Se eleição fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro, mostra Datafolha

São Paulo — Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (02) indica que, se o segundo turno das eleições presidenciais de 2018 acontecesse hoje, Fernando Haddad(PT) seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo os números, outros 18% votariam branco ou nulo e 4% não souberam responder. A pesquisa Datafolha ouviu 2.878 pessoas entre 29 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No ano passado, Bolsonaro foi eleito presidente no segundo turno com 55,13% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 44,87%.

Entre quem declarou preferência por Bolsonaro, 74% manteriam o voto se a eleição fosse hoje. Outros 10% migrariam para Haddad, e 13% votariam branco ou nulo.

Em relação aos eleitores petistas, 88% manteriam seu voto hoje. Somam 4% os que mudariam o voto para Bolsonaro e 6% os que votariam nulo ou branco.
Haddad tem a dianteira entre os jovens, aqueles que têm de 16 a 24 anos, grupo onde venceria Bolsonaro por 51% a 31%.

Também venceria entre aqueles com ensino fundamental (45% a 33%) e médio (42% a 37%), enquanto há empate na margem de erro entre aqueles com ensino superior (38% para Haddad contra 40% de Bolsonaro).

O atual presidente ganharia em todas as regiões do país tirando o Nordeste, onde Haddad venceria por 57% a 23%.

Bolsonaro vence em todas as faixas de renda e sua maior vantagem é de 53% a 27% entre aqueles que ganham de cinco a dez salários mínimos. A exceção são aqueles que ganham até dois salários mínimos, que privilegiam Haddad por 49% a 28%.

A avaliação do Datafolha vai ao encontro da alta na rejeição do governo de Bolsonaro, que foi de 33% para 38% em dois meses.

Com o resultado, Bolsonaro segue sendo o presidente mais mal avaliado neste período de nove meses de governo, desde Fernando Henrique Cardoso.

(Examer)

Reforma da Previdência leva a corrida por aposentadoria no serviço público

O avanço da reforma da Previdência no Congresso Nacional deflagrou uma corrida por aposentadorias entre servidores do Poder Executivo, numa debandada tão intensa que não encontra paralelo recente no funcionalismo federal. Em apenas sete meses, mais de 24 mil servidores pediram o benefício, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Mesmo em 2003, ano em que foi aprovada a reforma do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu em cheio o funcionalismo federal, a quantidade de aposentadorias foi de 17,2 mil. Entre 2004 e 2016, os pedidos oscilaram entre 7 mil e 16 mil ao ano. Em 2017, o volume ultrapassou 22,4 mil, em meio às discussões da reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer. O número caiu no ano passado, para 18,8 mil.

A quantidade de solicitações recebidas este ano ainda deve subir, porque há milhares de servidores ativos que já cumpriram os requisitos para a aposentadoria. Por permanecerem trabalhando, eles recebem um abono no mesmo valor da contribuição previdenciária, mas podem exercer o direito de se aposentar a qualquer momento. Outros funcionários podem completar as exigências antes da reforma e manterão o direito de se aposentar segundo as regras atuais, mais benevolentes.

No início do ano, o governo estimava que 67,8 mil servidores do Executivo preencheriam, ainda em 2019, as condições necessárias para pedir a aposentadoria, incluindo os que já recebem o abono de permanência. A maior parte desses servidores tem direito a benefício com o último salário da carreira (mesmo que acima do teto do INSS, hoje em R$ 5.839,45) e reajustes iguais aos da ativa – a modalidade mais vantajosa, que inclui as chamadas integralidade e paridade.

No curto prazo, a aceleração das aposentadorias não se traduz em alívio nos gastos com pessoal, que subirão a R$ 336,6 bilhões no ano que vem, de acordo com as projeções do governo. No médio e longo prazos, porém, a expectativa da equipe econômica é que haja um enxugamento do quadro de servidores ativos, uma vez que a diretriz segue sendo a de restringir a realização de novos concursos públicos.

