4 temas sobre meio ambiente que podem cair na redação do Enem

Força Nacional de Segurança Pública, incêndio no pantanal

As provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 serão realizadas nos dias 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital).

Neste domingo (17.jan.2021), quando será realizada a 1ª etapa da versão impressa da prova, também o dia da realização da redação do Enem.

A coordenadora de Comunicação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Melissa Barbosa, avalia que para o Enem deste ano há grandes chances de um tema ambiental na redação.

“Esse foi um ano em que as temáticas ligadas a meio ambiente e sustentabilidade estiveram presentes de maneira muito ativa no dia a dia da população, a começar pela pandemia do novo coronavírus, cuja origem está diretamente ligada à forma como lidamos com a natureza, além de ter gerado mudanças de paradigmas importantes”, disse.

 

Com pontuação máxima de 1.000 pontos, a redação é uma das grandes preocupações dos estudantes na hora de prestar o exame. Muitos têm receios em não saber argumentar sobre o tema e de não conseguir propor uma solução ao problema apresentado.

A redação do Enem deve ter no máximo 30 linhas e exige reflexão de forma clara e coerente por parte do candidato, que para isso precisa estar bem informado sobre os mais variados assuntos.

Historicamente, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela realização do Enem, escolhe temas que influenciam de alguma maneira a sociedade, focando principalmente em problemas que buscam soluções. Em 2019, o tema foi a democratização do acesso ao cinema no Brasil, que permitia ao candidato abordar questões como o acesso da população ao cinema, a relação do preço dos ingressos com a economia e o lazer como um direito humano.

Eis os temas da redação do Enem, desde 2010:

  • 2010 – O trabalho na construção da dignidade humana;
  • 2011 – Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privadol
  • 2012 – Movimento imigratório para o Brasil no século 21;
  • 2013 – Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil;
  • 2014 – Publicidade infantil em questão no Brasil;
  • 2015 – A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira;
  • 2016 –
    • 1ª aplicação: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
    • 2ª aplicação: Caminhos para combater o racismo no Brasil –
  • 2017 – Desafio para a formação educacional de surdos no Brasil.
  • 2018 – Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet;
  • 2019 – Democratização do acesso ao cinema no Brasil.

Eis a seguir alguns temas ambientais que podem cair no Enem deste ano:

PANTANAL

Em 2020, o Pantanal recebeu atenção do mundo todo em razão dos incêndios que queimaram partes extensas do bioma e mataram milhares de animais.

“A intensidade e a quantidade de áreas queimadas foram muito grandes. Ainda que o fogo já esteja sob controle, temos que pensar agora nas espécies de animais que, com seu habitat destruído, não têm mais fontes seguras de alimento”, disse Felipe Dias, membro da Rede de Especialista em Conservação da Natureza e diretor executivo do Instituto SOS Pantanal.

IMPACTO DO ISOLAMENTO SOCIAL NA SAÚDE DA POPULAÇÃO

A pandemia e o isolamento social mudaram radicalmente os hábitos das pessoas, impactando inclusive a sua saúde. Um estudo da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) publicado pela revista científica The Lancet mostrou que os casos de depressão aumentaram 90% de março a abril no começo da pandemia. No mesmo período, a quantidade de pessoas que relataram sintomas de crise de ansiedade e estresse agudo mais que duplicou.

Muitos fatores influenciam esse resultado, um deles é a falta de contato das pessoas com a natureza. Estudos já comprovaram que o ar livre e os ambientes naturais ajudam na redução do cortisol (hormônio do estresse), da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de contribuir para reduzir os sintomas da ansiedade e da depressão.

DÉCADA DO OCEANO

O ano de 2021 marca o início da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, criada para ampliar a cooperação internacional em pesquisas relacionadas à preservação do Oceano e a seu desenvolvimento sustentável.

Trata-se de mais um esforço da ONU (Organização das Nações Unidas) para trazer à tona as temáticas ambientais, que podem ainda ser relacionadas com eventos como a Agenda 2030 e os ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).

Na pauta, o candidato pode abordar de que forma o ambiente marinho está relacionado com a economia, o bem-estar social, à mitigação das mudanças climáticas e a cultura de povos tradicionais em todo o país.

Estudos como o Relatório Mundial sobre a Ciência Oceânica da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o Relatório do Painel de Alto Nível para a Economia Sustentável do Oceano são boas opções de leituras para entender melhor esse assunto.

