Aposta bolsonarista em imunidade de rebanho causou colapso em Manaus, diz vice do Amazonas

A aposta bolsonarista na imunidade de rebanho causou o colapso em Manaus.

A denúncia foi feita pelo vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, em entrevista para a Folha de S. Paulo.

De acordo com ele, o alinhamento do governador Wilson Lima com Jair Bolsonaro transformou o estado em um laboratório gerador da nova cepa da Covid.

“Quando houve envolvimento do governador na operação da PF, a estratégia foi mostrar alinhamento com Bolsonaro. A política era de afirmar que se tinha uma imunidade de rebanho. O que acabou acontecendo foi um laboratório, a P1 encontrou ambiente adequado.”

o antagonista.

Nascidos em maio podem sacar auxílio a partir desta 5ª feira


Brasileiros nascidos em maio podem realizar nesta 5ª feira (6.mai.2021) o saque da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas que vão de R$ 150 a R$ 375 dependendo da composição familiar.

O benefício começou a ser pago em 15 de abril, mas só podia ser usado para compras, pagamentos e transferências por meio de conta digital no aplicativo Caixa Tem. Ao longo deste mês, o governo depositará a 2ª parcela do auxílio para trabalhadores e beneficiários do Bolsa Família.

O pagamento das 4 parcelas é feito de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Para quem é do Bolsa Família, o calendário segue o último dígito do NIS. O auxílio emergencial não é cumulativo. Dentre o programa social e o auxílio, o beneficiário só recebe o de valor maior. A Caixa recomenda não ir presencialmente às agências para evitar aglomerações.

PAGAMENTO NA PRÁTICA

Pelo novo desenho, o governo vai pagar 4 parcelas –de R$ 150 a R$ 375– a 45,6 milhões de pessoas. Eis a divisão:

  • R$ 150 – quem mora sozinho;
  • R$ 250 – famílias com mais de um integrante;
  • R$ 375 – mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.

O cronograma do pagamento para quem tem conta na Caixa ou para saque em dinheiro é organizado de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Eis o cronograma (os “ciclos” se referem a cada uma das parcelas do auxílio).

As datas para pagamento com crédito na poupança social digital da Caixa:

Abaixo, as datas de pagamento para quem fará o saque em dinheiro:

As datas abaixo são para os beneficiários do Programa Bolsa Família:

poder 360.

Deputado Tomba Farias cobra a Fátima Bezerra a reabertura de bares e restaurante e lembra que “a quebradeira no turismo é grande”

Destacando que o Rio Grade do Norte é o único estado do Nordeste a ter os seus bares e restaurantes fechados e que a “quebradeira no turismo é muito grande”, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) cobrou da governadora Fátima Bezerra (PT) uma solução que permita o funcionamento dos bares e restaurantes, inclusive com a permissão de comercialização de bebidas alcoólicas. O parlamentar destacou ainda a ainda a grave situação de garçons e demais trabalhadores do setor, que, segundo ele, encontram-se impossibilitados de garantir o sustendo de suas famílias. Tomba Farias defendeu também o imediato retorno das aulas.

“Os donos de restaurantes e de bares não aguentam mais. Não existe em nenhum local uma situação trágica como a que acontece no Rio Grande do Norte, que é o único estado do Nordeste que continua com seus restaurantes e bares fechados e proibidos de vender bebidas alcoólicas”, enfatizou.

O parlamentar disse ainda que nunca conseguiu entender o motivo da proibição de bares e restaurantes venderem “uma taça de vinho, uma cerveja ou uma dose de uísque”, até mesmo durante o período de permissão de funcionamento até às 20 horas. Para Tomba Farias também não existe explicação para que os estabelecimentos funcionem só até às 20 horas e não até às 22 horas. “Qual a diferença?”, questiona, lembrado que a venda de bebidas alcoólicas é uma das principais fontes de receita para a sobrevivência do setor.

“É preciso que o governo do RN dê uma oportunidade ao turismo, esse pessoal não aguenta mais, pois a quebradeira é muito grande. Os restaurantes estão todos fechados e o desemprego é grande. Governadora, a senhora precisa tomar uma posição firme. Que os bares e restaurantes sejam abertos, seguindo com rigor todos os protocolos de segurança sanitária”, disse.
*ESCOLAS*

Tomba Farias também defendeu o retorno das aulas. “As escolas precisam voltar com urgência urgentíssima”, ressaltou. Ele revelou que em Santa Cruz as aulas foram paralisadas, apesar da rede de ensino do município seguir todos os protocolos de segurança sanitária, como uso de álcool gel e máscaras para alunos e professores, redução do número de alunos e distanciamento nas salas de aula.

“Eu pergunto: qual é o problema dessas escolas funcionarem? A pessoa entra em um ônibus com cinquenta pessoas, se vai para o supermercado tem fila e tudo, as praias estão ai lotadas. E porque as aulas não podem acontecer? O governo precisa achar uma solução e ter coragem” assinalou.

*FONTE: Assessoria de Imprensa do deputado estadual Tomba Farias*

Ministério Público deflagra operação sujeito oculto em prefeitura de Paraú

Operação Sujeito Oculto foi deflagrada nesta quarta (5). Marido da prefeita e o servidor responsável pela emissão de vales-combustíveis da Prefeitura Municipal foram presos preventivamente

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira (5) a operação Sujeito Oculto. O objetivo é apurar um suposto esquema de desvio de dinheiro público no âmbito da Prefeitura de Paraú.

A operação investiga os delitos de estelionato contra a administração pública, peculato, contratação direta indevida, associação criminosa, desobediência à decisão judicial sobre suspensão de direito e lavagem de dinheiro.

Com o apoio da Polícia Militar, a operação Sujeito Oculto cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Paraú, Natal, Mossoró, Ipanguaçu, Parnamirim e Assu. Ao todo, participaram da ação 16 promotores de Justiça, 24 servidores do MPRN e ainda 68 policiais militares.

