Câmara aprova MP que destina R$ 2 bi à vacina contra a covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta 4ª feira (2.dez.2020) a MP (medida provisória) 994 de 2020, que abre crédito de R$ 1,99 bilhão para o Ministério da Saúde. Os recursos serão destinados à produção e distribuição da vacina contra o coronavírus.

A votação foi simbólica. Ou seja, sem contagem dos votos. O acerto é possível quando há acordo entre as bancadas. O texto segue para análise do Senado, e perderá validade se não for votado até 5ª feira (3.dez.2020).

Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e têm força de lei a partir do momento de sua publicação por até 120 dias. Para continuar valendo, porém, precisa de aprovação de Câmara e Senado dentro do prazo. A MP 994 perde a validade em 3 de dezembro.

O governo pode usar os recursos relativos a medidas provisórias de crédito mesmo sem aprovação do Congresso, desde que a verba seja usada antes da caducidade da medida. A aprovação nesse caso é importante porque parte do dinheiro ainda não foi utilizado.

A relatora, Mariana Carvalho (PSDB-RO), disse no plenário que ainda faltam destinar R$ 400 milhões.

A vacina em questão é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a universidade britânica de Oxford. No Brasil, o imunizante está sendo estudado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vinculada ao Ministério da Saúde.

A verba aprovada virá da emissão de títulos públicos. Do valor total, R$ 1,3 bilhão será investido na compra de 100 milhões de doses da vacina, além da compra do aparato tecnológico do laboratório AstraZeneca necessário para transporte e armazenamento.

Outros R$ 522 milhões serão investidos na Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz no Rio de Janeiro, responsável pelo processamento final das substâncias. Com os R$ 95,6 milhões restantes serão comprados as tecnologias de produção do imunizante.

CONFUSÃO DE DOSAGENS

A vacina em questão passou por 1 erro nas dosagens durante a 3ª fase de testes clínicos. Alguns voluntários tomaram somente meia dose, e vieram a apresentar uma resposta melhor à vacina, com eficácia de 90%

De início, a AstraZeneca relatou os fatos como se a diferença nas doses tivesse sido intencional. Mais tarde, porém, teve que admitir ter se tratado de uma pane: devido a um erro de produção, as ampolas só estavam cheias pela metade, por isso os pacientes do Reino Unido inicialmente só receberam meia dose.

As agências reguladoras permitiram a continuidade dos testes, ainda que com a dosagem errada.

Poder 360.

Preferência por vacina da China sobe para 15%, mostra PoderData

Pesquisa PoderData mostra que o percentual de brasileiros dispostos a receber doses de vacinas contra a covid-19 desenvolvidas por empresas farmacêuticas da China cresceu nos últimos 90 dias no país. Passou de 8% para 15%. Houve alta de 7 pontos percentuais.

Apesar da alta, a maior parte dos entrevistados pelo instituto de pesquisas confia mais em  mais confiança em imunizantes produzidos nos Estados Unidos. O levantamento mostra que 27% preferem vacinas norte-americanas –houve variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais nos últimos 3 meses, considerando os levantamentos feitos de 17 a 19 de agosto e de 26 a 28 de outubro.

Também são 15% os que optam por uma produzida por países da Europa. Só 4% tomariam um imunizante desenvolvido pela Rússia.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

O debate sobre a preferência de uma vacina, considerando o país de origem das empresas de biotecnologia e de farmacêuticas, foi impulsionado em outubro, quando houve embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) envolvendo o tema. Adversários ferrenhos, o presidente e o tucano divergem ainda sobre a obrigatoriedade da vacina.

Em 21 de outubro, em ato contrário à vacina da China, o Bolsonaro cancelou 1 acordo firmado pelo Ministério da Saúde para aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra covid-19 desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Frente à resistência do governo federal, Doria decidiu fechar o contrato pela compra da CoronaVac. Das 46 milhões de doses do imunizante, 40 milhões serão produzidas no Brasil. Em 28 de outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação de matéria-prima da China para produção da vacina. Em 19 de novembro, o governo de São Paulo recebeu 120 mil doses numa 1ª remessa.

Os temas repercutiram fortemente na mídia, principalmente de forma negativa. Em grupos de WhatsApp, pipocaram vídeos de supostos médicos e profissionais de saúde criticando e elogiando o governo.

Após a mobilização de partidos, tanto a obrigatoriedade da vacina, quanto a desistência da compra da CoronaVac pelo governo federal serão analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em uma das ações, o relator, ministro Ricardo Lewandowski apresentou voto antecipado, em 24 de novembro, favorável ao pedido para obrigar o governo federal a apresentar em 30 dias o plano de vacinação contra a covid-19.

PoderData também mostrou que 59% dos brasileiros defendem a obrigatoriedade da vacina e 33% são contra essa medida.

ESTRATIFICAÇÃO

PoderData separou o recorte da pesquisa por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Observam-se os maiores percentuais de preferência nos seguintes grupos e regiões:

  • Vacina feita na China – homens (16%); pessoas de 45 a 59 anos (18%); moradores da região Norte (31%); os que têm ensino superior (17%); os que recebem mais de 10 salários mínimos (29%).
  • Vacina feita nos Estados Unidos – homens (31%); pessoas de 16 a 24 anos (36%); moradores do Sul (38%); os que têm só o ensino fundamental (29%); os que ganham até 2 salários mínimos (34%).
  • Vacina feita em países da Europa –mulheres (18%); pessoas de 25 a 44 anos (19%); moradores do Centro-Oeste (35%); os que têm ensino superior (22%); os que recebem mais de 10 salários mínimos (44%);
  • Vacina feita na Rússia – homens (6%); pessoas de 16 a 24 anos (10%); moradores da região Norte (10%); os que têm ensino superior (5%); os que recebem de 5 a 10 salários mínimos.

