Um ano da tragédia de Brumadinho

Padre João Medeiros Filho
Talvez muitos já não se recordem do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro do ano passado. Resultou num dos maiores desastres com rejeitos de mineração, no Brasil. Estava localizada no Ribeirão Ferro-Carvão, a 65 km de Belo Horizonte e classificada como de alto potencial de danos. O citado episódio – além de chocar o país pela agressão à natureza e perda de centenas de vidas humanas – reflete a força de uma mentalidade baseada no lucro e no dinheiro. Vem corroborar a crise do antropocentrismo moderno e suas consequências destacadas na Encíclica “Laudato Sì”. As questões relacionadas com o desenvolvimento econômico e o meio ambiente têm sido amplamente abordadas, ao longo dos anos, pela Doutrina Social da Igreja. Elas exigem atenção especial às políticas nacional e local. O referido documento pontifício afirma: “Os limites impostos por uma sociedade sã, madura e soberana têm a ver com prevenção e precaução, regulamentações adequadas, vigilância sobre a aplicação das normas, ações de controle concernentes ao aparecimento de efeitos não desejados dos processos de produção e oportuna intervenção perante riscos incertos ou potenciais” (Laudato Sì, 177).
O rompimento causou uma devastação de amplas dimensões, sob o prisma ambiental, industrial e humano. É considerado o maior acidente de trabalho, no Brasil. A tragédia de Mariana, de 2015, até então, era a mais grave calamidade ecológica provocada por vazamento de minério. Segundo alguns especialistas no assunto, Brumadinho estará, certamente, no topo das desastres com barragens mineradoras no mundo, possivelmente ultrapassando as de Val di Stava (norte da Itália). Nosso país é destaque na lista de ocorrências do gênero, por contar o maior número de vítimas. Foram catástrofes significativas com perdas humanas irreparáveis e sérios prejuízos ao meio ambiente. Soma-se a elas a ruptura da barragem de Itabirito, em 2014.
Diante dos destroços de Brumadinho deve-se renovar o questionamento: qual é o valor da vida humana, nesta terra de Santa Cruz? Em uma cultura na qual tudo é descartável e fugaz, ignoram-se questões essenciais para a integridade do homem. O egoísmo, a ganância e a indiferença social ofuscam os cidadãos, mormente, certos governantes. Isto ocorre, há décadas, a ponto de não se olhar mais o “homem como a medida de todas as coisas”, segundo afirmativa de Bento XVI. Não se pode repetir indiscriminadamente que falta vontade política às autoridades brasileiras. Isso a sociedade está farta de saber. A eficácia dos governos se faz sentir, quando em momentos difíceis, como aquele, surgem respostas pautadas no bem comum. Projetos de leis, como se sabe, encontram-se engavetados no Parlamento Nacional, por interesses alheios à coletividade. Talvez faltem da parte dos cidadãos cobrança suficiente e pressão constante que levem a uma decisão política, pois “se os cidadãos não controlarem o poder público – nacional, regional e municipal – também não é possível combater os danos ambientais” (Laudato Sì, 179).
A tragédia da Vale do Rio Doce deixa uma marca indelével e uma lição ao Brasil: as ecologias ambiental e humana são inseparáveis. A ética exerce um papel unificador entre ambas. Os direitos inalienáveis de cada pessoa não podem ser desrespeitados e dissolvidos. Toda a sociedade tem o dever de defendê-los e promovê-los. A conscientização e o diálogo para elaborar normas eficazes sobre ecologia serão sempre o princípio e a meta para que outros infortúnios não ocorram. O que aconteceu em Brumadinho, Mariana, Itabirito e outros locais foram calamidades, oriundas da incúria e ganância de empresários, da cumplicidade ou omissão de governantes. A Igreja não poderá ficar indiferente a tais situações. É sério e gravíssimo o rompimento dos valores morais, éticos e humanistas da sociedade brasileira, voltada sobretudo para interesses de grupos econômicos ou ideológicos. Um dia, Deus dirá aos responsáveis, como o fizera a Caim, de acordo com a narrativa bíblica do Livro do Gênesis: “O que fizeste do teu irmão?” (Gn 4, 9). Dom Luciano Mendes de Almeida, quando arcebispo de Mariana, afirmava, de forma profética: “Subestimar e brincar com a vida dos outros é afrontar o próprio Deus”.