Os mandados foram cumpridos na sede da Prefeitura de Paraú; nas Secretarias de Educação, de Agricultura e Pesca, de Saúde, de Assistência Social, e de Obras, Urbanismo e Transporte; em um posto de combustíveis; na sede de uma construtora e ainda nas residências dos investigados.

O principal investigado na operação é o empresário Antônio Vicente Eufrásio Peixoto, marido da atual prefeita do Município. De acordo com o que já foi apurado pelo MPRN, ele contratou máquinas através de acordo verbal, sem licitação e documento formal, com pagamentos efetuados por terceiros e através de vales-combustíveis quitados pelo erário municipal. Vicente Eufrásio foi preso preventivamente.

Para cometer os supostos delitos, Vicente Eufrásio contava com o apoio de Antônio Leodecio Fonseca, servidor da Prefeitura de Paraú responsável pela autorização de “ordens de combustíveis”. Leodecio Fonseca também foi preso preventivamente.

O MPRN levantou que a possível atuação do grupo criminoso é permanente, desde o ano de 2018 até a presente data. A licitação da Prefeitura de Paraú para aquisição de combustíveis é de R$ 252.963,69. Mesmo assim, a empresa vencedora recebeu da Prefeitura entre os anos de 2019 e 2021 a quantia de R$1.298.689,16.

Dados da quebra de sigilo bancário e fiscal de Vicente Eufrásio apontam que ele teve movimentação financeira superior a 712% a 1377% da sua renda líquida no período de 2016 a 2020.

O empresário Antônio Vicente Eufrásio Peixoto encontra-se, atualmente, inelegível, em razão de ter suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do RN e, também, por uma condenação no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em uma Ação de Improbidade Administrativa. Por esse motivo, ele ficou impossibilitado de concorrer a cargos eletivos e tomar posse em cargos públicos. Na investigação, o MPRN detectou que ele atua no dia a dia da administração, havendo elementos que indicam a configuração do delito de usurpação do exercício de função pública.

Com o material apreendido na operação Sujeito Oculto, o MPRN irá aprofundar as investigações e apurar se há envolvimento de outras pessoas no esquema de desvio de dinheiro público.

 

 

Operação Sujeito Oculto foi deflagrada nesta quarta (5). Marido da prefeita e o servidor responsável pela emissão de vales-combustíveis da Prefeitura Municipal foram presos preventivamente

*Atualizado às 7h30.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira (5) a operação Sujeito Oculto. O objetivo é apurar um suposto esquema de desvio de dinheiro público no âmbito da Prefeitura de Paraú.

A operação investiga os delitos de estelionato contra a administração pública, peculato, contratação direta indevida, associação criminosa, desobediência à decisão judicial sobre suspensão de direito e lavagem de dinheiro.

Com o apoio da Polícia Militar, a operação Sujeito Oculto cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Paraú, Natal, Mossoró, Ipanguaçu, Parnamirim e Assu. Ao todo, participaram da ação 16 promotores de Justiça, 24 servidores do MPRN e ainda 68 policiais militares.

Os mandados foram cumpridos na sede da Prefeitura de Paraú; nas Secretarias de Educação, de Agricultura e Pesca, de Saúde, de Assistência Social, e de Obras, Urbanismo e Transporte; em um posto de combustíveis; na sede de uma construtora e ainda nas residências dos investigados.

O principal investigado na operação é o empresário Antônio Vicente Eufrásio Peixoto, marido da atual prefeita do Município. De acordo com o que já foi apurado pelo MPRN, ele contratou máquinas através de acordo verbal, sem licitação e documento formal, com pagamentos efetuados por terceiros e através de vales-combustíveis quitados pelo erário municipal. Vicente Eufrásio foi preso preventivamente.

Para cometer os supostos delitos, Vicente Eufrásio contava com o apoio de Antônio Leodecio Fonseca, servidor da Prefeitura de Paraú responsável pela autorização de “ordens de combustíveis”. Leodecio Fonseca também foi preso preventivamente.

O MPRN levantou que a possível atuação do grupo criminoso é permanente, desde o ano de 2018 até a presente data. A licitação da Prefeitura de Paraú para aquisição de combustíveis é de R$ 252.963,69. Mesmo assim, a empresa vencedora recebeu da Prefeitura entre os anos de 2019 e 2021 a quantia de R$1.298.689,16.

Dados da quebra de sigilo bancário e fiscal de Vicente Eufrásio apontam que ele teve movimentação financeira superior a 712% a 1377% da sua renda líquida no período de 2016 a 2020.

O empresário Antônio Vicente Eufrásio Peixoto encontra-se, atualmente, inelegível, em razão de ter suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do RN e, também, por uma condenação no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em uma Ação de Improbidade Administrativa. Por esse motivo, ele ficou impossibilitado de concorrer a cargos eletivos e tomar posse em cargos públicos. Na investigação, o MPRN detectou que ele atua no dia a dia da administração, havendo elementos que indicam a configuração do delito de usurpação do exercício de função pública.

Com o material apreendido na operação Sujeito Oculto, o MPRN irá aprofundar as investigações e apurar se há envolvimento de outras pessoas no esquema de desvio de dinheiro público.


Em encontro, Lula e Eunício Oliveira conversam sobre 2022 e pandemia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o ex-senador e presidente do MDB no Ceará Eunício Oliveira nesta 3ª feira (4.mai.2o21), em Brasília.

Os políticos conversaram sobre as alianças regionais para as eleições de 2022 e sobre a pandemia.

Lula chegou à capital na 2ª feira (3.mai), e vem participando de reuniões. Sua equipe nega cunho eleitoral da agenda.

Em publicação em seu perfil no Instagram, Eunício classificou a conversa como “agradável e produtiva”. Afirmou que o diálogo também envolveu a preocupação com os mais pobres, o desemprego e a “questão da fome que assola milhares de cidadãos no Brasil”.

