Para Taveira, Lêda, Paulinho e Terezinha Maia, a campanha oficialmente já começou

Em 2022, a exemplo das eleições anteriores, teremos o mesmo fenômeno das primeiras damas rumo à Assembleia Legislativa.

A campanha de 2022, verdadeiramente, já começou para os prefeitos da grande natal, Taveira e Paulinho.

Na eleição passada, os municípios de Extremoz e São Gonçalo mostraram força em busca de uma cadeira no legislativo estadual, a experiência foi considerada vitoriosa, apesar do insucesso eleitoral nas urnas das duas mulheres.

Esse teste drive não desmotivou ou inviabilizou o projeto dos prefeitos de irem em busca de ampliar seus espaços de poder no Rio Grande do Norte.

No próximo pleito eleitoral, os prefeitos, Paulinho e Taveira, estão com força total, para buscar a consolidação dos seus projetos, conquistar uma cadeira no legislativo estadual para suas mulheres.

Paulinho, na verdade, chegou bem pertinho e não materializou em 2018, por excesso de confiança, o famoso já ganhou.

Ele perdeu a eleição, por confiar em alguns “parceiros” que se diziam donos dos votos.

Em Parnamirim, Passa e Fica e em Patu, os votos não apareceram e o mais grave, os líderes ainda ficaram rindo da situação.

Ao analisar esse insucesso, há outro fenômeno precisa ser considerado, o fato de em seu espaço político, São Gonçalo do Amarante, ocorrer a divisão de sua base eleitoral, ou seja, uma invasão de candidatos que não tinham nenhuma ligação política com o seu grupo.

Outro ponto desgastante foi a candidatura de Mada Maia, filha de Jaime e Zenaide, que mesmo sem ter o apoio oficial do casal calado, ainda criou um embaraço político para o grupo de Paulinho.

Em Parnamirim, o coronel, sabido e sendo hoje o bambambam da política local, já quê derrotou seus principais adversários na eleição municipal e limpou a área para chegar a Assembleia.

O prefeito Taveira se vale da experiência exitosa de Paulinho de São Gonçalo e Terezinha Maia para tomar como exemplo.

Tanto é que só foi o casal de São Gonçalo visitar alguns amigos na grande natal, o coronel tratou de botar o bloco dele na rua.

A caneta de Taveira está cheia de tinta, as famosas nomeações andam atendendo aos critérios da governabilidade na câmara e também da simpatia da mulher, sobretudo aqueles que podem somar para sua chegada na Assembleia Legislativa.

Antes, os presentes eram viagens, roupas e carros, agora, o coronel quer presentear sua mulher com uma cadeira no legislativo estadual.

Ele já deixou claro que não se afastará do cargo de prefeito para disputar mais nada.

Taveira vai passar o bastão para a mulher, o filho Rodrigo em São José de Mipibu e Wolney França, que o substituirá em 2024. O combatente quer mesmo é se agarrar com uma 51 e curtir seus netos na granja de japecanga. Como o ponto fraco da gestão do coronel é a periferia, ele nomeou Lêda como secretária de assistência social e já fez sua estreia na política.

A primeira disputa foi como suplente de senadora na chapa de Antônio Jácome, perdeu.

A segunda vez, disputou a vaga de vice na chapa da associação dos moradores da cohabinal, nessa conseguiu se eleger. Agora, a vontade pessoal é manter o sobrenome de Taveira na política do RN.

O comentário, no clã dos dois prefeitos, é não cometer os erros do passado, podem separar duas cadeiras na Assembleia, uma para Terezinha Maia e outra, por uma questão de justiça, força e vontade do grupo de Parnamirim, para Lêda.

 

Eduardo Paes e Carlos Bolsonaro trocam provocações no Twitter

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) respondeu a um post feito no Twitter pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) sobre as obras da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Avenida Brasil. A construção é executada pela concessionária responsável pela ponte em parceria com o governo federal.

O filho do presidente Jair Bolsonaro questionou se o prefeito iria à inauguração, “reconhecendo ações do governo” federal. Paes escreveu: “Ué! Manda não esquecer de me convidar que eu vou. Já fiz o favor de libertar vcs (sic) e o Rio do [Marcelo] Crivella”.

A troca de mensagens ocorreu na tarde desse domingo (14.fev.2021).

Será que o Prefeito do Rio vai aparecer para a abertura reconhecendo ações do Governo Jair Bolsonaro ou vai seguir o padrão de tentar fazer média com piçóu [referência ao partido Psol] e afins e malandramente tapar o sol com a peneira para variar? Esse é mais liso que bagre ensaboado!”, escreveu o vereador.

 

Em sua resposta, Paes disse que, além do ex-prefeito Marcelo Crivella, também tentou livrar o Rio de Janeiro de Wilson Witzel, governador afastado.

O prefeito do Rio de Janeiro não é próximo do clã Bolsonaro. Paes atendeu a pedido do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para abrir o Palácio da Cidade para evento de apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. Baleia concorreu com Arthur Lira (PP-AL), candidato preferido pelo Planalto e que venceu a disputa.

Paes também conversou por diversas vezes com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político do presidente.

Poder 360.

