Padre João Medeiros Filho
Quando chegará o dia do reconhecimento da importância do professor em nossa pátria? Não se trata apenas de uma data no calendário civil, escolhida para homenageá-lo. Ela já existe: 15 de outubro, dedicado a Santa Teresa d´Ávila (padroeira dos professores), cuja festa litúrgica é celebrada nesse dia. Almeja-se o momento em que a educação no Brasil seja verdadeiramente prioridade entre as políticas de Estado, não apenas de alguns planos (por vezes ideologizados) de gestores e governos. O descaso é tanto que o profissional do magistério necessita lançar mão de protestos e greves. O respeito e a valorização do docente começam pelo discípulo. O professor é constantemente relegado à própria sorte. A propósito, que tal a releitura de “Um apólogo” de Machado de Assis, sobretudo das últimas frases?
É antiga a questão da necessidade de reconhecimento do docente. Passa pelo político, social e econômico. Poderá protelar as indagações de interesse nacional ou a elas responder. Que país se deseja construir? A pátria é de todos ou somente dos apaniguados? O questionamento procede. A História mostra que a República herdou da Colônia e do Império uma estrutura social, iníqua, marcada por desigualdades: massa de empobrecidos e analfabetos, latifúndios e concentração das riquezas nas mãos de poucos, corrupção, clientelismo e injustiça.
Apesar das tentativas de respostas com políticas educacionais, em diversas épocas, tem-se a impressão de que se caminha, a passos lentos, em termos de educação de qualidade. O ensino brasileiro está aquém dos avanços e do desenvolvimento científico e tecnológico. É triste, pois a educação é o caminho para vencer as disparidades e fazer crescer o país. Não se pode prescindir do acesso ao ensino de bom nível, implicando em capacitação, remuneração condigna, plano de carreira do magistério e uma escola bem estruturada. É lugar comum afirmar que educação não é gasto ou despesa, e sim investimento social indispensável. Trata-se, pois, de qualificar e elevar o ser humano, imagem e semelhança de Deus. “Uma sociedade que não valoriza seus mestres, perde o sentido da cidadania, da dignidade e dos valores éticos”, já afirmava Anísio Teixeira. Em nações altamente desenvolvidas e civilizadas, o mestre é alvo de grande respeito e admiração.
Magistério não é simplesmente sacerdócio nem voluntariado. Por isso, as greves, apesar de indesejáveis, até agora têm sido, infelizmente, o último recurso válido. O professor, neste país, é tratado como um ser invisível e não um construtor da sociedade. Essa indispensável e ironicamente menosprezada profissão deve repensar o modelo educativo produzido atualmente. A evolução repentina e, por vezes, contraditória suscita desafios que interpelam a comunidade educativa. Urge oferecer aos jovens uma formação que não se limite à fruição individualista e instrumental de um serviço apenas em vista de um título ou diploma a ser obtido. Além da aprendizagem dos conhecimentos, é necessário que os estudantes façam uma experiência de partilha com os educadores. Mister se faz formar cidadãos capazes de respeitar a identidade, a cultura, a história e a religião. Grandes questões antropológicas ficam à margem da reflexão cotidiana, até na escola e na universidade. Qual o sentido da vida e da pessoa humana hoje?
Os altos índices de frustração, estresse, depressão e os preocupantes dados sobre suicídio de jovens questionam o atual modelo de sociedade e educação. Educar para a vida e rejeitar a cultura da morte e do vazio implicam em reconstruir a vida social atualmente focada no desempenho e sucesso, a qualquer preço. Os educadores devem ser reconhecidos pelo empenho em humanizar a nação que tanto clama por justiça e ética. Essa missão – alicerçada na busca de um mundo justo e solidário – será sempre um vetor para impulsionar o país rumo à superação de discriminações, preconceitos e radicalismo. Assim, é possível entender as diferenças que enriquecem com suas singularidades. O professor deve educar primordialmente para a inclusão e não para a desintegração, adotando posturas que possam gerar desrespeito, agressão e danos. Eis o conselho milenar do Livro dos Provérbios: “Ensina ao jovem qual o caminho a seguir; e ele não se desviará, mesmo quando envelhecer” (Pr 22, 6).
Autor: blogdogm
Publicidade tenta maquiar realidade de Parnamirim. Prefeitura paga caro por belo vídeo na TV

A prefeitura de Parnamirim colocou no ar uma propaganda de encher os olhos. Na televisão, a cidade está perfeita. Tudo lá funciona, os serviços são prestados com excelência e o cidadão aparece sorrindo, feliz e agradecido. Mas, essa cidade que tudo funciona e todos são felizes só existe na cabeça dos publicitários e na telelinha da TV, pois na prática é o famoso tem mais está faltando. A realidade diária é bem diferente da belíssima propaganda. Tem transtornos no trânsito com a cidade esburacada, tem postos de saúde desabastecidos, faltando cobertura vacinal, tem UPA superlotada e tem segurança deixando a desejar. Um cidadão parnamirinense de 65 anos, morador de rosa dos ventos, disse a sua mulher: “eu quero morar nessa cidade que está aparecendo na televisão” e a mulher respondeu: “você já mora”. E, ele retrucou: “vixe, e os meninos ainda dizem que eu tô doido”. Eita, vídeo bonito!
https://www.facebook.com/125861747557135/posts/1527674664042496/
A GUERRA NA EDUCAÇÃO PIORA A JÁ FRÁGIL SAÚDE MENTAL NAS UNIVERSIDADES

em 2016, não podia imaginar a reação bombástica que teria em milhões de leitores. Recebi 300 longas cartas de estudantes que procuravam meu e-mail no Google para desabafar (com uma estranha) suas angústias.
