A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou nesta segunda-feira (27) a maior apreensão única de cocaína da sua história. Foi 1,86 tonelada da droga, encontrada em um caminhão-tanque em Sidrolândia (MS). O condutor, um homem de 44 anos, foi preso na operação.
O condutor disse que foi contratado por R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para transportar a cocaína do município de Jardim/MS para Campo Grande/MS, e que receberia ainda o veículo como parte de pagamento. Ele disse ainda que entregaria a droga para uma pessoa desconhecida em um posto de combustível em Campo Grande.
Os responsáveis por encontrar a droga no caminhão foram os cães de faro K9 Thor e K9 Amélia. Segundo a PRF, o prejuízo ao crime organizado com a apreensão é estimado em 354 milhões de reais.
A ex-primeira-dama, agora presidente do PL Mulher, pretende viajar pelo país para incentivar candidaturas femininas para as próximas eleições
Michelle Bolsonaro (foto, ao lado de Valdemar Costa Neto) foi ao Instagram hoje anunciar que realizará uma turnê política pelo país. A ex-primeira-dama, agora presidente do PL Mulher, pretende viajar pelo país para incentivar candidaturas femininas.
“Vamos trabalhar, vamos viajar por todo o Brasil com a pauta da mulher, com a pauta da mulher com deficiência, da mãe rara e o engajamento também da mulher na política. Nós queremos estimular isso em todas as mulheres do Brasil”, disse Michelle, em mensagem postada há pouco.
A fome é um mal, que persegue a humanidade, há milênios. No Brasil, Josué de Castro debruçou-se sobre o problema nas décadas de 1930-1950. Deixou-nos um legado de importantes estudos, dentre eles: Geografia da Fome e Geopolítica da Fome. Definiu-a como “sucessora da escravidão, interessando a novos senhores.” Nos idos de 1960, ouviu-se o clamor de Padre Joseph Léon Lebret, frade dominicano francês, organizador do Instituto Internacional de Pesquisa e Formação em Educação e Desenvolvimento. Ali, fez reiterados apelos contra as desigualdades sociais, enfatizadosnumafrase lapidar: “No mundo atual, de três pessoas que vão a óbito, duas morrem de desnutrição e uma de indigestão.” Seu pensamento repercutiu muito no Concílio Vaticano II e suas ideias chegaram ao RN, graças à fulgurante inteligência de Otto Guerra e ao zelo pastoral de Dom Eugênio Sales. De lá para cá, sobejam discursos demagógicos e ações paliativas, buscando minorar esse drama humano. Citam-se estatísticas inexatas (fruto da retórica de palanques)sobre os famintos no Brasil. Candidatos e autoridades empunham tal bandeira, que tremula há decênios no horizonte de nossa pátria.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou este ano a Campanha da Fraternidade sobre essa temática. Seu objetivo é sensibilizar a sociedade para enfrentar esse flagelo, que vitima uma multidão de indefesos. A Igreja inspira-se no exemplo de Cristo na multiplicação dos pães. O lema da Campanha é a frase evangélica: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). Aliás, é a terceira vez quese aborda esse tema na Campanha da Fraternidade: em 1975, 1985 e 2023. Ela pretende ser uma aplicação prático-social da caridade e do Evangelho. “A fé sem as obras é morta” (Tg 2, 26).Cristo ensina aos discípulos a metodologia da ação: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). No coração de Jesus, nunca habitou a indiferença. Ele sempre teve compaixão de todos. Sensibilizou-se e pediu aos seguidores que fizessem o mesmo. É assim que se deve agir. Não seria a venda de uma pequena quantidade de cinco pães e dois peixes, conforme alguns discípulos sugeriram (cf. Mt 14,17). O caminho é outro. Trata-se de viver a solidariedade.
