O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) será o relator na Câmara do processo que discutirá a manutenção da prisão, ou não, de Daniel Silveira (PSL-RJ). A informação é da Globo News.
A sessão plenária que avaliará a situação do parlamentar está marcada para acontecer na tarde desta sexta (19).
Seis dias antes de morrer de um infarto fulminante, o ex-ministro Gustavo Bebianno gravou depoimento sobre os bastidores da campanha eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Na gravação, ele diz que Bolsonaro chegou a lhe prometer o Ministério da Justiça, mas o ex-assessor não sabia se estava preparado para a função. Só não queria ser “deixado pelo caminho” – como aconteceu poucos meses depois.
“Eu falei pra ele que não sabia se estava preparado para a função, se era isso o que eu queria, se seria essa a melhor contribuição que eu poderia dar para o meu país e para o governo dele. Botei uma mão em cada joelho dele e disse assim: ‘Capitão, só tem uma coisa que lhe peço. Não faço questão de nada, nunca lhe pedi nada. Mas a única coisa que não estou preparado é para ser deixado pelo caminho. Gosto de servir, mas não estou disposto a ser usado. Em alguns momentos fica uma pulga atrás da orelha se eu estou sendo usado ou não’.”
O vídeo, cuja íntegra foi obtida por O Antagonista, foi divulgado inicialmente pelo humorista André Marinho no canal Flow Podcast e fará parte de um documentário dirigido por Bruno Barreto.
No mesmo depoimento, Bebianno afirma que, numa outra conversa, reclamou com Jair Bolsonaro sobre os constantes ataques de Carlos Bolsonaro nas redes contra aliados da campanha.
Diante das queixas, o presidente mandou o ex-ministro processar o filho 02, para dar-lhe uma lição.
“Num dia anterior, o Carlos tinha irritado muito a todos nós por conta de ataques infundados, gratuitos, que ele tinha feito nas redes sociais em relação a uma série de pessoas, inclusive da equipe de comunicação, que trabalhavam muito aqui para que o projeto fosse bem sucedido. E o Carlos disparou a metralhadora giratória por conta de ciumeira. Nesse dia, o Jair virou pra mim e falou assim: ‘Gustavo, processa ele! Processa ele!’ E eu disse: ‘Capitão, os seus filhos, não’. E ele disse: “Mas o moleque tem que aprender. Tá na hora de ele aprender’.”
Em seguida, Bebianno pondera: “Talvez tivesse sido um acerto ter seguido a orientação dele, processado o Carlos. Talvez, se ele tivesse tomado um susto, amadurecesse um pouco, porque ele não tem a mínima ideia do mal que ele faz às pessoas”.
Em entrevista coletiva, o advogado de Daniel Silveira (PSL/RJ), André Rios, afirmou que vai esperar o posicionamento da Câmara para decidir sobre eventuais recursos contra a decisão do STF, que mandou prender o parlamentar, após ele ameaçar integrantes da Corte.
“Espero realmente que a Casa do povo entenda que o povo está do lado do deputado”, disse.
Sobre a audiência de custódia que manteve o parlamentar preso, Rios considerou que o procedimento foi “meramente protocolar”. “O magistrado só seguiu o posicionamento já firmado pelo STF”, afirmou.
Roberto Rocha, senador pelo PSDB do Maranhão, apresentou nesta quinta-feira (18) um requerimento para que Alexandre de Moraes preste esclarecimentos ao Senado sobre a decisão que determinou a prisão de Daniel Silveira.
Segundo ele, o ministro do STF deve explicar aos senadores qual é “o limite entre opiniões respaldadas pelo instituto da inviolabilidade parlamentar e opiniões que configuram conduta criminosa”.
O convite a Moraes ainda precisa ser aprovado em plenário para ter validade.
A Câmara dos Deputados marcou para essa 6ª feira (19.fev.2021) às 17h a votação sobre a prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ). A data foi confirmada na reunião de líderes realizada na tarde desta 5ª (18.fev) com a participação de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa.
Silveira está preso por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Ele mandou prender o deputado na 3ª (16.fev). Na 4ª feira (17.fev) o Supremo referendou por unanimidade a decisão de Moraes.