Desde então, comecei a pesquisar o tema do sofrimento acadêmico e palestrar em universidades brasileiras. Os auditórios lotam e se produz uma catarse na qual praticamente todos os estudantes da plateia contam suas histórias. Na voz do outro, as pessoas encontram reconhecimento e abrigo, quebram o silêncio, falam até exaustão e não raro choram muito.
Muitos se acham “fracos”, outros dizem sofrer da síndrome do impostor. Uns relatam assédio moral ou sexual de professores, que foram humilhados em banca, que são prejudicados por orientadores relapsos, que não sabem lidar com competição, que não veem perspectiva de futuro, que são mães e não têm apoio, negros e LGBTQI+ que sofrem discriminação etc.
Um desses depoimentos que caíram no meu colo foi o de Joice*, minha ex-colega que me escreveu depois de anos para contar que havia tentado se matar um dia antes de uma apresentação de trabalho que fizemos juntos. O tema do adoecimento acadêmico ainda era um tabu. Felizmente, isso está mudando.
Muitos acreditam que esse tema não deveria vir a público em tempos de desmonte universitário. Eu concordava com isso até receber, novamente, mais uma enxurrada de mensagens como resposta a um simples tuíte meu sobre a importância da escolha dos orientadores. Tendo a crer que a condição mental dos estudantes, que já era precária, se tornou trágica sob este governo – e colocar isso para debaixo do tapete é uma irresponsabilidade.
‘Epidemia’ de depressão
Já existem evidências consistentes que mostram que a incidência de depressão nas universidades é muito alta e maior do que na média em da população em geral: 39% em relação a 6%, segundo estudo publicado na Nature em 2018. Outra pesquisa da Rand Europe mostrou que os mais graduados são também os mais atingidos. Entre os belgas, um artigo da Research Policy, de 2018, revelou que mais 50% dos doutorandos apresentavam pelo menos dois sintomas de transtorno mental – números parecidos com os da Universidade de Berkeley. Já se fala em uma “epidemia” de depressão acadêmica.
De modo geral, no Ocidente, respeitando diferentes contextos, um em cada três estudantes está em depressão, e metade deles sofre de transtorno mental. Esse sofrimento é atravessado por opressões sociais mais amplas, pois sabemos que, segundo estudo global publicado na Nature, a incidência de depressão em homens cis é de 31%, em mulheres cis, de 41% e, entre pessoas transgêneras, 57%. Ainda precisamos de mais dados com recorte racial.
O Brasil segue a tendência global. As universidades públicas brasileiras estão cada vez mais atentas para o problema. A Andifes tem realizado os mais abrangentes relatórios sobre o perfil dos estudantes brasileiros e sua saúde mental. Em 2018, a pesquisamostrou que 32% dos estudantes procuraram apoio psicológico, 83% dos estudantes reportaram dificuldades emocionais e o número de pensamento suicida dobrou em quatro anos.
As causas desse fenômeno complexo são múltiplas. Precisamos olhar para o adoecimento por vários ângulos. Um ângulo possível é a perspectiva do campo acadêmico – ou seja, a academia tem regras próprias, é um universo específico que foi adquirindo características ao longo da história universitária.
O sociólogo Pierre Bourdieu escreveu sobre o que chamou de homo academicus, parte de uma máquina capaz de construir e destruir egos e reputações. Esse “campo” é essencialmente estratificado, foi historicamente construído por valores elitistas, aristocráticos e tem sido constituído por pessoas privilegiadas econômica, social e culturalmente.
Esse também é um ambiente que, desde o seu início, tem sido marcado pelo mito da genialidade inata do ser humano, que torna a obtenção do conhecimento um processo individual. Max Weber já se dopava com ópio para conseguir escrever no final do século 19. Escrever ainda é o ato mais doloroso da vida de um estudante, a prova de fogo.
A crueldade e a postura distante do professor homem, branco e velho são vistas como sinal de força.
Há séculos, há ocorrências de orientadores semideuses que maltratam estudantes. Esses são os calhordas, como diz a jornalista Kelly Becker. Estudantes aprendem a admirar professores calhordas que, por sua vez, protegem estudantes calhordas. A crueldade e a postura distante do professor homem, branco e velho são vistas como sinal de força. A generosidade da professora didática é vista como fraqueza, e sentimentos são encarados como inferiores. A boa notícia é que estou convencida que o feminismo e o movimento LGBT da juventude atual estão ajudando significativamente a romper com essa lógica no Brasil.
No caso brasileiro, há uma particularidade importante: as políticas de acesso ao ensino superior. Se estudantes europeus adoecem porque sentem saudade de casa, no nosso caso o deslocamento que afeta os estudantes não é geográfico, mas social. O Brasil viveu uma fase de crescimento, inclusão social e popularização universitária, mas os campi continuaram com o ethos elitista e branco, causando um choque nos novos entrantes. Seja nas universidades privadas ou nas públicas, dezenas de relatos que chegaram até a mim eram muito semelhantes: estudantes negras confundidas como profissionais da limpeza, que tinham o seu cabelo tocado o tempo todo e ouviam cotidianamente comentários racistas.