Deu bode na eleição. Carlos Maia e Maurício estão no meio do povo

Com potencial de unir a oposição e sem querer ser candidato, o ex-deputado Carlos Maia foi visto passeando pelo mercado velho e conversando com os proprietários dos boxes. O atual presidente da JUNCERN provou um pouco de sua popularidade em Parnamirim, pois por onde passou, recebeu o cumprimento da população, sempre deixando claro que não disputaria campanha em 2020. Aqueles que o abordaram, na ocasião da sua caminhada no centro da Cidade, manifestaram apoio e o incentivaram a enfrentar a disputa eleitoral. Mas Carlos Maia foi direto em reafirmar que o seu compromisso é com o tabelião Airene Paiva, que demonstrou interesse em ser o candidato nesse pleito. Em conversa com amigos mais próximos, o ex-deputado, que obteve a segunda maior votação na cidade na eleição de 2016, não esconde um pouco do seu descontentamento com a decisão do seu grupo, especialmente por não receber apoio para disputar o pleito deste ano, apesar do seu nome ser, provavelmente, o único capaz de unir a oposição em Parnamirim. Outro pré candidato que foi visto no meio do povo, foi o ex-prefeito Maurício Marques, que anda lambendo a rapadura para voltar ao poder. Maurício passou o final de semana no litoral e aproveitou para conversar com veranistas e nativos sobre a situação política do município. Ele falou muito e também ouviu um bocado de coisa sobre as mudanças que vêm ocorrendo no litoral. Um gago que acompanhou de perto a caminhada, disse “Mau, Mau, rí, cio, seria um ótimo vi, vi, vice em uma chapa com Carlos Maia”. O ex-prefeito fingiu que não ouviu, sorriu e foi mergulhar nas águas de pirangi para relaxar.

O gato preto cruzou o caminho da câmara. Isaac Samir vai ou não ser demitido?

O gato preto e a polêmica da reforma da câmara de vereadores em Parnamirim. O jornalista profissional Isaac Samir, conhecido como gato preto, hoje assessor do prefeito Taveira, se meteu em mais uma polêmica. Dessa vez, o homem que passa as madrugadas articulado com lideranças comunitárias e, em muitos casos, desafiando os poderosos, se meteu em uma confusão das grandes. Ele vem, ao longo de sua história, afrontando alguns políticos. Recentemente, para alguns amigos, o gato preto cometeu a maior das suas peripécias, com a milionária reforma da Câmara Municipal de Parnamirim, estimada em cerca de 2 milhões de reais, Isaac vem encabeçando um movimento nas redes sociais, que já mobilizou centenas de pessoas, contra essa obra milionária. Há quem diga que os alvos principais desse movimento são: o presidente da Câmara Irani Guedes e a vereadora professora Nilda. No radar do gato preto ainda está o vereador Gustavo Negócio para o qual já trabalhou como assessor político. Os adversários de Isaac contra-atacam e dissem que essa forma do assessor tratar o assunto, da reforma na câmara, teria um dedinho de pessoas fortíssimas do executivo. Esses fortes estariam interessados no desgastes dos vereadores, principalmente, a professora Nilda que pretende ser candidata a prefeita em 2020, já no caso do presidente Irani Guedes, que vira e mexe dá algumas lapadas no prefeito seu atual chefe, seria uma forma de dar o troco. Isaac nega essa versão e afirma que trata-se de um grito em defesa da população. O gato preto afirma, ainda, que mesmo sem mandato vai exercer o seu papel de cidadão, assim, de acordo com o jornalista Isaac, não há quem temer e seguirá firme até o fim no seu propósito de impedir a obra. Fontes seguras nos contaram que ele espera a interdição da obra pela justiça. Isaac Samir lamenta que todos os vereadores, de oposição e do lado do governo, os legítimos representantes da população panamirinense, silenciaram diante desse fato. O comentário é que Irani Guedes, juntamente com alguns vereadores da base, irão na segunda-feira, pedir a cabeça do gato preto, por entender que um assessor do prefeito sozinho não teria como fazer um rebuliço desse tamanho se não tivesse no mínimo uma mão de pilão ao seu lado. Irani prepare-se para receber um sonoro não do prefeito coronel.

Discussão de suplentes de vereador vai parar na delegacia

O ano eleitoral mal começou e já tem gente trocando “afetos”. Ainda estamos no mês de janeiro, mas as confusões já ganham destaque no cenário político parnamirinense. Os líderes comunitários, João Peres e Rarika, vêm se estranhando ao ponto de João Peres ir parar na delegacia registrar um boletim de ocorrência contra a ex-colega de partido por calúnia. O clima esquentou depois que João Peres resolveu deixar o PP, seguindo as orientações do homem forte do executivo. Esse foi um dos motivos da discórdia. A suplente Rarika não gostou de alguns detalhes dessa mudança partidária e o agrediu verbalmente, com palavras difamatórias, motivando a ida de João a uma delegacia para registrar o ocorrido. Segundo fontes seguras, na próxima semana, teremos mais uma temporada desta série. Fiquem ligados, acompanhem aqui as novidades, não percam.

RN enfrenta surto de esporotricose

Por José de Paiva Rebouças

Especialistas estão preocupados com o crescente número de pacientes e animais infectados com a esporotricose, doença emergente provocada por fungos do gênero Sporothrix. Ao menos 131 pessoas foram diagnosticadas no Rio Grande do Norte, e um óbito foi confirmado. Até recentemente, não havia registro dessa micose por aqui. Hoje, ela se espalha muito rápido por Natal e região metropolitana, principalmente Parnamirim, Extremoz e São Gonçalo do Amarante, mas já foi identificada em Santo Antônio do Salto da Onça.

Epidêmica no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, tendo o maior número de casos confirmados no Rio de Janeiro, a esporotricose começou a dar sinais por aqui em 2015, quando o médico veterinário José Flávio Vidal Coutinho, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Natal, levantou a possibilidade de alguns animais, principalmente gatos, apresentarem ferimentos e sintomas suspeitos.

