Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) pediu demissão na manhã desta 2ª feira (29.mar.2021). O chanceler enfrentava forte pressão para deixar o cargo.

O pedido de demissão foi confirmado por fontes do Palácio do Planalto ao Poder360 e a algumas outras empresas de mídia. A decisão foi avisada por Araújo aos secretários do MRE (Ministério das Relações Exteriores) por mensagem no WhatsApp. Não houve, até o momento, um anúncio oficial.

A reportagem apurou que o presidente conversou com Araújo e sugeriu ao diplomata que pedisse para sair, como é praxe nesses casos. O Poder360 ouviu de vários integrantes do governo nesta manhã que a demissão de Ernesto Araújo não seria tão simples. A saída, no entanto, aconteceu mais rapidamente do que se esperava.

O agora ex-chanceler, como se sabe, criticou Kátia Abreu (PP-TO), foi chamado de “marginal” pela senadora e contestado por vários congressistas. Em publicações nas redes sociais, Olavo de Carvalho, Fabio Wajngarten, Abraham Weintraub e Eduardo Bolsonaro apoiaram o titular do Itamaraty no conflito.

NOVO MINISTRO

O Poder360 apurou que é nula a chance do senador Fernando Collor (Pros-AL) virar chanceler. Há sempre 4 nomes citados, mas todos no campo da especulação: os embaixadores Nestor Forster (Washington) e Luiz Fernando Serra (Paris), o almirante Flavio Rocha (secretário de Assuntos Estratégicos) e o deputado federal Luiz Philippe Orleans e Bragança (PSL-SP).

CRISE COM SENADORES

Ernesto Araújo vinha sofrendo crescente pressão para deixar o Itamaraty. Recebeu diversas críticas por manter um discurso anti-China e contra o que definia ser a “agenda globalista” de organismos internacionais. Nas últimas semanas, a situação se deteriorou.

Pelo menos 5 senadores fizeram menções explícitas à troca de comando no Itamaraty em sessão da qual o próprio Araújo participou na última 4ª feira (24.mar). A leitura dos congressistas é que as posições brasileiras no exterior estariam prejudicando o país na tentativa de trazer vacinas para combater a covid-19, entre outros problemas.

No sábado (27.mar), um grupo de ao menos 300 diplomatas do Itamaraty escreveu uma carta com críticas a Ernesto Araújo. Esse tipo de manifestação é raro na pasta devido à disciplina imposta pela carreira diplomática.

CONFLITO COM KÁTIA ABREU

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e pelo menos outros 7 colegas se manifestaram a favor de Kátia Abreu (PP-TO) e contra Ernesto Araújo na noite de domingo (28.mar). Segundo Ernesto, a senadora pediu a ele um “gesto” em relação ao 5G, o que o pouparia das críticas de senadores.

De acordo com o chanceler, a congressista teria afirmado que isso faria dele “o rei do Senado”. A senadora rebateu. Afirmou que o ministro age de “forma marginal” e está “está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira”. E que defendeu que a licitação para a rede de 5ª geração não tivesse “vetos ou restrições políticas”.

Pacheco disse que “a tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal“. Diversos senadores foram às redes sociais nesse domingo (28.mar.2021) criticar as declarações do ministro Ernesto Araújo.

CRÍTICAS DE LÍDER DO CENTRÃO

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), lamentou as falas de Ernesto. Essa é a 2ª crítica do líder que compõe o Centrão a Ernesto Araújo em 3 dias. Na 6ª feira (26.mar), o congressista disse, em entrevista ao Poder360, que o Itamaraty “além de não ajudar, nos prejudicou muito” em relação à pandemia.

TROCA-TROCA NA ESPLANADA

Desde o início do mandato, 16 ministros já deixaram o cargom para o qual foram nomeados pelo presidente Jair Bolsonaro. É a 1ª mudança no Itamaraty, já que Araújo tomou posse no 1º dia da gestão e estava intocado até então.

Fonte: Poder 360

Fala de Ernesto Araújo é “grande desserviço”, diz Rodrigo Pacheco

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e pelo menos outros 7 colegas se manifestaram a favor de Kátia Abreu (PP-TO) e contra Ernesto Araújo na noite de domingo (28.mar.2021).

Rodrigo Pacheco disse que a fala do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, neste domingo foi “um grande desserviço ao País”. Araújo sugeriu que senadores o poupariam de críticas se ele declarasse apoio à adoção de tecnologia chinesa para a rede 5G no Brasil.

“Justamente em um momento que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes. Essa constante desagregação Essa constante desagregação é um grande desserviço ao País”, disse Pacheco sobre o ministro.

