Estados Unidos bloqueiam todos os ativos da Venezuela em solo americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o congelamento de todos os ativos da Venezuela em solo americano. A medida se soma a uma série de punições já aplicadas ao governo do presidente Nicolás Maduro, considerado ilegítimo por Washington.

Em carta enviada à líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, Trump disse que adotou a medida em razão da “contínua usurpação de poder” por Maduro e abusos contra os direitos humanos cometidas por forças de segurança leais a ele.

O bloqueio afeta “todos os ativos e interesses em propriedade do governo da Venezuela nos Estados Unidos”, diz a ordem, acrescentando que esses bens “não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou manejados”.

Nelsinho Trad sobre o processo de nomeação de Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA

Transações com autoridades venezuelanas cujos ativos estão bloqueados também estão proibidas.

Fica vetada a entrega ou recebimento de “qualquer contribuição ou provisão de fundos, bens ou serviços por ou para o benefício de qualquer pessoa cujas propriedades e interesses estejam bloqueados sob esta ordem”.

A medida, porém, exclui “transações relacionadas ao fornecimento de artigos como roupas e medicamentos destinados a ajudar no alívio do sofrimento humano”.

Segundo o Wall Street Journal, a medida foi a primeira dessa magnitude adotada contra um país ocidental em mais de 30 anos, com restrições semelhantes às impostas aos regimes da Coreia do Norte, Irã, Síria e Cuba.

Retaliações

Apesar de poupar o setor privado venezuelano, o bloqueio ameaça com possíveis retaliações do governo americano as entidades estrangeiras que fizerem negócios com a Venezuela.
A ordem, que ficou pouco distante de ser um embargo comercial, se tornou a ação mais decisiva do governo Trump contra o regime de Maduro desde que Washington reconheceu o opositor Juan Guaidó como presidente interino do país, em janeiro deste ano.

Nos últimos dois anos, a Casa Branca vem impondo uma série de sanções contra o governo de Maduro, entre estas, restrições ao comércio de petróleo bruto – a maior fonte de renda do país – através da estatal venezuelana PDVSA. As sanções sobre o comércio de petróleo aceleraram o colapso da produção nacional, iniciado após a eleição de Maduro, em 2013.

As medidas também punem funcionários, familiares e pessoas próximas ao governo venezuelano. Mais de 100 autoridades e indivíduos tiveram seus bens congelados nos EUA e foram proibidos de realizar negócios nos país. Até mesmo um filho e enteados de Maduro também foram alvo de punições.

Guaidó, reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países, disse – através do Twitter – que o bloqueio americano “busca proteger os venezuelanos” da “ditadura” de
Maduro, que, segundo diz, se sustenta com “dinheiro saqueado da República”.

“Essa ação é consequência da arrogância de uma usurpação inviável e indolente. Aqueles que a apoiam, beneficiando-se da fome e da dor dos venezuelanos, devem saber que haverá consequências”, disse o líder opositor.

Bloqueio ou uma quarentena à Venezuela

Na semana passada, Trump confirmou que cogita impor um bloqueio ou uma quarentena à Venezuela para pressionar Maduro a deixar o poder. A jornalistas reunidos nos jardins da Casa Branca, ele  disse que ambas as hipóteses estão sendo avaliadas.

“O senhor está considerando um bloqueio ou quarentena à Venezuela, diante do grau de envolvimento da Rússia, China e Irã?”, perguntou o jornalista. “Sim, estou”, respondeu Trump. “Sim, estou”, repetiu, sem dar mais detalhes.

“Estamos preparados para qualquer batalha. Este Mar do Caribe é da Venezuela, e o império americano pretende fazer uma quarentena naval da Venezuela. Repudiamos fortemente essa nova tentativa de ameaça”, respondeu Maduro.

O líder venezuelano afirmou ainda que pediu ao embaixador do país na Oreganização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, que denuncie essa “ameaça ilegal” ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Apesar da grave recessão, sanções internacionais e dos protestos em massa realizados no país, Maduro vem conseguindo se manter no poder com o apoio das Forças Armadas. Durante seu governo, o país, que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, caiu na pior crise econômica de sua história.