A confirmação foi feita pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN), a partir de estudos de pesquisa científica do biomédico Thales Domingos Arantes — atualmente professor no Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública IPTSP/Universidade Federal de Goiás — em colaboração com a bióloga, geneticista e supervisora do Laboratório de Micologia do IMT/RN, Raquel Cordeiro Theodoro, do Departamento de Biologia Celular e Genética do Centro de Biociências da UFRN. Em humanos, o primeiro caso foi diagnosticado pela infectologista Eveline Pipolo Milan, do Departamento de Infectologia da UFRN, em outubro de 2016.

Apesar de não haver registros dessa doença no RN até então, pesquisadores já sabiam que a região Nordeste apresentava aumento no número de casos desde 2013, sendo os estados mais afetados a Bahia, Pernambuco e Paraíba. Embora tenha demorado, a doença chegou aqui com muita força. Até agora, a espécie de fungo mais comum encontrado é a Sporothrix brasiliensis, de perfil zoonótico e associado a surtos de esporotricose.

Os pesquisadores Thales Arantes e Raquel Cordeiro coordenam a pesquisa no IMT – Cícero Oliveira

Segundo Thales Arantes, por ter maior patogenicidade, essa espécie de fungo causa lesões mais graves e se prolifera em menor tempo quando comparada a outras, principalmente nos animais. “É importante o controle da esporotricose porque com um gato doente no ambiente doméstico, muito provavelmente, você e/ou algum membro da família irão contrair esporotricose também. As chances são de pelo menos 70%. Por isso, quanto mais rápido o diagnóstico e início do tratamento, menor será a dispersão do fungo no ambiente”, afirma o pesquisador.

O problema maior pode estar nos animais abandonados. Estima-se que pelo menos 150 mil felinos vaguem sem dono pelas ruas do estado, e isso é um sinal de que é muito difícil evitar a proliferação dessa micose. Até agora, 117 gatos foram diagnosticados pelo IMT com a doença, de 195 amostras enviadas, mas certamente o número e muitas vezes maior. “O controle da doença está intimamente ligado ao controle dos gatos”, reforçou Eveline Pipolo.

A médica aponta três preocupações em relação ao surto dessa doença. A primeira delas é o desconhecimento. Apesar de não ser nova no Brasil, é muito recente no RN e muitos médicos daqui a desconhecem. A demora no diagnóstico pode, inclusive, ter sido a responsável pela única morte registrada até agora. O período de incubação da esporotricose é variável, de uma semana a um mês, podendo chegar a seis meses após a inoculação, ou seja, entrada do fungo no organismo.

Infectologista Eveline Pipolo identificou o primeiro caso em humanos no RN – Cícero Oliveira

A segunda relaciona-se ao diagnóstico laboratorial dos casos humanos, que, até o momento, tem sido realizado no laboratório do Professor Guilherme Maranhão Chaves, da Faculdade de Farmácia da UFRN, no âmbito de um projeto de pesquisa. Mas o Estado não fornece os insumos necessários para a realização do diagnóstico confirmatório.

Outra preocupação de Eveline é em relação à garantia do tratamento. “A esporotricose é tratada com Itraconazol, medicamento relativamente caro para pessoas em vulnerabilidade social. Seu custo médio é de R$ 80 mensais, com um tempo de tratamento que varia de três a seis meses, podendo se estender por um ano”, explica. Os pacientes, em geral, têm baixa renda e a maioria são mulheres entre 20 e 60 anos, desempregadas e com gatos em casa.

Atualmente, o Departamento de Infectologia da UFRN, que funciona dentro do Hospital Giselda Trigueiro, está conseguindo que o Ministério da Saúde forneça essa medicação, mas Eveline Pipolo não sabe se, com o crescimento do número de casos, será possível manter esse insumo por muito tempo.

Transmissão e cuidados

De acordo com Eveline Pipolo, a maioria dos pacientes que chega a seu consultório apresenta ferimentos visíveis, costumeiramente devido a mordida ou arranhão de gatos. Apesar de não ser a única, essa é a forma clássica de contrair a doença que também se manifesta em cães, mas em número muito inferior em relação aos felinos.

A infecção pode ocorrer também pelo contato do fungo na pele ou mucosa por meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira e contato com vegetais em decomposição. Nem sempre é preciso estar com uma lesão visível para ser infectado, basta uma microlesão ou uma simples coçada de olho para o microrganismo se instalar. Porém, é preciso esclarecer que só é possível contrair a doença se o solo ou o animal estiverem contaminados.

Thales Arantes alerta que a esporotricose é parecida com outras doenças, como carcinomas e leishmaniose, por isso precisa de um diagnóstico diferencial. Ele recomenda aos tutores que, ao perceberem lesões na pele dos animais, os levem imediatamente ao médico veterinário, ou em casos extremos ao CCZ do município, para que seja feito o diagnóstico.

