O ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten contradisse na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid declarações que deu à revista Veja. Os senadores se irritaram e levantaram a hipótese de prisão por falso testemunho.
Wajngarten acusou a equipe comandada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de “incompetência” e “ineficiência” na aquisição de vacinas contra o coronavírus. As declarações foram publicadas em 22 de abril, em entrevista à revista Veja.
Perguntado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), o publicitário não respondeu de forma clara e disse que não falou de Pazuello e sim da burocracia do governo. A falta de objetividade irritou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).
“Você chamou o Pazuello de incompetente na revista; você disse que a Pfizer tinha 5 escritórios de advocacia e o Governo não tinha, estava perdido. Essa é a única razão. Ninguém nem chamaria o senhor aqui. Não chamaria, não tinha por que chamá-lo. Então, o Senador Renan está sendo muito claro….Por favor, não menospreze a nossa inteligência. Ninguém é imbecil”, disse Aziz.
Aziz disse que Wajngarten só foi convocado a falar à CPI por conta da entrevista concedida à Veja, que se não fosse isso ele nem seria lembrado. O senador decidiu suspender a reunião por 5 minutos para que o ex-secretário fosse orientado por seu advogado e voltasse respondendo com mais objetividade.
“Sr. Fabio Wajngarten, com todo respeito que o senhor merece aqui na Comissão: se vossa excelência não for objetivo nas suas respostas, nós iremos dispensá-lo desta Comissão, pediremos à revista Veja que mande a degravação, e o convocaremos de novo, mas já não mais como testemunha e, sim, como investigado.”
A reunião foi retomada, o publicitário respondeu ao fim das perguntas de Renan, mas ainda sob reclamações dos senadores. A CPI decidiu pedir ainda nesta 4ª (12.mai) o áudio da entrevista dada à revista. O relator declarou que, em caso de mentira da testemunha, seria o caso de prisão.
“Vou cobrar a revista Veja e, se ele não mentiu, que ela se retrate a ele. E se ele mentiu a esta comissão, eu vou requerer à Vossa Excelência, na forma da legislação processual, a prisão do depoente”, afirmou Renan Calheiros.
As testemunhas chamadas para depor na CPI têm o dever de falar somente a verdade. Já investigados têm o direito de não responder a perguntas. Wajngarten foi convocado como testemunha.
Policiais civis da Delegacia Municipal de Macaíba realizaram, nesta terça-feira (11), a 18ª fase da Operação Parabellum, que visa desarticular a ação de organizações criminosas na cidade de Macaíba, com atuações proativas e reativas no combate aos crimes pelos integrantes de facções cometidos.
As diligências foram realizadas com o objetivo de localizar e prender chefes da facção criminosa, já identificados, e que planejariam atentados contra agentes de segurança pública. Durante a ação, deflagrada no bairro Bela Parnamirim, na cidade de Macaíba, foi preso Allain Jonatha Jeronimo de Oliveira, 22 anos, e apreendido uma adolescente de 16 anos, identificada como namorada do suspeito.
Allain Jonatha é apontado como um dos chefes do tráfico de drogas no bairro Morada da Fé. Segundo investigações, ele seria responsável por diversos pontos de vendas de drogas espalhados na localidade, alguns deles já fechados pelas equipes policiais em operações anteriores. Além disso, ele é investigado por latrocínio, roubo majorado, posse ilegal e armas de fogo e munições, sendo cada crime apurado em inquérito policial distinto, já que visam à análise dos fatos em momentos diferentes.
Durante a ação realizada nesta quarta-feira (12), foram localizados com os suspeitos: dois quilos de maconha, duas balanças de precisão, objetos para embrulho e fracionamento da droga, seis munições calibre 38 e diversos objetos de origem suspeita. Allain Jonatha foi autuado em flagrante pelos crimes de corrupção de menores, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de munições e por integrar organização criminosa armada, com presença de adolescente. Em seguida, ele foi conduzido ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. Já a adolescente, foi encaminhada para Centro de Atendimento Socioeducativo (CASEP).
A operação foi coordenada e executada pela equipe da Delegacia de Macaíba, com apoio da Força Tarefa do Ministério da Justiça (FT NUDEM Mossoró/RN – SEOPI). A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181 ou pelo número da Delegacia Municipal de Macaíba: 98114-4042.