O motivo da prisão foi vídeo no qual Silveira profere insultos contra juízes da Corte. Líderes de bancada e integrantes da cúpula da Câmara estão irritados com Silveira. Acha que ele causou um grande problema à Casa em uma atitude que visava aglutinar seus próprios eleitores.
Quando um deputado é preso a Câmara precisa votar se aceita a detenção ou não. Esse processo tem potencial para causar atrito com o STF. A decisão tem que ser por maioria absoluta (ou seja, 257 votos dos 513 deputados).
Lira ainda não divulgou, porém, se esse número de votos é necessário para determinar a soltura de Silveira ou para mantê-lo encarcerado.
A cúpula da Câmara tinha esperança de que ele fosse libertado na audiência de custódia realizada mais cedo nesta 5ª. Nesse caso não seria necessário votar a prisão. A decisão da Justiça, porém, foi manter Silveira preso.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RJ) estava na reunião. Na saída, disse que a votação deve ser aberta (quando é possível saber como cada deputado votou). Os advogados de Silveira poderão participar da sessão, e mesmo o deputado poderá falar, de acordo com Van Hattem.
“Depende do relatório, mas a maioria absoluta sempre é preciso para manter a decisão de mantê-lo preso”, disse o Marcel Van Hattem. Ele disse que o Novo votará contra a prisão porque seria um atentado contra a liberdade de expressão.
O STF (Supremo Tribunal Federa) deve relaxar a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).
A ideia, de acordo com ministros ouvidos pela coluna, é que ele passe pelo menos o fim de semana na prisão, mas depois seja solto.
O parlamentar, no entanto, deve ser submetido a medidas cautelares, como por exemplo usar tornozeleira e ser impedido de usar as redes sociais.
A possibilidade de relaxamento, pelo próprio STF, passou a ser considerada depois que a Câmara dos Deputados sinalizou que não derrubará a prisão de Daniel Silveira. Ou seja, não desautorizará o Supremo.
A Casa tem a palavra final sobre o assunto. Uma decisão a favor do parlamentar, no entanto, abriria uma crise com a Corte, que na quarta (17) ratificou a detenção, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, por unanimidade.
O deputado foi preso depois de divulgar um vídeo em que ofendia e ameaçava ministros do STF, além de defender a ditadura militar.
A determinação de Alexandre de Moraes, num primeiro momento, causou forte reação na Câmara dos Deputados, e parlamentares ameaçaram derrubá-la em plenário.
Depois que ela foi referendada pelos 11 ministros do STF, no entanto, houve um recuo. Líderanças da Câmara passaram a dizer que não valeria a pena desautorizar o Supremo e abrir uma crise para defender um parlamentar radical, que fez ataques aos magistrados e à democracia com os quais a maioria não concorda.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, comunicou mais cedo ao presidente Jair Bolsonaro que o plenário deve manter a prisão de Daniel Silveira.
Mais de 20 mil pessoas foram prejudicadas por fraudes no pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19. A informação foi divulgada pela Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (18), em coletiva sobre a operação de combate a este tipo de crime, que aconteceu pela manhã, e se refere apenas às vítimas deste esquema investigado. Quem teve o benefício roubado deve procurar a Caixa.
Segundo o delegado Cleo Mazzotti, o prejuízo é de cerca de R$ 15 milhões nesta fase da operação.
Cerca de 50 pessoas são investigadas em Minas por participação nas fraudes, sendo 20 na Região Metropolitana. Nesta quinta-feira foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em 39 cidades do estado e mais sete mandados nos estados da Paraíba, Tocantins e Bahia. Ninguém foi preso.
“As investigações começaram através das denúncias de quem foi receber o valor e percebeu que o dinheiro já havia sido retirado da conta. Através dessas denúncias foi criado um grupo de inteligência para investigar os alvos com o apoio do Ministério da Cidadania, a Caixa Econômica Federal, o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal (RF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU)”, disse o superintendente regional substituto da PF em Minas, Marcelo Rezende.