“Temos a perspectiva de mais um exercício sem autorizações para novos concursos (em 2020). Embora não seja propriamente uma medida de redução dos gastos atuais, há expectativa de redução dos gastos futuros, quando consideramos o volume de aposentadorias em andamento. Esse cenário, combinado com o baixo volume de provimentos decorrentes de concursos, está promovendo uma redução gradual do número total de servidores ativos”, disse ao Estadão/Broadcast o secretário especial adjunto de Gestão, Desburocratização e Governo Digital, Gleisson Rubin.

Segundo ele, o reflexo no valor dos gastos com pessoal ativo na União ainda não é percebido porque as últimas parcelas de aumentos aprovados pelo Congresso Nacional em 2016 continuam elevando a despesa. Mas ele acredita que isso tende a mudar nos próximos anos. “Se não forem concedidos novos aumentos, e esse é o cenário base pelo menos para os próximos dois ou três anos, a redução da força de trabalho começará a ser percebida também na forma de redução de gastos com a folha de ativos, embora haja aumento na de inativos”, explica o secretário.

Sete em cada 10 aposentadorias concedidas são de cargos em extinção

Rubin observa que quase 70% das aposentadorias concedidas neste ano são de servidores de nível fundamental ou médio, muitos ocupantes de cargos que já estão em processo de extinção. “Por isso, não é verdade que a não reposição dessa força de trabalho irá comprometer a prestação de serviços”, diz.

Para o secretário, a aceleração nas aposentadorias pode ser vista mais como uma oportunidade do que como um risco para as contas públicas ou para a prestação de serviços à população. “É a chance de aproveitarmos o impulso de um movimento demográfico, que são as aposentadorias, para realizarmos a renovação do serviço público que há muito tempo vem sendo cobrada.”

A equipe econômica começou, ainda no governo Temer, a desenhar uma reforma administrativa para reduzir os salários iniciais dos servidores e ampliar os degraus a serem percorridos ao longo da carreira. Hoje, é possível ingressar em categorias com salários iniciais de R$ 20 mil mensais e progredir até o mais alto posto em menos de uma década, com remuneração já próxima de R$ 30 mil.

A medida – que enfrenta fortes resistências do lobby do funcionalismo – ainda não foi encaminhada ao Congresso, mas segue nos planos do governo Jair Bolsonaro. “Pode até sair algo esse ano, mas depende de haver espaço na pauta legislativa. Estamos olhando como evoluem as discussões sobre Previdência e reforma tributária”, diz Rubin.

(ESTADÃO CONTEÚDO)

MEC vai lançar campanha de escolas cívico-militares

 

O governo pretende lançar a partir de terça (3), em meio à chamada Semana da Pátria, uma campanha nas redes para apresentar o programa de escolas cívico-militares. O Ministério da Educação planeja uma divulgação bifuncional: que alardeie qualidades e combata críticas à “militarização do ensino”.

Promessa de campanha de Jair Bolsonaro, as escolas cívico-militares são criticadas por entidades de educação que questionam a aproximação de integrantes das Forças Armadas dos colégios.

A adesão ao programa será voluntária. O MEC estuda propor que os dirigentes de ensino sujeitem a consulta pública o ingresso de suas escolas no modelo cívico-militar, o que ampliaria a percepção de adesão da comunidade ao projeto.

A ideia é que o próprio presidente protagonize a divulgação do programa. Seria o primeiro anúncio ligado à educação em seu mandato.

(Painel/Folha de S.Paulo)

Vetos a projeto de abuso de autoridade levam a duelo entre Congresso e Moro

A discussão sobre possíveis vetos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao projeto de abuso de autoridade virou uma partida de truco entre o Congresso e o ministro Sergio Moro (Justiça), dizem líderes partidários que estão à frente das negociações.

Segundo eles, a cada movimento do ex-juiz da Lava Jato para derrubar a proposta, o Parlamento dobra a aposta e ganha mais adeptos para impor uma derrota ao governo.