É o neoliberalismo contemporâneo que faz com esse campo, que sempre foi de tensão, se tornar insustentável, aprofundando velhos problemas e criando outros. Diversos especialistas têm entendido que o problema da saúde mental piora no século 21 porque hoje se pede muito mais de um estudante em menos tempo. Ou seja, nosso imaginário romântico sobre a vida acadêmica – sobre a produção brilhante de monografias, longas reflexões, prestígio e viagens – continua inalterado em um sistema que oferece isso apenas para uma ínfima minoria.
Mas o neoliberalismo não apenas retira direitos, tempo e dinheiro, como é também um modo de pensar que incorporamos em nossa conduta. Em um debate da ANPG que participei, uma estudante negra com um filho no colo, pegou o microfone e fez um depoimento comovente: “dos professores a gente espera pouco, mas o que me dói é ver a competição reproduzida pelos colegas”.
Tudo isso resulta em estudantes com insônia, distúrbios alimentares, ansiedade, desânimo, pânico, depressão e até crescentes casos de suicídio em campi. É a geração que toma ritalina para acordar e rivotril para dormir. Esse problema cai como uma batata-quente na mão dos professores, que também estão adoecidos, medicados, precarizados.
Recentemente participei de um workshop no Reino Unido no qual um profissional de saúde pública contou que, com base em dados confidenciais, um único posto de saúde – inserido em um campus com moderna infraestrutura e vista para o mar – recebe uma ligação por semana relatando tentativa de suicídio.
Uma professora, ao escutar o relato, ficou desesperada. Com dois filhos pequenos, ela disse que mal conseguia lidar consigo própria. Um médico acrescentou: “não estamos dando conta do problema. A verdade é que atendemos por cinco minutos, enchemos os alunos de remédios e indicamos aplicativos no celular de yoga e relaxamento”. Os departamentos começam a estender o prazo de todos os alunos. Mas está todo mundo enxugando gelo.
Trata-se de um problema estrutural, que exige políticas públicas de intervenção na área da educação e saúde pública. Mas nós podemos atuar na “redução de danos”. O primeiro passo é encará-lo e falar sobre ele. Precisamos deixar claro mostrar que é um fato social, não individual e que não se trata de fragilidade de quem “não segura o tranco”. Mas mais do que qualquer coisa, um estudante com sintomas de adoecimento deve procurar ajuda especializada.
Na Universidade de Oxford, em que muitos alunos chegavam em minha sala para chorar, percebia que mais da metade dos alunos que eu encaminhava para o serviço de aconselhamento resolvia seus problemas nos grupos gestados pelos próprios alunos, que reuniam também ex-alunos que haviam superado depressão. Conversar com quem passou pelo mesmo problema era libertador. Então, é importante que os alunos brasileiros, diante do desmonte universitário, também consigam organizar rodas de conversas.
O segundo passo é que precisamos romper o círculo vicioso da calhordice. Escolher, quando possível, um orientador generoso (e não o “fodão”, que na prática nem sempre ajuda) é fundamental. Eu só me tornei uma acadêmica feliz no dia que em que decidi me afastar dos ególatras e atuar por meio de alianças colaborativas, nas quais prevaleciam a generosidade. Em grande parte, isso significou me aliar a mulheres. Além disso, também precisamos manter uma postura solidária para com os colegas menos privilegiados.
O fim do mundo – e o recomeço
No Brasil, o fogo no Museu Nacional era uma espécie de presságio do apocalipse científico que viria ocorrer em 2019. Com todas as suas contradições e conflitos, a academia como conhecíamos está em fase de extinção. Por isso, temos ido a público para valorizar nossas conquistas como cientistas. Isso é tão importante como mostrar que, nestes tempos sombrios, os estudantes estão adoecendo porque nunca antes na história do Brasil uma autoridade máxima da nação tratou pesquisadores como inimigos – o que adiciona uma camada extra a um quadro já dramático. Os alunos hoje não veem perspectivas de futuro. É muito pior do que a sensação de não ter bolsa e a falta de papel higiênico: é a sensação de que nosso trabalho não tem valor.
É preciso denunciar o que este governo está causando na saúde mental. Trata-se de responsabilizar os produtores do terrorismo a que nossos estudantes estão submetidos. Precisamos ainda falar sobre sofrimento na academia, justamente para reforçar a importância de uma universidade democrática, inclusiva e humanista.
Por fim, não posso deixar de comentar um lado positivo – e inesperado – que observei em meio à catástrofe. Meus ex-alunos da UFSM, hoje me parecem mais fortes. O motivo? Aprenderam que precisam lutar pelo curso de ciências sociais e passaram a se mobilizar, organizar passeatas, atos e rodas de conversa. O medo, assim, se transmuta em indignação e ação. E, na própria prática de luta coletiva, talvez sem se dar conta, eles têm conseguido quebrar a alienação do individualismo atroz do ensino neoliberal e, assim, repensar – e até recriar – a universidade que desejam.
