“Cueca júnior”

Davi Alcolumbre “tricotou um acordão que acomodou a imundície embaixo do tapete — com o Supremo, com tudo”, diz Josias de Souza, a propósito da manobra para poupar o vice-líder bolsonarista Chico Rodrigues.

“Todos saíram ganhando, exceto a moralidade, que continua perdendo.

Empurrado para uma licença de 121 dias, o dono da cueca trancou-se em seus rancores sem abrir mão das prerrogativas de parlamentar. Assume a poltrona de senador o ‘cueca júnior’”.

O antagonista.

Reforma tributária é pauta prioritária para impulsionar o crescimento econômico

Privatização dos Correios: quase 100 mil funcionários podem ganhar 2 anos de estabilidade

Os Correios devem dar 2 anos de estabilidade para os seus funcionários após a privatização. A ideia tem sido mencionada em reuniões internas na estatal e tem como inspiração o que ocorreu com a telefonia, ainda nos anos 90.

Com o quadro de funcionários considerado inchado –há 99.003 funcionários na empresa– a ideia seria manter pouco mais de 30 mil, quantidade considerada suficiente pelos possíveis compradores. Após esse período de adaptação, há risco de demissão em massa. Por isso, esse processo deve ser encerrado apenas em 2023, após as eleições presidenciais.

Quando as estatais de telefonia foram passadas para a iniciativa privada, houve um período inicial de estabilidade. Na sequência, foram feitos uma série de planos de demissão voluntária.

PROJETO DE LEI

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou em 14 de outubro ao Palácio do Planalto o projeto de lei de privatização dos Correios. O objetivo é vender a empresa até o fim de 2021.

O ministro não apresentou à imprensa detalhes da proposta. O texto permanece reservado, sem acesso liberado.

Faria afirmou que a proposta trata “mais sobre princípios do que regras”. Informou que a empresa de consultoria contratada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a Accenture, entregará em até 120 dias 1 parecer sobre o tema.

Segundo Faria, o Congresso definirá a modelagem da privatização. “Estamos falando aí em 2021, o projeto chegar [ao Congresso] no começo do ano que vem. E, até o final de 2021, a ideia é de votarmos e que os Correios estejam prontos para o processo de privatização”, disse.

“O Congresso Nacional deve se debruçar em relação a esse tema. É lá a arena onde serão debatidos todos os requisitos necessários, tratar da universalização das entregas dos Correios, em relação aos funcionários, tudo isso será tratado com bastante cuidado no Congresso Nacional”, completou Faria.

Poder 360.

O vice está OK. Airene Paiva espera a decisão da justiça para a situação de Maurício Marques

O candidato a vice prefeito AIRENE JOSE AMARAL DE PAIVA, já está apto a disputar a eleição de 2020. Airene recebeu o sinal verde para concorrer ao cargo de Vice-prefeito, sob o número 90, pela Coligação Parnamirim Crescendo de Novo (PT, PC do B, PSB, PROS), no Município de PARNAMIRIM. Agora, todas as atenções se voltam para a análise da documentação do seu companheiro de chapa Maurício Marques, que ainda está sendo analisado pela juiza Ana Cláudia Braga Oliveira da 50a Zona Eleitoral. No caso de Airene, a magistrada deferiu o pedido de registro de candidatura de AIRENE JOSE AMARAL DE PAIVA.

 

Taveira e Kátia Pires estão com ficha limpa e receberam da justiça eleitoral o sim para disputar a eleição

Os candidatos ROSANO TAVEIRA DA CUNHA, que concorre para o cargo de Prefeito, sob o número 10, pela coligação A FAVOR DE PARNAMIRIM (PP, PSC, PMN, PSD, REPUBLICANOS, CIDADANIA, PSDB, AVANTE, MDB, DEM), no Município de(o) PARNAMIRIM e a vice Kátia Pires, tiveram os seus registros de candidaturas aprovados pela justiça eleitoral. Os processos foram analisados pelo ministério público e também pelo poder judiciário que atestaram que os dois políticos estão em condições de disputar a eleição em 2020. Veja a decisão da juiza Ana Cláudia Braga Oliveira da 50a Zona Eleitoral.