A Operação “Terceira Parcela” conta com a participação de mais de 200 policiais e é uma continuidade de outras duas operações deflagradas pela Polícia Federal no ano passado. No dia 10 de novembro a Operação “Primeira Parcela” ocorreu nos estados da Bahia, São Paulo e Tocantins. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro pessoas foram presas. No dia 10 de dezembro, durante a Operação “Segunda Parcela”, a Polícia Federal enviou equipes para investigar as fraudes ao Auxílio Emergencial para 14 Estados.
“Essa é a operação mais expressiva no combate a fraudes no auxílio emergencial. Os prejudicados são famílias sem renda que infelizmente tiveram seus benefícios retirados por organizações e grupos criminosos no momento de maior fragilidade”, falou Rezende.
Complexidade na investigação
O delegado Mazzotti falou sobre as dificuldades em chegar aos responsáveis pelas fraudes.
“Quando foi oferecido o benefício, verificamos que 65 milhões de pessoas seriam beneficiadas, com isso as fraudes deveriam ser investigadas. Se cada caso fosse analisado de forma individual não chegaríamos a lugar nenhum”, disse.
O delegado também alertou que as investigações são contra pessoas e grupos criminosos que burlavam o sistema e não contra pessoas que receberam de forma indevida.
“É preciso destacar que as investigações são contra essas organizações e não contra aquele indivíduo que preencheu os dados de forma incorreta e recebeu indevidamente. Esses devem procurar a Caixa para devolver o valor e não serem confrontados pela Justiça”, alertou .
O prejuízo aos cofres públicos, segundo Mazzoti, poderia ser maior.
“Com essas operações já conseguimos evitar que mais de três milhões de benefícios fossem entregues de forma indevida. Isso corresponde a R$ 6 bilhões”.
O delegado da PF, Adriano de Freitas, explicou os objetivos dessa fase.
“Neste primeiro momento estamos recolhendo provas qualificadas. As Informações desta quinta-feira serão cruzadas com as informações que já temos para ajudar nas próximas fases da investigação. Estamos em busca de identificar os integrantes dessa organização”.
Deputados ligados à cúpula da Câmaraque tentam costurar um acordo para tirar Daniel Silveira (PSL-RJ) da prisão enviaram um recado ao parlamentar, que segue detido na Superintendência da Polícia Federal no Rio desde a noite de terça-feira após insultar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em vídeo.
Silveira deixaria a prisão em troca de, assim que for liberado, licenciar-se do cargo até o Conselho de Ética da Câmara decidir qual punição lhe será aplicada. Além disso, os interlocutores informaram a Silveira que não poderiam absolvê-lo diante da repercussão do caso, mas trabalhar para que ele seja apenas suspenso, sem ter o diploma de deputado cassado. Todo esse processo custaria ao parlamentar cerca de seis meses de mandato.
A proposta foi levada a Silveira durante visitas que recebeu de políticos nesta quarta-feira. O deputado, contudo, não se mostrou entusiasmado com a oferta, argumentando que o prazo seria longo demais.
De acordo com um dos interlocutores que o visitou, Silveira respondeu, acompanhado de seu advogado, que “toparia um mês” longe das atividades legislativas ou “um pouco mais que isso”. O mesmo aliado aconselhou Silveira a aceitar a proposta, tendo em vista que, diante de uma possível cassação, a suspensão “seria lucro”.
Desenvolvedores de vacinas contra a Covid-19 se preparam para iniciar ensaios em mulheresgrávidas com o objetivo de provar que os imunizantes são seguros para gestantes.
A Pfizer e a parceira alemã BioNTech começaram os ensaios com sua vacina de RNA mensageiro em 4 mil mulheres nos últimos estágios da gravidez, de acordo com o site de registros de ensaios clínicos dos Estados Unidos.
As empresas realizarão um estudo de estágio intermediário entre 350 voluntárias com 27 a 34 semanas de gestação para confirmar a segurança antes de passar para ensaios avançados entre mulheres com 24 a 34 semanas de gestação.