Covid: média de casos aumenta pelo menos 10% depois de datas comemorativas

O Brasil é o 2º país com mais casos de covid-19. Mais de 9 milhões já foram infectados. Levantamento do Poder360 indica que o registro de diagnósticos aumenta depois de feriados, quando pessoas reúnem-se em maior número apesar das recomendações de distanciamento social.

A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe uma maior probabilidade de transmitir o vírus em até 14 dias após o início da infecção.

Foram considerados os feriados a partir de novembro de 2020 e os 2 turnos das eleições. A menor variação foi de 10%, depois do Natal.

Leia infográfico sobre as variações:

O maior aumento se deu depois do Ano Novo. Em 1º de janeiro, a média de novos casos estava em 36.003. Quatorze dias depois, saltou para 54.255.

O mesmo fenômeno pode se repetir no Carnaval. A maioria dos Estados cancelou as festividades e manteve o funcionamento do serviço público, mas aglomerações foram registradas em diversas praias pelo país e estabelecimentos foram interditados.

O efeito das festas clandestinas poderá ser mensurado no início de março.

ENTENDA O QUE É MÉDIA MÓVEL

O número de casos diários pode sofrer variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados. Uma forma de minimizar essas distorções é a média móvel de 7 dias.

Como o nome indica, soma-se o número de diagnósticos reportados a cada 7 dias e divide por 7. Assim, é possível obter uma média de quantos casos foram confirmados por dia naquele período.

A média de novos casos ficou acima de 50.000 de 9 de janeiro a 2 de fevereiro. No domingo (14.fev), ficou em 44.268.

Ponta Negra Natal – RN Foto: kaline Olegário

Poder 360.

O excesso de liquidez e o dilema de financiar novo auxílio emergencial

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Oexcesso de liquidez internacional combinado com atividade econômica fraca e inflação abaixo do centro da meta causaram desequilíbrios macroeconômicos graves no passado, como na crise financeira de 2008. O mais pronunciado foi a elevação dos preços dos imóveis acompanhado da elevação do endividamento das famílias.

O excesso de liquidez e endividamento das famílias trouxe riscos à estabilidade financeira e à macroeconomia. Isso foi reconhecido pelos bancos centrais, inclusive no Brasil, que adotaram uma série de medidas macroprudenciais.

Diante desses desequilíbrios, medidas de política monetária tradicionais seriam insuficientes. A institucionalização de um modelo de política macroprudencial tornou o processo de decisão da política monetária mais transparente e seus objetivos mais claros. Foram desenvolvidos mecanismos macroprudenciais formais, incluindo com o uso de indicadores para avaliar a vulnerabilidade financeira das economias.

Para economias emergentes com mercados de capitais abertos, que enfrentam limites a política monetária pelos fluxos de carry trade (tomar dinheiro emprestado e aplicar os recursos na moeda de outro onde as taxas de juros são maiores), passou a ser ponderada atenção especial aos efeitos da liquidez excessiva sobre os preços dos ativos e sobre o mercado de câmbio.

Algo parecido está acontecendo atualmente, com muita liquidez que pode gerar altas dos preços, principalmente dos imóveis, vide o volume de crédito para construção e compra de imóveis.

No Brasil, o BC (Banco Central) incentiva a compra de imóveis ao possibilitar o uso como garantia para 2 financiamentos diferentes, por exemplo. Tal fato pode provocar demandas mais fortes por imóveis em momentos de excesso de recursos no mercado.

Os financiamentos imobiliários aumentaram no último ano, durante a crise, com taxa de juros baixas. De acordo com os dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores) da CNC (Confederação Nacional do Comércio), em 2020, 9,5% do total de famílias endividadas possuíam algum financiamento imobiliário, proporção 1 ponto percentual mais elevada do que em 2019. Em relação a 2016, por exemplo, na última crise enfrentada pelo Brasil, o indicador é 1,8 ponto percentual maior.

O BC agora tem de pensar em maneiras que não incentivarão tanto a compra de imóveis, pois em breve a Selic vai subir e, com o atual estado dos financiamentos em alta, isso pode acarretar inadimplência. As taxas de juros para as linhas de crédito em geral já estão aumentando de maneira generalizada, em razão do aumento dos juros futuros, expectativa de elevação da Selic com inflação pressionando, além do fim da carência ter potencial para aumentar a inadimplência.

Os consumidores estão muito endividados, quase 70% do total de famílias no Brasil, ou cerca de 11 milhões. E o retorno do benefício emergencial contribuirá para manter a demanda agregada com financiamentos e maior uso do crédito.

Quem defende a tese de que a autoridade monetária pode imprimir mais moeda em momentos atípicos e de crise severa não pensa que isso vai gerar ainda mais dívida, com elevação dos preços dos ativos. A liquidez excessiva acaba direcionada para bens, valores e créditos patrimoniais, contribuindo para bolhas imobiliárias.

O dinheiro sempre dorme nos bancos, mesmo quando é direcionado para os que mais precisam. Por isso mesmo, com inflação ainda baixa, o excesso de liquidez retorna aos bancos, que acabam destinando os recursos a quem precisa menos, ou não precisa.

Nossa previsão é que o IPCA em 2021 esteja ao redor de 4%, com os salários dos funcionários federais congelados, e sem maiores pressões do setor de serviços, que padece com a ociosidade provocada pela crise sanitária. Mas é importante não oferecer muito mais liquidez agora, pois a partir dos próximos anos, sem esforço fiscal contracionista, as perspectivas inflacionárias devem voltar, no cenário de muitas dívidas na carteira das famílias.

