Governo Fátima formaliza comitê para negociar dívidas com fornecedores

O Governo do Rio Grande do Norte instituiu neste sábado, 29, em decreto assinado pela governadora Fátima Bezerra (PT), o Comitê de Relacionamento com Fornecedores (Coref) de bens ou serviços ao Poder Executivo.

A medida ocorre após a polêmica portaria do Comitê de Gestão e Eficiência do Estado, publicada no dia 13 de junho, na qual se determina que o Estado não utilizará recursos de arrecadação de 2019 para quitar dívidas de restos a pagar deixadas de governos passados. O valor estimado da dívida é de R$ 2,4 bilhões.

No último dia 15, o comitê de relacionamento com fornecedores foi discutido com as diretorias das federações das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio).

De acordo com o texto do decreto, o Comitê possui caráter consultivo, tendo como objetivo a orientação de políticas públicas que visem garantir a valorização das empresas potiguares, notadamente quanto ao gerenciamento das relações contratuais entre o Governo do Estado e seus fornecedores de bens ou serviços e das ações e medidas adotadas pelo Poder Executivo que os afetem diretamente.

O colegiado que será chamado para formar o comitê contará com participação, além Fiern e Fecomércio, da Federação do Comércio do RN (Fecomércio-RN), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL) e pela Federação da Agricultura do RN (Faern).

Pelo governo do Estado, estarão no grupo representantes do Gabinete Civil e das secretarias de Planejamento (Seplan), Administração (Sead), Procuradoria-Geral do Estado e Controladoria-Geral do Estado.

(Agora rn)

Natal terá ato pró-Bolsonaro, Sérgio Moro e reformas neste domingo

Atos pró-Bolsonaro e de apoio ao ministro Sérgio Moro acontecem em Natal e diversas capitais de todo o país neste domingo, 30. Estão marcados eventos para todos os 26 Estados e o Distrito Federal.

A motivação das manifestações é a defesa da aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime. Além disso, o ato também vai apoiar o ministro Sergio Moro (Justiça), como resposta aos vazamentos de conversas atribuídas entre o ex-juiz e procuradores da operação Lava Jato.

Em Natal, o Movimento Brasil Livre, junto com outros grupos de articulação política, realizará uma manifestação, a partir das 15h, no cruzamento das avenidas Salgado Filho com Bernardo Vieira.

(Agora rn)

Documento do G20 alerta para os riscos do crescimento de tensões geopolíticas

A versão final do documento com as conclusões da cúpula do G20, ocorrida em Osaka, no Japão, destaca que a recuperação do crescimento da economia global está ameaçada pela intensificação de tensões geopolíticas e comerciais.

O documento atesta que “o crescimento global parece estar se estabilizando, e se estima em geral uma recuperação moderada neste ano e em 2020”, mas em seguida reconhece que “o crescimento continua baixo” e que “as tensões geopolíticas e comerciais se intensificaram”. O texto afirma o compromisso dos líderes do G20 em “lidar com os riscos e manter-se de prontidão para tomar novas atitudes”.

O texto reafirma também o “compromisso de usar todas as ferramentas políticas para alcançar o crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo”. Entre os desafios, foi citado o envelhecimento da população mundial, “a exigir mudanças estruturais em políticas fiscais e trabalhistas”.

Sem citar a palavra “protecionismo”, o documento frisa o compromisso por um mercado livre, justo e aberto entre os países.

A reunião do G20 ocorreu em meio a uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o que tem afetado os mercados globais. Após uma reunião entre os presidentes dos dois países, neste sábado (29), ambos concordaram em retomar negociações, numa aparente trégua na disputa tarifária.

Outros temas de destaque no documento final do G20 foram a livre circulação de informações entre os países, por meio da inovação digital; os investimentos em infraestrutura; o combate à corrupção e o reforço ao empoderamento das mulheres.

“A igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são essenciais para se alcançar um crescimento econômico sustentável e inclusivo”, diz o documento.

Meio ambiente

Um dos temas de maior atenção ao longo da cúpula do G20, o aquecimento global também teve grande destaque no documento final, que ressalta a busca por inovações que resultem na redução das emissões de gases e a geração de energia limpa.

