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Suplentes ganham presente do “Papai Noel” Taveira e o vereador Gustavo Negócio é quem paga a conta

O Prefeito Rosano Taveira iniciou sua reforma administrativa antes do Ano Novo, dando um presente ao grupo chamado de suplentes. Visando o seu projeto de reeleição, os famosos suplentes estão em alta com o executivo. O que se observa na Cidade Trampolim da Vitória é uma grande movimentação política e administrativa, nos bairros, repercutindo principalmente no diário oficial do município. Os cargos anteriormente pertencente aos vereadores estão sendo oferecidos aos suplentes como forma de consolidar a tese de renovação na câmara e também criando uma independência de Taveira no jogo político com alguns vereadores. Essa movimentação de entrada e saída de cargos comissionados na prefeitura vem causando um estrago na base do vereador Gustavo Negócio que no momento, foi atingido no litoral. Comenta-se nos bastidores que um dos grandes beneficiados foi o jovem líder político Eder Queiroz que será contemplado com cargos, distribuídos nas empresas terceirizadas e em comissionados na Prefeitura. Nessa movimentação, o vereador Gustavo Negócio perde o líder comunitário Wagney Maiotti, conhecido carinhosamente como “fofo”. Uma Outra movimentação chamou a atenção, principalmente dos políticos com assento na câmara, foi a do parque industrial, o suplente do vereador Afrânio Bezerra conseguiu trazer para sua base de sustentação política o atual diretor da unidade básica de saúde Rodrigo Lamec, que era ligado também a base do vereador Gustavo Negócio. As perguntas que todos os suplentes e vereadores fazem ao prefeito Taveira são: se todos os suplentes, receberão o mesmo tratamento de Eder e Afrânio? Ou se esse privilégio faz parte de um projeto político para agregar mais suplentes, fortalecendo para equilibrar as forças e em seguida juntar vereadores e suplentes no mesmo partido, no mesmo palanque? Com isso, consolidando o projeto de reeleição do coronel e obrigando suplentes e vereadores a se unirem para poder pensar em sentar nas cadeiras do legislativo de Parnamirim. Recado do blog ao prefeito: tome cuidado com esse negócio de ficar cantando a música caneta azul, azul caneta na base dos vereadores. Pois muitos, não querem dançar ouvindo essa canção.

 

Licitação no STF tenta driblar vinhos nacionais com exigência de prêmios

Tem uma razão não declarada a exigência de vinhos com premiações internacionais, de safras posteriores a 2010, na licitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para aquisição de comes & bebes. É a saída que o STF encontrou para revogar antiga prática, dos tempos de regime militar, de servir vinhos nacionais em recepções oficiais. Alguns intragáveis, esses vinhos constrangiam anfitriões pelas dores de cabeça causadas em dignitários estrangeiros em visita oficial ao Brasil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os espumantes brasileiros se enquadram nas exigências do STF. São produtos de elevada qualidade, que colecionam prêmios no exterior.

 

A área de licitações do STF poupou o presidente Dias Toffoli, grande conhecedor de vinhos nacionais que certamente ele não aprecia.

 

(Diário do poder) 

Líder do ‘centrão’, Arthur Lira comanda vitórias e derrotas do governo na Câmara

Rodrigo Maia que nada, “o cara” na Câmara dos Deputados é cada vez mais Arthur Lira (AL), líder do PP e do “centrão”. Ele está presente nas vitórias e sobretudo nas derrotas do governo Bolsonaro, como quando liderou a exclusão do Pacote Anticrime da autorização para que polícia fizesse escutas telefônicas sem autorização judicial. Foi dele também a decisão de excluir Estados e Municípios da Reforma da Previdência. Até o Fundão Eleitoral de R$3,8 bilhões é obra do bloco liderado pelo deputado. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo não conta com Arhur Lira também na MP que desobriga grande empresas de publicar editais e balanço em jornais impressos.

O líder do centrão garante que tem dado mais vitórias do que derrotas ao governo, como a Reforma da Previdência e a cessão onerosa.

Cheio de moral, há dias Lira “pediu” ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para encerrar a sessão e evitar novas derrotas do governo.

Arthur Lira também cita sua oposição a iniciativas, na Câmara, para perseguir Luciano Bivar, presidente do PSL: “Não vamos permitir”.

