No governo brasileiro, leitura é de que bola está no campo dos americanos.
O Brasil aguarda um sinal da Casa Branca sobre as cartas já encaminhadas ao governo americano antes de avançar nas negociações para tentar derrubar o tarifaço imposto por Donald Trump às exportações brasileiras.
No governo brasileiro, a leitura é de que a bola está no campo dos americanos. Não há previsão de que o presidente Lula inicie ou provoque um contato com Trump, e nenhuma missão oficial do Executivo brasileiro rumo aos Estados Unidos está sendo planejada.
Segundo o Itamaraty, primeiro é preciso saber qual orientação a Casa Branca dará ao USTR sobre o Brasil. Foi ao órgão — sigla para United States Trade Representative (em tradução livre, Representante Comercial dos Estados Unidos) — que o vice-presidente Geraldo Alckmin encaminhou uma carta no dia 16 de maio, sem resposta, e outra na última terça-feira de julho, na qual demonstra “indignação” sobre o tarifaço, mas se coloca aberto à negociação.
O problema é que, segundo diplomatas brasileiros, os canais diplomáticos estão fechados em todos os níveis e não há interlocutores.
Até mesmo o Congresso brasileiro sofre as consequências. A comitiva de deputados e senadores que pretende embarcar na próxima sexta-feira para Washington com o objetivo de negociar o tarifaço ainda não tem certeza se será recebida por alguém do governo americano com força para negociar.
No governo, ainda prevalece a ideia de que o episódio abriu espaço para que Lula surfe a onda do nacionalismo e da defesa da soberania pelo maior tempo possível — o que tem incomodado o setor privado.
Empresários relatam que, com essa postura, o governo piora a situação, pois nada faz para “desescalar” as tensões e pensar em contramedidas. Também avaliam que a realização de reuniões com o setor privado serve mais para demonstrar diálogo do que para ajudar a definir uma estratégia clara de ação junto aos Estados Unidos.
O receio é de que, com a escalada do nacionalismo e o avanço do STF sobre Jair Bolsonaro, Trump retalie e amplie o tarifaço para 100%.
Também participam os presidentes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai.
O presidente Lula participa, nesta segunda-feira (21), no Chile, de uma reunião de alto nível sobre a defesa da democracia, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric.
Também participam do evento os presidentes da Colômbia, Espanha e Uruguai. Três temas vão ser discutidos: a defesa da democracia e do multilateralismo; o combate às desigualdades; e o enfrentamento à desinformação e as tecnologias digitais.
A reunião vai ser reservada para os chefes de Estado e será seguida de um encontro com representantes da sociedade civil, do meio acadêmico e de centros de pesquisa.
Para o Ministério das Relações Exteriores, a reunião vai dar seguimento ao encontro “em defesa da democracia – lutando contra o extremismo”, realizado em 2024, após convocação do presidente Lula e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez.
Uma outra edição desta iniciativa irá ocorrer durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro deste ano.
Com o tema “Mais democracia, mais igualdade, mais conquistas para todas”, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMMUD) e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) realiza na próxima quarta-feira (23) a IV Conferência Municipal da Mulher.
Com o objetivo de discutir e fortalecer a construção de políticas públicas efetivas no enfrentamento às violências e na promoção da equidade de direitos, a IV Conferência é aberta ao público e convida mulheres de todas as comunidades, organizações, instituições, movimentos sociais e coletivos a se inscreverem e participarem ativamente desse encontro.
Na conferência serão debatidos os seguintes eixos: 1. Desigualdades sociais e os impactos na vida das mulheres; 2. Autonomia econômica e inserção nos espaços de poder; 3. Instrumentos institucionais e papel da gestão pública. Após as discussões, serão votados em plenária, onde posteriormente serão eleitas delegadas para representar o município na 5ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, que acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto, na capital Potiguar.
SERVIÇO
IV Conferência Municipal da Mulher de Parnamirim Data: 23 de julho de 2025 Horário: 8h às 18h Local: Auditório Clênio José dos Santos – Centro Administrativo da Prefeitura de Parnamirim.
Líder do partido a Câmara dos Deputados diz que é hora de ir para a rua; reunião vai definir data de manifestação.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) iniciaram mobilização para protestos depois de a PF (Polícia Federal) cumprir mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente. A operação desta 6ª feira (18.jul.2025), autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, impôs ao político uma série de restrições, além do uso de tornozeleira eletrônica.