O texto reafirma o compromisso dos países do G20 em cumprir o Acordo de Paris relativo às mudanças climáticas. Em um de seus parágrafos, porém, o documento final atesta a posição dos Estados Unidos de se retirar do acordo, sob a alegação de que prejudica seus cidadãos, conforme decisão tomada pelo presidente Donald Trump desde que assumiu o cargo, em 2016. (ABr)

Contran edita resolução que barateia custos com emplacamento de veículos

 

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editou nova resolução, a de número 780, de 26 de junho deste ano, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (28), que barateia os custos com emplacamento dos veículos e aumenta a segurança das placas, dificultando a clonagem e falsificação.

De acordo o documento, novo modelo de Placas de Identificação Veicular (PIV) será exigido para veículos novos ou, no caso dos veículos em circulação, quando houver mudança de município, ou ainda se a placa for furtada ou danificada.

Nesta quarta-feira (26), o Contran revogou a resolução, a 729/2018, que havia estabelecida a implantação de placas no padrão Mercosul em todo o território nacional até o dia 30 deste mês.

“Nenhum cidadão que tem um veículo com a placa cinza terá a obrigação de trocar para a nova placa. Isso trará menos transtornos para a sociedade, que não vai precisar arcar com novas despesas, a não ser em casos específicos, conforme decidido pelo Contran”, disse o ministro substituto da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que presidiu a reunião do conselho.

Pela resolução publicada hoje, a produção da nova placa passa a ser controlada por um sistema informatizado nacional, criado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em parceria com o Serpro, e terá um QR Code, que possibilitará a sua rastreabilidade. “

“É uma placa inteligente, que permite que os agentes de trânsito, por meio de aplicativo de fiscalização do Denatran, verifiquem a regularidade da placa e identifiquem outras importantes informações do veículo”, informou Sampaio. Segundo ele, o QR Code vai, inclusive, dificultar a clonagem e falsificação das placas.

O diretor do Departamento Nacional de Trânsito, Jerry Dias, explicou que a retirada da exigência de implantação da nova placa implica em economia para quem já utiliza a placa atual. “Hoje, são realizadas cerca de 17 milhões de transferências de propriedade por ano sem mudança de município, que a regra anterior exigia que o cidadão obrigatoriamente substituísse as placas. Com a alteração aprovada pelo Contran, estima-se uma economia de aproximadamente R$ 3,4 bilhões ao consumidor final”.

De acordo Dias, o novo modelo da placa resolve, gradualmente, o problema da falta de combinação de caracteres para as placas do país, que está no seu limite. Ele permitirá mais de 450 milhões de combinações.

Segundo o ministério, hoje, a nova placa está presente em sete estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. São mais de 2 milhões de veículos circulando com o novo modelo das placas veiculares.

Os demais estados estavam aguardando as definições do Contran para iniciar a implantação. Agora, eles terão até o dia 31 de janeiro de 2020 para se adaptarem ao novo padrão. (ABr)

Após suspensão de cirurgias, Sesap nega atraso no pagamento ao Varela

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) negou na quinta-feira, 27, atrasos no pagamento de contratos e convênios com o Hospital Varela Santiago, unidade de referência no atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte.

Entretanto, em razão da descontinuidade dos repasses, a unidade hospitalar suspendeu na última quarta-feira, 26, um total de 80 procedimentos cirúrgicos. O hospital diz que, caso a crise não seja contornada, a supensão pode ser atingir 180 procedimentos.

Segundo o secretário de Saúde, Cipriano Maia, a gestão confirma que há uma parcela pendente do convênio suplementar firmado em 2018, no valor de R$ 550 mil, mas que o prazo legal se encerra em dezembro deste ano.

O governo estadual ressalta, entretanto, que o repasse desta parcela depende da análise da prestação de contas informada pelo Varela Santiago (a direção da unidade diz que entregou a documentação no dia 17 de junho).

Cipriano Maia apontou, ainda, que a renovação do convênio suplementar – previsto em R$ 2,3 milhões – vai depender da apresentação de um plano de metas por parte do hospital filantrópico. Na próxima segunda-feira, 1º, a governadora Fátima Bezerra vai receber a direção do Varela Santiago para iniciar o diálogo sobre o assunto. Este convênio é realizado anualmente desde 1989.