CIDADES SUSTENTÁVEIS

As mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global vêm gerando impactos significativos sobre a sociedade, como alterações no regime de chuvas. Com isso, muitas cidades ao redor do mundo têm construído estratégias de mitigação e adaptação a essas mudanças, para evitar ou reduzir, por exemplo, que sua infraestrutura seja sobrecarregada por grandes volumes de água concentrados em curtos espaços de tempo.

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos de cidades que sofrem constantemente com esses problemas.

Caso a redação do Enem deste ano se relacione com essa problemática, o candidato pode trazer no texto conceitos como o de cidades-esponjas, que utilizações utilizam Soluções Baseadas na Natureza  como estratégia para absorver uma quantidade maior de água da chuva e, assim, evitar enchentes e inundações que causam danos à infraestrutura urbana e impactam a vida de diversas pessoas, principalmente as mais vulneráveis.

ENEM 2021

As provas são aplicadas em 17 de 24 de janeiro, na modalidade presencial. A avaliação online será aplicada em 31 de janeiro e em 7 de fevereiro.

Os portões dos locais de prova serão abertos às 11h30 (horário de Brasília) e fechados às 13h. As provas começam às 13h e terminam às 19h, no 1º dia. No 2º, os candidatos terão até as 18h30 para concluir o exame.

Para realizar a avaliação presencial, será necessário que o candidato siga regras de prevenção contra o coronavírus, como o uso de máscaras e de álcool em gel. Haverá marcações no piso das salas, que comportarão 50% da capacidade máxima e serão higienizadas antes e depois do exame.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela aplicação das provas, recomenda que os candidatos levem máscaras extras.

CANDIDATOS COM TESTE POSITIVO

Como os sintomas do novo coronavírus podem aparecer 15 dias após o contato com pessoas infectadas, há possibilidade de candidatos apresentarem sintomas próximo ou no dia das provas.

O Inep prevê aplicação da prova para quem apresentar laudos médicos que comprovem a infecção. Neste caso, a regra se aplica a outras doenças infecciosas, como sarampo, varíola e rubéola. O documento deve ser digitalizado e anexado na página do estudante.

Se os sintomas aparecerem na véspera da avaliação, é recomendado que o candidato entre em contato pelo número 0800 61 61 61.

AVALIAÇÕES INTERNACIONAIS SIMILARES

Diversos países cancelaram avaliações similares ao Enem. Para o ingresso nas universidades norte-americanas, por exemplo, estão sendo valorizadas cartas de recomendação e entrevistas.

OUTRAS AVALIAÇÕES

O Encceja (Exame Nacional para Certificação de Jovens e Adultos) abriu inscrições nessa 2ª feira (11.jan.2021). O prazo vai até 22 de janeiro. A avaliação será aplicada em 25 de abril. Ainda não há informações sobre os cuidados sanitários.

Poder 360.

Casa Verde e Amarela vai priorizar famílias chefiadas por mulheres

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta semana o projeto que institui o programa habitacional Casa Verde e Amarela, substituto do Minha Casa Minha Vida. O decreto que regulamenta o programa foi publicado nesta 6ª feira (15.jan.2021) no DOU (Diário Oficial da União).

A meta do governo é inserir 1,6 milhão de famílias no sistema habitacional até 2024 e promover 400 mil melhorias em unidades existentes.

O programa beneficiará famílias em áreas urbanas com renda mensal de até R$ 7.000, e nas áreas rurais, com renda anual de até R$ 84.000.

Segundo o decreto (íntegra – 139 KB), terão prioridade as famílias:

 

  • que tenham a mulher como responsável pela unidade familiar;
  • de que façam parte: pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes;
  • em situação de risco e vulnerabilidade.

O Ministério do Desenvolvimento Regional poderá “estabelecer outros critérios (…) que busquem refletir situações de vulnerabilidade econômica e social locais”.

O decreto determina que “os atendimentos poderão ser disponibilizados aos beneficiários, sob a forma de cessão, de doação, de locação, de comodato, de arrendamento ou de venda, mediante financiamento ou não, em contrato subsidiado ou não, total ou parcialmente, conforme grupo de renda familiar”.

Os valores destinados a cada família têm os seguintes limites:

  • na produção ou aquisição de imóveis novos ou usados: R$ 110.000,00, (áreas urbanas) e R$ 45.000,00 (áreas rurais);
  • na requalificação de imóveis em áreas urbanas: R$ 140.000,00;
  • na melhoria habitacional em áreas urbanas ou rurais: R$ 23.000,00; e
  • na regularização fundiária em áreas urbanas: R$ 2.000,00.