Os animais com suspeita da doença não devem ser abandonados. Caso o tutor não tenha condições de tratar o animal, ele deve procurar os CCZs para que lá seja feito o encaminhamento correto. No caso de morte dos animais, não se deve enterrar ou jogar no lixo, pois como algumas espécies de Sporothrix são mais geofílicas, ou seja, têm afinidade pelo solo, elas manterão ativo o ciclo da doença. O correto é a incineração do corpo do animal, de maneira a minimizar a contaminação do meio ambiente.

Animais em tratamento devem ficar isolados, geralmente em caixas ou espaços de contenção para evitar espalhar o fungo. A medicação, além de não ser muito barata, precisa ser administrada via oral, o que, geralmente, acarreta traumas como arranhaduras ou mordidas.

O ambiente onde está ou esteve o animal contaminado também precisa ser desinfetado. Recomenda-se o uso de solução de hipoclorito de sódio a 1%, água sanitária ou álcool 70%. Destaca-se a importância da limpeza de todos os espaços e descartar acolchoados, panos ou similares utilizados pelo animal para dormir, brincar ou descansar.

Raiva

Todo paciente que chega ao consultório da médica Eveline Pipolo com suspeita de esporotricose é submetido também ao protocolo de profilaxia da raiva, que é fatal. Não há nenhuma relação entre as doenças ou algum caso associado, mas o serviço de saúde está em alerta porque, em 2019, foram encontrados morcegos e cães infectados pelo vírus da raiva aqui no Estado e as autoridades estão em alerta.

Mortes humanas

Pesquisa realizada no Instituto Oswaldo Cruz, no entanto, confirmou o óbito de 65 pessoas no Brasil entre 1991 e 2015 por causa da esporotricose, 36 deles só no Rio de Janeiro. O Estado, segundo boletim epidemiológico do município teve uma média superior a mil notificações por ano, até 2018, sendo mulheres a sua maioria.

O período de incubação da esporotricose é variável, de uma semana a um mês, podendo chegar a seis meses após a inoculação, ou seja, entrada do fungo no organismo.

Nos animais, a esporotricose geralmente evolui para a morte, principalmente com a demora no início do tratamento. Apesar dos números apresentados, em pessoas, a probabilidade de óbito é muito baixa, mas em 2016, uma artesã de Parnamirim, que trabalhava em Natal, morreu em consequência dessa micose. Ela contraiu a forma mais grave da doença, a pulmonar e, devido demora no diagnóstico, não resistiu.

Além de isolado, esse é considerado um caso muito raro, pois a esporotricose tem cura, se tratada logo e, em alguns casos, pode até evoluir para cura espontânea. Além disso, não existe nenhuma comorbidade que favoreça o desenvolvimento dessa doença, nem mesmo em relação à deficiência imunológica ou doenças crônicas.

“Apesar do registro de uma morte, são raros os casos que evoluem a esse ponto. Geralmente, os casos viscerais estão relacionados com pessoas imunodeprimidas que tenham algum fator predisponente em alto grau, como uma Aids descompensada ou um câncer muito avançado. Ainda assim, há registro de pacientes com doenças graves no qual a esporotricose não avança a ponto de causar a morte”, reforçou a Eveline Pipolo.

Gravidez

No caso de gravidez, não há tanta preocupação com o fungo que, dificilmente cai na corrente sanguínea. A maioria dos casos se manifesta abaixo da pele com progressão linfática. A preocupação, nesse caso, é com a medicação que não pode ser administrada em gestantes, sendo necessário um tratamento específico.

Identificação e origem dos fungos

Identificação molecular aponta qual espécie fúngica está causando a doença – Cícero Oliveira

Para confirmar a existência desta doença, o Instituto de Medicina Tropical da UFRN em parceria com a Universidade Federal de Goiás, recebe amostras de animais suspeitos, encaminhadas pelos CCZs de Natal e região metropolitana. Esse material é inicialmente recebido pela técnica de laboratório Ingryd Câmara Morais (IMT/RN), na sequência os fungos isolados são avaliados pelo professor Thales Arantes (UFG) com apoio da professora Raquel Theodoro (IMT/UFRN).

O trabalho procede com o estudo de identificação molecular, que aponta qual espécie fúngica está causando a doença. No diagnóstico inicial, por cultura, chega-se até o gênero do fungo. Como a esporotricose é causada por várias espécies de fungos de um mesmo gênero, o gênero Sporothrix, a prova molecular leva à identificação da espécie vinculada à doença.

O próximo passo do estudo, coordenado por Thales Arantes, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é identificar a origem dos fungos que causam a esporotricose no RN. A hipótese inicial é que eles tenham sido trazidos no retorno dos migrantes que, em décadas passadas, foram tentar a vida nas regiões Central e Sul do país.

A tarefa começa com o estudo das sequências do DNA desses fungos para que se possa comparar com os bancos de dados disponíveis e identificar as várias espécies do gênero Sporothrix e sua origem em relação a entrada no RN.