Segundo Ernesto, Kátia Abreu (PP-TO) pediu a ele um “gesto” em relação ao 5G. A congressista teria afirmado que isso faria dele “o rei do Senado”. A senadora rebateu. Afirmou que o ministro age de “forma marginal” e está “está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira”. E que defendeu que a licitação para a rede de 5ª geração não tivesse “vetos ou restrições políticas”.

Para Pacheco, “a tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal“. Diversos senadores foram às redes sociais neste domingo (28.mar.2021) criticar as declarações do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), lamentou as falas de Ernesto. Essa é a 2ª crítica do líder que compõe o Centrão a Ernesto Araújo em 3 dias. Na 6ª feira (26.mar), o congressista disse em entrevista ao Poder360 que o Itamaraty “além de não ajudar, nos prejudicou muito” em relação à pandemia.

O ministro está sob forte pressão para deixar o cargo. Antes mesmo desse episódio, pelo menos 5 senadores fizeram menções explícitas à troca de comando no Itamaraty em sessão da qual o próprio ministro participou na última 4ª feira (24.mar). A leitura dos congressistas é que as posições brasileiras no exterior estariam prejudicando o país na tentativa de trazer vacinas para combater a covid-19, entre outros problemas.

No sábado (27.mar),  um grupo de ao menos 300 diplomatas do Itamaraty escreveu uma carta com críticas ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Esse tipo de manifestação é raro na pasta devido à disciplina imposta pela carreira diplomática.

Eis as reações de outros senadores às declarações de Ernesto Araújo:

Fonte: Poder 360

Notas finais do Enem serão divulgadas nesta segunda-feira

Foto: Agência Brasil

As notas finais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, versão impressa e digital, serão disponibilizadas nesta segunda-feira (29), a partir das 18h (horário de Brasília). Os participantes poderão conferir os resultados individuais das provas na Página do Participante ou no aplicativo do exame.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão realizador da prova, também estarão disponíveis as notas dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).

Para ter acesso às notas, os participantes devem utilizar o login único do governo federal. Caso o aluno tenha esquecido a senha, o sistema permite recuperá-la. Basta inserir o CPF no campo indicado, selecionar avançar e clicar no link “Esqueci minha senha”. O sistema apresentará diversas formas para recuperar a conta (validação facial, bancos credenciados, internet banking, e-mail e celular), escolha uma das opções para receber o código de verificação e, em seguida, gere uma nova senha.

Além do resultado da redação, que varia de zero a mil, os participantes poderão conferir as notas individuais, referentes às provas das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

As notas individuais do Enem podem ser usadas para acesso à educação superior, no Brasil e em instituições de Portugal, e em programas governamentais de financiamento e apoio ao estudante, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os participantes podem ter mais informações sobre os programas que permitem o ingresso na educação superior no portal do Ministério da Educação. Entre os programas estão o

O resultado do Enem 2020 impresso, para fins exclusivos de autoavaliação de conhecimentos do participante treineiro, será divulgado no dia 28 de maio de 2021, na Página do Participante e no aplicativo do exame.

Notas finais

O Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.

Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis.

A redação tem esquema diferenciado de correção. Cada uma passa por, pelo menos, dois corretores. O tema da redação na reaplicação do Enem foi “A falta de empatia nas relações sociais no Brasil”.

Fonte: Agência Brasil

Butantan entrega mais 5 milhões de doses da CoronaVac ao Brasil

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

O Instituto Butantan liberou hoje (29) mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em todo o mês de março, já foram entregues 19,3 milhões de doses, mais do que o disponibilizado em janeiro e fevereiro.

Com o novo carregamento, o total de imunizantes disponibilizado pelo instituto ao PNI chega a 32,8 milhões de doses desde 17 de janeiro. Até o fim de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan somará 46 milhões.

De acordo com as informações do governo do estado de São Paulo, a previsão é que o Butantan entregue mais 54 milhões de doses para vacinação até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são do Butantan.

Segundo o instituto, a produção da vacinas segue em ritmo constante e acelerado. “No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local. Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante mais usado no Brasil contra a covid-19, chegaram ao país em fevereiro”, informou o Butantan.

Fonte: Agência Brasil

Após seis dias encalhado no Canal de Suez, navio gigante volta a flutuar

Foto: CNES 2021/AIRBUS DS/Reuters

Após seis dias encalhado, o navio gigante que bloqueava totalmente o Canal de Suez voltou a flutuar na madrugada desta segunda-feira (29) aumentando as expectativas de que a hidrovia seja reaberta em breve.