O presidente tem indicado que deve utilizar o prazo limite, que termina na quinta (5), para decidir pela sanção ou veto do projeto, o que pode ser feito integral ou parcialmente.

O texto endurece as punições por abuso de autoridade de agentes públicos, incluindo juízes, promotores e policiais.

Bolsonaro afirmou neste sábado (31), em almoço com jornalistas, que pretende vetar nove dos dez pontos da lei, conforme antecipado pela coluna Painel.

Entre os itens que o presidente estaria pensando em vetar, está o artigo que proíbe o uso de algemas em caso de não resistência do preso à atuação policial. Após a derrubada do veto na lei das fake news, ele não descartou sofrer nova retaliação do Congresso caso decida barrar trechos da lei de abuso de autoridade.

Hoje, uma ala do Congresso diz estar disposta a aceitar apenas três vetos –entre eles, o das algemas.

Mais do que isso, diz esse grupo, a proposta seria desconfigurada e Bolsonaro corre o risco de sofrer mais um revés no Legislativo. Ao todo, o texto aprovado pela Câmara tem 44 artigos.

Um parlamentar que acompanha as conversas com o Palácio do Planalto diz que o recado já foi dado aos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, mas ele ficou ainda mais claro no último dia 28.

Naquela noite, o Congresso derrubou o veto do presidente a penas mais duras para quem propaga fake news. O resultado foi significativo: 326 votos favoráveis à queda do veto na Câmara e 48 no Senado. Pela manutenção da decisão presidencial votaram 84 deputados e apenas 6 senadores.

As negociações, porém, ainda estão em curso. Segundo deputados e senadores ouvidos pela Folha, há um grupo de parlamentares trabalhando para encontrar o que tem sido chamado de ponto de equilíbrio entre os que apoiam a proposta e as bancadas da bala e da Lava Jato, que pregam a desidratação do projeto.

O que está certo é que o presidente não atenderá aos apelos de veto integral do texto. Um grupo de senadores chegou a entregar a Moro um abaixo-assinado com o pedido. O argumento é que o texto aprovado impõe riscos a investigações contra a corrupção.

Na sexta (30), Bolsonaro afirmou que seu veto à proposta será “necessário”, e não “populista”. “Nós reconhecemos que existe em alguns casos o abuso de autoridade. Mas não queremos é interferir no trabalho do combate à corrupção que é importantíssimo no Brasil”, disse.

A declaração, avaliam parlamentares, corrobora a tese de que Bolsonaro está “entre a cruz e a espada”. A expressão foi usada pelo próprio presidente, segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), após ele receber, na semana passada, um manifesto pedindo o veto de dez pontos.

Joice e os líderes do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), entregaram a Bolsonaro o documento que tem o apoio de parlamentares e de entidades como a AMB (associação de magistrados) e a Ajufe (de juízes federais).

“Tudo é uma costura política. A gente tem que fazer essa conta, porque o governo ainda tem, no mínimo, três anos e meio pela frente. Temos outros projetos para aprovar. Então, essa matemática política, que tem tantas variáveis, é o que o presidente está fazendo agora”, disse a líder.

Apesar dos esforços para convencer Bolsonaro, integrantes de entidades de classe já reconhecem nos bastidores que são remotas as chances de seus pleitos prosperarem na íntegra.

Hoje, eles admitem que já ficam satisfeitos se o presidente rechaçar ao menos dois artigos: o que estabelece a detenção de magistrados que determinarem prisão preventiva sem amparo legal e o que torna crime o ato de um juiz ou delegado de violar as prerrogativas de advogados caso eles sejam presos preventivamente.

(Folhapress)

Ministro de Bolsonaro reclama do apoio de líderes a norma que pune disseminação de fake news

A decisão do Congresso de estabelecer punição pesada a quem deliberadamente espalhar notícia falsa e caluniosa em período eleitoral motivou telefonemas do ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretário de Governo) a líderes de centro e centro-direita.

