TSE diz que comprou “cloud Oracle” porque só a Oracle vende o “cloud Oracle”

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TSE (Tribunal Superior Eleitoral) soltou uma nota na noite da 3ª feira (17.nov.2020) para explicar a razão do atraso da totalização dos votos e divulgação dos resultados das eleições municipais.

Leia aqui a íntegra da nota.

Uma explicação curiosa do TSE foi sobre comprar os serviços da Oracle por R$ 26,2 milhões sem licitação. O produto oferecido foi o que se chama de “nuvem privada”: racks com computadores potentes que fazem o processamento dentro do edifício do TSE.

A razão para comprar o “cloud Oracle” foi porque só a Oracle vende o “cloud Oracle”, explicou de maneira redundante o TSE. Além disso, segundo o Tribunal, os serviços dessa empresa são usados pela Justiça Eleitoral desde quando começaram as votações digitais, em 1996 –sugerindo que uma vez que algo é comprado pelo poder público de algum fornecedor, esse histórico acaba retroalimentando futuras aquisições.

Ocorre que os serviços de processamento em nuvem (sejam realmente na nuvem ou no formato de “nuvem privada”) são oferecidos por uma infinidade de empresas. AmazonGoogle e Microsoft são algumas que estão nesse ramo. Obviamente, a Amazon não pode vender o “cloud Oracle”, mas oferece serviço idêntico. Outras firmas também.

Em suma, seria como se o governo precisasse comprar hambúrgueres e decidisse que teria de ser apenas o sanduíche Big Mac, do McDonald’s, porque só essa rede de fast food oferece tal alimento –desconsiderando que várias outras também vendem hambúrgueres.

Na nota, o TSE também relata 1 fato inusitado para explicar a lentidão na contagem dos votos no dia 15 de novembro de 2020. O Tribunal afirma que as máquinas que recebeu da empresa de tecnologia Oracle usavam inteligência artificial, recurso que otimizaria o processamento dos dados. Quanto mais informação recebiam, mais rápidas ficavam.

Ocorreu algo que o TSE considerou 1 imprevisto: “Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias”. Assim, as máquinas da Oracle foram ficando mais lentas, e não mais rápidas, quando os votos começaram a chegar.

O TSE não explica por que não ocorreu a seus técnicos (ou aos da Oracle) que as tabelas de contabilização de votos realmente precisam estar vazias no início da votação.

Também não fica claro por que o banco de dados que apenas recebe informações sobre contabilização de votos tenha de usar inteligência artificial, pois trata-se de operação rotineira –apesar do grande volume de informações.

A contabilização de votos requer a entrada dos dados e alta capacidade de processamento. Esse tipo de operação não precisa aprender nem tomar decisões autônomas com base nas informações que recebe. Basta alocar os votos que chegam para cada candidato listado nas tabelas de totalização.

Poder360 faz a seguir 1 resumo do que disse o TSE em sua nota, com uma análise sobre o conteúdo das explicações da Justiça Eleitoral:

1) imprecisão sobre finalização da contagem dos votos – o TSE afirma que “os cidadãos brasileiros tiveram acesso ao resultado das urnas em todo o país no mesmo dia da realização da votação, antes da meia-noite”.

Barroso pediu desculpas em sessão do TSE de 3ª feira (17.nov.2020). No início da reunião, classificou a lentidão na totalização de votos como um “pequeno problema” e também afirmou que o resultado foi anunciado no mesmo dia do pleito.

Essa afirmação está incorreta.

Em 16 de novembro de 2020, dia seguinte ao da eleição, o site do TSE para divulgar resultados eleitorais mostrava definição de prefeitos eleitos ou candidatos no 2º turno para 5.310 dos 5.567 municípios brasileiros nos quais foram realizadas eleições (seriam 5.568, mas Macapá, no Amapá, teve a disputa adiada por causa do apagão de energia).

Com apenas 5.310 cidades com dados disponíveis na 2ª feira, o Poder360 e diversos veículos de comunicação, ao baixar os dados dos arquivos do Tribunal Eleitoral, só conseguiram divulgar resultados ainda parciais

Na 3ª feira (17.nov.2020), o Poder360 verificou na parte da manhã que só era possível baixar do TSE dados para 5.458 municípios. Ou seja, 48 horas depois da eleição, o sistema do Tribunal continuava a não oferecer para o público os dados 100% completos da disputa –embora, de fato, já estivesse tudo contabilizado.

É importante notar, entretanto, que o atraso na divulgação dos resultados não teve nenhum indício de fraude. A velocidade da apresentação dos dados foi menor do que em anos anteriores, mas o problema foi técnico e sem sinal de adulteração de qualquer natureza.

2) supercomputador – não existe uma definição precisa do que seja 1 supercomputador. Mas o que a Oracle ofereceu o TSE não é uma máquina dessa natureza, como é conhecida de maneira geral no setor de tecnologia. Trata-se de equipamentos com alta capacidade de processamento, mas nada parecido ao que são os supercomputadores de instituições como Nasa ou MIT (Massachussetts Institute of Technology).