Atualmente, estão sendo realizados 4 estudos clínicos de vacinas contra o coronavírus no Brasil, todos estão na 3ª e última fase de testes. Eis quais são:

  • Vacina de Oxford – produzida pelo laboratório sueco AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, da Inglaterra;
  • CoronaVac – desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan;
  • Vacina BNT162b1 – desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech e pela farmacêutica norte-americana Pfizer;
  • Vacina Jansen-Cilag – produzida pela farmacêutica belga Janssen, do grupo norte-americano Johnson-Johnson.

Em 9 de novembro, a Pfizer divulgou estudos preliminares que apontam que o imunizante desenvolvido tem 95% de eficácia contra o novo coronavírus. Na 3ª feira (1º.dez.2020), a a farmacêutica pediu às autoridades de regulação de medicamentos da Europa a autorização para uso emergencial de sua vacina. A mesma solicitação foi feita nos Estados Unidos, em 18 de novembro.

A vacina de Oxford também teve um estudo preliminar divulgado em 23 de novembro. Os resultados indicam 90% de eficácia do imunizante quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completa. Quando foram aplicadas duas doses completas, também com 1 mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62%.

No mundo, a 1ª vacina que recebeu aprovação regulatória foi a da Rússia: a Sputinik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou. A vacinação com o imunizante já começou no país, mesmo ainda sem a conclusão dos testes. O anúncio foi feito nessa 3ª feira (1º.dez).

Além disso, apesar de não ser testada no Brasil, análise preliminar da vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna mostrou 94,5% de eficácia do imunizante.

VACINA X BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro e parte da sua base de apoio, inclusive seus filhos, glorificam rotineiramente a aproximação da administração federal com o governo dos Estados Unidos, que antecipou em julho a compra de US$ 1,95 bilhão em vacinas da Pfizer e BioNTech.

Bolsonaro, no entanto, ainda não manifestou nenhuma preferência sobre alguma vacina, mas se disse contrário à da China. Em 26 de outubro, o presidente ainda defendeu o investimento no tratamento da doença ao em vez da produção de 1 imunizante contra o coronavírus, que já matou mais de 173 mil pessoas no país.

O posicionamento do presidente parece influenciar os que avaliam positivamente seu trabalho individual na Presidência. Dos que acham o Bolsonaro “ótimo” ou “bom”, 37% preferem tomar uma vacina feita nos Estados Unidos.

 

No entanto, houve 1 aumento do percentual nesse grupo dos que optam por uma vacina da China. Há 1 mês, só 2% queriam 1 imunizante da China. Agora, são 13%.

Já dos que acham o presidente “ruim” ou “péssimo”, 21% preferem uma fórmula desenvolvida na Europa. Outros 18% preferem a produção chinesa e 6% preferem uma feita na Rússia.

Apesar da resistência a uma vacina, em 6 de agosto, o governo comprou 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford por R$ 1,9 bilhão. Os recursos foram liberados por uma medida provisória. O Brasil também integra o Covax, 1 consórcio internacional para facilitar a compra de vacinas contra a covid-19.

O dinheiro será destinado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que usará o montante para incorporar a tecnologia desenvolvida pela empresa britânica para fabricar a vacina. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada e o suo da vacina seja autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses até o 2º trimestre de 2021.

Em entrevista a jornalistas, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse na última 3ª feira (1º.dez.2020) que o Plano Nacional de Imunização contra a covid-19 só ficará pronto quando houver uma vacina registrada na Anvisa. Mas, no mesmo dia, o governo divulgou um documento com um plano preliminar, que indica que 4 fases previstas pela equipe técnica da pasta. A prioridade será para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e indígenas.

O secretário também disse que as vacinas contra o coronavírus que serão incluídas no plano de vacinação devem ser “fundamentalmente” termoestáveis por longos períodos e que possam ser armazenadas em temperaturas de 2°C a 8°C, compatível com a capacidade da rede de resfriamento nacional. Ele não citou especificamente nenhuma vacina.

No entanto, o critério estabelecido pelo governo afasta a possibilidade de aquisição do imunizante desenvolvido pela farmacêutica Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech. Batizada de BNT162b2, a vacina do laboratório norte-americano exige condições especiais de armazenamento, com temperaturas de -70º C.

O coordenador dos estudos da Pfizer em São Paulo e diretor do Centro Paulista de Investigação Clínica, Cristiano Zerbini, disse nesta 4ª feira (2.dez.2020), em entrevista à rádio BandNews FM, que a temperatura de armazenamento da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer não é um impedimento para sua distribuição no Brasil.

Sem citar valores de custo, o Conselho Nacional de Climatização e Refrigeração afirmou, em comunicado (íntegra – 160 KB), que o setor de serviços de refrigeração nacional pode buscar adequar a infraestrutura e disponibilizar soluções para qualquer temperatura, inclusive a exigida pelo imunizante BNT162b2, com planejamento e investimento.

Outros países já têm previsão para vacinação contra covid-19. O Poder360 preparou 1 infográfico com as datas.

Poder 360.

67% tomariam vacina contra covid-19, e 19%, não, mostra PoderData

Pesquisa PoderData indica que 67% da população brasileira “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19 assim que estivesse disponível. A taxa se manteve estável ante o levantamento realizado cerca de um mês antes, mas caiu em relação ao estudo feito de 6 a 8 de julho –quando 85% queriam o imunizante.

A proporção dos que disseram rejeitar a fórmula é agora de 19%, ante 22% na consulta realizada de 26 a 28 de outubro.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB),  travam um embate. O tucano quer vacinar obrigatoriamente contra covid-19 toda a população do Estado que comanda. O presidente é contra.

discussão sobre a obrigatoriedade ou não do imunizante será feita, também, no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Ricardo Lewandowski vai levar diretamente ao plenário 4 ações que discutem o tema e outras medidas profiláticas no combate à pandemia.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos entrevistados em relação à vacina. Leia abaixo a estratificação por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Os números entre parênteses mostram a proporção dentro do grupo.