Além do convênio suplementar, a Sesap também tem outros dois contratos firmados com o Varela Santiago. O primeiro, de R$ 2,34 milhões, é para o atendimento de quimioterapia e de atendimentos de média e alta complexidade. O outro contrato, de R$ 519 mil, é para os serviços de coleta de lixo e fornecimento de gás medicinal, além das ações de gasometria e para realizar hemogramas. Segundo a Sesap, estes recursos estão com os pagamentos em dia.

Ainda de acordo com Cipriano Maia, a suspensão das cirurgias por parte do Varela Santiago é injustificada. “Queremos, com o novo convênio suplementar, unir estes contratos de serviços, como o da coleta de lixo, tendo em vista que não há qualquer contrapartida do hospital. Não há razão para a suspensão de cirurgias, pois o convênio suplementar não tem esta destinação”, diz Cipriano Maia. A pasta alega que o dinheiro é, na verdade, um  apoio ao serviço hospitalar.

Além dos pagamentos da rede estadual, o Hospital Varela Santiago recebe, por ano, R$ 19 milhões de um contrato, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), com Prefeitura do Natal. Também recebe cerca de R$ 80 mil, agora por semana, de um convênio com o título de capitalização Natal Cap.

O diretor do hospital, o médico Paulo Xavier, rebateu as informações prestadas pelo Governo do Estado. Ele informa que o convênio é necessário para o custeio de procedimentos cirúrgicos. Por mês, são realizadas 400 cirurgias. O custo mensal do hospital é de R$ 2,3 milhões.“O convênio é importante para as cirurgias, sim, para a compra de insumos, como anestésicos, medicamentos. Tivemos de suspender a alimentação parental (a partir da inserção de cateter venoso nos membros superiores dos pacientes), que é custeado com este dinheiro”, reclamou. Ele informa que aguarda o repasse da quarta parcela de 2018 para retomar as cirurgias.

Ele também fez críticas ao pedido de um plano de metas feito pela Sesap. “Quando discutimos o convênio, nós apresentamos um plano de aplicação dos recursos. Na prestação de contas está tudo o que foi acordado. Não acredito em burocrata que fica atrás de um birô”, reclamou.

(Agora rn)

Governo do Estado busca verba federal para aplicar em combate ao desemprego

O Rio Grande do Norte tem até setembro para colocar em vigor a lei que institui uma política de trabalho e emprego no Estado. Um projeto de lei complementar neste sentido foi encaminhado na semana passada, pela governadora Fátima Bezerra, à Assembleia Legislativa, e aguarda apreciação pelos deputados.

A mensagem, que não tem data para entrar na pauta de votações da Assembleia, é decisiva para que a Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas) obtenha a liberação de recursos federais para fortalecer a política de empregos no RN, cuja taxa de desocupados no mercado formal é hoje de 13,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a subsecretária do Trabalho da Sethas, Karla Veruska, o dinheiro novo seria usado para investir em qualificação de mão-de-obra e na melhoria e ampliação dos serviços no Estado do Sistema Nacional de Emprego (Sine), órgão do governo federal, hoje coordenado pelo Ministério da Economia.

A subsecretária lembrou que, em 2012, ainda no governo Rosalba Ciarlini (2011-2014), o Ministério do Trabalho, então gestor do programa, chegou a repassar R$ 1 milhão para o RN como a primeira de quatro parcelas de uma verba que deveria ter sido investida na política de empregos do Estado.

Uma discordância na aplicação do dinheiro, usado na época para adquirir viaturas para o Sine, fez com o repasse das outras três parcelas, de um total de R$ 4 milhões, fossem brecadas e nada mais fosse feito a respeito desde então.

Em março último, na tentativa de acessar novamente o programa e o dinheiro, a governadora Fátima Bezerra autorizou o pagamento de uma contrapartida pendente de R$ 52 mil pendentes de uma dívida junto ao Ministério da Economia. “Isso foi feito para que pudéssemos justamente voltar a pleitear o acesso aos recursos do Sistema de Convênios (Siconv)”, explica Karla Veruska.