Mais cedo, o ex-presidente se reuniu com o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e reforçou o convite para que o congressista se filie ao PT.

Na ocasião, também participaram a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o líder do PT na Câmara, o deputado federal Bohn Gass, e os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Jaques Wagner (PT-BA) e líder do PT no Senado, o senador Paulo Rocha (PT-PA).

Assim que chegou a Brasília, na 2ª feira (3.mai), o ex-presidente Lula se encontrou com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a cineasta e mulher de Freixo, Antonia Pellegrino, a presidente nacional do PT Gleisi Hoffmann, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), o ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência em 2018, Fernando Haddad, e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Lula afirmou que “conversou sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil. E sobre urgência do auxílio emergencial de R$ 600 para combater o avanço da fome o avanço da miséria no país”.

É a 1ª viagem nacional de Lula depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) anular as condenações da Lava Jato. Ele agora está elegível e apto a disputar a eleição presidencial de 2022. Pesquisa PoderData já revelou que o petista teria 18 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro em um eventual 2º turno na disputa pelo Palácio do Planalto. Lula teria 52% contra 34% do atual presidente.
poder 360.

Deputado Souza comemora anúncio de implantação do Atlas da Energia Solar e Eólica

Sessão Ordinária – 04/05/2021

O deputado Souza (PSB) comemorou nesta terça-feira (4), durante sessão plenária híbrida da Assembleia Legislativa, o anúncio feito pelo Governo do Estado para desenvolvimento do Atlas da Energia Solar e Eólica do Rio Grande do Norte. A iniciativa irá garantir a análise dos ventos e a radiação solar, visando aumentar os investimentos no setor no RN.

“Sabemos que nessa área das energias renováveis despontamos como um dos principais do País. Em 2015 requeri a implantação desse mapa para orientar os investidores e finalmente teremos a sua implementação, contemplando as potencialidades de cada região potiguar no setor”, destacou Souza.

De acordo com o deputado, as energias renováveis têm modificado a realidade de diversos municípios potiguares, gerando emprego, renda e divisas para a população. “A boa notícia é que esses equipamentos para a análise dos ventos e radiação solar, que irão viabilizar a elaboração do atlas, começarão a ser instalados essa semana. O documento, por sua vez, é esperado para o segundo trimestre de 2022”, comemorou ele.

Ainda segundo Souza, serão implantadas ao todo 6 torres com 3 metros de altura cada, nos municípios de Lajes, Nova Cruz, Santa Cruz, Mossoró, Pau dos Ferros e Jandaíra. “Esse documento é fundamental para garantir que o Rio Grande do Norte continue na liderança desse setor, atraindo e orientando os investimentos no Estado”, concluiu.

Fonte: AL/RN.

95% das trabalhadoras domésticas perderam renda na pandemia, diz estudo

Em pouco mais de 1 ano da pandemia do coronavírus, 95% das trabalhadoras domésticas relataram que a renda diminuiu.

A informação é de pesquisa realizada pelo observatório De Olho na Quebrada, da Unas(União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região), entre dezembro de 2020 e março deste ano.

O estudo, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta 3ª feira (4.mai.2021), teve apoio da ActionAid, da Open Society Foundation e do Instituto Construção.

O levantamento entrevistou mulheres de Heliópolis, uma favelas mais populosas de São Paulo (SP), com cerca de 200 mil moradores.

A pesquisa aponta que quase 9 em 10 perderam algum posto de trabalho na pandemia e que mais da metade (52%) não tem mais nenhuma renda.

Segundo a pesquisa, 97% das trabalhadoras domésticas em Heliópolis são mães e metade delas é solo, ou seja, não compartilha com ninguém a responsabilidade pela criação dos filhos. Mais de 70% delas são negras e 48% têm entre 40 e 59 anos.
poder 360.