Segundo a ONU, em torno de 4 milhões de cidadãos emigraram para outros países desde 2015.

Nesta terça-feira, começa em Lima, no Peru, uma conferência de 60 países que buscam uma saída pacífica para a crise política na Venezuela, ainda que sem a presença dos países que apoiam o regime de Maduro. Os EUA prometeram o anúncio de medidas decisivas contra Maduro durante o evento.

(ABr)

Governadores pedem inclusão de Estados e Municípios na reforma da Previdência

O Forum de Governadores, reunido em Brasília, acaba de aprovar por unanimidade apoio a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência junto ao Senado Federal.

A inclusão de Estados e Municípios pode ser dar na chamada “PEC paralela” proposta pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para que a proposta de emenda constitucional não tenha de retornar à Câmara.

Estados e municípios foram retirados da reforma, na Câmara, em razão de uma manobra dos partidos do chamado “centrão”, que não conseguiram fazer o governo federal “sentar para negociar” e decidiram obrigar a isso os governadores e os principais prefeitos do País.

O Forum é coordenado pelos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de São Paulo, João Doria (PSDB), que se encontra em viagem à China, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL).

(Diário do poder)

Ernesto Araújo explicará à Câmara posição ultraconservadora do Brasil na ONU

 

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, é aguardado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 7, para explicar o veto do Brasil em diferentes resoluções da ONU de expressões como gênero, feminismo e saúde reprodutiva da mulher. O debate atende a requerimento das deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Talíria Petrone (Psol-RJ).

“O que se observa é que o ministro Ernesto Araújo está à revelia deste Poder Legislativo e mesmo do Judiciário, conduzindo o Brasil a um alinhamento ao conjunto de países mais retrógrados do mundo, no que diz respeito sobretudo aos direitos das mulheres e da população LGBTI, e ainda colocando em risco a liderança e credibilidade internacional de nosso país. Tudo isso sob o pretexto de combater um suposto ‘marxismo cultural’ ou ‘globalismo’”, aponta o texto do requerimento.

A diplomacia brasileira causou enorme surpresa no mês passado ao se alinhar com países como a Arábia Saudita e outras ditaduras em questões relacionadas com a família e a saúde da mulher.

Termos como “igualdade de gênero” foram vetadas pelo governo, que pedia que os trechos fossem substituídos por “igualdade entre homem e mulher”. Questões que pudessem dar brechas a “direito sexual” também foram vetadas, além de mais de uma dezena de ações por parte do governo para modificar termos já acordados pela comunidade internacional nos últimos anos.

A atitude do Brasil deixou delegações ocidentais indignadas. O México, por exemplo, lembrou que existem mais de 200 resoluções, textos e documentos internacionais com as referências que, hoje, o Itamaraty quer vetar. Outras delegações ainda apontaram como aceitar a posição do governo Bolsonaro representaria um retrocesso de 25 anos no debate sobre a saúde da mulher.

Para Fernanda, a postura do governo mostra que eles acreditam que “a luta contra a discriminação e a violência à população LGBTI+ e às mulheres é uma tentativa de manipular a sociedade para que se ache normal algo que é puramente ideológico por parte da esquerda”.

“Como se a visão desses moralistas da extrema-direita não fosse ideológica”, criticou.

“Além disso, as manifestações dos diplomatas brasileiros na ONU, solicitando a retirada da expressão “gênero” e a frase como “vulnerabilidade à violência sexual e com base em gênero” de resoluções é uma forma de negar o machismo estrutural como uma das razões da violência contra nossas mulheres e o acúmulo de teorias da antropologia, filosofia e da sociologia que define gênero, sim, como uma construção social”, declarou Fernanda Melchionna.