(The Intercept Brasil)
Moro altera portaria que previa deportação sumária de estrangeiro considerado ‘perigoso’

O ministro da Justiça, Sergio Moro , mudou as regras para deportação ou impedimento ingresso de estrangeiros no Brasil, alterando a portaria que havia publicado em julho deste ano e que foi criticada pelo Ministério Público Federal ( MPF ). O novo texto, publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, altera o prazo de deportação sumária para estrangeiros considerados perigosos para cinco dias contatos desde a notificação. No decreto anterior, o acusado teria apenas 48h para apresentar a defesa antes de precisar deixar o país. Em agosto, Moro já havia admitido que faria alterações na portaria original , como mostrou O GLOBO.
O novo decreto ampliou ainda o prazo para entrar com recurso da decisão. O estrangeiro também terá cinco dias para contestar medida da deportação, e não mais 24h, como previa a portaria original. A medida visa como alvo “pessoa considerada ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”, suspeitos de terrorismo; grupo criminoso organizado ou associação criminosa armada ou que tenha armas à disposição; tráfico de drogas, pessoas ou armas de fogo, ou pornografia ou exploração sexual infanto-juvenil.
Outra mudança na portaria foi a proibição da repatriação e da deportação caso isso coloque o estrangeiros em risco a vida ou a integridade pessoal — o item não constava no primeiro texto.
Críticas à portaria original
As alterações na portaria foram feitas quase três meses após a publicação do texto original. Em agosto, Moro afirmou em um ofício enviado à Procuradoria-Geral da República ( PGR ) que o ministério assumiu “compromisso de realizar estudos para o eventual aprimoramento”. A decisão na época foi tomada após o ministro se reunir com diversos órgãos do governo e da sociedade.
A portaria de Moro também foi questionada pelo PGR, nos últimos dias de Raquel Dogde à frente do órgão. A então-procuradora-geral da República ingressou com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), com pedido de medida cautelar para que a portaria seja suspensa. O argumento utilizado por Dogde era de que a regra viola princípios constitucionais.
A portaria causou polêmica porque opositores do governo apontaram que ela tinha o objetivo de atingir o jornalista Glenn Greenwald, do site “The Intercept”, que é estrangeiro e tem feito matérias sobre supostas conversas vazadas de Moro e integrantes da Lava-Jato. O ministério negou que a portaria possa atingir o jornalista.
(O Globo)
Vídeo de Airene Paiva, revela a boa vida do tabelião em Parnamirim

Nem tudo é usual para a marketing político.
A campanha publicitária do tabelião Airene Paiva começou mal. Na propaganda, Airene fala sobre sua história na cidade Trampolim da Vitória e expõe seu negócio lucrativo que lhe coloca em destaque na vida econômica de Parnamirim. No vídeo, o tabelião milionário faz um comercial de sua serventia e, também, de sua rotina pessoal. Para o pleito político de 2020, o material publicitário serviu pouco e ainda demonstra falta de sintonia com as necessidades da população, pois o produto que ele vende nunca foi bem visto pelo cidadão. Veja o vídeo.
Ministro da Ciência critica eventual fusão da Capes e do CNPq

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, criticou hoje (11) uma eventual fusão entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), subordinado a sua pasta, e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
“Sobre a ideia divulgada de junção do CNPq e CAPES: a posição do MCTIC é contrária à fusão, pois seria prejudicial ao desenvolvimento científico do País. Existe algum sombreamento de atividades e pontos de melhoria na gestão. Esses problemas já estão sendo trabalhados no CNPq”, publicou Pontes em sua conta na rede social Twitter.
A suposta intenção foi noticiada por diversos veículos de imprensa e, segundo reportagens publicadas, teria sido sinalizada por gestores do governo a dirigentes de entidades científicas e de ensino.
As duas agências são responsáveis pelo fomento à atividade científica no país. Contudo, elas possuem naturezas diferentes, bem como vinculações institucionais a dois órgãos distintos na estrutura ministerial do Executivo.
O CNPq custeia não somente bolsas, mas projetos de pesquisa realizados nas instituições de ensino superior e centros de investigação. Já a Capes não apenas paga bolsas, mas também é responsável pela avaliação dos programas de pós-graduação do país e periódicos, além de atuar com ações de formação de professores da educação básica.
Entidades científicas e tecnológicas
Hoje, 11 entidades da comunidade científica e tecnológica – como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a Academia Brasileira de Ciências e o Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – divulgaram uma carta, enviada ao governo federal e a chefes de Poderes, na qual rechaçam a fusão das duas agências.
“A coexistência da Capes e do CNPq é fundamental para o nosso desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental. Alterar essas estruturas é fragilizar um dos alicerces – talvez o mais importante deles – de sustentação do Brasil contemporâneo que mira um futuro promissor para todos os brasileiros”, destacam as associações no documento.
“Sua execução exige uma estrutura complexa de análise e acompanhamento de projetos de pesquisa e inovação, que certamente deverá ser continuamente aprimorada, mas que não se adequa à experiência, finalidade e organização do Ministério da Economia e do BNDES”, acrescenta a carta.