(Diário do poder) 

“SINCERIDA” OU “JOGOU PARA A PLATEIA”? Bolsonaro diz que gostaria de dar emprego à população de presente de Natal

O presidente Jair Bolsonaro disse nessa quarta-feira que o maior presente que gostaria de dar à população no Natal é emprego, e garantiu que a economia brasileira não está mais ladeira abaixo e começa a reagir.

“Emprego, o maior programa social que a gente tem é esse. É esperança, confiança, emprego”, disse Bolsonaro a jornalistas, ao ser questionado sobre o presente que gostaria dar à população no Natal.

“O Brasil, graças a Deus, não está mais ladeira abaixo, está vencendo aí o grande problema que encontramos, a crise ética, moral e econômica”, acrescentou.

Após forte crise atravessada pelo país nos últimos anos, o desemprego tem sido um dos indicadores econômicos com maior resistência a cair durante o governo Bolsonaro. A taxa de desemprego, segundo o IBGE, está em 11,6 por cento — 12,367 milhões de pessoas.

(Exame)

Assessor de Bolsonaro diz que querem criminalizar com expressão “gabinete do ódio” aqueles que defendem o presidente: “trata-se de um fenômeno real”

Em entrevista ao Pânico, da Jovem Pan, Filipe Martins, assessor de Jair Bolsonaro para assuntos internacionais, negou a existência de um “gabinete do ódio” no governo e acusou os críticos de tentarem criminalizar aqueles que defendem o presidente.

“A impressão que fica é que as pessoas querem criminalizar a defesa do governo, como se qualquer coisa que se diga a favor do governo é por um grupo de milhões de robôs”, afirmou. “É não entender como funciona a internet, os fluxos da informação, que é uma coisa totalmente incontrolável.”

Martins criticou o que chamou de “show” em que teria se transformado a CPI das Fake News no Congresso.

“[Trata-se de] Um fenômeno real que as pessoas estão tentando criminalizar, com a expressão ‘gabinete do ódio’ e todo aquele show que estamos vendo na CPI”, disse.

(O Antagonista, com Jovem Pan)

Ciro Gomes: “Represento uma coisa muito diferente do lulopetismo corrupto”

Em entrevista a Andréia Sadi exibida ontem à noite pela GloboNews, Ciro Gomes voltou a atacar Lula.

O pedetista afirmou que não faria campanha pelo ex-presidiário — mas também não recusaria um eventual apoio.

“Não [faria campanha por Lula], pela seguinte circunstância: eu represento uma coisa muito diferente do lulopetismo corrupto. Se ele quiser me apoiar, eu evidentemente não posso ser arrogante porque quero unir o Brasil. Evidentemente que eu não vou dizer: ‘não aceito’. Eu não tenho esse direito nem cultivo isso. Eu cultivo muito a humildade. Agora, estou só por apreço à sua pergunta dizendo que não faria campanha porque nós representamos valores muito distintos”, disse Ciro.

E mais:

“Isso [o apoio de Lula] é completamente impossível. O Lula prefere o Bolsonaro do que eu. Já demonstrou isso.”

(O Antagonista, com G1)

De mala pronta, o vereador Betinho deve estrear no Partido de Taveira

 

O vereador Betinho, que hoje é filiado ao PSDB, já arrumou a mala e vai desembarcar no partido do prefeito Taveira. Essa articulação partiu do executivo estadual e não agradou o vereador Irani Guedes que tinha em mente atrair o seu fiel escudeiro no legislativo. O vereador Gustavo não achou nenhum negócio nessa filiação de Betinho. O prefeito Taveira lavou as mãos e está deixando o pau cantar nessa movimentação para fortalecimento de sua legenda. Ele acredita que a força dos mandatos dos vereadores poderá no final, favorecer a todos. O medo é de não ter esteira para assegurar a reeleição de três vereadores Irani, Gustavo e Betinho, sem falar no nome de Karina, esposa de Naur Ferreira, que poderá ingressar na legenda, engessando mais ainda a chapa para vereador em 2020.