A fome, além de uma tragédia, é uma vergonha. Como aceitar que no Brasil, considerado celeiro do mundo, haja tanta fome? Esta não é apenas um problema político, mas sobretudo ausência da verdadeira caridade, em que a consciência da fraternidade deveria sobressair. “Político algum vai resolvê-la, pois carece do verdadeiro sentimento de fraternidade”, afirmou Dom Helder Câmara. E Monsenhor Expedito Sobral arrematou: “Os políticos nãoirão solucionar o drama da fome, pois padecem da ausênciade caridade. Neles,a prioridade reside em seus interesses partidários e conveniências pessoais.” A teimosia evangélica do “Pároco do Potengi” (Mons. Expedito)fez os governantes lutarem para acabar com o problema da escassez de água. Nas grandes secas nordestinas mostrou que a indigência alimentar é também um assunto de Igreja. Exige criatividade e ação. Eis a postura de Cristo no episódio da multiplicação dos pães. Ele não fez discursos teóricos diante da multidão faminta. Não saiu pela tangente, afirmando que não seria um problema seu, mas competia às autoridades civis. Mandou seus discípulos agir. A falta de pão é um contratestemunho. Ignora a dignidade humana. Dom Luciano Mendes de Almeida comentava que o Brasil padece de um grande paradoxo e equívoco: “Os cristãos pensam que os políticos vivem o Evangelho. Os políticos acham que os cristãos, pregando a caridade, os isentam deações concretas em favor do povo.”
A carência de comida é um desafio eclesial e socioeconômico, que nos toca profundamente. É um dos resultados mais cruéis da desigualdade humana. A existência de um só faminto torna-nos injustos. Mas, a falta do alimento é também metafórica. Há sem dúvida, fome de Deus, desejo de estar com Ele, participando de seu amor e misericórdia. O Brasil de hoje está faminto de paz, verdade, respeito, concórdia e união. Jesus, rosto da comiseração do Pai, quer entrar em nossos corações para nos ajudar a buscara fraternidade e a glória de Deus. No Juízo Final,o Senhor cobrará de todos, mormente daqueles de poder decisório: “Tive fome e não me destes de comer” (Mt 25, 35).
A secretária Municipal do Idoso e da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Saúde do município comunicam que já está normalizado a entrega de fraudas e dos suplementos alimentares para idosos e crianças PCD’s. A distribuição será feita nas respectivas secretárias, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 16h.
O Prefeito de Natal Álvaro Dias irá realizar uma viagem administrativa para Portugal, onde irá participar do BTL – Bolsa de Turismo Lisboa, e vai se afastar do comando do executivo durante 10 dias.
Álvaro irá trazer várias experiências na área do turismo e energias renováveis.
A vice-prefeita Aíla Ramalho também estará fora da cidade em uma viagem anteriormente agendada.
Com isso, assumirá o cargo de Prefeito de Natal o presidente da Câmara Ériko Jácome.
No Legislativo, o comando ficará nas mãos do vice-presidente vereador Hermes Câmara.
Documento confidencial da inteligência do Departamento de Energia foi revelado neste domingo pelo Wall Street Journal
Relatório confidencial da inteligência do Departamento de Energia dos Estados Unidos, revelado neste domingo (26) pelo Wall Street Journal, afirma que o vírus da Covid provavelmente surgiu do vazamento de um laboratório na China.
Entregue à Casa Branca e aos principais membros do Congresso dos EUA, o documento representa uma mudança de posicionamento do departamento.
A conclusão, considerada de “baixa confiança” pelo próprio órgão, coincide com o que defendeu o FBI em um documento de 2021. O bureau já indicava uma “convicção moderada” sobre essa possibilidade.
Outras quatro agências do governo americano e um painel nacional de inteligência, porém, ainda julgam que a pandemia foi provavelmente o resultado de transmissão natural.
Apesar das divergências, o relatório traz um consenso de que a Covid não foi resultado de um programa chinês de armas biológicas.
O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, comentou a reportagem e disse à CNN americana que não há ainda “respostas definitivas” sobre a origem do vírus.
“Se obtivermos mais informações, iremos compartilhá-las com o Congresso e com o povo americano. Mas, agora, não há uma resposta definitiva que surgiu da inteligência sobre esta questão”, afirmou.