A embarcação de 400 metros de comprimento ficou presa em diagonal no canal durante ventos fortes, na manhã de terça-feira (23), interrompendo o tráfego de navios na rota mais curta entre a Europa e a Ásia.

Pelo menos 369 embarcações esperam para transitar pelo canal, incluindo dezenas graneleiros, petroleiros e navios de gás natural liquefeito (GNL) ou gás liquefeito de petróleo (GLP).

Os preços do petróleo já caíram após a notícia de que o navio voltou a flutuar.

Fonte: CNN Brasil

“Medidas mais extremas devem ser tomadas de forma localizada”, diz Queiroga

Foto: CNN Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, concedeu entrevista à CNN na manhã desta segunda-feira (29) e se opôs à adoção de um lockdown nacional. Segundo Queiroga, “medidas mais extremas devem ser adotadas de forma localizada”.

A declaração foi feita ao comentar sobre as ações de restrição da locomoção colocadas em prática na cidade de Araraquara que desencadearam queda acentuada no número de casos e mortes.

“O erro é achar que um lockdown nacional sem que se faça a lição de casa antes seja a solução dos problemas”, afirmou. “O sistema de saúde é tripartite, medidas mais extremas precisam ser tomadas de forma localizada”.

“Não é com lei e colocando multa para as pessoas que conseguiremos a adesão das pessoas, é com campanhas educativas mostrando a importância do uso de máscaras”.

Queiroga afirmou ter recebido autonomia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para montar uma equipe técnica na pasta e adotar as eventuais medidas necessárias. No entanto, o novo mandatário da Saúde reiterou que a sua gestão terá como orientação a continuidade das ações tomadas pelo general Eduardo Pazuello.

“É o mesmo governo, do presidente Jair Messias Bolsonaro, vamos avançar nas políticas que estavam sendo realizadas. Destaco a política de vacinação”, disse. Queiroga reforçou o compromisso do Ministério da Saúde em alcançar a meta de 1 milhão de pessoas vacinadas por dia no país e disse discutir com os membros da pasta a priorização de professores e agentes de segurança pública no Programa Nacional de imunização (PNI), além dos grupos já listados como prioritários.

De acordo com o ministro da Saúde, nos primeiros dias à frente da pasta, a sua gestão colocou em curso o planejamento de uma ação interministerial, que reúne as pastas da Economia, Infraestrutura e Defesa para a realização de ações extraordinários de enfrentamento à Covid, que envolvem, inclusive, o lançamento de um programa nacional de telessaúde.

“É um programa de telemedicina realizado em parceria com universidades públicas, com diversos especialistas, centralizado pelo Ministério da Saúde e distribuído para unidades de saúde do país”, afirmou.

O ministro não apresentou o prazo para que o programa de telemedicina seja colocado em prática, mas destacou que as medidas emergenciais a serem adotadas no mês de abril para que o país tenha queda nos indicadores da Covid-19 em relação ao mês de março envolvem a criação de uma Secretária Especial de Enfrentamento à Covid-19 – formada por especialistas e integrantes de entidades de classe – e o repasse de insumos que auxiliem os estados municípios no tratamento dos pacientes.

“No que tange a questão dos insumos essa obrigação é dos municípios, mas dentro de  um ambiente de emergência de saúde pública internacional não tem como o ministério não assumir esse compromisso de distribuir isso dentro de uma logística organizada”, disse.

“Deixemos as diferenças de lado e façamos uma ação em cima dos pontos de convergência que são maiores no sentido de salvar vidas”.

Fonte: CNN Brasil

A pandemia, uma guerra sem fim, por Carlos Thadeu

Opresidente do FED, Jerome Powell, fez um pronunciamento na semana passada sobre as medidas de combate à crise do Covid-19 e as respostas da economia americana no nível de atividade e emprego. O recado de Powell explicitou que a incerta evolução do vírus está determinando os próximos passos do FED na condução da política monetária. No Brasil, a mensagem do Copom após a última reunião deveria ser no mesmo sentido. Como a crise é de saúde, o surgimento de novas cepas gera novas incertezas, alteram rapidamente os cenários, e minam a capacidade de previsão dos modelos.

A maior preocupação do FED hoje é o nível de emprego. O comunicado diz que a recuperação progrediu mais rapidamente do que o esperado após a primeira onda, assim como ocorreu no Brasil, porém está longe de ser completa, e, portanto, o Banco continuará a fornecer o apoio às famílias e empresas pelo tempo necessário.

