A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), divulgou nesta sexta-feira (15), o segundo balanço da Operação Átria – deflagrada nacionalmente no início do mês, e cuja missão é combater os crimes de violência contra a mulher. Somente no Rio Grande do Norte, 2.576 diligências já foram realizadas, com 70 pessoas presas, cinco armas brancas e uma arma de fogo apreendidas até o momento.
Pelo menos 160 policiais, agentes e servidores da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto Técnico-Científico de Perícia participam das atividades em território potiguar. Ainda durante as ações, 497 mulheres, vítimas de violência física e/ou psicológica, foram atendidas, 12 resgatadas e 137 medidas protetivas de urgência solicitadas.
Também foram realizadas 144 ações educativas, sendo 84 panfletagens e 60 palestras em escolas e unidades de saúde.
A maior já realizada
A Operação Átria foi deflagrada no dia 1º de março e vai até o dia 29. É a maior já realizada no país com a finalidade de promover medidas preventivas e de combate aos crimes de violência de gênero. No Rio Grande do Norte, a Operação Átria é coordenada pela SESED, com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O Departamento de Proteção a Grupos em Situação de Vulnerabilidade (DPGV) da Polícia Civil está como ponto focal da coordenação. O papel é planejar a execução da operação, além de realizar a articulação com as forças de segurança e a rede de proteção, monitorar e acompanhar as ações.
“A ação desse ano tem uma novidade, que é a integração entre as forças. Estamos unidos para um objetivo em comum, combater a violência contra a mulher”, afirmou Helena De Paula, diretora do DPGV.
Posição de destaque
A denominação da Operação Átria é uma alusão ao nome da principal estrela da constelação “Triângulo Austral”, do hemisfério estelar sul. A estrela tem posição de destaque na bandeira do Brasil, e por este detalhe ilustra a ideia de reposicionar mulheres agredidas, retirando-as da condição de vítima e devolvendo-as ao seu lugar.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) se soma às entidades produtivas do Rio Grande do Norte em defesa do cumprimento da decisão judicial sobre a desocupação do terreno invadido pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na Avenida Deodoro da Fonseca, no bairro Petrópolis. A decisão judicial de desocupação do prédio foi proferida pela justiça no dia 5 de fevereiro, com 15 dias de prazo para acontecer de forma voluntária. O período ultrapassou dos 30 dias e até o momento decisão não foi executada.
O terreno na Zona Leste foi tomado por integrantes do MLB/RN, na madrugada do dia 29 de janeiro. Segundo o movimento, a ação é um protesto contra a demora do Governo do Estado em entregar as casas prometidas do programa Pró-Moradia, que, conforme acordo, deveriam ter sido construídas em 2021.
“O descumprimento da decisão judicial é uma desobediência civil, gera insegurança jurídica e repercute negativamente tanto para a sociedade quanto para o ambiente de negócios e investimentos. O Judiciário exerceu seu papel, agora se faz necessário e urgente o cumprimento da lei”, informou a CDL Natal em nota.
Na decisão, para o juíz ficou provado pela Poti Incorporações, proprietária do imóvel, os requisitos legais para a concessão de liminar. A empresa demonstrou a posse através da certidão de registro imobiliário expedida pela 1ª. CRI (3º Ofício) de Natal, que comprova a propriedade e justo título, além da certidão de regularidade fiscal referente ao IPTU do imóvel.
“O Governo do Rio grande do Norte e a Prefeitura de Natal são partes neste litígio e precisam se posicionar. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal reforça que, para a promoção do bem comum social, esta demanda seja resolvida com celeridade”, reforça a CDL.
Em janeiro, em entrevista à Rádio Jovem Pan News, do Sistema Tribuna, a secretária Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe), Shirley Cavalcanti, reforçou que a Prefeitura chegou a propor a concessão de aluguel social aos membros do MLB antes da invasão, ainda no ano passado, mas a proposta foi recusada por lideranças do grupo.
Joana ganhou o apelido de Peixinho pelo desempenho nas piscinas.
Foi no Parapan de Toronto que ela gamhou o título de nadadora mais rápida do mundo. Nesta competição ela voltou para Natal com 5 medalhas de ouro.