O centro de Educação Infantil Hamilton Júnior é uma das unidades de ensino de São Gonçalo do Amarante que foram recentemente reformadas pela prefeitura.
O prefeito Eraldo Paiva conversou com a diretoria e também com a secretária municipal de educação sobre outras necessidades da escola, firmamos um compromisso para atender as demais demandas do centro de Educação Infantil Hamilton Júnior.
O prefeito Eraldo, entende os desafios da educação, mas reafirmou que tem que existir diálogo para superar os desafios da gestão pública na área educacional.
Por estesprimeiros dias de 2023, foi divulgado na imprensa – e acredito que a comunidade jurídica e os empresários do país tenham dado conta – uma importante decisão do Supremo Tribunal Federal no campo do direito tributário, mas que se mistura também com questões de direito constitucional e do chamado direito intertemporal. Essa decisão foi dada nos recursos extraordinários com repercussão geral RE 955227 (Tema 885) e RE 949297 (Tema 881).
Basicamente, como informa o próprio site do STF, o seu Plenário, à unanimidade, “retirou privilégio de contribuintes que não pagavam o tributo baseados em decisões [de outros órgãos jurisdicionais e até transitadas em julgado] que, equivocadamente, consideraram inconstitucional a cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)”. Deixou agora mais que claro o STF que, “desde 2007, quando o Tribunal então validou esse tributo”, todos os contribuintes já deveriam pagá-lo. As empresas deveriam ter passado aassim fazerou no mínimo ter provisionado recursos para esta finalidade.“A insegurança jurídica não foi criada pela decisão do Supremo. A insegurança jurídica foi criada pela decisão de, mesmo depois da orientação do Supremo de que o tributo era devido [de 2007, frise-se], continuar a não pagá-lo ou a não provisionar. (…) A partir do momento em que o Supremo diz que o tributo é devido [e disse isso já em 2007, repita-se], quem não pagou ou provisionou fez uma aposta”, completou o ministroLuís Roberto Barroso.
Uma questão de imensa relevância – quetem preocupado tanto os juristas do common lawcomo os do civil law, dada a presença cada vez maior de precedentes vinculantes nos sistemas jurídicos vinculados a essa segunda tradição, como é o caso do sistema brasileiro – diz respeito à eficácia temporal da decisão que anuncia um novo precedente, revogando (ou, pelo menos, modificando) a regra de um precedente anterior de orientação diversa. Os efeitos desse novo precedente seriam retroativos ou prospectivos? E em que termos?
Para se ter uma ideia da importância do questionamento, o reconhecimento da existência de efeitos retroativos, numa decisão que anuncia um novo precedente que revoga um precedente anterior de orientação diversa, implicaria, pelo menos potencialmente, afetar, de um modo ou de outro, fatos e atos jurídicos já realizados sob a égide da anterior orientação jurisprudencial.
É questão, portanto, de grande relevância, sobretudo porque as pessoas, em sistemas baseados na vinculação aos precedentes judiciais, como é o caso dos sistemas inglês e americano, e vemse tornando o caso do Brasil, pautam suas condutas de acordo com o que os tribunais afirmam, em suas decisões, ser o “direito”. A verdade é que, usando as palavras de Victoria IturraldeSesma (em “El precedente en el common law”, Civitas, 1995), “as decisões geram expectativa a respeito de direitos e obrigações e as partes orientam suas ações em função delas. Se a sociedade fosse estática e os tribunais infalíveis, isso apresentaria poucos problemas; mas como as coisas mudam e os tribunais equivocam-se, os juízes enfrentam frequentemente o dilema de fomentar as expectativas de uma mudança jurídica ou seguir uma decisão antiquada”.
Inclusive, lembra E. Allan Farnsworth (em “Introdução ao Sistema Jurídico dos Estados Unidos”, obra traduzida e publicada pela Forense na década de 1960), tendo por ponto de vista o direito americano, que “por vezes os Tribunais, a fim de não perturbarem as transações intervenientes, têm recusado reformar uma decisão anterior e estabelecer a invalidade da transação, mas não obstante têm expressado sua desaprovação ao precedente e proferido a advertência de que não será seguido no que se refere às transações feitas após a decisão”.
