Itamaraty confirma que 21 brasileiros estão no Sudão, em meio a conflitos

AFPTV – Conflito já deixou mais de 400 mortos e 1.800 feridos

Com Pix, Brasil fica em segundo lugar em ranking de países por uso de pagamentos instantâneos

Foto: NurPhoto via Getty Images

O Brasil foi o segundo país do mundo que mais utilizou pagamentos instantâneos no ano passado, ficando atrás apenas da Índia, segundo a pesquisa Prime Time for Real-Time Report, divulgada pelo Banco Central. O sucesso do Pix está por trás do resultado: foram 29,2 bilhões de transações no Brasil, o equivalente a 15% do total mundial.

O uso de pagamentos instantâneos no Brasil teve um salto de 228,9% entre 2021 e 2022. Na Índia, onde as operações somaram 89,5 bilhões, esse número ficou em 76,8% no período.

“Ao mostrar um panorama internacional, o trabalho evidencia o quanto o Pix é uma política pública bem-sucedida e que está impactando positivamente a sociedade”, afirmou Mayara Yano, assessora sênior do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central.

Veja países que lideram o ranking do uso de pagamentos instantâneos:

  1. Índia (89,5 bilhões)
  2. Brasil (29,2 bilhões)
  3. China (17,6 bilhões)
  4. Tailândia (16,5 bilhões)
  5. Coreia do Sul (8 bilhões)

O relatório ainda aponta que os pagamentos instantâneos foram responsáveis por 195 bilhões de transações em 2022, 63,2% a mais do que um ano antes. Espera-se que, em 2027, esse número chegue a 511,7 bilhões e represente quase um terço (27,8%) de todos os pagamentos eletrônicos no mundo.

O trabalho também traz uma projeção favorável para o Pix. Segundo o Prime Time for Real-Time Report, a média de transações mensais do Pix por pessoa de 15 anos ou mais vai subir para 51,8 em 2027, deixando o Brasil na segunda posição nesse tipo de comparação – atrás apenas do Bahrain, cuja estimativa é que esse índice fique em 83,3 em quatro anos.

Segundo o Banco Central, ainda há muito potencial a ser explorado no meio de pagamento. Especialistas ouvidos pelo GLOBO, além do próprio BC, apontam que novas modalidades e inovações devem entrar em cena para aumentar a eficiência e a segurança – como o pagamento de contas em débito automático e agendado e transferências internacionais.

Fonte: O Globo

Guinada na Petrobras: diretoria já trabalha na ampliação de refinarias para aumentar produção de diesel

O Gaslub, em Itaboraí, que já se chamou Comperj, deve ganhar novo escopo e ser rebatizado Custódio Coimbra/Agência O Globo

Com nova diretoria e prestes a ter o Conselho de Administração também renovado, a Petrobras já iniciou um ambicioso plano de ampliação da capacidade de suas refinarias. A estratégia inclui o investimento em unidades para produzir diesel 100% renovável e até a ampliação de escopo do polo Gaslub (antigo Comperj), em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, que será rebatizado e pode receber a produção de petroquímicos de segunda geração, como polipropileno, matéria-prima do plástico.

As discussões fazem parte dos ajustes que estão em curso no plano de negócios da estatal, explicaram dois diretores da estatal ao GLOBO. Aprovados os projetos, pode haver aumento do volume de investimentos previstos para a área que inclui refino e gás natural, que hoje está em cerca de US$ 9 bilhões até 2027.

— Nas primeiras deliberações feitas pela diretoria, fizemos uma revisão das propostas de diretrizes para o planejamento estratégico. O pré-sal continua sendo o carro-chefe. Mas tudo isso está alinhado com a transição energética — disse Claudio Romeo Schlosser, diretor de Comercialização e Logística da estatal.
 
A estratégia é parte do plano do governo Lula de interromper a venda de refinarias e aumentar a produção nacional de combustíveis. Tem duas vertentes. A principal envolve a construção de unidades onde serão produzidos apenas diesel 100% renovável, o diesel verde, a partir do óleo vegetal ou resíduo animal, como o sebo.
 
Segundo William França da Silva, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, as discussões do novo plano de negócios envolvem a construção de unidades 100% renováveis no Gaslub e na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, em Pernambuco. O plano atual, herdado da gestão do governo Bolsonaro, previa apenas o biorrefino na unidade de Cubatão.

Guinada no refino

O investimento marca uma mudança na estratégia em relação às refinarias. Nas gestões anteriores, a estatal tinha como meta vender oito unidades, após acordo feito com o Cade, que regula a concorrência no país. Entre as principais, a empresa se desfez das unidades da Bahia e do Amazonas. Perguntados, os diretores não comentaram sobre a venda de ativos e a política de preços da estatal.

Segundo os executivos, as novas unidades no Rio e em Pernambuco vão passar ainda pelas etapas de projeto conceitual, básico e de detalhamento. Só depois vai para licitação e construção.

— Estamos discutindo possíveis ampliações no parque que não significam necessariamente novas refinarias. Vamos reforçar a visão da Petrobras como alavancadora do crescimento desse país, reduzindo as desigualdades, reforçando a empregabilidade e investimentos — destacou Silva.

Segundo o diretor de Refino, os planos para o Gaslub — o antigo Comperj foi um dos símbolos do esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato e teve o projeto original reduzido — vão além da unidade de biorrefino. Estuda-se a “oportunidade” de aumentar o complexo em Itaboraí para produzir produtos petroquímicos de segunda geração, como polipropileno, ideia cogitada no primeiro governo Lula.

— Isso é uma oportunidade que estamos estudando. A região tem muito potencial. Vamos mudar o nome. Lá é um complexo maior. Hoje, o que tem no plano estratégico é a planta de gás natural da Rota 3, com capacidade de processamento de 21 milhões de metros cúbicos, e deve entrar em operação em meados de 2024. As obras já voltaram. Tem ainda a unidade de produção de lubrificante tipo 2 e uma nova térmica — listou Silva.