É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento da renomada atleta paralímpica Joana Neves, ocorrido durante a madrugada de hoje. Joana era uma inspiração para todos nós, não apenas pelo seu talento esportivo, mas também pela sua determinação, coragem e espírito resiliente.
Joana deixou um legado marcante no mundo do esporte paralímpico, conquistando inúmeras medalhas e admiradores ao redor do mundo. Sua dedicação e paixão pelo esporte serviram de exemplo para muitos, e seu impacto será lembrado e celebrado por gerações.
Neste momento de luto e dor, expressamos nossas mais sinceras condolências à família, amigos e colegas de equipe de Joana Neves. Que encontrem conforto e forças para superar essa perda irreparável.
Informaremos em breve o local e horário em que o corpo de Joana será velado, para que todos os que desejarem prestar suas últimas homenagens possam fazê-lo.
Que a memória de Joana Neves permaneça viva em nossos corações, inspirando-nos a perseguir nossos sonhos com a mesma determinação e paixão que ela demonstrou ao longo de sua vida.
Descanse em paz, querida Joana. Seu espírito valente e sua luz continuarão a brilhar em nossas lembranças para sempre.
No último sábado (16), as equipes de Vigilância Ambiental em Saúde, realizaram o LIRA (Levantamento de índice Rápido), que é um dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde e serve para medir a infestação predial dos bairros e consequentemente do município.
Foram feitas inspeções em diversas localidades. Essa coleta serve de informação. É como um dos norteadores entomológicos que são realizados para fazer o cruzamento com os dados epidemiológicos atuais, para definir quais áreas ou microrregiões que estão com maior risco para a população.
As vistorias foram realizadas por 35 agentes, que fizeram a pesquisa larvaria e tratamento de eliminação de larvas. “Estamos em alerta epidêmico em todo o estado por causa das chuvas. Na décima semana epidemiológica tivemos 112 casos notificados para Dengue e 10 confirmados. Portanto, precisamos do auxílio da população nos cuidados e no combate”, disse Diego Dione Silva Coordenador de Vigilância Ambiental.
Assessoria de Comunicação de Parnamirim – ASCOM (Marciano Costa) Foto: Vigilância Ambiental em Saúde
Um estudo realizado em Natal apontou que a capital do Rio Grande do Norte ficou 1,5º C ao longo de 30 anos. Um dos principais fatores, de acordo com a pesquisa, foi a diminuição da área verde na cidade. A cobertura vegetal foi reduzida em cerca de 50% no período.
De acordo com o doutor em climatologia e professor geógrafo do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Malco Jeiel de Oliveira, a pesquisa levantou dados de 1984 a 2013 e segue em revisão.
“Houve um acréscimo de 0,9º chegando até 2º, fazendo a média de 1,5º. Com o crescimento da cidade, com a horizontalidade, o crescimento da área urbana, e o crescimento vertical, isso trouxe a sua consequência que é justamente o crescimento da temperatura”, afirmou o professor.
De acordo com ele, o aquecimento da cidade não é um fenômeno exclusivo de Natal, mas de todas as grandes e médias urbes em crescimento, por fatores como a impermeabilização do solo e mais construções.
“Em climas temperados, nas cidades frias, não é tão catastrófico. Agora, em uma cidade tropical, próxima à linha do Equador, com insolação intensa, com o crescimento, a impermeabilização, a verticalização e a diminuição da área verde, a população vai sentir muito mais desconforto. Essa é uma questão muito séria”, ponderou.
Embora a cidade tenha muitas árvores, o professor aponta que elas estão concentradas em zonas de proteção, como é o caso do Parque das Dunas e o Parque da Cidade, entre outras. Por outro lado, Natal conta com ilhas de calor – grandes trechos sem cobertura vegetal.
De acordo com o professor, uma única árvore consegue reduzir em até 3º graus a área sombreada por ela, na comparação com outro trecho asfaltado, mas sem a cobertura de qualquer planta.
“Essas ilhas possuem temperaturas maiores que as outras áreas e menos densidade de vegetação. Praticamente não há em Natal ruas totalmente sombreadas, e inclusive praças públicas. Essa falta de arborização contribui para formação das ilhas de calor”, pondera.
A Comissão de Desporto e Qualidade de Vida da Câmara Municipal de Natal vai realizar visitas de vistoria a quadras esportivas da cidade que receberam recursos de emendas para serem revitalizadas e as obras não aconteceram.