Para finalizar, voltando à recente decisão do STF, embora o tema seja polêmico, acredito que o Tribunal teve bastante cuidado ao ponderar os aspectos temporais da sua decisão e as suas consequências. Vide as observações feitas nesse sentido pelos seus integrantes, sobretudo o ministro Barroso, nos autos e com posterior repercussão nos meios de comunicação de massa. E tem razão o STF ao afirmar que a decisão de 2023 não é retroativa. Na verdade, ela apenas reafirmou a decisão de 2007, esta sim que firmou o marco da constitucionalidade da CSLL, dando/explicitando para essa (a decisão de 2007), a bem da verdade, um caráter até prospectivo (de 2007 em diante).
Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Em suas redes sociais, o prefeito Eraldo Paiva anunciou que o ano letivo 2023 terá início no dia primeiro de março.
Os alunos chegarão para estudar com as escolas estruturadas, fardamento e material escolar em dia. Para o prefeito Eraldo Paiva, esse reencontro entre professores e alunos será importante para a construção do conhecimento e o engrandecimento de toda cidade.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, defendeu nesta 6ª feira (30.dez.2022) a manutenção da desoneração dos combustíveis, que termina em 1º de março. Segundo a deputada, antes de suspender a medida é preciso definir uma nova política de preços para a Petrobras. “Antes de falar em retomar tributos sobre combustíveis, é preciso definir uma nova política de preços para a Petrobras. Isso será possível a partir de abril, quando o Conselho de Administração for renovado, com pessoas comprometidas com a reconstrução da empresa e de seu papel para o país”, escreveu Gleisi em seu perfil no Twitter. …
A deputada federal afirmou que a política de preços atual foi implantada “pelo golpe”, o que faz o povo pagar em dólares por gasolina e diesel que são produzidos no Brasil em reais. “Impostos não são e nunca foram os responsáveis pela explosão de preços da gasolina que assistimos desde o golpe e no governo Bolsonaro/Guedes. Não somos contra taxar combustíveis, mas fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”, disse a congressista. Editada no governo de Jair Bolsonaro (PL), a medida provisória de desoneração de combustíveis foi prorro…
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, com a estátua da Justiça
Indicação dos ministros é um dos maiores poderes do presidente –e a pretensão é que sempre seja uma escolha democrática, escreve Kakay
“A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais.”
– Winston Churchill
Se Hemingway tivesse escrito sobre Brasília, iria, parafraseando sobre Paris, dizer que Brasília é uma festa. Claro que não sob o olhar da cidade única que é Paris. Mas Brasília encanta os incautos e vive, permanentemente, de uma falsa ilusão de poder. Triste para quem acredita que a proximidade do poder é poder; e mais triste é quem se apega à sua efemeridade. Essa é a regra de quem vem para a capital do país com a expectativa de ter ou viver o tal poder.
Lembro-me de uma noite, em 2002, 1ª eleição do Lula, na famosa Academia de Tênis –lugar onde moravam os novos donos do poder, já quebrou e fechou, por sinal–, quando estávamos conversando eu, o Lula, o Zé Dirceu e o Márcio Thomaz Bastos. Dezembro, Lula recém-eleito, e a discussão era sobre cargos, quem iria indicar quem e quem seria ministro. O Márcio, ministro da Justiça já escolhido, meu irmão querido, perguntou no meu ouvido: “qual cargo você gostaria”? E eu respondi: “Gostaria de ser ex-ministro do Supremo”.
Não há nessa resposta absolutamente nenhum desdém ao poder e muito menos ao Supremo Tribunal. O que, às vezes, as pessoas não entendem é que o ministro do STF é um juiz, e tem advogado que jamais seria juiz. É uma opção de vida. Se eu fosse magistrado, seria como o indigente intelectual do Moro: parcial. Logo, não posso nunca ser juiz. Como advogado, posso e devo ser parcial. O que a advocacia me deu de mais precioso foi ter voz, inclusive para criticar o Supremo. E o presidente da República.