Operação “Parabellum”
O nome da operação remete ao provérbio latino “si vis pacem, parabellum”, que significa “se quer paz, prepare-se para a guerra”, tendo em vista as diversas ações policiais de combate às facções criminosas que têm atuado na cidade.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
O setor atacadista e distribuidor brasileiro registrou crescimento nominal de 5,2% em 2020, com faturamento de R$ 287,8 bilhões, a preço de varejo. Já o crescimento real ficou em 0,7% e garantiu ao setor a participação de 51,2% no mercado nacional, abrangendo mais de 50% do mercado pelo 16º ano consecutivo. Os dados são do Ranking Abad/Nielsen 2021 – ano-base 2020, divulgado nesta terça-feira (11) pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad).
Segundo os dados apurados junto a 600 empresas participantes da pesquisa, o faturamento no ano passado 2020 chegou a R$ 165 bilhões, com 49,2% a preço de varejo.
Quanto às modalidades, 73% (476) dos consultados responderam que trabalham com o modelo distribuidor com entrega; 52% (337), com atacado generalista com entrega; 31% (203), com atacado de balcão; 11% (74), com atacado de generalista de autosserviço e 8% (50), com o modelo agente de serviços.
Quanto à área de atuação, os atacadistas geralmente concentram a atividade em sua região de origem. Mais da metade das empresas (53%) atua em apenas um estado, mas responde por 19,8% (R$ 32,7 bilhões) das vendas totais; 4%, em 10 ou mais estados, respondendo por 44,4% (R$ 73,2 bilhões) das vendas totais. Apenas 1% dos atacadistas tem atuação em todos os estados, mas responde por 39,6% (R$ 63,8 bilhões) das vendas totais.
De acordo com coordenador de Projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA) e responsável pela análise, Nelson Barrizzelli, o recuo de 1,8 ponto percentual na participação do setor (de 53% para 51,2%) reflete parte da perda resultante do fechamento de bares, restaurantes e lojas de cosméticos ao longo de 2020. Segundo Barrizzelli, no abastecimento de supermercados, farmácias, padarias, mercearias e açougues, que permaneceram abertos, o setor compensou a perda de faturamento com os pontos de vendas que ficaram fechados.
Para o presidente da Abad, Leonardo Miguel Severini, mesmo com a continuidade da pandemia de covid-19, deve haver incremento nas vendas neste ano. “Temos confiança em continuar crescendo, mesmo porque lidamos com alimentos de primeira necessidade. E vamos em busca desse desempenho, melhorando ainda mais a qualidade da entrega, a disponibilidade de produtos e o zeramento da ruptura”, disse.
Os dados do ranking indicam ainda que a modalidade de atacadistas que mais cresceu em 2020 foi a do autosserviço (24,9%), influenciada pela abertura de lojas e pelo fato de estar aberto no momento da pandemia, enquanto outros tipos de comércio permaneceram fechados. O faturamento desse ramo chegou a R$ 64,7 bilhões, além de ser o que mais oferece postos de trabalho.
A modalidade distribuidor cresceu 20,2%, com faturamento de R$ 47,8 bilhões, enquanto o atacado generalista com entrega evoluiu 18,2%, atingindo R$ 46,2 bilhões. O atacado de balcão cresceu 22,8%, chegando a R$ 5,2 bilhões, e os agentes de serviços alcançaram R$ 1 bilhão, com crescimento de 18,5%.
Tendências e perspectivas
De acordo com a Abad, 72,4% dos pesquisados disseram acreditar que, em 2021, haverá expansão da base de clientes; 80,3% responderam que pode haver aumento no faturamento e 73,2% que esperam elevação no volume.
Ainda indicando perspectiva de crescimento, mas com otimismo mais moderado, 59,7% dos participantes da pesquisa veem aumento da rentabilidade e 52,9% esperam atuar com maior número de fornecedores.
A redução do nível de água da Lagoa do Bonfim será tema de audiência pública virtual promovida pela Assembleia Legislativa às 14h30 desta quarta-feira (12). O objetivo é mensurar o impacto do problema para o turismo e para o abastecimento de água no interior do Estado. A iniciativa é do deputado estadual Hermano Morais (PSB).
“Temos acompanhado de perto o acelerado rebaixamento do nível da água da Lagoa do Bonfim, pois ela já está com apenas 49% da sua capacidade. Além de prejuízos para o turismo de Nísia Floresta e de todo o RN, o problema impacta no abastecimento de pelo menos 30 municípios das regiões Trairi e Potengi”, argumenta Hermano.