O silêncio de Deus

Padre João Medeiros Filho
Diante da pandemia atual, há os que questionam: “Onde está Deus?” Na década de 1940, teólogos do pós-guerra interrogaram: “Como falar de Deus para quem vivenciou a tragédia de Hiroshima e Nagasaki?” Visitando Auschwitz, Bento XVI exclamou: “Onde estavas, ó Deus, que silenciaste?” A complexa situação vivida pela humanidade implica na revisão de nossas concepções espirituais, sociopolíticas, econômicas e culturais. As religiões não podem se eximir de responder a este questionamento. A cultura judaico-cristã, em especial, é instada a refletir sobre o aparente silêncio do Eterno diante do sofrimento humano. Não raro, empurramos os nossos deveres e responsabilidades para o Onipotente. Primeiramente, é importante superar narrativas que consideram a pandemia como castigo divino. Isso não é bíblico, tampouco teológico. É o desejo do homem projetado sobre Deus. Uma divindade cruel e vingativa só pode ser pensada por quem não conhece a misericórdia do Evangelho. É preciso rever a postura da exigência de milagres, tornando o Criador um “quebra-galho” de nossos erros, omissões e irresponsabilidades. É indispensável rezar para que não sejamos atingidos pelos males. E cruzar os braços é negar pertencer à humanidade redimida por Cristo.
Deus criou o mundo, concedendo-lhe autonomia. A presença do Mal no universo e nas decisões individuais ou sociais pode parecer “cochilos celestiais”. Entretanto, o denominado silêncio de Deus não é apatia nem abandono. Seguir Jesus não isenta o cristão da cruz. “O discípulo não é maior do que o Mestre.” (Lc 6, 40). Para quem tem fé, a última palavra da história humana não é a morte. Esta não é o fim. É preciso se conscientizar de que o Pai Celeste é compassivo com seus filhos. Foi solidário com nossa dor e miséria, enviando Cristo para nos libertar. Ele é discreto. Age por meio daqueles que colaboram verdadeiramente para superar as crises, sem fazer delas álibi para interesses menores. O Altíssimo está presente nos que se arriscam para salvar a vida dos irmãos. É atuante na solidariedade revigorada e nos que reativam a esperança, orando. No fim de toda essa provação, a humanidade deverá reconsiderar seus conceitos e posturas. A finitude e a impotência fazem-nos compreender que ninguém nasceu para sofrer. Porém, a dor nos faz evoluir.
Deus não nos abandona. Torna-se silente para despertar nos seres humanos gestos de fraternidade. Utiliza nossos lábios para proclamar a ternura; nossas mãos para repartir o Bem e nossos corações para demonstrar amor e gratidão. Fala-se Dele como se não estivesse também dentro de cada um. Imagina-se um Ser totalmente abstrato, distante, alheio a tudo, ao redor de nós. Até para nos salvar quis contar com um ser humano: Jesus, o Verbo encarnado. Para libertar seus filhos do Mal, das doenças e ameaças não prescinde de nós. Porém, não assumimos nossos compromissos e buscamos culpados. Não fazemos a nossa parte e cobramos de Deus, como se fosse o responsável pela nossa negligência. Ele não está ausente nem silencioso. Muitos O afastam da sociedade. Em razão disso, não se vê no próximo um irmão. Na política, é tratado como inimigo. Na economia, concorrente. Na religião, incrédulo. Na vida pública, mero contribuinte. A mensagem do Evangelho ainda não penetrou na consciência dos homens. Repele-se Deus do mundo pelo egoísmo, pela injustiça e insensibilidade. Ainda não aprendemos o ensinamento do Mestre: “Que vos ameis uns aos outros.” (Jo 13, 34).
A política usa frequentemente o escudo do bem comum para esconder outros interesses. A economia é despida de sensibilidade. Alicerça-se no lucro. Por vezes, a religião é proselitista, forma sutil de dominação. Urge que os cristãos reflitam mais sobre a Eucaristia: único sinal de fraternidade solidária. A comunhão que recebe o Papa é a mesma do simples fiel. O Pão repartido com os puros é idêntico ao destinado aos pecadores. Eis a grande metáfora da unidade e igualdade humana, legada por Cristo. Mas, o mundo ainda não compreendeu este verdadeiro exemplo de democracia! “Muitos cristãos recebem o Jesus da hóstia consagrada, mas não comungam o Cristo do Evangelho”, repetia Santa Dulce dos Pobres!

Pé no freio dos juros, escreve Carlos Thadeu de Freitas Gomes

Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal

Os dados mais recentes dos preços mostram um alívio na inflação ao consumidor no mês de abril. A inflação no atacado também arrefeceu, principalmente em função da queda nos preços dos produtos industriais. Por outro lado, o aumento sustentado nos preços de commodities têm pressionado os produtos agropecuários. Essa conjuntura de preços em desaceleração combinada com a atividade mais fraca esperada também para o segundo trimestre do ano, além da predominante incerteza em relação à pandemia, seguem sugerindo uma moderação no aumento dos juros.

Como se sabe, a trajetória da política monetária brasileira mudou, com o início do aperto monetário mais forte do que o esperado, na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Naquele momento, meados de março, os dados apontavam maior pressão inflacionária este ano, o dólar beirava R$ 5,60, e as discussões sobre o Orçamento causavam agitação.

O BC (Banco Central) elevou as projeções para a inflação este ano, de 3,4% em dezembro, para 5% no último Relatório de Inflação, divulgado na última semana de março. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficaria 1,25 pontos acima do centro da meta, mas estaria dentro do limite superior para este ano, 5,25%. Mesmo assim, o BC aumentou de 8% para 41% a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta em 2021.

Os últimos dados do IPCA-15 divulgados pelo IBGE mostram que a inflação ao consumidor desacelerou em função do alívio dos preços administrados. A alta de 0,60% veio abaixo da mediana das expectativas (0,67%).

Os números reforçam o cenário de que a alta da inflação decorre de choques temporários de alguns preços, no caso mais recente da energia, com a alta dos preços do petróleo. Mas essas pressões não estão disseminadas, e o índice de difusão está menor. Temos a inflação de alimentos arrefecendo, embora alguns preços de commodities em alta estejam relacionados a retomada do crescimento das economias da China e dos EUA, e a pressão dos preços de petróleo começou a diminuir.

Ou seja, no curto prazo, o indicador geral e as aberturas do IPCA-15 estão bem comportados, mesmo com preços administrados e commodities podendo oferecer alguma pressão ao IPCA de 2021 e de 2022.

Além disso, com a decretação dos lockdownsem diversas cidades, a partir das últimas semanas de março, houve, de fato, piora nas perspectivas para o desempenho da atividade econômica no segundo trimestre, afetando a confiança dos empresários e consumidores.

O índice de confiança do empresário do comércio, da CNC, caiu em abril pela quinta vez, atingindo o quadrante pessimista. As expectativas dos comerciantes para o curto prazo pioraram, embora estejam na zona de avaliação otimista, impactando negativamente a intenção de investimentos e a contratação de funcionários pelo setor.

A intenção de consumo das famílias igualmente caiu em abril, com o agravamento da pandemia, lentidão na vacinação, que se refletem nos orçamentos dos consumidores e na maior cautela em relação ao consumo.

A sondagem da construção civil reforça a expectativa de desaceleração da atividade econômica na passagem do primeiro para o segundo trimestre. O Índice de Confiança da Construção, medido pela FGV, caiu pelo quarto mês consecutivo em abril, levando o indicador a patamar menor do que antes da pandemia.

A geração de emprego formal tem se mostrado resiliente, em que os dados do Caged seguem apontando aumento na demanda por trabalho no mercado formal, e reforçam a visão de que a piora na atividade é temporária. Ainda assim, a fragilidade no emprego e na renda ainda são uma realidade.

Mesmo com a reabertura dos serviços, os serviços prestados às famílias e o turismo só devem se recuperar plenamente com o aumento da cobertura vacinal do país, que só é esperada para o final do ano, quando EUA e China, por exemplo, estarão com a maior parte de suas populações imunizadas e reduzirão a demanda por vacinas e insumos.

