Vítima de acidente com girocóptero, instrutor transmitia treinamento ao vivo no TikTok

O piloto e instrutor de voo Flavius Neves morreu na tarde desta segunda-feira (21) após a queda de um girocóptero na Praia de Areias Alvas, localizada entre os municípios de Tibau e Grossos, no litoral da Costa Branca, no Rio Grande do Norte. No momento do acidente, Flavius transmitia o voo ao vivo por meio de uma live em seu perfil no TikTok.

Internautas que acompanhavam a transmissão relataram que, instantes antes da queda, Flavius repetiu várias vezes a palavra “não”, podendo indicar uma tentativa de alertar sobre um erro cometido pelo aluno ou uma falha nos equipamentos da aeronave. Ainda não há informações oficiais sobre o que causou a queda.

Uma mulher que testemunhou o acidente afirmou que o motor do girocóptero teria parado no ar antes da queda repentina. As vítimas ficaram presas às ferragens, e o aluno, identificado como Geraldo da Silva, de 42 anos, também não sobreviveu ao acidente.

A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira (FAB) investigam o caso. 

Conhecido por realizar voos panorâmicos compartilhados em suas redes sociais, o instrutor Flavius Neves também divulgava dicas sobre expressões técnicas e o funcionamento da aeronave. Ele frequentemente destacava a segurança do girocóptero e costumava ensinar aos alunos a técnica de pousar com o motor desligado.

Natural de Balneário Camboriú, Flavius era sócio do Costa Esmeralda, um empreendimento aeronáutico lançado em 2008 com condomínios em Porto Belo e Lagoa do Bonfim (RN).

Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens: “Morreu fazendo o que mais gostava”, afirmou um amigo do instrutor.

Em nota, a Prefeitura de Grossos lamentou o acidente e informou que a Secretaria Municipal de Saúde prontamente enviou uma ambulância com equipe médica completa para prestar socorro imediato às vítimas. Os corpos das vítimas passam por exames no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), em Mossoró. 

Tribuna do Norte

Rivelino Câmara insiste em manter influência e confronta liderança do prefeito Ednardo Moura

O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara, tem provocado um ambiente de tensão na atual gestão do prefeito Dr. Ednardo Moura. Hoje ocupando o cargo de secretário de Finanças, Rivelino é apontado como um dos principais responsáveis pelas insatisfações dentro do grupo político da situação.

Com um estilo marcado pela dissimulação e pela ambição de manter o controle, mesmo sem ocupar a chefia do Executivo, o ex-prefeito Rivelino age nos bastidores para preservar sua influência sobre a administração municipal. Apesar das aparências de cordialidade com o prefeito Ednardo, as rivalidades e intrigas herdadas de seu mandato anterior têm se tornado obstáculos significativos para sua permanência no cargo.

Enquanto desfruta de um elevado salário como secretário, sua presença na gestão continua sendo alvo de críticas, tanto por sua postura política quanto pelas divisões internas que alimenta. Resta saber até quando o ex-prefeito conseguirá sustentar sua posição, confrontando a liderança legítima do atual gestor.

AVC e colapso cardiocirculatório causaram morte do papa Francisco, informa boletim do Vaticano

Um acidente vascular cerebral (AVC) e colapso cardiocirculatório foram a causa da morte do Papa Francisco, ocorrida nesta madrugada, segundo divulgou o Vaticano na tarde de segunda-feira 21. Ele tinha 88 anos. A causa já havia sido noticiada em jornais da Itália e foi confirmada em um comunicado oficial da Santa Sé.

O pontífice argentino morreu menos de um mês após deixar o hospital, onde ficou internado para tratar de uma pneumonia bilateral. Um dia antes da morte, ele apareceu em público no Vaticano em uma missa de Páscoa, quando fez a última saudação aos fiéis.

Estadão Conteudo.