A celebração do Advento

 

 

Padre João Medeiros Filho

Domingo passado, teve início a celebração do tempo litúrgico do Advento. Este é aspiração de um mundo de paz, fraternidade, desejo profundo de unidade e esperança da presença de Deus no meio de nós, que se concretiza pela fé na realidade do Natal. No entanto, o Salvador ainda continua ausente no coração dos homens. Advento é tempo de espera, ensina-nos a Igreja. E esperar alguém requer cuidadosa e alegre preparação. Deste modo, deve-se aguçar a sensibilidade para descobrir os inúmeros sinais da manifestação divina. Convém intensificar o desejo de felicidade, relações mais fraternas e duradouras num Brasil que se digladia e vai se destruindo pelo ódio, radicalismo, ganância, disputa do poder, egoísmo e práticas antiéticas.
Celebrar o Advento é procurar superar o pessimismo e o desencanto que grassam nesta sociedade dita moderna. Viver o Advento é empenhar-se para transformá-la numa casa de irmãos e não de inimigos. Desta forma, a celebração histórica, torna-se ideal de vida e sonho humano. Festejá-lo é acreditar na força escondida da vida, que continuamente está para nascer. É a certeza de que Deus não abandona o homem, pois é sempre luz para o seu caminho.
Porém, Cristo não é o messias que muitos esperavam. Em lugar de castigar, cura; de condenar, devolve a vida; de julgar, ama e perdoa. Por isso, passa-se a entender os motivos pelos quais Ele afirma: “E bem-aventurado quem não se escandaliza por causa de mim” (Mt 11, 6). João Batista – apesar de saber que Ele era o Messias e Filho de Deus – torna-se o intérprete de seus interlocutores, procurando ouvir de Cristo: “És tu aquele que há de vir?” (Mt 11, 3). E Jesus não se perde nem se detém em teorias e definições. Será reconhecido a partir de gestos concretos. Os cegos recuperam a vista, os surdos ouvem, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, tudo obra do sublime amor de Deus.
O Homem de Nazaré apresenta-se como esperança e alegria para o mundo do seu tempo. Seus contemporâneos não eram diferentes de nós. Havia a violência, a fome, a corrupção, a exploração e o desânimo. Jesus veio mostrar o caminho da libertação e paz. Quando viveu entre os homens, a tristeza se apoderava dos habitantes de sua terra. Entende-se, assim, o sentido das palavras do anjo na noite santa: “Eu vos anuncio uma grande alegria que será também a de todo povo” (Lc 2, 10). Também hoje, o mundo vive carente de alegria. A solidão e a tristeza são males marcantes deste século. A incerteza, o desânimo, o temor povoam o coração dos brasileiros. Jesus veio como resposta a tudo isso. E o profeta Isaías aponta para os atos verdadeiros de vida cristã: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai ânimo, não tenhais medo’ (Is 35, 3)”.
O mundo de hoje pergunta aos cristãos: Deus nasceu verdadeiramente, onde? A resposta dar-se-á por atitudes visíveis e pelo testemunho, não pelas teorias e meras declarações. O cristão deve ser profeta. E João Batista é exemplo. Ele não aderiu a uma sociedade consumista e materialista, que privilegia uns em detrimento de outros. E aqui se entende o modo de viver e falar de João. Despojou-se de tudo que poderia chamar a atenção sobre si mesmo. O que lhe importava era Cristo. Seria necessário que todos descobrissem, o mais cedo possível, Aquele que é cheio de misericórdia, paciência, doçura e infinito perdão. O Precursor não queria que ficassem dúvidas em seus seguidores. No entanto, ainda paira a inquietação em muitos, no mundo hodierno, quando ouvem falar de Cristo. Assim se expressou Dom Oscar Romero, arcebispo de El Salvador, na homilia de Natal, em 1977 (a qual poderia ser aplicada ao Brasil): “Que natureza linda, que mundo rico e encantador, cheio de descobertas e tecnologia moderna! Porém, quando vemos o nosso país gemer sob a iniquidade, a injustiça, a impunidade e os desmandos, sentimos a necessidade de suplicar insistentemente a Deus, pedindo que Cristo venha e não tarde mais”!