Os recursos para sustentar o programa vêm das seguintes fontes:

  • Orçamento da União;
  • Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social;
  • Fundo de Arrendamento Residencial;
  • Fundo de Desenvolvimento Social;
  • Fundo de Garantia de Tempo de Serviço;
  • Operações de crédito da União;
  • Contrapartidas financeiras, fiscais ou de serviços de origem pública ou privada;
  • Doações                                                                                                            poder 360.

Bancada evangélica anuncia apoio a Arthur Lira para presidência da Câmara

Deputado Arthur Lira (PP-AL) 

A FPE (Frente Parlamentar Evangélica) declarou nessa 5ª feira (14.jan.2021) apoio ao deputado Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara. O grupo reúne mais de 180 deputados, de 20 partidos.

Em nota assinada pelo presidente da frente, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), a FPE diz que o nome foi aceito pela maioria dos congressistas da bancada. Segundo o comunicado, “raríssimas exceções” não concordaram com o apoio.

A FPE afirma que a decisão levou em conta a “defesa dos princípios cristãos, dos valores morais e do direito à vida em todas as suas etapas, da família tradicional, da independência e protagonismo do poder Legislativo”.

Sendo este o verdadeiro sentimento da maioria absoluta da FPE, suplicamos a Deus que dê sabedoria, graça diante de seus pares e direcionamento ao Deputado Federal Arthur Lira (PP-AL) para que possa, vencendo a eleição, presidir a Câmara dos Deputados nos próximos dois anos, conduzindo e pautando-se pelos princípios e valores da maioria cristã e conservadora da nação brasileira”, lê-se na nota.

O principal adversário de Lira na eleição de fevereiro é Baleia Rossi (MDB-SP). Baleia é o candidato do grupo político do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com apoio da cúpula dos partidos de esquerda.

Tem em torno de si as cúpulas dos seguintes partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PC do B e Rede.

Arthur Lira é líder do Centrão e tem apoio do governo federal. Está em campanha há meses. Já tem em torno de si, além da FPE, um bloco formalizado com PL, PP, PSD, Republicanos, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota.

Deputados de partidos próximos a Baleia Rossi já sinalizaram voto em Lira. Siglas como PSL, PSDB, PSB e DEM têm sinais de dissidência. A impressão predominante na Câmara é de que, se a eleição fosse hoje, ele seria eleito.

Se todos os 513 deputados votarem, serão necessários ao menos 257 votos para vencer o pleito. Quem for eleito terá mandato de 2 anos no cargo.

Também são candidatos Fábio Ramalho (MDB-MG), Capitão Augusto (PL-SP), André Janones (Avante-MG) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Poder 360.

Caminhoneiros estão divididos e greve de 1º de fevereiro deve ser pontual

Às vésperas da mobilização anunciada por caminhoneiros contra os preços dos combustíveis e o descumprimento da tabela de frete, há uma categoria dividida.

Roberto Stringasi, da ANTB (Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil), diz que o ato marcado para 1º de fevereiro será maior que a greve de 2018.

Segundo o presidente do CNTRCPlínio Dias, a paralisação vem sendo discutida desde dezembro.

Há pressões de todos os lados, com reclamações sobre a relação da categoria com o Ministério da Infraestrutura. Eis a íntegra das reivindicações.

Para alguns segmentos, o grupo está na “UTI” e a insatisfação com o governo Bolsonaro vem crescendo a cada semana. A crise econômica decorrente da pandemia, que fez governadores restringirem o acesso aos Estados, piorou tudo.

Uma das queixas é a aprovação da BR do Mar, que estabelece a cabotagem no ramo de transportes e, da forma como está, pode impulsionar a migração dos caminhoneiros de longa distância para a curta, o que deve saturar ainda mais o mercado.

Outra parte dos motoristas avalia que muitos avanços ocorreram nos últimos anos, como a mudança na política de preços das Petrobras. Se a categoria não se unir nos próximos dias, há tendência de haver paralisações pontuais.

Tanto em 2019 como em 2020 houve tentativas de mobilização para tentar replicar o ato de 2018, mas acabaram não se concretizando.

O Ministério da Infraestrutura afirma que está em contato permanente com as principais entidades da categoria por meio do Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas. Para o órgão, a ANTB não é representativa para falar em nome do setor do como um todo. A associação reúne 4,5 mil caminhoneiros. No Brasil, há 1 milhão de motoristas com registro de Transportador Autônomo de Cargas, segundo ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestre).