(Diário do poder)

PEC do pito nos ministros é reação do Congresso ao ativismo de toga

 

Pronta para votação no Senado nesta terça (6), a proposta de emenda à Constituição que proíbe decisões liminares monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal em todos os processos que afetem políticas públicas ou suspendam a tramitação legislativa é “reação ao ativismo judicial” e “limitação dos poderes” do STF imposta pelo Congresso. É como define o especialista em Direito Constitucional Fábio Monteiro Lima. É um “aviso político do Senado ao STF”, diz. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Lima cita exemplos de liminares que são “casos graves”: afastamentos do presidente da Câmara, do Senado, retirada da linha sucessória etc.

Segundo o advogado constitucionalista, a PEC pode prejudicar decisões urgentes, e pode “gerar um engessamento do STF”.

Se a Corte só puder agir por colegiado, diz Fábio Monteiro Lima, “o STF muitas vezes não vai poder proteger direitos.

(Diário do poder)

Reforma tributária pode ‘adiar’ retomada, diz ex-secretário de governo que não a propôs

Militante contra a reforma tributária, cuja necessidade e urgência são consensuais, o ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no governo Michel Temer (MDB), Marcos Ferrari, agora afirma que a reforma poderá “adiar” decisões de investimento, “postergar” a recuperação da economia e “tirar o foco” sobre medidas mais urgentes para que o país volte a crescer. Não admira que reforma tributária tenha empacado durante o governo Temer.
O economista considera que as discussões sobre o sistema tributário deveriam ficar para daqui dois ou três anos, quando o país tiver voltado a crescer de forma robusta. Ele repete uma antiga máxima do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, sempre muito criticada, de que era necessário fazer o bolo crescer para depois ser repartido.
A existência de ao menos três propostas, uma da Câmara, outra do Senado e uma terceira a ser apresentada pelo governo, torna o cenário mais turvo, segundo Ferrari. “Existe um ‘trade-off’ entre reforma tributária e recuperação econômica. No momento, a recuperação é pautada pela necessidade de investimentos. O investidor, empresário, precisa saber qual o modelo tributário para fazer seu plano de negócios. Se fizer essa discussão agora, vai jogar o processo de recuperação um pouco mais para a frente.”
Ele também discorda da avaliação de que o momento de crise econômica é o cenário ideal para se tratar desse tema e diz que não há consenso no cenário político para votar a questão rapidamente.
Ferrari afirma que as mudanças propostas no sistema tributário vão melhorar o ambiente de negócios, mas considera que a discussão pode ficar para outro momento e que há outras reformas regulatórias que podem gerar mais valor no curto prazo.
O ex-secretário cita a medida provisória da liberdade econômica, proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, os novos marcos legais nas áreas de gás, telecomunicações e saneamento, o projeto de relicitação e mudanças nas regras de venda de terras para estrangeiros.

(Diário do poder)

União estável está perto de ser abolida nos Estados Unidos

O Tribunal Superior da Carolina do Sul aboliu, na semana passada, o reconhecimento da união estável, chamada nos Estados Unidos de common-law marriage. Desde então, só são legalmente reconhecidas no estado uniões de papel passado — ou seja, com certificado de casamento.

Com a pena de morte decretada para a união estável na Carolina do Sul, agora só sobraram nove dos 50 estados do país — e mais o Distrito de Colúmbia — que reconhecem a união estável. Alguns estados que eliminaram essa instituição ainda reconhecem o “direito adquirido” das uniões estáveis que existiam antes delas serem extintas.

Nenhum dos estados dos EUA reconhece o concubinato para efeitos jurídicos. As pessoas nessa situação vivem em “coabitação”. Até o nome de concubino(a) desapareceu. Agora elas são tratadas como namorados(as), noivos(as), parceiros(as) da vida ou amantes que vivem juntos.

(Novo jornal)

Tem boi na linha na sucessão de Parnamirim

Andréa Ramalho, ex-primeira dama de Natal, mesmo sabendo que nessa eleição não pode candidatar-se a um cargo majoritário, ou seja, concorrer para os cargos de prefeito e a vice, vem tentando encontrar uma forma de se fortalecer e conseguir dobrar o coronel Taveira, em busca de ampliar os espaços dos Alves na prefeitura. Sob a orientação do seu marido, o ex-prefeito Carlos Eduardo, Andréa vem conversando com alguns políticos parnamirinenses, entretanto suas ações não estão logrando êxito.