A inflação implícita está alta no curto prazo, mas ainda baixa no longo prazo. Com mais benefício emergencial isso será uma verdade? Se o governo e o Congresso acharem como financiar algum auxílio, nossa expectativa puramente numérica, sem preocupação fiscal, indica que podemos ter inflação menor ano que vem.

A perspectiva de inflação baixa no longo prazo é o mercado admitindo que o auxílio emergencial terá suporte fiscal, e é aí que reside uma das principais dúvidas a respeito da trajetória da inflação para ano que vem. Teremos como acomodar mais gastos sociais nos limites fiscais?

O que queremos evidenciar neste texto é que, apesar de o auxílio emergencial ser necessário com o agravamento da pandemia, ele não pode ser monetizado com perspectiva de piorar o deficit fiscal e, consequentemente, levar à elevação do dólar elevado e a mais inflação.

Poder 360.

Conversa de botequim, em homenagem a Noel Rosa

“Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se da
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ser nada, não

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor do que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão.”

Vinicius de Moraes: Como dizia o poeta

Em um momento de profunda angústia, sofrimento e certo desespero por presenciarmos um país à deriva, sem rumo e sem nenhum controle frente a esta pandemia, agravada pela ineficiência e irresponsabilidade do governo, ainda temos que enfrentar os bárbaros abusos cometidos pela, segundo nomeou Demétrio Magnoli, a “gangue de Curitiba”.

Um bando de procuradores, coordenado por um juiz parcial, que instrumentalizou o Ministério Público Federal e o próprio Poder Judiciário. Por conta e em razão de um projeto político, eles rasgaram a Constituição e corromperam o sistema de Justiça.

Nos últimos anos, temos feito o enfrentamento dessa turma, os “filhos de Januário”, nos mais diversos foros. Tendo vindo a público, de maneira clara e inquestionável, a postura espúria, criminosa e banal com que esse grupo agia, fora de quaisquer limites da ética e do direito, alguns detalhes sórdidos merecem comentário.

Recentemente, um dos procuradores, em um rasgo de sinceridade, ou já instruído por algum advogado criminal, resolveu admitir o óbvio: o fato de que as gravações são verdadeiras e que reproduzem rigorosamente as conversas trocadas entre os membros da Força tarefa de Curitiba. São diálogos criminosos e constrangedores que demostram e escancaram o conluio ilegal e imoral entre os membros da “gangue” coordenada pelo ex-juiz. Mas uma coisa nos chocou profundamente.

O tal procurador afirmou que o grupo tratava todos os assuntos como se estivessem num boteco, e que o clima era de botequim. Ora, sempre nos permitimos divergir, manifesta e frontalmente, da forma com que esse grupo pensa o Direito Penal, o Direito Constitucional e o sistema de Justiça. Por considerá-los muito aquém da responsabilidade que abraçaram, fizemos nosso enfrentamento dentro do que entendemos ser a correta e justa aplicação do direito tendo como base a dignidade da pessoa e o devido processo legal. Mas, agora, é na definição do que é botequim que aflora a verdadeira índole do caráter desse bando. Não mexam no nosso botequim!!

Somos botequeiros, amantes de uma boa conversa, de um bom copo, de horas perdidas com amigos falando sobre a vida, os amores, a política e as angústias. Mas nunca a nossa diferença com essa turma foi tão clara, tão evidente, tão abissal. Muitas vezes, no observar da vida e da reação das pessoas sobre o cotidiano é que conseguimos entender o verdadeiro “eu” de cada um.

Para nós, o boteco é para ouvir roda de samba e para falar sobre o sofrimento de ver tantas crianças nas ruas. Para eles, é para ridicularizar a dor de um avô que perdeu o neto de 9 anos. Para nós, o boteco é para discutir maneiras de aumentar as garantias constitucionais e a proteção do cidadão contra o poder do Estado. Para eles, a conversa de boteco é para encontrar formas de corromper o sistema de Justiça e de instrumentalizar o Poder Judiciário, como fizeram na Operação Lava Jato, ao rasgar a Constituição com um único e exclusivo objetivo. O objetivo de tirar das últimas eleições presidenciais o seu franco favorito. Agora ousam se meter no nosso botequim?

Para eles, as conversas fixam-se na necessidade, verdadeiro fetiche, de ver determinada pessoa presa para, enfim, com isso “ter orgasmos múltiplos”. Para nós, as conversas giram sobre a velha e boa sedução para um “sexo seguro” e que nos dê um “gozo” sem as perversões do sofrimento do outro. Paquera mesmo, conversas amorosas, olhares lânguidos, poesias recitadas. Um clima de romance é o que senta às mesas conosco nos nossos botequins. Enquanto, no boteco deles, eles se jactam do apoio da mídia e dos jornalistas de algibeira para terem visibilidade e para poderem ganhar muito dinheiro com palestras, nas nossas mesas de botequins, falamos sobre viagens para todo o Brasil, e mesmo para o mundo, para discutir e para debater o Estado Democrático de Direito, sem cobrar absolutamente nada. Pelo dever de, como cidadão, participar do debate político e desmascarar as falsidades por eles pregadas.