(UFRN)

Confusão no AVANTE pode criar problemas para o coronel Taveira. Afrânio abre a boca para manter o grupo unido

O clima anda tenso, quando o assunto é formar grupo para eleição de vereador em Paranamirim. A nova legislação, com o fim das coligações, deu ao chefe do executivo um super poder para fortalecer ou enfraquecer qualquer partido de sua base. A briga nos bastidores é grande, essa semana, divulgamos o fortalecimento do PP e, em poucas horas, a ordem veio para esvaziá-lo, parte dos integrantes do grupo do PP mudou a rota e desembarcou no AVANTE. Com isso, toda confusão também foi transferida e ampliada quando alguns suplentes descobriram que estão sendo usados como esteira, pelo chefe de gabinete do prefeito Woney. A confusão foi tanta que obrigou um dos integrantes do AVANTE a abrir a boca e mostrar parte da realidade aos filiados. Afrânio, do parque industrial, que tem interesse em fortalecer a sua legenda foi direto ao assunto e disse quem manda na agremiação partidária não é ninguém do executivo. O suplente Afrânio postou um áudio, no grupo de Whatsapp, para os filiados e, na conversa, jogou duro com o coronel Taveira. Mas, um candidato a vereador que também tem cargo na prefeitura, disse que esse desabafo faz parte da estratégia de Afrânio para manter o grupo unido e depois entregar o bolo pronto para o coronel. O vaza jato teve acesso ao áudio, registrou que a língua grande do negão destilou veneno para todo lado e, desta vez, nem o blog escapou.

 

Nobreza, clero e renúncia

Padre João Medeiros Filho
A partir de Bento XVI, presencia-se um esfumaçar das pompas, ouropéis e certos rituais. Isto marcará o século XXI. Há uma mensagem subjacente: a felicidade não está, no poder, na aparência, no luxo ou nos bens materiais. Inicia-se um novo ciclo, descortinam-se outros tempos. Nada melhor que refletir sobre alguns eventos destas duas últimas décadas. Quem imaginaria um papa abdicar da Cátedra de Pedro? Alguém poderia pensar em membros da família real britânica renunciando às suas funções? Ou um “Papa do fim do mundo” provocando uma reviravolta pautada na simplicidade? Tais atitudes pedem às pessoas que se abstenham das frivolidades. Há personalidades que não suportaram os papéis que lhes foram atribuídos nesse teatro social. Decidiram demonstrar que tal estilo de vida não as tornava felizes nem as realizava como seres humanos. Os holofotes cegam e, muitas vezes, ofuscam o farol, posicionado no alto da montanha para indicar os caminhos. Há quem possua o mundo inteiro, mas permanece com o desejo de sol e chão. Cansaram de luzes artificiais de uma vida sem propósitos e vazia de sentido.
Em tais decisões, esconde-se uma sede de simplicidade, numa época em que imperam o culto à imagem e ao materialismo. Bento XVI demonstra estar tranquilo e feliz. Com o tempo, por conta de seu temperamento, afazeres e responsabilidades, Ratzinger acabou levando um tipo de vida que não imaginava para si. Sempre deixou claro que gostaria de terminar seus dias, fazendo aquilo de que mais gosta: escrever e pesquisar, com o fito de partilhar seus conhecimentos. Acabrunhado sob o peso do pontificado não conseguia sensibilizar o mundo, com suas ideias e convicções.
Segundo alguns críticos, o filme “Os dois papas” não retrata com exatidão certos momentos e aspectos da personalidade do Pontífice emérito. Ele não via no estudo algo que o afastaria de sua missão, e sim como parte dela, uma atividade na qual poderia ser ele mesmo e, assim, contribuir para o bem da humanidade. Quando alguém não é verdadeiro, mente a sua consciência e aos outros, negligenciando sua vocação. Aliás, ser autêntico é uma das grandes dádivas divinas. Rabindranath Tagore afirma que “cada ser humano é uma obra prima de Deus, que não se repete”. Negar-se a si mesmo é trair o Criador. O resto não passa de vento, ilusão…
Numa decisão existencial, Harry e Megan, duque e duquesa de Sussex, resolveram abandonar o glamour da Corte. Disseram sim à vida comum e não aos protocolos da realeza e certas regalias. A vida também pode ser fascinante e rica de aprendizagem, além dos muros palacianos, das pseudoproteções e círculos fechados. Alguns culpam Megan. Velha e triste mania de acusar ou condenar os outros, especialmente os mais frágeis. Isso já se fazia sentir na origem da criação, na metáfora bíblica de Adão e Eva. Quem tenta humanizar, não sai ileso de acusações. Cristo pagou o alto preço de sua simplicidade. “Não é este o filho do carpinteiro”? (Mt 13, 33).
A verdade é que muitos não abrem mão das comodidades e do supérfluo. Têm medo de se arriscar. Chesterton afirmava que “a coisa mais extraordinária do mundo é um homem comum, uma mulher comum e filhos comuns”. A humildade e o viver simples incomodam, pois revelam, por vezes, o vazio de muitas existências. Alguns tentam compensá-lo com o fausto e as pompas. Mordomias e facilidades sepultam, não raro, muitas autoridades, seja leigos, seja eclesiásticos. Voltar à realidade é exercício cotidiano para construir um novo tecido civilizatório, na contramão de falsas lideranças e escolhas nefastas em instâncias ou instituições. É urgente considerar a necessidade de modificar esquemas e métodos daqueles que se apegam aos privilégios, passando por cima do bem comum. Desafio e exigência: adotar a vida simples, sem temer suas consequências, acalentando o sonho de transformá-la. É preciso ter a coragem sábia do despojamento, promovendo a fraternidade, a justiça e a paz. Cristo chama a atenção para as veleidades humanas: “Olhai os lírios do campo, como crescem. Não tecem nem fiam. No entanto, eu vos digo, nem Salomão no apogeu de sua glória se vestiu como um deles” (Mt 6, 28-29).