“O problema é que agora estamos correndo contra o tempo, pois o prazo para ver o projeto enviado pela governadora se transformar em lei termina em setembro”, explicou a subsecretária do Sethas. “Se perdermos o prazo, perdemos tudo”, acrescentou.

O projeto, entre outras medidas, institui a política de trabalho, emprego e renda do Rio Grande do Norte (sigla Peter); e amplia as políticas de qualificação profissional e ações para combater o trabalho escravo e infantil e a inserção de pessoas mais vulneráveis socialmente no mercado de trabalho.

Hoje, Karla Veruska estima que o Estado precise de alguma coisa ao redor de R$ 1,5 milhão por ano para aplicar em ações para melhorar o acesso ao emprego da população potiguar.

(Agora rn)

Aprovação do governo Bolsonaro cai e reprovação sobe para 32%, diz Ibope

A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo do presidente Jair Bolsonaro passou de 35% em abril para 32% em junho, em uma tendência de queda, mostra pesquisa feita pelo Ibope e divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% para 32% no mesmo período.

Dos entrevistados, 32% consideram o governo regular (eram 31% na pesquisa anterior). Desde o início do governo, em janeiro, o porcentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu 17 pontos, de 49% para 32%, mostra a série histórica do Ibope. Já a avaliação negativa subiu 21 pontos nesse período, de 11% para 32%.

A avaliação dos brasileiros sobre a maneira do presidente Jair Bolsonaro governar o País piorou. O índice de pessoas que desaprovam a maneira de Bolsonaro governar subiu de 40% em abril para 48% em junho. A aprovação, por sua vez, caiu de 51% para 46% no mesmo período. Na série história, esta é a primeira pesquisa em que o porcentual de entrevistados que desaprovam o governo Bolsonaro é marginalmente maior do que a quantidade de pessoas que aprovam a gestão.

Em outro quesito do levantamento, 51% dos entrevistados dizem não confiar no presidente Jair Bolsonaro. O índice era de 45% em abril. Já os que confiam caíram de 51% para 46% entre um mês e outro.

O Ibope ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 20 e 26 de junho. O levantamento anterior havia sido realizado de 12 a 15 de abril. O nível de confiança do levantamento é de 95%.

(Agora rn)

Rodrigo Maia e líderes partidários se reúnem para discutir reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reúne na manhã desta quinta (27) com líderes partidários, na residência oficial em Brasília, para discutir a próxima etapa de análise da proposta da reforma da Previdência.

Já a reunião da comissão especial que analisa o texto na Casa marcada para esta manhã foi cancelada. O projeto deve entrar em fase de votação, com o encerramento das discussões sobre o parecer do relator, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), nesta quarta (26).

Deve ficar para a próxima semana a apresentação da complementação de voto do relator, com algumas alterações ao seu texto original. Após a leitura da complementação, serão apreciados os requerimentos de adiamento da votação do parecer do relator na comissão, de acordo com o presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PL-AM).

Rodrigo Maia tenta incluir na proposta a reinclusão de estados e municípios. Na proposta original do governo, a PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, mas esse ponto foi retirado do relatório.

Outras mudanças do relator em relação ao texto original estão, por exemplo, a retirada do sistema de capitalização, que determinava que cada trabalhador contribuísse para a própria aposentadoria; a alteração do tempo mínimo de contribuição para as mulheres. Com as alterações, a economia com a reforma caiu para R$ 913,4 bilhões até 2029.

(Diário do poder)

Sentinelas de Cristo vão deixar Ponte Newton Navarro no dia 5 de julho

Os voluntários do grupo Sentinelas de Cristo, que desde o dia 21 de abril acampam na ponte Newton Navarro para evitar que pessoas tirem a própria vida, declararam que ficarão na ponte somente até o dia 5 de julho.

O pastor evangélico Rubens Medeiros, idealizador do acampamento, conta que o grupo precisará encerrar as atividades porque não recebem ajuda do poder público e, por isso, os voluntários não têm como se manter no local.