AstraZeneca e Johnson & Johnson planejam realizar ensaios nos próximos meses. É uma boa notícia para grávidas, que até agora têm enfrentado um difícil dilema: foram excluídas dos estudos de vacinas, porém são mais vulneráveis a casos graves de Covid-19. Alguns estudos também relacionaram a doença ao parto prematuro.
“Embora seja uma boa notícia que os ensaios de vacinas em mulheres grávidas estejam finalmente começando, os resultados desses testes provavelmente não estarão disponíveis antes do outono”, no hemisfério norte, disse Marian Knight, professora de saúde da população materno-infantil da Universidade de Oxford.
Mulheres grávidas foram excluídas dos estudos de vacinas devido à falta de informações sobre segurança e risco potencialmente maior de eventos adversos, apesar dos apelos de muitos cientistas e médicos para a inclusão de gestantes.
Como resultado, EUA, Reino Unido e a Organização Mundial da Saúde desaconselharam a vacinação de mulheres grávidas, a menos que façam parte do grupo de alto risco, como profissionais de saúde da linha de frente.
O estudo da Pfizer-BioNTech será realizado nos EUA, Europa, América do Sul e África e se concentrará no terceiro trimestre da gravidez para minimizar o risco para bebês ainda em gestação, disse a BioNTech em comunicado por e-mail. As empresas não planejam avaliar se a vacina pode ter efeito preventivo para bebês após o nascimento.
A maioria das empresas também estabeleceu registros para monitorar participantes que conceberam após participarem de ensaios de vacinas. Astra e Universidade de Oxford disseram em painel nos EUA em janeiro que 21 mulheres dos ensaios ficaram grávidas após a vacinação, enquanto 23 que participaram dos estudos da Pfizer-BioNTech relataram no ano passado que estavam grávidas.
A diretriz atual do Reino Unido aconselha o adiamento da segunda dose da vacina se uma mulher de baixo risco engravidar após a primeira injeção.
Os ensaios de vacinas com crianças também só começaram nos últimos meses, e os primeiros dados são esperados em meados do ano. Embora as crianças geralmente não sofram de Covid grave, podem ser essenciais para prevenir a transmissão para pessoas vulneráveis, incluindo mulheres grávidas em casa.
Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA disseram na quarta-feira que iniciaram um estudo sobre os efeitos do remdesivir no tratamento da Covid-19 em mulheres grávidas. O antiviral da Gilead Sciences demonstrou acelerar a recuperação de casos graves e foi aprovado pelos EUA para uso em pacientes com Covid no ano passado.
O percentual de famílias endividadas (com dívidas em atraso ou não) no país chegou a 66,5% em janeiro deste ano, ficando acima das taxas de dezembro de 2020 (66,3%) e de janeiro daquele ano (65,3%). O dado é da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada hoje (18), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O percentual de inadimplentes, ou seja, famílias com dívidas ou contas em atraso, chegou a 24,8%, abaixo dos 25,2% de dezembro, mas acima dos 23,8% de janeiro do ano passado.
As famílias que não terão condições de pagar suas contas somaram 10,9% do total, abaixo dos 11,2% de dezembro, porém, acima dos 9,6% de janeiro de 2020.
“Com o fim do auxílio [emergencial] e o atraso no calendário de vacinação, as famílias de menor renda precisarão adotar maior rigor na organização do orçamento. Essa conjuntura faz o crédito ter papel ainda mais importante na recomposição da renda. É preciso seguir ampliando o acesso aos recursos com custos mais baixos, mas também alongar os prazos de pagamento das dívidas para manter a inadimplência sob controle”, disse a economista responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.
Cartões de crédito
Segundo a CNC, o percentual de dívidas com cartão de crédito entre o total de endividados chegou a 80,5%, subindo para um patamar histórico.
Em janeiro do ano passado, a taxa era de 79,8%. Outros principais motivos para dívidas em janeiro deste ano foram: carnês (16,8%), financiamento de carro (9,9%) e crédito pessoal (8,4%).
O tempo médio com pagamento em atraso chegou a 63,3 dias e o tempo médio de comprometimento com dívidas ficou em 6,9 meses, disse a CNC.