Ramos reclamou do posicionamento desses partidos. Sua atitude não agradou. Alguns políticos lembraram que o governo não tem uma base e que a aprovação da Previdência na Câmara se deu após negociação específica, com começo, meio e fim.

(Painel/Folha de S.Paulo)

Dodge assina nomeação de procuradores eleitorais e incomoda candidatos a PGR

Seguindo tradição adotada no Ministério Público Federal desde 2003, a procuradora-geral, Raquel Dodge, começou a nomear os procuradores-regionais eleitorais escolhidos pela categoria nos estados.

Um detalhe, porém, incomodou colegas que são cotados a para sucedê-la na PGR: as nomeações são para a partir de 1º de outubro, ou seja, quando ela já não estiver mais no posto. Dodge deixa o comando da Procuradoria dia 17 de setembro.

(Folha de S.Paulo)

‘A decisão que tomei me honra’, diz Manuela sobre contato com hacker da Lava Jato

Um mês depois de confirmar ter intermediado o contato do hacker Walter Delgatti Neto com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, a ex-deputada Manuela d’Ávila (PC do B) disse que não foi sua a decisão de fazer parte dessa história.

Em entrevista à Folha, nesta sexta-feira (29), ela disse que sua participação “não faz uma grande diferença diante dos fatos”.

“A decisão que tomei me honra porque, hoje, o Brasil sabe a partir do trabalho do Glenn, do Intercept e de outros veículos de comunicação, o envolvimento dessas autoridades em crimes horrendos”, afirmou.

Antes de fazer a ponte, porém, a ex-parlamentar disse ter consultado seus advogados —o ex-ministro José Eduardo Cardozo e o criminalista Alberto Toron— para ter segurança jurídica.

Na quarta (28), ela esteve na sede da Polícia Federal em Brasília para entregar seu celular e, na condição de vítima e testemunha, prestar depoimento sobre seu contato com Delgatti, preso sob suspeita de hackear autoridades, como procuradores da Lava Jato.

Hoje à frente do Instituto E Se Fosse Você, de combate à fake news, ela, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, diz: “Fui a fonte de um jornalista. Foi só o que eu fiz.”

(Folhapress)

Queiroz vive em São Paulo e teve problemas de saúde agravados, diz revista

 

 

Fabrício Queiroz ganhou status de “desaparecido” desde o começo do ano, depois de ter seu nome envolvido em escândalo financeiro junto ao senador Flávio Bolsonaro (PSL). Seu paradeiro foi revelado nesta sexta-feira (30) pela revista Veja: ele vive em São Paulo, na região do Morumbi, e tem se dedicado a tratar a saúde, que teve problemas agravados nos últimos tempos.

A reportagem de capa da revista, publicada nesta sexta-feira (30), conta detalhes da rotina de Queiroz, principalmente com enfoque em suas idas ao Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein -que oferece consultas e serviços como radioterapia e quimioterapia. Queiroz foi visto no local desacompanhado de familiares ou seguranças, de boné preto e óculos de grau.

De acordo com a revista, Queiroz vive no Morumbi, bairro da zona sul de São Paulo onde fica o hospital Albert Einstein, para onde se desloca de táxi ou carros de aplicativo. Foi no mesmo local que ele foi visto publicamente pela última vez, em 12 de janeiro, quando um vídeo em que ele dançava no hospital viralizou.

Queiroz revelou no fim de 2018 que trata um câncer de intestino, que o levou para cirurgia no fim do ano, pouco depois que o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro foi revelado. Na ocasião, foi noticiada a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta.

Uma fonte ouvida pela Veja afirma que a cirurgia pela qual Queiroz passou não resolveu o seu tumor. A revista especula que um agravante foi ele ter se descuidado do tratamento para conseguir se manter longe dos holofotes após o escândalo.

Amigo de Queiroz, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) afirmou à revista que troca mensagens com o ex-assessor: “Ele escreveu que ainda estava baqueado”.