“Estamos há 67 dias sem apoio do poder público, que nos tratou como lixo. Tenho vergonha da política que está sendo feita em Natal. A população que está de parabéns, pois são eles que têm nos mantido na ponte até hoje”, desabafou o pastor.

O grupo conta com a ajuda de 300 voluntários que estão no local todos os dias da semana, durante 24 horas. Segundo o pastor, mais de 200 pessoas foram impedidas de cometer suicídio desde que eles estão lá.

Apesar da saída dos sentinelas no próximo dia 5, eles cobram providências às autoridades para que a ação continue no local. O pastor Rubens pede que sejam colocadas grades de proteção ou que outras medidas de prevenção sejam tomadas pela prefeitura.

“Nesses 67 dias nós conseguimos zerar o suicídio. Já que o prefeito Álvaro Dias não quis colocar a proteção na ponte, que pelo menos coloque a guarda municipal para fazer o trabalho que nós estamos fazendo, ou então contrate uma empresa de segurança”, exige.

(Agora rn)

Câmara aprova emenda que muda divisão dos recursos do petróleo da União

O Plenário aprovou a emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE) ao Projeto de Lei 10985/18, do Senado, e estabeleceu uma nova divisão dos recursos do petróleo da União no regime de partilha.

Segundo a emenda, 30% desses recursos continuarão com o Fundo Social, 20% com o Brasduto e os outros 50% serão divididos com estados e municípios para aplicação em educação e saúde (30%) e com a União (20%), também destinados a essas duas áreas.

André Figueiredo agradeceu o apoio dos partidos ao destaque. “Conseguimos construir uma emenda para recompor o orçamento da saúde e educação nos moldes de 2013. Conseguimos fazer também com que sonhos de infraestrutura não fossem inviabilizados”, disse.

Risco hidrológico

Os deputados já tinham aprovado o projeto de lei, que permite o aumento do prazo de outorga de usinas hidrelétricas atingidas por falta de chuvas e atrasos na operação de grandes geradoras, como Belo Monte.

A proposta tenta solucionar impasse entre o governo e geradoras atuantes no mercado livre de energia – onde a negociação do preço não sofre restrições – e que não aceitaram os termos da Lei 13.203/15 para regular o chamado risco hidrológico.

Esse risco é decorrente do regime sazonal de chuvas, que pode ser mais ou menos rigoroso, levando a um nível baixo dos reservatórios de modo a não permitir à geradora usar de forma segura toda a água para gerar energia suficiente e necessária para honrar seus contratos de venda de energia sem afetar o volume do reservatório, que precisa ser preservado até a próxima estação de chuvas.

Com o fim da análise dos destaques, a matéria será reenviada ao Senado. (Agência Câmara)

Comissão especial retoma debate do parecer sobre a reforma da Previdência

A Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados começou na manhã desta quarta (26) a quarta reunião para discutir o parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Ainda há 47 parlamentares inscritos para falar contra ou a favor do relatório.

A expectativa é que a fase de debates na comissão se encerre ainda nesta quarta e que o relator apresente a complementação de seu voto com algumas alterações ao seu texto original nesta quinta (27). Moreira informou que seu voto complementar está quase pronto.

Após a leitura do voto complementar, a próxima etapa será abrir prazo para apresentação dos destaques com sugestões de mudanças na matéria.

Depois da votação do relatório na comissão especial, o texto será apreciado no plenário da Câmara e precisará de uma aprovação de três quintos dos deputados (308) em dois turnos. Caso aprovada, a proposta segue para análise dos senadores.

Alterações

O relator Samuel Moreira fez diversas mudanças em relação à proposta original, enviada pelo ministro da Economia, Pauylo Guedes, no fim de fevereiro. O relator retirou o sistema de capitalização, onde cada trabalhador contribiu para a própria aposentadoria. É possível que o governo insista no quesito posteriormente, apresentando uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Moreira manteve a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, mas alterou o tempo mínimo de contribuição para as mulheres, retornando para os 15 anos vigentes atualmente. O tempo mínimo de contribuição dos homens permanece conforme proposto pelo governo, em 20 anos.