Eleição de Ceará Mirim serve como um alerta para Parnamirim

Ceará-Mirim, a cidade dos verdes canaviais, no campo político tem muito a ensinar a Parnamirim,. Nos últimos pleitos, os recados são dados pelos verdes canaviais e copiados aqui, na cidade do rio pequeno. Foi assim, na eleição de 2012, em Ceará-Mirim, na divisão da oposição, o desgastado prefeito Peixoto levou a vitória, com apenas 32,96% dos votos válidos. Na cidade do rio pequeno, Maurício adotou a mesma estratégia e elegeu Taveira com 44,76% dos votos válidos. Hoje, o coronel já desgastado tenta dividir, novamente, a oposição para se beneficiar dessa mesma fórmula. Cabe destacar que o recado remetidos da cidade dos verdes canaviais é bem diferente e precisa ser entendido como um alerta aos candidatos que disputarão a eleição majoritária em 2020. A mensagem foi bem direta para o chefe do executivo “Barco muito grande e pesado também afunda e os caciques não estão com toda força. Mesmo sabendo que a caneta azul ainda faz muito sucesso na cidade do rio pequeno.”

Advogada Ana Nunes quer unir a oposição e vencer Taveira em 2020

A política apresenta uma cara nova. A advogada Ana Nunes que teve o seu nome colocado como candidata à prefeita para o próximo pleito e com sua simpatia vem ganhando espaço no cenário político de Parnamirim. Ela faz parte de um movimento de renovação da política local, a advogada vem ganhando força e nos últimos anos conquistando espaços importantes junto ao eleitorado. Ana Nunes tem consciência do seu papel na articulação do grupo de oposição, com seu perfil jovem e simpático está mostrando uma nova forma de fazer política, em Parnamirim. Já é fato, a advogada está articulando a união em torno do seu nome e com o seu carisma ganhando a simpatica da população parnamirinense.

AMAZÔNIA: Leonardo DiCaprio rebate acusação de Bolsonaro e nega financiar ONGs

Em comunicado, DiCaprio disse que “embora certamente mereçam apoio”, ele não financia as organizações “que estão atualmente sob ataque”.

“O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de fazer parte dos grupos que os protegem”, disse.

O ator também elogiou “o povo do Brasil que trabalha para salvar seu patrimônio natural e cultural”.

Em transmissão ao vivo em rede social, Bolsonaro acusou DiCaprio e a ONG WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil.

“O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e então o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá”, disse.

O presidente fazia referência a uma operação da Polícia Civil do Pará que prendeu quatro voluntários da Brigada de Incêndio de Alter do Chão e apreendeu documentos da organização não-governamental Projeto Saúde e Alegria (PSA), que tem gerado protestos de ativistas, entidades indígenas e grupos que atuam na Floresta Amazônica.

(BBC)

Lula vai ao Supremo contra condenação no TRF4

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ao Supremo Tribunal Federal contra a condenação que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região impôs ao petista no caso do sítio de Atibaia. A corte aumentou a pena de Lula de 12 anos para 17 anos de prisão em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro. Os desembargadores consideraram que ele se beneficiou de reformas feitas na propriedade de seu amigo, o empresário Fernando Bittar.

Antes mesmo de apresentarem embargos de declaração contra a decisão de ontem, os advogados do ex-presidente apostam em uma Reclamação que questiona a tramitação do processo na Justiça Federal do Paraná. Eles se baseiam em uma decisão da 2ª Turma do STF que retirou da 13ª Vara Federal de Curitiba, então comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, os termos das delações de executivos da Odebrecht que acusam Lula de promover vantagens indevidas para a empreiteira — e foram usadas na argumentação que manteve a condenação do petista.

De acordo com a decisão, o STF retirou de Moro os depoimentos e documentos relativos ao sítio de Atibaia e a um terreno onde seria a nova sede do Instituto Lula, em São Paulo. Os relatos, fotos e e-mails entregues pelos colaboradores da Odebrecht são algumas das evidências mais concretas dos fatos narrados pelo Ministério Público Federal (MPF) na denúncia apresentada contra o petista. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, a decisão do TRF4 “afrontou” o Supremo.

Não será, entretanto, uma tarefa fácil. Apesar da decisão relativa à delação, o ministro Dias Toffoli já havia negado os pedidos da defesa para retirar o processo do sítio de Atibaia da 13ª Vara. Ele entendeu que a decisão limitou-se a encaminhar a SP apenas os termos de depoimento que instruíam processo originalmente em trâmite no Supremo — sem afetar as ações penais em curso em primeiro grau.