Adeus, Papa Francisco


Padre João Medeiros Filho

Segundo vaticanólogos, Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa contrariando previsões de dignitários eclesiásticos. Isso mostra, apesar das fragilidades humanas, o sopro divino dentro da Igreja Católica. Francisco era uma figura carismática, cuja missão consistia em reconquistar a credibilidade eclesial junto à sociedade hodierna, em parte materializada e alheia ao Evangelho. Não há dúvidas de que seus gestos e palavras contribuíram para tanto. Pastor misericordioso, despojado, voltado para os problemas e causas importantes, urgentes e justas. Usava paramentos, relógio e sapatos simples, sem a marca de notáveis fabricantes, tendo apenas aquela do seu despojamento. Sofreu inúmeros ataques por parte de seus opositores, inclusive autoridades do clero. A falta de escrúpulo e o desespero de alguns manifestavam-se acintosamente. Uma corrente insistia em denegri-lo e desestabilizá-lo.

A eleição de Francisco tornou a Igreja mais exposta, como entidade milenar, enclausurada em suas estruturas e tradições. Reiterou a importância de uma Igreja livre e ágil para cumprir sua missão. Isto incomoda, pois tal liberdade pressupõe riscos no caminho que leva aos sofridos. O Abbé Pierre, apóstolo dos excluídos franceses, referindo-se aos a seus oponentes, dizia: “Eles têm as mãos limpas, pois não costumam tirá-las das luvas ou dos bolsos.” Para quem se apega à segurança institucional, uma Igreja mais despojada é uma proposta arriscada, sobretudo no mundo de hoje, fluido e fragmentado. As reações contrárias a Francisco revelaram o medo de que a instituição se perca. A oposição ao papa argentino tecia críticas a uma concepção de Igreja que assusta, pois relativiza o poder. Dir-se-ia, mais exatamente, a ilusão do poder, posto que se presencia o desempoderamento clerical. Este não ocupará mais no mundo secularizado o mesmo espaço de outrora.

Os adversários de Francisco não queriam discutir ideias teológicas sobre aquilo que a Igreja poderia ser ou não. Demonstravam abertamente sua rejeição à mudança estrutural externa pela qual ela eventualmente poderia passar. Temiam pelo desaparecimento de seus privilégios, pelo fim de seu prestígio e que sua riqueza fosse somente o amor ao próximo (desmistificando a pompa, “a pastoral do pano”, a ostentação e a glória) e suas mordomias se transformassem em pão na mesa dos famintos. Mostravam um receio de que a Igreja olhasse para todos de igual forma, enchendo-se de pecadores, pois não estavam preparados para isso.  “Ide, pois, aprender o que significa: misericórdia eu quero, e não sacrifícios”, afirmava Jesus (Mt 9, 13). O Papa Francisco manifestou-se líder inaudito e insólito. Este surpreendia, ao buscar a transformação das estruturas eclesiásticas e do mundo. Muito se escreveu a respeito de suas atitudes. São icônicas, despertando para uma Igreja em transformação, apesar de lenta. Por isso, o papa latino-americano foi amiúde vítima de invectivas implacáveis, desrespeitosas e injustas, advindas, mormente, dos irmãos eclesiásticos.

Os opositores de Bergoglio não se quedavam tranquilos. É compreensível, ainda que inaceitável. Os paladinos do “status quo” defendem a “segurança” e, nesse sentido, toda perspectiva de mudança soa como ameaça. Foi também assim com Jesus. A nova proposta da imagem de Deus trazida pelo Mestre punha em questão elementos da religião de seu povo. Nesse sentido, explicam-se as palavras de Caifás: “É melhor um só morrer do que perecer todo o povo” (Jo 11, 50). A morte de Cristo significou para as autoridades da época “a defesa da religião”. O mesmo se pode dizer da oposição orquestrada a Francisco. Tal reação, tanto a dos seus adversários, como aquela dos êmulos de Jesus, revela falta de percepção e apego à instituição temporal. Cristo veio anunciar a Boa-Nova, de Paz, Justiça e Salvação. Sobre isto o Santo Padre chamou a atenção. E com humildade procurou abrir as portas da Igreja para que os cristãos respirassem o ar puro do perdão e da graça divina. É certo que uma Igreja dirigida por seres humanos seja passível de cometer pecados e erros, mas deverá reconhecê-los e corrigi-los para continuar a ser o sacramento de Cristo. Alguns clérigos esquecem ainda hoje as palavras do Mestre: “Entre vós, não seja assim, quem quiser ser o maior, seja aquele que vos serve” (Mt 20, 25). Cristo terá dito à chegada de Francisco no Céu: “Vem bendito de meu Pai. Recebe em herança o Reino que Ele te preparou” (Mt 25, 34).