Ainda assim, o TSE em todos os seus comunicados (como na nota deste 17 de novembro de 2020) se refere ao “Oracle Gen 2 Exadata Cloud at Customer Infrastructure – X8 – Full Rack” como supercomputador. A mídia, em geral, reproduz essa classificação, que é incorreta.

3) recomendação técnica de 3 peritos da Polícia Federal – o TSE afirma que a PF recomendou que os TREs deixassem de fazer contabilização de votos localmente –uma praxe histórica.

A nota relata que a PF “entregou, em outubro de 2018, um relatório elaborado por 3 peritos com análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais nas Eleições 2018”.

E daí? Daí que esse documento da PF apontou que “cada 1 dos 27 TREs realizava a totalização dos votos registrados a partir de 1 servidor instalado fisicamente em cada TRE, mas cuja administração e manutenção estava a cargo do TSE”. Para a PF, “mudar a arquitetura de servidores para estarem fisicamente localizados no próprio TSE melhora[ria] consideravelmente a segurança operacional” do sistema.

Na avaliação de apenas 3 técnicos da PF, haveria “vulnerabilidade” no fato de cada Estado brasileiro contabilizar seus votos localmente. Esses riscos poderiam “ser mitigados com a localização física destas máquinas no ambiente do TSE”.

O que fez a Justiça Eleitoral? Confiou nos 3 peritos da Polícia Federal. Não há notícia de que especialistas em tecnologia que pudessem pensar de maneira diferente tenham sido consultados. O TSE acreditou nos 3 peritos da PF (que não é conhecida por ser especialista de tecnologia da informação) e começou o processo de mudança para Brasília da contabilização dos 100% dos votos da eleição seguinte.

4) só a Oracle fornece o Oracle Cloud – essa é a afirmação mais curiosa da nota de 17 de novembro do TSE. O documento relata que a Justiça Eleitoral no Brasil usa “o sistema de banco de dados Oracle há mais de uma década”. E mais: “Os serviços da Oracle foram contratados em todas as eleições que utilizaram o sistema de votação eletrônica desde 1996”.

Como se sabe, o serviço oferecido pela Oracle é também encontrado no portfólio de empresas de grande reputação. Para citar apenas 3: Amazon, Google e Microsoft.

Mas o TSE entendeu que deveria ser a Oracle e que o contrato seria do tipo que dispensa licitação.

Foi invocada o artigo 25, inciso I, da Lei no 8.666/93 (lei das licitações) que permite ao Estado comprar produtos ou serviços sem licitação “quando houver inviabilidade de competição, tendo em vista a existência de fornecedor exclusivo”, diz o TSE em sua nota.

Essa afirmação é próxima ao surrealismo.

A Justiça Eleitoral recebeu uma certidão emitida pela Abes (Associação Brasileira de Empresas de Software), a entidade que representa a corporação das empresas de tecnologia, com esta afirmação tautológica: “A Oracle do Brasil Sistemas Ltda. detém exclusividade para vender serviços de cloud Oracle para entidades da Administração Pública, nas contratações cujo objeto seja exclusivamente a prestação de serviços de cloud Oracle, ou seja, sem qualquer serviço agregado relacionado ao cloud Oracle”.

O TSE entende, portanto, que só a Oracle pode vender o serviço de cloud Oracle.

Em suma, seria algo como dizer que só o McDonald’s pode vender o sanduíche Big Mac. E, obviamente, se o governo quiser comprar Big Macs isso terá de ser sem licitação. Até porque as lanchonetes Burger KingBob’s ou outras não tem licença para vender os hambúrgueres do McDonald’s.

A afirmação do TSE vai além. Explica que outros órgãos públicos se renderam ao fato de que só a Oracle vende o produto cloud Oracle, como a PGR (Procuradoria Geral da República) e o STF (Supremo Tribunal Federal).

5) equipamento pifado e inteligência artificial que não aprende sozinha – a Oracle entregou 2 equipamentos para o TSE usar no dia da eleição: a) o rack com 8 núcleos de processamento (Exadata X8 Full Rack); b) outro rack com 4 núcleos de processamento (Exadata X8 Half Rack).

A máquina principal, de 8 núcleos, teve 1 de seus processadores pifados em 15 de novembro.

A outra máquina (de 4 núcleos) seria usada em caso de falha da primeira –o equipamento de redundância, como se diz no jargão da tecnologia. O TSE não informa se isso foi tentado.

Os técnicos do TSE e os funcionários que a Oracle emprestou no dia da eleição imaginaram que o fato de 1 dos processadores apresentar defeito fosse a causa da lentidão. Depois, acharam que não. Ofereceram uma explicação gongórica sobre a programação do hardware que teria o que chamam de “inteligência artificial”.

Mas, surpresa: houve 1 problema próximo ao realismo fantástico. O TSE afirma que as máquinas aprenderiam com o processamento dos dados e assim sempre otimizariam a operação. E o que aconteceu? Como os computadores da Oracle estavam vazios no início do processo, não tinham como aprender a partir de planilhas vazias. Aí, ficaram lentos. Faltou “calibragem” (sic), diz a nota do Tribunal.