Procurado pela revista, Fabrício Queiroz não quis dar declarações. Flávio Bolsonaro afirmou que “cabe a ele explicar. Eu também quero saber onde está o Queiroz”. Já a assessoria do hospital Albert Einstein disse que não comentará a reportagem.

(Com informações FolhaPress)

Eduardo Bolsonaro e ministro Ernesto Araújo terão encontro com Trump nos EUA nesta sexta

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (29) que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) viajarão para os Estados Unidos, onde terão um encontro com o presidente Donald Trump.

Ele fez a afirmação em discurso no Palácio do Planalto, durante cerimônia de lançamento de um programa para enfrentamento de crimes violentos.

De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro, ele e o ministro viajam nesta quinta-feira para se encontrar com Trump na sexta-feira (30).

O parlamentar disse que deverá tratar na reunião da recente reunião de cúpula do G7, da preservação da Amazônia e de relações comerciais.

Bolsonaro já anunciou que pretende indicar o filho para comandar a embaixada do Brasil em Washington, mas ainda não oficializou a indicação ao Senado, responsável por aprovar nomes de embaixadores.

Trump já elogiou Eduardo Bolsonaro, e o governo norte-americano deu o aval formal para a indicação dele como embaixador, o chamado “agrément”.

Na cerimônia desta quinta, além de informar sobre a viagem, Bolsonaro agradeceu Trump pela “defesa do Brasil” durante a cúpula do G7 (grupo dos sete países mais ricos), marcada por críticas do presidente da França, Emmanuel Macron, ao aumento das queimadas na floresta amazônica. Bolsonaro e Macron trocaram farpas nos últimos dias em razão do assunto.

“Eduardo Bolsonaro daqui a pouco viaja para os Estados Unidos. Vai se encontrar com o Donald Trump. Eu quero agradecer publicamente aqui o senhor Donald Trump, a sua defesa do Brasil por ocasião do encontro do G7”, disse Bolsonaro.

“Espero que o Ernesto seja bem sucedido na viagem, bem como o Eduardo, nesse encontro nos Estados Unidos. Nosso governo, como mudou a direção, nós vamos cada vez mais nos aproximar de países que servem de exemplo para nós, que têm os índices melhores, levando-se em conta grande parte do mundo. São esses exemplos que devemos procurar”, acrescentou.

O presidente também agradeceu o trabalho de Trump para que o Brasil seja aliado extra-Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], com benefícios na área de defesa, e para que o país ingresse na a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

(G1)

Sarampo: estados recebem doses extras da vacina tríplice viral

As secretarias de Saúde de todos os estados começaram a receber esta semana as doses extras da vacina tríplice viral, para garantir a imunização extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, 1,6 milhão de doses estão sendo distribuídas.

Desse total, 960 mil e 907 doses foram enviadas para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo. O estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e registra uma morte pela doença este ano, recebeu o maior número de doses (56%).

“A vítima foi um homem de 42 anos, que não tinha recebido nenhuma dose da vacina ao longo da vida, e tinha histórico de comorbidade, ou seja, com um quadro de várias doenças. Nessa faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina”, informou o ministério.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que o ministério trabalha para erradicar a doença e recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. “Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, disse.

A vacina tríplice viral está disponível nos mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

(Agência Brasil)

Moro diz que diretor-geral da PF tem sua confiança e permanece no cargo

Em meio a recentes insinuações do presidente Jair Bolsonaro de que poderia trocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quebrou o silêncio e afirmou que Maurício Valeixo, atual diretor-geral da PF, vai permanecer no cargo e que tem a sua confiança. No entanto, disse que “as coisas eventualmente podem mudar”. O ministro também afirmou que não é o “chefe da PF”.

Em entrevista para a Globonews, Moro foi perguntado se poderia sair do governo caso Valeixo fosse exonerado e respondeu que isso é uma questão “especulativa” e que, portanto, não cabe a ele responder.