Schlosser destacou também que o Gaslub tem integração com a Reduc, a refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense:

— A Reduc é uma planta complexa, com uma variedade de produtos, e tem uma planta (Gaslub) onde você terá gás, lubrificantes e produção de hidrogênio. E isso cria oportunidades.

No Gaslub e na Rnest, a ideia é usar o hidrogênio gerado no tratamento do gás natural para processar o diesel a partir do óleo vegetal. Segundo cálculos, haveria uma economia entre US$ 500 milhões a US$ 800 milhões sem necessidade de construir uma unidade de produção de hidrogênio.

— A viabilidade do projeto fica melhor. Isso está dentro das diretrizes da adequação do parque de refino. Ou seja, vai investir menos, e o tempo de implementação é mais rápido — disse Schlosser.

Mercado sustentável

Outro pilar da Petrobras na área envolve a produção do chamado diesel R5, que contém 5% de conteúdo renovável (por meio do óleo de soja) na composição final do diesel fóssil. Hoje, a capacidade de produção é de 5 milhões de litros por dia na Repar, em Auracária (PR).

A meta é dobrar a produção até o fim do ano com a inauguração da unidade de coprocessamento em Cubatão. Há planos de investimentos similares em Reduc (RJ), Replan (SP), Regap (MG) e Rnest (PE). A produção pode chegar a 21 milhões de litros por dia entre 2025 e 2026.

Para rentabilizar o investimento, o plano é buscar empresas interessadas na compra do diesel renovável. A exportação não está descartada.

— Buscamos parceiros e empresas (como distribuidoras) que tenham compromisso com sustentabilidade. Temos capacidade de produção— pontuou Schlosser.

Fonte: www.oglobo.globo.com

Entre a mágoa e a esperança

Lula e ministros do STF

Lula e ministros fazem vistoria no Planalto e STF depois dos ataques do 8 de Janeiro

Não me basta ter um sonho. Eu quero ser um sonho.”

O Poder Judiciário, pelo seu órgão máximo, o Supremo Tribunal Federal, começou a julgar, na 3ª feira (18.abr.2023), o recebimento das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República relativas à tentativa de golpe de Estadoe subversão da ordem democrática. O julgamento teve início 102 dias depois da frustrada e tresloucada ação terrorista. A decisão se dará pelo plenário virtual e termina às 23h59min da próxima 2ª feira (24.abr.2023). Na realidade, até pela importância do assunto, seria imperioso que a sessão fosse presencial e aberta ao público.

Como era esperado, a Corte formou maioria para acolher as denúncias e tornar réu os 100 acusados. É fundamental que a sociedade acompanhe de perto esse julgamento. São vários os pontos a serem levados em consideração.

O governo democrático do presidente Lula tinha tomado posse há só 8 dias quando houve a invasão criminosa e bárbara das sedes dos três Poderes. A depredação que se viu, especialmente pela ousadia e atrevimento dos criminosos, chocou o mundo, sendo inevitável, à época, a comparação com a invasão do Capitólio nos Estados Unidos da América. O germe era o mesmo: o ódio e a violência, que são as marcas de gestões de cunho fascista como os do Trump e do Bolsonaro. Aqui no Brasil, mesmo com a comprovada participação de parte das forças de segurança nos episódios criminosos, instituições destinadas exatamente a manter a ordem, a reação foi imediata e exemplar.

Agiu muito bem o Poder Executivo ao assumir o controle da situação, com aquela histórica reunião no dia 9 de janeiro, um dia depois do dia da infâmia, com a presença dos governadores de todos os Estados e do Distrito Federal. E, depois, a descida da rampa do Palácio do Planalto rumo ao Supremo Tribunal, passando em comitiva pela Praça dos Três Poderes, com os presidentes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário e mais um sem número de ministros, governadores, senadores e outras autoridades. Foi um momento simbólico que deixou claro aos extremistas, aos golpistas, que eles não conseguiriam derrubar um governo democraticamente eleito. Foi um não à barbárie e à Ditadura.

CopyrightSérgio Lima/Poder360 – 9.jan.2023

Lula desce a rampa do Planalto acompanhado por Janja, governadores e ministros

Mirando no mestre Miguel Torga: “Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade. Enquanto não alcances, não descanses. De nenhum fruto queiras só a metade”.

Tão importante quanto a resistência desde o 1º instante, quando, ainda na noite do dia 8 de janeiro, o presidente Lula foi à sede do Supremo Tribunal toda destruída para se encontrar com a ministra Rosa Weber, presidente da Corte Superior, foi a reação técnica para se apurar as responsabilidades criminais dos golpistas. Mais de 1.400 prisões em flagrante deixaram claro que não seria possível tratar com desprezo e pouco caso a gravíssima tentativa de subverter a ordem democrática. É preciso ressaltar que ainda permanecem presos 294 golpistas –86 mulheres e 208 homens. Os 100 extremistas cujo julgamento foi iniciado na 3ª feira (18.abr), estão entre os que permanecem presos.

Importante frisar que, logo depois das primeiras prisões, o necessário trabalho de investigação para apurar as responsabilidades deu a todos a certeza de que a democracia estava consolidada. A custódia de um ministro da Justiça e a oitiva de 80 militares, alguns de alto coturno, além da correta decisão do STF no sentido de submetê-los a um julgamento pela Justiça Comum e não pela Justiça Militar, reforçam a certeza de que o país navega em águas democráticas. Tanto que o ex-presidente da República teve sua oitiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito.

Eu escrevi, mais de uma vez, que, se comprovada a participação do Bolsonaro nos atos extremistas, sua prisão preventiva será inexorável. Ainda nesta semana, 16 outras prisões foram efetuadas a mando do Supremo Tribunal. Foi a 10ª fase da Operação Lesa Pátria, na qual, inclusive, foi preso o coronel e ex-comandante das Rondas –Rotam – de Goiás. O que preside e determina os rumos da investigação é a necessidade de se chegar aos financiadores, aos empresários dinheiristas, aos políticos golpistas e aos militares que apoiavam o terror. Sem perseguir e sem proteger. É só assim que manteremos acesa a chama da estabilidade institucional.