O texto do TSE vale ser lido pelo seu raciocínio helicoidal e pelo pendor pela repetição de palavras para contar algo que jamais poderia ter acontecido:

“Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias. Com o início da totalização às 17h, as tabelas do banco de dados passaram a receber mais de 1 milhão de linhas por minuto. Nesse caso, o plano de execução gerado pelo computador com o banco vazio mostrou-se inadequado para o processamento com o banco de dados cheio. Com isso, o equipamento não deu conta de, simultaneamente e com a rapidez necessária, aprender 1 novo plano de execução adequado para o processamento do grande volume de dados e realizar a totalização com a celeridade esperada. É normal que a aprendizagem da inteligência artificial do equipamento consuma tempo. Porém, isso poderia ter sido evitado com a realização de testes para calibrar o otimizador. Novos planos de execução foram gerados ao longo da totalização, mas se mostraram ineficientes diante do crescimento do volume de dados. 

Para solucionar o problema em definitivo, o sistema de totalização foi temporariamente paralisado, de modo a permitir a geração de um plano de execução novo e adequado. Assim, ao reiniciar o sistema, foi possível a retomada célere da totalização”.

Ao final da nota, o TSE faz uma defesa apaixonada da Oracle. A multinacional norte-americana recebeu R$ 26,2 milhões para entregar uma máquina que chegou com 1 mês de atraso e foi submetida só a 2 dos 5 testes testes de stress recomendados.

“Durante todo o dia do 1º turno das eleições, técnicos da Oracle estiveram presentes nas dependências da Secretaria de Tecnologia da Informação, prestando suporte técnico. O TSE considera que a Oracle cumpriu, no curso do episódio, todas as obrigações assumidas”, diz a nota.

Obviamente, há 1 exagero na afirmação da Justiça Eleitoral, até porque fica claro que a Oracle teve responsabilidade pelos atrasos registrados.

SEGUNDO TURNO

O TSE afirma que “a falha no plano de execução no 1º turno não se repetirá no 2º turno, em 29 de novembro, tendo em vista que o otimizador já está calibrado para processar um volume maior de informações de forma célere”.

Poder 360.

PT elege 2 Lulas nas eleições 2020; entre Bolsonaros, só Carlos é eleito

Lula não foi eleito em São Domingos (MA). Jair Bolsonaro foi derrotado em Laranjal do Jari (AP). Tanto os candidatos que usaram o nome do ex-presidente quanto aqueles que adotaram o sobrenome do atual chefe do Executivo nas urnas não tiveram o sucesso que esperavam nas eleições municipais de 2020.

Dos 26 postulantes filiados ao PT que se identificaram com o nome do ex-presidente Lula, apenas 2 foram bem-sucedidos. Lula do Doce se elegeu vereador por Itaíba (PE), com 483 votos. Lula do Assentamento conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Alto Alegre (RO), com 166 votos. Entre os derrotados está Thamara Lula da Silva, que recebeu apenas 16 votos em Taquaritinga (SP), e Steve Melo Lula Livre da Silva, candidato escolhido por apenas 18 sapeaçuenses, do município de Sapeaçu (BA).

Já entre os candidatos que utilizaram o sobrenome Bolsonaro nas urnas, a taxa de sucesso foi ainda menor. Foi eleito apenas o mais conhecido deles: Carlos Bolsonaro, o “filho 02” do mandatário. Ele foi o 2º vereador mais votado do Rio de Janeiro (RJ), com 71.000 votos. Nas eleições de 2016, foi o mais votado, com 106.567 votos, número 35.567 maior que o alcançado na atual eleição.

Leia o desempenho completo dos Lulas e Bolsonaros ao fim deste texto.

Outros 77 Bolsonaros espalhados por 25 Estados não tiveram o mesmo sucesso que Carlos teve no pleito fluminense e não conseguiram se eleger. É o caso de Márcia Bolsonaro, de Irecê (BA), que recebeu apenas 6 votos. E de Bolsonaro Sergipano, que tentou uma vaga na Câmara de Aracaju (SE), mas foi votado por somente 286 pessoas.

Sergipano não ganhou a cadeira de vereador, mas viralizou nas redes sociais com as caracterizações que fez do presidente da República. Apareceu na propaganda eleitoral  da televisão com 1 terno, uma faixa presidencial fictícia, o cabelo penteado para o lado e finalizou a mensagem com o gesto de arma que o presidente costuma fazer.

 

Ainda no Nordeste, outro candidato atuante nas redes sociais que se gaba de semelhança física com o ídolo é Lula do PT. Ele se candidatou a vereador em Iguatu (CE). Além do nome, outra característica que aproxima os 2 Lulas é a profissão: o candidato de Iguatu é metalúrgico. Porém, não teve o sucesso que o pernambucano teve quando foi eleito e reeleito presidente. Teve apenas 83 votos.

Foram poucos os Bolsonaros apoiados publicamente pelo atual presidente da República. A mãe de Carlos e ex-mulher do mandatário é 1 exemplo de candidata que incorporou o sobrenome do político na urna.