“Vamos visitar quatro quadras de esportes da cidade para as quais foram destinados emendas impositivas federais. Há prazo para começar e terminar que não foram cumpridos, sendo que os orçamentos já foram abertos. Vamos cobrar também à Secretaria de Esporte e Lazer”, declarou o presidente da Comissão, vereador Preto Aquino (PODEMOS).
Segundo ele, as visitas devem ocorrer na próxima segunda-feira (25) no Bairro Nordeste, Conjunto Cidade Satélite e Conjunto Alvorada I em equipamentos que deveriam ter sido reformados e recebido cobertura. Já no Conjunto Alvorada IV, as obras estariam paralisadas.
Durante a reunião desta segunda-feira (18), a Comissão realizou um minuto de silêncio em memória à paratleta potiguar Joana Neves, que faleceu na noite deste domingo (17) na capital paulista, após uma parada cardiorrespiratória. “Joana foi uma nadadora excepcional e deixou seu legado como campeã. Uma grande potiguar de 37 anos que nos deixa e essa comissão de Desporto não poderia deixar de relembrá-la como exemplo que foi e homenageá-la nesse momento de luto”, destacou o vereador Luciano Nascimento (PSD).
O vereador Milklei Leite (PV) também participou da reunião.
América e ABC empataram sem gols na tarde deste domingo (17), na Arena das Dunas, pela 2ª rodada do 2º turno do Campeonato Potiguar. Campeão do 1º turno e já com vaga garantida na final, o América teve seu segundo empate no returno. O ABC que ainda busca vaga na final do campeonato também empatou seu segundo jogo no 2º turno.
Na próxima rodada, o América encara o Força e Luz, no sábado (30), às 16h, no estádio Barrettão e o ABC joga no mesmo estádio no domingo (31), às 15h, contra o Santa Cruz (RN).
O melão voltou a liderar a pauta das exportações, com embarque de 137,3 mil toneladas, alta de 8,5% ante a safra 2022/2023 – Foto: Aldair Dantas
Mesmo com a safra ainda em andamento, a fruticultura do Rio Grande do Norte já apresenta crescimento de 11,7% em valores exportados. Isso porque os principais produtos que compõem o setor (melão, melancia, mamão e manga) somam juntos, de agosto de 2023 até fevereiro último, US$ 166,2 milhões em saídas, ante US$ 148,7 milhões no mesmo período da safra anterior. O melão, que voltou a liderar a pauta das exportações no mês passado, registra US$ 102,5 milhões em vendas, o equivalente a 61,6% do montante que inclui a saída dos quatro produtos nesta temporada. Os dados são do Centro Internacional de Negócios da Fiern (CIN/Fiern) e do Sebrae.
No comparativo entre as duas safras, o melão registrou alta de 11,8% em valores vendidos, uma vez que as saídas da fruta entre agosto de 2022 e fevereiro de 2023 resultaram no montante de US$ 91,6 milhões. De acordo com o CIN/Fiern, em termos de volume, o embarque da fruta para fora do País passou de 102,4 mil toneladas na safra 2022/2023 para 137,3 mil toneladas, alta de 8,5%. Além do melão, a melancia, o mamão e a manga, nesta ordem, contribuíram de forma importante para a elevação do setor e também apresentaram crescimento.
Luiz Henrique Guedes, responsável técnico do CIN/Fiern, afirma que o cenário aponta para uma capacidade de diversificação da fruticultura no Estado. “O melão é nosso carro-chefe, mas o crescimento dos outros produtos demonstram a diversidade do setor”, afirma. A melancia, conforme levantamento feito pelo Centro Internacional de Negócios da Fiern, cresceu 4,9% em termos de valores exportados e 3,5% em volume. É o segundo item mais importante da cadeia de vendas para o exterior no âmbito da fruticultura.
A melancia passou de US$ 45,4 milhões em vendas na safra anterior para US$ 47,7 milhões na atual. Do mesmo modo, o volume do produto saiu de 73,6 mil toneladas para 76,2 mil, no comparativo entre os dois períodos. Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), disse que os resultados já eram esperados, de certo modo.