Numa democrática e republicana união de esforços, todos os órgãos envolvidos estão cumprindo o seu papel. Submeter ao plenário do Supremo Tribunal o recebimento ou não das denúncias apresentas pelo Ministério Público, em tempo razoável, dada a complexidade da investigação, a gravidade dos delitos e a quantidade enorme de envolvidos, deixa claro para a sociedade a certeza de que as instituições estão em pleno vigor. Daí a importância de acompanhar e apoiar esse julgamento. Os golpistas pensaram que encontrariam um Poder Judiciário enfraquecido e uma sociedade apática, com medo e acuada. Mas encontraram um país ávido por liberdade e democracia. Repetindo o lema espanhol, “No pasarán!”.

Como bem ressaltou o ministro Alexandre, em seu voto recebendo a denúncia, a liberdade de manifestação é garantida, mas atos que pregam violência e desrespeito à democracia “são criminosos e inconstitucionais”. E continuou: “Não existirá um Estado Democrático de Direito sem que haja Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de direitos fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos”.

Lembro-me de João Guimarães Rosa, no Hai-Kai Turbulência, “O vento experimenta o que irá fazer com sua liberdade”.

Fonte: poder 360

Parnamirim realiza 8ª Conferência Municipal de Saúde

Foto: Ney Douglas

Refletir sobre a execução de políticas econômicas e sociais diante dos desafios de reduzir os riscos de doenças, fornecendo perspectivas de acesso universal e igualitário, é algo fundamental em qualquer gestão. Seguindo esse critério, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad) e do Conselho Municipal de Saúde (CMS), promoveu nos dias 19 e 20 de abril, no auditório Vereador Clénio José, a 8ª Conferência Municipal de Saúde com tema baseado na garantia dos direitos e na defesa do SUS, da vida e da democracia.

O evento faz parte de uma das programações da 17ª Conferência Mundial de Saúde promovida em Brasília, pelo Ministério da Saúde, onde cada estado e município desenvolve suas conferências sobre a mesma temática com a presença de autoridades, gestores e usuários que participam de serviços públicos e movimentos sociais.

A abertura deu-se ao som do Hino Nacional Brasileiro e do Hino Oficial de Parnamirim, executados pelo quinteto da Secretaria Municipal de Cultura (Semuc). Os participantes puderam acompanhar várias atividades como palestras, discussão de grupo e escolha de propostas, intervalo cultural e eleição de representantes para a 9ª Conferência Estadual de Saúde.

Foto: Ney Douglas

Compareceram no evento algumas autoridades como a secretária municipal de saúde, Luciana Guimarães; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Matheus Eutrópio; o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Francisco Canindé Santos, o representante da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Michael Borges e o conselheiro nacional de saúde e representante do Movimento Pop na Rua, Vanilson Torres. Também estiveram presentes representantes de conselhos e secretarias.

A secretária de saúde, Luciana Guimarães, fala sobre a importância da conferência. “É preciso aprofundar sempre esse debate em relação às possibilidades sociais objetivando políticas para barrar os retrocessos. O setor saúde necessita, cada vez mais, da democratização do estado”, comentou.

Importância da participação social

A conexão entre o conceito de participação social incorporado ao SUS e o de democracia participativa deve ser sempre mantida e aliada à proposta da comunidade, definindo o serviço público que ela deseja como parte do princípio organizativo do SUS, além do acompanhamento de políticas públicas em defesa do direito à saúde, fiscalizando as ações do Estado.

Eixos temáticos centrais da conferência:

1 – O Brasil que temos. O Brasil que queremos;
2 – O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas;
3 – Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia;
4 – Amanhã será outro dia para todos, todas e todes.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim RN – ASCOM
Escrito por Jean Xavier

FNF confirma finais do Campeonato Potiguar para dias 17 e 31 de maio

Foto: Canindé Pereira/América FC

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol divulgou nesta quinta-feira as datas das finais do Campeonato Potiguar. ABC e América-RN vão se enfrentar em jogos de ida e volta nos dias 17 e 31 de maio – ambos às 20h.

O primeiro confronto será na Arena das Dunas, e a segunda partida no Frasqueirão. A vantagem de decidir o título em casa é do ABC por ter feito melhor campanha durante toda a competição.

Na resolução publicada nesta quinta, a FNF diz que considerou a participação dos clubes nas Séries B e C do Brasileirão, além dos jogos do ABC na Copa do Brasil, o que acabou adiando a conclusão do estadual.

Fonte: GE RN

Chega a 200 o número de prisões por embriaguez ao volante na Grande Natal somente nos primeiros meses de 2023

Foto: reprodução

Somente nos primeiros quatro meses de 2023, 200 prisões por embriaguez ao volante foram registradas na Grande Natal. O número foi alcançado entre a noite da quarta (19) e madrugada desta quinta-feira (20), quando mais uma operação da Lei Seca foi realizada pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).

Dessa vez, foram montados dois pontos de bloqueio em Natal: um na Avenida Hermes da Fonseca, na zona Leste, e outro no bairro Potengi, na zona Norte. Quatro pessoas foram presas por embriaguez ao volante e outras 12 foram autuadas por dirigir sob o efeito de álcool.

A embriaguez ao volante é considerada uma infração de nível gravíssimo, com penalidade de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão da permissão para dirigir.

Fonte: Novo Notícias

Campanha Paz nas Escolas é lançada na Câmara Municipal nesta quinta

ASCOM / CMP

Com servidores e vereadores vestidos de branco, o presidente da Câmara Municipal, vereador Wolney França, anunciou o lançamento da campanha “Paz nas Escolas”, visando a conscientização de toda comunidade escolas e sociedade. O evento ocorreu durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 20, no Plenário Dr. Mário Medeiros.