Bolsonaro, o real, manifestou apoio em suas “lives eleitorais” para Deilson Bolsonaro (Republicanos), postulante a vereador em Boa Vista (RR) e amigo do presidente, e para Adilson Bolsonaro (PSD), de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Walderice Santos, ex-secretária do mandatário que ficou conhecida como “Wal do Açaí”, também recebeu aval para utilizar o sobrenome do ex-chefe na disputa. Mas não funcionou: teve 266 votos em Angra dos Reis (RJ).

Poder 360.

Turismo deixou de ganhar R$ 41,6 bilhões desde o início da pandemia

O setor do turismo brasileiro deixou de faturar R$ 41,6 bilhões desde o início da pandemia de covid-19, considerando os meses de março a setembro. O montante representa queda de 44% no faturamento do setor em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (17.nov.2020) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Em setembro, o faturamento das empresas do setor (R$ 8,6 bilhões) foi 37,6% menor do que o mesmo mês de 2019 – o que significa uma retração de R$ 5,2 bilhões no faturamento. Esse é o pior resultado do turismo para setembro desde o início da série histórica, em 2011.

Ao contrário de setores como o comércio e os serviços, em recuperação desde o início do 2º semestre do ano, o turismo não apresenta sinais de retomada. Até por isso a necessidade de uma expansão da oferta de crédito para as empresas do setor, principalmente por meio de ajuda de programas do governo”, destaca a Fecomercio-SP em nota.

Segundo a entidade, a retração do turismo em setembro foi liderada pelo setor de transporte aéreo, que faturou 64,6% a menos do que no mesmo mês de 2019. O resultado, no entanto, é menos pior que os registrados em agosto (-68,8%) e julho (-78,1%).

A Fecomercio-SP destaca que também caíram expressivamente, em setembro, os faturamentos dos agentes de hospedagem e alimentação (-37,3%) e de atividades culturais, esportivas e recreativas (-24,4%).

“É importante que os empresários mantenham os canais digitais ativos desde já, não apenas para ofertar pacotes e destinos, mas também para que os clientes tenham uma comunicação clara dos novos protocolos de segurança do turismo”, recomenda a Fecomercio-SP.

A entidade também ressalta que muitos turistas procuram por locais com flexibilidade de cancelamento ou remarcação, e possibilidades de reembolsos. “Adaptar as reservas e os fluxos a esta especificidade do mercado representa uma vantagem significativa para agora e para o cenário pós-pandemia”, diz.

Com informações da Agência Brasil

Poder 360.

Brasil deve sediar escritório da Organização Mundial do Turismo

O Brasil deve abrigar uma das sedes da OMT (Organização Mundial do Turismo), informou nesta 3ª feira (17.nov.2020) o presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado. Durante cerimônia no Palácio do Planalto para comemorar os 54 anos da Embratur, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, Machado destacou a visita do diretor-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

“Nós temos a Organização Mundial do Turismo aqui, trazendo excelentes notícias, que o Brasil foi escolhido para receber um dos quatro escritórios da OMT no mundo”, afirmou.

Na 2ª feira (16.nov.2020), Pololikashvili se reuniu em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro. O diretor-geral da OMT, que é uma das agências da Organização das Nações Unidas, também cumpriu agenda oficial no Rio de Janeiro, ao lado do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

O escritório da OMT no Brasil será o 1º da entidade na América Latina e deve concentrar esforços para desenvolver o turismo no continente. Gilson Machado chegou a citar Rio de Janeiro, Brasília e Manaus como possíveis sedes para o escritório da OMT, mas essa decisão não está tomada.

Na cerimônia que marcou os 54 anos da Embratur, os Correios também lançaram 1 selo personalizado e 1 carimbo alusivo ao aniversário da agência. Desde maio, quando a Medida Provisória 907 foi sancionada, a Embratur se tornou, de forma definitiva, uma agência com status de serviço social autônomo, sob regime jurídico de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública.

Antes, a instituição funcionava como uma autarquia federal. No novo formato, a Embratur pode receber recursos privados, como contribuições do Sistema S e ganhou mais autonomia administrativa para promover produtos e serviços turísticos no Brasil e no exterior.

De acordo com Gilson Machado, apesar de o setor ter sido fortemente afetado durante a pandemia, a recuperação do turismo no Brasil já está sendo refletida nas estatísticas.

“O Brasil é o país que tem o maior potencial no período pós-pandemia. Hoje, de acordo com dados do Ministério do Turismo, já estamos com 88% do nosso fluxo de turistas internos recuperado. Poucos países do mundo podem dizer isso. Temos as nossas companhias aéreas voltando a trabalhar em torno de 80% das operações, e alguns hubs já estão 100%, como o aeroporto de Recife, que já ultrapassou os números de 2019”, disse Machado.

Na semana passada, o governo federal lançou 1 pacote de medidas para estimular a retomada do turismo no país.

Poder 360.