Sua Santidade, o Papa Francisco, faleceu, na manhã desta segunda-feira (21), no Vaticano.

Assim, comunicou o Cardeal Farrell:

“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o bispo de Roma, Francisco, voltou para a casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo de verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, encomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.”

Falsas simetrias

Marcelo Alves Dias de Souza

Uma das coisas que mais escutamos hoje, para fins de crítica ao Poder Judiciário, são alegações que não passam de falsas simetrias: “absurdo! Decidiram assim neste caso e assado naquele; absolveram Fulano e condenaram Sicrano; concederam a liberdade [ou a tal prisão domiciliar, hoje muito em moda] a este, mas não concederam àquele”.

Bom, está certo Ronald Dworkin (1931-2013) na assertiva de que a “igualdade perante a lei” é quem nos oferece a explicação irrefutável e definitiva da necessidade de decisões semelhantes para casos semelhantes. A igualdade não pode ficar apenas no plano normativo. Tem seu lugar, talvez de maior destaque, na solução dos casos concretos na vida em sociedade. O jurisdicionado não compreende/aceita duas decisões antagônicas resolvendo o mesmo princípio, a mesma regra e, sobretudo, os “mesmos fatos”. Em resumo, nada mais justo que casos “iguais”/semelhantes sejam resolvidos de modo semelhante; ao revés, nada mais injusto que esses casos semelhantes sejam decididos, arbitrariamente, de modos diversos.

Todavia, é pressuposto, para que os julgamentos de dois casos estejam condicionados (por uma questão de igualdade perante a lei), que haja realmente uma identidade entre os fatos dos dois casos.

E que identidade é essa? Deve ser absoluta? Óbvio que não, sob pena de invalidarmos a própria possibilidade de aplicação do princípio da igualdade. Afinal, já dizia Heráclito de Éfeso (500-450a.C.), “nós não podemos nunca entrar no mesmo rio, pois, como as águas, nós mesmos já somos outros”. Para ser mais claro: dois casos nunca são inteiramente iguais.

Mas, se a identidade absoluta é impossível, precisamos encontrar uma regra segura para, evitando as falsas simetrias, exigirmos a igualdade de tratamento para dois casos de alguma forma semelhantes. Há critérios para isso. Na verdade, como já ensinava Karl N. Llewellyn (no clássico, que faço questão de citar aqui, “The Branble Busch: some Lectures on Law and its Study”, Columbia University School of Law, 1930), há que se atribuir um nível correto ou apropriado de generalidade aos fatos constantes dos dois casos. Eles devem ser considerados, baseado em critérios de generalidade apropriados, como representativos de uma categoria abstrata de fatos. Ao fato é atribuída significância não por si só, mas como membro de uma categoria. Ademais, o critério para o correto grau de extensão dado à generalização deve ter por parâmetro e limite a constatação de não haver razão jurídica que leve à distinção entre os fatos dos dois casos cotejados, caso a se decidir e caso parâmetro, pertencendo ambos, na situação dada, à mesma categoria de fatos.

O problema é que as pessoas, hoje em dia, no afã de criticar (e de esculhambar mesmo) o Poder Judiciário, generalizam tudo, absurdamente, desavergonhadamente. Colocam tudo no mesmo saco. Consideram tudo “o mesmo rio”, sem sequer minimamente ler as águas – ops, os fatos – dos dois casos comparados, tanto especificamente como, em seguida, no devido grau de generalidade. E, na verdade, se lidos/observados os fatos, um caso demanda mesmo condenação; o outro, não. Se alguém, dadas as suas circunstâncias, merece uma “prisão domiciliar”, outrem, por sua vez, pode ser que não. Temos de conhecer/ler o processo/fatos. É o básico do básico. Já dizia a menina Mafalda, do genial Quino (1932-2020), “viver sem ler é perigoso. Te obriga a crer no que te dizem”.