Enquanto, no botequim da canalhice, eles cuidam de fomentar o ódio e o preconceito contra defeitos físicos, ou a maneira com que seus alvos e suas vítimas se vestem, nós passamos horas nos nossos debatendo a necessidade de pregar a igualdade. De como enfrentar o preconceito e participar de campanhas como “vidas negras importam”. Em um botequim, servem ódio em copos grandes. No outro, são servidas doses generosas de humanismo e de civilidade, o botequim é por essência – LIBERTÁRIO!

Entre as mesas do botequim pervertido, passam conversas sobre como usar os poderes constituídos para enganar autoridades estrangeiras, para obter documentos de maneira ilegal e, depois de usá-los, encontrar uma forma de “esquentá-los”. O nosso botequim está repleto de ideias sobre aumentar o respeito na relação entre os países, sobre estabelecer limites nessas relações, afinal, só cumprindo os nossos limites constitucionais poderemos nos impor no cenário internacional. No boteco deles, uma das conversas mais picantes, aquela que satisfaz a libido do grupo, é a de como usar, sadicamente, a prisão como meio de tortura para conseguir a delação. É chafurdar de uma pessoa que cultiva seu gosto por hortaliças sugerindo que ela fique em uma prisão agrícola!

No nosso bar, as conversas giram sobre como sensibilizar a imprensa, a sociedade e o Judiciário a respeito da necessidade de enfrentar essa barbárie. Enquanto eles têm como meta a institucionalização da tortura. Fazemos, no nosso botequim, brindes à liberdade, às conquistas humanistas e à dignidade dos cidadãos.

A música que toca no boteco deles deve ser a ópera de Lohengrin, de Wagner, reproduzida por Goebbels, a que é linda, mas que serve para não deixar que ouçamos os murmúrios fascistas. Eles são fãs do policial doentio Javert que persegue loucamente Jean Valjean, tão bem retratado por Vitor Hugo em Les Miserables. Nos nossos botecos, falamos em voz alta, ouvindo uma música do Chico que embala o sonho de um país mais justo, mais igual e mais solidário.

Por isso, é necessário que a gente deixe claro que o brasileiro ama mesmo é o nosso botequim. Eles já corromperam o sistema de Justiça em nome de um projeto de poder, mas tudo tem que ter limites. Não mexam com nossos botequins. Vamos responder a essa banalização com muita poesia, recitada em voz alta, muitos brindes e muitos abraços amorosos quando acabar o isolamento.

E vamos gritar para eles saírem dos botecos, para não os prostituírem e voltarem para o local de onde não deveriam nunca ter saído. O botequim é o espaço livre da liberdade e não combina com eles.

É o espaço lúdico da paquera, é o habitat natural dos poetas, das poesias, das paixões. Tanta liberdade sufocaria esse bando. Eles gostam do ar rarefeito, das sombras, da disseminação do medo. Vamos fazer um brinde aos sentimentos democráticos, à igualdade e à fraternidade. Eles naturalmente sairão de cena. Viva nossos botecos e os botequeiros!!

E vamos jogar o eterno Chico Buarque na cara deles:

“Mesmo que fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão “

Chico Buarque

Poder 360.

Estatais têm média de idade mais elevada do que setor privado

Petrobras, fachada Foto: Sérgio Lima/PODER 360

As estatais têm idade média de funcionários superior à do setor privado, demonstram dados do relatório das estatais de 2019 do Ministério da Economia pesquisados pelo Poder360.

Não há uma média para todos os funcionários das empresas controladas pelo governo. O cálculo é para cada uma das companhias. Mas isso já deixa clara a diferença para o setor privado é clara. Todas as estatais tinham média superior à do setor privado em 2019, o ano de referência.

Conab aparece no topo da lista, com 55 anos. O Serpro, de tecnologia, está um pouco abaixo, com 52. A mais baixa é a Hemobrás: 37. Estão no meio do caminho Petrobras (44) e Banco do Brasil (43).

No setor privado a idade média de todos os que trabalhavam em 2019 era de 36 anos, segundo informações da consultoria IDados. Nos governos era de 43 anos. Em 2020, a média do setor privado subiu 1 ano, para 37.

A elevada média de idade das estatais elevará o custo dessas empresas com o pagamento de aposentadorias. Muitos dos funcionários estão prestes a parar de trabalhar. Passarão a receber pagamentos dos fundos de pensão das estatais que são em parte cobertos por essas companhias. E terão que arcar com parte da constribuição dos novos funcionários a serem contratados.

A média do tempo de casa chega a 24 anos. Esse é o indicador no caso dos funcionários do Serpro. A PPSA, estatal do pré-sal, tem a menor: só 1 ano. A Petrobras tem 15. Banco do Brasil, 14.

Os gastos com os planos de aposentadoria foram de R$ 8,2 bilhões em 2019. Isso inclui o rombo de planos antigos, altamente subsidiados, e também as contribuições para os planos dos funcionários que entraram mais recentemente e são menos generosos. A maior conta foi da Petrobras: R$ 4,4 bilhões.

Ainda que os novos planos sejam menos custosos para as empresas, representam uma despesa pouco comum no setor privado. São raras as empresas atualmente que mantêm planos fechados de aposentadoria, apenas para seus funcionários. Essa é costuma ser uma preocupação de cada profissional, que deve procurar o que é oferecido pelo mercado. Em alguns casos a empresa se compromete a depositar um valor fixo mensal.