Quem mais tomaria

  • os que têm 60 anos ou mais (75%);
  • os com ensino superior (72%);
  • moradores da região Norte (82%);
  • os que recebem mais de 10 salários mínimos (98%).

Quem mais rejeita

  • os que têm até o ensino fundamental (24%);
  • os moradores da região Nordeste (24%);
  • os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (35%).

BOLSONARO X VACINA

O presidente afirmou em outubro que não pretende comprar nenhum imunizante vindo da China. Também disse diversas vezes ser contra a obrigatoriedade. A vacina só deveria ser obrigatória para Faísca, seu cachorro, afirmou.

A opinião do chefe do Executivo parece influenciar na percepção da sua base. Os apoiadores do presidente (“ótimo” + “bom”) são os que mais rejeitam 1 possível imunizante. Nesse grupo, 25% “com certeza não tomariam”. Também nesse mesmo estrato observa-se a menor taxa dos que disseram que “com certeza” irão tomar uma vacina: 53%.

VACINA AINDA NÃO APROVADA NO BRASIL

Ainda não há nenhum imunizante contra a covid-19 aprovado no Brasil. Para ser disponibilizada à população, a fórmula precisa ter o aval da Anvisa.

Várias empresas já apresentaram resultados promissores, e pediram autorizações nos países para o início da vacinação em massa. Algumas nações têm previsão para distribuição da fórmula já em dezembro deste ano.

Na 3ª feira (1º.dez.2020), o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que as vacinas contra a covid-19 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização devem “fundamentalmente” ser termoestáveis por longos períodos e permitir armazenagem à temperatura de 2 ºC a 8 ºC, compatível com a capacidade da rede de resfriamento nacional.

Ele não citou especificamente nenhuma vacina. No entanto, o critério estabelecido pelo governo afasta a possibilidade de aquisição da vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech. O imunizante, batizado de BNT162b2, exige armazenamento a -70ºC.

Poder 360.

59% acham que a vacina contra covid-19 deve ser obrigatória

Vacinação contra a gripe Influenza em postos de Drive-Thru, no Lago Norte . Sérgio Lima/Poder360 24.02.2020

Pesquisa do PoderData mostra que 59% defendem obrigatoriedade da vacina contra a covid-19. O número variou 3 pontos percentuais para mais em relação ao último levantamento, feito há um mês. Entre aqueles que dizem que a vacina não deve ser obrigatória, foram 3 pontos a menos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

A pesquisa do PoderData também trouxe os recortes por sexo, idade, região, escolaridade e renda dos entrevistados, com os percentuais de quem mais apoia, rejeita ou considera que a obrigatoriedade da imunização só deve ser imposta aos grupos de risco.

Quem mais defende a vacina obrigatória:

  • quem tem 60 anos ou mais (75%);
  • os que ganham até 2 salários mínimos (70%);
  • moradores do Sudeste (65%);
  • mulheres (64%).

Quem mais rejeita: 

  • quem ganha de 2 a 5 salários mínimos (55%);
  • os que ganham de 5 a 10, e mais de 10 salários mínimos (48% em ambos);
  • moradores do Centro-Oeste (45%);
  • pessoas com ensino superior (41%).

BOLSONARISTAS REJEITAM MAIS

Quase metade (49%) do grupo que avalia o presidente como “ótimo” ou “bom” discorda da obrigatoriedade. O percentual é menor (21%) entre quem rejeita Bolsonaro ou considera seu trabalho regular.

Segundo Bolsonaro, seu governo não vai obrigar à vacinação.

PLANO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO

O Ministério da Saúde anunciou na 3ª feira (1.dez.2020) que o Plano Nacional de Imunização contra a covid-19 só ficará pronto quando houver uma vacina registrada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que a vacina “precisará mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira”.  Ele também disse que o Brasil tem o principal programa de imunização do mundo e vai usá-lo para a aplicação da vacina contra a covid-19.

Poder 360.

Covid-19: volume de vacinas ainda é insuficiente para atender o Brasil

Foto: Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje (2) que, apesar de haver competição para a produção e venda de vacinas contra a covid-19 e uma campanha publicitária muito forte por parte das empresas que estão desenvolvendo o imunizante, na prática, a capacidade de atender o Brasil não é suficiente na maioria dos casos.

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega ao final das negociações e vai para o cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios. Números de grande quantidade, realmente, se reduzem a uma, duas ou três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, disse o ministro, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso que acompanha as ações do governo contra a Covid-19.

“Uma produtora lança uma campanha publicitária de que já fez, de que está pronto, está maravilhoso. Quando você vai apertar, a história é bem diferente, como tudo na vida. Na hora que você vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que você quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é bem aquela”, acrescentou.

Quantidade

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é que Brasil receba 15 milhões de doses de vacina contra covid-19 em janeiro e fevereiro – número que deve chegar a 100 milhões de doses no primeiro semestre e a 160 milhões a mais no segundo semestre do próximo ano.

Técnicos da pasta lembraram um acordo bilateral de transferência de tecnologia com a AstraZeneca/Oxford, por intermédio da Fiocruz, de R$ 1,9 bilhão, e um acordo multilateral com a Covax Facility, no valor de R$ 2,5 bilhões, cujos recursos estão encaminhados por meio de medida provisória. Segundo Pazuello, isso possibilitará a produção de vacinas de maneira autônoma no país a partir do segundo semestre de 2021.

Testagem

Sobre a testagem da população, também durante a audiência pública, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explicou que inicialmente havia uma testagem no Brasil que era basicamente relacionada aos pacientes internados em hospitais e em situação mais grave.