O FED também reconhece que o setor de serviços segue sendo o mais adversamente afetado pela segunda onda do vírus, e que deve permanecer fraco pela necessidade do distanciamento social. O desemprego nos serviços permanece acima da taxa de desemprego global (6,2%), e os níveis de participação do setor no mercado de trabalho estão notadamente abaixo daqueles registrados antes da pandemia.

O debate que se apresenta hoje nos mercados globais é sobre o tamanho e a extensão da esperada alta da inflação a nível global nos próximos meses, especialmente nos EUA, dada a enorme expansão fiscal em andamento.

As projeções dos analistas e os argumentos do FED indicam que repiques inflacionários devem ser transitórios, e que uma alta mais pronunciada dos juros americanos deve ocorrer somente em 2023 ou 2024.

O contexto por aqui é semelhante, a segunda onda impõe novas necessidades de isolamento e fechamento de empresas do comércio e serviços considerados não essenciais. Uma diferença é que o ritmo de imunização segue mais rápido no território americano.

O choque da pandemia provocou efeitos bastante assimétricos na economia, e esse fenômeno foi mundial. O distanciamento social levou a uma queda forte nos preços do setor de serviços, contrariando qualquer tendencia de alta desses preços. Por outro lado, as medidas fiscais de sustentação da renda das famílias impactaram no rápido crescimento do consumo de bens, fazendo com que o volume de vendas do varejo retomasse o nível pré-pandemia ainda no final do primeiro semestre do ano.

O setor de serviços no Brasil está com volume de receitas pelo menos 30% abaixo de antes da pandemia, e, sendo o que proporcionalmente mais emprega, fechou mais de 300 mil postos formais durante a crise.

O grupo de serviços representa ao redor de 50% dos preços no IPCA, e com o agravamento da pandemia não há espaço para subir, somente cair. Esse é um dos motivos que alta da Selic foi acima do normal. Ainda precisamos de estímulos, a longevidade da pandemia tem sido deflacionária.

O elevado nível de incerteza prejudica os modelos de projeção da inflação, ainda assim, o comportamento de variáveis relevantes implica uma dinâmica inflacionária benigna.

O Banco central (BCB) foi otimista em relação a retomada econômica no segundo semestre desse ano, precificou uma maior velocidade da vacinação. Faltou realismo, essa é uma crise de saúde, e com novas cepas do vírus se apresentando, a incerteza sobre os impactos na economia os modelos não são capazes de medir com precisão. Os cenários atuais para os modelos de previsão são altamente erráticos.

Nota-se que os indicadores da economia real que estão sendo divulgados mostram-se piores do que as estimativas, devido a lentidão no processo de imunização e aos sucessivos lockdowns para conter colapsos nos sistemas médico-hospitalares.

O Banco reconheceu o exagero ao falar em normalização parcial dos juros. A ociosidade da economia deve demorar para ser preenchida.

No relatório de inflação divulgado semana passada, embora se saiba que os preços das commodities estão com uma persistência maior, também está dito que a pressão dos custos de insumos e matérias primas sobre os preços ao produtor de bens industriais, por exemplo, tende a arrefecer nos próximos trimestres. Com isso, espera-se que o arrefecimento dos preços ao produtor, quando ocorrer, venha a se refletir rapidamente nos preços ao consumidor.

O BCB até pode aumentar a Selic, mas deve enxergar o combate ao vírus como o mais importante. Na ata divulgada também semana passada, o Banco argumenta sobre a preocupação com a situação fiscal, e por isso fez uma dupla aposta no aumento da Selic. A fala é fiscal, mas a verdadeira preocupação é cambial.

Na semana após a elevação da Selic, os preços dos ativos e diferentes ações caíram e o dólar continua pressionado. Não vai adiantar somente subir a Selic, pois prejudica a dívida pública e não reduz as expectativas inflacionárias. Para isso tem de haver paciência, e não deixar faltar crédito.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC), mostra que a proporção de famílias com dívidas está no segundo maior nível histórico, quase 68% do total de famílias no país. Não custa muito para termos uma crise de inadimplência, precisamos ter todo cuidado para impedir a implosão de uma crise de dívida, risco que também assombra as pessoas jurídicas.

Ainda que o mandato principal seja a inflação, o Banco Central independente não pode se furtar à realidade da atividade econômica, pois já temos 2 trimestres consecutivos com expectativas de quedas. E vale novamente frisar, as novas cepas e o atraso no processo de imunização injetam cada vez mais incerteza sobre a atividade econômica nos próximos trimestres.