“Nenhuma associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo, e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria”, diz o ministério.

Walace Landim, o Chorão, da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) afirma que está avaliando a possibilidade de aderir à greve. Ele foi uma das lideranças das manifestações de 2018. “Estou conversando para ver a questão da adesão, para saber qual o sentimento da categoria”, declarou ao Poder360“Uma paralisação vai ser a melhor? Tá todo mundo no limite. A gente precisa ter muita seriedade para tomar uma decisão dessa”.

Junior Almeida, liderança do movimento em 2018 e presidente do Sindicam, diz que muitos caminhoneiros estão passando por dificuldades e não vão aderir ao ato deste ano. Em grupos fechados nas redes sociais, os motoristas divergem sobre o tema. É um cenário muito diferente de 2 anos atrás.

alta do diesel foi o que desencadeou na paralisação de 2018, ainda no governo de Michel Temer. A greve durou 10 dias. Interrompeu o fornecimento de combustíveis, a distribuição de alimentos e insumos médicos. Houve prejuízos na casa de R$ 15 bilhões em diversos setores econômicos.

Por causa da pandemia, o preço do óleo diesel no varejo teve queda de 3,30% em 2020, segundo dados do IBGE. Para 2021, os preços dos combustíveis no Brasil sofrem pressão para cima, com expectativa de recuperação da cotação internacional do petróleo.

Poder 360.

“Oxigênio acabou e hospitais de Manaus viraram câmara de asfixia”, diz pesquisador da Fiocruz

A situação em Manaus voltou a se agravar nas últimas horas, segundo relato de profissionais que atuam em hospitais da cidade atendendo pacientes de Covid-19.

O pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, afirma que tem recebido vídeos, áudios e relatos telefônicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas.

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, afirma ele.

“Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, diz ainda o pesquisador. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, deve ficar com sequelas cerebrais permanentes.”

A coluna procurou o Hospital Getúlio Vargas. Profissionais da UTI não quiseram comentar a informação, desviando a chamada para o ramal da direção da instituição, que não atendeu.

Na recepção, a atendente disse que ninguém no hospital poderia conversar com a reportagem pois a situação era “de emergência”.

A coluna conversou também com profissionais da área de saúde que afirmam que a situação é dramática e muitas pessoas ainda vão morrer já nas próximas horas por falta de assistência.

Uma das profissionais disse, chorando, que os pacientes estão sendo “ambuzados”, ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, já que os respiradores estão sem oxigênio.

De acordo com ela, cada profissional consegue ambuzar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

Mônica Bergamo – FolhaPress

Ibovespa abre em alta à espera de estímulos americanos

O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.

Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.

Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.

Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).

Na Alemanha, o PIB de 2020 fechou com queda de 5% ante expectativa de retração de 5,2%. As estimativas para 2021 é de crescimento de 3,5%,, o que deve adiar para 2022 a volta aos níveis pré-pandemia. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX sobe cerca de 0,2%.

No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.

No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.

Na bolsa, as ações da Vale (VALE3) impulsionam o Ibovespa, com alta de mais de 1%, enquanto as da Petrobras (PETR3 e PETR4) pressionam negativamente, em linha com a desvalorização do petróleo.

No mercado de câmbio, o dólar se desvaloriza contra as principais moedas emergentes em meio ao otimismo por estímulos. Depois de fortes desvalorizações na última semana, o real chega a seu terceiro pregão seguido de apreciação.

Exame

Ministério da Saúde sabota vacinação e troca vacina por cloroquina

Parece claro que o Ministério da Saúde está deliberadamente sabotando a vacinação contra Covid-19 no Brasil.

A pasta divulgou em seu perfil nas redes sociais uma campanha promovendo o tratamento precoce com a hashtag #naoespere.

Paralelamente, como O Antagonista mostrou, ativistas bolsonaristas fizeram um vídeo defendendo a mesma pauta, usando a mesma tag #naoespere, e sugerindo que as pessoas parem de usar máscaras.

A despeito do gosto duvidoso, o vídeo mostra uma produção técnica profissional, levantando a suspeita de que possa ter recebido apoio financeiro ou técnico do Palácio do Planalto.

Como se não bastasse, o ministério da Saúde abriu mão de receber ainda em dezembro (via aérea) 20 milhões de seringas para imunização. E agora se depara com a escassez do material.

O Antagonista

SINE-RN tem 108 vagas de empregos nesta quinta-feira (14)

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas, através do SINE-RN, oferece hoje 108 vagas de emprego para Natal e Região Metropolitana (RM), Santa Cruz e região e São José do Mipibu e região.

Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.

Neste momento, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Sine-RN está com atendimento presencial realizado mediante agendamento.

Em Natal, os telefones para agendamento da unidade matriz, em Candelária, são: (84) 3190-0783, 3190-0788, 98106-6367 e 98107-4226.

Os agendamentos e atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.

Siga o Sine-RN no Instagram: @sine.rn

VEJA AS OFERTAS DE VAGAS DE EMPREGO POR OCUPAÇÃO:

NATAL e GRANDE NATAL – (80 Vagas Permanentes)

ATENDENTE DE BALCÃO      02
ATENDENTE DE MESA  01
AUXILIAR ADMINISTRATIVO 02
ENCARREGADO DE SEÇÃO DE CONTROLE DE PRODUÇÃO 01
LEITURISTA       05
LUBRIFICADOR DE AUTOMÓVEIS  01
PROMOTOR DE VENDAS       60
TÉCNICO AGRÍCOLA    01
TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO (INSTALAÇÃO)   02
TÉCNICO ELETRÔNICO 01
VENDEDOR PRACISTA  04

NATAL e GRANDE NATAL – (26 Vagas Temporárias)

AJUDANTE DE OBRAS  04
AJUDANTE DE PINTOR 06
AUXILIAR DE ENCANADOR   02
AUXILIAR DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA E HIDRÁULICA     04
ELETRICISTA      03
ENCANADOR      02
ENCANADOR INDUSTRIAL    02
PINTOR DE OBRAS      01
TÉCNICO DE PROJETO (ELETROTÉCNICO)      01
TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO       01

SANTA CRUZ e região

CONSULTOR DE VENDAS     01

SÃO JOSÉ DE MIPIBU e região

OPERADOR ELETROMECÂNICO    01

Assecom RN

Momento histórico para o mundo das comunicações do Estado, a família de Carlos Alberto volta a comandar a TV Ponta Negra

A família cresceu, mas o sonho inicial de manter vivo os ideais do comunicador Carlos Alberto continuam firmes, na memória de todos.

Em 1987, conheci de perto esse símbolo de união e força, quando participei de um programa de televisão, no famoso morro, onde ficava a torre.

De lá pra cá, foi amor pela comunicação e também pela família de dona Mirian de Sousa, uma mulher que vive para fazer o bem sem olhar a quem.

A TV Ponta Negra, uma benção para o Rio Grande do Norte, havia sido adquirida há 7 anos pelo grupo do plano de saúde Hapvida.

Esse grupo de uma hora para outra mudou de negócios e a emissora voltou para as mãos dos verdadeiros donos, a família de Carlos Alberto Sousa.

Os herdeiros do ex-senador festejaram muito esse novo momento, assinaram o contrato que garantiu o controle acionário da afiliada do SBT, no Rio Grande do Norte.

Dona Miriam de Sousa reassume a presidência e Micarla de Sousa reassume a superintendência da emissora. Com esse retorno, a família, em especial Micarla, cumpre o compromisso assumido com seu pai e Deus se revela novamente na vida dessa família.

 

Por Gilson Moura

Diretor do Enem morre de Covid

Morreu hoje, aos 59 anos, de Covid-19, o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, que coordena o Enem.

Ele estava em tratamento em Curitiba desde dezembro.

O exame está marcado para o próximo domingo e há pressão pelo adiamento.

Abaixo, a nota de pesar do Inep:

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do órgão desde agosto de 2019. O diretor faleceu na tarde desta segunda-feira, 11 de janeiro, em Curitiba (PR). 

 

Carlos Roberto tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro. À frente da Diretoria de Avaliação da Educação Básica, coordenou as equipes envolvidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), entre outros. O diretor participou ativamente da concepção do Enem Digital e do Novo Saeb, principal projeto a que se dedicava nos últimos meses. 

A presidência do Inep, em nome de todos os seus colaboradores, agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep.”

O antagonista.

Eficácia da Coronavac despencou de 98% para 50% em apenas 120 dias

A estratégia do marqueteiro João Doria não resistiu aos números finais da eficácia da Coronavac, 50,3%, um sopro acima do mínimo exigido e a anos-luz dos 98% alardeados pelo próprio governador de São Paulo em setembro.