Em 2019, o Tesouro Nacional recebeu R$ 20,8 bilhões de dividendos dessas empresas.

Poder 360.

Nova Zelândia impõe lockdown em Auckland para investigar 3 casos de covid-19

Após a descoberta de 3 novos casos locais de covid-19, a Nova Zelândia decretou lockdown de 3 dias em Auckland, a maior cidade do país. O anúncio foi feito neste domingo (14.fev.2021) pela primeira-ministra, Jacinda Arden, que disse também que a origem da infecção ainda é desconhecida.

Auckland tem população de 1,7 milhão de pessoas, que, a partir da meia-noite do domingo, foram proibidas de sair de casa a não ser para comprar comida e para consultas médicas. Além disso, empresas devem ficar fechadas, assim como o setor de serviços. A única exceção são os estabelecimentos considerados essenciais. As escolas só devem receber filhos de trabalhadores desses locais.

O resto do país terá restrições de nível 2, segundo o plano de resposta à covid-19 da Nova Zelândia. Isso significa que as empresas, escolas e serviços podem continuar operando, mas as pessoas não podem se aglomerar e o uso de máscara se torna obrigatório. As restrições serão reavaliadas a cada 24 horas.

Fora 44 casos de pessoas com sintomas de covid-19 na fronteira do país, os 3 novos casos são os únicos de infecção pelo coronavírus dentro de cidades neste momento. Segundo a primeira-ministra, as infecções em Auckland foram em membros de uma mesma família. Um homem, uma mulher e uma criança foram diagnosticados com a covid-19 neste domingo (13.fev).

Arden disse que o lockdown é uma medida preventiva, mas que o governo vê como necessária para ter tempo de investigar os casos e impedir um surto. “A abordagem de precaução tem nos servido muito bem até o momento e, agora, dado o ambiente global atual em que nos encontramos, isso reforça ainda mais, não enfraquece a necessidade dessa abordagem de precaução”, disse ela.

O sequenciamento genético do vírus encontrado na família de Auckland já começou, assim como o rastreamento de todas as pessoas que tiveram contato com eles antes da apresentação dos sintomas. Testes já começaram a ser realizados na escola que a criança frequentava, mas até o momento não há novas infecções.

A Nova Zelândia foi um exemplo de como lidar com a covid-19 em 2020. Teve reação rápida e agressiva de testes e rastreamento. Desde o início da pandemia, o país registrou 2.330 casos de infecção pelo coronavírus e 25 mortes, segundo o Ministério da Saúde do país.

Poder 360.

China redesenha estratégia para aumentar influência na América Latina

Minas de metais preciosos, linhas ferroviárias e usinas hidrelétricas: a gama de projetos com financiamento chinês na América Latina é ampla. No início dos anos 2000, a potência emergente da Ásia descobriu a região do outro lado do Pacífico como um mercado de vendas, fonte de matéria-prima e destino de investimentos. Mas, depois de um verdadeiro boom chinês, especialmente na América do Sul, o interesse da China pela região pareceu diminuir.

De acordo com um estudo da Universidade de Boston e da organização sem fins lucrativos Inter-American Dialogue, com sede nos EUA, Pequim e seus bancos de desenvolvimento investiram em média US$ 1,7 bilhão por ano na América Latina de 2005 a 2015. Desde 2016, esse número vem caindo, para US$ 275 milhões em 2019. E em 2020 a China não concedeu um único empréstimo na América Latina.

Durante o mesmo período, o comércio de mercadorias também enfraqueceu: de 2000 a 2013, o comércio bilateral cresceu em média 30% ao ano, no meio tempo chegou a diminuir, só retornando aos níveis de 2014 em 2019.

DEPENDÊNCIA MÚTUA

Margaret Myers, uma das autoras do estudo, não vê isso como um verdadeiro resfriamento. “Muitos países latino-americanos tiveram dificuldades econômicas”, diz a chefe do programa da China e da América Latina na organização Inter-American Dialogue.

As relações já são intensas demais para que haja grandes mudanças de rumo, diz Myers. “Se, digamos, o fornecimento de soja da Argentina e do Brasil vacilar, os governos de ambos os lados terão um grande problema”. Por sua vez, o Brasil já fornece quase 100% de sua safra de soja para a China, afirma. “A relação comercial é saudável, mas é improvável que vejamos taxas de crescimento como uma década atrás”.

CHINA APOSTOU EM REGIMES DE ESQUERDA

No entanto, quando se trata de investimentos diretos, aparentemente está ocorrendo uma mudança na forma de pensar dos chineses. Durante anos, o país havia concedido enormes empréstimos, especialmente a governos de esquerda, inclusive os do Equador, Argentina, Brasil e −acima de tudo− Venezuela.

Quase metade do dinheiro que a China emprestou à região de 2005 a 2019 foi para o regime socialista de Caracas, que deveria usá-lo para expandir a produção de petróleo, entre outras coisas, a fim de pagar suas dívidas. “Em vez disso, a produção de petróleo caiu desde então para 20% a 25%”, observa Harold Trinkunas, especialista em América Latina da Universidade de Stanford nos EUA. “A China poderia se decepcionar amargamente com a América Latina, como já aconteceu com muitos doadores internacionais”.