Hoje, esta decisão está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, já que a defesa de Lula também recorreu contra a decisão de Toffoli por meio de um agravo regimental. “Demonstramos que o caso do sítio não tem qualquer vínculo com o suposto esquema criminoso da Petrobras e investigado pela Lava Jato”, argumenta Zanin. “A autoridade do STF foi desrespeitada em primeira instância e pelo TRF4. Vamos insistir para que a ministra Cármen Lúcia dê cumprimento ao que a Suprema Corte decidiu”, conclui.]

No julgamento desta quarta-feira, 28, os desembargadores rejeitaram todas as preliminares apontadas pela defesa de Lula e que poderiam levar à anulação da sentençã da juíza Gabriela Hardt, que condendou o petista em primeira instância, em fevereiro. Entre elas, o questionamento sobre a ordem de apresentação das alegações finais pelos réus. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal anulou uma sentença de um processo da Lava Jato por entender que os réus que não são colaboradores devem apresentar defesa após seus delatores.

Os magistrados também concordaram com o voto do relator, o desembargador João Pedro Gebran Neto, que também negou a suspeição de Hardt e do ex-juiz Sergio Moro, que participou do início do processo, e a nulidade da sentença pelo fato de a juíza ter copiado trechos da sentença proferida por Moro no caso do tríplex do Guarujá. Gebran afirmou que a culpabilidade de Lula é “bastante elevada”.

O ex-presidente foi sentenciado acusado de receber 1 milhão de reais em propinas via reformas do sítio, que está em nome de Fernando Bittar. “Pouco importa se a propriedade formal ou material do sítio é de Bittar ou Lula. Há fortes indicativos que a propriedade possa não ser de Bittar, mas fato é que Lula usava o imóvel com animus rem sibi habendi (que significa uma intenção de ter a coisa como sua). Temos farta documentação de provas”, afirmou o relator Gebran Neto.

Seu voto foi acompanhado na íntegra pelos desembargadores Leandro Paulsen e Thompson Flores, inclusive na dosimetria da pena, que elevou o tempo de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias de detenção em regime fechado, o que impede a apresentação de embargos infringentes. Assim, o único recurso cabível no TRF4 são os embargos de declaração, para esclarecer pontos específicos do acórdão.

Após o julgamento, Zanin afirmou que o recurso de Lula no caso do sítio foi julgado em “tempo recorde” e que “argumentos políticos” e não jurídicos foram apresentados tanto pelo Ministério Público Federal como pelos desembargadores. “A questão do Direito ficou evidentemente desprezada.” Para ele, Lula foi condenado “por práticas de atos indeterminados”.

(Veja)

“Ó Deus, vinde em nosso auxílio” (Sl 70/69, 1)