(ABr)
Banco Mundial recomenda que Brasil limite salário de servidor e reduza contratações

Diante de um diagnóstico de compressão das contas do governo e distorções no serviço público, o Banco Mundial recomendou ao Brasil que promova uma reforma administrativa para levar os gastos com pessoal a um patamar sustentável.
Estudo apresentado nesta quarta-feira (9) sugere a aplicação de ações como redução de rendimentos iniciais dos servidores, aproximação dos salários aos praticados pelo setor privado e aplicação efetiva de avaliação de desempenho para progressão de carreira.
Se colocadas em prática, as medidas indicadas poderiam gerar uma economia acumulada de R$ 389 bilhões até 2030.
Na avaliação da entidade, que realizou o estudo a pedido do governo brasileiro, o país está diante de uma janela de oportunidade que pode abrir caminho para maior eficiência no gasto público com pessoal, desde que seja feita uma reforma estrutural.
O país está passando por um pico no número de servidores que estão aptos à aposentadoria. Dados disponibilizados pelo governo federal apontam que 26% do efetivo que está hoje na ativa deve se aposentar até 2022.
Em 2030, o Banco Mundial estima que quase um quarto da folha de pagamentos do governo federal será composto por servidores contratados a partir deste ano.
“A racionalização do sistema de carreiras, aliada a reformas que reduzam salários iniciais e alinhem a progressão em carreira com desempenho e experiência, é capaz de aliar ganhos de eficiência e redução de gastos, com impacto já nos próximos anos”, diz o documento.
De acordo com o banco, o total de servidores aumentou mais de 80% em 20 anos. No mesmo período, o crescimento da população brasileira foi de aproximadamente 30%.
Ainda assim, o número não é tão alto em relação a outros países. O maior problema, segundo o órgão, é o custo.
No Brasil, o servidor público federal tem salário médio 96% mais alto que um trabalhador do setor privado com as mesmas características de qualificação, gênero e região.
De 2008 a 2018, o gasto do governo com pessoal ativo teve um crescimento médio de 2,5% ao ano acima da inflação. O percentual engloba a alta de despesas com reajustes salariais e com o aumento do número de servidores.
Dados deste ano mostram que quase metade dos trabalhadores do serviço público federal tem salário superior a R$ 10 mil.
Na avaliação do Banco Mundial, uma combinação de fatores torna o gasto público nessa área ineficiente. Os salários iniciais são altos e o tempo médio para chegada ao topo da carreira é curto.
Há ainda distorções nas progressões, já que os pagamentos que deveriam ser relacionados a desempenho normalmente são feitos de forma linear a todos os servidores da carreira.
“Os altos salários iniciais de alguns servidores limitam o espaço para reajustes, o que contrasta com o setor privado, onde os salários iniciais mais baixos são combinados com oportunidades de progressão salarial e bônus”, afirma.
A entidade recomenda que os salários de entrada sejam menores e que haja redução na diferença entre os rendimentos dos profissionais do setor público em comparação com o privado.
Se o rendimento inicial tiver um teto de R$ 5.000, a economia prevista é de R$ 104 bilhões até 2030. Eventual redução mais suave, de 10% dos atuais salários iniciais, teria impacto de R$ 26 bilhões.
Caso a reposição dos quadros fosse de um novo contratado para cada aposentado, o gasto seria reduzido em R$ 52 bilhões. O alívio gerado com um congelamento de salários por três anos e posteriores reajustes apenas pela inflação seria de R$ 232,6 bilhões até 2030.
O estudo sugere ainda que a estrutura salarial permita pagamentos mais elevados com base no desempenho, além de aumento do intervalo para promoções e redução dos reajustes entre cada nível.
O banco também considera importante uma redução no número de carreiras -hoje, são mais de 300 na administração federal. A ideia é tornar as funções mais genéricas e transversais, permitindo maior mobilidade de servidores.
Para os elaboradores do estudo, é necessária uma revisão dos benefícios concedidos. Hoje, existem 179 tipos de gratificações. Desse total, 105 são carregadas após a aposentadoria.
Com o objetivo de dar mais eficiência à gestão, o banco sugere que, por meio de concurso, seja possível acessar níveis mais elevados de uma carreira. Hoje, todo servidor entra no primeiro nível, o que dificulta a ida de profissionais mais experientes do mercado para o serviço público.
O governo Jair Bolosnaro finaliza um pacote de propostas de reforma administrativa. A maior parte das sugestões feitas pelo Banco Mundial estão em estudo pela equipe econômica e devem compor as medidas do governo.
O estudo apresentado nesta quarta também analisa a situação nos estados, que é ainda mais crítica. Doze entes já estouraram o limite de gastos com pessoal e sete declararam situação de calamidade financeira.
Os problemas observados nos estados são semelhantes aos de nível federal. Até 2017, o aumento médio de salário dos servidores estaduais foi de 4% ao ano acima da inflação.
O banco aponta o esforço que alguns estados deveriam fazer para retornar os gastos ao patamar autorizado por lei.
Minas Gerais, por exemplo, teria de reduzir as despesas com pessoal em 5,4% ao ano em termos reais até 2022 para atingir o objetivo. A queda teria de ser de 4,8% em Mato Grosso do Sul; 3,6% no Rio Grande do Norte; e 3,3% no Rio de Janeiro.
