
Em números absolutos, 120 pessoas foram mortas no RN em novembro de 2022. Já neste ano, no mesmo período, foram registradas 69 mortes violentas (-42,5%). Compreende-se como CVLIs o total de mortes por homicídio doloso, mortes decorrentes de intervenção policial, vítimas de latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídios.
Série histórica
No Rio Grande do Norte, as mortes violentas passaram a ser contabilizadas, seguindo uma mesma metodologia, a partir de 2011. Abaixo, confira os dados referentes ao total de CVLIs para o mês de novembro ano a ano.
A redução das mortes violentas também vem acontecendo nas maiores cidades do estado. Abaixo, veja tabela com o total de CVLIs registradas nos meses de novembro de 2022 e 2023 nos municípios de Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba.
Os auditores da Receita Federal no Rio Grande do Norte se mantém em greve, seguindo a mobilização nacional. A categoria reivindica a implantação da bônus de eficiência, e o cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ano de 2024. A paralisação no Estado potiguar conta com grande adesão e é por tempo indeterminado.
“Lutamos pelo justo cumprimento do acordo salarial firmado em 2016, reivindicando a implementação plena do bônus institucional, com o cumprimento do Plano de Aplicação do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização) e alteração do texto do decreto 11.545/2023, que regulamentou a referida parcela remuneratória”, diz um trecho da nota oficial da Delegacia Sindical do RN.
O acordo de eficiência e produtividade foi firmado ainda em 2016 e até agora não implantado. “Já são sete anos de espera, inúmeras reuniões, assembleias, atos públicos, ações de mobilização com repercussão nacional e expectativas frustradas. Nada disso, entretanto, parece ter sido capaz de sensibilizar o governo a tomar as medidas necessárias para garantir o pagamento do bônus, um direito assegurado por lei”, informa a delegacia sindical no comunicado.
No âmbito judicial, a categoria obteve a primeira vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ), diante da ação imposta pela Receita Federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), que tentou barrar injustamente a greve dos Auditores. Conforme determina a legislação, estão assegurados os 30% de atendimento aos serviços considerados essenciais, tanto que a ação impetrada pela AGU contra a greve dos auditores não prosperou.
São Gonçalo do Amarante se prepara para comemorar mais uma vez o Dia Municipal do Evangélico, um evento que se tornou tradicional na cidade. Em conformidade com a Lei Nº 1.230, de 2010, o último sábado de novembro é reservado para honrar e celebrar a comunidade evangélica local.
Este ano, a Prefeitura Municipal tem o prazer de anunciar que o tão aguardado evento contará com a apresentação especial da renomada banda Diante do Trono. Com mais de duas décadas de história na música cristã contemporânea e congregacional, o grupo é conhecido por suas poderosas performances e mensagens edificantes.
O prefeito Eraldo ressalta a importância deste evento para a comunidade de São Gonçalo do Amarante, destacando: “O Dia Municipal do Evangélico é uma oportunidade única para celebrarmos a fé, a união e os valores que a comunidade evangélica traz para nossa cidade. É um momento de reflexão e alegria, onde celebramos a diversidade religiosa em um ambiente de paz e harmonia. A presença da banda Diante do Trono neste evento especial é uma honra e um presente para todos nós.”
O evento está marcado para o próximo domingo, dia 03, e terá início às 17h, ao lado do Ginásio do Amarante. Diante do Trono, liderado pela carismática cantora, compositora e pastora Ana Paula Valadão, promete um show memorável, repleto de música inspiradora e mensagens de fé.
_Cinco caminhões iluminados farão parte do comboio natalino_
Para dar início a celebração da magia natalina, os caminhões iluminados da Caravana de Natal da Coca-Cola já começaram a percorrer o país. Na próxima segunda-feira (04), o Estado do Rio Grande do Norte recebe esse momento mágico que leva luz, encanto e emoção por onde passa. Este ano, os caminhões iluminados passam por Natal e Parnamirim.
A iniciativa faz parte da campanha de Natal da Coca-Cola que, em 2023, traz como tema “Desperte o Papai Noel que há em você”. Os caminhões desfilarão a partir das 18h até as 22h, passando por pontos estratégicos das cidades. A Solar Coca-Cola, fabricante do Sistema Coca-Cola no Brasil com atuação em 70% do território nacional (regiões Norte e Nordeste, Mato Grosso e parte de Tocantins e Goiás), é quem executa o espetáculo natalino dentro da sua área de atuação.
“As caravanas de Natal da Coca-Cola são uma tradição natalina que o público ama, e que encanta milhares de brasileiros e brasileiras. Neste ano, os caminhões iluminados passarão por 40 cidades e 13 Estados, percorrendo mais de 10 mil km. Ficamos contagiados com a magia desse momento, e poder proporcionar essa alegria no coração das pessoas das mais diversas idades, nos deixa orgulhosos e realizados. Precisamos despertar o espírito natalino dentro de cada um de nós, e essa ação com certeza é um momento de confraternização e emoção”, afirma Natasha Castro, coordenadora de marketing e responsável pelas Caravanas Iluminadas da Solar Coca-Cola.