Padre João Medeiros Filho
O arcebispo anglicano Desmond Tutu pregava a paz e apelava para a não violência. Tornou-se célebre a sua frase: “Baixe o tom e melhore os argumentos”. Mas, chegou à conclusão de que, em certas situações, é preciso elevar a voz. Os descompassos da sociedade brasileira exigem que, diante da desordem moral, não se cometa o erro da omissão. A indiferença acaba sendo uma forma de conivência. É premente clamar por harmonia e justiça. O desafio é identificar a qualidade desses reclamos. Ao contrário dos embates presenciados nos cenários contemporâneos, urge um clamor, seguindo-se o exemplo da rica tradição dos profetas bíblicos. Isto significa proclamar a exigência do bem e da equidade. Não se trata dos gritos histéricos desprovidos de lhaneza proferidos no Parlamento Nacional, onde se pretende que a força seja o argumento final, a emoção supere a razão, os interesses vençam a lógica e o dinheiro esteja acima da verdade e do bem.
As manifestações e os brados atuais devem ser substituídos, celeremente, pelo compromisso de uma luta séria para recompor o esgarçado tecido sociopolítico que ameaça o presente e o futuro de nossa pátria. Há de se verificar os equívocos de pronunciamentos e discursos, portadores de mais confusão e instabilidade social. Se, atualmente, a sociedade – pelos seus diferentes segmentos – não souber falar, estará fadada à destruição e ao caos. Não se trata de linguagem apocalíptica, e sim de mera constatação.
Assiste-se à derrocada de instituições indispensáveis à manutenção da verdadeira democracia. Há sinais de posturas ditatoriais e configuração de esquemas de negociatas, vantagens e privilégios adquiridos por grupos e setores oligárquicos, sob a ótica da hegemonia sedutora da idolatria do dinheiro. Não falta quem pense que todas as suas convicções e posições são justas e corretas, sem autocrítica. Tem-se uma visão emoldurada por entendimentos questionáveis, com uma noção empobrecida do sentido de humanismo e amor à pátria. É a vez das igrejas levantarem a voz, profeticamente, em prol da população. É pecado confundir ainda mais os fiéis com posições partidárias e ideológicas. Não é esse o papel de quem anuncia Deus e o Evangelho de Cristo! Mister se faz um forte e lúcido movimento de reparação para o equilíbrio da sociedade. É hora de empenhar-se pela superação dos disparates que comprometem o respeito indispensável a uma sociedade democrática. É o momento de rogar a intercessão divina. Mas, não basta falar. Há quem fale – e muito – até mesmo para se justificar e se defender pela arma criminosa da detração do outro.
Na raiz da incompetência revelada em narrativas e discursos construídos – diametralmente opostos – constata-se grave relativismo, responsável por um estilo de vida desordenado, gerador de escolhas egoístas e injustas. Há uma onda deletéria em que indivíduos, grupos ou partidos se colocam no centro, dando prioridade absoluta às suas conveniências absurdas. As instituições são atingidas frontal e mortalmente. Existe verdadeira adoração pelo poder e pelo dinheiro, o que faz indivíduos se tornarem representantes do Mal. Evidenciam-se consequências nefastas na degradação social em curso. Veem-se, com perplexidade, “a salvaguarda da moralidade” e, ao mesmo tempo, o comprometimento de intocáveis princípios. Paira no ar uma lógica que leva à defesa rígida de alguns valores e à negociação de outros por fraqueza e interesses espúrios. Dois pesos, duas medidas!
A sociedade necessita que suas instituições aperfeiçoem seus argumentos e suba a voz para salvá-la do fracasso, imposto pela falta de coerência e pelas manipulações. Isso exige destemor. Também o mundo da educação precisa desinstalar-se das rotineiras críticas conceitualistas sem compromisso efetivo e concreto com melhores dias para o povo. Fale alto o bem comum, impulsione-se o altruísmo, resgatem-se a honra, o respeito e a honestidade! Para a construção de novos projetos e sistemas é indispensável viger a verdade em lugar de calúnias e difamações. Convém lembrar as palavras do hagiógrafo colocadas nos lábios de Javé, o Deus Todo-Poderoso: “Eu vi a aflição do meu povo e ouvi o seu clamor por causa da maldade de seus gestores” (Ex 3, 7)!

CÂMARA FOI RACISTA AO PASSAR PANO EM RACISMO DE DEPUTADOS DO PSL

OS DEPUTADOS DO PSL têm se sentido cada vez mais à vontade para barbarizar a vida política brasileira. Até o ano passado, Jair Bolsonaro era um dos poucos parlamentares que usava o mandato para expressar seu desprezo pelos valores democráticos. Com o bolsonarismo, isso virou padrão. Todo dia tem um figurão do PSL xingando opositores, atacando as instituições, perseguindo jornalistas, exaltando assassinos e fazendo ameaças de todo tipo contra a democracia. A coisa já está fora de controle.

Essa semana, deputados do partido cometeram algumas barbaridades que não podem passar impunes. Em São Paulo, o deputado estadual Frederico D’Avila propôs uma homenagem a Augusto Pinochet, o ditador que aterrorizou o Chile por quase trinta anos e foi condenado internacionalmente por terrorismo e genocídio. Mas isso está dentro do que se espera da extrema-direita brasileira. A novidade é que agora há deputados expressando de forma direta e clara o racismo que antes estava camuflado.