(Folhapress)
Santa Dulce dos Pobres
Padre João Medeiros Filho
A notícia de sua canonização divulgada, no dia 01 de julho passado, trouxe alegria aos brasileiros, em especial aos católicos baianos. Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes era o seu nome civil. Nasceu em Salvador, aos 26 de maio de 1914, ali faleceu, em 13 de março de 1992. No entanto, é mais conhecida como Irmã Dulce ou Bem-aventurada Dulce dos Pobres, denominada, também, de forma grata e carinhosa pelos soteropolitanos, “o Anjo bom da Bahia”. Foi beatificada em 2011 e, no próximo dia 13, será canonizada pelo Papa Francisco. Trata-se daprimeira brasileira nata (não mártir) a ser declarada santapelo catolicismo. Sabe-se que entre as vítimas dos massacres de Cunhaú e Uruaçu, havia mulheres. Irmã Dulce era de saúde frágil, sofria de problemas respiratórios e dormia sentada.
O Papa Francisco afirma frequentemente que “a santidade é a face mais bela da Igreja”. O testemunho de vida dos santos é o seu maior patrimônio. Como diz a Carta aos Hebreus, estamos “envolvidos por uma nuvem de testemunhas [exemplos]” (Hb 12,1), servindo de estímulo para trilhar o caminho da justiça e do amor. O processo canônico para a Igreja reconhecer oficialmente a santidade de um cristão consta de três momentos: “Vox Populi, Vox Ecclesiae e Vox Dei” (a voz do povo, a da Igreja e a de Deus). De fato, a santidade é vivida no cotidiano da existência humana, na maioria das vezes, na simplicidade de uma vida de seguimento a Cristo e ao Evangelho (normalmente, de forma discreta e sem notoriedade). O primeiro passo é o reconhecimento de uma vida humana e cristã exemplar, ou seja, a fama de santidade verificada pelo povo (“Vox Populi”). Isto já era corrente, quando Irmã Dulce vivia aqui na terra. Desde jovem, foi movida pela misericórdia e ternura com os pobres e desvalidos. Com o consentimento da família,ainda jovem, foi transformando sua residência num centro de atendimento aos necessitados. Sua casa era conhecida como “a portaria de São Francisco”. Dentre tantas outras iniciativas, destaca-se a fundação, em 1959, das Obras Sociais Irmã Dulce.
A voz do povo, confirmada pelo testemunho de sua vida, é o núcleo da santidade. O reconhecimento da Igreja(“Vox Ecclesiae”) passa pela aceitação de dois milagres(“Vox Dei”) que são atribuídos pela sua intercessão. O ato miraculoso para a canonização de Irmã Dulce aconteceu com José Maurício Bragança Moreira, músico, natural de Salvador. Estava cego de ambos os olhos. Em meio a uma crise inflamatória ocular, tomou a imagem da Beata Dulce e a levou até os olhos, suplicando com muita fé que ela aliviasse o seu sofrimento. Algumas horas depois, voltou a enxergar. Recebera mais do que havia pedido. Rezou apenas pelo alívio das dores. Mas, a generosidade da santao fez voltar a ver. O milagre atesta a voz de Deus, testemunhando que a santidade é, acima de tudo, fruto dagraça divina. É assim que a Igreja proclama solenemente asantidade de um cristão.
No prefácio da missa da festa de um santo, rezam-seestas palavras: “Nos vossos santos ofereceis um exemplo para a nossa vida, a comunhão que nos une, a intercessão que nos ajuda”. São estes elementos fundamentais da presença dos eleitos de Deus em nossa vida de fé. Quando a Igreja eleva aos altares um batizado é para que sirva de testemunho de vida, pois pelo caminho por ele trilhado, deixa sinais, incentivando-nos a buscar também a santidade. Pela canonização, a Igreja manifesta igualmente a comunhão da fé que nos torna uma única família, em Cristo Jesus. Aqueles que aqui peregrinam, estão unidos aos que já vivem na glória da Eternidade e continuarão a fazer o bem, intercedendo por nós, confirmando a comunhão em Cristo, nosso verdadeiro mediador junto do Pai. É importante que nossa devoção a um santo, seja sempre fundamentada no seu testemunho de vida. “A vontade de Deus é que sejais santos” (1Ts 4, 3). Ou ainda, como diz o apóstolo Pedro: “Como aquele que vos chamou, tornai-vos santos, em todo o vosso proceder” (1Pd 1, 15).
Câmara celebra 103 anos de Ulysses Guimarães, com escultura em homenagem

A Câmara dos Deputados realiza Sessão Solene nesta segunda-feira (7), em comemoração aos 103 anos de nascimento de Ulysses Guimarães. Antes dos discursos de homenagem, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu autoridades e parlamentares para inaugurar a escultura em homenagem ao “Senhor Diretas”, que atuou ativamente pela redemocratização do Brasil.
Participam das homenagens o ex-presidente José Sarney, o ex-presidente do Senado Federal Mauro Benevides, além do presidente nacional do partido de Ulysses, o MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), e de muitos parlamentares e amigos daquele que foi um dos maiores opositores da ditadura militar.
A escultura foi instalada à porta de entrada do Plenário da Câmara dos Deputados que leva o seu nome.
Ulysses morreu em 12 de outubro de 1992, em acidente aéreo de helicóptero, em Angra dos Reis (RJ).