O governo está repetindo as medidas expansionistas do ano passado nessa nova fase de enfrentamento do Covid, com o auxílio emergencial, o diferimento do Simples, e o prolongamento do Pronampe. O BEm deve sair brevemente, assim que o Ministério da Economia achar uma fonte extra no orçamento de 2021. Essas medidas reconhecem a característica deflacionária atual.

Poder 360.

Gabriel, o vereador. Só quer saber de Jesus, Girão e professora Nilda não

O vereador Gabriel César reagiu com naturalidade as afirmações da colega de Partido, a ex-candidata Nilda. Gabriel deixou claro que o projeto político da ex-vereadora não é do conhecimento de ninguém do PSL, partido em que a professora tem sua filiação partidária.

O jovem vereador que adora selfie no Instagram, já definiu o seu caminho para Câmara Federal, irá apoiar o general Girão que ficará no seu partido no pleito de 2022. Nilda, juntamente com Cruz, deverão seguir as orientações do deputado estadual Kleber Rodrigues e somente no final do próximo ano, a professora terá uma grande lição dos alunos/eleitores.

Ao tratarmos de voto na urna, mudando o ângulo da câmera, olhando o retrovisor, pode-se ver que Gilson Moura, Maurício Marques e Carlos Maia ficaram em recuperação! Já Abidene, na política, ainda está fazendo o programa de pé no chão, também se aprende a ler. Em resumo, ainda há muita água para correr debaixo da ponte, nada é certo nesse universo… Por fim, outro registro da nossa câmera do tempo: até agora, ninguém na oposição conseguiu superar no número de votos, obtidos em 2008, pelo então deputado estadual Gilson Moura, que é um verdadeiro morto vivo na política de Parnamirim.

Idosos com idade a partir de 70 anos e profissionais de saúde de Parnamirim podem se vacinar nesta segunda (29)

Os idosos com idade a partir de 70 anos e os profissionais de saúde de Parnamirim poderão se vacinar nesta segunda-feira (29). As Unidades Básicas de Saúde estarão funcionando das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h, exclusivamente para o ls idosos.

Já os profissionais de saúde, poderão se vacinar na Escola Municipal Presidente Artur da Costa e Silva, no Centro, das 8h às 14h, e no Supermercado Nordestão da Avenida Maria Lacerda, em Nova Parnamirim, funcionará das 8h às 14h. Os estagiários da área de saúde também poderão tomar a dose do imunizante nestes locais.

Anvisa suspende prazo de análise para novo pedido emergencial da Sputnik V

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou neste sábado (27.mar.2021) que suspendeu o prazo de 7 dias para a análise do pedido de uso emergencial da Sputnik V.

O 2º pedido de uso emergencial da vacina russa foi feito na 6ª feira (26.mar.2021) pelo laboratório União Química. Pela regra, a agência teria até 7 dias para concluir a análise. Mas os prazos foram suspensos pela ausência de “documentos considerados importantes”.

“Conforme previsão legal, houve a suspensão da contagem dos prazos, até que a empresa apresente as informações descritas como ‘não apresentado’ no painel divulgado”.

A agência informou que continuará a análise dos dados já apresentados.

No início desta semana, antes do registro do pedido, a Anvisa disse que precisava ter acesso aos dados brutos dos testes da vacina, um requisito para o pedido de uso emergencial no Brasil.

No dia 12 de março, o Ministério da Saúde assinou um contrato para a compra de 10 milhões de doses da Sputnik V.

Gvernadores do Consórcio do Nordeste assinaram a compra de outras 37 milhões de doses.

Até o momento, o Brasil tem usado a vacina CoronaVac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, e a AstraZeneca/Oxford.

A vacina da Pfizer já obteve registro definitivo pela Anvisa e foi comprada pelo governo, mas a entrega do primeiro lote ocorrerá apenas em abril.

Fonte: Poder 360

Pandemia provoca subnotificação de casos de abuso infantil

Foto: Agência Brasil

Devido ao agravamento da pandemia e a determinação de medidas restritivas, meninas e meninos ficaram mais vulneráveis. Com o fechamento das portas de instituições de ensino há mais de um ano, crianças e adolescentes ficaram longe de agentes fundamentais de sua rede de apoio, como educadores e colegas, o que tornou mais difícil a denúncia de abusos sexuais.

De acordo com o MMFDH (Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos), no início da pandemia da covid-19, em março de 2020, quando ainda não haviam sido decretadas medidas rígidas, houve aumento de 45% de abusos sexuais contra crianças e adolescentes no Brasil em relação a 2019, quando 11.241 denúncias foram registradas pelo governo federal. No ano passado, o total subiu para 20.771.