O BEm (Benefício Emergencial de Manutenção do emprego) foi relançado e, mesmo com certo atraso, deve ajudar a manter os vínculos de emprego e pelo menos parte da renda do trabalho. O custo da nova etapa do programa está previsto em R$ 10 bilhões, financiado por abertura de crédito extraordinário, em que se espera que atinja até 5 milhões de acordos nos próximos 4 meses.

Todo esse contexto, piorado com a grande nuvem de incerteza, intensifica a necessidade de o Copom manter-se mais cuidadoso sobre uma nova alta de juros. O mercado já aposta em uma manutenção no ritmo do aperto monetário em maio, com elevação da Selic em 0,75 ponto percentual.

O IPCA-15 mostra inflação cedendo e dá certa tranquilidade ao Copom. Por isso, o Banco Central tem de ir devagar com a Selic, não só olhar os dados com maior senso crítico, como também atentar para os objetivos secundários do atual mandato, aprovado em conjunto com a autonomia do BC.

Os sinais temporários de pressões de inflação e a aprovação do Orçamento de 2021, além do e andamento da reforma tributária, ajudam a diminuir a incerteza fiscal. As próprias estatísticas da Covid também têm melhorado na margem, mesmo com muita incerteza no horizonte. Essa dinâmica é favorável ao cenário da inflação nos próximos meses.

A incerteza também ajuda a explicar o direcionamento do FED em relação a aumentos de juros nos EUA. O Banco já avisou que o objetivo é a geração de emprego e garantir a renda, com estímulos à atividade econômica. Por isso não deve aumentar os juros tão cedo, nem neste ano, talvez nem no próximo, mesmo com o anúncio do plano expansionista de gastos públicos com mais emissão de dívida, que pode resultar em inflação temporariamente mais elevada no país.

O choque inflacionário atual está transitório, ele pode ser mais ou menos persistente em algum momento do tempo, devido ao câmbio depreciado pela incerteza fiscal, e à valorização das commodities por conta da retomada econômica global que está acontecendo em fases. Mas não houve contaminação pelo índice geral de inflação, conforme mostram as taxas mais baixas dos grupos de despesas pessoais, educação, além de alguns serviços, que não sentem o impacto do dólar, uma vez que seus custos não absorvem os movimentos do câmbio. O grupo de alimentação é que talvez pressione um pouco mais a inflação, dado o cenário pro ciclo de commodities.

O crédito em 12 meses está em queda, de acordo com os dados do Banco central, e ficará mais caro com os juros mais altos. O endividamento em proporções elevadas também dificulta novas contratações de dívidas, e o medo das pessoas em relação às ondas e variantes da Covid naturalmente reduzem o ímpeto ao consumo de supérfluos.

Hoje, o que mais pode afetar a inflação no curto prazo vem menos dos fundamentos macroeconômicos e mais do risco com as questões políticas que influenciam a trajetória fiscal. E aí sim o risco fiscal vai afetar mais ou menos a dívida pública, como também o câmbio e a curva de juros, como temos visto. Mas a resolução do impasse sobre o Orçamento colaborou para uma queda dos prêmios de risco, o que afasta uma percepção ainda mais deteriorada das contas públicas. Com isso, podemos adotar um ritmo mais moderado na condução do aperto monetário.

poder 360.

Lula e Bolsonaro cortejam Sarney

Lula e Bolsonaro, os dois polos da sucessão de 2022, encontraram um inusitado ponto de intersecção: a casa de José Sarney, diz Josias de Souza.

“É como se os interesses paralelos da esquerda e da direita se encontrassem no epicentro do arcaísmo infinito da política brasileira.

Bolsonaro esteve na mansão brasiliense de Sarney na última terça-feira. Pediu o encontro para fazer um aceno ao MDB de Renan Calheiros, o relator da CPI da Covid. O capitão descobriu que, no Senado, a aliança com o centrão não é suficiente para proporcionar uma blindagem plena (…).

Lula visitará Sarney nesta semana. Solicitou a conversa para sinalizar que não cogita manter sua candidatura presidencial num gueto petista.”

o antagonista.

Bolsonaristas transformam a Paulista em covidário

Na ânsia de mostrar apoio ao governo Jair Bolsonaro, a militância bolsonarista conseguiu transformar a avenida Paulista em um verdadeiro covidário.

Durante a manifestação a favor do governo, os correligionários do presidente, aglomerados e vários deles sem máscaras, pediram por intervenção militar, pelo “fim do comunismo” e pelo fim das medidas restritivas para conter o novo coronavírus.

“Impressionante!!! Foi a maior (manifestação) de todas desde 2013”, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria, pelo Twitter, ignorando o fato de que as aglomerações servem apenas para propagar ainda mais o vírus.

Pelo jeito, a CPI da Covid vai ter muito trabalho para apontar os responsáveis por esse tipo de aglomeração.

o antagonista.

Veja imagens dos atos pró-governo neste 1º de maio

Centenas de manifestantes pró-governo reuniram-se na Esplanada dos Ministérios, em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360

Neste sábado (1º.mai.2021), data em que se comemora o Dia Internacional do Trabalhador, diversas capitais brasileiras registraram a ocorrência de manifestações pró-governo.

Os militantes trajavam roupas nas cores verde e amarela e empunhavam faixas que pediam o fim da corrupção, a criminalização do comunismo, defendiam o voto impresso e proferiam ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal). O grupo também gritavam palavras em apoio a Jair Bolsonaro e diziam que “autorizavam o presidente a agir”, em resposta à uma fala do presidente sobre “esperar uma sinalização da população para tomar certas atitudes”.

Brasília

Os manifestantes fizeram carreata e se encaminharam para a Esplanada dos Ministérios, na região central de Brasília, onde se reuniram. Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente, esteve no ato. Permaneceu durante a maior parte do tempo com a máscara no queixo, mesmo que estivesse dando atenção aos fãs para tirar fotos e conversar.