Caneta azul de Woney começou a funcionar e o canibalismo eleitoral entre PP e AVANTE racha a base Taveira

Diz o ditado que alegria de candidato dura pouco. Estava tudo organizado, parecendo bom demais para ser verdade, os suplentes estavam bem acomodados na gestão do Coronel, afirmando que não aceitavam a interferência de vereadores em seus planos políticos, ou seja, não queriam vereadores metendo o bedelho na vida deles, parecendo gente de grande envergadura. Até aí tudo bem, mas a gota d’água foi o veto aos nomes de Woney, Karina Figueiredo, Thiago Fernandes, Afrânio Bezerra e Eurico da Padaria Japão para entrarem nas fileiras do Partido Progressista(PP) em Parnamirim. A máquina foi acionada, o recado foi dado e bem compreendido: ” Quem ficar no PP será tratado como oposição”. A primeira baixa no PP foi o líder João Peres que já comunicou o desligamento do grupo e migrou para o AVANTE. A suplente Rarika Bastos deixou claro que hoje o PP foi vítima do “toma lá, dá cá” e entrou na feira livre, de quem dá mais é quem leva. Por meio da nossa produção, este canal de comunicação teve a confirmação da saída de João Peres, um dos idealizadores do projeto político do PP em Parnamirim. Segundo a fonte Vaza Jato, a ordem é acabar com o projeto do PP e o próximo a sair será o suplente Vavá Azevedo, que já teria recebido o recado da administração. A mensagem deixa claro que o vereador Binho é quem irá para dentro de Cajupiranga com toda estrutura da prefeitura. Já a suplente Rarika alimenta a estratégia de expor quem está deixando o grupo, mantendo o discurso de ” Novo e honesto”, além de dar pilha para encarecer a campanha de quem deixou o PP. Estamos atentos aos bastidores da política parnamirinense e este canal de comunicação continua aberto para ouvir a todos.

Três nomes se apresentam para disputar a cadeira de prefeito

Com a desistência da processe candidatura de Andréa Ramalho, a prefeitura de Parnamirim, surgiram nomes para ocupar esse espaço no pleito de 2020. O clima esquentou na cidade. Muitos são os pré-candidatos que tentam viabilizar seus nomes. O galeguinho dos olhos azul vem com toda força para enfrentar o coronel Taveira. Gildásio Figueiredo, ex-vereador diz estar preparado para administrar Parnamirim, ele confia na reciprocidade do grupo liderado pela ex-candidata Andréa. Em paralelo, quem está correndo por fora e, também, bastante experiente é o engenheiro Walter Fernandes, ex-diretor do DNIT e homem forte do bacurau nos tempos de Agnelo Alves. Detalhe, Walter Fernandes, pertence ao PDT e recebeu o aval do diretório estadual para continuar o trabalho iniciado por Andréa Ramalho. Um outro nome que surge nos bastidores da política de Parnamirim, é o dá Dra. Anna Nunes, advogada que tem uma participação voluntária em diversas ações e movimentos populares, contemplando assim os requisitos da nova política. Os três lutam por suas candidaturas junto ao eleitorado. Vamos esperar para ver quem vai até o final dessa disputa.