A Petrobras anunciou hoje (18) um novo aumento médio nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias, que chegarão a R$ 2,48 e R$ 2,58 por litro, respectivamente. A partir de amanhã (19), será aplicado um reajuste de R$ 0,23 para o litro da gasolina e de R$ 0,34 para o do diesel.
O preço cobrado nas refinarias da Petrobras corresponde a cerca de 33% do preço pago pelos consumidores finais da gasolina e a 51% do preço final do diesel, segundo a estatal. A companhia explica que “até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”.
Os preços praticados nas refinarias da Petrobras são reajustados de acordo com a taxa de câmbio e a variação do preço internacional do petróleo, negociado em dólar. Desde janeiro, a Petrobras já reajustou três vezes o preço do diesel e quatro vezes o da gasolina, que tinha o valor médio de R$ 1,84 em 29 de dezembro e chegará a R$ 2,48 com o reajuste que vigora a partir de amanhã.
Em 18 de janeiro, a estatal anunciou um aumento médio de R$ 0,15 para a gasolina e manteve o preço do diesel. No dia 26 do mesmo mês, um novo reajuste elevou o preço nas refinarias em R$ 0,10 para a gasolina e em R$ 0,09 para o diesel. Já em 8 de fevereiro, foi anunciado um aumento de R$ 0,17 para a gasolina e de R$ e de 0,13 para o diesel.
O Brasil atingiu um desejado patamar para controle da pandemia na última terça-feira, 16. Com a confirmação de compra das 54 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela farmacêutica Sinovac Life Science em parceria com o Instituto Butantan, o país tem cota suficiente para vacinar toda a população acima de 18 anos. Atualmente são 162,8 milhões de brasileiros maiores de idade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Atualmente, o país tem garantidas 354,9 milhões de doses neste 2021. Para chegar a essa monta, consideramos somente os contratos assinados. São os seguintes: Butantan/Sinovac, com 100 milhões de doses a serem disponibilizadas até setembro; Fiocruz/AstraZeneca, com 212,4 milhões de doses em contrato até dezembro e o consórcio Covax Facility com 42,5 milhões de aplicações a serem entregues até o fim do ano, de acordo com o Governo Federal. Para oferecer duas doses a toda a população, seriam necessárias 325,6 milhões de doses (há, inclusive, uma ligeira diferença para considerar a taxa de desperdício de 5%, algo como 16,28 milhões de doses).
A conta de doses fisicamente disponíveis, porém, é bem menor. 31,9 milhões doses já desembarcaram em solo nacional, 8,9% do total combinado. O Butantan já entregou 9,8 milhões de doses (prontas) ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. No instituto há material suficiente para mais 17,3 milhões de aplicações, que devem ser serem finalizadas e envasadas. A Fundação Oswaldo Cruz já recebeu 2 milhões de doses prontas — entregues pelo Ministério da Saúde para todo o país — e tem em suas dependências insumo suficiente para preparar outras 2,8 milhões de aplicações.
Outras negociações
A prancheta do Ministério da Saúde tem outras opções a serem assinadas. São, a princípio, 10 milhões de doses da Sputnik V, do Instituto Gamaleya, na Rússia. E também 20 milhões de doses da Covaxin, da indiana Bharat Biotech. As duas vacinas ainda não têm qualquer tipo de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicações no Brasil, nem em forma de testes. O Governo Federal diz que deve assinar ainda nesta semana os dois contratos.
O Butantan também abriu negociações para comprar mais 20 milhões de doses da CoronaVac. Elas seriam entregues a partir de setembro. A Fiocruz prepara-se para a compra de mais 10 milhões de doses prontas junto ao Instituto Serum, na Índia, responsável pela primeira entrega da vacina de Oxford no Brasil, em janeiro. Ainda que o Ministério da Saúde já considere as doses como “garantidas”, membros da Fiocruz ouvidos por VEJA tratam o tema com cautela — uma vez que a primeira importação foi marcada por uma grande dúvida se o contrato seria celebrado ou não. Os trabalhos, porém, estão muito bem encaminhados.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta a Operação Terceira Parcela, a maior já realizada pela corporação contra fraudes no pagamento de auxílio emergencial do Governo Federal.