Bom, para evitar falsas simetrias, encerremos sem mais filosofia: dois casos (mesmo que enganosamente parecidos) às vezes são muitíssimo distintos; às vezes, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Mensagem de Páscoa (2025)


Padre João Medeiros Filho

Vivemos num mundo confuso em relação aos valores da vida. Estamos inseridos numa sociedade atordoada, insensível ao Transcendente. Participamos de uma civilização descrente de um futuro melhor. Cabe-nos perguntar: o que falta, hoje, à Páscoa de Cristo? O que é preciso para que a Ressurreição de Jesus possa transformar e renovar o mundo e os homens? Primeiramente, é fundamental acreditar na Vida que é Cristo.

Ele venceu a morte! Sim, em meio a tantas notícias desalentadoras de violência, fome, corrupção, impunidade, violação à justiça, nós cristãos temos o dever de anunciar que Jesus veio trazer a paz. “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” (Jo 14, 27). Para celebrar a Ressurreição de Cristo, mister se faz sentir a presença de Deus, que veio morar conosco, descendo ao nível mais ínfimo da humanidade. Ele pregou a dimensão da fraternidade.

Neste tempo de tanto ódio, desconstrução e insana polarização ideológica, fartamente disseminada pela mídia, somos chamados a proclamar que a renovação, o perdão e o amor são possíveis. Entretanto, é necessário crer nas palavras de Cristo: “Confiança, eu venci o Mundo” (Jo 16, 33).

O Brasil não merece viver de mentiras, narrativas, desonestidade e violência, e sim do verdadeiro Amor que vem de Deus. Aos que creem em Cristo, desejamos enfatizar o compromisso de construir um mundo novo, a civilização da vida e do diálogo, visando à harmonia. Como gostaríamos que a Boa Notícia fosse largamente difundida, levando todos a viver tempos novos!

Que Cristo Ressuscitado traga alívio e esperança, suscitando um renovado dinamismo nos governantes, para que sejam melhoradas as condições de vida de milhões de cidadãos, eliminando a nefasta praga da corrupção e a deletéria farsa eleitoreira. Feliz Páscoa para todos. Passagem da violência e do ódio para a paz.

Passagem da tristeza e do desespero para a alegria e esperança, das trevas para a luz. Passagem do desânimo e descrédito para a fé, inefável dom divino. Que haja Páscoa para o Brasil, passagem das inimizades para a concórdia, das contendas e conflitos partidários para a pacificação do país. O Povo precisa viver em clima de união e fraternidade.

Para tanto, é preciso vislumbrar o brilho da Luz de Cristo, presente no símbolo do Círio Pascal. “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12), disse o Mestre.

Emaús, em Parnamirim, aos 20 de abril de 2025

Quem é Judas: O Teatro da Traição

Todo ano, como um roteiro repetido de má fé, ressurge na cidade a figura do “Judas”. Um personagem criado por um ex-prefeito, que se dizia justiceiro do povo, mas que usava essa encenação para desviar o foco de suas próprias alianças e conveniências.

Mas este ano, o Judas veste Prada.

Circula elegante, polido, articulado — um verdadeiro mestre do verniz. Por trás do verniz refinado, esconde-se alguém sem escrúpulos, capaz de vender a própria mãe e ainda entregar a mercadoria, tudo em nome do poder. A família inteira já colhe os frutos da ascensão. Os bolsos transbordam, e a alegria parece infinita — como num conto de fadas à la Alice no País das Maravilhas. Os dentes, recém-colocados e afiados, estão prontos para dilacerar novas vítimas. Porque Judas não perdoa: por 30 moedas, ele beija, sorri… e trai.

Se apresenta como imaculado, acima de qualquer suspeita, mas já foi reconhecido pelas lentes mais atentas do poder como alguém disposto a trair por conveniência. O tipo de sujeito que sorri para a foto e aperta a mão enquanto afia a lâmina. Dizem que toda cidade tem o Judas que merece. Mas e quando o Judas se fantasia de salvador? E quando o criador da farsa não percebe que acabou virando personagem do próprio engodo?

A pergunta permanece: quem é, hoje, o verdadeiro Judas da cidade?