O PL de Bolsonaro definirá os detalhes da manifestação em reunião na 2ª feira (21.jul). Políticos do partido, porém, já falam na necessidade de apoiadores do ex-presidente voltarem às ruas, depois de uma série de atos pela anistia dos acusados de tentar um golpe de Estado no Brasil diante da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), publicou em sua conta no X uma convocação para que os apoiadores de Bolsonaro vão às ruas.
No Instagram, o PL (Partido Liberal) nacional também se manifestou a respeito da operação contra o ex-presidente.
Além disso, a sigla afirmou, em nota publicada nas redes sociais, que “é hora de a sociedade brasileira se posicionar com coragem. O povo deve voltar às ruas, de forma pacífica e ordeira, para exigir respeito à Constituição, à liberdade e à democracia”.
Ainda não há definição sobre data e local da manifestação convocada pelos aliados de Bolsonaro. O ex-presidente é réu em ação penal no Supremo. Ele foi incluído no núcleo central da tentativa de golpe de Estado em 2022.
A cantora faleceu em casa, neste domingo (20/7), após apresentar uma piora em seu quadro de saúde.
Preta Gil não resistiu ao tratamento contra o câncer nos EUA e morreu, neste domingo (20/7). A coluna Fábia Oliveira descobriu que a cantora teve uma piora em seu quadro de saúde, desde a última quarta-feira (16/7).
Ela, que tinha 50 anos, foi à clínica fazer mais uma sessão de quimioterapia e se sentiu mal. Lá, os médicos detectaram que a doença havia se alastrado.
Família prepara comunicado
Esta jornalista sente muito em dar essa notícia. Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa confirmou a informação e informou que a família deve se manifestar em breve.
Amigos da artista e o filho, Francisco, estão em terras americanas. Uma das melhores amigas de Preta Gil, Carolina Dieckmmann conseguiu uma brecha nas gravações da novela e viajou para os Estados Unidos, mas ela não sabia que o estado da cantora era tão grave.
Fontes ligadas à família revelaram, ainda, que o pai da artista, Gilberto Gil, teve aumento da pressão arterial ao receber a notícia do falecimento.
Marin foi governador de São Paulo entre maio de 1982 e março de 1983.
O ex-presidente da CBF José Maria Marin, morreu aos 93 anos. O advogado e ex-futebolista, foi também governador de São Paulo entre maio de 1982 e março de 1983, sendo o penúltimo do regime militar.
Com a saída de Ricardo Teixeira, que alegou motivos de saúde, Marin assumiu o cargo de presidente da CBF em 12 de março de 2012. Ele esteve à frente da Confederação Brasileira de Futebol entre 2012 e 2015.
Filho do espanhol Joaquín Marín, o ex-presidente formou-se na turma de 1955 da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Parte de seus estudos foi custeada jogando futebol — ele chegou a ser contratado pelo São Paulo Futebol Clube, entre 1950 e 1952, para atuar como ponta-direita.
Marin também presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988 e foi chefe da Delegação Brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México.
Licença do parlamentar, que está nos EUA, termina neste domingo (20).
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste domingo (20) que não vai renunciar ao cargo. Em março deste ano, o parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu licença do mandato e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.
De acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a licença de 120 dias termina hoje, e o deputado pode ser cassado por faltas ao não retornar ao Brasil.
Durante uma live realizada nas redes sociais, o deputado disse que vai conseguir “levar o mandato” por mais três meses.
“Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, eu consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, afirmou.
No STF, Eduardo é investigado pela sua atuação junto ao governo norte-americano para promover medidas de retaliação contra o Brasil e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e tentar barrar o andamento da ação penal na Corte sobre a trama golpista, que tem seu pai como um dos réus.
Na transmissão, o deputado voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e ironizou a decisão do governo do presidente Donald Trump que suspendeu o visto de ministros do STF.
Ele também comentou a decisão na qual Moraes afirmou que o parlamentar “intensificou as condutas ilícitas” e determinou que entrevistas e postagens recentes nas redes sejam incluídas na investigação.