Em abril de 2020, com as salas de aulas fechadas e o ensino remoto, os números caíram. No total, cerca de 19.663 registros desta violência foram efetuados. Os dados não mostram diminuição da violência, e sim o aumento da subnotificação.

As denúncias se tornaram mais difíceis, já que segundo o levantamento da ONDH (Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos), pelo menos 75,9% dos casos de abuso contra crianças e adolescentes ocorrem dentro das suas casas e 40% dos agressores são seus próprios pais ou padrastos.

Segundo dados da 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia, de São Paulo, que possui uma DHPP (Divisão de Proteção à Pessoa), em 2020, os casos registrados aumentaram 56,8% em relação a 2019.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) relatou que “Um dos motivos da alta durante o isolamento social é a convivência do agressor no mesmo espaço em que a vítima, por mais tempo. Em sua maioria, os agressores são homens próximos, como parentes e vizinhos.”

Durante a pandemia, a forma de denúncia mais recorrente tem sido por meio de familiares em que o menor confia ou pela percepção da mudança de comportamento da vítima, como reclusão, rebeldia e medo do agressor.

Mesmo com a subnotificação, em alguns Estados houve um aumento de denúncias, o que leva à conclusão de que o crescimento de casos de abusos foi muito maior.

Em 2019, foram mais de 9.200 notificações de ocorrências de estupro de vulnerável, sendo 5.060 nos primeiros 7 meses do ano. Em 2020, somaram 4.481 casos, uma redução de 11,5%.

No último relatório divulgado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Instituto Sou da Paz, 84% dos casos de estupro de vulneráveis acontecem dentro de casa.

Segundo comparação de dados obtidos pela SSP/SP, os registros vinham crescendo nos últimos anos, mas no 1º semestre de 2020 apresentaram redução significativa (-15,7%), sobretudo nos meses de abril (-36,5%) e maio (-39,3%). Eis a íntegra (2MB) do relatório.

De acordo com o World Vision, 81% das crianças entrevistadas relataram um aumento da violência durante a pandemia, afirmaram ter visto ou enfrentado violência em suas casas, comunidades ou online desde o início da covid-19. A agência teme que se as crianças não forem ouvidas e protegidas, poderá ter um número maior de crianças em riscos, podendo aumentar entre 20% e 32% no futuro.

RECOMENDAÇÕES

As organizações que realizaram o relatório sobre estupro de vulnerável dizem que é “crucial (…) que as instituições do sistema de garantia de direitos se preparem para atender às vítimas mantidas ocultas pela pandemia. Na medida em que a circulação pelas cidades voltar progressivamente ao normal, e que as escolas e outros serviços reabram para atendimento presencial, precisamos estar prontos para um primeiro momento difícil, em que tudo acumulado e mal resolvido dos últimos meses transborde de uma vez”.

De acordo com o estudo, os serviços “têm que estar mais atentos, os funcionários preparados, informados e treinados para lidar com um número possivelmente maior de casos. Concretamente, a responsabilidade do Poder Público em oferecer o atendimento quando necessário e os meios para identificação desses casos deve se efetivar em ações que promovam campanhas de sensibilização, ampliem canais virtuais de denúncia, ofereçam capacitação continuada aos atores que atuam no Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente e ampliem a rede de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência”.

Fonte: Poder 360

Ministério da Saúde entrega oxigênio para Rio Grande do Norte

Foto: Sandro Menezes/ASSECOM-RN

O Ministério da Saúde entregou hoje (27) 160 cilindros de oxigênio para o Rio Grande do Norte, como parte do Plano Oxigênio Brasil. O insumo usado no atendimento a pacientes com casos graves de covid-19 chegou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informação do presidente da República, Jair Bolsonaro, publicada em seu perfil no Twitter:

O Plano Oxigênio Brasil também inclui, inicialmente, a entrega de cilindros para Rondônia (400), Acre (240), Ceará (100), Paraná (200) e região Sul como um todo (100). Grande parte desses cilindros foram comprados direto de produtores, em São Paulo. Outros estão sendo deslocados de Manaus.

Outras ações do plano são a instalação de duas usinas de oxigênio em Santa Catarina, uma no Acre e outra em Rondônia.

Fonte: Agência Brasil

Guedes se vacina contra Covid-19 em Brasília; ministro recebeu carta da Pfizer

Foto: Reprodução/CNN

O ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu na tarde deste sábado (27), em Brasília, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ele foi vacinado no posto drive thru do estádio Mané Garrincha.

O chefe da equipe econômica foi imunizado com uma dose da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan. A segunda dose do ministro deverá ser aplicada em 25 de abril.