Licença de 121 dias do senador cuecão é para dar posse ao filho, seu suplente

O senador Chico “Cuecão” Rodrigues (DEM-RR) foi afastado do cargo por 90 dias, mas o presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (MT), do mesmo partido, sugeriu uma licença de 121 dias. O número específico não é coincidência: o senador que se licencia por um período maior que 120 dias deve ceder o cargo ao suplente. O suplente de Chico é seu filho Pedro Arthur, outro filiado ao DEM de Davi Alcolumbre. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Diante da queixa geral sobre sua “decisão monocrática”, o ministro Luís Roberto Barroso deu um xeque-mate: mandou o caso para o plenário.

Desde o escândalo do dinheiro nas nádegas, os senadores tentam pretextos para minimizar a rebordosa. A licença é a jogada mais recente.

A tática é velha conhecida de Jayme Campos, que em 2009 admitiu se utilizar da licença para tratar de questões “pessoais e partidárias”.

Diário do poder.

Maioria no TJ do Rio vota por afastamento de juiz acusado de corrupção

A maioria dos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio votou a favor do afastamento do juiz João Luiz Amorim Franco, acusado de cobrar comissões em perícias judiciais e vender sentenças.

Ele foi acusado na semana passada por corrupção, lavagem e associação criminosa junto com o assessor Marcos Vinicius Farah Noronha.

Hoje, 17 dos 25 desembargadores do Órgão Especial do TJ votaram pelo afastamento. A desembargadora Katya Monnerat pediu vista.

O antagonista.

Aras indica para o CNJ procurador que tentou arquivar investigação sobre Flávio

Augusto Aras formalizou hoje a indicação do procurador Sidney Madruga para a cadeira reservada ao Ministério Público da União no Conselho Nacional de Justiça.

No ano passado, Sidney Madruga tentou arquivar uma investigação de falsidade ideológica eleitoral sobre Flávio Bolsonaro.

A suspeita é de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica nas declarações de bens feitas pelo atual senador nas campanhas de 2014 e 2016.

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O inquérito começou em 2018, mas não houve quebra dos sigilos bancário e fiscal.

Em agosto deste ano, a câmara criminal do MPF contrariou Madruga e determinou a continuidade das investigações.

Madruga ainda será sabatinado no Senado e precisa ter o nome aprovado por ao menos 41 senadores para ser nomeado por Jair Bolsonaro para a vaga.

O antagonista.

Medicamento pode reduzir em 95% carga viral da covid-19, diz Marcos Pontes

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, participa do programa A Voz do Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marcos Pontes, disse nesta última segunda-feira (19), em entrevista ao programa Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o medicamento nitazoxanida tem capacidade de reduzir em 95% a carga viral da covid-19 em pacientes no início do tratamento.  

“A nitazoxanida começou a ser testada em fevereiro, junto com outras 2 mil drogas inicialmente com inteligência artificial, modelamento matemático, computação gráfica no Laboratório Nacional de Biociências e, desses, em cinco deles mostraram capacidade de inibir o vírus, pelo menos em forma simulada. Aí foram testados in vitro, em células humanas e, desses cinco, a nitazoxanida mostrou 95% de redução, inibição do vírus”, explicou. Segundo o ministro, os dados da pesquisa serão divulgados após revisão e publicação em periódico científico internacional.

O estudo clínico do Laboratório Nacional de Biociências sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o ministro, foram realizados testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias.

“Foram feitos testes clínicos com 1.500 pacientes e os testes demonstraram que, realmente, esse medicamento reduz a carga viral. Esse era o objetivo do teste. [Reduz] a carga viral para pacientes admitidos de forma precoce, que foram detectados com covid-19, comecem o tratamento”, afirmou.