Neste ano, cinco caravanas simultâneas percorrem o território da Solar, que além do Nordeste, também abrange Norte e Mato Grosso. Ao todo, serão mais de 10 mil km rodados, dois mil a mais que a trajetória do ano passado, que chegou a 8 mil km. Durante os desfiles pelo menos cinco caminhões farão a alegria do público, com paradas em shoppings, pontos de venda e pontos turísticos durante 44 dias, finalizando no dia 21 de dezembro, no Piauí.
Acompanhe o trajeto das Caravanas
Natal (com início em Parnamirim) (04/12): a partir das 18h, a Caravana de Natal da Coca-Cola passa por pontos como o Mar Vermelho Atacado, o Caminhódromo Parnamirim, o Favorito Supermercados (Av. Ayrton Senna), e o Nordestão (Av. Engenheiro Roberto Freire). Link para rota completa: https://www.coca-cola.com.br/natal?state=20&city=3773&caravan=101 (a rota está sujeita a alterações sem aviso prévio).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir nesta sexta-feira (1°) a abertura de consulta pública para revisar a regra que proíbe o cigarro eletrônico no Brasil.
Como pano de fundo, há uma pressão da indústria do tabaco: o argumento principal é que permitir a venda facilitaria o controle. Por outro lado, entidades médicas e especialistas refutam essa justificativa e alegam que a autorização seria um risco à saúde e um retrocesso no combate ao fumo.
🚬 Os cigarros eletrônicos existem desde 2005 e foram apresentados pelo mercado como uma redução de danos para quem fuma. Ou seja, uma forma menos prejudicial à saúde de continuar fumando. No entanto, não há dados científicos que comprovem que, de fato, sejam mais seguros.
👉 Nesta reportagem, vamos explicar por que isso está sendo rediscutido e explicar quais os argumentos de quem é a favor e contra a liberação dos vapes no Brasil.
Paciente relata ‘graxa no pulmão’ por uso de vape, diz que ‘aparelho mata’ e que legalização não deve ser debatida
Saiba mais
Por que a norma está sendo revista?
Pela regra atual, em vigor desde 2009, é proibida a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar. Além disso, os acessórios e refis usados nos vapes também são proibidos.
A decisão de revisão da regra é da própria Anvisa, que iniciou esse processo em 2019. A portaria que proíbe os dispositivos não obrigava uma revisão, mas a agência argumenta que houve a necessidade de rever os impactos da regra e considerar os novos dados sobre os cigarros eletrônicos.
A primeira etapa foi a “Análise de Impacto Regulatório”, que avaliou o que ocorreu no país com a proibição, quais os desafios com a circulação do dispositivo e o que vem acontecendo também no exterior – nos Estados Unidos e no Reino Unido, por exemplo, eles são permitidos.
👉 O documento reuniu pareceres de universidades, como a John Hopkins, nos EUA; órgãos governamentais, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca); associações médicas e a indústria do tabaco. No fim, concluiu por duas alternativas:
A manutenção da norma atual, com a proibição.
Fazer ajustes na regra atual, mas incluindo alguns itens como a necessidade de revisão a cada três anos e a proibição também da fabricação.
A permissão era uma alternativa levantada pela agência antes da avaliação de impactos, mas, diante do resultado das discussões, que mostrou que ainda não há base científica para dizer que vapes são melhores que cigarros e o risco de aumentar o tabagismo, a Anvisa descartou essa hipótese.
Com isso, a agência parte para uma nova etapa: nesta sexta-feira (1°) vai discutir a abertura de uma consulta pública para a revisão. A fase faz parte do processo regulatório, mas acontece sob protesto de entidades médicas.
O Conselho Federal de Medicina (CFM), o Inca, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Médica Brasileira (AMB), entre outras entidades médicas, se posicionam contra a liberação dos cigarros eletrônicos no Brasil.
Pressão no Senado Federal
Enquanto a Anvisa discute a regulamentação, tramita no Senado Federal um projeto que libera os cigarros eletrônicos. A medida foi proposta pela senadora Soraya Tronique (Podemos) em outubro, depois de uma audiência pública que reuniu representantes de entidades médicas e empresas produtoras de cigarro eletrônico.
O argumento da senadora é o de que não há regulamentação no Brasil, apesar de, na verdade, haver uma, que é pela proibição. A parlamentar também vê a liberação como oportunidade de coleta de impostos das empresas que venderiam o vape no país.
O texto da senadora prevê que, antes da autorização, os produtos sejam registrados na Anvisa. Ou seja, ainda que aprovada no Senado, a liberação dependeria da chancela da agência.