Em entrevista à CNN minutos antes de ser vacinado, Guedes afirmou ter conversado com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que pediu para informar que o Brasil vacinou 800 mil pessoas nesta sexta-feira (26).

Guedes tem 71 anos de idade e foi vacinado seis dias após o início da vacinação para seu grupo. No Distrito Federal, a vacinação para idosos de 69, 70 e 71 anos está liberada desde a última segunda-feira (22).

Ele foi o segundo ministro do governo a se vacinar. Na semana passada, o titular do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, de 73 anos, também se vacinou na capital federal.

Carta da Pfizer

Na quinta-feira (25), o ministro recebeu uma carta assinada por executivos da Pfizer agradecendo pelo apoio para assinatura do contrato da farmacêutica com o governo brasileiro para venda de vacinas.

A carta foi confirmada à CNN tanto pelo chefe da equipe econômica quanto pela assessoria de imprensa da Pfizer. A empresa não respondeu se enviou cartas para outros integrantes do governo federal.

Fonte: CNN Brasil

O que você precisa saber sobre a vacina Versamune, apoiada pelo governo federal

Foto: MIGUEL NORONHA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A mais nova aposta do governo federal para o combate à pandemia de Covid-19 atende pelo nome de Versamune, vacina desenvolvida no Brasil e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que protocolou junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para que possam ser feitos os primeiros testes clínicos em humanos.

A Versamune é fruto de uma parceria entre a empresa brasileira Farmacore, com sede em Ribeirão Preto (SP), a americana PDS Biotechnology e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Como funciona?

Em entrevista à CNN, a CEO da Farmacore, Helena Faccioli, explicou que, basicamente, a Versamune tem a proteína S-1, que impede que o vírus se conecte às células do corpo, evitando a instalação da doença.

Ainda que o vírus consiga se ligar à célula, o SARS-Cov-2 será combatido pelas células T ativadas por uma partícula nano lipídica também presente na vacina, – a grosso modo, é como uma partícula de gordura muito pequena.

Assim, a ação do imunizante se baseia na interação destes dois compostos. Se o trabalho da proteína S-1 falhar, as partículas nano lipídicas terão “treinado” as células T para o combate ao novo coronavírus, o que inclusive colabora para que pessoas que tenham contraído o vírus uma vez não passem por uma reinfecção.

Quantas doses devem ser tomadas?

Duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas. Até o momento, os testes foram conduzidos em camundongos, e a resposta imunológica foi muito satisfatória: 98% dos animais não foram infectados pelo vírus. Dos que desenvolveram a doença, nenhum morreu.

Para o pesquisador Célio Lopes Silva, da FMRP-USP, a Versamune será mais efetiva na proteção contra o novo coronavírus do que as vacinas que estão sendo utilizadas atualmente por ser mais eficiente em matar as células infectadas.

Quanto tempo devem durar os testes?

De acordo com Helena Faccioli, a previsão é que os ensaios clínicos, em humanos, durem entre seis e nove meses.

Se a Anvisa liberar os ensaios clínicos, as empresas farão as primeiras duas fases de testes em cerca de 360 voluntários. O objetivo é avaliar se a vacina gera os anticorpos necessários e se não há efeitos colaterais graves.

Na sequência, vem a fase três, que deve contar com 20 mil a 30 mil voluntários e servirá para testar se o imunizante realmente vai oferecer a proteção necessária no dia a dia.

“Se é uma nova vacina, tem que obedecer todo o rito, fazer estudos de fase 1 e 2, que são mais rápidos. Em dois meses dá para fazê-los. Mas os ensaios de fase 3, utilizando uma população maior, de diferentes estados, demora um tempo”, explicou Júlio Croda, infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Quando as doses devem estar prontas?

A CEO da Farmacore afirmou que a empresa está em negociação com uma indústria farmacêutica nacional e que as doses devem ser fabricadas em paralalo com os testes clínicos. A expectativa é que assim que os testes forem finalizados, a Versamune já consiga atender entre 30% e 40% da demanda brasileira por vacinas.

Ela espera que entre janeiro e fevereiro de 2022 a Anvisa já esteja analisando um pedido de uso emergencial da vacina. Se for aprovado, a distribuição pode ser feita imediatamente.

“Como é um processo simples e fácil, devemos ter uma capacidade de atender pelo menos 50% da necessidade de doses ao ano. Vamos trabalhar junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia para para abastecer o mercado interno, produzindo entre 400 e 500 milhões de doses”, afirmou Faccioli.