Na Câmara dos Deputados, na véspera do dia da Consciência Negra, o Coronel Tadeu vandalizou uma exposição contra o racismo. Ele não gostou de uma obra que denunciava os assassinatos de jovens negros cometidas pela polícia e resolveu destruí-la. Outro deputado, Daniel Silveira, um dos que destruiu a placa de Marielle Franco saiu em defesa do coronel Tadeu, subindo mais alguns degraus no racismo: “Há mais negros com arma, mais negros cometendo crime, mais negros confrontando a polícia, mais negros morrem. (…) Não venha atribuir à polícia mortes porque um negrozinho bandidinho tem que ser perdoado”. Essa foi a declaração mais escancaradamente racista que já se ouviu no plenário da Câmara.

Pouco antes do vandalismo racista de Tadeu, Silveira gravou um vídeo em frente à obra que seria destruída e falou “o que me incomoda mais é esse jovem com a camisa que faz alusão ao pavilhão nacional algemado como se o policial o tivesse executado sumariamente esse jovem já preso. O que é um absurdo e um escárnio contra imagem da Polícia Militar. Vamos tomar todas as medidas para retirar. Isso não pode permanecer aqui”.

A charge é de 2013, mesmo ano em que o ajudante de pedreiro Amarildo, negro, foi preso, torturado, morto e teve seu corpo ocultado por policiais militares. É uma prática comum de maus policiais, que sabemos não serem poucos. Casos como o de Amarildo pipocam aos montes dos noticiários, mas outros tantos nós nem ficamos sabendo. Há uma cultura de violência e racismo impregnada na Polícia Militar, que é reflexo do país. Silveira quer silenciar o debate sobre racismo na corporação, justamente numa casa dos debates públicos. Os pitbulls do PSL não querem saber de democracia e querem impor os valores bolsonaristas na marra.

Já o coronel justificou a sua ação sem negar a existência do genocídio. Para ele, se a maioria das periferias é composta por negros — um fato racista em si —, logo é natural que haja mais mortes de negros associados ao tráfico. Tadeu finge ignorar ÁgathaJeniferKauêKauanKatelen e tantas outras crianças negras assassinadas neste ano que não tinham qualquer ligação ao tráfico. Quando todas as crianças assassinadas por policiais durante a guerra ao tráfico são negras, que nome dar a isso senão genocídio? A morte de crianças é tratada como efeito colateral.

Alguma dúvida de que Silveira e Tadeu jamais apoiariam tiroteios diários no Vivendas da Barra? Onde crianças brancas conviviam com criminosos de alta periculosidade fortemente armados como Ronnie Lessa? Quem trata assassinatos em série de crianças negras apenas como um efeito colateral infeliz é racista. A revolta contra quem denuncia essa realidade também é genuinamente racista. Não há meio termo. Qualquer tentativa de tratar isso com eufemismos será conivente com o racismo.

A violência com que Tadeu e Silveira reagiram a um protesto feito em um cartaz nos faz pensar que tipo de ex-policiais eles foram. Se reagem com violência a uma charge estampada em um cartaz, não é difícil imaginar como agiam com armas na mão durante operações policiais. E a mensagem que passam para os atuais integrantes da corporação é a de que estão no caminho certo. E para os negros há também um recado embutido: vocês vão continuar enterrando seus filhos.

Políticos de extrema-direita, claro, saíram em defesa dos seus comparsas de racismo. Os de esquerda organizaram um ato em protesto na Câmara e entraram com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra os deputados por quebra de decoro e racismo. Mas e a turma dita moderada de centro, centro-direita e direita? Fizeram apenas criticadas moderadas, protocolares, tratando essa selvageria como uma quebra de decoro qualquer. É incrível que a luta contra o racismo, que deveria ser uma bandeira empunhada por todos os políticos decentes, tenha virado uma pauta identificada com as esquerdas.

João Amoêdo e o partido Novo, por exemplo, que apoiam quase que integralmente o bolsonarismo nas votações na Câmara mas tentam escapar da pecha extremista, se calaram. Além de não postarem nenhuma mensagem sobre o Dia da Consciência Negra, não repudiaram os atos racistas dos seus aliados. Um silêncio bastante conveniente com quem se preocupa apenas com a economia, mas pretende posar de moderado. E nós sabemos que quem cala diante da opressão se coloca automaticamente ao lado do opressor.