Operação “Olho no Peixe, Outro no Gato” desativa ligações irregulares de energia em Natal e Macaíba

A Neoenergia Cosern deflagrou uma operação batizada de “Olho no Peixe, Outro no Gato” para identificar possíveis ligações irregulares (ou fraudes) de energia em fábricas de gelo, viveiros de camarão e pontos de vendas de peixes em Natal e Região Metropolitana. Ao todo, 83 endereços foram visitados e as 13 equipes da distribuidora envolvidas na ação desativaram cinco “gatos” de energia em peixarias na Vila de Ponta Negra, Planalto, Redinha e Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, e num viveiro no bairro de Ferreiro Torto, em Macaíba. Todas as fábricas de gelo visitadas estavam regulares e a fiscalização vai continuar nos próximos dias.

“Infelizmente, alguns comerciantes insistem nesta prática que, além de crime, representa risco à segurança da população, provoca perturbações no fornecimento de energia da região e pode causar a queima de eletrodomésticos dos vizinhos. Ao longo dos últimos anos, investimos e desenvolvemos sistemas de inteligência, monitoramento e identificação de fraudes mais robustos no sistema elétrico da distribuidora. Com isso, conseguimos reduzir o número de ligações irregulares consideravelmente este ano quando analisamos o número de endereços fiscalizados”, ressalta Ângela Barreto, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Cosern.
Balanço das ações
De 01 de janeiro até 31 de março deste ano, a Neoenergia Cosern realizou 4.263 inspeções e identificou e desativou 1.246 ligações irregulares (ou fraudes) em todo o estado, recuperando cerca de 4,4 milhões de kWh de energia. Esse volume seria suficiente para abastecer, por exemplo, Natal, São Gonçalo do Amarante, Caicó e Santa Cruz juntas por 24h. Em 2024, o balanço geral da “Operação Varredura” resultou na recuperação de quase 18 milhões de kWh de energia.
Esse quantitativo seria suficiente para abastecer, por exemplo, todo o Rio Grande do Norte por um dia ou um município do tamanho de Caicó, de Macau ou de Pau dos Ferros durante um mês. Esse número foi alcançado após a realização de 21 mil inspeções que resultaram na identificação e desativação de 4.868 fraudes no sistema elétrico em todo o estado em 2024.
O gato de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e a pena para o responsável pela irregularidade (fraude, furto ou adulteração de medidor) pode chegar a oito anos de reclusão. A população pode denunciar ligações clandestinas de energia elétrica, de forma anônima e segura, no telefone 116 da Neoenergia Cosern.

Morre o ex-vereador Bertone Marinho

Faleceu na manhã desta sexta-feira (18), em sua residência, o ex-vereador da cidade do Natal, Bertone Marinho. A notícia pegou de surpresa familiares, amigos e a comunidade política da capital potiguar. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

Bertone Marinho deixa um legado de atuação pública e de serviços prestados à cidade. O Blog do GM expressa os sinceros sentimentos de pesar aos familiares e amigos.