A logística deve ser facilitada porque a vacina é feita para ser armazenada em refrigeradores comuns, em temperaturas que vão de 6ºC a 8ºC. Além de abastecer o mercado doméstico, a Farmacore quer que a Versamune também atenda outros países da América Latina.

Quem está pagando?

“Recebemos um financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia para execução de grande parte dos testes clínicos, mas os investimentos iniciais foram feitos pela própria empresa”, diz Helena Faccioli, que estima gasto de R$ 20 milhões até aqui.

As fases 1 e 2 devem demandar mais R$ 30 milhões, e a CEO garante que “o governo já sinalizou que tem o recurso”.

A fase 3, a mais cara, deve demandar mais R$ 300 milhões. “Tem que contratar mais cinco, seis centros clínicos pelo Brasil, cada um com sete a oito mil voluntários”, explica Faccioli, que já trabalha em uma “articulação” com a pasta para que esses gastos futuros também fiquem por conta do governo federal.

“Mas o processo ainda precisa seguir fase a fase para que também possamos avançar nas próximas etapas de recursos”, pontua.

Empresa tem experiência no mercado veterinário

Além da Versamune, a Farmacore também desenvolve uma vacina contra a tuberculose, atualmente em período de testes. No entanto, a empresa tem mais experiência da produção de medicamentos de uso veterinário, com foco em cães, vacas, salmões e até uma vacina de uso oral para tilápias.

No site da empresa, o Imunivax é apresentado como principal produto já desenvolvido. Trata-se de medicamento de uso veterinário voltado para o tratamento de câncer, dermatite, doenças autoimunes e doenças infecciosas, principalmente em cães.

No caso do Imunivax, a USP também aparece como parceira da Farmacore, à semelhança do que ocorre com a Versamune. A universidade detém 30% da titularidade da patente do medicamento, enquanto a empresa tem 70%.

Quantas vacinas brasileiras temos?

De acordo com o Ministério da Saúde, são monitorados 17 estudos nacionais de possíveis vacinas contra a Covid-19, de diferentes origens. Nesta semana, dois desses estudos concluíram a fase de estudos pré-clínicos e pediram autorização para começar os testes em seres humanos.

Uma é a Versamune-CoV-2FC, da Farmacore, e a outra é a Butanvac, vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Dynavax e a PATH.

Fonte: CNN Brasil

Bolsonaro autorizou antecipação de vacina para contrapor Doria

Foto: Amanda Perobelli -12.ago.2020/ Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) orientou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, a divulgar que o governo federal protocolou nesta quinta-feira (25) na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para início dos testes clínicos em humanos de uma nova vacina contra Covid-19 desenvolvida no Brasil, chamada de Versamune-CoV-2FC.

A decisão ocorreu após duas reuniões no Palácio do Planalto. Na primeira, estiveram presentes Marcos Pontes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Casa Civil. Nela, Pontes disse que a vacina anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pela manhã, estava em um estágio mais atrasado do que a Versamune.

Eles decidiram, então, fazer uma coletiva para anunciar, mas precisavam do aval de Bolsonaro. Foram, então, ao gabinete presidencial e explicaram a situação a Bolsonaro, que deu apoio para o anúncio.

Até então, a ideia de Pontes era fazer a divulgação da Versamune apenas após a Anvisa aprovar o pedido para que fossem realizados testes da fase 1 e 2. Mas, quando ele e sua equipe viram o anúncio de Doria, resolveram levar ao Planalto a ideia.

Fontes no governo garantem que, até aquele momento, a Butanvac não havia virado pauta principal do governo, em volta desde a manhã em reuniões com governadores. Não fora assunto sequer no grupo dos ministros e interlocutores mais próximos do presidente disseram que ele não tratou disso.

Com o aval presidencial, a coletiva foi informada à imprensa às pressas e Pontes e Queiroga desceram e anunciaram o protocolo no próprio Palácio do Planalto.

Ao contrário da coletiva de Doria, não houve prazos nem estimativas de doses da Versamune, tampouco logo e caixa da vacina do governo federal. Fontes de Brasília disseram à CNN que houve excesso de marketing no anúncio de Doria.

No Palácio dos Bandeirantes, porém, a coletiva às pressas de Brasília foi vista com ironia.  A avaliação no entorno do governador paulista foi a de que o Palácio do Planalto “passou recibo” da Butanvac, apesar de considerarem que tanto Pontes como Queiroga foram elegantes com o governo paulista.

Até as 19h, porém, segundo a própria Anvisa, o Butantan não havia protocolado nenhum pedido na agência sobre a Butanvac.

Fonte: CNN Brasil