“Apesar da queda do dólar, o consumo de frutas vem em uma constante crescente desde que se iniciou o período pós-pandemia. A economia europeia começa a dar sinais de recuperação e, com isso, a busca por alimentos saudáveis, que costuma incluir as frutas na dieta aumenta. Ao mesmo tempo, a produção de melão e melancia daquele continente tem caído, por conta de problemas de falta d’água e também em função da mão de obra cada vez mais cara”, detalha Barcelos.
“Diante desses fatores, a Europa tem dado preferência aos nossos produtos. E, felizmente, temos plena condição de suprir essa demanda”, completa. Para Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (Coex), os números indicam que o setor conseguiu manter a recuperação iniciada após a crise provocada pelo coronavírus. “Estamos nos aproximando do cenário pré-pandemia. Isso é relevante, especialmente se a gente considerar fevereiro, um mês que choveu bastante [na região produtora]”, declara.
Manga tem maior crescimento percentual na safra
Apesar de contribuir com o menor valor exportado dentre os quatro principais produtos da fruticultura do RN, a manga foi o item que obteve maior crescimento percentual (54,03%), quando comparadas a safra atual à anterior. Os dados são do Boletim Balança Comercial do RN, do Sebrae, com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. Assim, as vendas do produto saíram de US$ 4,6 milhões (safra 2022/2023) para US$ 7,1 milhões nesta safra.
Já o mamão, terceiro na lista de maior participação em vendas na fruticultura do Estado, chegou a um volume de US$ 8,8 milhões na safra atual, ante US$ 6,9 milhões da anterior, aumento de 26,86%. Fábio Queiroga, do Coex, avalia, a exemplo de Luiz Henrique Guedes, do CIN/Fiern, que o cenário ressalta o potencial do Rio Grande do Norte em diversificar o setor. “Além dessas culturas, temos a banana, a produção de limão, que está chegando, e isso mostra que a vocação do Estado não é limitada ao melão”, afirma.
“Mesmo na entressafra, com a produção bem menor e tendo como principal mercado o Estado de São Paulo, a gente percebe que os europeus têm requisitado cada vez mais, também neste período, nossas frutas”, sublinha Fábio Queiroga, do Coex. Luiz Henrique Guedes, da Fiern, avalia que o bom desempenho tem a ver também com os problemas enfrentados pelas exportações brasileiras na última safra. “Ainda havia resquícios da inflação da pandemia, além da Guerra da Ucrânia, segundo o que eu costumava ouvir do setor”, diz.
“Mas a expectativa para esta safra já era muito boa”, completa Guedes. Luiz Roberto Barcelos, que está à frente da Abrafrutas, analisa que os bons números devem se manter para a próxima temporada. “Temos um cenário positivo de consumo, de competitividade, sem falar no apoio que o setor tem recebido do Governo. A gente espera a duplicação da BR-304 para poder liberar ainda mais o escoamento de mercadorias do agro por Natal e o setor está otimista, esperando crescer algo entre 5% e 10% neste ano”, afirma Barcelos.
Mais de 70% do melão e melancia saem por Fortaleza
Luiz Roberto Barcelos: bons números devem se manter – FOTO: ALEX RÉGIS/ TRIBUNA DO NORTE
O levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Fiern indica que 98,9% dos valores correspondentes às saídas de melão e melancia produzidos no Rio Grande do Norte em 2023 (cujo valor somado de janeiro a dezembro, juntando os dois produtos, ficou em US$ 170,5 milhões) para o exterior, utilizam o transporte marítimo como modal de exportação. Deste total, 70,8% (US$ 120,7 milhões) foram escoados pelo Porto de Mucuripe, em Fortaleza (CE).
Coube ao terminal marítimo de Natal a saída de apenas 28,2%, o equivalente a US$ 48,03 milhões. O diretor institucional da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos, cita que as limitações do equipamento impedem um maior fluxo de exportação pela capital potiguar. “A única empresa que está usando o Porto de Natal é a Agrícola Famosa, que contratou navios próprios para transportar as frutas. Isso porque o terminal não tem estrutura suficiente, em termos de calado e retroárea para depósito de contêineres vazios, o que acaba gerando uma limitação para uso”, explica.