O resultado final foi visto como real motivo para os inúmeros adiamentos no anúncio da taxa e para a demora no envio de dados dos estudos clínicos solicitados pela Anvisa para conceder uso emergencial. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Há dias, os 78% já haviam sido considerados um fracasso e Dória sequer deu entrevista, outrora tão frequentes, em seu show do meio-dia.

Ao enfrentar a realidade de apenas 50% de eficácia, restou ao governo de SP a incrível boa vontade dos jornalistas para justificarem o fiasco.

Questionado sobre se manteria a compra de 100 milhões de doses do imunizante, o Ministério da Saúde optou por não responder.

Diario do poder.

MDB confirma Simone Tebet como candidata à presidência do Senado

MDB do Senado anunucia a senadora Simone 

O MDB, maior bancada do Senado com 15 membros, confirmou nesta 3ª feira (12.jan.2021) o nome de Simone Tebet (MDB-MS) como candidata da sigla à presidência da Casa. O partido decidiu entre Tebet e Eduardo Braga (MDB-AM), líder da bancada.

“A independência no comando do Legislativo é de fundamental importância nesse período de crise, em que o interesse público precisa estar acima de qualquer disputa ideológica e política na reconstrução da economia e na imunização universal e gratuita contra a covid-19”, disse a bancada em nota.

Veja o anúncio de Tebet como candidata (1min56s):

 

 

Tebet ainda não tem nenhum apoio oficial anunciado e começa com os 15 votos de sua própria bancada enquanto seu concorrente, Rodrigo Pacheco, se consolidou nas últimas semanas e está a 3 apoios de já ter virtualmente a quantidade necessária para vencer, que são 41 votos.

Mais cedo nesta 3ª feira (12.jan), Eduardo Braga já havia começado a avisar seus colegas de bancada que desistiria de concorrer pelo apoio do MDB dizendo que Tebet teria mais potencial de angariar votos fora da sigla.

“Achei uma grandeza bastante significativa do Eduardo Braga que reconheceu..o importante na vida da gente é a gente reconhecer as nossas limitações em determinados momentos”, disse Berger ao narrar contato de Braga.

Tradicionalmente, o presidente do Senado é da maior bancada. Para que isso não ocorra, são necessárias condições muito específicas, como as vistas na eleição de Alcolumbre, em 2019. Na ocasião, o MDB rachou em torno de Renan Calheiros e Simone Tebet e acabou optando pelo senador alagoano.

Como a votação para presidente é secreta, entretanto, há o risco de traições. O MDB chegou a ter 4 postulantes a candidato da sigla e, por mais que pregue discurso de união na bancada, esse cenário pode não se concretizar em 1º de fevereiro, data da eleição.

Pacheco conseguiu o apoio de mais 2 partidos na 2ª feira (11.jan) e chegou ao potencial de 28 votos na disputa. Na última semana, Pacheco fechou 3 apoios e se consolidou na dianteira da corrida eleitoral. Conta com a palavra de PSD (11), PT (6), DEM (5), Pros (3), Republicanos (2) e PSC (1).

O PL, que anunciou apoio ao mineiro nesta 3ª feira (12.jan), faz parte do bloco Vanguarda no Senado, que reúne DEM, PSC e PL.

Com PL e PP, que deve anunciar seu apoio nesta 4ª feira (13.jan), o nome apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Jair Bolsonaro, chegaria a prováveis 38 votos e estaria a 3 votos de vencer o pleito (são necessários ao menos 41 votos para isso).

“É a primeira vez que vejo, desde o tempo em que estou aqui, que vejo uma eleição que está sendo discutida tão antes da hora. A eleição do Senado sempre foi muito diferente da eleição na Câmara. É uma eleição voto a voto, passo a passo, importa, sim, as bancadas, mas não podemos esquecer que aqui estamos falando de senadores acima, que são maiores, muitas vezes, que suas bancadas”, disse Tebet.

Assista ao 1º discurso da senadora como candidata (5min36s):

 

 

Tebet tem boa relação com o Podemos e o PSDB, que formaram bloco único para negociar durante a eleição. Juntos têm 16 votos, mas ainda não anunciaram um apoio oficial. Há uma corrente no Podemos que gostaria de ver Pacheco eleito, o que pode atrapalhar os planos da senadora de conseguir todos os votos do bloco.

Nesta 3ª feira o MDB filia mais 2 senadores: Rose de Freitas (ex-Podemos) e Veneziano Vital do Rêgo (ex-PSB). Por isso o ponto de partida de Tebet será de 15 votos, e Pacheco ficou 1 a menos na contagem.