“A campanha visa contribuir com a cultura de paz nos ambientes educacionais. Por isso, a gente mobilizou os nossos servidores. A Câmara Municipal de Parnamirim se soma a diversas instituições que estão tomando essa iniciativa”, declarou Wolney. Na ocasião, houve apresentação do bailarinas do Studio Thaís Kelly e músicos da Secretaria de Cultura.

Com essa ação, a Casa Legislativa se junta a inúmeras entidades e instituições que lutam por mecanismos de prevenção e controle da violência no sistema escolar, visando unir a sociedade em busca de soluções para estimulem a cultura da paz entre estudantes e os colaboradores da rede de ensino, tanto pública quanto particular.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Parnamirim – ASCOM / CMP

Mossoró Cidade Junina 2023 espera movimentar R$ 140 milhões

Foto: reprodução

O maior evento junino do Rio Grande do Norte foi lançado na manhã desta quinta-feira (20), na 21ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, em Natal. Este ano, espera-se que a festividade supere 2022 e que cerca de um milhão de pessoas passem por algum dia de atrações. Espera-se uma movimentação de mais de R$ 140 milhões.

A festa, que será realizada de 3 a 24 de junho, terá como mote “No São João Mais Cultural do Mundo…É Você Quem vai Brilhar”, e promete ser uma edição ainda mais diversa e próxima do seu público.

De acordo com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (SDD), a movimentação econômica do município começou desde março passado, quando a cidade se preparava para receber a festividade. “Já nesse mês de março e abril, a economia de Mossoró está sendo aquecida pela cidade junina”, garantiu o gestor.

A abertura será com o ‘Pingo Da Mei Dia’, evento estabelecido em Mossoró e conta com uma série de artistas regionais e nacionais confirmados, como Bel Marques e Raí Saia Rodada. Outros nomes fortes na música, como Zé Vaqueiro, Leonardo, Felipe Amorim, Valquíria Santos e Mara Pavanelli, estão confirmados para os demais dias de festa.

Ainda no Pingo, a segurança será reforçada com cerca de 800 profissionais da segurança pública trabalhando nos dias de festa. A partir do dia 7 a festa começa na Estação das Artes. No dia 24 o Boca da Noite já tem Parangolé e Claudia Leite de atrações confirmadas.

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Com aumento de casos de viroses, Natal abre duas unidades básicas no feriadão para desafogar UPAs

Foto: Sara Cardoso/Inter TV Cabugi.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal anunciou que vai abrir duas unidades básicas de saúde, desta sexta-feira (21), feriado do Dia de Tiradentes, até o próximo domingo (23), para atender a população que necessitar de atendimento para casos leves de vírus respiratórios. O objetivo, segundo a pasta, é desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), que estão funcionando com alta demanda.

As Unidades de Saúde de Pajuçara e Cidade da Esperança – que normalmente fecham nos feriados e fins de semana – vão funcionar das 7h às 19h, para atendimento de pacientes adultos que apresentarem sintomas gripais leves como febre de até 38 graus, tosse seca não persistente e dor no corpo ou nas articulações.

“Neste período do ano há o aumento na circulação de vírus respiratórios na cidade, também acontece a proliferação de mosquitos que podem causar diversas doenças como dengue, zika e chikungunya. Estamos montando essa estratégia para facilitar o acesso das pessoas que apresentam casos leves e que não precisem de atendimento de urgência e emergência, amenizando assim o tempo de espera desses usuários”, afirma o Secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.

Segundo o secretário, a medida tem a intenção de auxiliar o fluxo das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pajuçara e Cidade da Esperança, facilitando o atendimento para pacientes que apresentem casos não urgentes que são classificados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, nas cores verde e azul no sistema de Acolhimento com Classificação de Risco dos serviços de saúde do município.

O Acolhimento com Classificação de Risco serve para distinguir os graus de riscos ou de sofrimento para os pacientes que procuram os serviços das Unidades Pronto Atendimento (UPAS) de Natal, evitando que casos mais graves não tenham atendimento no tempo adequado. A distribuição é feita por quatro cores que elencam os níveis de classificação, do mais grave aos menos graves.

Os casos de emergência e risco de vida são identificados na cor vermelha e são encaminhados para atendimento em no máximo 15 minutos. A cor amarela representa os casos urgentes, que podem levar no máximo até 30 minutos para receberem atendimento.

Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada.

Fonte: www.g1.globo.com

Como a China pode ter ‘descoberto’ as Américas sete décadas antes de Colombo

Getty Images – A possibilidade de que os chineses tenham chegado à America sempre ficou às margens nos livros de história

“Quando Cristóvão Colombo se lançou à travessia dos grandes espaços vazios a oeste da Ecúmena (área habitável da Terra), havia aceitado o desafio das lendas. (….) O mundo era o Mar Mediterrâneo com suas costas ambíguas: Europa, África, Ásia. Os navegantes portugueses asseguravam que os ventos do oeste traziam cadáveres estranhos e às vezes arrastavam troncos curiosamente talhados, mas ninguém suspeitava que o mundo seria, logo, assombrosamente acrescido por uma vasta terra nova”. É assim que o uruguaio Eduardo Galeano começa seu clássico As Veias Abertas da América Latina, livro publicado em 1971 que narra a história da região e seu lugar no mundo.

O escritor, assim como toda a historiografia ocidental, parte da primeira viagem do navegador genovês — entre o porto de Palos, na região da Andaluzia, na Espanha, e a ‘Isla de Guanahaní’ (atual Bahamas), onde sua frota desembarcou na manhã do dia 12 de outubro de 1492 — para contar sobre o primeiro encontro entre aqueles que já habitavam as ilhas do Caribe e exploradores vindos de outras partes do planeta.