Bolsonaro havia afirmado que “quem manda” é ele a respeito de trocas nos comandos da PF, ao comentar que “ficou sabendo” de que quem assumirá a chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro será o chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. A afirmação veio um dia depois de a PF divulgar que o superintendente da corporação em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa, é quem substituiria o chefe da PF no Rio, Ricardo Saadi.

“O que eu fiquei sabendo… Se ele resolver mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu… deixar bem claro”, afirmou Bolsonaro. “Eu dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”, reforçou. “Está pré-acertado que seria lá o de Manaus”, afirmou, sem esclarecer a quem se referia.
Moro não quis comentar a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que nesta terça-feira, 27, anulou a condenação dada por ele quando era juiz federal em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato, ao ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Moro afirmou que, enquanto ministro, não cabe a ele fazer comentários a respeito de uma decisão do STF.

(Exame)

Brecha do caso Bendine leva defesa a também tentar anular condenação de Lula

A defesa do ex-presidente Lula entrou com pedido de anulação das sentenças proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra seu cliente baseada na “tecnicalidade” usada pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça (27) para libertar o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine.

A decisão do STF sobre o caso Bendine foi vista por juristas como uma forma de abrir brecha para a anulação de várias outras sentenças da Lava Jato, principalmente a de Lula. Advogados do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ambos condenados no âmbito da Lava Jato, também já estudam pedir a anulação dos clientes.

A brecha aceita pelo STF não envolve qualquer contestação das provas apresentadas, mas o prazo dado para as alegações finais nos processos. Segundo a defesa, o prazo de Bendine só poderia ser aberto após o prazo dado aos delatores. Esse entendimento foi aceito pelo STF, que anulou todo o processo.Além das condenações do tríplex, que foi confirmada pelo STJ, e do sítio de Atibaia, em que Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses pela juíza Gabriela Hardt, a defesa do petista quer também a anulação do processo envolvendo a compra de um imóvel para o Instituto Lula como forma de propina repassada pela Odebrecht, incluindo o apartamento vizinho ao da família, em São Bernardo do Campo.

(Diário do poder)

Davi Alcolumbre recebe hoje o relatório da reforma da Previdência

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), receberá o relatório da reforma da Previdência nesta terça-feira (27). O anúncio foi feito por Davi nas redes sociais na noite desta segunda-feira.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), responsável por elaborar o documento, fará a entrega ao lado da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS) no gabinete da presidência.

“Reafirmo que o Senado, como casa da Federação, está comprometido em fazer desta reforma única que atenda a União, Estados e municípios. Trabalhamos arduamente nos últimos meses para que a Reforma da Previdência seja de todos os brasileiros”, disse Davi no Twitter.

Inicialmente, estava prevista a entrega de um relatório preliminar na última sexta-feira (23), mas Tasso pediu mais tempo devido às audiências públicas realizadas durante a semana na CCJ. Pelo calendário acordado entre os líderes, a apresentação do relatório na CCJ deve ocorrer nesta quarta-feira (28), quando também será concedida vista coletiva para que os integrantes da comissão possam analisar o documento.

(Com informações Agência Senado)

Doação de órgãos: um serviço a Deus

Padre João Medeiros Filho

Dom Helder Câmara, em seu programa “Um olhar sobre a cidade”, levado ao ar pela Rádio Olinda, costumava citar esta frase adaptada de um pensamento de Esopo: “Ninguém é tão pobre que não possa dar, nem tão rico que não possa receber”. Realmente, mesmo após a morte, quando nada mais nos resta como sopro de existência, nossos órgãos poderão salvar vidas ou melhorar o cotidiano de nossos irmãos.