Vereador Diniz afirma: não quero mandato de ninguém. Agora é a vez dos eleitos

A ação que tenta validar os votos de Carlos Arcanjo, já em tramitação no TSE benefiará o partido de Arcanjo.
Mas uma coisa precisa ser dita, o vereador Manoel Diniz, que hipoteticamente seria o dono da cadeira, caso a ação de Carlos Arcanjo prospera-se, não entrou com nenhum processo para retirar a vaga de Gabriel César.
Diniz, deixou claro que não moverá nenhuma palha para influenciar direto ou indiretamente essa ação eleitoral que corre nas cortes superiores em Brasília.
O vereador, que é conhecido como Dom Manoel Diniz, disse que cumpriu sua missão na câmara e agora irá se dedicar a sua família e seus negócios, mas não descarta a possibilidade de atuar na esfera executiva, mas por enquanto no legislativo, o seu compromisso termina em 31 de dezembro de 2020, aonde cumprirá seu mandato de vereador até o último dia.
Gilson Moura

Carlos Arcanjo recebe um não do MP eleitoral e Gabriel César continua na cadeira de vereador

Ministério público eleitoral em Brasília, dá parecer contrário ao recurso especial eleitoral interposto por José Carlos Silva de Arcanjo Silva contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, que manteve o indeferimento do registro de sua candidatura ao cargo de Vereador do município de Parnamirim/RN.

Na origem, tão logo encerrada a instrução do processo, o Juízo Eleitoral indeferiu o pedido de registro de candidatura, ante a ausência do requisito da quitação eleitoral.

Ou seja, Gabriel César deverá permanecer na cadeira de vereador, mas o vereador eleito ainda tem que aguardar a situação da vereadora professora Vandilma, que poderá beneficiar o médico César Maia.

Veja o parecer do vice-procurador-geral eleitoral RENATO BRILL DE GÓES. O Relator MINISTRO LUIZ EDSON FACHIN irá decidir sobre essa situação, mas dificilmente irá contra o parecer do ministério público, as decisões de primeiro e segundo graus do RN.

Os grandes vencedores da eleição 2020 em Parnamirim

 

A eleição de 2020 mostrou a nova cara da terceira maior cidade do RN na geografia eleitoral. Os grandes vencedores deixaram sua marcar, alguns ficaram sem mandatos e outros obtiveram o sucesso nas urnas. No campo político, não apenas a vitória nas urnas significa êxito, analisemos…

Nesse pleito, o jovem advogado, especialista em direito administrativo, Wolney França, foi um grande vencedor, pois soube alinhar seu carisma e simpatia, refletindo no resultado nas urnas, lhe dando uma votação de 2.830 votos, votação essa que lhe deu o primeiro lugar na disputa, possibilitando o seu grupo político há ocupar três cadeiras no legislativo municipal. Com seu estilo diplomático, conseguiu se destacar em tão pouco tempo, surgindo como a maior liderança para o presente e também para o futuro. Esse resultado carimba o seu passaporte para disputar a presidência da câmara e também outros vôos que o seu grupo político, comando pelo Prefeito Taveira desejar.

Wolney França já senta na cadeira de vereador com uma missão, melhora o relacionamento dos poderes legislativo e executivo, nos próximos quatro anos, em favor do prefeito Taveira, visando,também, fortalecer os mandatos dos parlamentares nessa legislatura.

Outra figura que saiu fortalecida, foi a vice prefeita eleita, Kátia Pires, que além de enfrentar situações difíceis no campo pessoal, com a perda de familiares, ela lidou com desafios e desabores da sua indicação na pré-campanha.

Esse ano, ela pode comemorar com a família, a sua maior vitória eleitoral até agora. E ainda conseguiu eleger sua filha, Carol Pires, para ocupar a cadeira na câmara municipal. Uma outra figura que pode se considerar vitoriosa, é a Professora Nilda, apesar do insucesso eleitoral, conseguiu sair mais fortalecida, segurando a bandeira da oposição que estava órfã, desde 2012, com a derrota de Gilson Moura.

Na mesma linha, Abidene Salustiano que não disputou a reeleição para vereador, mas ainda mantém a condição de primeiro suplente de deputado estadual.

Nessa eleição, o seu partido, o PSC, elegeu três vereadores, sendo dois de sua inteira confiança, Léo Lima e Éder Queiroz, fortalecendo o grupo para projetos futuros. Abidene, na reta final, magoado com o coronel Taveira resolveu tomar uma decisão pessoal e ir apoiar a professora Nilda.

O outro vencedor é o coronel Dolvim, um homem desconhecido da grande maioria da população, conseguiu, em 180 dias, viabilizar sua campanha e ser o terceiro mais votado da cidade. E por fim, o vencedor dos vencedores, foi o prefeito Taveira, que além de eleger quem ele quis, assistiu a derrota dos seus principais adversários, principalmente o seu rival número 1, o ex-prefeito Maurício Marques.

Fez uma bancada na câmara, na sua maioria, considerada situacionista.

Agora, a lua de mel de Taveira para os próximos quatro anos está começando, terminará com fim do carnaval, que em tempos de pandemia, certamente, será uma festa atípica, tudo por causa do coronavírus que ameaça voltar e tudo por conta da classe política que preferiu colocar o bloco na rua em busca de votos.