“O cara que se diz ofendido [Moraes], ele pega e junta no processo que ele abriu. O cara que vai me julgar, ele vai ver o que eu faço na rede social. Então, você da Polícia Federal, que está me vendo, um forte abraço. A depender de quem for, está sem visto”, disse.
O deputado também defendeu a anistia para Jair Bolsonaro e afirmou que está “disposto a ir às últimas consequências”.
“É para entender que não haverá recuo. Não é jogar não para ver se depois dá certo, achar um meio-termo. Não estou aqui para isso”, completou.
Na sexta-feira (18), no mesmo inquérito em que Eduardo é investigado, Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica e proibido de sair de casa entre 19h e 6h.
As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes após a PGR alegar risco de fuga do ex-presidente, que é réu na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 e deve ser julgado pelo Supremo em setembro.
PF cumpre mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente e na sede do PL, em Brasília.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará a usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e finais de semana, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Bolsonaro é alvo de uma operação da PF (Polícia Federal), autorizada pelo Supremo, que apura os crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.
Além da tornozeleira e do recolhimento domiciliar, as cautelares contra o ex-presidente também incluem a proibição de comunicar-se com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo aproximar-se de embaixadas), com os outros réus e investigados e proibição de acesso à redes sociais.
A operação da PF, teve o aval do STF após parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução a Justiça e ataque a soberania nacional.
O que diz Bolsonaro
Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” a imposição das medidas cautelares ao ex-presidente.
“A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”, afirmaram os advogados de Bolsonaro.
A Polícia Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (18/7), mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
Segundo apurou a coluna, policiais federais fazem buscas na casa de Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, e no escritório político dele, na sede do PL.
O ex-presidente, de acordo com aliados, estava em casa quando os agentes da PF chegaram. A coluna tentou contato com Bolsonaro, que não respondeu.
Procurada, a Polícia Federal também não deu detalhes sobre a operação em endereços de Bolsonaro. O espaço segue aberto para manifestações.
Publicada em redes sociais, a carta ataca a Justiça brasileira e defende apoio ao ex-presidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a Justiça brasileira em uma carta endereçada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Publicada nesta quinta-feira, 17, a carta do líder americano defende Bolsonaro e critica as investigações contra ele, alegando que “estará observando de perto”.
“É minha sincera esperança que o governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar adversários políticos e ponha fim a esse regime de censura ridículo. Estarei observando de perto”, destaca no documento.
Na carta, divulgada por meio do perfil do presidente na Truth Social, Trump afirma que acompanha com preocupação o que ele considera um “tratamento terrível” com Bolsonaro e reforça que o brasileiro é um “líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país”. “Esse julgamento deveria acabar imediatamente”, cobra o presidente americano.
O presidente ainda traçou um paralelo com os EUA, afirmando que se preocupa com “os ataques à liberdade de expressão, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos”.
“Manifestei veementemente minha desaprovação, tanto publicamente quanto por meio de nossa política de tarifas”, disse na carta. No dia 9, Trump anunciou uma imposição de tarifa em 50% sobre as importações brasileiras. Segundo ele, a decisão é uma resposta direta ao que chamou de “censura” às redes sociais americanas por parte do governo brasileiro.
O Trump Media & Technology Group, que pertence a Trump, e a plataforma Rumble têm contestado decisões do STF após o bloqueio de contas que ameaçam o Estado Democrático de Direito.
Presidente ressalta que responderá a ameaças dos EUA com diplomacia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a separação dos Poderes e disse que ninguém está acima da lei, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Em discurso de cinco minutos, o presidente afirmou que responderá com diplomacia e multilateralismo às ameaças do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 50% a produtos brasileiros nos Estados Unidos, que classificou de “chantagem inaceitável”.
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo julgamento foi citado nas cartas recentes de Trump para justificar o tarifaço, Lula disse que as instituições agem para proteger a sociedade da ameaça de discursos de ódio e anticiência difundidos pelas redes digitais.
“No Brasil, ninguém — ninguém — está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes, em alguns casos levando à morte, e desacreditar as vacinas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas”, declarou o presidente.
Destacando a independência do Judiciário, o presidente disse que não pode interferir em decisões de outros Poderes.
“Contamos com um Poder Judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional”, acrescentou.