Uma perícia sobre o tema foi apresentada recentemente ao Ministério Público do Estado (MPE), que também acompanha o caso. De acordo com o documento, o desperdício e o uso clandestino das águas da Lagoa estão entre as razões para a redução drástica, o que pôde ser observado ao longo dos 200 quilômetros da Adutora Monsenhor Expedito, equipamento que utiliza parte dos recursos hídricos do Bonfim.
O rebaixamento do nível de água e a eminente falta d’água nos municípios do Trairi e do Potengi reforça, segundo Hermano, a necessidade da tomada urgente de medidas. Para ele, é preciso alinhar um conjunto de ações do Poder Público, de forma transparente e coletiva, visando a solucionar o problema, que, segundo o parlamentar, “ameaça não só o Bonfim, mas também as localidades que dependem da sua água”.
A audiência acontece pelo aplicativo Zoom, com transmissão por três canais da Assembleia: TV, site e YouTube. Além do Ministério Público, são aguardados representantes de secretarias de Estado ligadas às pastas do Turismo, Recursos Hídricos e Agricultura e dos municípios atingidos, além de entidades que falam em defesa dos proprietários de casas e estabelecimentos comerciais no entorno do Bonfim.
Na manhã dessa terça-feira (11), o vereador Michael Borges esteve reunido com o Secretário da Semsur, Charles Casas de Quadro para acompanhar as ações da secretaria e levar as solicitações feitas pela população.
Entre das demandas apresentadas pelo mandato do vereador está a limpeza e manutenção das lagoas de captação do município, instalação e troca de lâmpadas de LED.
O vereador aproveitou a ocasião para acompanhar as ações de limpeza e manutenção que estão em andamento nas lagoas de captação de Emaús. “Em breve a equipe de limpeza e manutenção chegará na Lagoa dos Gatinhos em Nova Parnamirim. Seguiremos encaminhando as solicitações da população para a melhoria da nossa Parnamirim.”, afirmou Michael Borges em suas redes sociais.
Por meio de decisão liminar, a Justiça Federal determinou, nesta terça-feira (11), a destinação pelo Ministério da Saúde (MS) de 87 mil doses de Coronavac à aplicação da segunda dose em atraso no RN.
“Não há dúvidas de que um número expressivo de cidadãos potiguares está com o esquema vacinal incompleto e com prazo superior ao estabelecido pelo fabricante para a aplicação da segunda dose, com relação ao imunizante Coronavac”., afirmou na sua decisão o juiz Federal Janilson Bezerra de Siqueira, da 4a Vara da Justiça Federal no RN.
A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP/RN) e da Defensoria Pública Estadual (DPE/RN). A liminar também proíbe a Prefeitura do Natal de aplicar novas primeiras doses de Coronavac até que, pelo menos, 85% dos vacinados com a primeira dose recebam a segunda dose, complementando o ciclo de imunização.
Além disso, o governo estadual deve monitorar a oferta de segundas doses da vacina, assessorando e orientando os Municípios, e adotar providências para garantir a segunda dose dos esquemas vacinais vencidos e com proximidade de vencer.
De acordo com o Governo do Estado, na época da propositura da ação 87.098 pessoas estavam com a segunda dose da Coronavac em atraso no estado. Na decisão, o juiz determinou remessa de doses suficientes para cobertura vacinal do grupo, já considerando a remessa feita pelo Ministério da Saúde no último dia 7 de maio com 15.600 doses do fabricante. Sendo assim, restam para envio mais de 71 mil doses.
A Secretaria Estadual de Saúde Pública do RN (Sesap/RN) informou durante o processo que além da destinação incorreta de segunda dose e da primeira dose por parte dos municípios, houve também ausência de envio de cerca de 28 mil doses destinadas à segunda aplicação por parte do Governo Federal. O Ministério da Saúde argumentou que outros 21 estados passam pela mesma situação do Rio Grande do Norte.
O juiz concluiu que “essa situação, porém, não pode ser admitida do ponto de vista jurídico ante informações nos autos de solução possível, mesmo diante da falta de imunizante, para atendimento integral dos potiguares, sem prejuízo do esquema vacinal em outras unidades da Federação”.
Dessa forma, com as quatro milhões de novas doses de Coronavac previstas para serem entregues pelo Instituto Butantan ao Ministério de Saúde nos dias 14 e 15 de maio, será possível extinguir o déficit da segunda dose no estado.
Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em setembro podem sacar, a partir de hoje (12) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 25 de abril.
Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
Durante a Sessão Ordinária dessa terça-feira (11), a Câmara Municipal de Natal aprovou em discussão única o Projeto de Resolução n° 10/2020 sobre a criação, no âmbito do Legislativo natalense, da Frente Parlamentar de Fortalecimento e Defesa das Comunidades.
A iniciativa, encaminhada pelo vereador Chagas Catarino (PSDB), tem o objetivo de somar forças e aproximar as comunidades dos assuntos políticos. A Frente pretende ainda atuar promovendo ações que integrem os diversos órgãos responsáveis.
“Esta Frente Parlamentar será uma importante ferramenta para a resolução dos problemas nos bairros, além de incentivar a cidadania e o debate público”, pontuou o vereador Chagas Catarino.
Um novo decreto estadual foi anunciado hoje (11) pela governadora Fátima Bezerra. O documento deve ser publicado nesta quarta-feira (12), tendo validade até 27 de maio. Entre as novas determinações, está a liberação da venda de bebidas alcoólicas e flexibilização do toque de recolher.
A partir de agora, os potiguares podem comprar e consumir bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais e também em locais públicos. Além disso, o toque de recolher deixa de ser integral aos domingos e feriados, passando a ser das 22h às 5h todos os dias.
Restaurantes, food parks, bares e similares poderão funcionar das 11h às 22h, com tolerância de 60 minutos para o encerramento das atividades. Segue proibido o funcionamento de circos, parques de diversões, museus, bibliotecas, teatros, cinemas e demais equipamentos culturais; realização de shows, festas ou qualquer outra modalidade de eventos de massa, inclusive os realizados em locais privados, como os condomínios edilícios.
As escolas também tiveram suas atividades ampliadas e poderão funcionar de forma híbrida as turmas de ensino fundamental até o 7° ano, da segunda e terceira séries do ensino médio e do ensino técnico profissionalizante. O decreto anterior autorizava a volta às aulas dos alunos dos cinco primeiros anos do ensino fundamental e apenas da 3ª série do Ensino Médio.
Os templos religiosos continuam autorizados a realizar celebrações com limite de 30%, e se caso aconteçam em áreas abertas e com autorização autorização da autoridade sanitária, esse valor pode chegar a 50%. Não houve nenhuma mudança nos horários de funcionamento do comércio.
É fundamental o engajamento e o cumprimento responsável dos protocolos sanitários por parte de toda a sociedade; dos empresários e trabalhadores; Prefeituras e demais Poderes; e de você, cidadão e cidadã, para que não tenhamos retrocessos e avancemos no combate à pandemia.
O 4ª depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, foi o mais curto até agora. Durou de 5h48min horas.
Ele disse que se arrependeu de se aglomerar com o presidente Jair Bolsonaro. Também afirmou ser contrário à cloroquina e que as falas do presidente vão na contramão do que pensa a agência.
A CPI investiga ações e omissões do governo federal durante o combate à pandemia de covid-19 e também o uso de recursos federais repassados a Estados e municípios.
“É óbvio que, em termos da imagem que isso passa, eu, hoje, tenho plena ciência de que, se pensasse por mais cinco minutos, eu não teria feito…De minha parte, digo que foi um momento em que não refleti sobre a questão da imagem negativa que isso passaria. E, certamente, depois disso, nunca mais houve esse tipo de comportamento meu, por exemplo.”
Ele explicou, depois de ser questionado pelos senadores, que não usava máscara porque em março do ano passado essa orientação ainda não era ampla para todas as pessoas e que se encontrou com o presidente para ter uma reunião e por isso precisou esperar que Bolsonaro cumprimentasse os apoiadores no local.
O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), leu ao presidente da Anvisa falas do presidente Jair Bolsonaro contra a vacinação, como a de que os efeitos adversos seriam desconhecidos na qual citou uma pessoa virando jacaré. Barra Torres disse que não concorda com essas declarações.
“Vai contra tudo o que nós temos preconizado em todas as manifestações públicas, pelo menos aquelas que eu tenho feito e aquelas de que eu tenho conhecimento, que os diretores, gerentes e funcionários da Anvisa têm feito. Então, entendemos, ao contrário do que o senhor acabou de ler, que a política de vacinação é essencial; nós temos que vacinar as pessoas. Entendemos também que não é o fato de vacinar que vai abrir mão de máscara, de isolamento social e de álcool-gel imediatamente – não vai acontecer.”