O presidente, por sua vez, evitou a aglomeração e marcou presença sobrevoando a região de helicóptero. Em vídeo publicado em seu Twitter, ele aparece acompanhado do empresário Luciano Hang.

São Paulo

A manifestação foi no início da tarde e se concentrou na avenida Paulista. Nas imagens, é possível observar diversas pessoas sem máscaras de proteção, mesmo estando em uma aglomeração. O presidente compartilhou um vídeo do ato em São Paulo, em que agradece o apoio dos manifestantes. “– Av. Paulista/SP. – O Brasil é verde e amarelo. – Obrigado pela confiança. – Devemos lealdade a vocês”, escreveu.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, o ato aconteceu próximo ao Forte de Copacabana, na zona sul da cidade. Nas imagens é possível identificar um banner em que se pedia ao presidente que “acione as Forças Armadas para auxiliar o povo na defesa de sua liberdade e garantias constitucionais”. Além das pessoas que compareceram a pé, também houve aquelas que participaram da manifestação de barco, ornadas com faixas com o nome de Bolsonaro.

Belo Horizonte

Houve carreata, que passou por algumas das principais avenidas do centro da capital mineira. Por lá, o deputado estadual, e candidato à prefeitura apoiado pelo presidente, Bruno Engler (PRTB) esteve presente e discursou para os militantes. “Mais uma vez eu dou os parabéns a vocês, que não se acovardaram e que estão tomando o centro de Belo Horizonte em defesa ao nosso presidente, em defesa à nossa liberdade”.

O meu deputado estadual Mineiro @BrunoEnglerDM ficou a frente da manifestação em BH. Fez bonito demais !!! pic.twitter.com/nC2Rm5bAli

— Eunice Andrelha (@euniceandrelha) May 1, 2021

Florianópolis

Na capital catarinense, os manifestantes se reuniram na avenida Beira-Mar Norte, no centro da cidade. Na foto vê-se manifestantes com um cartaz em apoio ao presidente da República e da adoção do voto impresso auditável.

Florianópolis/SC. A foto não retrata a realidade. A carreata foi GIGANTE!!!! Só com drone pra pegar a galera toda! pic.twitter.com/FtDicQGvJg

— Susy Mara Schaefer (@sms3108) May 1, 2021

Curitiba

Aconteceu carreata que percorreu a região da avenida Cândido de Abreu, no centro da cidade, próximo ao Palácio Iguaçu.

Grande Manifestação acontece em Curitiba acompanhada da tag #EuAutorizoPresidente e #EuAutorizoBolsonarohttps://t.co/F6KUqAV7xY

— Edivaldo de Carvalho (@JornaliEdivaldo) May 1, 2021

Salvador

Os manifestantes foram para o Farol da Barra. Cartazes faziam críticas ao STF e declaravam apoio a Bolsonaro até “para guerra”.

1 de maio manifestação no farol da barra #salvador #bahia #salvadorbahia#faroldabarra pic.twitter.com/24urg1DLIS

— Marlo Melo (@marlo_melo) May 1, 2021

São Luís

As carreatas saíram dos Renascença e São Francisco e foram até o 25° Batalhão de Infantaria de Selva. Na imagem, um homem pede a intervenção militar.

MANIFESTAÇÃO SÃO LUÍS MA. VOTO IMPRESSO AUDITÁVEL. #ForaSTF. CHINÊS. #. INTERVENÇÃO FEDERAL COM BOLSONARO pic.twitter.com/ah5H0dY5Gl

— mauricio bastazini (@mauriciobastaz1) May 1, 2021

Belém

Os manifestantes fizeram carreata no centro da capital paraense.

— Chico Salomao 🇧🇷💚 (@salomao_chico) May 1, 2021

Manaus

Na capital amazonense, os apoiadores do presidente saíram em carreata na região da avenida das Torres.

MANIFESTAÇÃO PRÓ BOLSONARO
Manaus – AM, Avenida das Torres

Parte da concentração em uma das ruas que convergem para a Av.das Torres. pic.twitter.com/X6LmPQPP3D

— Robson Pereira (@RobsonP99980679) May 1, 2021

Goiânia

Os militantes se reuniram na Praça Cívica, onde cantaram o hino nacional. Nas imagens, um senhor segura um cartaz em que pede um “novo Brasil”.

— João Paulo Cavalcante ⚔️🛡️🇧🇷 (@jpcavalcantego) May 1, 2021

poder 360.

Xingado por Mainardi, Kakay se manifesta: ‘merece meu desprezo’

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, manifestou-se nesta quinta-feira (29), por meio de uma nota, sobre o tratamento destinado a ele no Manhattan Connection da véspera. Ao final da edição, Diogo Mainardi, um dos titulares do programa hoje abrigado pela TV Cultura, mandou o advogado “tomar no cu”, citando Olavo de Carvalho, guru do presidente Jair Bolsonaro.

A TV Cultura encobriu a última palavra, deixando o telespectador ciente do ocorrido. Também nesta quinta, a Cultura se manifestou por sua assessoria de imprensa, informando que não concorda com o comportamento de Mainardi e que está “tomando providências junto à produtora do Manhattan Connection”. A Cultura, no entanto, não explicita quais providências são essas.

Diz Kakay:

“Nunca o grande Manoel de Barros foi tão lembrado por mim como no ‘debate’ ontem: ‘Só uso as palavras para compor meus silêncios.’
Não serei eu, em nenhuma circunstância, que irei censurar a fala de um ‘humorista, como o Mainardi, que abusou do direito de ser indelicado e agressivo no programa. Ele merece meu mais profundo desprezo.