NOTA OFICIAL DE GABRIEL CÉSAR

Diante das inúmeras mensagens que tenho recebido sobre a provável perda da cadeira na Câmara Municipal, quero reafirmar o que é oficial: sou vereador eleito pelo povo de Parnamirim.

Meus advogados estão acompanhando o caso. Tenho convicção de que recebi essa missão como autoridade constituída por Deus para exercer um mandato voltado para o bem comum da nossa cidade, por isso permaneço tranquilo e confiante.

Agradeço as mensagens de apoio e, para os que creem, permaneçam orando por essa missão.

 

Com dúvidas sobre o Pix, pequenos empresários ainda têm receio de aderir ao novo sistema

Foto: Agência O Globo

RIO – Para empresários, o primeiro dia de funcionamento do Pix não foi tão fácil como se esperava. Algumas empresas tiveram problemas com a liberação de uso, e outras, para transferir dinheiro.

Além disso, em meio a dúvidas sobre como funcionam pagamentos e estornos, muitos preferem esperar para ver como o Pix vai operar na prática e só depois aderir.

Roberto Maciel, sócio da fábrica Maré Chocolate, fez seu cadastro na semana passada, mas não conseguiu acessar o Pix ontem:

— Tentei fazer o pagamento para um fornecedor, mas deu QR Code inválido. Paguei por TED mesmo.

Ainda assim, Maciel aprova o novo modelo e pretende usá-lo para tudo, “uma vez que a plataforma esteja certinha”.

No restaurante Billy The Grill, no Shopping Tijuca, o Pix também ficou para depois. Segundo o gerente de Inteligência de Negócios do Grupo Alento, Marcelo Campos Theophilo, o entrave é que o ciclo do pagamento ainda está confuso para o lojista:

Instabilidades: No 1º dia do Pix, usuários esperam horas por transferência, que seria feita em 10 segundos

— O problema é que hoje quem faz a transação é o funcionário e ele não tem acesso à conta da loja, que é onde chega o recebível, onde o Pix está cadastrado.

Este é o mesmo problema do empresário Ricardo Linck. Em março, ele teve de fechar as portas do Maya Café, em Laranjeiras, por causa da pandemia, ficando apenas com o delivery. As entregas cresceram, a ponto de ele abrir nesta semana um novo negócio, o Maya Vegan, voltado para comida vegana — tudo delivery.

Como seu negócio é hoje centrado na entrega, feita por parceiros, ele questiona como vai conseguir acompanhar o pagamento do QR Code à distância:

— Não está claro. Tenho 25 funcionários, como eles vão usar minha conta? Futuramente, se der certo, pode, sim, substituir até outras formas de pagamento, mas hoje ainda não tem a agilidade necessária.

Sobre a questão apresentada por Maciel e Linck, o Banco Central informou que “os empreendedores podem adaptar seus softwares de gestão para integrar recebimento com Pix à conta de pessoa jurídica”.

Na prática, a operacionalização do pagamento pelo Pix, seja transação ou via QR Code, deve ser feita por meio das empresas que já fazem a operação de débito e crédito, as maquininhas — que já estão adicionando essa funcionalidade aos aparelhos. Esse é o caminho que a Billy The Grill adotará.

A Stone explica que a maquininha gera um QR Code, que o cliente vai escanear para fazer o pagamento. Na mesma hora é gerado um recibo, com isso o funcionário não precisará acessar a conta da loja. Por enquanto, não haverá custo para incluir o Pix.

A Linx, por sua vez, vai centralizar os recebimentos em uma plataforma que já existe e faz operações com QR Code, integrado ao ponto de venda e em tempo real. Segundo a empresa, para quem já tem esse programa, a inserção do Pix será automática.

Já Marina Morena, sócia da Rio Tap Beer House, no Flamengo, ainda não sabe se vai usar o Pix, pois tem dúvida sobre estorno e o procedimento para alguns erros:

— O complicado do Pix é que, se errar, o estorno deverá ser realizado pelo próprio recebedor. E se fizerem o cadastro com telefone e ele mudar? E se ele não lembrar de mudar no seu cadastro? O CPF é o mais seguro, porém não controlamos como e com qual chave um fornecedor colocará se seu CNPJ ou e-mail.

O BC ressaltou que, no caso do estorno e erros, todas as operações com Pix têm uma tela de confirmação, exatamente para verificar se as informações estão corretas. E lembrou que a devolução de valores é uma funcionalidade disponível no Pix.

O GLOBO

França diz que vacinação será gratuita e poderá começar em janeiro

Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, disse hoje (17) que se a vacina da Pfizer contra o novo coronavírus for eficaz e segura, a vacinação no país será gratuita e deverá começar no início do próximo ano.

“Se forem validadas, teremos as primeiras vacinas no início do ano”, explicou Véran, em entrevista ao canal BFMTV, acrescentando estar confiante de que a Pfizer e sua parceira BioNtech transmitirão às agências de saúde todos os dados experimentais “até daqui a três semanas”, para serem examinados.