Segundo Margaret Myers, a mídia chinesa evita mencionar a Venezuela, talvez porque a liderança do partido esteja esperando que o investimento ainda compense no longo prazo.

RISCOS EM INVESTIR

Críticos costumam acusar os Estados Unidos e a Europa de assistirem sem reação à expansão da China na América Latina. Mas há boas razões para os investidores ocidentais relutarem em investir na região. Embora a Venezuela possa ser um caso extremo, é sabido que investir na América Latina acarreta altos riscos comerciais e políticos.

Os compradores de títulos do governo argentino já tiveram más experiências. Um exemplo é a empresa petrolífera espanhola Repsol, cuja participação na subsidiária argentina YPF foi expropriada por Buenos Aires em 2012. Já a aventura de construir uma siderúrgica no Brasil custou ao tradicional grupo alemão ThyssenKrupp cerca de 10 bilhões de euros. E esses são apenas 2 exemplos.

ThyssenKrupp Stahlwerk in BrasilienUsina da ThyssenKrupp em Sepetiba|Picture Alliance/DPA

Também a China já teve experiências negativas. Isso levou Pequim a repensar seus investimentos, quase não concedendo mais empréstimos de governo a governo, aponta Myers. O investimento direto das empresas chinesas, por exemplo, em projetos de infraestrutura nos setores de energia ou transporte, ganharam em importância. “Apesar de ter cada vez mais experiência com a América Latina, a China continua sendo surpreendida por problemas”, conta Myers.

Infografik Chinas Kredite an Lateinamerika PT

CLARA VANTAGEM PARA AMBAS AS PARTES

Pequim, entretanto, aceita esses riscos, esperando obter vantagens políticas. “Assim como em outras regiões do mundo, a China usa empréstimos e investimentos para garantir votos nos órgãos da ONU e apoio à sua política”, explica o pesquisador Harold Trinkunas. “Mas isso funciona principalmente com países pequenos e extremamente endividados”.

No fim de 2018, por exemplo, El Salvador rompeu laços diplomáticos com Taiwan em troca da promessa da China de ajudar o país a construir um estádio, uma biblioteca de vários andares e uma estação de tratamento de esgoto. Antes disso, a República Dominicana e o Panamá já haviam reconhecido a política de “uma China única”, voltando as costas também para os Estados Unidos.

“Pode ser muito útil para países menores colocar as duas superpotências uma contra a outra”, diz Trinkunas. O objetivo dessa troca de lados, diz ele, poderia ser não apenas atrair investimentos chineses, mas também conseguir ainda mais apoio norte-americano em troca.

Muitas vezes, no entanto, a China e suas empresas são simplesmente financiadoras mais atraentes para os governos latino-americanos. E isso apesar de muitas vezes vincularem seus investimentos ao uso de equipamentos e mão-de-obra chineses. Porque, ao contrário de parceiros ocidentais, eles não se importam com direitos humanos, conservação da natureza ou corrupção, diz Trinkunas.

INTERESSE PELO MÉXICO

A retirada da China da região, portanto, não está absolutamente à vista. Pelo contrário, Pequim até vem cortejando o governo do México, o único país da região que ainda tem fortes laços econômicos com os EUA. Mas é também uma as poucas nações nas quais a China vem investindo mais.

No início de 2021, o ministro do Exterior mexicano, Marcelo Ebrard, confirmou que seu país pretende intensificar a parceria estratégica com a China. No fim de janeiro, o presidente chinês, Xi Jinping, enviou mensagens de rápida recuperação ao chefe de Estado mexicano, Andrés Manuel López Obrador, que contraíra covid-19.

Na crise causada pelo novo coronavírus, a China ajudou muitos países da América Latina, por exemplo, com máscaras de proteção. O Brasil teve um papel importante na pesquisa clínica da vacina chinesa CoronaVac. O Chile deve receber ainda esta semana 2 milhões de doses da vacina chinesa.

“A ajuda da China em tempos de covid-19 é certamente um gesto de solidariedade”, diz Myers. “Mas é também uma oportunidade para apresentar os avanços das empresas chinesas em biomedicina e diagnósticos com inteligência artificial”. Grande parte da ajuda ocorre ainda em nível local, por exemplo, no escopo da crescente rede global de parcerias de cidades com a China, ressalta Myers.

Da mesma forma como nos níveis econômico e político, isso destaca outro aspecto que distingue a China dos Estados Unidos como parceira dos latino-americanos “Muitos desses países enfrentam os mesmos problemas e estão abertos a trabalhar em soluções conjuntas”.

Poder 360.

O futuro começa agora, escreve Marcio Coriolano

Senado dos EUA rejeita 2º pedido de impeachment de Trump

O Senado dos EUA rejeitou o 2º processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump. O pedido havia sido motivado pelas declarações do ex-presidente no dia da invasão ao Capitólio, sede do Congresso norte-americano. Opositores consideravam que ele incitou o ato, que deixou 5 pessoas mortas e colocou em risco congressistas.

Eram necessários ao menos 2/3 dos votos do Senado (67 de 100 senadores) para condenar Trump. Foram 57 a favor do impedimento contra 43 pela rejeição. A Casa Alta norte-americana é composta por 50 democratas (incluindo 2 senadores independentes que votam com o partido) e 50 republicanos.