Hoje a orientação da pasta é que pacientes sintam quaisquer sintomas de síndrome gripal não fiquem em casa, procurem uma unidade básica de saúde, onde o profissional, o médico, ou prescritor – que é quem prescreve e solicita o exame – fará o diagnóstico e, em cima deste, fará os encaminhamentos necessários de solicitação de exames e prescrição medicamentosa, se julgar necessário.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o teste do nariz, como é conhecido o RT-qPCR, deve ser feito até o oitavo dia do início do sintoma.

Agência Brasil

Maia corteja siglas de esquerda em reunião e diz que não tentará se reeleger

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um movimento na noite desta 3ª feira (1º.dez.2020) para manter sua influência sobre a Casa depois de fevereiro do próximo ano, quando termina seu mandato. O deputado reuniu em Brasília líderes das bancadas de oposição e pediu apoio para seu grupo político na eleição para a presidência da Câmara. Maia prometeu aos presentes não concorrer.

Pelas regras atuais ele não pode se candidatar. Ocorre que o STF (Supremo Tribunal Federal) tem marcado para os próximos dias julgamento que provavelmente possibilitará a ele (e ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre) concorrer novamente. Como mostrou o Poder360, a Corte já tem os votos necessários para isso. Mesmo políticos próximos do deputado desconfiam que ele queira concorrer novamente.

A oposição é fundamental nos cálculos políticos de Rodrigo Maia. Seu entorno estima que, com os partidos de esquerda, poderá ser formado um bloco de até 330 deputados. Além da esquerda, os planos incluem DEM, PSDB, MDB, Cidadania, PV, PSL, PTB, Pros e Republicanos.

Esse contingente de votos, além de eleger o presidente da Casa, garantiria ao grupo mais 3 ou 4 cargos na Mesa Diretora, a direção da Câmara.

Fora do grupo de Maia, a pré-candidatura viável posta até o momento é a de Arthur Lira (PP-AL). O deputado se aproximou do governo federal ao longo de 2020. Isso dificulta apoio da oposição a ele. Além disso, Maia e a esquerda tiveram uma convivência com poucas turbulências nos últimos 2 anos.

Estavam presentes na reunião da noite desta 3ª feira, além do presidente da Câmara, deputados dos seguintes partidos:

  • PT – Enio Verri (líder da bancada), José Guimarães (líder da Minoria) e Carlos Zarattini;
  • PDT – Wolney Queiroz (líder da bancada) e André Figueiredo (líder da oposição);
  • PSB – Alessandro Molon (líder da bancada);
  • PC do B – Perpétua Almeida (líder da bancada);
  • Psol – Marcelo Freixo.

A líder do Psol, Sâmia Bomfim, foi contaminada pelo coronavírus e está em isolamento social. Além dela, a única líder de bancada de esquerda que não participou foi Joenia Wapichana, representante solo da Rede na Câmara.

 

O presidente do DEM, ACM Neto, participou do encontro. Ele reafirmou o que disse Maia. De acordo com ele, o partido tem interesse em focar na recondução de Alcolumbre à Presidência do Senado, mas que pode abrir mão da candidatura de Maia.

Apesar de tido como mais natural, o apoio da esquerda ao grupo de Maia não é garantido. Mais cedo nesta 3ª, por exemplo, veio a público uma nota contra a possibilidade de reeleição do atual presidente da Casa assinada por partidos desse campo político e também pelo Centrão de Arthur Lira. A bancada do PT, que não assinou o documento, também não deve apoiar reeleição.

Para que a esquerda se aglutine em torno do presidente da Casa ainda falta muito a ser discutido. Por exemplo: cargos na Mesa Diretora da Câmara, presidência de comissões e relatoria do Orçamento de 2022. Novas reuniões serão realizadas.

Atualmente 6 deputados disputam a bênção de Maia para concorrer à sua sucessão:

Nem todos são queridos pelos opositores. Baleia Rossi é um dos mais próximos de Rodrigo Maia. É próximo também de Michel Temer, por isso o PT dificilmente toparia apoiá-lo. O partido acusa Temer de ter dado um golpe em Dilma Rousseff para chegar à Presidência da República em 2016.

Aguinaldo Ribeiro tem problemas intrapartidários. É correligionário de Arthur Lira, que deverá ter apoio da legenda para disputar a cadeira de Rodrigo Maia. Sem a chancela do próprio partido uma candidatura seria improvável.

Maia está à frente da Câmara desde 2016, quando assumiu 1 mandato tampão depois da saída de Eduardo Cunha (MDB-RJ). Pode disputar a eleição de 2017, na mesma legislatura, graças a um entendimento de que concorrer depois de um mandato tampão não é tentativa de reeleição. Em 2019 pode se candidatar porque tratava-se de uma legislatura diferente da anterior.

O Poder360

FOGO NO PARQUINHO. Será votada hoje a Reforma da vingança dos Velhos contra os Novos

O presidente da Câmara, Irani Guedes, não se conformou com a renovação do poder legislativo, e prometeu votar hoje a matéria que reformula a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da casa.

O motivo desse movimento, faz parte da estratégia dos vereadores antigos, contra a chegada dos novos parlamentares, e também é uma forma, de manter Irani como presidente do Poder Legislativo de Parnamirim.

Outro jogo que está sendo observado pelo prefeito Taveira é a movimentação de um grupo que vem se fortalecendo nas barbas de sua administração, visando a sua sucessão em 2024.

Agora, vamos esperar a reação do Coronel Zé Bu. Pois o Fogo no Parquinho patrocinado pelos vereadores antigos terá consequências na relação dos que votaram para enquadrar os novatos.

Só lembrando o que será votado:

1°- Acabar com à Reeleição;

2°- Que a eleição do segundo biênio poderá ser realizada no mesmo dia, sem à Reeleição;

3°- Que a eleição seja realizada com voto secreto, para a escolha da Mesa Diretora.

 

Assalto de grandes proporções aterroriza Criciúma nesta madrugada; moradores são feitos reféns e polícias de outras cidades são acionadas

A população de Criciúma, no sul de Santa Catarina, passou por momentos de terror na madrugada desta terça-feira (1º).