O beijo do pai e o olhar doce da mãe

Kakay e pai na praia
Beijos, afeto e humor moldam a vida de um mineiro entre lembranças, perdas e o doce silêncio da velhice; na imagem, Kakay e seu pai, Alaor do Leão, posam para foto em um dia na praia de Copacabana, no Rio, em 1977.
“O beijo não vem da boca.” 
–Ignácio de Loyola 
Brandão Quando era adolescente, lá no interior das minhas Minas Gerais, uma das alegrias era receber os parentes e amigos nas férias. Como não tínhamos dinheiro para viajar, a emoção era colocar os primos paulistas para montar em bezerros, em pelo, e acompanhar os tombos. Outra emoção, mais sofisticada, era esperar as meninas que vinham passar uns dias na cidade. Certa vez, chegou a moça mais bonita que já havia pisado na terra. O ar ficou rarefeito. Todos se alvoroçaram.
Eu queria impressioná-la, eu e a torcida do Cruzeiro –a maior de Minas. Patos de Minas só tinha um prédio: o Alvorada, com 6 andares. Eu era amigo do porteiro –muito chique– e combinei com ele de levar a menina para “andar de elevador”. Porta pantográfica, um luxo. Quando o elevador começou a subir, notei que ela não estava se emocionando. Perguntei: “Você mora em casa ou apartamento em São Paulo?”. Ela respondeu: “Apartamento”. “Qual o andar?”, indaguei aflito. E ela disse: “29º!”. Quando chegamos no 6º andar, olhei um vale que se descortinava e mostrei um casebre de adobe ao fundo e falei que iria contar um segredo. Comentei que havia nascido no casebre e morava lá. Ela ficou encantada. Namoramos durante todo o período das férias. 
A minha casa em Patos de Minas era um espaço de amor, alegria e felicidade. E, principalmente, de humor. Vivia repleta de parentes, primos e amigos. Certa feita, um companheiro de Belo Horizonte, ao passar uma tarde conosco, ficou muito impressionado como o meu pai interagia com a meninada. Brincávamos de luta e os meninos adoravam. E eram milhares de carinhos e beijinhos sem ter fim. Despudorados. Amorosos. E eu fiquei alarmado quando ele me disse, ao me ver abraçar meu velho e lascar um monte de beijinhos: “Meu pai e eu nunca nos beijamos”. 
Essa verdade triste me acompanha até hoje. Tenho para mim que tudo isso ajuda a forjar nosso caráter. Ao longo da vida, passamos, e quem não passou, por poucas e boas. Dificuldades que davam a impressão de que o mundo tinha se virado contra nós. De todas as espécies. De quebrar financeiramente e ficar sem ter onde morar, inclusive, morando, mais tarde para estudar, num barraco de 12 m2 com teto de zinco e banheiro do lado de fora, até aprender a pegar carona de carro nas estradas, nas quadras para ir à aula na UnB e até em aviões da FAB nos aeroportos. 
Ou cantando em bares à noite para ter cerveja, caipiroska e um prato na madrugada. A gente aprende a se virar e um único companheiro nos acompanhou sempre: o humor. E, quando tivemos que mudar de uma casa grande para uma que era do tamanho da sala da anterior, eu ouvi do meu pai: “Aqui a gente fica mais juntinho, mais perto”. E tomem beijos, abraços, carinhos e 1.000 histórias contadas afetuosamente. Anos depois, já em Brasília, meu velho pai estava com 85 anos sem nunca ter sido internado e sem ir ao médico.

Foi convencido a procurar um hospital por causa de uma tosse. Um erro médico o levou. Partiu levando parte das nossas vidas e da nossa alegria. O mundo ficou meio sem cor sem aquele monte de beijos carinhosos. Sem a perspicácia de uma brincadeira de quem era vaqueiro, boiadeiro e olhava a vida com sinceridade. A sofisticação rara da sinceridade amorosa e sem culpa. E como a vida segue, tem que seguir, todos os nossos sentimentos se concentraram na minha mãe. Uma mulher doce, inteligente e mais fechada. Até vir, aos 90 anos, certo alheamento em relação às preocupações naturais do mundo.
Ficou leve. Sempre com um sorriso e sem as travas que lhe acompanharam a vida toda. Agora, aos 96, graças a Deus sem nunca ter sido internada, operada ou ficado doente, parece, às vezes, morar em um mundo só dela. Olha a todos com um olhar doce e meigo, mas, ocasionalmente, parece vagando. Nunca reclama e não consegue mais andar direito. Como não tem dor, graças a Deus, mantém um bom humor e um jeito amoroso. Reconhece todos, porém, no mais das vezes, não consegue interagir. Mas ainda surpreende e ganha uma partida de dominó. Quando está mais alheia, reage bem a um beijo carinhoso.

E devolve com a leveza profunda que só o beijo de mãe pode ter.
Como passamos a vida toda felizes juntos, com muito carinho desmanchado em toques e afetos, o fato de ela estar abstraída, em um mundo à parte, não nos entristece completamente. Emociona, sim. Mas o beijo carinhoso e maternal garante uma felicidade indecifrável. E eu sinto nos doces olhos dela, e em um silêncio amoroso, que ela também é feliz. Só Pessoa pode explicar esses momentos: “Há tanta suavidade Em nada se dizer E tudo se entender.”
Poder 360

Peixe para o povo. Vereador Afrânio mantém tradição de Páscoa e distribui 20 tonelada do pescado

Um tradicional evento de distribuição de peixe marca a semana santa, e, na Páscoa, o vereador Afrânio Bezerra, faz a festa e também alegria de milhares de famílias que recebem o alimento. Para Afrânio, este momento é de muita felicidade, pois pode contribuir com peixe para a Semana Santa dessas famílias.