(Diário do poder)
General Heleno manda ex-presidente FHC calar a boca após crítica ao governo

O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), respondeu uma publicação no Twitter, do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, com críticas ao Governo de Bolsonaro, com um solene “por que no te callas”, na noite de ontem (5).

FHC também incita a população para protestar. “Sem reação as democracias morreram. Há liberdade para protestar. Usemo-la”, finaliza o ex-presidente.
(Diário do poder)
CANETADA DO CORONEL VAI SEPULTAR VEREADORES EM PARNAMIRIM ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2020.
O prefeito Taveira fez uma reunião com sua bancada da Câmara Municipal para mostrar o cronograma de nomeações dos novos aprovados no concurso público em sua gestão. As principais áreas serão: saúde, assistência social e administração. No entanto, não se fala outra coisa nos bastidores da política, a exoneração dos principais cargos dos vereadores, especialmente aqueles que durante sua gestão e nas eleições não mostraram sintonia com seus projetos e também com sua reeleição em 2020. Uma pesquisa recente, que vazou propositadamente, mostrou que o desgaste do Poder legislativo é tão grande quanto o do executivo. Ou seja, gigantesco, motivo pelo qual o prefeito não tem interesse em ter muitos vereadores encostados a sua imagem de reeleição temendo aumentar mais ainda sua desaprovação. Por esse motivo, a caneta bic do coronel Taveira vai completar a reforma nos próximos dias.
VAZA A JATO. PREFEITO QUER SABER QUEM É O INFILTRADO DO GOVERNO
O prefeito Taveira anda furioso com o vazamento de informações do seu gabinete. Até o momento, ninguém sabe explicar como reuniões fechadas com a alta cúpula do poder executivo tem seu conteúdo vazado misteriosamente. Dessa vez, foi o resultado da pesquisa para vereador. E, pasmem, o autor da célebre frase “esse prefeito é um Zé Bu…..” e que irritou o coronel, figura em primeiro lugar. Irani Guedes está rindo atoa, pois se confirmado esse resultado, será a terceira vez que ele consegue a primeira colocação. Veja o resultado da pesquisa para vereador:
Irani 2.6
Abdene 2.5
Nilda 2.4
Fativan Alves 2.3
Thiago Cartaxo 2.2
Binho 2.2
Vandilma Oliveira 2.1
Siderley Bezerra 2.1
Valerio 2.0
Gustavo Negocio 2.0
Katia 2.0
Pr Alex 2.0
Naildo Paiva 1.9
Del. Lucena 1.9
Volney 1.8
Francisca Henrique 1.7
Batista 1.7
Laecio Macedo 1.6
Eron Oliveira 1.5
Paulão 1.5
Rhalessa 1.4
Diniz 1.4
Jeová Alves 1.3
Eder Queiroz 1.3
Betinho da Mala 1.2
Professor Italo 1.1
Ricardo Wagne 1.1
Rogério Santiago 1.0
Thiagos Fernandes 0.9
Israel Magela 0.8
Ana Michele 0.7
Andrade Junior 0.4
Gilson Moura 0.3
Ary Ricardo 0.4
Pastor Noacir 0.2
Marquinhos Climep 0.2
Isac 0.2
Raminho 0.1. Sim, cabe um recadinho: o pilão gosta de tocar fogo no mar para comer peixe frito.
Governo Bolsonaro desiste de injetar dinheiro na Eletrobras

O governo enterrou de vez os planos de injetar R$ 3,5 bilhões na Eletrobras para tornar a estatal mais atraente para investidores privados e decidiu adotar uma estratégia de corpo a corpo com parlamentares em uma ofensiva para angariar apoio ao projeto de lei que abrirá caminho para a privatização da elétrica.
Nas últimas semanas, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) fez reuniões com partidos como PSL, Novo, DEM, PP, PL e MDB para apresentar a nova proposta de aumento de capital da estatal que deve ser enviada ao Congresso via projeto de lei.
A Eletrobras, assim como os Correios, está no rol de estatais que não podem ser vendidas sem aval parlamentar. Em abril, o governo editou uma medida provisória que possibilitaria a injeção dos R$ 3,5 bilhões alocados no orçamento para a capitalização da elétrica —uma ação de participação da União no capital.
A MP buscava ressarcir a estatal por despesas com combustíveis realizadas pelas distribuidoras de energia e que não tenham sido reembolsadas por tarifas nem fundos do setor elétrico. Sem a medida, a estatal terá que assumir dívidas das subsidiárias, o que a torna menos interessante aos olhos
de potenciais investidores.
O discurso oficial já é de que o dinheiro não entra na estatal. No Ministério de Minas e Energia, pasta que tem o maior bloqueio orçamentário percentual dentre todos os órgãos, com somente 20,7% da dotação liberada, o dinheiro aparece como contingenciado, sem possibilidade de execução.
Segundo o Ministério da Economia, a decisão de não capitalizar a estatal se deu pelo cenário fiscal ruim e pelas frustrações com receitas neste ano.
Albuquerque disse que não será feito qualquer aporte de capital do governo na estatal. Segundo o ministro, o plano de privatização deve passar pela diluição da participação acionária da União na Eletrobras. Seria semelhante ao que ocorreu com a BR Distribuidora, cujo controle foi vendido pela Petrobras em julho deste ano em operação que envolveu o lançamento de ações em Bolsa.