Imagens que circulam nas redes sociais registraram intenso tiroteio na cidade. A Polícia Militar informou que trata-se de assalto de grandes proporções.

Ao menos um PM ficou ferido durante o confronto. Vídeos publicados na internet mostram pessoas feitas reféns e abordadas nas ruas pelos bandidos, fortemente armados com fuzis de grosso calibre, detonadores e bazucas. Os primeiros relatos foram feitos por volta da meia-noite.

Informações preliminares repassadas pela PM apontam que o grupo incendiou o túnel na cidade de Tubarão, que dá acesso a Criciúma. O objetivo é tentar impedir que reforços cheguem até o município.

A corporação informou que busca apoio de outras cidades para combater o grupo. Segundo o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), policiais de Araranguá, Tubarão e Içara estão em direção a Criciúma.

“Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade novo cangaço. Eles fazem assalto simultâneo, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também”, afirmou o tenente.

O governo de Santa Catarina também acionou o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Choque da PM de Florianópolis.

“Informações é que têm vários masculinos com fuzil, armas longas. A gente pede para que os moradores, cidadãos, fiquem em casa abrigados”, pediu Andrade.

 

CIDADE SITIADA

O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) disse nas redes sociais que está em contato com as demais autoridades e forças de segurança. De acordo com ele, as informações ainda estão desencontradas, por isso os moradores foram orientados a permanecer dentro de casa.

“A cidade neste momento tá sitiada. São criminosos aí muito bem preparados. Certamente vieram de outros estados da federação. Recomenda-se que você fique em casa”, declarou.

 

Moradores foram feitos reféns — Imagem: Redes sociais/Reprodução

Conexão política.

Resultados das pesquisas do Ibope não se confirmaram em 15 de 26 cidades

Poder360 compilou os 26 levantamentos feitos pelo Ibope no 2º turno, encontrando 15 que divergiram do resultado das eleições além da margem erro das pesquisas. Os estudos foram finalizados, em média, 2 dias antes de cada disputa.

A pesquisa em Caucaia, no Ceará, por exemplo, mostrava vitória de Naumi Amorim (PSD), com 62% dos votos válidos. O vencedor, no entanto, foi Vitor Valim (Pros), com 51%.

Em Porto Alegre, capital gaúcha, o Ibope indicava empate dentro da margem de erro entre Manuela (51%) e Sebastião Melo (49%). Melo venceu com 55% dos votos válidos.

Em Fortaleza, Sarto (PDT) venceu com 52%, ficando com 9 p.p. a menos do que o indicado na pesquisa.

A presidente do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, desculpou-se nessa 2ª feira (30.nov.2020) por imprecisões nas pesquisas eleitorais feitas em Porto Alegre. Levantamentos dos 1º e 2º turnos mostraram resultados discrepantes com os verificados nas urnas.

Segundo ela, é preciso estudar com profundidade a informação recolhida nas pesquisas. “Será que precisamos entender melhor os perfis dos eleitores que se abstiveram? Será que a nossa amostragem foi pequena para representar a cidade como um todo?”, disse Márcia à Folha de S.Paulo.

DATAFOLHA: 100% DOS CASOS FORA DA MARGEM DE ERRO

As 4 pesquisas que o instituto divulgou na véspera da eleição, acabaram com diferenças além da margem de erro. A maior foi em Recife, Pernambuco. Levantamento mostrava o candidato João Campos (PSB), dividindo as intenções de voto com Marília Arraes (PT): 50% para cada um. Acabou eleito com 6 pontos percentuais à frente.

PARANÁ PESQUISAS: DIFERENÇA EM 6 DE 10 PESQUISAS

O resultado do pleito divergiu em 6 de 10 pesquisas do instituto, acima da margem de erro. Em Porto Alegre (RS), Sebastião Melo (MDB) liderava o levantamento com 62% dos votos válidos. Acabou eleito com 55%, 7 pontos percentuais a menos das intenções de voto apresentadas na véspera do 2º turno.

FOI UM ERRO DOS INSTITUTOS?

É incorreto afirmar que “as pesquisas erraram”, pois os estudos foram feitos sempre nos dias anteriores aos pleitos pesquisados. Em algumas disputas, em 1 ou 2 dias o cenário pode mudar.

Uma pesquisa apenas faz a radiografia do momento em que é realizada. Ou seja, o resultado não é uma previsão do desfecho da eleição, mas apenas uma fotografia do momento em que está a disputa.

Neste ano de 2020, com a pandemia e o aumento das taxas de abstenção, sobretudo em grandes centros, ficou ainda mais difícil perscrutar intenção de votos. Além disso, pesquisas realizadas pessoalmente acabaram tendo também um viés adicional neste ano: os entrevistados mais propensos a participar do levantamento tendem a ser apenas os que têm menos temor de contrair o coronavírus —ou seja, o escopo do universo analisado fica mais restrito.

Correção [11.nov.2020 – 11h28]: O infográfico neste post mostrava incorretamente  a diferença de pontos percentuais entre pesquisa e resultado do Ibope em Cariacica e Ribeirão Preto. Também mostrava incorretamente a marcação de São Paulo e São Luís como cidades onde o resultado estava fora da margem de erro das pesquisas.

Poder 360.

Presidente do Ibope pede desculpa por imprecisão em pesquisa em Porto Alegre

A presidente do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, desculpou-se nessa 2ª feira (30.nov.2020) por imprecisões nas pesquisas eleitorais feitas em Porto Alegre. Levantamentos dos 1º e 2º turnos mostraram resultados discrepantes com os verificados nas urnas.

Segundo ela, é preciso estudar com profundidade a informação recolhida nas pesquisas. “Será que precisamos entender melhor os perfis dos eleitores que se abstiveram? Será que a nossa amostragem foi pequena para representar a cidade como um todo?”, disse Márcia à Folha de S.Paulo.