A manga também é outro produto com forte saída pelo mar (99,5% das exportações de 2023). Já o mamão potiguar deixa o País, em sua maioria, pelo céu – 99,4% da fruta é escoada por via aérea. Para além da fruticultura, outros produtos, como os óleos combustíveis, se destacam entre os itens potiguares vendidos ao exterior. No primeiro bimestre deste ano, segundo o levantamento do CIN, as exportações gerais do Estado cresceram 23,3% em relação ao mesmo período de 2023.
Com isso, as vendas externas potiguares somam 137 milhões de dólares em 2024. Deduzidos os valores de óleos combustíveis — equivalentes a US$ 50 milhões, que representaram 36% do total exportado pelo Estado —, houve uma pequena queda de 0,6% na soma dos demais produtos da pauta do RN, que foram de US$ 86,9 milhões.
A suspensão da captura de algumas espécies de atum em dezembro ainda impacta as exportações de peixes, que apresentam redução de 62,6% em 2024. Melancias (-23%), tecidos de algodão (-21,4%) e sal (-16%) também apresentaram quedas importantes.
“A presença do açúcar na pauta, com US$ 16,6 milhões, ao contrário do 1º bimestre de 2023, contribuiu para manter o total em patamar apenas levemente menor que no ano passado”, descreve o responsável técnico do CIN /Fiern, Luiz Henrique Moreira Guedes.
*Dados referentes aos meses de agosto e fevereiro de cada safra Fonte: CIN/Fiern e Sebrae-RN
Manga (54,03%) e mamão (26,86%) tiveram o maior crescimento percentual entre os produtos da fruticultura;
98,9% dos valores correspondentes às saídas de melão e melancia produzidos no Rio Grande do Norte em 2023 saem por via marítima, dos quais 70,8% foram escoados pelo Porto de Fortaleza e 28,2% pelo Porto de Natal
O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou na última sexta-feira (15) que dez marcas de azeite extravirgem sejam retiradas de circulação. São elas: Terra de Óbidos, Serra Morena, De Alcântara, Vincenzo, Az Azeite, Almazara, Escarpas das Oliveiras, Don Alejandro, Mezzano e Uberaba.
Segundo o ministério, a medida cautelar é desdobramento da operação Getsêmani, deflagrada ao longo deste mês. A ação identificou esquema ilícito de importação, adulteração e distribuição de azeite de oliva.
No dia 7, também no âmbito da operação, uma fábrica de azeite falsificado foi fechada pela polícia em Saquarema (RJ). No dia seguinte, foi apreendido um caminhão responsáveis por transportava os materiais irregulares.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Hoje, no Brasil, muito se reclama de uma invasão recíproca de atribuições entre os poderes do Estado. Ora num sentido, ora noutro, fala-se em “presidencialismo de coalizão”, em “parlamentarismo branco” e até numa “ditadura do Judiciário”. Há muito exagero nisso.
Formulada hodiernamente por Montesquieu (1689-1755), a teoria da separação dos poderes, apesar de fundamental para o poder político atuar, não merece, como disse o nosso Manoel Gonçalves Ferreira Filho (1934-), a reverência quase religiosa que por vezes recebe. É uma receita de liberdade, cujos contornos dependem das circunstâncias políticas dadas. E a concepção contemporânea da teoria da separação não é tão rígida a ponto de impedir totalmente o exercício, por um dos poderes do Estado, de função, em regra, atribuída a outro Poder.
De fato, nos dias de hoje, temos presenciado o desenvolver de uma nova concepção do princípio da separação dos poderes. É um novo constitucionalismo, que abandona a ideia da rígida séparation des pouvoirs e consagra a ideia de uma sharing of powers, abrindo caminho para a superação do rígido esquema, que tenderia tão somente a reservar ao Poder Legislativo o trato abstrato e genérico dos direitos por meio da legislação, ao Poder Executivo a completa gerência das políticas de Estado e a confinar o Poder Judiciário ao âmbito da resolução dos negócios/conflitos concretos e individuais.
No constitucionalismo brasileiro, os exemplos de exercício, por um dos poderes do Estado, de função típica de outro, são bastante conhecidos. Vou me ater aqui, por ser “minha praia” (leia-se “conhecer um pouco melhor”), ao exercício, pelo Poder Judiciário, de funções “típicas” dos outros poderes.
Começo pelo próprio controle de constitucionalidade concentrado e em tese de leis e atos normativos, como exemplo até extremo, mas ao qual ninguém se opõe, que representa, muitas vezes, uma atividade legislativa negativa, para usar a expressão de Hans Kelsen (1881-1973).