As alterações reduziriam a economia com a reforma para R$ 913,4 bilhões até 2029. No entanto, o relator decidiu propor a transferência de 40% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social e aumentar tributos sobre os bancos, o que reforçaria as receitas em R$ 217 bilhões, resultando numa economia final de R$ 1,13 trilhão, próximo do montante inicial de R$ 1,23 trilhão estimado pela área econômica do governo. (ABr)

STF decide manter Lula preso até que suspeição de Moro seja julgada

Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 25, manter preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do “tríplex do Guarujá”. Votaram pela concessão liminar os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram vencidos por Cármen Lúcia, Edson Fachin e Celso de Mello.

A maioria dos ministros do STF rejeitou a possibilidade de Lula ficar livre até a Segunda Turma concluir o julgamento sobre a atuação do ex-juiz federal Sergio Moro no caso. Os advogados do petista acusam Moro de parcialidade ao condenar Lula e assumir um cargo depois no primeiro escalão do governo Jair Bolsonaro.

Apesar do processo que traz essas alegações ter sido apresentado ao Supremo no ano passado, a defesa de Lula incluiu na ação conteúdo de supostas mensagens trocadas entre Moro enquanto era magistrado com procuradores da força-tarefa da Lava Jato, divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

As conversas, segundo o site, sugerem que o então juiz orientou investigações da operação. O ministro da Justiça de Bolsonaro, porém, tem afirmado não ser possível garantir a autenticidade das mensagens, pois apagou o aplicativo usado na época e não tem mais os registros. Ele nega também qualquer atitude contra a lei.

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores desembarcaram em peso no STF para acompanhar presencialmente a sessão. Entre os políticos que compareceram ao Supremo estavam os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Paulo Rocha (PT-PA) e Humberto Costa (PT-PE).

Com a decisão desta terça-feira, Lula seguirá preso até que o julgamento sobre a atuação de Sérgio Moro no processo seja concluído. Até agora, dois ministros votaram contra o ex-presidente: Cármen Lúcia e Edson Fachin. Faltam outros três ministros votarem na Segunda Turma: Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. O caso só será retomado após Gilmar Mendes devolver o processo do seu pedido de vistas (mais tempo para análise), o que não tem prazo para acontecer.

Outro habeas corpus impetrado pela defesa de Lula foi julgado nesta terça-feira, e também negado – só que por 4 a 1 (apenas Lewandowski votou pela soltura do ex-presidente, neste caso). O pedido questionava decisão do ministro Felix Fischer, relator da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), contra um outro pedido da defesa também sobre a suposta parcialidade de Sérgio Moro quando do julgamento do caso do tríplex na primeira instância.

(Agora rn)

Só metade dos jovens de até 19 anos concluiu ensino médio no RN

Apenas metade (50,1%) dos jovens potiguares de até 19 anos havia conseguido concluir o ensino médio até 2018. É o terceiro pior resultado de todo o Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado nesta terça-feira, 25, pelo movimento Todos pela Educação.

Os números potiguares só ficaram à frente dos de Sergipe (46,2%) e Bahia (43,3%). Dos cinco piores resultados, quatro estados ficam no Nordeste – apenas o Pará (50,6%) é de outra região, a Norte.

De acordo com o estudo, apesar da média ruim, o Rio Grande do Norte conseguiu elevar a taxa de conclusão do ensino médio entre os anos de 2017 e 2018, com um aumento de 3,3 pontos percentuais. Em 2017, o resultado havia sido de 46,8%. O melhor índice continua sendo o de 2016, quando 58,5% dos jovens com até 19 anos de idade concluíram o ensino médio naquele ano.

De cada 100 estudantes que ingressam na escola no Rio Grande do Norte, apenas 50 conseguem concluir o ensino médio aos 19 anos. Além disso, nesta etapa de ensino, somente 20,6% apresentam aprendizado adequado em língua portuguesa e 5,1%, em matemática.

A perspectiva é de que os números não apresentem alterações em curto prazo. Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta era que todos os estados conseguissem elevar, até 2016, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%. Atualmente, a taxa potiguar está em 55%.

Além disso, ao longo dos últimos quatro anos, as matrículas seguem em declínio. Em 2015, as matrículas atingiram 59,2% para os jovens de 15 a 17 anos. Em 2016 e 2017, respectivamente, as taxas foram de 58,2% e 59,8%.