O coronel Taveira tem ciência da situação, mas não está nem aí para os movimentos que Andréa vem fazendo aqui em Parnamirim.

Ela foi convidar o vereador Abidene Salustiano para caminhar pela cidade, pois queria ter um grupo capaz de impressionar Taveira. Na ocasião, ela iniciou a conversa com o vereador, sendo curta e grossa, afirmou que estava pedindo apoio para candidatura ao cargo majoritário dela, pois o coronel não tinha cumprido o acordo firmado entre eles. Ainda na mesma conversa, o vereador Abidene perguntou a Andréa: “você e Carlos Eduardo apoiam o deputado coronel Azevedo para prefeito de Natal?” Ela respondeu: “Natal é complicado, não tenho condições de conversar sobre Natal…”. Após a conversa, a ex-primeira dama, pegou a BR 101 de volta casa. Alguns suplentes que tomaram conhecimento da conversa disseram que o objetivo de Andréa Ramalho era se fortalecer e conquistar uma estrutura para disputar uma vaga na câmara municipal de Parnamirim e seu marido Carlos Eduardo vereador em Natal.

Homero Grec vai ser secretário na administração Taveira

A reforma política e administrativa no poder executivo parnamirinense continua a todo vapor. Depois de prestigiar Fernando Fernandes, que está sendo chamado por alguns colegas secretários como o paparazzo do lixo, é chegada a hora do diário oficial trazer a nomeação de Homero Grec, pessoa ligada à família Alves e que agrada a Carlos Eduardo. Mesmo sendo um profissional qualificado e tendo um grande potencial para prestar um amplo serviço ao município de Parnamirim, Grec deverá assumir o cargo de secretário, em uma pasta estratégica, técnica e também política.

Reforma Tributária é uma das pautas do Congresso para o segundo semestre

 

O líder do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), confirmou ainda para agosto o envio da proposta da Reforma Tributária pela equipe econômica. Um dos destaques será a criação do Imposto Sobre Bens e Serviços, o IBS, que vai substituir PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

O novo tributo incidirá sobre bens e serviços incluindo os digitais. Pela proposta, os estados ficariam com 50% da arrecadação. Os municípios e o governo federal dividirão a outra metade do tributo. Segundo Bezerra, a proposta do governo deverá prevalecer sobre os projetos em discussão na Câmara dos Deputados e no Senado.

“O governo está trabalhando em uma reforma tributária que aposta na simplificação, no combate da evasão e na justiça fiscal. Acredito que, quando ela for formalizada e chegar aqui no Congresso Nacional, em meados de agosto, ela irá centralizar os debates e terá a devida prioridade nas duas Casas’, afirma Bezerra.

O senador Jaques Wagner (PT/BA) é favorável que o imposto seja cobrado no estado onde o bem ou serviço é consumido. Para ele, apenas a criação de um imposto único acabaria com a cobrança em cascata de tributos no país.

A proposta da reforma tributária do governo também prevê a criação de um fundo de desenvolvimento regional e de equalização de perda de receitas, um tratamento diferenciado para a Zona Franca de Manaus e uma definição da justiça estadual como um fórum para as ações judiciais sobre o novo tributo.

(Agência Senado)

Dodge compara STF a ‘tribunal de exceção’ e vê inquérito das fake news como ilegal

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que seja anulado o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar notícias falsas, ameaças e calúnias contra seus ministros.

Em manifestação enviada à corte na quarta (31/07), ela pediu que a portaria que instaurou as apurações, assinada pelo ministro Dias Toffoli em março, seja declarada ilegal e inconstitucional.

A manifestação se deu em mandado de segurança apresentado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), no qual requer liminar para que os efeitos do ato editado por Toffoli sejam suspensos e, no julgamento definitivo, considerados nulos.

Um dos propósitos é evitar que integrantes da categoria sejam alvo de medidas investigativas da corte, que são consideradas ilegais. A procuradora-geral endossou os argumentos da associação e sustentou que o inquérito, da forma como foi instaurado, afronta o sistema penal acusatório instituído pela Constituição de 1988.