“Esse evento não vai parar e todos os anos a gente aumenta o número de beneficiários, hoje nos 20 anos, foram destruído 20 toneladas e o meu sonho é um dia poder distribuir para toda Parnamirim. Aproveito, para desejar uma feliz Páscoa para todos.”, afirmou o vereador emocionado.

Veja as imagens do evento.

Presidente da Câmara de Parnamirim, Dr. César Maia, concede reajuste a servidores e estagiários

O Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Dr. César Maia, anunciou um importante reajuste salarial para os servidores da Casa Legislativa. A medida foi oficializada por meio da Lei Complementar nº 05/2025, aprovada em sessão plenária na quarta-feira (16) e publicada no Diário Oficial do Município.

O reajuste de 7,5% contempla tanto os servidores efetivos quanto os cargos comissionados, refletindo o compromisso da atual gestão com a valorização do funcionalismo público e a recomposição das perdas inflacionárias.

Outro avanço importante foi o reajuste nos valores pagos aos estagiários da Câmara, garantindo melhores condições para os estudantes que contribuem diariamente com o funcionamento do Legislativo.

Segundo Dr. César Maia, as medidas representam um passo importante na política de valorização dos profissionais da Casa. “Nosso objetivo é reconhecer o esforço e a dedicação de todos que colaboram com o trabalho legislativo. Essa valorização é justa e necessária”, destacou o presidente.

Trump volta a criticar Powell após alerta do Fed sobre tarifas

Trump volta a criticar Powell após alerta do Fed sobre tarifas
© Getty

Em uma escalada de tensão, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, acusando-o de conduzir a política de juros do país de forma “atrasada e errada”. A declaração de Trump, feita nesta quinta-feira (17), surge após Powell expressar preocupação com o impacto das tarifas impostas pelo governo, que, segundo ele, podem elevar a inflação e prejudicar a economia.

Powell, em discurso na quarta-feira (16), alertou que as tarifas de Trump superam as previsões do Fed, mesmo em cenários extremos, e podem dificultar o controle da inflação e a manutenção do mercado de trabalho aquecido. Trump, por sua vez, manifestou impaciência com a duração do mandato de Powell, que se estende até maio de 2026.

A discordância entre os dois líderes expõe um conflito de visões sobre a economia americana. Enquanto Powell, alinhado com a maioria dos especialistas, teme que as tarifas de Trump causem inflação e recessão, Trump defende que as tarifas estão enriquecendo o país e que a inflação está em declínio.

Powell sinalizou que o Fed poderá manter a taxa de juros estável em sua próxima reunião, agendada para os dias 6 e 7 de maio, aguardando maior clareza sobre os efeitos das tarifas. Ele enfatizou a necessidade de avaliar se a inflação será um fenômeno temporário ou persistente.

Trump, por outro lado, pressiona por cortes imediatos na taxa de juros, comparando a postura do Fed com a do Banco Central Europeu (BCE), que, segundo ele, já realizou múltiplos cortes. A taxa de juros nos EUA está atualmente entre 4,25% e 4,50% ao ano, um patamar considerado elevado para os padrões do país, e o Fed, sendo uma instituição independente, não pode sofrer interferência direta do governo.

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Prefeita de Parnamirim vai a Mossoró conhecer sucesso da gestão Allyson Bezerra

A prefeita de Parnamirim, Professora Nilda, esteve nesta quarta-feira (16), no Palácio da Resistência, para conhecer de perto o sucesso da gestão do prefeito Allyson Bezerra.

Allyson apresentou à prefeita Nilda importantes programas desenvolvidos em Mossoró como o programa de obras Mossoró Realiza, o Mossoró Cidade Educação e o Jovem do Futuro. Além de cases de sucesso como o Mossoró Sal e Luz e Estação Natal, que movimentam a economia local.

Acompanhada de secretários municipais e assessores, Professora Nilda também visitou também a Secretaria Municipal de Programas e Projetos Estratégicos, pasta que desenvolve ações estratégicas no Município no tocante a obras, como é o caso da obra do Complexo Viário 15 de Março.