O ministro também lembrou que a Comissão Europeia já fez uma pré-encomenda, que implica o equivalente a cerca de 30 milhões de doses para a França, e que a administração das vacinas será gratuita, assim como os testes de detecção de covid-19.

Olivier Véran recusou-se a avançar com datas para a reabertura do comércio e a comentar informações divulgadas por alguns meios de comunicação, que indicam que o governo analisa a hipótese de manter os bares e restaurantes fechados até meados de janeiro.

“Queremos reabrir as lojas em boas condições para não termos de as fechar novamente”, disse, recusando repetidamente apontar datas concretas.

O ministro da Agricultura, Julien Denormandie, avançou, entretanto, em entrevista à Rádio RMC, que vai ser autorizada, a partir da próxima sexta-feira (20), a venda de árvores de Natal, mas apenas em espaços abertos.

A França está em regime de confinamento domiciliar desde 30 de outubro, devendo a condição durar até, pelo menos, 1º de dezembro, mas o governo já avisou que algumas restrições serão mantidas além dessa data, continuando a ser obrigatório utilizar documentos de autorização para fazer viagens e mantendo-se o fechamento de bares e restaurantes.

A França contabiliza cerca de 45 mil mortos devido à covid-19 desde o início da pandemia e, apesar de os indicadores de disseminação do vírus estarem melhorando no país, o primeiro-ministro sinalizou, na segunda-feira, a vários líderes religiosos que as celebrações só devem voltar a ser autorizadas a partir de 1º de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos, resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo balanço da agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no fim de dezembro de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Agência Brasil

Bomba, provável mudança na Câmara de Parnamirim: poderá sair Gabriel César e entrará Diniz

Recebemos informações que a mesma banca de advogados que tirou o mandato de deputado de Sandro Pimentel está acompanhando de perto o caso que pode culminar na saída do vereador eleito Gabriel César e a entrada de um outro parlamentar.

O motivo da discussão jurídica se dá pelo fato da não contabilização, pelo TSE, dos votos dos candidatos Carlos Arcanjo e Tapioca (Cidadania).

A documentação já está sendo analisada pela banca de advogados que solicita que seja feita a análise dos dados e a recontagem dos votos, caso isso aconteça, o vereador Gabriel César poderá perder a cadeira recém conquistada.

Se os votos de Carlos Arcanjo e Tapioca passarem a valer, possibilitarão a entrada de Diniz e ocasionará a saída de Gabriel César.

A discussão está apenas começando, até a diplomação e posse dos eleitos, muita coisa pode acontecer. O blog do GM conversou com Gabriel César que disse está tranquilo e já contactou com o seu advogado Carlyle Augusto Negreiros Costa que está analisando a documentação, visando a manutenção da segunda cadeira do PSL no legislativo municipal. Até o momento, nenhum processo foi dado entrada na justiça  eleitoral de Parnamirim.
Essa novela jurídica ainda está longe de acabar.