“Chantagem inaceitável”
Lula ressaltou que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo e tenta negociar com os Estados Unidos desde maio, quando o governo Donald Trump impôs uma tarifa de 10% aos produtos brasileiros. O presidente classificou de “chantagem” o uso de informações econômicas falsas para justificar as ameaças do governo estadunidense.
“Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, declarou.
Afirmou que o governo está se reunindo com representantes dos setores produtivos, da sociedade civil e dos sindicatos para tentar negociar com os Estados Unidos. Segundo Lula, essa é uma grande ação que diversos segmentos da economia, como a indústria, o comércio, o setor de serviços, o setor agrícola e os trabalhadores.
Lula destacou que o Brasil responderá aos ataques do governo Trump por meio da diplomacia, do comércio e do multilateralismo. “Estamos juntos na defesa do Brasil. E faremos isso de cabeça erguida, seguindo o exemplo de cada brasileiro e cada brasileira que acorda cedo, e vai à luta para trabalhar, cuidar da família e ajudar o Brasil a crescer. Seguiremos apostando nas boas relações diplomáticas e comerciais, não apenas com os Estados Unidos, mas com todos os países do mundo”, acrescentou.
Lula lembrou que, em dois anos e meio de governo, o Brasil abriu 379 novos mercados para os produtos brasileiros no exterior. Reafirmou que o governo pode usar todos os instrumentos legais para defender a economia, como recursos à Organização Mundial do Comércio até a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.
“Traidores da pátria”
O presidente manifestou indignação pelo apoio de alguns grupos políticos ao ataque tarifário do governo Trump.
“Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo”, declarou.
Big techs
O presidente acrescentou que a fiscalização das plataformas digitais estrangeiras, um dos itens citados por Trump para justificar a imposição da tarifa, tem como objetivo defender a soberania nacional. Ele ressaltou que todas as empresas que operam no Brasil são obrigadas a cumprir a legislação brasileira.
“A defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar no nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras”, destacou.
Pix
Sobre as reclamações do governo de Trump ao Pix, Lula disse que o governo não aceitará ataques ao sistema de transferências instantâneas, que classificou como um patrimônio do país.
“O Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, e vamos protegê-lo”, comentou.
Números
O presidente apresentou números para desmentir as alegações do governo norte-americano sobre supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil.
“A primeira vítima de um mundo sem regras é a verdade. São falsas as alegações sobre práticas comerciais desleais brasileiras. Os Estados Unidos acumulam, há mais de 15 anos, robusto superávit comercial de US$ 410 bilhões [com o Brasil]”, declarou.
Em relação ao desmatamento, usado nas alegações de Trump para ameaçar o país, Lula lembrou que o Brasil atualmente é referência mundial na defesa do meio ambiente. “Em dois anos, já reduzimos pela metade o desmatamento da Amazônia. E estamos trabalhando para zerar o desmatamento até 2030”, afirmou.
“Não há vencedores em guerras tarifárias. Somos um país de paz, sem inimigos. Acreditamos no multilateralismo e na cooperação entre as nações. Mas que ninguém se esqueça: o Brasil tem um único dono: o povo brasileiro”, concluiu Lula, ao terminar o pronunciamento.
Serão cinco dias de louvor e adoração em dois fins de semana.
Iniciará nesta sexta, dia 18 de julho, a edição 2025 do “Mossoró Sal & Luz”, o maior evento de cultura gospel do Rio Grande do Norte. Serão cinco dias de louvor e adoração, em dois fins de semana, na Estação das Artes Elizeu Ventania, reunindo artistas locais, regionais e nacionais da música.
No primeiro fim de semana, abrindo o festival, a programação traz na sexta-feira (18), as seguintes atrações: Eyshila; Som e Louvor; Isaías Saad. No sábado (19), os shows ficam por conta de Novo Som; Gabriel Guedes; Valesca Mayssa.
No segundo fim de semana de evento, a programação de shows na Estação das Artes tem na quinta-feira (24): Cícero Oliveira; Thalles Roberto; Eli Soares; Paulo César Baruk. Na sexta-feira (25): Maria Marçal; Cassiane; Bruna Karla. Já no sábado (26), encerrando o festival, os shows musicais programados são de 3 Palavrinhas; Leandro Borges; Midian Lima; Isadora Pompeo.