Sigo adiante com uma questão mais controversa: essa nova ideia de separação de poderes implica o desenvolvimento de uma nova concepção do papel do Poder Judiciário nas políticas de Estado. Até porque, no Judiciário brasileiro de hoje, vê-se um visível incremento das demandas de ordem “coletiva” (ações diretas em controle de constitucionalidade concentrado de diversos tipos, ações civis públicas, ações populares etc.). Embora essa mudança de paradigma não pressuponha o abandono da tutela individual ou das técnicas a ela ligadas, ela significa que o juiz contemporâneo não trata exclusivamente de casos individuais, mas também de casos que têm um impacto de massa, envolvendo uma parcela significativa de qualquer sociedade.
E aqui anoto uma lição que aprendi com Jean Dabin (1889-1971): os juízes e tribunais constituem Poder e são claramente depositários de uma parte da autoridade pública, sendo pelo Estado designados para, em seu nome, administrar a justiça. A lei que juízes e tribunais aplicam é basicamente a lei do Estado, quer a encontrem formulada em normas, quer tenham que elaborá-la eles mesmos. Seria equivocado considerar como não político o Poder Judiciário quando ele, na ausência de uma regra legal, tem a permissão – e o dever – de suplementar o Poder Legislativo, que é eminentemente político. É equivocado defender a completa separação do Poder Judiciário dos outros poderes do Estado, sob o argumento de que os Poderes Legislativo e Executivo representariam um poder político, enquanto que o poder dos juízes e tribunais seria de natureza estritamente legal, assim como é um erro opor a lei – a lei do Estado – à política de Estado.
O problema, a meu ver, surge quando se confunde a política do Estado e da sociedade com ideologias, sejam elas quais forem, ou mesmo com a política partidária. Isso não é compartilhamento de poderes; é divisão do Estado e da sociedade.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London KCLMembro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Rosano Taveira, prefeito de Parnamirim – Foto: Blog do GM
Rosano Taveira, prefeito de Parnamirim, participou do programa “A Voz da Liberdade”, apresentado pelos jornalistas Gilson Moura e Rannier Lira, nesse sábado (16), na Liberdade FM. Ele iniciou a entrevista falando sobre sua gestão, citando dados e enfatizando as obras que, como ele mesmo confirmou, “estão chegando nos bairros e a população está dando retorno, se mostrando satisfeita”. Como exemplo citou a construção do caminhódromo e do mirante da Toca da Raposa.
Taveira comentou sobre um projeto idealizado desde 2001, o “Tarifa Zero” que vai oferecer à população de Parnamirim, transporte gratuito durante o descolamento entre os bairros do município, e deixou até um recado para os oportunistas de plantão. “Algumas pessoa quiseram pegar carona nesse meu projeto. E podem pegar carona mesmo! É Tarifa Zero! Podem passear à vontade!”, disse. Ele também falou em relação à reurbanização do centro da cidade, que será a última licitação do seu mandato.
Ao ser questionado sobre quem será o indicado para ser seu candidato, Taveira revelou em primeira mão, que vai fazer o anúncio oficial do seu escolhido para concorrer à sua sucessão nas eleições municipais deste ano, na próxima sexta-feira (22), às 19h em local que ainda será definido. Para encerrar a conversa, Taveira escolheu a música “Volta por Cima”, do compositor Paulo Vanzolini, gravador por Noite Ilustrada, e ofereceu à população de Parnamirim.
Mega-Sena pode pagar R$ 58 milhões neste sábado | Foto: Arquivo TN
A Caixa Econômica Federal sorteia, neste sábado (16), às 20h, no Espaço da Sorte em São Paulo, os seis números do Concurso 2.701 da Mega-Sena. A estimativa do prêmio bruto é de R$ 58 milhões.
As apostas, do número 01 ao 60, devem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas credenciadas pelo banco, no site Loterias Caixa ou por meio de aplicativo (versão Android ou IOS). A aposta mínima (jogo simples), com seis números, custa R$ 5, e a máxima, com 20 dezenas, R$ 193,8 mil.
Para a aposta mínima, a probabilidade de acerto dos seis números é de uma em mais de 50 milhões. Para a aposta máxima, a chance de acerto é de uma em 1.292.