Padre Sátiro, um ícone da educação

Padre João Medeiros Filho
Cabem com precisão na vida de Padre Sátiro Cavalcanti Dantas os versos de Dom Carlos Alberto Navarro, inspirados no Salmo 23/22: “Sou bom pastor, ovelhas guardarei, não tenho outro ofício nem terei, quanta vida eu tiver, eu lhes darei”. No dia 22 de janeiro, Mossoró cobrir-se-á de uma névoa densa de preces de louvor e gratidão, proclamando as maravilhas do Senhor pelos 90 anos de existência do memorável Padre Sátiro. Este poderá evocar as palavras de Cecília Meirelles: “O tempo que navegaremos não se pode calcular. Mas, a beleza da vida é inefável”.
Sacerdote de grandes virtudes, dinâmico e pródigo de realizações, Padre Sátiro é antes de tudo um místico. Dialoga no âmago de seu ser com o Infinito de Deus. Profundo conhecedor da obra teológica de Santo Agostinho, tocado pela sua espiritualidade, balbucia preces na capela do Colégio Diocesano Santa Luzia. Ali, conversa com Deus na quietude das primeiras horas do alvorecer. Acredita, como Exupéry, que “no silêncio alguma coisa irradia”. E assim pensando, fez erigir o Mosteiro das Clarissas. Certa feita, dissera-nos descontraidamente, em seu gabinete: “O que tenho ou recebo, nada é meu; tudo não passa de um empréstimo de Deus. Pertence aos seus filhos. Para eles deve retornar”.
Sempre foi imbuído da esperança, qual uma estrela em sua vida. E tem razão Mário Quintana, quando proclama: “Se as estrelas parecem inatingíves, não é motivo para não desejá-las”. Nutrido por tais sentimentos, aliados à sua fé e coragem, conseguiu estadualizar a atual Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, uma utopia para muitos. Seguindo as pegadas de Cristo, atravessou águas turvas e caudalosas da burocracia e da política, tornando o sonho em realidade.
Das nove décadas vividas, seis foram dedicadas à educação dos mossoroenses, que justa e merecidamente o cultuam como sacerdote e mestre. É notório seu amor pelo Diocesano, hoje acrescido da Faculdade Católica, sua filha caçula, sacramento terreno da Igreja, Mãe e Mestra, na expressão do Vaticano II. Convém ainda ressaltar, dentre suas obras, a Rádio FM 104 Santa Clara, a Escola Erondina Cavalcanati Dantas (em homenagem à sua mãe), o Centro de Evangelização Madre Maria Cecília, presença eloquente de Deus junto aos devotos da Virgem de Siracusa, especialmente os mais carentes.
Padre Sátiro é, sobretudo, um verdadeiro sacerdote, homem do Divino e do Sagrado. O presbítero deve ser profeta e poeta. Por isso, falou sempre em nome de Deus, exercendo o múnus profético. Espelhou em sua vida e realizações as belezas divinas, revelando a sua força poética. É marcante o seu amor à Igreja e a Maria. O poder, o prestígio e a ciência não o afastaram dos sacrossantos misteres. Como a Virgem Santíssima, “guardava em silêncio os acontecimentos, meditando-os em seu coração” (Lc 2, 19). Em 1954, Ano Santo Mariano, centenário da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, obteve o beneplácito da ordenação sacerdotal.
Ingentes e palpáveis são seus gestos de fraternidade e solidariedade com todos. A muitos estimulou espiritual e intelectualmente. A quem necessitava de ajuda, ele acorria. “E repartiam os bens e não havia necessitados entre eles” (cf. At 2, 45; 4, 34), descreve Lucas, narrando os primórdios da Igreja. A quantos alunos carentes concedeu bolsas de estudos! Contribuiu para a formação de muitos leigos, religiosas e sacerdotes.
Seu valioso contributo como sacerdote e educador ficará registrado na história da diocese de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Sua passagem pelo Conselho Estadual de Educação é vivamente sentida. Vários documentos e normas trazem a sua marca. Porém, o que vale mais é seu amor à Eucaristia e ao Evangelho. Qual outro Pedro, respondendo ao Mestre, quando instado, se iria abandoná-lo, afirma: “A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida?” (Jo 6, 68). De postura ecumênica, nosso homenageado lembrou-nos certa feita, antes da novena de Santa Luzia, em 2007: “Deus dotou seus filhos de asas, mas nós queremos criar gaiolas”! Padre Sátiro é imortal, não apenas por ser membro da AMOL e da ACJUS, mas pela grandeza de sua vida e nobreza de sua alma!

Pastor Alex assume postura de oposicionista ao Governo Taveira e faz várias denúncias

Depois passar todo esse período na base de sustentação do prefeito. O vereador Pastor Alex(SD) iniciou o ano de 2020, mostrando o alagamento que fica na divisa dos bairros de Bela Parnamirim e Santa Tereza. Ocorre que o problema existe a mais de 25 anos, mas só agora, o vereador Pastor Alex no último ano do mandato, precisando mostrar serviço, descobriu o problema e foi lá mostrar a situação. Na denúncia, teve de tudo, morador criticando o prefeito Taveira, reclamando do aumento do IPTU, sem fazer a drenagem necessária para evitar os alagamentos, etc. Essas denúncias são necessárias, porém, na parte política, isso mostra um claro rompimento do vereador Pastor Alex, da base governista de Taveira, iniciando sua caminhada de retorno a oposição. Um fiel escudeiro, que ocupa uma cargo de primeiro escalão, afirmou que Taveira está cheio de inimigo político como esse na administração. O vereador era para está denunciando essa situação desde o início do mandato, mas preferiu manter alguns cargos no executivo e só agora abriu os olhos e a boca. Milagre de um ano eleitoral.

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Assessores do presidente do Senado receberam R$ 20 mil em diárias durante o recesso parlamentar

 

Quatro assessores de Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, receberam em dezembro um total de R$ 20 mil de diárias durante o recesso parlamentar, diz o Estadão. A equipe foi paga para assessorar o presidente do Senado em Macapá, até mesmo quando Alcolumbre estava, na verdade, em Brasília.

“No dia 27 de dezembro, por exemplo, Alcolumbre postou em suas redes sociais que havia passado o dia em Brasília resolvendo questões de seu Estado. Apenas no dia seguinte, um domingo, dia 28, ele voltou ao Macapá. Os dois assessores receberam R$ 1.276,17 em diárias para assessorar o senador “em viagem oficial no Amapá” naquele dia 27, mesmo com o parlamentar em Brasília. Dois policiais legislativos do Senado também receberam o mesmo valor, com a mesma justificativa.”