Com a ampliação do evento para dois fins de semana, a Prefeitura de Mossoró evidencia a valorização da cultura gospel com a realização do maior evento do Rio Grande do Norte, no segmento. Um festival que a cada edição se consolida ainda mais no calendário de eventos da região, com uma programação diversificada para todas as idades, do público infantil ao idoso.
Prefeito argumenta que cidade tem força para eleger deputados próprios, sem depender só de representantes de outras regiões.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), anunciou que vai criar na cidade uma escola de formação de lideranças políticas, com foco na capacitação de jovens das comunidades e da zona rural interessados em ingressar na vida pública. O objetivo, segundo ele, é fortalecer a representatividade local e preparar novas lideranças para disputar mandatos em diferentes esferas.
“Queremos um grupo político que tenha nomes, que tenha quadros, que tenha capacidade de se colocar, de ocupar os espaços, de representar, de defender a sociedade”, afirmou o prefeito, em entrevista à TV TCM. Segundo ele, a ideia é que a escola ofereça formação e capacitação política, de olho na renovação dos quadros que possam representar Mossoró tanto na Câmara Municipal, quanto na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Allyson destacou ainda que Mossoró tem força eleitoral para eleger deputados próprios, sem depender exclusivamente de representantes de outras regiões. “Mossoró tem condição não só de ter um deputado federal, mas tem condição de ter um deputado federal e de apoiar outros deputados federais. Estamos falando de 190 mil eleitores”, afirmou. Para ele, a cidade precisa fortalecer sua bancada para defender os interesses locais em Natal e em Brasília.
Durante a entrevista, ele voltou a reforçar que hoje Mossoró não possui um deputado estadual diretamente ligado à cidade e apontou a necessidade de reverter esse cenário.
Apesar disso, Allyson elogiou parlamentares que têm atuado em parceria com sua gestão, como o deputado federal João Maia (PP), que destinou recursos para a saúde e outras áreas, além dos deputados estaduais Nelter Queiroz (PSDB) e Kleber Rodrigues (PSDB), que segundo ele têm ajudado o município com emendas e investimentos.
“Quem decide candidatura é o povo”, afirma prefeito sobre 2026
Ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar o Governo do Estado em 2026, Allyson evitou cravar uma posição. Disse que qualquer decisão só será tomada no próximo ano, ouvindo aliados e, principalmente, a população.
“Quem decide candidatura não é o político, quem decide candidatura é o povo. Porque, senão, fica apenas uma decisão tomada dentro de quatro paredes”, afirmou. Segundo ele, ainda é cedo para discutir o assunto. “Eu estou focado em Mossoró, trabalhando. Qualquer decisão, a gente vai tomar no próximo ano”, reforçou.
“Isso (possível candidatura ao Governo) a gente vai analisar no ano que vem. Com muita calma, muita cautela. De onde eu venho, as coisas sempre foram com muita dificuldade. Então, eu acredito que a gente tem que ter os pés no chão, sabedoria, discernimento”, continuou.
Ele disse que continuará acompanhando o cenário político, mas que sua prioridade, no momento, é dar continuidade aos projetos da gestão municipal. “Estou com muita vontade de trabalhar, continuar esse trabalho que a gente está fazendo por Mossoró”, afirmou.
Apesar de não confirmar planos eleitorais, Allyson não escondeu a disposição de manter o protagonismo político. “Esse será o melhor ano de todos os nossos anos à frente da Prefeitura de Mossoró. Estamos extremamente motivados”, concluiu.
O Rio Grande do Norte conta agora com novas leis que reconhecem e valorizam o patrimônio histórico, artístico, religioso e imaterial do estado. Sancionadas pelo Executivo Estadual, as normas são fruto de iniciativas da Assembleia Legislativa do RN e foram publicadas no Diário Oficial, oficializando tradições e práticas culturais como parte da identidade norte-rio-grandense.
Entre os destaques está a Lei nº 12.244, que reconhece o Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis – Santuário do Lima, em Patu, como Patrimônio Imaterial, Histórico, Cultural, Paisagístico, Turístico e Religioso do Estado. O local atrai milhares de devotos e turistas, consolidando-se como referência de fé no interior.