Isso porque Ney Suassuna (Republicanos-PB) estava engrossando as fileiras de Pacheco, mas é suplente de Vital do Rêgo, que voltará a tempo da eleição e deve votar junto com seu novo partido.

O grupo independente “Muda, Senado” também pode render votos à Tebet, já que há uma forte rejeição ao presidente Jair Bolsonaro, que apoia Pacheco. Há ainda partidos de oposição, que falhou em agir como bloco único e rachou com o PT apoiando o nome de Alcolumbre.

“O jogo voltou à estaca zero. Estamos falando de 15 senadores, não estamos começando no vazio. Não estamos começando numa aventura…Estaremos dialogando e conversando com PSDB, Podemos, com o Cidadania, PSL, estou falando de partidos que não declararam apoio a nenhum candidato, começaremos por ele, mas, sim, procuraremos todas as bancadas, não só através dos líderes como dos seus senadores.”

ACENO A BOLSONARO

Apesar de já ter dito que apoia Rodrigo Pacheco para presidente do Senado, Tebet disse que o MDB procurará o presidente Jair Bolsonaro para conversar. Segundo ela, a independência pregada por sua campanha não significa oposição a Bolsonaro.

“A independência não significa oposição ao governo como muitos querem. A independência significa independência com harmonia para ajudar o governo nas pautas prioritárias do país. Significa uma independência harmônica a favor do Brasil, que precisa mais do que nunca da força do Senado Federal.”

A senadora disse ainda que o momento é de harmonia entre os poderes e que sua candidatura não visa tensões entre as instituições e que buscará uma agenda prioritária na economia em conjunto com o Executivo.

“Esse é um momento de harmonia. Ou nós entendemos que a independência significa harmonia ou nós vamos descontrair esse país. Nós temos agora que pensar em conjunto com o executivo uma pauta econômica prioritária, urgente, que precisa de uma aprovação mais do que relâmpago dentro daquilo que for consenso para que a gente possa voltar a retomada do desenvolvimento.”

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Perguntada sobre uma possível manutenção do auxílio emergencial, que foi encerrado em dezembro de 2020, a senadora disse que essa agenda não é do MDB e sim um compromisso com o país.

“O auxílio emergencial, observando os critérios de responsabilidade fiscal, do limite de teto de gastos, ainda que com menor valor, tem que, sim, estar na agenda de qualquer candidato, para ser tratado com os líderes.”

Poder 360.

Morre Maguito Vilela, prefeito de Goiânia (GO), vítima da Covid-19

O prefeito licenciado de Goiânia (GO), Maguito Vilela (MDB), 71, morreu na madrugada desta quarta-feira (13) no Hospital Israelita Albert Einstein, onde estava internado em razão de complicações decorrentes da Covid-19. Ele enfrentava as complicações desde o dia 22 de outubro do ano passado, quando foi internado.

Segundo informações de sua equipe de comunicação, uma infecção pulmonar foi diagnosticada na semana passada e Maguito não resistiu.

O corpo do prefeito será levado de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua cidade natal.

Maguito tomou posse na no dia 1º de janeiro com assinatura eletrônica na UTI (unidade de terapia intensiva) do hospital. Uma hora e meia depois, o vice-prefeito, Rogério Cruz (Republicanos), assumiu o governo interinamente e participou da transmissão do cargo. Após Maguito ter sido empossado, a equipe de transição solicitou afastamento dele para tratamento de saúde por tempo indeterminado.

FolhaPress

Deus faz uma reviravolta na compra da TV Ponta Negra

A TV Ponta Negra, afiliada no RN do SBT, que foi comprada pelo grupo Hapvida, um importante gestor de plano de saúde do país, e que se tornou um grande Grupo de Comunicação no Nordeste, teve um novo capítulo nesse dia 12 de janeiro de 2021.

Isso porque o Mercado Publicitário, Político e o MUNDO jornalístico foi surpreendido pelo anúncio oficial do retorno do controle acionário da tv para a família do ex-senador Carlos Alberto de Sousa.

Para alguns amigos, Micarla sempre disse que reforçou suas orações com o propósito colocar sua família novamente no comando da emissora e a jornalista sempre deixou claro que DEUS iria realizar o que sempre foi o maior sonho de seu pai Carlos Alberto, pois este só descansou, quando Micarla em seu leito prometeu que sempre iria manter o patrimônio em poder de sua família.

Detalhe, dia 12 de janeiro de 2021, marcará a vida da família Sousa, pois DEUS deu duas vitórias grandiosas ao mesmo tempo.