No final , ele se mirou em um de seus ídolos, o tal Olavo de Carvalho, e me agrediu verbalmente. Durante todo o programa, ficava reclamando, mas sem conseguir se manifestar de maneira clara e com um raciocínio lógico. Talvez ele precise de tratamento para superar a queda e a desmoralização dos seus ídolos, como insinuou o Haddad quando foi ao programa, ou talvez seja mesmo só essa figura patética e decadente.

O Brasil é um país triste hoje em dia por ter um presidente do nível do Bolsonaro. O tal Diogo finge que é um crítico do Bolsonaro, mas são pessoas do mesmo naipe. Ele, Olavo, Moro e Bolsonaro se merecem. Eu fico com o grande Mário Quintana:

‘Eles passarão, eu passarinho’.”

Folha de São Paulo.

Brasil chega a 400 mil mortes por covid-19 em abril, conforme previsões

Manaus( Foto: Amazônia Real)

O Brasil ultrapassou 400 mil mortes por covid-19 na 5ª feira (29.abr.2021). Até as 18h, foram 401.186 óbitos confirmados. A 1ª vítima foi confirmada em 17 de março do ano anterior. De lá para cá, foram, em média, 983 mortes por dia.

A marca de 400 mil mortes foi registrada 5 dias depois do que o previsto pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington. A projeção apontava que o Brasil atingiria o patamar no dia 24 de abril, quando seriam confirmadas 4.004 mortes em 24h, no pior cenário. O cenário mais provável segundo os especialistas apontava 3.930 óbitos na data. As projeções foram publicadas em 1° de abril de 2021. Eis um resumo dos resultados, em inglês (5,3 MB).

Faltando 1 dia para o fim do mês, abril teve 79.671 óbitos. É o mês mais letal da pandemia. O país vem registrando uma escalada de letalidade a cada mês. Antes de abril, março havia atingido o pico de mortes, com 66.573 óbitos.

Também em abril de 2021, o país chegou ao ápice de 4.249 mortes em 8 de abril. No dia 6, foram 4.195 vítimas registradas. A 1ª vez que o patamar ficou acima de 4.000 foi em 6 de abril (4.195 vítimas).

OUTROS ESTUDOS

Nem todas as projeções se concretizaram. A própria Universidade de Washington, por exemplo, estimou que o Brasil teria de 170 mil a 181 mil mortes pela covid-19 no início de janeiro deste ano. Na realidade, o país registrou 195.441 vítimas até 1º de janeiro.

Os pesquisadores divulgaram a estimativa em 9 de outubro. Consideraram um cenário com distanciamento social flexibilizado e ⅔ da população usando máscaras.

Em outra projeção, também da Universidade de Washington, os especialistas esperavam que o Brasil tivesse 137.500 vítimas da covid em 29 de julho de 2020. Mas o número real foi 90.134 mortes confirmadas nesta data.

O Imperial College de Londres também fez projeções. A instituição traçou estimativas para 5 cenários diferentes da pandemia no Brasil. Em um delas, calculava cerca de 206 mil mortes até o final da pandemia num cenário de “supressão tardia“.

Isso implicaria em testes em massa, isolamento dos casos positivos e monitoramento de pessoas próximas aos diagnosticados a partir do momento em que o Brasil atingisse 16 vítimas de covid-19 a cada milhão de habitantes por semana. A taxa atual do país é de 83 mortos por milhão por semana.

Caso o país adote apenas o distanciamento social, a estimativa do Imperial College é de 627 mil vítimas até o final da crise. Os números, contudo, foram publicados em março do ano passado –no início da pandemia– e ainda não consideravam a vacinação.

Paulo Lotufo, epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), entretanto, afirma que ainda é cedo para o país sentir os efeitos da vacinação na queda de casos e mortes. “Os efeitos da vacinação são sentidos mais para frente. O componente do distanciamento social é percebido primeiro. Com essa combinação, é possível conseguir um resultado muito positivo porque o número de casos vai reduzindo e depois já existe uma parcela da população imunizada“, explica.

POR QUE AS ESTIMATIVAS ERRAM?

Os modelos são baseados, principalmente, nas taxas de transmissão e estimativas de infecção. Esse é um dos pontos que pode tornar as projeções imprecisas, já que o nível de testagem no Brasil é baixo e os casos são subnotificados.

Nos primeiros estudos, por exemplo, o instituto da Universidade de Washington assumia que a taxa de transmissão era constante ao longo do tempo. Com a escassez de testagem, entretanto, esses dados se tornam muito variáveis.

Para calcular as projeções, também são considerados diferentes cenários com base nos índices de isolamento social, vacinação e utilização de máscaras. Essas medidas, entretanto, não são implementadas de forma uniforme entre os Estados e municípios, fazendo com que os índices variem com o tempo.

O vaivém das medidas de restrição também pode afetar as estimativas. Guilherme Werneck, vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e professor do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) comenta que as intervenções “não seguem um parâmetro epidemiológico“. Afirma: “Essas medidas são implementadas de forma muito heterogênea no território nacional e, na maioria das vezes, por um curto período de tempo e sem uma intensidade muito forte“.

Em resumo, “os dados do Brasil são muito precários e atrasados e há uma subnotificação, então fica difícil você fazer projeções de médio e longo prazo“, completa Werneck.

DAQUI PARA A FRENTE

Uma nova projeção da Universidade de Washington, feita em 23 de abril, mostra 638 mil mortes no Brasil, em 1º de agosto, no pior cenário. Na previsão otimista o país terá contabilizado 530 mil vítimas até a data. Já a previsão considerada mais provável pelo instituto calcula 576 mil mortes para o mesmo período. Eis a íntegra do estudo, em inglês (1 MB).

O professor do Departamento de Estatística da UFF (Universidade Federal Fluminense), Márcio Watanabe, explica que a precisão das projeções depende das medidas adotadas para contenção da pandemia, como o avanço da vacinação na velocidade prevista. “Considerando o cenário do Brasil hoje, existe uma tendência de os óbitos continuarem tendo queda nas próximas semanas. A transmissão, entretanto, ainda é alta e vai continuar alta nos próximos meses. Se tivermos um relaxamento das medidas de restrição de circulação com, por exemplo, volta das aglomerações, podemos ter um novo aumento dos casos em vez de continuar na tendência de queda”, afirma.