A Lei nº 12.242 insere no Calendário Oficial de Eventos do Estado a tradicional Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de Areia Branca, que celebra a padroeira dos pescadores e movimenta o turismo religioso no litoral potiguar.
O movimento católico Terço dos Homens também ganhou destaque com a Lei nº 12.243, que cria o Dia Estadual do Terço dos Homens, celebrado em 8 de setembro, valorizando sua crescente presença nas paróquias e comunidades do estado.
Na cultura popular, a Lei nº 12.245 declara como Patrimônio Cultural, Histórico e Imaterial o Artesanato em Barro das Mulheres da Loiça, da comunidade rural de Pindoba, em Apodi. A tradição é mantida por gerações de ceramistas que moldam peças em barro, preservando saberes ancestrais e movimentando a economia local.
Também foram reconhecidos como patrimônios imateriais:
A Quadrilha Junina Estilizada Nação Junina, de Currais Novos (Lei nº 12.240), referência no circuito junino nordestino;
O Arraiá da Vaca Atolada, do bairro Bom Pastor, em Natal (Lei nº 12.241), um dos eventos mais tradicionais e inclusivos da capital.
Outras leis aprovadas incluem o reconhecimento do “Dia Estadual do Cordelista” (Lei nº 12.253), a ser celebrado em 21 de outubro, e do “Dia Dona Militana” (Lei nº 12.254), comemorado em 19 de março, homenageando a mestra da cultura oral potiguar.
Prefeita reclama que é atacada por problemas que surgiram na gestão anterior, do ex-prefeito Rosano Taveira (Republicanos).
A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz (SDD), afirmou nesta quarta-feira 16 que tem sofrido perseguições “todos os dias” e que muitos ataques são motivados pelo fato de ela ser mulher. Segundo ela, há setores na sociedade que não aceitam a chegada de uma mulher com seu perfil à gestão da cidade.
“São muitos desafios que nós mulheres enfrentamos quando a gente ocupa um espaço de poder. Eu sofro muitas perseguições todos os dias, por problemas que a gente herdou da gestão passada. Eu penso: se fosse um homem, esses ataques estariam acontecendo?”, declarou a prefeita, em entrevista à TV Ponta Negra.
Nilda disse que “todos os problemas” que sua gestão tem enfrentado nasceram na gestão anterior, do ex-prefeito Rosano Taveira (Republicanos). Ela registrou que está na Prefeitura há apenas seis meses. “Todos os problemas que a gente enfrenta não foram ocasionados por nós, que assumimos a gestão de janeiro até a presente data. São problemas ocasionados na gestão passada. Estamos resolvendo esses problemas”, afirmou.
A prefeita de Parnamirim acrescentou que seu perfil não é aceito por todos, mas que a maioria da população quer, na verdade, que os problemas da cidade sejam solucionados, independentemente da orientação ideológica de quem está à frente do Município.
“Na minha trajetória de vida, eu nunca me vitimizei. Sempre trabalhei, busquei os melhores caminhos para que eu conseguisse realizar os meus sonhos. Mas a gente que uma mulher negra, de classe popular, sem ter uma história com a classe política tradicional… É lógico que as pessoas não querem pessoas como eu no poder. Mas estamos trabalhando com muita verdade, transparência e resolvendo os problemas. O que a população deseja? Que os resultados cheguem até as pessoas, principalmente as que mais precisam”, argumentou.
Durante a entrevista, Nilda foi questionada sobre seu posicionamento para as eleições de 2026. Ela declarou que apoiará a candidatura à reeleição do deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) e que, para deputado federal, vai apoiar seu secretário de Planejamento e Finanças, Kelps Lima (SDD). Ela não falou sobre seu apoio para a disputa do Senado, mas em outas entrevistas ela sugeriu que apoiará a reeleição de Zenaide Maia (PSD), deixando a outra vaga em aberto.
Sobre a disputa para o Governo do Estado, ela desconversou: “Nós estamos analisando. Não tomamos nenhuma decisão, até porque está cedo. Mas estamos tendo diálogos, pensando em Parnamirim. Todas as lutas que nós estamos enfrentando, buscando recursos, não estamos vendo as bandeiras partidárias. Queremos que os parlamentares venham para Parnamirim e mandem as suas emendas para que a gente possa fazer a gestão que a gente tanto deseja”.