O encontro é narrado a partir de Colombo em coletâneas respeitadas, como na História da América Latina organizada pelo historiador britânico Leslie Bethell ou nos volumes de Historia de la Conquista, escritas pelo americano William Prescott na primeira metade do século 18. Com isso, possibilidades alternativas — como a de que os vikings da Groelândia teriam assentado colônias no litoral do Canadá ou de que a “grande terra, fértil e de clima delicioso” supostamente encontrada (e descrita) por um capitão fenício do outro lado do oceano por volta de 500 a. C. era a América — ficaram sempre às margens.

Aquele contato inédito marcaria o início de toda a história da invasão europeia e da posterior colonização dos territórios e povos existentes deste lado do globo e seria também o marco inaugural de uma narrativa hegemônica até hoje em torno de uma “descoberta da América” pela Europa.

Getty Images – China foi tecnologicamente mais avançada que a Europa durante séculos

A “descoberta” chinesa

Há quase duas décadas, no entanto, uma história alternativa da “descoberta” das Américas se espalhou: a de que, ao contrário do consenso historiográfico, frotas encabeçadas por dois almirantes chineses, Zhou Man e Hong Bao, haviam navegado da África até a foz do Rio Orenoco, na atual Venezuela, descendo depois por toda a costa do continente até o do Estreito de Magalhães, ao sul da América do Sul, ainda no ano de 1421 — portanto, 71 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Eles tinham sido treinados e eram liderados pelo grande navegador chinês daquela época: o eunuco muçulmano Zheng He.

Agora, essas figuras históricas estão sendo evocadas pela alta cúpula do governo chinês, para reafirmar as pretensões globais da potência asiática.

A tese da ‘descoberta’ chinesa, cujas versões já existiam antes, ficou famosa por meio de dois best-sellers escritos pelo ex-comandante da Marinha britânica Gavin Menzies no começo dos anos 2000: 1421: o ano em que a China descobriu o mundo (Bertrand, 2006) e Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas (“Quem descobriu a América? A história oculta da ocupação das Américas”, sem tradução).

Apesar da tese ser fortemente criticada por alguns historiadores pelo trato pouco ortodoxo com as provas históricas, a discussão permanece em aberto entre especialistas do mundo todo. Alguns deles afirmam hoje que, ainda que os chineses não tenham, de fato, navegado pela costa americana antes de Colombo, é possível dizer que eles reuniam meios para fazê-lo.

“Tecnologicamente falando, a China tinha condições de chegar às Américas ou outras terras, e até não podemos descartar que isso tenha acontecido. Muitos navegadores podem ter chegado nelas e morrido no regresso ou sequer ter feito registros das descobertas. No entanto, a questão é que a tecnologia sozinha não responde essa pergunta”, explica Rita Feodrippe, pesquisadora da Escola Naval de Guerra e estudiosa da marinha chinesa.

“Os europeus saíram para explorar o Atlântico porque o Mediterrâneo estava fechado e eles precisavam encontrar novos mercados. A China, ao contrário, tinha um comércio terrestre muito bem estabelecido com a África, com o que hoje chamamos o Oriente Médio e mesmo com a Europa. Como há havia um relativo sucesso comercial, econômico, cultural e migratório, não haveria necessidade de buscar novas terras — mesmo com a tecnologia disponível”, completa.

Getty Images – Hoje a China tenta ampliar sua influência no mundo através de investimentos em infraestrutura

Para Vitor Ido, pesquisador do South Centre, em Genebra, na Suíça, a reação à possibilidade de Colombo não ter sido o primeiro a navegar pelo continente americano também diz muito sobre a hegemonia da narrativa europeia. “Quais são as razões que parecem tornar até inconcebível para a maioria de nós o reconhecimento de que a China poderia ter uma superioridade tecnológica em relação aos europeus naquele período? Essa pergunta mostra nossa maneira de pensar a história”, questiona ele.

O livro polêmico de Gavin Menzies

Menzies, que morreu há cinco meses ainda em meio às críticas dos historiadores, sustentava que, no começo do século 15, por volta de 1403, o imperador chinês Yongle (terceiro da Dinastia Ming) deu a Zheng He a missão de executar a maior volta ao redor do globo que já fora feita até então. O objetivo era ir “até o fim do mundo coletar tributos dos bárbaros espalhados pelo mar”.

Ele deveria treinar navegadores para saírem pelos oceanos enquanto, em paralelo, centenas de ba chuan, navios de dimensões nunca vistas, eram construídos pelo império. Foram eles que, nos anos seguintes, empreenderam seis viagens pelo planeta travando contatos com povos distintos e alcançando terras cujas existências eram desconhecidas. O único lugar ausente do trajeto foi a Europa. As navegações teriam continuado se, em 1424, Zhu Di não tivesse morrido, interrompendo o projeto de expansão e o contato com outras civilizações — uma sétima viagem aconteceria em 1433, depois da sua morte, e uma oitava frota chegou a partir depois, mas sem alcançar mar aberto.

Menzies diz no livro que, ao longo das outras viagens daquele mesmo período, almirantes liderados por Zheng He também pisaram no que hoje é a Austrália — 350 anos antes da expedição britânica liderada pelo capitão James Cook, que chegou à praia de Kamay Botany Bay (hoje um parque nacional em Sydney) em abril de 1770.

Como a maioria dos mapas originais chineses foram destruídos por oficiais do império anos após a morte de Zhu Di, os que restaram apresentam apenas viagens menores feitas à Índia e às outras ilhas do Sudeste Asiático, por exemplo. Os desenhos referentes aos anos de 1421 e 1423 — quando os barcos de Zheng He teriam ido mais longe — podem ser acessados agora, de acordo com Menzies, apenas por meio de reproduções, como uma encontrada por ele. Feita pelo cartógrafo veneziano Zuane Pizzigano, a reprodução mostra as ilhas de Guadalupe e de Cuba, as costas americanas, a Austrália e até a Antártica — e que provavelmente foi usada pelo próprio Colombo para chegar às Antilhas, diz Menzies.