Ao fazer o anúncio da pesquisa, o ministro disse que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse. Nitazoxanida é um vermífugo já conhecido no Brasil, atualmente usado no tratamento de rotavírus.

Segundo Marcos Pontes, a inclusão do medicamento no protocolo de tratamento do novo coronavírus no Sistema Único de Saúde (SUS) será feita após análise do Ministério da Saúde.

Conexão política.

Brasil e EUA assinam pacote comercial, com redução da burocracia

O Brasil e os Estados Unidos firmaram nesta 2ª feira (19.out.2020) 1 pacote de medidas para acelerar e desburocratizar o comércio entre os 2 países. O acordo é subdivido em 3 categorias: facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção.

“Este pacote triplo será capaz de reduzir burocracias e trazer mais crescimento à relação bilateral”, disse o presidente Jair Bolsonaro em gravação enviada a evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA e com a participação de bancos norte-americanos e do conselheiro Nacional de Segurança dos EUA, Robert C. O’Brien.

O acordo foi firmado a 15 dias da eleição presidencial dos EUA, em que o republicano Donald Trump tenta reeleição. “Nesse último ano e meio, em parceria com o presidente Donald Trump, elevamos a parceria entre o Brasil e os Estados Unidos ao seu melhor momento”, afirmou Bolsonaro.

Os termos do acordo foram definidos pelo Itamaraty, pelo Ministério da Economia e pelo Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

“É 1 pacote formado por temas não tarifários, bastante técnicos, mas que trazem benefícios práticos muito significativos para o dia a dia das empresas e para as trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, disse Deborah Vieitas, da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

O valor das trocas comerciais entre os 2 países de janeiro a setembro de deste ano foi de US$ 33,4 bilhões, redução de 25,1% em relação ao mesmo período de 2019, segundo os dados do Monitor de Comércio da Amcham. É a maior queda em 11 anos. A pandemia levou os 2 países à recessão.

Eis a íntegra da nota:

“Brasil e Estados Unidos (EUA) assinaram nesta segunda-feira, 19 de outubro, Protocolo ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica bilateral. Trata-se de pacote comercial ambicioso e moderno, que visa à promoção dos fluxos bilaterais de comércio e investimento.

O Acordo de Comércio e Cooperação Econômica, cuja sigla é ATEC – “Agreement on Trade and Economic Cooperation”, é um mecanismo bilateral, criado em 2011, mas ativado apenas em março de 2019, quando os Presidentes Trump e Bolsonaro lançaram a “Parceria para a Prosperidade” durante a visita do Presidente Jair Bolsonaro a Washington. No encontro de Mar-A-Lago, em março do corrente ano, os líderes dos dois governos deram contornos mais concretos a essa parceria, ao instruir suas equipes negociadoras a fechar o texto do pacote comercial agora firmado.

A assinatura do pacote comercial insere-se em contexto mais amplo da política de comércio exterior brasileira, cujo principal objetivo tem sido o de criar ambiente econômico favorável aos negócios e à reinserção competitiva do Brasil na economia internacional. Pretende-se que o pacote forme a base de um amplo acordo comercial a ser futuramente negociado entre as duas maiores economias do continente americano. Os compromissos assumidos estão alinhados com demandas históricas dos setores privados de ambos os países.

O texto do Protocolo contém, além de disposições gerais a respeito de entrada em vigor e mecanismo de consultas sobre as obrigações adotadas pelas Partes, três Anexos que versam, respectivamente, sobre I) Facilitação de Comércio e Cooperação Aduaneira; II) Boas Práticas Regulatórias; e III) Anticorrupção.