Repercutiu a decisão de Dom Agnelo Rufino, bispo auxiliar de Bombaim, doando seus órgãos, após sua morte. Um dia, do púlpito da catedral, proclamara: “Quero ajudar meus irmãos. Se alguém puder ver através de meus olhos ou utilizar meu rim para viver mais, creio que será um serviço a Deus”. Dom Agnelo promoveu intensa campanha entre seus diocesanos em prol da doação, escrevendo artigos e fazendo palestras sobre o assunto. Aumentou o número de doadores na Índia, mais frequente nas comunidades cristãs. De acordo com as palavras daquele prelado, é importante a conscientização de “que mesmo, após a morte, podem servir a Deus e à humanidade”.

Em outubro de 2014, o Papa Francisco denominou o gesto de doar como: “peculiar forma de testemunho do amor”. O Evangelho declara: “não existe prova maior de amor do que dar a sua vida pelos irmãos” (Jo 15, 13). Os teólogos afirmam que, ao permitir sobrevida com qualidade, vive-se esse princípio evangélico. Em 2018, Padre Gerônimo Dantas Pereira, da arquidiocese de Natal, doou seu corpo para estudo dos alunos do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

No Brasil, o número de cirurgias de transplantes perdeu um pouco o fôlego com a crise econômica, repercutindo sobre a captação de órgãos. A Coordenação do Sistema Nacional de Transplantes explicou que, nesse contexto, a queda era esperada. Atividades assistenciais acabam sofrendo algum revés. O transplante é, às vezes, um procedimento de alta complexidade e custo elevado. Intervenções que demandam tecnologia mais avançada, encontram dificuldades de realização por falta de leitos, material, centros cirúrgicos equipados, medicamentos, transporte imediato dos órgãos etc. Desta forma, os hospitais de ponta acabam sobrecarregados e têm de replanejar as atividades.

Graças à sensibilidade dos brasileiros, nosso país possui um razoável sistema público de transplantes. O renal é o mais procurado. A Igreja católica aprova a doação e o transplante de órgãos, tecendo elogios a esse ato humanitário (cfr. Catecismo Católico, nº 2296). João Paulo II manifestou-se favoravelmente, em agosto de 2000: “É preciso suscitar no coração de todos profunda consideração da necessidade da caridade fraterna, de um amor que se possa exprimir na decisão de se tornar doador de órgãos.” Ainda como simples sacerdote, Bento XVI tornou-se doador. Em novembro de 2008, dirigindo-se aos participantes do Congresso Internacional sobre Doação de Órgãos, declarou: “A doação é um ato de solidariedade, que oferece ao próximo a esperança para recomeçar”. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aos 25 de setembro de 2008, afirmou: “Vemos na doação voluntária um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde do próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza de espírito e nobreza humana”. A sociedade brasileira sentir-se-á grata, se a CNBB dedicar uma campanha da fraternidade, versando sobre esse tema.

Há quase dois anos aguardo um transplante de córnea, que deverá ser realizado brevemente. Avalio o sofrimento de quem necessita de um rim, um coração, um fígado etc. para sobreviver. Tenho vivido apenas com um olho, parcialmente obnubilado pela catarata. Isso me tem causado alguns transtornos, como, vez por outra, derramar vinho e água sobre a toalha do altar, colocar comida no prato emborcado e ter que digitar no computador com caracteres grandes. Ora, isso não é o mais grave. Posso me locomover e tenho certa autonomia. Penso nos irmãos que necessitam de um órgão vital. Peço que rezem, agradecendo a Deus pelo meu doador (ou doadora) e pela equipe médica, que realizará o procedimento oftalmológico. Cabe-me dizer: “In manus tuas, Domine” (Lc 23, 46). Em tuas mãos, Senhor, eu me entrego!

Brasil não pode aceitar “ataques” de Macron, diz Bolsonaro

Reprodução

Jair Bolsonaro acaba de publicar mensagens no Twitter em que volta a criticar Emmanuel Macron.

Bolsonaro relata que teve uma conversa com Iván Duque, presidente da Colômbia, em que trataram de um plano conjunto para a questão da Amazônia.

Em seguida, ele tuitou:

“Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘aliança’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém.”

Em outra postagem, Bolsonaro escreveu:

“Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal, respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado.”

(O Antagonista)