(O Antagonista)

Governadora manda padre tirar a batina e correr atrás de votos para oposição em Parnamirim

O padre Murílo recebeu da governadora Fátima Bezerra uma missão, unir a oposição. Preocupada com a pouca articulação no município e vendo o prefeito Taveira correr sozinho sem ser incomodado por ninguém. Fátima Bezerra determinou que o padre tirasse a batina e caísse em campo para apresentar uma chapa competitiva para derrotar o coronel em Parnamirim. A primeira parte da missão já foi cumprida uma grande reunião foi realizada na casa do padre e vazou para o blog do GM. Estavam presentes, Maurício Marques, Airene Paiva, Ricardo Gurgel, Professora Nilda, Joseane do PT, Pinto Jr, Santana do PV e os ausentes Daniel Américo e Iran Padilha que justificaram o não comparecimento. Segundo um integrante, que preferiu não ser identificado, o sossego de Taveira acabou todos se comprometeram em apoiar quem for o melhor nome para vencer a eleição. Ricardo Gurgel confirmou o convite que recebeu para ser secretário, mas deixou claro que seguirá na oposição, mesmo tendo alguns dos seus familiares ocupando cargos comissionados na administração municipal. Maurício fez um discurso forte e confirmou pela primeira vez que disputará o próximo pleito, na condição de candidato pela oposição, entretanto para derrotar Taveira ele faz qualquer negócio, inclusive não disputar nenhum cargo. O clima era de muita alegria e entusiasmo, pois o padre assumiu o comando dos encontros da oposição em Paranamirim. A vaza a jato, visitou os corredores da casa paróquia e ouviu uma conversa, em tom de cochicho, do padre Murílo com o ex-prefeito Maurício Marques, deixando claro que a outra determinação da governadora Fátima Bezerra é procurar o deputado estadual Kleber Rodrigues, filho do prefeito Severino, de Monte Alegre, para pressionarem a vice-prefeita Elienai Cartaxo a mudar do bloco de Taveira e seguir para a oposição. O padre ficou responsável de fazer esses contatos em Monte Alegre. Um outro detalhe, os interlocutores da governadora vão criar espaço estratégicos dentro do governo para acomodar algumas lideranças, a fim de fortalecer o bloco oposicionista e os primeiros da lista são Ricardo Gurgel e Elienai Cartaxo.

Executivo articula candidatura para beneficiar o prefeito

O executivo luta para produzir uma candidatura com o intuito de rachar a oposição parnamirinense. Essa estratégia foi utilizada no pleito passado e deu certo. Agora, o prefeito Taveira quer copiar o seu antecessor, ex-prefeito Maurício Marques, que criou uma terceira força para o beneficiar o coronel, chegando a ajudar até com estrutura para o candidato da terceira força ter condições de colocar o bloco na rua. E, claro, retirar os votos da oposição. Taveira gostou tanto dessa técnica que vai tentar repetir em 2020. Dessa vez, o escolhido será um membro do grupo de Andréa Ramalho que não ameaçaria à reeleição do coronel e, ainda, desmontaria os oposicionistas, instalando um caos no grupo que tenta uma união. Esse assunto ainda está sendo mantido em sigilo pela cúpula do executivo, mas várias pesquisas para consumo interno já foram realizadas, projetando cenários com vários nomes e, pasmem, tudo está sendo conversando para o lançamento de uma nova candidatura, que terá as benção da caneta azul. Quem será o escolhido para exercer esse papel? Essa figura enigmática precisará se apresentar como oposição e beneficiar o governo. A senha dessa charada atende pelas cores verde e azul.

O calor do veraneio esquenta a política de Parnamirim

O veraneio sempre criou condições de diálogo e, tradicionalmente, os alpendres são utilizados para os políticos se distraírem com os bate-papos animados, sobre os diversos cenários do quadro político atual. Nesse clima de ânimos mais amenos, o radicalismo perde força e os acordos são fechados. Vejamos como anda alguns candidatos: o coronel é só alegria, pois tem um vasto material de consumo interno que lhe coloca nas alturas, além da desistência da candidatura de Andréa Ramalho. A professora Nilda está bem, mas precisa ter coragem de deixar a sua reeleição, quase garantida para enfrentar a poderosa estrutura do poder. Restam as candidaturas de Daniel Américo que está de olho nos partidos com fundo eleitoral gordo. Já o ex-prefeito Maurício Marques tem como respaldo sua vivência na administração pública. Por outro lado, temos o tabelião Airene Paiva que anda cauteloso, mas já conversou com o blog e colocou uma data limite para uma definição, entretanto vale considerar que ele parece estar esperando as definições dos outros postulantes, com o intuito de tentar unir os grupos em torno do seu projeto. “Até março, saberemos onde as postulações estarão, em quais partidos”. Enquanto isso, o eleitor nem pensa em política, fica só esperando as pedras grandes se acomodarem para depois se definir.