Nesta primeira etapa da investigação, são alvos os beneficiários de pagamento de contas com valores obtidos com o desvio de auxílios emergenciais. O objetivo da operação é desestruturar ações que causam prejuízo ao programa assistencial e, por consequência, atingem a parcela da população que necessita desses valores.
Em Minas Gerais, aproximadamente 200 policiais federais foram destacados para cumprir 66 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e outros 38 municípios do estado. Também estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão na Bahia, no Tocantins e na Paraíba.
A ação é fruto do trabalho conjunto da PF, do MPF, do Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal, CGU e TCU, que participam da “Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial”, que investiga organizações criminosas envolvidas nas fraudes.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reabriu o aguardado concurso para 204.307 vagas temporárias para a realização do Censo Demográfico 2021, com salários de até R$ 2.100. Os editais foram publicados nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União.
São dois processos seletivos e há vagas distribuídas para praticamente todos os municípios do país.
Veja a distribuição de vagas e salários:
181.898 vagas para a função de Recenseador: remuneração por produção, de acordo com o número de domicílios visitados e questionários respondidos.
5.450 vagas para a função de Agente Censitário Municipal: salário de R$ 2.100.
16.959 vagas para a função de Agente Censitário Supervisor: salário de R$ 1.700
Recenseador
Para a função de recenseador, é exigido ensino fundamental completo.
O recenseador é o responsável por fazer o trabalho da coleta de dados por meio de entrevistas com os moradores.
A previsão de duração do contrato é de até 3 meses, podendo ser prorrogado, com base nas necessidades de conclusão das atividades do Censo Demográfico 2021 e na disponibilidade de recursos orçamentários.
A remuneração é calculada por produção, com base:
no número de unidades visitadas;
taxa de remuneração dos setores censitários;
número de questionários respondidos;
número de pessoas recenseadas
O recenseador não tem horário fixo. Espera-se que dedique ao menos 25 horas por semana, inclusive nos feriados e finais de semana.
Em média, há 300 domicílios por setor censitário. O tempo de coleta de um setor varia segundo suas características e o tempo diário que o recenseador dedica ao trabalho. É possível que um recenseador consiga completar mais de um setor ao longo do período da coleta.
O recenseador também terá direito a 13º salário e às férias proporcionais aos dias trabalhados e à produção.
Agente censitário
Para as funções de agente censitário, é exigido ensino médio completo.
O agente censitário municipal gerencia o posto de coleta e, durante todo o trabalho do Censo Demográfico 2021, estará à frente de dois tipos de ações:
Administrativas – controle e à gestão dos recursos humanos e materiais do Posto de Coleta;
Técnico-operacionais – gestor de uma equipe de Agentes Censitários Supervisores e recenseadores em que acompanhará e orientará a Coleta de Dados.
O agente censitário supervisor exerce as tarefas de supervisão da operação censitária, com foco nas questões técnicas e de informática e administrativas. Está subordinado ao Agente Censitário Municipal. Sua principal função é acompanhar, avaliar e, sobretudo, orientar os Recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo.
A duração dos contratos é de 5 meses, podendo ser prorrogado, com base nas necessidades de conclusão das atividades do Censo Demográfico 2021 e na disponibilidade de recursos orçamentários.
Ao candidato que obtiver melhor classificação será oferecida a vaga de Agente Censitário Municipal. Aos demais candidatos classificados serão asseguradas as vagas de Agente Censitário Supervisor, obedecida a ordem de classificação.
A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias.
Para as vagas de agente censitário municipal e agente censitário supervisor, as inscrições começam nesta sexta-feira (19) e vão até 15 de março pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/ibge_20_agente. A taxa de inscrição é de R$ 39,49.
Distribuição de vagas
As vagas são distribuídas em 3.929 municípios do país para agente censitário e em 5.297 cidades para recenseador.
Veja a distribuição para agente censitário municipal e agente censitário supervisor:
Vagas para agente censitário — Foto: Reprodução/IBGE
Veja a distribuição para recenseador:
Vagas para recenseador — Foto: Reprodução/IBGE
Provas e resultados
De acordo com o IBGE, as provas objetivas serão aplicadas presencialmente em 18 de abril para agente censitário municipal e agente censitário supervisor. Para recenseadores, as provas serão também presenciais, em 25 de abril, “seguindo os protocolos sanitários de prevenção da Covid-19”.