Décadas depois, em 1512, o cartógrafo turco Piri Reis projetou o mapa mundi incluindo não apenas as Américas, mas detalhando o terreno da Patagônia, ao sul do continente. Ele só foi possível, segundo Menzies, pelas informações obtidas décadas antes pelos chineses e já espalhadas pelos territórios da Ásia.

Nessas viagens ausentes dos registros originais, os navios liderados por Zheng He teriam cruzado o Cabo da Boa Esperança antes de Bartolomeu Dias, passado por Cabo Verde, na África, pelas ilhas dos Açores, hoje território português, pelas Bahamas (Caribe) e pelas Malvinas. Ele teria inclusive estabelecido algumas colônias onde hoje são a Austrália, a Nova Zelândia, a Califórnia, a ilha de Porto Rico (EUA) e o México — para onde teria levado os primeiros cavalos. Além disso, supostamente essas colônias foram pioneiras no cultivo de galinhas na América do Sul e na criação de um comércio de diamantes encontrados na Amazônia com o restante do mundo.

Os livros do ex-comandante naval são questionados principalmente pela fragilidade metodológica. “As conclusões extraordinárias do autor são validadas apenas por suas experiências pessoais e pelo relato que ele traz de sua luta para chegar a elas. Esse método é o que torna possível atrair tantos leitores que, de outra maneira, jamais abririam um livro de 500 páginas cujo assunto são os empreendimentos marítimos chineses e a exploração europeia”, diz Robert Finlay, professor emérito de História Mundial da Universidade de Arkansas, nos EUA.

Há ainda críticas às provas utilizadas por ele: em uma extensa análise da obra de Gavin Menzies, o historiador e oficial da Marinha portuguesa, José Manuel Malhão Pereira, e o professor Jin Guoping, especialista em relações lusitanas na China, apontam incoerências que vão das correntes de ventos às coordenadas astronômicas usadas pelos almirantes chineses, passando por erros graves de análise cartográfica — o mapa de Piri Reis, por exemplo, descreve ilhas da África, não do Caribe. Segundo eles, o autor dos best-sellers não apenas tentou “enganar os leitores” como deturpou diversas provas históricas para construir sua argumentação.

Mas há reações ainda menos amistosas, como a de um professor de Cingapura que, na ocasião da “Exibição 1421”, organizada na marina da cidade-Estado em 2005 pelo próprio Menzies a convite do governo local, chamou o livro de “lixo”.

Um mapa antigo

A tese de que os chineses chegaram às Américas antes de Colombo, no entanto, nunca morreu: em 2006, um advogado chinês chamado Liu Gang afirmou à imprensa internacional que tinha encontrado um objeto que a comprovava: um mapa com os cinco continentes do planeta feito em 1763, mas com uma anotação no verso dizendo ser uma reprodução de outro mapa de 1418. O mapa foi comprado por um valor irrisório em uma livraria de Xangai anos antes e Gang dizia que passara aquele tempo estudando a cartografia com outros especialistas. Ele chegou a uma conclusão parecida como a de Menzies: “A informação contida no mapa pode mudar a história”, disse Gang.

Em 2014, outra evidência das descobertas marítimas chinesas surgiu: durante uma expedição à remota ilha de Elcho, na Austrália, uma equipe de arqueólogos do país encontrou uma moeda da Dinastia Qing prensada entre os anos 1735 e 1795. À época, Mike Owen, chefe do trabalho de escavação, chegou a dizer que o objeto aumentava os já fortes indícios de que chineses haviam feito contato com aborígenes da região antes de Cook.

Para Júlia Rosa, que fez mestrado em Estudos Chineses Contemporâneos na Universidade de Renmin, em Pequim, e é cofundadora da plataforma Sh?miàn, a grande questão desse debate também gira em torno das possibilidades chinesas no período.

“Por um lado, a dinastia estava envolvida em projetos de expansão e de exploração de novos mercados para comércio e, por outro, tinha tecnologia para isso, já que a literatura afirma que os navios chineses daquela época eram melhores que os italianos. Assim, se eles soubessem que poderia haver uma terra desconhecida do outro lado do mundo, é possível que teriam tentado alcançá-la”, explica.

“Além disso, há certo consenso de que a China era mais avançada do que a Europa tecnologicamente até o século 14 aproximadamente”, completa.

Rita Feodrippe argumenta que, de fato, a indústria naval da China era uma das mais avançadas do mundo até antes do século 15. “Há muitas fontes históricas que mostram que a China chegou ao século 15 com programas e políticas específicas para seu desenvolvimento naval a nível local, isto é, queria navegar pelo Oceano Pacífico e fazer trocas comerciais com os povos do Sudeste Asiático”, explica ela.

O “retorno” de Zheng He

Há três anos, o nome de Zheng He voltou a sair da boca de um governante chinês: foi durante o discurso de abertura do atual presidente, Xi Jinping, no primeiro Belt and Road Forum (BRF) — evento em que delegados de mais de uma centena de países se reuniram em Pequim em 2017 para discutir projetos de infraestrutura financiados pela China pelo mundo.

Na ocasião, Xi Jinping afirmou que Zheng He foi um dos “pioneiros chineses que entraram para a história não como conquistadores, com navios de guerra, armas ou espadas. Ao contrário, eles são lembrados como emissários amigáveis em caravanas de camelos e navegando em navios repletos de tesouros. De geração a geração, esses viajantes das rotas da seda construíram uma ponte para a paz e cooperação entre o Ocidente e o Oriente”.

Segundo Júlia Rosa, a menção do presidente chinês não foi trivial: em um contexto de disputa geopolítica e de reafirmação no cenário global, com a construção de portos e estradas em países da África, da Ásia e da América Latina, o navegador do século 15 coloca uma das dinastias mais gloriosas da história da China em diálogo com as pretensões atuais do Partido Comunista — que governa o país desde a metade do século 20.