Facilitação de Comércio

O Anexo I, sobre Facilitação de Comércio, diz respeito a procedimentos burocráticos (administrativos e aduaneiros) relacionados às operações de exportação, importação e trânsito aduaneiro de mercadorias. Os compromissos assumidos objetivam reduzir a burocracia do comércio exterior, diminuindo prazo e custo das operações realizadas por agentes privados. Segundo estimativa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reformas profundas em facilitação de comércio têm o condão de reduzir em até 14,5% os custos de uma operação de comércio no Brasil.

As disciplinas de facilitação de comércio acordadas com os Estados Unidos são abrangentes, com compromissos que alcançam não apenas as autoridades aduaneiras, mas diversas agências governamentais intervenientes no comércio exterior. Há compromissos importantes para o uso de tecnologias no processamento das exportações e importações com o intuito de reduzir tempos e custos das operações. São medidas relacionadas a emprego de documentos eletrônicos, pagamentos eletrônicos, interoperabilidade entre guichês únicos de comércio exterior e automação na gestão de riscos, inclusive com o emprego de “machine learning” e inteligência artificial. Há também seção destinada ao tratamento a ser conferido a produtos agrícolas, de especial interesse do Brasil e dos Estados Unidos, grandes exportadores nesse setor.

O documento prevê, ainda, que os países trabalharão em conjunto para a celebração de um Acordo de Reconhecimento Mútuo dos seus Programas de Operadores Econômicos Autorizados (OEA).

O texto é o mais avançado na área negociado pelo Brasil e um dos capítulos sobre facilitação de comércio mais ambiciosos já negociados em âmbito global, indo além dos compromissos celebrados no âmbito do Acordo sobre Facilitação de Comércio da OMC.

Boas Práticas Regulatórias

Por sua vez, o Anexo II, sobre boas práticas regulatórias, vai ao encontro de recentes medidas internas adotadas pelo Brasil. “Good regulatory practices” — ou “boas práticas regulatórias”, em português — são processos, sistemas, ferramentas e métodos reconhecidos internacionalmente para a melhoria da qualidade da regulação, ou seja, da intervenção do Estado na atividade econômica.

O Protocolo de Boas Práticas Regulatórias negociado com os Estados Unidos constitui importante etapa na evolução recente de desenvolvimento e incorporação de instrumentos de boas práticas regulatórias pelo Brasil e está em linha com os esforços do Governo Federal para tornar o ambiente de negócios no Brasil mais transparente, previsível e aberto à concorrência, garantindo que a intervenção do Estado ocorra apenas quando necessário e não seja demasiadamente onerosa para a sociedade, conforme estabelece a Lei nº 13.874, de 2019 (“Lei da Liberdade Econômica”). Estima-se que a ineficiência regulatória gere um custo aproximado de R$200 bilhões anuais para a sociedade brasileira. Trata-se de texto moderno e com compromissos vinculantes sobre o tema, além de prover garantia da adoção de práticas similares em um dos principais mercados para as exportações e investimentos brasileiros.

Anticorrupção

Já o Anexo III, que trata sobre esforços Anticorrupção, reafirma, bilateralmente, o núcleo duro das obrigações legislativas a que Brasil e Estados Unidos se vincularam multilateralmente, em especial no âmbito da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (2003), da Convenção Interamericana contra a Corrupção (1996) e da Convenção da OCDE sobre Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais (1997).

O escopo do referido Anexo, em linha com recentes iniciativas do Brasil, expande, para além da esfera estritamente criminal, a atuação doméstica e a cooperação internacional anticorrupção, ao abarcar também as esferas civil e administrativa. Trata-se de evolução relevante nas tarefas de combater, mediante a recuperação de ativos, o eixo central das cadeias delitivas organizadas: seus fluxos financeiros. O texto reforça, portanto, o compromisso conjunto para o combate à corrupção.”

Poder 360.

Para mostrar estudo científico, governo compra gráfico em banco de imagens

O governo federal usou 1 gráfico disponível em banco de imagens para ilustrar estudo científico que relaciona o vermífugo Nitazoxanida à redução da carga viral de pacientes infectados pela covid-19. O gráfico animado foi apresentado à imprensa, em 1 evento no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia.