Essa diferença de datas permite ao candidato participar dos dois processos seletivos.
As provas serão realizadas em todos os municípios onde houver vagas.
Provas para agente censitário municipal e agente censitário supervisor:
prova objetiva de caráter eliminatório e classificatório
4 horas de duração, aplicada no turno da tarde
10 questões de Língua Portuguesa
10 questões de Raciocínio Lógico Quantitativo
5 questões de Ética no Serviço Público
15 questões de Noções de Administração/Situações Gerenciais
20 questões de Conhecimentos Técnicos.
Prova para recenseador:
prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório
4 horas de duração, aplicada no turno da tarde
10 questões de Língua Portuguesa
10 questões de Matemática
5 questões sobre Ética no Serviço Público
25 questões de Conhecimentos Técnicos
O conteúdo programático está disponível nos editais.
Os gabaritos preliminares serão divulgados no dia seguinte à aplicação das provas, a partir das 19h, no site do Cebraspe. O resultado final dos aprovados será divulgado em 27 de maio.
A previsão para contratação é dia 31 de maio no caso dos agentes censitários, e em julho, para os recenseadores.
Lançado em março do ano passado, o edital trazia 208.695 vagas e a previsão era receber quase 2 milhões de inscrições.
O coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros, considerou a redução de mais de 4 mil vagas pequena e justificou que houve “análise das áreas técnicas, que tiveram tempo para rever as necessidades do Censo”.
Quem se inscreveu na seleção do ano passado não está com a inscrição garantida para os processos seletivos deste ano. É preciso fazer nova inscrição e pagar a taxa para garantir a participação na nova seleção.
Desde maio do ano passado, os inscritos na seleção cancelada podem solicitar o reembolso da taxa de inscrição através da Central de Atendimento do IBGE, pelo telefone 0800 721 8181. A ligação é gratuita. Basta informar nome e CPF para confirmação do cadastro e dados bancários (banco, nº da agência e conta bancária), em que seja o titular, para o recebimento do valor. Em janeiro, o IBGE iniciou a terceira fase de restituição da taxa de inscrição.
A fisioterapeuta e professora universitária Solimar Palagar, 47, que trabalha numa maternidade pública de Natal, descobriu que foi vacinada contra a Covid-19 com dois imunizantes diferentes.
Em janeiro, recebeu a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca. Nesta terça-feira (16), tomou a segunda dose da Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou em nota oficial que pode ter havido falha no processo porque ela não teria feito o autocadastro e o nome estava ilegível no documento. Afirmou também que se trata de um caso isolado.
As pessoas que recebem a primeira dose de uma vacina devem tomar a segunda do mesmo imunizante. Não há comprovação científica de eficácia em casos em que a pessoa toma duas doses de fabricantes diferentes.
“A profissional está em monitoramento remoto e notificada para acompanhamento de possível evento adverso”, diz a nota da Secretaria Municipal de Saúde de Natal.
O poder público comunicou que sempre informa aos usuários o tipo de vacina aplicada com a estimativa de esquema vacinal para a segunda dose.
Solimar tomou a primeira dose da Coronavac no dia 27 de janeiro. O nome da vacina não foi registrado no cartão. Nesta terça, após receber a segunda dose, a profissional responsável pela aplicação do imunizante verificou o lote que constava no cartão e disse que havia errado.
“Cheguei ao local e a moça aplicou a vacina em mim, mas quando ela pegou meu cartão de vacinação para registrar e viu o lote da dose que eu tinha tomado primeiro disse: ‘meu Deus, apliquei a vacina errada. Ela ficou muito assustada e eu fiquei muito nervosa'”, contou em entrevista ao portal de notícias G1.
A Prefeitura de Natal informou que ainda será definido se Solimar vai tomar a segunda dose da vacina da AstraZeneca/Oxford no tempo correto conforme bula do produto.