A Virgem da Apresentação, padroeira de Natal

Padre João Medeiros Filho
No dia 21 de novembro, celebra-se a festividade da Apresentação de Nossa Senhora, um dos eventos da vida da Mãe de Deus, em que Ela é levada ao Templo por seus pais Joaquim e Ana. A Sagrada Escritura não relata este acontecimento, chegado até nós através dos evangelhos apócrifos. Na Igreja Oriental, desde o século VII, a festa é comemorada no dia 21 de novembro, aniversário da Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, em Jerusalém. Contudo, na Igreja Ocidental, a solenidade litúrgica foi instituída pelo Papa Gregório XI (século XIV), por solicitação do embaixador de Chipre junto à Santa Sé. Em 1372, na cidade de Avignon – à época, residência oficial dos papas – já se festejava oficialmente a apresentação de Nossa Senhora. Desde então, este momento da vida de Maria Santíssima começou a despertar interesse nos cristãos e artistas plásticos. Surgem, então, belíssimas pinturas sobre o tema.
A primeira paróquia brasileira dedicada a essa invocação mariana ocorreu em 1599, na cidade do Natal (RN). Segundo o relato de Frei Agostinho de Santa Maria: “Ali, na capela-mor, foi colocada uma grande e formosa pintura representando a sagrada Menina, sendo levada ao Templo de Jerusalém por seus pais Joaquim e Ana”. Em 1644, no Bairro de Irajá (Rio de Janeiro), foi construída uma capela com o orago da Apresentação pelo Padre Gaspar da Costa, o qual se tornou posteriormente seu primeiro pároco. A igreja foi elevada à categoria de matriz por alvará de Dom João IV, em 10 de fevereiro de 1647. Trata-se da segunda paróquia em honra de Nossa Senhora da Apresentação. Em 1675, na cidade de Porto Calvo (AL), uma terceira freguezia canônica é erigida com o mesmo título.
Os mariologistas afirmam que o culto à Mãe do Salvador remonta às origens da Igreja. Ao longo dos anos, explicitam-se, pouco a pouco, as virtudes de Maria, descritas no Novo Testamento. Nas comunidades primitivas, essa devoção inseria-se no contexto das celebrações dos mistérios de Cristo. Foi justamente d’Ele que a Virgem hauriu a sua grandeza. Nos primórdios do cristianismo, há uma preocupação dos papas, bispos, padres e cristãos em não dissociar a pessoa e a missão da Virgem Santíssima de seu Filho. O culto à Mãe de Deus tem suas raízes na mensagem do Evangelho. É tão antigo quanto o cristianismo. Após a Ascensão de Jesus, os apóstolos e a primeira comunidade cristã reuniram-se em torno de Maria (At 1,12-14). Com o anúncio do Evangelho, a veneração mariana se difundiu pelo mundo, pois também Nossa Senhora faz parte dele. “Na Igreja, Maria ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós.” (Lumen Gentium, 54). E o Papa Paulo VI cita São Cromácio (347-407), bispo de Aquiléia (Itália), quando afirmara: “Não se pode falar de Igreja, senão quando estiver aí a Mãe do Senhor.” (cf. Marialis Cultus, nº 28).
A Igreja dos primeiros séculos sempre apresentou aos cristãos a figura da Corredentora da humanidade. A tradição e as descobertas realizadas por arqueólogos atestam que a liturgia cristã comemora a Virgem Santíssima, desde os tempos apostólicos. O fato é testemunhado por toscas representações artísticas de Nossa Senhora, encontradas nas catacumbas romanas e em monumentos que remontam ao início do cristianismo.
Em Maria reside a alegre certeza de que fomos por Ela levados à união com Deus. Na pureza da Mãe de Jesus, o Eterno se faz presente na criatura humana. Nela a riqueza celestial se humaniza. Em sua pessoa a maravilha divina torna-se acessível aos pecadores; a ternura celeste disponível aos mortais; a suprema Bondade de Deus, revelada aos pequenos e imperfeitos. Inegavelmente, Ela espelha a face infinita do Divino, manifestada aos que Nele creem e esperam. Na Virgem de Nazaré a pequenez humana transforma-se em grandeza pela graça divina. “Penhor seguro do Sumo Bem”, ela é a poesia do Céu para o prosaico da terra! Simboliza a saudade de nossas origens e a fé na misericórdia do Pai, que supera a nossa fraqueza. “Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix”, nestes tempos conturbados e difíceis!

Vacina da Moderna tem 94,5% de proteção contra Covid-19, diz estudo

Estudos preliminares divulgados na manhã desta segunda-feira (16) mostram que a potencial vacina da Moderna contra a Covid-19 tem cerca de 94,5% de eficácia na prevenção do novo coronavírus.

O imunizante está na terceira fase dos testes clínicos, a última antes do aval das agências reguladoras para ser aplicada na população. A Moderna é a segunda empresa norte-americana a mostrar resultados que vão além das expectativas nos últimos dias.

A análise preliminar foi feita com base em 95 infecções por Covid-19 entre os voluntários que receberam o imunizante ou placebo. Desse número, apenas cinco tinham tomado a vacina — que foi administrada em duas doses no intervalo de 28 dias.

Os dados do ensaio, feito com 30 mil pessoas, também mostrou que ela previne de casos graves. Desses 95 infectados, 11 tiveram a Covid-19 na forma mais agressiva — e todos receberam placebo.

Joven Pan

Barroso pede que PF investigue ataque hacker ao sistema do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, durante coletiva de imprensa

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, pediu hoje (16) que a Polícia Federal (PF) investigue ataques cibernéticos aos sistemas da Corte. 

Durante coletiva de imprensa no início da noite, Barroso disse que há suspeitas de articulação de grupos para desacreditar o sistema de votação.

Ontem (15), durante o horário da votação, o sistema de informática do TSE foi alvo um ataque de múltiplos acessos. No entanto, o ataque foi neutralizado pelo sistema de defesa e não houve vazamento de dados, segundo o tribunal.

As tentativas de invasão foram feitas por meio de servidores localizados no Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia. Esse sistema não tem relação com a apuração dos votos, que ocorre por meio de uma rede privada.

No mesmo dia, foram divulgados na internet dados pessoais de ex-servidores e ex-ministros. Segundo o presidente, os dados são antigos e foram liberados em sites da internet para tentar desacreditar a segurança da votação.

“Os dados vazados tinham mais de dez anos de antiguidade e divulgação foi feita no dia das eleições para procurar causar impacto e trazer a impressão de fragilidade no sistema. Ao mesmo tempo que esses dados foram vazados, milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeitas de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura, e muitos deles são investigados pelo STF”, afirmou.

Sobre o atraso de três horas na divulgação dos resultados, Barroso disse que a Oracle, empresa responsável pelo computador que apresentou defeito, será acionada para tentar resolver o problema para o segundo turno.

A forma de totalização (soma dos votos) centralizada no TSE vai continuar no segundo turno. Nas eleições passadas, a totalização era feita pelo tribunais regionais eleitorais e foi alterada por motivos de segurança e de custos.

Agência Brasil