O prêmio bruto pago às apostas vencedoras (sena, quina e quadra) corresponde a 43,35% do total arrecadado. A outra parte é redistribuída para financiamento de políticas públicas, fundos e entidades, conforme previsto em lei.
As maiores proporções dessa arrecadação são destinadas às despesas de custeio e manutenção (19,13%); seguridade social (17,32%); Fundo Nacional de Segurança Pública (9,26%) e Fundo Nacional de Cultura (2,92%).
Do valor destinado às premiações, 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena); 19% entre os acertadores de 5 números (quina) e 19% entre os acertadores de 4 números (quadra), informa o portal eletrônico da Caixa Econômica Federal.
Além do pagamento dos prêmios, 22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5; e 5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5, a Mega da Virada.
O prêmio da Mega-Sena está acumulado desde o Concurso 2.697. O concurso anterior, realizado em 5 de fevereiro, saiu para um bolão de 24 cotas em Goiânia, cabendo a cada uma delas cerca de R$ 8,6 milhões.
Neném Borges tinha 43 anos e foi morto a tiros dentro de casa – Foto: Reprodução
O suspeito de assassinar o prefeito de São José do Campestre, Joseilson Borges da Costa, conhecido como Neném Borges, foi transferido de São Paulo para o Rio Grande do Norte, na última sexta-feira (15). O crime aconteceu no dia 18 de abril de 2023, no município de São José do Campestre.
De acordo com a Polícia Civil, Vando Fernandes Gomes, “o Vandinho”, é chefe local de uma facção criminosa interestadual e teria decidido matar o prefeito por causa do apoio institucional de Neném Borges às ações policiais no município de São José do Campestre/RN.
Em janeiro deste ano, o suspeito, que era procurado pelo homicídio, foi preso pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, no município de Guarulhos/SP.
Na ocasião, o mandado de prisão cumprido foi fruto de investigações da 6ª Delegacia Regional de Nova Cruz/RN (6ª DR), que elucidou e divulgou a autoria do crime no dia 26 de dezembro de 2023.
Reconhecido como um equipamento eficiente em caso de buscas, o drone termal usado pela Polícia Federal (PF) na caça aos detentos de Mossoró tem capacidade de ampliar o zoom em até 16 vezes. Se acionado apenas o zoom visual, sem o sensor térmico, o potencial de ampliação chega a até 32 vezes. Contudo, os aparelhos aéreos pilotados por controle remoto ainda não identificaram movimentos dos dois fugitivos.
Policiais que atuam nas operações acreditam que os criminosos se prepararam para dificultar esse tipo rastreio. No perímetro das buscas prevalece a caatinga, composta por árvores não tão frondosas como as de outros biomas. Ainda assim, nas áreas mais densas, esse tipo de vegetação é capaz de bloquear a tecnologia de captação térmica produzida pelos drones da PF.
A grande quantidade de cavernas, cerca de 400 na região, é outro obstáculo ao uso dos equipamentos. Investigadores da PF acreditam que, muito provavelmente, os drones já sobrevoaram a região em que Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça estão escondidos. Sem, contudo, detectar as presenças.
Na corporação, é dado como certo que os fugitivos ainda estão na região. As buscas se concentram nas cidades de Mossoró e de Baraúna, que fica na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas, de até 100 milímetros por dia, para 106 cidades do Rio Grande do Norte. O alerta vale até 10h da segunda-feira (18).
O alerta é da cor laranja (perigo), o segundo nível no grau de severidade do órgão.
Grau de severidade
🟡 Perigo Potencial – Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e não corra risco desnecessário;
🟠 Perigo – Mantenha-se muito vigilante e informe-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades;
🔴 Grande perigo – Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional. Grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e os possíveis riscos. Siga as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias e prepare-se para medidas de emergência.
No alerta laranja, as chuvas variam entre 30 e 60 mm/h e podem chegar a aé 100 mm por dia, com ventos intensos entre 60 km/h e 100 km/h. Nesse tipo de alerta, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Recomendações
Em caso de chuva intensa e rajadas de vento, é recomendado:
não se abrigar debaixo de árvores;
não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
evitar usar aparelhos ligados à tomada e, se possível, desligar os aparelhos e o quadro de energia
em caso de necessidade, acionar Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).