Por esse modelo, o órgão responsável pela acusação não pode ser o mesmo que julga. Para abrir um inquérito, o juiz tem de ser acionado pela polícia e o Ministério Público. E cabe a esses órgãos propor as medidas investigativas.

Com base num dispositivo do Regimento Interno do Supremo, Toffoli abriu o inquérito em março, de ofício, ou seja, sem provocação de terceiros. Designou o ministro Alexandre de Moraes para conduzi-lo. O Ministério Público Federal não tem participação ou acesso ao caso.

Entre os supostos ataques que podem estar no foco da apuração, que corre em sigilo, estão manifestações de procuradores da República nas redes sociais.

A procuradora fez críticas duras à iniciativa do Supremo e à possibilidade de seus pares serem investigados no âmbito do inquérito. “A usurpação de competências constitucionais reservadas aos membros do Ministério Público e sua investigação por verdadeiro tribunal de exceção evidenciam as ilegalidades apontadas”, escreveu.

Ela sustentou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) vem sendo alijada da condução do caso. “Se o Ministério Público é privado de realizar essa avaliação, ela será feita diretamente pelo magistrado, que, então, atuará como investigador. Tal dinâmica ofende, a um só tempo, o princípio da separação de poderes e o sistema acusatório vigente no país.”

Esta é a segunda vez que Dodge se posiciona contra o chamado inquérito das fake news. Em abril, ela enviou ofício ao Supremo informando que decidira arquivá-lo. A PGR entende que, por ser titular da ação penal é o único órgão com legitimidade para levar adiante uma acusação e, cabe a ela, decidir pelo arquivamento ou continuidade de procedimentos como esse.

Na ocasião, Dodge informou que nenhuma prova colhida na investigação seria considerada pela PGR para formar sua opinião sobre os crimes eventualmente apontados. Moraes, no entanto, discordou da manifestação dela e manteve as apurações em curso.

Na quinta (1º/08), um dia depois de Dodge enviar seu novo parecer ao Supremo, o ministro determinou que seja enviado ao Supremo todo o material apreendido com suspeitos de invadir contas de celulares de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da República.

A decisão se deu após ser veiculado notícias que, em mensagens, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, incentivou colegas a investigarem o ministro Dias Toffoli em 2016.

 (Folhapress)

Juiz manda PF enviar ao Supremo cópia de investigação sobre hackers

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, determinou hoje (2) que a Polícia Federal (PF) envie para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cópia da investigação sobre as invasões aos telefones celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades.

O magistrado, que preside a investigação, cumpriu decisão proferida por Alexandre de Moraes, relator do inquérito aberto pelo STF para apurar a divulgação de notícias falsas contra integrantes da Corte.

Moraes determinou ontem (1º) que todo material da investigação, incluindo mensagens de celulares, devem ser remetidos ao seu gabinete no prazo de 48 horas.

Ontem, o juiz Ricardo Leite atendeu pedido da PF e decretou a prisão preventiva dos quatro investigados presos na Operação Spoofing, que investiga os ataques de hackers.

Com a decisão, os investigados Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto vão continuar presos, mas por tempo indeterminado. Dessa forma, eles deverão ser transferidos para um presídio no Distrito Federal. De acordo com a PF, os acusados devem ser mantidos na prisão para não atrapalhar as investigações.

(ABr)

BNDES anuncia pagamento antecipado à União de R$ 40 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai antecipar o pagamento ao Tesouro Nacional de mais R$ 40 bilhões emprestados pela União. De acordo com anúncio feito hoje (2) pelo BNDES, essa nova antecipação “está alinhada à meta de aceleração das devoluções ao Tesouro Nacional anunciada pelo presidente da instituição, Gustavo Montezano, durante sua posse, em 16 de julho”.