A última pesquisa Ibope antes do 1º turno mostrava Manuela D’Avila (PC do B) com 40% dos votos válidos, contra 25% de Sebastião Melo (MDB). Nas urnas, Melo teve 31% dos votos. Manuela, 29%.

Levantamento do Ibope divulgado em 28 de novembro, véspera do 2º turno, indicava empate dentro da margem de erro entre Manuela (51%) e Melo (49%). Melo venceu com 55% dos votos válidos.

De acordo com a presidente do Ibope, os institutos de pesquisa enfrentaram “3 pontos críticos” nessas eleições. O 1º, a alta taxa de abstenção. Em Porto Alegre, 32,76% dos eleitores não votaram.

O 2º ponto é a pandemia. Márcia disse que alguns eleitores se recusaram a falar com a equipe do Ibope por medo de contaminação. Ela ressaltou que todos os pesquisadores seguiram protocolos de prevenção à doença.

O 3º e último tópico é a defasagem da malha censitária. Ou seja, a composição dos setores com base nos resultados do Censo. A informação do Censo é usada pelo Ibope para definir a amostragem de entrevistados. O problema é que os dados não são atualizados desde 2010.

OUTRAS DISCREPÂNCIAS

Poder360 compilou os 26 levantamentos feitos pelo Ibope no 2º turno, encontrando 15 que divergiram do resultado das eleições além da margem erro das pesquisas. Os estudos foram finalizados, em média, 2 dias antes de cada disputa.

A pesquisa em Caucaia, no Ceará, por exemplo, mostrava vitória de Naumi Amorim (PSD), com 62% dos votos válidos. O vencedor, no entanto, foi Vitor Valim (Pros), com 51%.

O Datafolha também apresentou diferenças entre os resultados da pesquisa e o das urnas.

As 4 pesquisas que a empresa divulgou na véspera da eleição acabaram com diferenças além da margem de erro. A maior foi em Recife, Pernambuco. Levantamento mostrava o candidato João Campos (PSB) dividindo as intenções de voto com Marília Arraes (PT): 50% para cada. Campos acabou eleito com 6 pontos percentuais à frente.

Com relação aos levantamentos do Paraná Pesquisas, houve diferença em 6 de 10 pesquisas.

IBOPE DESISTIU DE BOCA DE URNA

Márcia Cavallari falou também da desistência do Ibope em realizar pesquisa de boca de urna no 2º turno.

Havíamos registrado no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] 4 cidades nas quais poderíamos fazer boca de urna, São Paulo, Rio, Recife e Porto Alegre”, disse.

No caso das duas primeiras, a pesquisa de sábado [28.nov.2020] indicou que não existia sinal de virada, por isso achamos que não valia a pena”, declarou. “Em Recife e Porto Alegre, havia indicação de empate técnico, uma disputa voto a voto. Assim, a boca de urna também não seria necessária”.

Além disso, ela explicou que “não havia encomenda de boca de urna de nenhum veículo de comunicação“. “Nesse caso, o Ibope teria que bancar a pesquisa sozinho”.

 

Correção [11.nov.2020 – 11h36]: O infográfico neste post mostrava incorretamente  a diferença de pontos percentuais entre pesquisa e resultado do Ibope em Cariacica e Ribeirão Preto.

Poder 360.

Invasão hacker interrompe aula de Lewandowski com mensagens nazistas

Uma aula por videoconferência do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski foi interrompida nessa última 2ª feira (30.nov.2020) quando vídeos e mensagens de teor nazista foram postados no chat. Lewandowski é professor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

A USP disse que os autores do ataque utilizaram um perfil falso do diretor da Faculdade de Direito para obter acesso à videoconferência. Vídeos com mensagens nazistas foram inseridos na janela de chat e a caixa de comentários dos participantes gerou mensagens com citações a Adolf Hitler e o símbolo da suástica.

A Faculdade de Direito da USP afirmou que o episódio já está sob investigação.

“Os fatos já foram encaminhados para a autoridade competente e está sob investigação. Reiteramos que os responsáveis serão identificados e submetidos ao devido processo”, disse a instituição, em nota.

Assista ao momento em que foi exibido vídeo do grupo ‘Carreta Furacão’ durante a aula:

JUSTIÇA NO ALVO DE HACKERS

Na última 6ª feira (27.nov.2020), o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) foi alvo de ataque de hackers. Invasores alegaram ter obtido acesso a arquivos em mais de 40 bases de dados, que concentra processos de 13 Estados e do Distrito Federal.

No início do mês, outro ataque teve como alvo o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também foi atacado, durante o 1º turno das eleições municipais. No último sábado (28.nov.2020), o hacker conhecido como “Zambrius” foi preso pela Polícia Judiciária portuguesa em uma ação conjunta com a Polícia Federal do Brasil. Ele é suspeito de ter realizado o ataque ao TSE junto a outras 3 pessoas.

Na nota divulgada na 2ª feira (30.nov.2020) a Faculdade de Direito da USP lamenta que “mais uma vez, uma atividade acadêmica foi invadida por vândalos digitais”.

Eis a íntegra da nota:

“Hoje, mais uma vez, uma atividade acadêmica da FDUSP foi invadida por vândalos digitais que buscam apenas impedir o livre funcionamento de uma Universidade pública e a liberdade acadêmica e de expressão de um docente.

Os invasores se utilizaram de perfil fake do Diretor para emitir sons e vídeos disruptivos e mensagens obscenas e de teor nazista, dirigindo ofensas pessoais ao docente e aos demais participantes da atividade.

Apesar do ataque, o professor Titular Ricardo Lewandovski conseguiu levar a aula da disciplina de pós-graduação “Releitura dos clássicos de teoria geral do Estado” até o final, após desligar os invasores. Os fatos já foram encaminhados para a autoridade competente e está sob investigação. Reiteramos que os responsáveis serão identificados e submetidos ao devido processo. E que a Faculdade não deixará de seguir com suas atividades e seus valores.”