Depois do resultado, o presidente norte-americano afirmou que “nenhum presidente jamais passou por algo semelhante, e continua porque nossos oponentes não conseguem esquecer os quase 75 milhões de pessoas, o maior número de todos os tempos para um presidente em exercício, que votou em nós há poucos meses”.

“Nosso movimento histórico, patriótico e belo para Make America Great Again está apenas começando. Nos próximos meses, tenho muito a compartilhar com vocês e estou ansioso para continuar nossa incrível jornada juntos para alcançar a grandeza americana para todo o nosso povo”, completou via assessoria de imprensa.

A presidente é Kamala Harris, vice do atual presidente dos EUA, Joe Biden. Caso fosse condenado, uma votação em separado poderia tornar Trump inelegível –ou seja, ele não poderia disputar a próxima eleição presidencial, em 2024.

Eis os 7 senadores republicanos que votaram pelo impeachment de Trump: Mitt Romney (Utah), Richard Burr (Carolina do Norte), Susan Collins (Maine), Bill Cassidy (Louisiana), Lisa Murkowski (Alaska), Ben Sasse (Nebraska) e Pat Toomey (Pensilvânia).

O pedido havia sido aprovado pela Câmara dos Representantes em 13 de janeiro. O placar final pró-impeachment foi de 232 a 197, com 4 abstenções de republicanos. Os 222 deputados democratas foram a favor da abertura do processo. Entre os 211 republicanos, 10 apoiaram o impeachment.

Trump é o 1º presidente na história dos Estados Unidos a ter 2 processos de impeachment abertos. Em dezembro de 2019, o republicano foi a julgamento uma vez na Câmara, controlada pelos democratas, por pressionar o presidente da Ucrânia a investigar Joe Biden e seus filhos, na época seu provável adversário nas eleições presidenciais de 2020. O então presidente, porém, foi absolvido pelo Senado, de maioria republicana na época.

O PEDIDO DE IMPEACHMENT

Depois da invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump na 1ª semana de janeiro, o então presidente passou a ser pressionado a deixar o governo seja por renúncia, pela evocação da 25ª Emenda da Constituição norte-americana ou por processo de impeachment.

Em 12 de janeiro, o então vice-presidente dos EUA, Mike Pence, rejeitou convocar a 25ª Emenda para retirar Trump do cargo. A legislação, ratificada em 1967, trata de situações nas quais um presidente está inapto para continuar no cargo, mas não se demite. Abrange doenças físicas e mentais.

A proposta de impeachment do então presidente foi apresentada em 11 de janeiro por congressistas do Partido Democrata.

No pedido (íntegra em inglês – 31KB), os democratas afirmam que as declarações falsas de Trump de que ele ganhou a eleição incentivaram apoiadores a invadir o Capitólio.

O documento também cita a ligação de Trump para o secretário de Estado republicano da Geórgia, na qual o presidente norte-americano o pressionou a “encontrar” votos suficientes para que ele pudesse ganhar de Joe Biden no Estado.

“Em tudo isso, o presidente Trump colocou em risco a segurança dos Estados Unidos e de suas instituições governamentais”, diz o texto. “Ele ameaçou a integridade do sistema democrático, interferiu na transição pacífica de poder e pôs em perigo um ramo coigual do governo. Com isso, ele traiu sua confiança como presidente, para prejuízo manifesto do povo dos Estados Unidos.”

Também em 12 de janeiro, antes de embarcar para o Texas, Trump negou qualquer responsabilidade pela invasão ao Capitólio. Também disse que seu discurso durante um comício em 6 de janeiro, antes do ataque, foi “totalmente apropriado”.

“As pessoas acharam que o que eu disse era totalmente apropriado, e se você olhar o que outras pessoas disseram, políticos de alto nível, sobre os distúrbios durante o verão, os horríveis distúrbios em Portland e Seattle e vários outros lugares, isso foi um problema real, o que eles disseram”, afirmou o presidente norte-americano a jornalistas na Base Conjunta Andrews.

Trump criticou o pedido de impeachment. Disse que é “absolutamente ridículo” que a Câmara estivesse buscando avançar rapidamente com o processo e acusá-lo de incitar uma insurreição.

Após a invasão, o então presidente norte-americano também teve suas contas banidas e suas publicações restringidas por ao menos 12 empresas de mídias sociais, que argumentaram temer que as postagens de Trump incitem ainda mais a violência.

A SAÍDA DA CASA BRANCA

Em 20 de janeiro, Trump deixou a Casa Branca e deu lugar ao democrata Joe Biden. Em seu discurso, disse que voltaria “de um jeito ou de outro”. Afirmou também que seu governo estabeleceu o “alicerce” para o êxito de seu sucessor, sem citá-lo.

O republicano não foi à cerimônia de posse de Joe Biden. Foi a 1ª vez que um presidente não compareceu na tomada de posse de seu sucessor desde 1869.

Poder 360.

Grupo de Lira quer ir ao Conselho de Ética contra Maia

O grupo político de Arthur Lira cogita denunciar o deputado Rodrigo Maia pelo uso de jatinhos da FAB durante a reta final da campanha de Baleia Rossi à presidência da Câmara, diz a Crusoé.