Com esse pré-pagamento, o banco soma cerca de R$ 380 bilhões de dívidas que foram liquidadas de forma antecipada ao Tesouro desde dezembro de 2015. Outros pagamentos “contratualmente efetuados e previstos para 2019”, deverão ultrapassar R$ 23 bilhões. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), os pagamentos antecipados pelo BNDES devem ser utilizados pela União somente para abatimento de dívida pública federal.

Também nesta sexta-feira, o Conselho de Administração do BNDES aprovou quatro novos diretores: Saulo Puttini, Petrônio Cançado, Leonardo Cabral e Fábio Abrahão, que responderão, respectivamente, pelas diretorias de Assuntos Jurídicos, Crédito e Garantia, Privatizações e Infraestrutura.

(ABr)

Gleisi Hoffmann e membros do PT fazem seminário em Natal nesta sexta

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman, participará do Seminário Nacional de Cultura e Resistência, que será realizado nesta sexta-feira, 2, em Natal.

O evento acontece a partir das 9h, na Praça da Árvore, em Mirassol, e ainda terá a participação da deputada federal Benedita Silva, o ex-ministro de Cultura dos governos Lula e Dilma, Juca Ferreira; e a atriz Tuca Moraes.

O objetivo do seminário é debater, até as 18h, o legado petista na cultura, os desafios de pautas identitárias e sistemas e fomentos para as atividades culturais.

O evento é aberto à população. A promoção é da Fundação Perseu Abramo e Secretaria Nacional de Cultura do PT.

Confira a programação completa:

9h Abertura

Participantes:

  • Fátima Bezerra – Governadora de Estado
  • Gleisi Hoffmann – Presidenta Nacional do PT
  • Anne Karolyne – Secretária Nacional de Mulheres do PT
  • Renato Simões – Executiva Nacional do PT/Responsável pelo NAPP
  • Márcio Tavares – Secretário Nacional de Cultura do PT
  • Crispiniano Neto – Presidente da Fundação José Augusto
  • Saulo Dias – Diretor da Escola Nacional de Formação do PT
  • Fundação Perseu Abramo
  • Parlamentares

Apresentação: Rodrigo Bico – Ator, Produtor Cultural e Secretário de Cultura do PT/RN

9h45 – APRESENTAÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO CULTURA

  • Tony Teófilo – acadêmico e responsável pelo curso na Secretaria Nacional de Cultura do PT
  • Representante da Fundação Perseu Abramo
  • Márcio Tavares – historiador e curador de arte, Secretário Nacional de Cultura do PT
  • Saulo Dias – Escola Nacional de Formação

Apresentação: Viviane Martins

10h – “GESTÃO DEMOCRÁTICA DE CULTURA NO BRASIL: LEGADO, RELEITURAS E PERSPECTIVAS”

Objetivo: Esta mesa tem por objetivo refletir sobre as políticas implantadas no Brasil pelos governos do PT, reler as suas ressonâncias na sociedade e apontar perspectivas inovadoras.

Participantes:

  • Juca Ferreira – Ex-Ministro da Cultura e Sec. Mun. De Cultura de Belo Horizonte.
  • Benedita da Silva – Dep. Fed. e presidenta da Comissão de Cultura da Câmara.
  • Crispiniano Neto – Presidente da Fundação José Augusto
  • Miguel Jost – Antropólogo e professor da PUC-RJ
  • Andréa Cunha – Secretaria de Cultura de Maricá
  • Fabiano Piúba – Secretário de Cultura do Ceará
  • Fábio Novo – Secretário de Cultura do Piauí *
  • Christiane Ramirez – Ex-coordenadora do Conselho Nacional de Políticas Culturais.

Mediação: Márcio Tavares – Historiador, curador e Secretário Nacional de Cultura do PT

13h – “IDENTIDADES E DIVERSIDADES: COMO VENCER A BATALHA CULTURAL?