Agora, Brasília vive novo momento efervescente sobre os cargos do poder. No Judiciário, especialmente no Supremo, é muito interessante observar o que está acontecendo nos bastidores da República. Aqueles que viraram as costas para os absurdos do então herói Moro, que se encostaram no poder da Lava Jato, que fecharam os olhos para os abusos do próprio Supremo, que se acovardaram para ganhar dinheiro e prestígio e que apoiaram as delações, esses áulicos e hipócritas, agora, querem sentar na janela. Bem como pretendem ocupar o poder e, no mínimo, serem ouvidos. Calados, quando a democracia e o Estado democrático de direito precisavam deles, ficaram acobertados pelo manto da covardia ou da pusilanimidade. Mas se escorregam como cobras prontas a mudar de pele pelo poder.
Quando o Lula foi preso, covarde e injustamente, esses operadores do direito defendiam a ordem imposta por um Judiciário, em parte, cego e subserviente a uma elite anti-Lula e a uma imprensa que conhecemos bem. Agora, são todos democratas e ávidos pelo poder.
Quando ajuizamos as ações diretas de constitucionalidade, que foram as que determinaram a liberdade do Lula, é preciso que se diga: fomos massacrados por parte desses atuais democratas. Eu fui o autor da 1ª, a ADC 43, e apanhei muito. Estou no lugar onde sempre estive, ao lado da Constituição, por sorte e coerência, sem querer e nem aceitar nenhum cargo. Mas sinto os aproveitadores de sempre se aproximando. O tal poder deve ser bom, as filas estão dobrando as esquinas, e olhe que Brasília não tem esquina!
Impressiona ver como os erros podem se repetir. Nos governos de esquerda, algumas indicações para a Suprema Corte fazem corar quem leu a Constituição e teve uma formação minimamente garantista e humanista. Não me cabe apontar o dedo. Sou advogado e devo respeito institucional à Corte.
Recomendo a análise dos acórdãos com a subleitura da teoria do domínio do fato, no tal Mensalão, para condenar o ex-ministro José Dirceu. É recente, pouco antes do massacre midiático do atual processo da Lava Jato que prendeu Lula para eleger o fascista Bolsonaro. A história ainda está sendo escrita. Cabe a cada um de nós ajudar a escrevê-la.
Orgulho-me de ter dito, da tribuna do plenário do Supremo Tribunal, quando do julgamento da ADC 43, que “o Supremo pode muito, mas não pode tudo”, e que “vivemos em um tempo em que cumprir a Constituição passou a ser um ato revolucionário”.
Os governos ditos de esquerda erraram muito na indicação de alguns ministros da Corte Suprema. Não há que se falar em instrumentalização, evidentemente, mas um dos maiores poderes no nosso sistema presidencialista é o de indicar ministros para as Cortes Superiores, especialmente para o STF e para o STJ. Essa é a regra constitucional.
Cumpri-la define o tom do governo. Hoje, mais do que nunca, a Corte Suprema, muitas vezes, dita os rumos da história. Ora, quem ganha, pelo voto, para presidente da República tem o direito constitucional de indicar quem vai decidir os rumos na Corte Suprema. Não é simples. Parece evidente que, após a indicação, não cabe ao Executivo dar qualquer palpite aos integrantes do Judiciário. É a regra básica da independência dos Poderes que sustenta o Estado democrático de direito.
Mas cabe uma reflexão absolutamente democrática. Entregar esse enorme poder nas mãos de reacionários e conservadores é trair o voto popular que elegeu o presidente da República.
É óbvio que a Constituição delega ao presidente eleito o poder de escolher quem ele quiser para a Suprema Corte. Mas a pretensão é que seja uma escolha democrática. Quem vai ser ouvido? Os que historicamente nos traíram? Os carrascos do Mensalão que criminalizaram a política? Os que apostaram no Moro e afagaram a Lava Jato?