“Como na dinastia Ming havia uma participação intensa da China para além do seu território, não necessariamente em conflitos bélicos, mas em trocas comerciais com seus vizinhos. Zheng He é alçado como a figura que ilustra as pretensões da China de hoje: se engajar com outras populações por meio de trocas positivas, de ganhos mútuos, de comércio pacífico”, explica.

“Assim, Zheng He é um exemplo usado para dizer que a China já realiza esse tipo de contato com outros povos há muito tempo”, completa Rosa.

Vitor Ido, do South Centre, conta que a retomada de símbolos nacionais, como Zheng He, também faz parte de outra ambição chinesa. “O país tem feito isso também com Confúcio, por meio do Instituto Confúcio, para expandir o chamamos de soft power, mesmo que o governo tenha uma interpretação muito específica do confucionismo, assim como da história do Zheng He. Esse processo todo, de qualquer forma, me parece muito importante na China contemporânea”.

Para Rita Feodrippe, o navegador chinês é o símbolo perfeito de um país que, nas geopolítica atual, enxerga no mar o principal caminho para seu desenvolvimento econômico.

“Desde a entrada da China na OMC (Organização Mundial do Comércio), em 2001, houve uma ressignificação do mar. Eles não queriam depender de empresas de navegação ou usar rotas marítimas que são controladas financeiramente por potências ocidentais e, para isso, desenvolvem toda uma indústria naval e seu entorno para garantir o principal: importar e exportar muito e da forma mais barata possível. A associação com Zheng He está aí: era um chefe naval que liderava embarcações com capacidade para levar grandes mercadorias, mas não exércitos, para outros lugares do mundo”, analisa.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

 

Veja quem assumirá o comando do GSI de forma interina


Ricardo Cappelli foi interventor na Segurança Pública do Distrito Federal

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, assumirá o comando interino do Gabiente de Segurança Institucional da (GSI). A informação foi anunciada a jornalistas pelo ministro da Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta.

Cappelli substituirá, de forma interina, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, que pediu demissão do cargo, nesta quarta-feira (19/4). O anúncio ocorreu após a CNN Brasil divulgar um vídeo que mostra o chefe do GSI dentro do Palácio do Planalto durante as invasões de 8 de janeiro. É a primeira baixa no alto escalão do governo Lula, pouco tempo depois de completar 100 dias.

Segundo Pimenta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda decidiu pelo afastamento do atual secretário-executivo do GSI, Ricardo Nigri. De acordo com o ministro da Comunicação Social, Cappelli será nomeado secretário-executivo interino do GSI e responderá pelo órgão também de forma interina.

“O presidente da República decidiu que, juntamente com o afastamento do general G. Dias, haverá também o afastamento do secretário-executivo do GSI. E será nomeado, interinamente, como secretário-executivo do GSI, respondendo pelo GSI interinamente, o senhor Ricardo Cappelli. Portanto, tão logo esteja publicada no Diário Oficial, o Ricardo vai ficar respondendo pelo GSI”, disse Pimenta.

A jornalistas, o ministro disse que Lula “entendeu que era importante” que um substituto fosse escolhido “imediatamente”. A ideia é que Cappelli fique responsável pelo comando do GSI nos próximos dias, até que Lula encontre um substituto efetivo para o cargo.

Nas gravações divulgadas pela CNN é possível ver, além de Gonçalves Dias, militares do GSI, que são responsáveis pela segurança de autoridades e do Planalto, guiando os invasores para portas de saída, em clima ameno.

Após o pedido de demissão, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República disse que “não haverá impunidade para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro”. Veja a íntegra da nota:

“A violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio.

As imagens do dia 8 de janeiro estão em poder da Polícia Federal, que tem desde então investigado e realizado prisões de acordo com ordens judiciais.

No dia 17 de fevereiro, a Polícia Federal pediu autorização para investigar militares e, a partir do dia 27 de fevereiro, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tem realizado tais investigações, inclusive com a realização de prisões.

Dessa forma, todos os militares envolvidos no dia 8 de janeiro já estão sendo identificados e investigados no âmbito do referido inquérito. Já foram ouvidos 81 militares, inclusive do GSI.

O governo tem tomado todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio.

E reafirma que todos os envolvidos em atos criminosos no dia 8 de janeiro, civis ou militares, estão sendo identificados pela Polícia Federal e apresentados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A orientação do governo permanece a mesma: não haverá impunidade para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro.”

Apurando condutas

Mais cedo, o GSI divulgou uma nota para tentar explicar as imagens. O órgão disse que vai apurar a conduta dos militares que estavam no local.

“A respeito de reportagem veiculada no dia de hoje, sobre os ataques do 8 de janeiro, o GSI esclarece que as imagens mostram a atuação dos agentes de segurança, que foi, em um primeiro momento, no sentido de evacuar os quarto e terceiro pisos do Palácio do Planalto, concentrando os manifestantes no segundo andar, onde, após aguardar o reforço do pelotão de choque da PM/DF, foi possível realizar a prisão dos mesmos”, diz o documento.

“Quanto às afirmações de que agentes do GSI teriam colaborado com os invasores do Palácio do Planalto, informa-se que as condutas de agentes públicos do GSI envolvidos estão sendo apuradas em sede de sindicância investigativa instaurada no âmbito deste Ministério e, se condutas irregulares forem comprovadas, os respectivos autores serão responsabilizados”, segue o comunicado do GSI

Fonte: Terra Brasil notícias

Após crise na segurança: Natal fica de fora dos destinos mais procurados do Brasil e até do Nordeste

Após crise na segurança: Natal fica de fora dos destinos mais procurados do Brasil e até do Nordeste
Foto: Vlademir Alexandre/Ministério do Turismo

Natal ficou fora dos 15 destinos nacionais mais procurados pelos turistas brasileiros de acordo com pesquisa do site ViajaNet sobre compras de passagens aéreas para o feriado de Tiradentes. O site da agência online de viagens apurou o volume de compras de passagens aéreas para o período.