Rodrigo Maia repudiou o ato do Coronel Tadeu, mas não deu a devida gravidade para o caso. Não apontou o caráter racista do episódio e o chamoude “ato impensado em um momento de mais nervosismo do deputado”. Entendo que, como presidente da Câmara, Maia tem o papel de não acirrar mais os ânimos. Mas o combate ao racismo é inegociável. Não é possível que isso seja tratado como uma infelicidade de um colega. A obrigação de um presidente da Câmara realmente comprometido na luta contra o racismo seria encampar um movimento pela cassação dos parlamentares.

escalada do neofascismo no Brasil é uma realidade. Em entrevista para a Deutsche Welle, a antropóloga Adriana Dias apontou a existência de 334 células nazistas no país, com pelo menos 5 mil integrantes ativos. Os grupos se concentram no sul e sudeste, mas estão se expandindo para o centro-oeste. Segundo ela, “a sociedade brasileira está nazificando-se. As pessoas que tinham a ideia de supremacia guardada em si viram o recrudescimento da direita e agora estão podendo falar do assunto com certa tranquilidade. Precisamos abordar o tema para ativar o sinal de alerta. Justamente para não dar palanque a essas ideias, precisamos falar sobre criminalização de movimentos de ódio e resgatar a questão crucial: compartilhar humanidades”.

Não há nenhuma dúvida de que esses grupos se identificam com o bolsonarismo. É esse o contexto social que envolve os atos racistas no parlamento. Como a Câmara vai reagir? Punirá exemplarmente atos racistas com cassação ou irá empurrar para debaixo do tapete tratando a barbárie como infelicidade? O Conselho de Ética da Câmara vai tolerar racismo explícito em plenário?

Enquanto a Câmara não exercer um controle interno rigoroso para punir ataques contra valores democráticos fundamentais, os limites ficarão cada vez menos claros e as práticas fascistoides cada vez mais naturalizadas. Passar pano para o racismo de gente com mandato público é, na prática, incentivar a perpetuação das práticas racistas na sociedade. É fechar os olhos para as crianças negras assassinadas pela polícia e minimizar o apartheid brasileiro.

ANTES QUE VOCÊ SAIA… Quando Jair Bolsonaro foi eleito, sabíamos que seria preciso ampliar nossa cobertura, fazer reportagens ainda mais contundentes e financiar investigações mais profundas. Essa foi a missão que abraçamos com o objetivo de enfrentar esse período marcado por constantes ameaças à liberdade de imprensa e à democracia. Para isso, fizemos um chamado aos nossos leitores e a resposta foi imediata. Se você acompanha a cobertura do TIB, sabe o que conseguimos publicar graças à incrível generosidade de mais de 11 mil apoiadores. Sem a ajuda deles não teríamos investigado o governo ou exposto a corrupção do judiciário. Quantas práticas ilegais, injustas e violentas permaneceriam ocultas sem o trabalho dos nossos jornalistas? Este é um agradecimento à comunidade do Intercept Brasil e um convite para que você se junte a ela hoje. Seu apoio é muito importante neste momento crítico. Nós precisamos fazer ainda mais e prometemos não te decepcionar.
(the intercept brasil)

Acordo coletivo pode ser a grande arma de Maurício para voltar ao poder

O ex-prefeito Maurício Marques se articula e une novamente os seus aliados para voltar ao poder. A novidade entre os novos aliados para o pleito de 2020 é a vinda dos empresários Santana do PV, Daniel Américo, os advogados Iran Padilha e Ana Nunes para o grupo do ex-prefeito. Misturados com membros da oposição, os ex- governistas descontentes resolveram assinar um manifesto, jurando de pé e mãos juntas, que lutarão para tirar o coronel Taveira da cadeia. Os demais concorrentes à cadeira de prefeito, Carlos Maia, Airene Paiva, Ricardo Gurgel e Andréia Ramalho preferem manter distância desse grupo liderado por Maurício Marques, pois eles entendem que essa aproximação pode representar junto ao eleitorado o atraso, visto que ainda ronda no imaginário da população parnamirinense que a administração de Maurício foi um desastre e que deixou um rombo de milhões. Os verdadeiros oposicionistas estão discutindo um projeto para melhorar a vida do cidadão e no campo político vem atuando de forma diferente da linha que vem sendo traçada por Maurício Marques. Eles desconfiam que esse manifesto seja uma armadilha para manipular a escolha do nome que irá disputar o pleito em 2020.