
A governadora Fátima Bezerra não vai renunciar ao mandato para ser candidata ao Senado. E não é porque o PT nacional pediu. É porque o PT nacional não pediu. Não fez. Não agiu. Não articulou. Sem acenar com apoio financeiro a municípios, via mandatos de deputados estaduais, ficou difícil do grupo da governadora Fátima reunir o número de votos suficientes no plenário da Assembleia Legislativa, para eleger um governador interino, para ocupar o governo em um mandato tampão de quase 9 meses, entre a renúncia da governadora e a posse do governador eleito no pleito de outubro.
Sem o apoio do seu partido, Fátima seguirá com o seu mandato até 31 de dezembro. Sem sinalização para os partidos, cada grupo começou a ameaçar que teria um, dois ou tantos mais nomes dispostos a disputar o mandato tampão.
De palhaçada a nomes técnicos, muitos foram apresentados. Até mesmo a possibilidade do vice-governador Walter Alves deixar para renunciar no último minuto do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, e desistir de renunciar, assumindo automaticamente o governo que passaria a apoiar a eleição de Allyson Bezerra para o governo.
Foram muitos cenários desenhados, verdadeiros ou não, mas que serviram de subsídios para a governadora tomar a decisão que o leitor do Blog sempre soube: não desistir de sua gestão. Não entregar os últimos meses de sua gestão a um adversário, como quem entrega a própria arma ao inimigo e diz: atire em mim. Me mate com o meu revólver.
Seria exatamente assim se um direitista extremo se elegesse governador interino.
Fátima segue no cargo, e segue também na campanha. Agora reforçando as energias em torno da pré-candidatura de Cadu Xavier para o governo e da vereadora Samanda Alves como pré-candidata ao Senado no seu lugar. Fátima vai cuidar da campanha de Samanda como se Samanda fosse ela própria.
Resta saber se o PT terá um segundo nome para o Senado e se esse nome será Jean Paul Prates, do PDT. O fato é que Fátima será Samanda, e vai correr com força e com vontade pelo mandato de senadora.
A foto diz muito sobre o momento. Não é sobre Carnaval, é sobre confiança.
Fátima fundou o bloco Sonífera Ilha, e quando assumiu o governo e não pôde mais tocar a agremiação, confiou a Samanda.
Agora, sem conseguir tocar a sonhada campanha para o Senado, é a Samanda que ela confia a missão.
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