Caso se comprove que Maia usou as aeronaves oficiais para percorrer o país em campanha por Baleia Rossi ao comando da Câmara, a ideia, segundo interlocutores de Lira, é usar as informações para embasar um pedido de abertura de processo contra o parlamentar no Conselho de Ética ou até mesmo uma representação junto à Procuradoria-Geral da República.”

O antagonista.

“O Brasil tem uma mutação que é uma preocupação para nós”

Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse ao Estadão que a variante brasileira do coronavírus preocupa o governo americano.

O Brasil tem uma mutação que é uma preocupação para nós. É uma mutação que é muito similar à variante da África do Sul, que tem escapado da proteção de muitos anticorpos monoclonais e diminui a eficácia de anticorpos induzidos por duas vacinas que estão disponíveis“, afirmou.

Ainda de acordo com Fauci, o fluxo de viagens entre Brasil e os Estados Unidos não deve voltar ao normal tão cedo.

Então há uma preocupação com relação às viagens. Não acredito que haverá nenhuma mudança no futuro imediato das restrições de viagem impostas ao Brasil.

O antagonista.

Em almoço com Guedes, Lira e Pacheco pedem extensão do auxílio emergencial até junho

O auxílio emergencial deveria ser pago de março a junho, disseram nesta sexta-feira (12) os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Eles almoçaram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para discutir a recriação do benefício.

Os parlamentares avançaram nas discussões com a equipe econômica. Em troca da prorrogação do auxílio, o Congresso Nacional votará propostas de emenda à Constituição (PECs) que introduzem uma cláusula de calamidade pública, acompanhada de medidas de corte de gastos.

“É fundamental que haja cláusula de calamidade pública para que possamos fazer a flexibilização necessária para o auxílio”, disse Pacheco, após a reunião. Incluída na PEC Emergencial, em tramitação no Congresso desde 2019, a cláusula de calamidade pública exclui do teto federal de gastos o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial.

O almoço ocorreu na residência oficial do presidente do Senado. No encontro, Pacheco ressaltou que os parlamentares pediram que o benefício seja pago de março a junho, mas reconheceu que o Congresso tem de fazer a sua parte e aprovar propostas de ajuste fiscal para tornar viável a extensão do pagamento do benefício.

“Há uma expectativa do Congresso, que é da sociedade, de que seja aprovado o auxílio. Que seja um auxílio suficiente para alcançar o maior número de pessoas com a responsabilidade fiscal que é preciso ter no Brasil. A expectativa é que possamos ter [o benefício] nos meses de março, abril, maio e eventualmente no mês de junho”, declarou Pacheco.

Segundo Pacheco, a prioridade do Congresso neste momento são o auxílio emergencial e a vacinação em massa contra a covid-19. Mesmo assim, ele disse que os parlamentares estão dispostos a seguir o cronograma de reformas e citou a reforma tributária como destaque.

“Nesta reunião, externamos ao ministro Guedes e ao ministro Ramos o que é o desejo e expectativa do Congresso em relação a este momento. A prioridade absoluta é vacina e auxílio emergencial, que só deixarão de ser prioridade quando a pandemia acabar”, ressaltou.

De acordo com Guedes, a reunião terminou com progressos consideráveis. “Avançamos bastante. Compromisso com a saúde, vacinação em massa e auxílio emergencial e compromisso com a responsabilidade fiscal. Extraordinariamente construtivo. Estamos todos na mesma luta: auxílio, vacina em massa, e reformas, principalmente o marco fiscal”, declarou o ministro. “Vamos vencer a guerra”, finalizou.

As informações são da Agência Brasil.

Conexão política.

Novo auxílio emergencial deve ser fixado em 4 parcelas de R$ 250; entenda

Governo e lideranças do Congresso estabeleceram um acordo para expandir a concessão de mais um ciclo do auxílio emergencial.

O valor de R$ 250 está previsto para ser pago durante quatro meses, segundo apurado pela equipe de reportagem do Conexão Política.

Inicialmente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha apresentado o valor de R$ 200 durante três meses, enquanto o Congresso cogitava R$ 300 ou R$ 400 por um período de seis meses.

Preocupados com o orçamento da União, os principais articuladores do governo se mobilizaram para buscar um meio termo entre os interesses do Executivo e do Parlamento.

A nova fase do benefício, segundo apurou a nossa reportagem, deve ter um custo de R$ 30 bilhões.

Com previsão para ser liberado no mês de março, o auxílio deve se entender até o mês de junho.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem dito em eventos oficiais que “não é questão de prorrogar o período de auxílio, mas que a população precisa entender que é extremamente necessário ter responsabilidade fiscal”.

Conexão política.

Gilmar Mendes revoga prisão domiciliar e concede liberdade a Marcelo Crivella

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta sexta-feira (12) a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu, em dezembro do ano passado, prisão domiciliar a Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito do Rio de Janeiro/RJ.

Com a nova determinação exarada por Gilmar Mendes, Crivella não precisará mais permanecer preso em casa. Ele, contudo, deverá cumprir medidas cautelares como comparecimento periódico à Justiça, proibição de sair do país e de manter contato com outros investigados.

No ano passado, o ex-mandatário foi preso durante ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, como desdobramento da Operação Hades, que apura corrupção no Executivo municipal da capital fluminense com base na delação do doleiro Sergio Mizrahy.

Conexão política.