A animação usada pelo governo não foi produzida com dados da pesquisa. Ela está disponível no site ShutterStock, em HD, por US$ 79, o equivalente a R$ 442,20, na cotação desta 2ª feira.

 

Ilustração utilizada pelo governo em evento no Planalto nesta 2ª feira (19.out). A TV Brasil transmitiuReprodução/TV Brasil

Trecho do vídeo utilizado pelo Planalto disponível no ShutterStock, banco para compra de imagensReprodução

O Planalto ainda não divulgou dados que ratifiquem a relação do vermífugo com o combate covid-19. Disse que o estudo não pode ser divulgado porque será publicado em meio especializado futuramente. O governo também não informou onde o estudo ficará disponível.

Poder360 entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

PRECEDENTES NO GOVERNO

Em abril, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, apresentou o programa Pró-Brasil, com propostas para retomada econômica no pós-pandemia de covid-19.

Com 7 páginas, o arquivo de apresentação (íntegra – 928 KB) chamou a atenção pela foto de capa.

Foi escolhida a imagem de 5 crianças brancas, com feições caucasianas. Trata-se de foto gratuita para uso pessoal ou comercial, do site Freepick. Aqui está a imagem usada pelo governo. A foto foi criticada por não representar a diversidade da população brasileira.

Poder 360.

Planalto diz que vermífugo é eficaz contra coronavírus, mas não mostra estudo

O governo federal anunciou nesta 2ª feira (19.out.2020) que conseguiu comprovar a eficácia do vermífugo nitazoxanida em reduzir a carga viral do coronavírus. O Planalto, entretanto, não divulgou os dados que ratificam a descoberta, disse que o estudo não pode ser divulgado porque será publicado em meio especializado futuramente.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, foram testadas 2.000 substâncias para saber se alguma era eficaz contra o novo vírus. Dessas, segundo a pasta, 5 se mostraram promissoras, e nitazoxanida foi a melhor. O remédio funcionaria em tratamento precoce.

Mesmo sem mostrar como chegou ao resultado, o Planalto organizou 1 evento para anunciar a descoberta. A cerimônia teve a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Entre as pessoas em destaque, apenas as mulheres usavam máscaras.

Patricia Rocco, médica, pesquisadora e membro da Academia Nacional de Medicina e Academia Brasileira de Ciências, realizou o estudo clínico com pacientes do Estado de São Paulo, Minas Gerais e do Distrito Federal.

Ela espera que o resultado da pesquisa produza efeitos em 3 aspectos: tratamento precoce até a chegada da vacina, redução da carga viral e alternativa a remédios antivirais mais caros, com mais efeitos colaterais e que requerem a internação.

“Com a nitazonaxanida temos uma medicação que possui poucas reações adversas, é utilizada via oral e o custo é reduzido”, disse.

A cientista afirmou que o resultado foi divulgado antes mesmo da publicação oficial porque as outras opções de tratamento são caras, arriscadas ou pouco eficazes. Ela citou como exemplo inclusive a hidroxicloroquina defendida desde o começo da pandemia por Bolsonaro.

Segundo ela, pela mudança que pode representar no tratamento precoce seria mais danoso esperar mais meses para que o estudo fosse analisado pela comunidade científica e a efetiva publicação.

O ministro Marcos Pontes, afirmou que, por mais que o remédio seja eficaz em reduzir a carga viral, o uso profilático –para prevenção– não é recomendado. Ele diz que o tratamento precoce só funciona em pacientes que já estão contaminados.

VACINA NÃO SERÁ OBRIGATÓRIA

Em seu discurso durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro repetiu que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. A declaração rebate posicionamento do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que pretende exigir a imunização no Estado assim que uma vacina estiver disponível.