Não entendo que exista um poder imperial do presidente da República de escolher quem não defenda um projeto de um judiciário democrático, livre e independente. O Brasil só vai avançar e fugir definitivamente do fascismo que nos assombra quando nossa base de sustentação forem os movimentos democráticos com os ouvidos postos em quem fala a nossa língua.
Como nos ensina Pessoa, “Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer”.
Por intermédio do Ministério da Justiça, a Itália entrou no STJ com o pedido de homologação da decisão que condenou o jogador
A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, determinou, nesta quinta-feira (23), a citação do jogador Robinho no processo de homologação da sentença italiana em que ele foi condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo.
Na decisão, a ministra intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que, “em consulta aos bancos de dados à sua disposição”, indique um endereço válido para a citação do jogador.
Por intermédio do Ministério da Justiça, a Itália entrou no STJ com o pedido de homologação da decisão que condenou o jogador, para que a pena seja cumprida no Brasil. A citação é a primeira fase do processo de homologação.
Após a citação do jogador, se a defesa apresentar contestação, o processo será distribuído a um relator integrante da Corte Especial. Quando não há contestação, a atribuição de homologar sentença estrangeira é da presidência do tribunal.
Segundo a Funai, ação ocorreu após fiscais do órgão abordarem garimpeiros que trabalhavam na região e estavam em embarcações com cassiterita
A base federal instalada há aproximadamente duas semanas na aldeia Palimiú, na Terra Indígena Yanomami, foi alvo de ataques durante a madrugada desta quinta-feira. A informação é da Funai.
Em nota, o órgão afirmou que “criminosos armados furaram o bloqueio montado no rio Uraricoera e atiraram contra agentes do Ibama que haviam abordado uma das embarcações”.
“Os fiscais revidaram. No tiroteio, um dos garimpeiros ficou ferido”, declarou a Funai.
Ainda segundo o órgão, o homem que atacou os agentes foi detido pela Polícia Federal. Os responsáveis pelos ataques estariam em sete embarcações carregadas com cassiterita.
O presidente Lula enfrenta um impasse diante de nova disputa entre os rivais Arthur Lira e Renan Calheiros. É que tanto o presidente da Câmara quanto o senador brigam pelo comando de cinco órgãos federais em Alagoas.
Esses cargos são estratégicos para Lira e Renan pois garantem o controle de verba e políticas públicas diretamente em seus redutos eleitorais. Temendo desagradar a um ou a outro, Lula ainda não definiu a chefia desses órgãos. E pisa em ovos para fazer as indicações.
Afinal, Renan Calheiros é um importante aliado. Faz parte do grupo de políticos que visitou Lula na prisão e sempre defendeu sua inocência. Na campanha, apoiou o petista desde o início. Já Lira, reforçou seu apoio ao governo, enquanto presidente da Câmara.
Há 15 anos milito na política de Parnamirim, como candidato e como eleitor, confesso que não entendo esse desenho político atual, seja oposição, seja situação, todos visam a sucessão para a chefia do executivo em 2024.
A desorganização política eleitoral e partidária, promovida pelo último pleito estadual, deixou o cenário ainda mais confuso para os eleitores e para os profissionais do setor. Vejamos o tempo e o espaço político de cada grupo, faltando cerca 20 meses para a eleição municipal de 2024.
Na oposição, temos a Professora Nilda hoje fortalecida eleitoralmente, depois da última eleição e sem um grupo para consolidar sua permanência na liderança das pesquisas, mas ela resiste com o desafio de continuar viva politicamente, defendendo sempre a bandeira das mulheres e se mantendo com o seu estilo próprio de fazer suas campanhas, dando voz às mulheres com um discurso de ser a primeira mulher a governar Parnamirim.