Na pesquisa, as cidades mais procuradas estão com percentuais bem próximos uma das outras. São Paulo lidera o ranking com 14,49% da preferência, seguida do Rio de Janeiro (8,70%) e Salvador (7,25%).

Representando o Nordeste, além de Salvador, aparecem Fortaleza, Maceió e João Pessoa. A capital potiguar ficou fora.

Fonte: Terra Brasil notícias 

Inteligência Artificial vai trazer mais eficiência para as câmaras municipais do RN

O presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Wolney França, participou de evento onde foi assinado Termo de Cooperação, entre o Tribunal de Contas do Estado, FECAM/RN e a UFRN, buscando o compartilhamento de tecnologia com as câmaras municipais do estado.

A assinatura ocorreu durante evento promovido pela Escola de Contas do TCE sobre “Inteligência Artificial aplicada às ouvidorias dos municípios do RN”, nesta quarta-feira (19), no auditório do órgão.

O objetivo é a cessão de ferramenta de Inteligência Artificial desenvolvida pela universidade, o robô Kairós, para o Poder Legislativo dos municípios, por meio da FECAM/RN. Pelo projeto, o sistema é utilizado nas Ouvidorias de instituições públicas, otimizando processos e diminuindo tempo médio de respostas.

“O TCE/RN intermedia este processo por ter tido êxito na utilização da ferramenta e é uma satisfação fazer parte deste processo de inovação no serviço público, garantindo mais qualidade e celeridade às instituições e, em breve, levaremos esta tecnologia para a nossa Câmara de Parnamirim”, afirmou Wolney França, que também é o presidente Eleito da FECAM/RN.

No evento, que teve a presença da Ouvidora da Câmara Municipal de Parnamirim, Maria Edinara Mesquita Bueno, o documento foi assinado pelo Conselheiro Presidente do TCE/RN, Gilberto Jales, pelo Conselheiro da Escola de Contas do TCE/RN, Tarcísio Costa, pelo atual presidente da FECAM/RN, vereador Ivanildo do Hospital, e pelo Diretor Geral do Inst. Metrópole Digital, José Ivonildo do Rêgo. Também estiveram presentes autoridades, vereadores e população em geral.

Camara Municipal de Parnamirim

Raro eclipse solar híbrido ocorre nesta quinta, mas não será visível no Brasil

Eclipse solar total é visto no Oregon, nos Estados Unidos, em foto de 21 de agosto de 2017. — Foto: NASA/Aubrey Gemignani

O primeiro eclipse solar do ano ocorre na madrugada desta quinta (20), no horário de Brasília. Embora ele NÃO seja possível de ser observado do Brasil, espectadores sortudos da Austrália, Timor Leste e Indonésia conseguirão flagrar um fenômeno ainda mais especial este ano. Isso porque o eclipse desta quinta será híbrido, algo que acontece somente a cada 10 anos.

Assim, dependendo da localização, moradores desses países irão presenciar ou um eclipse solar anular ou um eclipse solar total. Mas o que é isso quer dizer? Primeiro, precisamos entender que um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra de uma maneira que ela acaba lançando uma sombra sobre a Terra.

A Lua então bloqueia a entrada de luz solar que chega à Terra. Às vezes, a Lua bloqueia apenas parte da luz do Sol, no chamado eclipse solar parcial ou anular. Já quando a Lua bloqueia toda a luz do Sol, temos um eclipse solar total.

Entenda os diferentes tipos de eclipse assistindo ao vídeo abaixo:

Veja a diferença nas fotos a seguir:

Eclipse solar total:

Foto mostra Sol totalmente encoberto pela Lua durante eclipse solar total nesta segunda-feira (14). — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

Eclipse solar anular:

A lua passa entre o sol e a terra durante eclipse solar anular visto de Cingapura — Foto: REUTERS/Tim Chong

Assim, como é possível ver nas imagens acima, em um eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham de tal forma e em uma posição tão exata que toda a estrela do nosso sistema é “tampada” da perspectiva da Terra – é possível ver apenas a coroa, a atmosfera do Sol.

No caso do eclipse solar anular, ainda há um alinhamento entre os três corpos celestes, mas com um distanciamento um pouco maior da Lua em relação ao nosso planeta. O resultado é a formação de um “anel de fogo” no céu.

Na madrugada desta quinta, então, espectadores desses países da Oceania poderão observar um desses fenômenos. Segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana, o evento terá início já perto das 22h da noite desta quarta-feira (20) no horário de Brasília, mas atingirá seu pico de 1h da manhã da quinta-feira. De acordo com o Observatório Nacional, o último eclipse híbrido ocorreu em novembro de 2013, e o próximo eclipse solar híbrido – depois do deste ano – só ocorrerá em novembro de 2031.

Quando veremos um eclipse solar no Brasil?

O próximo eclipse solar no Brasil é do tipo anular e será em 14 de outubro de 2023. Estados da região Norte e Nordeste poderão assistir a versão total, enquanto a versão parcial será vista em todo o país. Cidades como Natal (RN), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e São Félix do Xingu (PA) terão a sorte de observar o “anel de fogo” ao redor da Lua criado pelo nosso Sol.

Por outro lado, em boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, quem olhar para o céu perto das 15h da tarde do dia 14 de outubro verá o nosso astro meio que “mordido” pela Lua. Isso acontece porque um eclipse solar parcial sempre acompanha um eclipse solar anular. Estados Unidos e a América Central também terão a visão privilegiada do evento astronômico. Já os eclipses lunares não serão tão marcantes este ano, pelo menos para o Brasil.

Eclipses de 2023

  • ☀️ 20 de abril – Eclipse solar total (não visível no Brasil)
  • 🌗 5-6 de maio – Eclipse lunar penumbral (não visível no Brasil)
  • ☀️14 de outubro – Eclipse solar anular (visível em boa parte do país)
  • 🌗 28-29 de outubro – Eclipse lunar parcial (visível em uma pequena parte do país)

Fonte: www.g1.globo.com