Objetivo: esta mesa visa refletir sobre a implantação das políticas afirmativas nos governos do PT, seus avanços e retrocessos; reler gargalos, identificando seus impasses, e propor novas formas de re-existências

Participantes:

  • Jackson Raymundo – Doutor em Letras pela UFRGS, especialista em políticas para o carnaval
  • Tuca Moraes – Atriz
  • Américo Córdula – Ator,  ex-secretário de Políticas Culturais, Identidade e Diversidade Cultural do MINC
  • Preta Rara – Rapper, educadora popular
  • Warley Alves Barbosa – Produtor cultural e ativista
  • Representante MST *

Mediação: Rodrigo Bico – Ator, produtor cultural e Secretário de Cultura do PT/RN

15h30 – SISTEMA DE CULTURA E FOMENTO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Objetivo: Refletir, debater sobre o novo modelo de financiamento público às políticas culturais, apontar estratégias de luta para os impasses

  • Najara Leite – Secretária nacional adjunta de Formação do PT e coordenadora do grupo OCA (Organização de Cultura e Comunicação Alternativa)
  • Roberta Martins – Gestora cultural
  • João Roberto Peixe – Ex-Secretário de Cultura de Recife
  • João Pontes – sociólogo, gestor cultural e Diretor de Políticas Culturas e Participação Social da Prefeitura de Belo Horizonte
  • Max Maciel – Consultor da Rede Urbana de Ações Socioculturais – Ruas e produtor executivo do festival Elemento em Movimento.

Mediação: Fábio Henrique – Diretor da Fundação José Augusto, militante do Setorial de Cultura do PT

17h00 –  ENCERRAMENTO (e deslocamento para o Teatro de Cultura Popular)

*Aguardando confirmação

18h00 – EXPRESSO 168 ( Evento da Comissão de Cultura da Câmara Federal) com o tema “ENCONTRO DE CULTURAS, SABERES E FAZERES, COM BENEDITA SILVA E CONVIDADOS”

O evento reunirá diversos setores e agentes para um  grande debate sobre políticas públicas para o setor cultural, ações com foco no desenvolvimento social e econômico, políticas de fomento, construção e manutenção de espaços e o cenário atual no país.

Local: Teatro de Cultura Popular Chico  Daniel, TCP – Fundação José  Augusto, R. Jundiaí, 641 – Tirol  – Anexo à Fundação José Augusto.

(Agora rn)

Após contestar Inpe, governo muda método para monitorar desmatamento

 

 

Brasília — O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou que o governo vai adotar um novo modelo de monitoramento do desmatamento no país, após a equipe do presidente da República, Jair Bolsonaro, contestar dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) com base no sistema Deter.

O novo sistema, de acordo com o ministro, terá imagens de satélite em alta resolução feitas em tempo real e sem o que identificou como “lapso temporal” no atual modelo.

O ministro afirmou que o serviço alertou em junho ocorrências de desmatamento que, na verdade, teriam acontecido em período anteriores, e não naquele mês.

Além disso, Salles prometeu equipar o corpo técnico do Inpe com servidores permanentes. Atualmente, citou, bolsistas do CNPQ é que fazem o monitoramento.

“Não estamos aqui para negar números e nem justificar coisas que tenham sido feitas de maneira ilegal”, disse o ministro, reforçando que o desmatamento na Amazônia vem aumentando desde 2012.

Diretor do Inpe

Bolsonaro levantou dúvidas sobre a atuação do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão. Em coletiva de imprensa, Bolsonaro disse que “pode tomar uma decisão mais drástica” em relação ao diretor por causa da divulgação supostamente equivocada de dados sobre o desmatamento no País. Galvão tem mandato até 2020.

“Se quebrar confiança vai ser demitido sumariamente, não tem desculpa para nenhum subordinado ao governo divulgar dado com esse peso de importância para o nosso Brasil. A questão de perdeu a confiança, no meu entender é uma pena capital. Nem na vida particular convivemos com pessoas que perdemos confiança. Temos muita responsabilidade em identificar se houve má fé ou não”, disse Bolsonaro.

O presidente convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira para tentar esclarecer o aumento de 88% no desmatamento na Amazônia em junho comparado ao mesmo mês no ano passado, detectado pelo Inpe. O número teve forte reação negativa no exterior. “A fama do Brasil e a minha é péssima lá fora tendo em vista os rótulos que foram colocados”, avaliou o presidente.