No lado do governo, há um verdadeiro UFC das vaidades. A vice-prefeita Kátia Pires ficou para trás, perdeu seu espaço no grupo situacionista. Em 2020, a galega conquistou sua eleição de vice-prefeita, obrigando politicamente o prefeito Taveira a destronar parte da câmara que já gritava o nome de Abidene como seu vice em sua chapa. Kátia jogou fora a grande oportunidade de exercer o protagonismo de liderar um movimento, visando o seu próprio fortalecimento na eleição 2022, quando fez corpo mole na campanha de Taveira Júnior e em nome do pai, teria que abençoar o filho e essa oportunidade ela desperdiçou, jogou fora. Agora só restou ir passar o carnaval em São Paulo. Dizem que por lá, ela só encontrou muita chuva e partido que é bom, nada de nada, desmoronou.
Ainda no grupo da situação, temos o presidente da Câmara Wolney França, esse registra uma curva de crescimento ascendente, sendo materializada com sua eleição para Fecam, mas o vereador enfrenta um grande desafio que é reconquistar espaços, junto à primeira dama Alda Lêda Taveira, que fecha a porta pelo lado de dentro do quarto e prende o Coronel politicamente, fazendo ele ouvir o que muitas vezes, ele não quer ouvir e só abre a porta do poder quando ela quer. Wolney fará a sua escolha partidária e dará um norte de como se comportará o chefe do executivo municipal para sua tão esperada decisão que é a declaração de apoio para eleição de 2024.
Wolney já tem o sim do filho do coronel, o deputado estadual Taveira Júnior, falta agora só o restante da família.
Tem também Vavá Azevedo que está orando, reunindo a família do prefeito em busca de ocupar qualquer espaço na chapa majoritária. Só lembrando que nos últimos anos, Vavá não larga o pé do prefeito Taveira, vem colando nas obras do alcaide, visando subir de posto e tudo isso, com a orientação política de Rodrigo Taveira. O vereador entra até na cozinha do poder, só não consegue chegar no quarto, pois a porta está fechada e a chave, a primeira dama Alda Lêda não libera para seu ninguém.
O rapaz da telinha, Salatiel de Souza consolidou um espaço, mas isso não representa um projeto de poder majoritário para terceira maior cidade do Estado. Ele atirou no que viu e acertou naquilo não viu, anda surfando nas fotos ao lado do prefeito Taveira e de alguns assessores que rejeitam os nomes de Kátia Pires, Vavá e Wolney França. O apresentador tem que tomar cuidado com as Magas que andam furiosas com essa ideia de candidatura sem pé nem cabeça na cidade.
Mas ainda existem três personagens nesse jogo que merecem uma atenção redobrada.
O primeiro é o secretário do gabinete civil Homero Grec que se transformou em uma figura indispensável, tanto na gestão, quanto na organização política da cidade. Na eleição de Taveira Júnior, ele foi considerado um dos principais responsáveis pela vitória e hoje, o seu nome ainda circula entre os possíveis escolhidos pelo prefeito Taveira para sucedê-lo, apesar dele negar essa possibilidade.
Outro nome da gestão, é o do Coronel Marcondes Pinheiro, homem que goza da maior confiança do prefeito, da primeira dama Alda e também dos filhos do casal que exercem uma influência gigantesca nas decisões políticas do pai prefeito.
Por último, não menos importante, está o deputado estadual Taveira Júnior, que sentou na cadeira da Assembleia, graças a força e união de Parnamirim e que para se manter no legislativo estadual, precisará eleger o sucessor do seu pai e ganhar a oportunidade de permanecer deputado estadual. Assim, Taveira Júnior irá lutar para que esse nome escolhido pelo seu pai, o prefeito Taveira, possa ser uma figura acima de qualquer suspeita e esteja comprometido com sua reeleição.
Portanto, não basta só ganhar em 2024, tem também que levar 2026 no pacote. Ou seja, barba cabelo e bigode. E o lema na situação é: marcha soldado que a eleição já está raiando e o povão já está de pé.
Correndo por fora, não podemos esquecer de Marciano Júnior que estuda a hora de pousar na nave da sucessão.
Detalhe, Agnelo, Maurício e Taveira não prepararam seus sucessores, mas elegeram seus candidatos, usando a força do poder que parnamirim representa no cenário político e eleitoral do estado.