“Não quero acusar ninguém de nada aqui, mas esta pessoa está se arvorando e levando terror perante a opinião pública. Hoje em dia pelo menos metade da população diz que não quer tomar essa vacina. Isso é direito das pessoas. Ninguém pode, em hipótese alguma, obrigá-las a tomar essa vacina”, declarou.

O presidente também elogiou o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, depois de criticar o ex-titular da pasta, Henrique Mandetta, o qual foi demitido. Naquela época, tenhamos 1 ministro marqueteiro”.

Poder 360.

Damares diz que ‘não pensa’ em ser vice de Bolsonaro

Damares Alves afirmou há pouco, no Planalto, que não pensa na possibilidade de ser candidata a vice-presidente em chapa com Jair Bolsonaro em 2022.

A ministra também negou que planeje se candidatar a outro cargo nas próximas eleições.

“Não procede nada disso. No momento eu não penso em nada. Estou cansada e quero entregar o que eu propus: construir um grande Ministério da Família. Essa é a minha proposta, foi para isso que eu fui chamada. Na urna eu nunca penso.”

O antagonista.

Papa Francisco ainda não se pronunciou sobre as igrejas incendiadas no Chile

Conforme noticiou o Conexão Política, a Igreja da Assunção, em Santiago, no Chile, foi completamente incendiada após uma série de ataques provocados por grupos encapuzados em meio a uma grande onda de vândalos em ato pelo primeiro aniversário do início dos protestos sociais no país.

A igreja foi o segundo templo a ser atacado no domingo (18) em protestos violentos em Santiago.

Quando a estrutura religiosa começou a despedaçar com chamas de fogo, os manifestantes comemoraram.

“Deixa cair, deixa cair”, gritaram os encapuzados, que celebravam o ataque.

Segundo a imprensa local, 580 pessoas já foram detidas, sendo 287 delas apenas na região metropolitana.

O silêncio ensurdecedor

Até o momento (13h50, horário de Brasília, de 19 de outubro), o Papa Francisco ainda não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.

Vale frisar que o líder religioso constantemente comenta sobre diversos temas, inclusive questões relacionadas ao Brasil.

Mas o silêncio, até então, segue gerando uma onda de repúdio nas redes sociais.

Rodrigo Constantino, jornalista e analista político, foi um dos que se manifestaram sobre a ausência de um pronunciamento do líder religioso.

“Se esse Papa argentino com viés ‘progressista’ não se manifestar com veemência contra vagabundos anarquistas queimando igrejas no Chile, podemos pensar em impeachment ou é sonhar muito? Volta, Ratzinger!”, afirmou.

Davy Albuquerque, colunista do Conexão Política, também comentou sobre o assunto.

“O silêncio do Papa Francisco sobre as duas igrejas chilenas que foram queimadas por esquerdistas é ensurdecedor”, escreveu Davy.

 

 

 

 

conexão política.

PSD terá vice-líder do Governo no Senado; anúncio deve ser nos próximos dias

O líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse no início da tarde desta 2ª feira (19.out.2020) que o PSD ficará com uma vaga de vice-líder do Governo. Estão sendo feitas consultas às bancadas para anunciar o nome.

Bezerra explicou que há duas vagas. Uma por causa da saída de Chico Rodrigues (DEM-RR) e a outra pela saída de Izalci Lucas (PSDB-DF). Rodrigues deixou o posto depois de ser flagrado com dinheiro escondido na cueca.

Estamos com duas vagas. Uma certamente será do PSD, que é a 2º maior bancada”, declarou o Bezerra. “O outro estamos ainda avaliando. Vamos fazer uma leitura mais ampla”.

Esse do PSD talvez a gente anuncie até 5ª feira (22.out). Estamos costurando. É porque o ministro Ramos [Secretaria de Governo] pegou covid, está voltando”, disse Bezerra.

O líder do Governo é o representante do presidente da República no plenário. Os vices estão abaixo dele, e têm protagonismo maior no cotidiano do Senado do que os colegas sem cargo.

Poder 360.