Apesar dos números insatisfatórios no ensino médio, o Rio Grande do Norte é um dos destaques no segmento da educação profissionalizante. A modalidade é complementar à educação básica e superior. No Rio Grande do Norte, essa modalidade representa 25,8% das matrículas. A taxa é a maior do Nordeste e está acima da média nacional, de 18%.

Ainda sobre 2018, em relação ao ensino fundamental, 98,4% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estão matriculadas no Rio Grande do Norte. Os dados revelam, ainda, que apenas 60,1% da população até 16 anos conseguiu concluir todo o fundamental.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação e traz análises sobre as 20 metas do Plano Nacional de Educação.

O Rio Grande do Norte tem um valor médio anual de gasto por aluno de R$ 4,1 mil. No Distrito Federal, o maior gasto, a média é de R$ 11 mil.

“Apesar dos dados mais recentes ainda estarem longe do patamar educacional que o Brasil precisa para garantir um desenvolvimento social e econômico duradouro, o Anuário mostra que houve avanços importantes nas últimas décadas. Mas é preciso manter o senso de urgência, pois a fotografia dos resultados educacionais ainda é crítica e dados como este, sobre a desigualdade nas condições de financiamento das redes, mostram que discussões atualmente em curso, como a do Fundeb, são centrais”, explica Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos Pela Educação.

A Secretaria Estadual de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Seec) não se manifestou.

(Agora rn)

IBGE: prévia da inflação oficial fica em 0,06% em junho deste ano

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,06% em junho. A taxa é inferior ao 0,35% de maio e é a menor para o mês de junho desde 2006 (-0,15%). O dado foi divulgado nesta terça (25), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado da prévia, o IPCA-15 acumula inflação de 1,13% no trimestre, de 2,33% no ano e de 3,84% em 12 meses.

A desaceleração da inflação foi provocada principalmente pela queda de preços (deflação) de 0,64% dos alimentos.

Queda

Entre os itens com maior queda de preços, destacam-se o feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), feijão-mulatinho (-11,48%), batata-inglesa (-11,30%), feijão-preto (-8,84%) e frutas (-5,25%).

A alimentação fora de casa também teve deflação (-0,33%).

A queda de preços de 0,67% dos combustíveis também teve impacto no recuo da taxa do IPCA-15. A gasolina, que havia tido inflação de 3,29% em maio, acusou uma alta de preços de apenas 0,10% em junho. Já o etanol registrou deflação de 4,57%.

Apesar disso, os transportes registraram inflação de 0,25% por conta da alta de 18,98% nos preços das passagens aéreas no mês.

Os grupos que tiveram as maiores taxas de inflação e evitaram uma queda maior do IPCA-15 foram saúde e cuidados pessoais (0,58%) e habitação (0,52%). (ABr)

Reajuste de 200% nos trens de Natal será debatido nesta quarta em Brasília

A Câmara dos Deputados vai debater na próxima quarta-feira, 26, os reajustes previstos para as tarifas de metrôs e trens urbanos operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Na Região Metropolitana de Natal, as tarifas do veículo leve sobre trilhos (VLT) foram reajustadas em maio passado, de R$ 0,50 para 0,70.

Até março de 2020, estão previstos outros cinco aumentos na tarifa, até chegar ao valor de R$ 2,00. Os reajustes foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília. Na Grande Natal, o sistema passa pelos municípios de Natal, Extremoz, Ceará-Mirim e Parnamirim, permitindo o deslocamento de 12 mil passageiros por dia.

Atualmente, duas linhas operam na região: a Linha Norte (de Natal a Ceará-Mirim), com extensão de 38,5 Km e 13 estações, a e Linha Sul (de Natal a Parnamirim), com 17,7 Km e 10 estações.

“A proposta de aumentar as tarifas nas cidades do Nordeste onde a empresa opera é uma agressão para com os usuários destas cidades”, afirma o deputado Rogério Correia (PT-MG), propositor do debate.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Rio Grande do Norte, Jorge Luiz da Silva, é um dos convidados da reunião.

(Agora rn)