 

A lei do aborto na Argentina

Padre João Medeiros Filho
Em frase lapidar se expressou o presidente da Conferência Episcopal Argentina: “Uma sociedade é definida pela forma como olha para os mais vulneráveis, pobres e indefesos. Eis o que identifica a dignidade de um povo e sua cultura.” Tais palavras aplicam-se igualmente ao nascituro em total incapacidade de defesa. Diante de uma gravidez inesperada ou indesejada, não se deveria interromper a vida, mas abrir espaço para aqueles que a ela são chamados e dela possam participar. Apela-se ao respeito e altruísmo das pessoas, a fim de que todos – e não apenas alguns – sejam bem-vindos à existência.
Divulgou-se que o Papa Francisco calou diante da aprovação da lei do aborto, em seu país de origem. Entretanto, pode-se ler, em sites eclesiásticos, dentre tantos de seus pronunciamentos, uma carta ao movimento “Mujeres de las villas”, datada de 22/11/2020. O Sumo Pontífice também se dirigiu aos ex-alunos clérigos e religiosos, explicando que, ao falar ao mundo sobre a sacralidade da vida, ali estão inclusos os argentinos. Nesse documento, ele foi categórico: “Não é uma lei para os pobres. Ela vai ao encontro do espírito egoísta que rejeita a responsabilidade. Hoje, fala-se tanto em pobres, mas se legisla para os ricos. Os pobres não terão acesso aos efeitos de tal legislação, mesmo se fosse justa e ética.” Alguns países iludem-se com certas leis. Acham que vão resolver os problemas de seus habitantes. O Papa insiste em dizer que o aborto não é somente uma questão religiosa, mas, sobretudo, humanitária e interdisciplinar.
Não aprofundaremos aqui argumentos teológicos. No entanto, convém lembrar documentos históricos, que já registram a preocupação com o direito à vida. Dentre eles, a Carta de Barnabé (início do século II), onde se lê: “Não mates a criança no seio de sua mãe, nem a qualquer momento” (CB 19, 5). O mesmo posicionamento encontra-se em Tertuliano, teólogo e jurista do século II. Ele sintetiza a sua opinião sobre a temática nestes termos: “Não faz diferença tirar a vida de uma pessoa já nascida ou destruí-la ainda nascente. O nascituro já é pessoa humana” (Apologeticum IX, 8).
Evidentemente, trata-se de um tema complexo, envolvendo a Ética, o Direito, a Teologia, a Medicina e outros ramos do conhecimento humano. Há uma pletora de argumentos a respeito do tema. Verifica-se uma gama de opiniões e decisões, partindo em todas as direções. O Superior Tribunal de Justiça (em recurso contra uma decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de SC) manifestou-se pela vida, ao ocorrer a morte de um nascituro no ventre da mãe, vítima de um acidente automobilístico. Aquela corte federal argumentou que havia vida no nascituro, pronunciando-se a favor do pedido de indenização, determinando a seguradora “efetuar o pagamento pela perda de uma vida humana”. Jean Ladrière, ex-professor de Filosofia da Universidade de Louvain (Bélgica), afirmava que “não se pode discutir o tema sob um único enfoque, há nele uma interdisciplinariedade envolvida. Discutir apenas sob um ângulo, revela leviandade”. Manifesta-se também seu colega Albert Dondeyne: “A concepção a e expectativa de vida, já são a vida. Assim como é assentimento jurídico que a expectativa de direito começa a produzir os seus efeitos”.
Gostaríamos de recordar a contundente argumentação do professor Louis Janssen, docente de Teologia Moral, na cita universidade belga e orientador de nossa tese teologal. O renomado mestre lança para reflexão dos católicos algumas interrogações: “A vida humana é nossa propriedade? Tem-se escritura cartorial dela? É criação absoluta e fabricação nossa? Patenteamos a sua fórmula em alguma instituição de direitos autorais? Se não é nosso patrimônio assegurado, não nos cabe dispor dela, como nos convém”. E arremata: “Somos apenas guardião da vida, não seu inventor e dono legítimo”. Constata-se muita veleidade na discussão do tema. Seria salutar aos cristãos refletir sobre as seguintes citações: “Não matarás a criança, fruto do teu seio” (Didaqué II, 2). A vida não é uma invenção do homem – embora tenha recebido o dom de transmiti-la – tampouco propriedade de quem a possa gerar ou acolher. “Não matarás o inocente e não justificarás o culpado” (Ex 23, 6).