O modelo de venda, segundo o ministro, já foi aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro. Com isso, afirma, quando o projeto chegar ao Congresso, já haverá um entendimento dentro do Executivo. “E a gente pode eventualmente realizar algum aperfeiçoamento dentro desse diálogo”, afirma.
O governo espera levantar até R$ 18 bilhões com a privatização pelo novo modelo.
Parlamentares que participam das reuniões disseram que, ao apresentar a proposta, o governo tem adotado o mesmo discurso do ministro Paulo Guedes (Economia), de que a estatal não consegue se financiar e que, sem investimentos, vai ser deixada para trás pelos concorrentes.
No Congresso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) desponta como uma das vozes em defesa da venda da estatal. Na última quinta (3), após uma reunião com Guedes, disse ser favorável à privatização da Eletrobras.
“É um custo de administração de pessoal mais caro que a média do setor, então isso acaba gerando um prejuízo aos recursos da sociedade”, disse.
Mas o próprio Maia lembra que não representa o entendimento dos deputados sobre o tema. O corpo a corpo do governo junto aos parlamentares busca pacificar a questão e diminuir a resistência ao tema.
Para o secretário de Privatização, Salim Mattar, as conversas são o melhor caminho para conseguir vencer a oposição à venda da estatal.
“Nós preferimos gastar tempo agora em conversa para depois ter celeridade no processo”, afirmou. Ele disse estar confiante de que o Congresso será favorável às privatizações.
“Acreditamos que, na hora do voto mesmo, a sensatez, o equilíbrio e a responsabilidade vão ser maiores e nós não teremos muita dificuldade na aprovação de leis, de PEC [proposta de emenda à Constituição] ou de PL [projeto de lei]”.
Mattar defendeu que a Eletrobras seja incluída, via PL, na lei do PND (Programa Nacional de Desestatização). A estatal foi excluída do PND em 2004, durante o governo Lula.
(Folhapress)
Privatizações renderam R$ 96,2 bi em 2019; secretário descarta vender BB, Caixa e Petrobras
O Ministério da Economia informou, na noite desta quinta-feira, ter vendido R$ 96,2 bilhões (ou US$ 23,5 bilhões) de ativos para iniciativa privada. Isso inclui privatizações e concessões e atende a uma meta estipulada para o ano inteiro, que era de arrecadar US$ 20 bilhões (R$ 82 bilhões) com essas operações.
A maior parte desse valor, porém, não entrou diretamente no caixa do governo federal. Apenas cerca de R$ 6 bilhões do total levantado entrou diretamente nas contas do Tesouro Nacional.
Isso ocorreu porque as operações consideradas como privatizações pelo Ministério da Economia foram conduzidas por Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. O dinheiro entrou na conta dessas empresas. Especialmente a Petrobras usou os recursos para abater parte da sua dívida.
Salim Mattar descartou a venda da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobras.
Apesar dos números, o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que o ritmo está abaixo do esperado:
— Está sim mais lento que eu esperava. O Estado brasileiro é tão gigante que nada é fácil de fazer.
Até setembro, foram concluídas as vendas da participação do Banco do Brasil e da Caixa no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Em relação à Petrobras, foram contabilizadas a venda da BR Distribuidora, da refinaria de Pasadena e da TAG, entre outros. O governo tenta ainda vender 17 empresas, como Eletrobras, Correios e Casa da Moeda. Mas essas operações precisam do aval do Congresso.
O Ministério da Economia informou ainda que o governo federal tem participações em 637 empresas no país. Nessa conta, estão companhias diretamente controladas pela União, subsidiárias, coligadas ou participações sem poder de decisão. O número marca uma virada na forma como o governo vinha divulgando informações sobre estatais federais.
Até agora, o Ministério da Economia informava apenas o número e a situação das empresas diretamente controladas pela União ou subsidiárias dessas companhias. Os relatórios do governo não avaliavam, até agora, as empresas com participação da União e de suas estatais, mesmo sem poder de controle.
(O GLOBO)
Infiltrado vaza pesquisa da oposição e Taveira comemora junto com vereadores
A reunião do Prefeito Taveira, para tratar da entrada dos novos servidores na prefeitura, ganhou um aspecto político, pois a pesquisa encomendada pela oposição vazou e nessa reunião, com os vereadores, o coronel compartilhou o resultado para todos verem, foram 56 páginas com detalhamento, mostrando a realidade do momento político de Parnamirim. A pesquisa, também, trouxe uma visão geral sobre a situação administrativa da gestão de Taveira. A comemoração do alcaide veio através de um sorrizinho sarcástico e alguns comentários do tipo, recebi a pesquisa fresquinha através de um velho infiltrado, não paguei nada por essa amostragem. O prefeito disse que só tinha gastado saliva e de quebra ainda apareci em primeiro lugar. Eis o mistério, se Ricardo Gurgel diz não ser o infiltrado, mesmo mantendo familiares nos cargos do prefeito, quem será o infiltrado dessa vez? Detalhe, existe também um infiltrado no grupo do prefeito, pois tudo que acontece lá, o blog fica sabendo. Será que esse infiltrado ‘joga nos dois times’?