O projeto ainda não passou pelas comissões, e não há prazo para que isso aconteça ou previsão para que seja colocado em votação.
O que diz quem é a favor da liberação: A indústria argumenta que os cigarros eletrônicos funcionam como “redução de danos” para quem já fuma cigarro comum. Ou seja, de que são uma forma menos prejudicial de acesso à nicotina para pessoas viciadas. Para isso, apresentam um relatório feito pelo King’s College, do Reino Unido, que diz que vaporizadores são 95% menos prejudiciais que o cigarro comum.
O documento chega a essa conclusão a partir de uma revisão de artigos publicados e de pesquisas feitas anteriormente por outros institutos com pessoas que usaram cigarro eletrônico, mas durante um curto prazo.
O que diz quem é contra a liberação: Os especialistas médicos refutam o argumento porque dizem que a análise não oferece base para concluir o risco 95% menor.
Essa classificação de risco é uma falácia que não tem qualquer evidência científica. Pudemos ver isso com a crise nos Estados Unidos com pessoas morrendo por doenças associadas aos vapes. Precisamos lembrar que é um dado que vem de uma indústria que, quando apresentou o cigarro tradicional, jurou que a nicotina não viciava. Como podemos confiar?
— André Szklo, epidemiologista especialista em controle do tabaco do Instituto Nacional do Câncer.
O médico e coordenador da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, Ricardo Meireles, explica que não existe redução de danos para o tratamento do tabagismo, que mata cerca de 400 pessoas por dia no Brasil. A única forma é cessar o uso de qualquer fumo.
“Não existe redução de danos no tabagismo. Estamos vivendo agora o que vivemos um século atrás, quando o cigarro começou a circular. No começo, as pessoas não sabiam que o cigarro fazia mal e foram muitas mortes até que soubéssemos a verdade. Hoje, o cigarro eletrônico está no mercado há poucos anos e já tem uma doença para chamar de sua, que é a evali. (Leia mais abaixo.) Não podemos deixar a história se repetir”, explica.
Israel anunciou o retorno ao combate contra o grupo terrorista Hamas após eles violarem o acordo de trégua, nesta sexta-feira (1º). Durante a madrugada, um foguete lançado da Faixa de Gaza foi interceptado pelas Forças de Defesa de Israel.
O lançamento do foguete contra Israel aconteceu pouco antes do fim do acordo de pausa no conflito, que estava programado para as 7h desta sexta-feira, no horário local (2h, em Brasília).
Além disso, sirenes foram soadas em comunidades israelenses que ficam próximas a Gaza.
Soldado de Israel em operação na Faixa de Gaza, em foto divulgada em 1º de dezembro de 2023 — Foto: Forças de Defesa de Israel
“O Hamas violou a pausa operacional e, além disso, disparou contra o território israelense. As Forças de Defesa de Israel retomaram o combate contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”, afirmaram os militares israelenses.
A imprensa palestina reportou barulhos de explosões e tiros no norte da Faixa de Gaza poucos minutos antes do fim da trégua. Em seguida, Israel anunciou estar conduzindo ataques aéreos contra alvos do Hamas no território palestino.
32 palestinos morreram desde a retomada dos confrontos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Coluna de fumaça preta é vista em Gaza no dia 1 de dezembro de 2023 — Foto: Amir Cohen/REUTERS
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que, além do ataque contra Israel, o Hamas não libertou todas as mulheres reféns que deveriam ter sido soltas pelo último acordo.
“O Governo de Israel está empenhado em alcançar os objetivos da guerra: libertar os reféns, eliminar o Hamas e garantir que Gaza nunca mais constitua uma ameaça para os residentes de Israel.”
O cessar-fogo temporário entre Israel e o Hamas durou sete dias e foi marcado pela troca de reféns que estavam sob o poder do Hamas por prisioneiros palestinos mantidos por Israel.
Mais de 100 reféns foram libertados durante a trégua. 240 palestinos também foram soltos, na maioria, adolescentes presos por atirar pedras contra militares israelenses, de acordo com a agência de notícias Associated Press.
Além disso, durante a pausa, a Faixa de Gaza recebeu caminhões com ajuda humanitária destinada aos civis palestinos.
A trégua começou no dia 24 de novembro e teve o prazo prorrogado por duas vezes. A última extensão no acordo aconteceu na quinta-feira (30), quando o Hamas se comprometeu a libertar mais reféns, enquanto Israel anunciou que soltaria mais presos palestinos.
O jornal “The Wall Street Journal” chegou a publicar uma reportagem afirmando que um novo acordo havia sido fechado para estender a pausa por mais um dia, citando autoridades do Egito. No entanto, Israel e Hamas não anunciaram nenhuma nova prorrogação.
Tanque de Israel perto da fronteira com a Faixa de Gaza, em 3 de novembro de 2023 — Foto: Jack Guez / AFP