Watanabe é autor de um estudo da UFF que usa a sazonalidade para prever novas ondas da pandemia. Eis a íntegra, em inglês (854 KB). A pesquisa indica que, por meio da análise de dados da pandemia em mais de 50 países de setembro de 2020 até março de 2021, confirmam-se evidências de que a sazonalidade afeta a transmissão da covid-19. “Entre as duas últimas semanas de dezembro e as primeiras semanas de janeiro, por exemplo, a gente observa um aumento de doenças infectocontagiosas, principalmente as respiratórias. Esse tipo de padrão anual vai se repetindo e a gente consegue, de certa forma, ter uma previsibilidade”, explica.

Para ele, as projeções dos cientistas foram subaproveitadas pelo poder público. “Esse tipo de informação ajuda o poder público a se preparar. Poderia ser planejado, por exemplo, um aumento nos estoques de oxigênio, até adiantar alguma medida restritiva. Poderia ter sido reduzido o número de óbitos com um planejamento mais adequando, considerando essas previsões”, pontua.

Poder 360.

O silêncio dos culpados

“Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,

Mora, entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera.”

Augusto dos Anjos, Versos Íntimos

Sempre tive muita dificuldade de conviver com pessoas ridículas. Em regra, o ridículo não consegue se imaginar como tal e causa enorme constrangimento a todos. É o que chamamos de vergonha alheia quando nos deparamos com situações trágicas de tão embaraçosas.

Existem pessoas que não conseguem aguentar a convivência com os ignorantes; outras abominam a burrice e desprezam a prepotência. Para mim, ser ridículo é ser um pouco da fusão de todas essas “qualidades”.

Imagine que, no atual momento, o mundo inteiro está discutindo a melhor maneira de enfrentar a crise sanitária. Em todos os cantos e recantos do mundo, há uma corrente de solidariedade e compaixão com os infectados. Uma real força que emana da quase totalidade das pessoas no sentido de acompanhar o implemento das vacinas, de torcer pela queda do número de infectados, de manter um pensamento contra a dor, contra a solidão, contra o desespero da doença.

Enquanto me recolho para levar um pensamento positivo contra a angústia dos que sofrem, contra o medo natural que toma conta dos que percebem a gravidade da doença, consigo acompanhar a emoção natural de quem conseguiu se vacinar. Principalmente num país onde o Presidente da República optou por não comprar a vacina e investir na morte, por desprezar a ciência.

Pensamentos contraditórios ficam cada vez mais evidenciados: temos os que prezam e lutam pela vida, respeitam as normas que são ditadas pela medicina e os negacionistas, que pregam o culto à morte, ao sadismo. Contra os fascistas, que desconhecem a empatia e a solidariedade, vamos aos poucos nos posicionando e cortando as relações, mostrando nosso desprezo. A postura de enfrentamento das atitudes canalhas faz de nós pessoas com maior comprometimento à dor, seja nossa ou do próximo.

Mas eis que surge aquele que não tem noção do ridículo, num país onde o luxo maior é conseguir ser imunizado, pois o descaso criminoso do Presidente da República faz com que faltem vacina, oxigênio e insumos. Onde a política assassina optou, numa decisão medíocre e criminosa, por não permitir a compra das imunizantes. Onde, pelo que se sabe até agora, por ordem direta do irresponsável que ocupa a cadeira de Presidente, o governo deixou de comprar, várias vezes, lotes de milhões de doses que foram oferecidas pelas empresas.

O caos é tamanho que foi necessário o STF, prestigiando o direito constitucional das minorias, determinar a abertura de uma CPI no Senado Federal para acompanhar a tragédia causada pela Covid. O enredo, se levado a sério, terminará com a destituição e prisão dos responsáveis.

E aí, no meio de todo esse inferno, um general da ativa, Ministro da Casa Civil, numa reunião do Conselho da Saúde Suplementar, sem saber que estava sendo gravado, confessa para diversas autoridades que tomou a vacina escondido do Presidente da República.

É muito ridículo! É triste! É a cara desse governo. Um general com medo de um capitão se escondendo de um gesto que deveria servir como exemplo. Não é o ridículo em si que nos deprime, é o simbolismo desse gesto. Um governo de pessoas que não se dão ao respeito. De adultos que precisam se esconder como crianças. Que deveriam dar o exemplo, talvez um dos poucos gestos dignos desse governo que cultua a morte: o ato de vacinar. Ao invés de exaltarem a imunização, que significa vida, têm que se esconder, envergonhados, pois senão contrariam o chefe.

Um gesto simples que representa a dimensão do fracasso humano do governo, do pântano moral no combate ao vírus. Isso representa a medida do comprometimento dos membros do alto escalão com uma política de combate à crise sanitária, do grau de preocupação real com os quase 400 mil mortos que não conseguiram ser vacinados. O exemplo de um governo que não se assume. Uma tristeza ver a envergadura dos que são responsáveis pelo enfrentamento da tragédia que se abate sobre os brasileiros.

Cada gesto covarde de não confrontar significa um apoio à política negacionista. Cada omissão, um número maior de vítimas. Vítimas da falta de solidariedade, de atitude, de gestos inequívocos. A falta de ar que tira a capacidade de resistir do brasileiro que não teve a oportunidade de vacinar e busca, desesperadamente, acesso aos hospitais, ao oxigênio é, também, fruto da falta de coragem e de vergonha de quem não tem, sequer, noção do ridículo.

Bons tempos em que a poesia, na pessoa de Pessoa, nos dava outra hipótese de sermos ridículos no poema:

“Todas as cartas de amor são ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor, é que são ridículas.”

Antônio Carlos de Almeida Castro,

Kakay

Último segundo.