Poder 360.

Democracia em crise: quase 40% de ausentes, brancos e nulos, alerta Livianu

TRE-RJ transporta as urnas eletrônicas para os locais de votação do Rio de Janeiro

Segundo reportagem do G1, em Cacequi (RS), 50,48% dos eleitores que compareceram às urnas no 1º turno, optaram por anular o voto. Em Ibirá (SP), foram 43,36%. Já em Lagoão (RS), 39% dos eleitores votaram em branco. Em Segredo (RS), em vez do segredo, 36,35% fizeram o mesmo.

Segundo o UOLsomando brancos, nulos e ausentes, no 2º turno, chega-se a um total de 38,4%. Em 2016, a soma era de 32,8%. Em 2004, o montante total era bem menor –21,7%. A curva de crescimento pode nos levar, nas próximas eleições, de 2022, a dobrarmos os números de 2004. Ou seja, em apenas 18 anos.

É bem verdade que os números de 2020 incluem a quarentena como fator motivador, além da crise de representatividade política e declínio da fé nos valores democráticos e angústia decorrente da corrupção, cada vez mais perceptível, concomitantemente ao triunfo nada republicano da cultura do compadrio e do clientelismo, em detrimento da supremacia do interesse público.

Por outro lado e na mesma direção, a meu ver, em pesquisa do Datafolha divulgada 3 semanas antes do 1º turno das eleições, verificou-se que os eleitores de São Paulo (44%) aceitavam com naturalidade votar em candidatos investigados por corrupção. No Rio, eram 50%.

No recorte paulistano, no que diz respeito ao grupo dos jovens de 16 a 34 anos, a taxa vai a 56%. Por outro lado, a escolaridade maior leva à propensão menor –no nível superior, 93% das pessoas procurava se informar se os candidatos respondiam a processos. Mesmo assim, 38% admitiam que votariam em investigados.

Além desta distorção, mulheres, que são a maioria da população brasileira, representam apenas 12% do total de prefeitos eleitos no 1º turno, segundo o TSE. Nas capitais, incluindo os 2 turnos, apenas em Palmas (TO), escolheu-se uma mulher. No campo legislativo, 16% das vagas foram preenchidas por mulheres nas Câmaras Municipais, com número recorde de ataques físicos e morais a candidatas, conforme registro do presidente do TSE.

Infelizmente, isso resulta diretamente da forma truculenta como são manejados os recursos dos fundos Eleitoral e Partidário. Continuamos sem transparência em relação aos critérios de destinação destes recursos, que privilegiam algumas figuras de interesse do “dono do partido” –os recursos não são divididos de forma equânime nem transparente, o que se afigura absurdo, tendo em vista tratar-se de dinheiro público.

Candidatos à reeleição são privilegiados assim com os “amigos do rei”, concentrando-se o dinheiro em poucas figuras, e muitas vezes o dinheiro é destinado a pessoas que recebem pouquíssimos votos.

O cenário se origina da total falta de compromisso com programas de integridade, por parte dos partidos e pela opacidade crônica.

Um movimento que poderia trazer uma lufada de ar fresco seria o apoio dos partidos às candidaturas independentes, a exemplo do que ocorre em 90% dos países democráticos ocidentais.

Até porque o Brasil é subscritor do Pacto de San José da Costa Rica e se comprometeu a não exigir filiação partidária para o exercício de direitos políticos.

A soma de todos os fatores anteriores combinados nos permite compreender o porquê de na Paraíba, um ex-prefeito declarou em público, sem constrangimento, poucos meses antes das eleições, que era honesto por ter roubado menos que o atual mandatário. Partiu do pressuposto que roubar é normal e naturalizado e dentro desta escala de valores seria um homem bom.

Mudar o rumo de tudo isto nos diz respeito, em cada atitude, a cada momento.

Poder 360.

O presidente Irani Guedes quer dar o troco

Irani Guedes, juntamente com uma força oculta no legislativo, estão articulando para aprovar, de amanhã para depois, a reforma na lei orgânica do município, que impedirá à reeleição de presidente da câmara de Parnamirim.

O momento é o primeiro embate real das forças políticas, uma liderada por Irani, representando alguns vereadores antigos e a outra pelos vereadores novatos, maioria na próxima gestão, que têm como maior líder o vereador eleito Wolney França.

A aprovação dessa lei visa a criação de um grupo paralelo para um enfrentamento político em 2024, além de mostrar aos novatos que a famosa renovação, apontada pelas urnas em 15 de novembro, não irá significar muita coisa, quando o assunto é eleição da mesa diretora do poder legislativo municipal em Parnamirim.

O presidente Irani Guedes e cia estão articulando dia e noite em busca de dar uma resposta ao prefeito Taveira, a Wolney França e ao grupo dos novatos. O vereador Abidene, que não disputou a última eleição, resolveu reagir, saindo em defesa dos novatos e deverá fazer um pronunciamento hoje, alertando os vereadores antigos, para votar contra essa reforma, pois vai de encontro ao resultado expresso nas urnas nesta eleição.

Abidene pedirá aos antigos, que estão deixando a casa, que deixe essa matéria para os próximos vereadores eleitos, os quais terão mais legitimidade para discutir e votar essa matéria.

A queda de braço entre os novatos e os antigos está apenas iniciando, pois revela um embate que só terminará em 2024. Vale lembrar que Taveira está se recuperando da COVID-19 e não está morto.

 

MDB ganha em cinco capitais neste 2º turno e lidera ranking

O MDB foi o grande vencedor neste segundo turno nas capitais.

O partido venceu com Arthur Henrique (Boa Vista), Emanuel Pinheiro (Cuiabá), Maguito Vilela (Goiânia), Sebastião Melo (Porto Alegre) e Dr. Pessoa (Teresina).