BULA DA CLOROQUINA
Barra Torres, disse à CPI da Covid que a médica Nise Yamaguchi defendeu a mudança na bula da cloroquina para que fosse usada contra covid-19.
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse à CPI em 4 de maio que esteve em reunião onde foi lhe mostrado um rascunho de decreto que mudava a bula do medicamento. O remédio não tem comprovação de eficácia para o tratamento da covid-19.
Segundo Barra Torres, ele reagiu de forma “deselegante” à sugestão por não ser possível que uma pessoa física proponha isso. Pelas regras, é preciso que o fabricante peça à Anvisa uma mudança na bula e envie todas as provas para que isso seja aprovado.
“Então, quando houve uma proposta de uma pessoa física fazer isso, isso me causou uma reação um pouco mais brusca. Eu disse: “Olha, isso não tem cabimento, isso não pode”. E a reunião, inclusive, nem durou muito mais depois disso”, disse Barra Torres.
O diretor-presidente declarou à CPI que sua ideia de tratamento precoce não contempla o uso do medicamento, mas que seria preciso tratar os sintomas da covid-19 rapidamente pelo risco que há depois do comprometimento dos pulmões.
“Até o presente momento, no mundo todo, os estudos apontam a não eficácia comprovada em estudos ortodoxamente regulados, ou seja, placebos controlados, duplo-cego e randomizados. Então, até o momento, as informações vão contra a possibilidade do uso na covid-19, essas que falei”, disse.
Nise Yamaguchi foi cotada para ser ministra da Saúde depois da saída de Nelson Teich justamente pela defesa do medicamento. É um ponto em comum com o presidente. Bolsonaro insiste no uso da medicação, apesar da falta de respaldo científico quanto a eficácia e a segurança da substância. O escolhido, à época, foi Eduardo Pazuello.
SEM PRESSÃO POR VACINAS
O diretor-presidente da Anvisa declarou que a agência não sofreu pressão para facilitar a liberação de vacinas contra a covid-19.
Perguntado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se “houve pressão de autoridades públicas ou da indústria farmacêutica para que a Anvisa afrouxasse seus critérios”, Barra Torres foi direto: “Não, senhor”.
Torres disse também que não considera que houve precipitação do governo ao comprar vacinas do laboratório Bharat Biotech, da Índia, que foi rejeitada pela Anvisa, porque o processo ainda pode ser aproveitado caso a empresa corrija os problemas identificados pela agência.
“A Índia tem uma tradição de responder rápido a esses apontamentos, e o Ministério da Saúde tem feito reuniões com a Anvisa a respeito desse novo pedido de importação, o que, aliás, é feito em qualquer análise vacinal….Acreditamos que, nos próximos dias, poderá haver uma assunção de um novo pedido por parte do Ministério.”
A Anvisa negou certificado de boas práticas ao laboratório que fabrica a vacina Covaxin contra a covid-19. A resolução (íntegra – 428 KB) publicada em 30 de março, após inspeções realizadas pela agência no laboratório, mostrou que a produção na Bharat Biotech não respeita as normas brasileiras de fabricação farmacêutica.
O Ministério da Saúde tem contrato para adquirir 20 milhões de doses da vacina indiana ao valor de R$ 1,6 bilhão. Para março, estava prevista a entrega de 8 milhões de doses. Para abril e maio, ainda são previstas outras 12 milhões de doses da Covaxin para o PNI (Programa Nacional de Imunização).
As regras de fabricação analisadas pela Anvisa são para garantir a qualidade e segurança das vacinas, não importa onde elas sejam fabricadas. São avaliadas questões técnicas e estruturais, além das políticas de armazenamento, produção e controle de qualidade das vacinas.
SPUTNIK V
Barra Torres disse que, apesar de a Anvisa ter rejeitado o uso emergencial e a importação da vacina, não quer que se rotule o imunizante como um que não funciona. Segundo ele, as pendências que levaram à rejeição podem ser corrigidos.
“Novos documentos foram acostados a esse processo e encontram-se sob análise. Não há nenhuma porta fechada, absolutamente, e a nossa preocupação é de não a levarmos a um rótulo de vacina que não seja boa, que seja ruim. Não queremos isso. Nós queremos, ao contrário, ter a convicção de aprovar vacinas boas, conforme essa própria tem condição de ser.”