O governo apontou supostas falhas no Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), usado pelo Inpe, que teria contabilizado dados de meses anteriores em junho de 2019, contaminando o resultado. Também alegam que pode ter havido sobreposição de áreas desmatadas que já foram contabilizadas anteriormente. Não foi apresentado qual teria sido efetivamente o porcentual de aumento no período.

“Essas pessoas que estão na frente desses órgãos, lamento que alguns tenham mandato, não sei se o do Inpe tem mandato, a gente pode tomar uma decisão mais drástica no tocante a isso aí porque o estrago é muito grande”, disse Bolsonaro.

Para o presidente, “é muito estranho” que os dados tenham sido divulgados dessa forma “no momento em que o Brasil “dá sinais claros de melhora na economia” e que “o estrago já está feito fora do Brasil”. “A pessoa que passou informação no mínimo duvidosa para vocês (jornalistas) tem que ser responsabilizada, sim. O Brasil não tem mais espaço para grupos fazerem política e defenderem os próprios interesses.”

Ele considera que a divulgação teve objetivo de “atingir” o nome do Brasil e o seu governo. “Qualquer pessoa, mesmo leiga, um simples cidadão que vê que a conta de energia dobrou de um mês para outro pensa que tem alguma coisa errada”, afirmou. “Não queremos abafar nem deixar de divulgar nada, mas no meu entendimento não houve responsabilidade necessária para divulgar um número como esse.”

Alarde

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse que dados sobre aumento do desmatamento no País “prejudicam muito a imagem do Brasil”. Ele participou de coletiva de imprensa com o presidente Jair Bolsonaro. Na conversa com jornalistas, Heleno disse que mesmo se os dados fossem corretos, o que contesta, não deveria ser “alardeados”.

“Se fossem dados corretos, era preocupante, seria conveniente se não alardeássemos isso, cuidássemos internamente. Sendo dados falsos, é muito preocupante porque nos coloca como grande destruidor do meio ambiente. É uma imagem que fica muito difícil de resgatar”, afirmou Heleno.

O ministro do GSI afirmou que é muito fácil países menores dizerem que conseguem fazer fiscalização de áreas preservadas do que um país com as dimensões do Brasil. Segundo ele, a principal área desmatada na Amazônia fica na região central e leste do Pará.

Também defendeu que os povos brasileiros que vivem na Amazônia precisam ter mais atenção e participar do País “de acordo com o nível civilizatório do século 21”. “Os povos da floresta partem para o ilícito porque não têm o apoio correto”, avaliou.

(Estadão)

FHC critica ‘incontinência verbal’ de Bolsonaro e contesta fala sobre ditadura

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta quarta-feira, 31, as afirmações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre o pai do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Em uma rede social, o tucano chegou a dizer que Bolsonaro “despreza os limites do bom senso por sua incontinência verbal”.

“Contraria documentos oficiais sobre o pai do presidente da OAB e dá vazão a rompantes autoritários. Prejuízo para ele e para o Brasil: gostemos ou não foi eleito. O que diz repercute e afeta nossa credibilidade”, afirmou FHC.

Um dia antes, no mesmo perfil, o ex-presidente fez um apelo por sensatez e razão, “diante da barbárie do presente”, sem mencionar pontos específicos.Desde que Bolsonaro chegou à Presidência, FHC tem feito comentários negativos sobre o atual presidente. Em abril, disse que o governo era pior do que ele esperava e não tinha feito nada até aquela altura.

Documentos oficiais desmontam a versão de Bolsonaro sobre a morte de Fernando Santa Cruz. O presidente disse que o servidor público foi morto por militantes de esquerda, mas a tese contraria toda a série de relatórios produzidos pela própria ditadura sobre Fernando.

O ativista político desapareceu em fevereiro de 1974, após ter sido preso junto de um amigo chamado Eduardo Collier por agentes do DOI-Codi, órgão de repressão do regime militar, no Rio.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos emitiu no último dia 24 um atestado de óbito de Santa Cruz, no qual informa que ele morreu em 1974 de forma “violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985”.

(Folhapress)