Não à toa, Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, falou em “grande vitória”.

Outros quatro partidos fizeram dois prefeitos cada: o PDT levou Fortaleza (Sarto) e Aracaju (Edvaldo Nogueira); o PSDB garantiu São Paulo (Bruno Covas) e Porto Velho (Hildon Chaves); o PSB levou duas importantes cidades do Nordeste, Maceió (JHC) e Recife (João Campos); já o PP saiu vitorioso com Cícero Lucena, em João Pessoa, e deve garantir Rio Branco, elegendo Tião Bocalom.

Além disso, cinco partidos levaram uma capital cada neste domingo: DEM com Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Podemos com Eduardo Braide (São Luís), Republicanos com Delegado Pazolini (Vitória), PSOL com Edmilson Rodrigues (Belém), Avante com David Almeida (Manaus).

Ranking do segundo turno nas capitais:

MDB — 5 capitais
PDT, PSDB, PSB e PP — 2 capitais
DEM, Avante, Republicanos, PSOL e Podemos — 1 capital

o antagonista.

Médico de Maradona é investigado pela morte do craque argentino

O Ministério Público argentino cumpriu neste domingo (29.nov.2020) mandado de busca nas propriedades do médico de Diego Maradona, Leopoldo Luque, investigado por homicídio culposo no inquérito. Na ação, a polícia apreendeu laptops, registros médicos e celulares.

A investigação foi iniciada depois de a Justiça argentina colher depoimentos das filhas de Maradona –Dalma, Gianinna e Jana–, que afirmaram estar insatisfeitas com o tratamento prestado ao ex-jogador no bairro de Tigre, em Buenos Aires.

O advogado de Maradona, Matias Moria, disse na 5ª que pediria investigação completa das circunstâncias da morte dos astro futebolístico, criticando o que ele afirma ter sido “resposta lenta” do serviço de emergência.

A ambulância demorou mais de meia hora para chegar, o que foi uma idiotice criminosa”, afirmou Matias em nota. Leia a íntegra.

O médico pessoal de Maradona nega qualquer responsabilidade pela morte de seu paciente. “Eu sei o que fiz com o Diego e sei como o fiz. Estou certo de que fiz o melhor que poderia ter sido feito”, disse Luque, de acordo com o site de notícias argentino Infobae.

Maradona morreu de ataque cardiorrespiratório na 4ª feira (25.nov) aos 60 anos. Recuperava-se de cirurgia realizada em 3 de novembro, para tratar 1 coágulo de sangue no cérebro.

Luque, médico de Maradona desde 2016, foi segundo relatos quem acionou os serviços de emergência na casa do jogador por volta do meio-dia na 4ª.

Leia a íntegra da nota emitida neste domingo (29.nov) pelo Ministério Público da Argentina:

Na área do Procurador-Geral de San Isidro, soube-se às 13h20 da morte da pessoa que foi Diego Armando Maradona em vida. Diante da novidade, o Procurador-Geral de San Isidro Dr. John Broyad ordenou inicialmente a criação de 1 grupo de trabalho, composto pelos Agentes Fiscais Drs. Patricio Ferrari, Cosme Iribarren e Laura Capra para que possam realizar as etapas necessárias na coordenação.

A tramitação das diretrizes e procedimentos foi supervisionada em todos os momentos pelo Procurador Geral da República, Dr. Julio Conte Grand.

Em seguida, os promotores interinos compareceram ao local do incidente, localizado no Bairro Privado de San Andrés, localizado no município de Benavidez.

A partir daí, foi ordenada a implementação simultânea de medidas para apurar as circunstâncias da morte, a preservação do local do acontecimento e a contenção de familiares, com a presença de pessoal do Centro de Atendimento à Vítima dependente desta Procuradoria-Geral da República.

 

Neste contexto, às 16h, pessoal das diferentes delegações dependentes da Superintendência de Polícia Científica exerciam as suas funções em domicílio supervisionado pelos procuradores em exercício.

Em seguida, foi ordenada a transferência do corpo para necrotério de San Fernando, marcando-se o início da autópsia para as 18h, dada a comoção pública que o caso acarreta.

Feito isso, foi acertada uma nova distribuição dos trabalhos, sendo que parte do pessoal se dedicou a receber os depoimentos na sede da Promotoria de Benavidez, enquanto outro grupo de promotores e funcionários se dirigiu ao Hospital San Fernando para testemunhar a autópsia.

Dos testemunhos recolhidos na área da sede fiscal, concluiu-se o seguinte:

A última pessoa a vê-lo com vida foi seu sobrinho na terça-feira, 24 de novembro, às 23h.

Na ocasião, estavam na casa seu sobrinho, sua auxiliar, uma funcionária contratada para sua segurança física, uma enfermeira e uma cozinheira.

Mais tarde, às 11h30, chegou o psicólogo e psiquiatra pessoal do falecido, que entrou primeiro na sala. Eles falam, mas Diego Armando Maradona, que parecia estar dormindo, não respondeu.

Para tanto, são convocados o sobrinho e o auxiliar, que tentam acordá-lo e, sem observar, a princípio, a existência de sinais vitais, requerem a presença do enfermeiro e do psiquiatra que realizam manobras de animação cardíaca sem sucesso.

Eles solicitam a presença de ambulâncias de diferentes prestadores e nesse interregno solicitam um médico de plantão, com atendimento de um cirurgião do bairro.

Ele sobe as escadas e continua com as manobras de ressuscitação. Em seguida, chegam as ambulâncias a cargo do médico clínico do provedor de serviços médicos. Continua com as manobras; aplica ampolas de adrenalina e atropina, verificando finalmente a morte do seu paciente.

Parte dos procuradores em exercício vai ao necrotério de San Fernando para controlar e fiscalizar o processo de autópsia do qual, separadamente, serão fornecidos os detalhes.”

Poder 360.