A diretoria da Anvisa negou em 26 de abril permissão de importação e uso emergencial excepcional para 10 Estados comprarem a vacina Sputnik V. Técnicos identificaram falhas no desenvolvimento da vacina russa, na qualidade e na segurança do imunizante.
Todos os 5 diretores votaram para barrar a Sputnik V, depois de 5 horas de reunião. A decisão desta 2ª (26.abr.) vale para 10 Estados (leia mais abaixo), mas a Anvisa ainda precisa avaliar outros 6 pedidos da mesma natureza. Se novas informações forem submetidas até lá, o parecer pode se alterar.
OUTROS DEPOIMENTOS
O depoimento do presidente da Anvisa foi 12 minutos mais curto que o do ex-ministro Nelson Teich na última 4ª feira (5.mai), que durou exatamente 6 horas. Ele se disse contrário e que considera um erro o uso de cloroquina para tratar a covid-19 à época.
Além disso, o ex-ministro evitou ser taxativo contra o governo de Jair Bolsonaro ou seu ex-secretário executivo e sucessor na pasta, Eduardo Pazuello. Por diversas vezes alegou não lembrar ou não ser capaz de opinar por não ter dados relativos a determinados assuntos questionados por senadores.
O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta falou por 7h24min disse à CPI que orientou o presidente Jair Bolsonaro a mudar seu discurso contra o isolamento social em uma carta e que a decisão de seguir se posicionando contra as medidas restritivas foi estritamente do presidente.
Já o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga, teve cerca de 9 horas de depoimento, mas evitou responder perguntas que o colocassem em rota de colisão com o presidente Jair Bolsonaro, como o uso da cloroquina como tratamento precoce para covid-19, e irritou os senadores. O depoimento dele foi realizado na 5ª feira (6.mai).
A Prefeitura de Mossoró decidiu suspender, desde essa segunda-feira (10). seguir a à vacinação de grávidas com o imunizante da Astrazeneca/Fiocruz. A medida segue a recomendação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O município de Mossoró, também atende a orientação oficializada pela Nota Informativa nº 07/2021 que recomenda a suspensão imediata da vacina ASTRAZENECA/OXFORD/FIOCRUZ em gestantes até que seja feita orientação pelo Ministério da Saúde com maiores informações.
Entenda o caso
O Ministério da Saúde investiga o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro após ter sido imunizada com a vacina AstraZeneca. Diversos estados suspenderam a vacinação de mulheres grávidas contra a Covid-19.
Na noite do dia 10, a Anvisa emitiu nota técnica em que recomenda a suspensão imediata do uso da vacina Covid da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres gestantes. A orientação da agência é para que a indicação da bula da AstraZeneca seja seguida. Nela não consta o uso em gestantes.
A Junta Militar de Parnamirim está de mudança. O local deixa de funcionar no interior do Parque Aluízio Alves e passará a atender a população no térreo do prédio onde funciona a Secretaria de Esporte e Lazer, centro de Parnamirim. O novo local fica na Avenida Tenente Medeiros, 83 e já passa por adequações para receber o corpo técnico da Junta.
Até que todas as medidas necessárias à retomada do atendimento, já no novo ponto, sejam tomadas, as atividades presenciais ficarão suspensas. Toda comunicação para tirar dúvidas ou esclarecer os processos de obtenção do certificado de reservista e de alistamento militar deve ser feita pelo e-mail jsm090parnamirim@gmail.com.
O Hamas disparou foguetes contra Israel nesta segunda-feira (10), e na madrugada desta terça feira (11), a partir da Faixa de Gaza, após confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses em Jerusalém deixarem centenas de feridos nos últimos dias.
Segundo autoridades de saúde de Gaza, pelo menos 20 palestinos, incluindo nove crianças, morreram após a reação israelense. O grupo que controla Gaza havia dado um ultimato a Israel para que retirasse as forças policiais na região da mesquita de Al Aqsa até às 18 horas (12 horas horário de Brasília).
O confronto entre Israel e os palestinos faz o mundo olhar para a tensa convivência entre os dois povos. Autoridades do mundo inteiro já pediram um cessar fogo imediato aos dois lados do conflito, enquanto um corredor humanitário é instalado para resgatar os feridos e sobreviventes.
Confira no vídeo abaixo o céu israelense sob ataque:
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante anúncio do plano de vacinação de atletas e credenciados da Delegação Brasileira para os jogos de Tóquio. Foto: Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou hoje (11) a vacinação contra a covid-19 de toda a delegação olímpica e paraolímpica brasileira que vai aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, cuja abertura está marcada para 23 de julho, depois de ter sido adiada em um ano devido à pandemia.
Segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, serão imunizados 1.814 indivíduos, entre atletas e comissão técnica. Ele disse que, para isso, foram doadas 4.050 doses pela farmacêutica norte-americana Pfizer e outras 8 mil pela chinesa Sinovac, fabricante da Coronavac.
“Temos doses suficientes para imunizar nossos atletas e ainda reforçar o Plano Nacional de Imunização”, disse Queiroga nesta terça-feira (11) em uma entrevista coletiva para anunciar a iniciativa, na sede do Ministério da Saúde, em Brasília.
Foto: Agência Brasil
De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), serão imunizados também todos aqueles credenciados a acompanhar as delegações, incluindo jornalistas, oficiais e técnicos que trabalharão nas mais variadas funções, como na coleta de exames antidoping, por exemplo.
A doação de vacinas faz parte de uma estratégia do Comitê Olímpico Internacional (COI) para imunizar todos as delegações que irão a Tóquio. “É uma tendência mundial, hoje 16 países já iniciaram a vacinação de seus atletas”, disse.
Cronograma
De acordo com o cronograma apresentado pelo Ministério da Saúde, a vacinação dos atletas e das comissões técnicas deve se iniciar amanhã (12) nas cidades de Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Haverá imunizações também em Porto Alegre e no Distrito Federal, a partir de 17 de maio.
Para operacionalizar a vacinação desse público específico, o Ministério da Defesa auxilia com a logística de distribuição dos imunizantes e na disponibilização de salas de aplicação.
O presidente Jair Bolsonaro negou nesta 3ª feira (11.mai.2021) a existência de um “orçamento secreto” no governo federal. Deu a declaração a apoiadores no Palácio da Alvorada.
O chefe do Executivo se refere a uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada nesse domingo (9.mai), a qual indica que o governo federal teria montado um “orçamento paralelo” para distribuir emendas do tipo RP9 (emendas de relator) a congressistas para aumentar sua base de apoio. Ainda segundo o jornal, parte dessas verbas teria sido usada para comprar tratores com valores superfaturados.
“Todo dia [apanho]. Faço um churrasco aqui, apanho. Agora inventaram que eu tenho um orçamento secreto. Tenho um reservatório de leite condensado ali, 3 milhões de latas. Pode ver, isso é sinal que não têm o que falar. Como o Orçamento foi aprovado, discutido durante meses e agora apareceu R$ 3 bilhões? Só os canalhas do Estado de S. Paulo para escreverem isso”, disse o presidente.
O churrasco que Bolsonaro cita aconteceu no último fim de semana. O presidente recebeu um grupo de amigos e familiares no Palácio da Alvorada. Registros do encontro foram divulgados nas redes sociais. A foto na beira da piscina com o presidente foi publicada pelo cirurgião plástico Regis Ramos. Na legenda, o convidado escreveu:“Bate papo com o presidente”.
A reportagem do Estado de S. Paulo só revela alguns repasses vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Não há como saber se são todas as emendas RP9 dessa pasta ou se algo mais ainda será publicado. Tampouco há como saber quais foram os valores de todos os pagamentos do tipo RP9 de todos os ministérios. Por fim, também não está claro se os tratores que foram comprados realmente são os que descrevem a reportagem.
O ministro Rogério Marinho falou sobre a acusação e divulgou uma emenda RP9 liberada ao senador de oposição Humberto Costa (PT-PE). “Os recursos do RP9 são de indicação do parlamento. Isso começou em 2019 e é sabido. O que há é tentativa de construção de uma narrativa. A reportagem teve acesso aos documentos de indicação dos parlamentares da oposição, mas os ignorou”, escreveu o ministro.
Os pedidos de dinheiro via emendas RP9 são guardados pelos ministérios correspondentes. Se algum cidadão requer acesso via LAI (Lei de Acesso à Informação), os dados são liberados. Não está claro por que o governo não deixa tudo publicado de maneira proativa, uma vez que não há como legalmente manter as informações em reserva.
No Twitter, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta 3ª feira (11.mai) que há uma tentativa da imprensa em “distorcer a verdade”. “Leite condensado, CPI, exame de Covid, cloroquina, andar de moto sem máscara, orçamento secreto… Qual será a próxima?”, questionou.