Lula anuncia Haddad, Rui Costa, José Múcio e Flavio Dino como ministros

O presidente eleito Lula (PT) anunciou na manhã desta sexta-feira (9) os nomes de cinco ministros do futuro governo. Foram anunciados:

  • Fazenda: Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação;
  • Casa Civil: Rui Costa, governador da Bahia;
  • Defesa: José Múcio Monteiro, ex-deputado e ex-ministro do Tribunal de Contas da União;
  • Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e senador eleito;
  • Relações Exteriores: Mauro Vieira, diplomata e ex-chanceler.

O anúncio aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde atua a equipe de transição de governo.

Antes da entrevista de Lula, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador da transição, fez uma espécie de balanço, informando como atuaram os grupos de transição durante as últimas semanas.

Segundo Alckmin, os relatórios finais dos grupos temáticos serão apresentados na próxima semana.

“O relatório final terá um diagnóstico de cada área, alertas para os primeiros meses de governo, […] as emergências orçamentárias, sugestões de revogações em cada área, propostas de estrutura para cada área e ações prioritárias”, declarou Alckmin.

Ao comentar o assunto, Lula disse ter sido a transição “mais democrática” da história das transições de governo no país.

Fonte: G1

Lula de volta, sem medo de ser feliz


Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.

Em janeiro de 2002, depois de ter perdido 3 eleições para presidente da República, o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silvadisse, em Búzios (RJ), a um pequeno grupo de amigos que o escutava atento e esperançoso, que estava botando o pé na estrada para outra campanha e que, daquela vez, era para ganhar. Ninguém ali acreditou muito, salvo, talvez, o nosso Sigmaringa, que sempre foi um grande visionário e profundo conhecedor da alma humana.

O então candidato me falou que se ganhasse queria comemorar a diplomação no Piantella, o melhor e mais charmoso restaurante politizado do mundo. Passada a campanha, Lula encantou o país e se elegeu presidente da República.

Em 13 de dezembro de 2002, recebo um convite para ir no dia seguinte, um sábado, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a cerimônia de diplomação do presidente e do vice-presidente da República. Avesso às solenidades, quase não fui, mas a curiosidade foi maior. Na fila de cumprimentos, depois de ouvir Lula discursar e dizer que o 1º diploma dele era o de presidente da República, dado pelo povo brasileiro, o que levou todos os presentes às lágrimas, o então diplomado lembrou-me que havíamos combinado de comemorar no Piantella.

Eu havia me esquecido, mas dono de restaurante não passa aperto e com um telefonema estava tudo pronto para uns 20 convidados. Reunimo-nos na mesa reservada ao dr. Ulysses Guimarães, na parte superior do salão. O clima era de muita esperança e enorme expectativa. Havia no ar uma certa ansiedade para ver o que aquele fantástico líder operário iria fazer na Presidência. Um homem com uma história que emocionava a todos e que tinha um jeito único de fazer política. Lembrando-nos sempre do velho Pessoa:

É fácil trocar as palavras, difícil é interpretar os silêncios! É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar”.

Exatos 20 anos depois, recebo outro convite para ir em 12 de dezembro ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a diplomação, pela 3ª vez, de Lula como presidente da República. Impossível não se emocionar ao olhar tudo o que ocorreu nesse tempo. Um operário que se tornou o maior líder político mundial, que tirou o povo brasileiro do mapa da fome, que nos deu dignidade e orgulho e que promoveu uma verdadeira revolução ao fazer, nos seus governos, quase 40 milhões de brasileiros ascenderem de classe social. Um político que conversou de igual para igual com todos os líderes mundiais das grandes nações e que fez o Brasil ser um país onde era um orgulho viver. Um homem que passou fome na infância e fez do combate à fome e à desigualdade sua razão de existir.

Foram 20 anos que parecem ter sido 200. A ascensão do povo brasileiro mais simples a uma posição de dignidade e de respeito fez a nossa elite podre mexer as bases para patrocinar o maior processo de lawfare da história. Armou-se contra o Lula uma estrutura golpista nunca vista. Um pacto diabólico e perverso afastou do poder o maior líder político gestado pela força incontrolável do povo brasileiro. Para muitos, não era possível conviver com um povo que se descobria digno e senhor dos seus direitos.

Não satisfeitos, o levaram até mesmo a uma injusta prisão por 580 dias. E enquanto os golpistas saqueavam o país, a fome voltou a assolar 33 milhões de brasileiros. Para essa elite cruel, a fome é só um detalhe, são números sem nenhuma relevância na vida real. Assim como os quase 700 mil mortos pela desídia bolsonariana no enfrentamento da covid nada mais são do que uma fria estatística.

Não é possível saber qual desafio é maior: governar o Brasil de 2002 ou esse país desestruturado de 2022. Há 20 anos, pesava contra Lula a inexperiência e o medo do desconhecido. Hoje, pesa o fato de o país estar dividido pelo ódio e pela violência, com um governo fascista que rompeu e destruiu todas as conquistas humanitárias e corroeu as bases do Estado Democrático de Direito. Mas, hoje, o mundo inteiro sabe quem é Lula. O simples fato de ele ter ganhado as eleições já recoloca o Brasil em um patamar de respeitabilidade e confiança.

A frase repetida à exaustão por Lula na campanha, afirmando que ele governará para todos os brasileiros, mas com prioridade absoluta aos mais necessitados, é o que assusta a mesma elite arcaica que o perseguiu e, por outro lado, é o que alimenta nossa esperança. Fazer o povo brasileiro humilde sentar-se à mesma mesa e voltar a tirar o país do mapa da fome da ONU é um desafio que sensibiliza e nos comove. Só Lula tem essa dimensão política que pode resgatar o Brasil e acolher a angústia de uma nação que merece ser tratada com igualdade e oportunidade.

Vinte anos depois, quando Lula estiver sendo diplomado na 2ª feira (12.dez.2022), no fundo, no fundo, nós teremos de volta a certeza e a convicção de que valeu a pena resistir a tanto desgoverno, a tanta maldade e ignorância desumana, pois quem está sendo diplomado é o povo brasileiro, que volta a acreditar que é possível viver num país mais justo e solidário. Sem medo de ser feliz.

Como nos ensinou Cecília Meireles, “aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”.

Fonte: poder 360

Atenção! Milhares de famílias podem receber R$ 10 mil após falhas no Auxílio Brasil; Entenda porquê

Imagem: Reprodução/Google

 

A Defensoria Pública federal (DPU) entrou com uma ação na Justiça exigindo que o Ministério dos Direitos Civis pague indenização aos beneficiários do auxílio brasileiro. Esse processo poderia resultar no repasse de R$10.000 para milhares de famílias de baixa renda.

 

A reclamação está vinculada a erros que podem ocorrer no pagamento de benefícios. As autoridades alegam que se recusaram a entregar o governo aos cidadãos que tiveram que entrar no tribunal para receber ajuda de emergência criada durante a pandemia do coronavírus.

Entenda o caso

 

Alguns indivíduos em situação de vulnerabilidade tentaram receber auxílio emergencial, mas foram negados os benefícios. Na época, eles recebiam o Bolsa Família porque o governo retirou a liberação do valor máximo do auxílio (entre R$ 300 e R$ 1,2 mil).

 

Descobriu-se que alguns desses brasileiros entraram na Justiça e acabaram recebendo auxílio emergencial cumulativamente, mas não foi permitido, então o governo mais tarde decidiu recusar a ajuda brasileira. No entanto, esse erro se deveu à pasta da Cidadania que não suspendeu temporariamente o Bolsa Família.

“O recebimento de ambos os benefícios ocorreu apenas por meio dos erros da administração, o que obrigou os cidadãos elegíveis para auxílio emergencial para auxiliar o Judiciário.

No entanto, se o pagamento de recursos pelos cidadãos for atrasado, os meios judiciais não podem trazer penalidades para os afortunados”, completa o órgão.

A ação lista apenas 35 casos, mas a DPU diz que “milhares” de brasileiros foram afetados.

Retomada da Indenização e Pagamento

A DPU insta o sindicato a parar de negar ajuda ao Brasil, alegando que a família recebeu Bolsa Família e auxílio emergencial cumulativo. Além disso, as autoridades multaram R$ 10 mil por processo por descumprimento após decisão judicial.

A defesa também pediu ao governo que pague indenização por danos morais coletivos por reter indevidamente uma parte da ajuda brasileira.

Fonte: finanças Brasil