Confiança do Consumidor tem primeira queda desde maio

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor brasileiro (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1 ponto na passagem de setembro para outubro e atingiu 82,4 pontos, em uma escala de zero a 200. Com isso, o indicador interrompeu uma sequência de cinco altas iniciada em maio deste ano.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos consumidores no presente, recuou 0,2 ponto e atingiu 72,4 pontos. O componente que teve maior queda foi a situação das finanças familiares, que cedeu 0,5 ponto.

O Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e passou 90,2 pontos. O ímpeto de compras de bens duráveis para os próximos meses teve queda de 1,4 ponto.

“Há ainda bastante incerteza com relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica, já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e renda. Diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis, continuam menos confiantes que os demais. A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da covid-19, motivando uma postura muito cautelosa, que deve persistir enquanto não houver uma solução para a crise sanitária”, disse Viviane Seda Bittencourt,  pesquisadora da FGV.

Agência Brasil

Anticorpos contra covid-19 duram pelo menos sete meses, mostra estudo

Foto: LMMV/IOC/Fiocruz

Uma das questões que mais tem suscitado interesse e investigação por parte da comunidade científica, desde o início da pandemia, é perceber se os organismos de doentes com covid-19 são capazes de ter uma resposta imune adequada e quanto tempo pode durar essa imunidade. Agora, um novo estudo norte-americano revelou que os anticorpos, que protegem o organismo de ser infectado com o novo coronavírus, podem ter uma duração de até sete meses.

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acompanharam durante meses cerca de 6 mil pacientes infectados com o novo coronavírus e descobriram que os anticorpos contra o Sars-CoV-2 podem continuar presentes no sangue por um período de, no mínimo, cinco a sete meses.

Recentemente, foram confirmados casos de pessoas reinfectadas que, de acordo com o jornal espanhol El País, apresentaram sintomas mais graves quando ficaram doentes com covid-19 pela segunda vez – exemplos que suscitam duvidas à comunidade científica quando se fala em imunidade.

Ao longo dos últimos meses foram divulgados diversos estudos que mostravam que os anticorpos – proteínas do sistema imunitário que evitam que o vírus infecte as células do organismo – contra o novo coronavírus iam diminuindo passados alguns meses após a infecção, principalmente em pessoas que apresentaram sintomas ligeiros.

As teorias são várias e as dúvidas ainda mais. Mas a questão mantém-se: as pessoas ficam protegidas após a primeira infeção?

O estudo norte-americano, divulgado na terça-feira (20) na publicação científica Immunity, e considerado um dos maiores realizados até agora, por ter analisado cerca de 6 mil pessoas, indica que sim: quem já esteve infectado com o novo coronavírus pode ter imunidade até, pelo menos, sete meses.

“O nosso estudo mostra que é possível gerar uma imunidade duradoura contra esse vírus”, explicou ao jornal espanhol Deepta Bhattacharya, pesquisador da Universidade do Arizona e coautor do trabalho.

“Nas infeções moderadas que analisamos, a resposta de anticorpos parece bastante convencional. Os níveis dessas proteínas sobem primeiro, depois caem e no fim acabam por estabilizar”, continuou. E quanto às reinfecções, o investigador explica que pode acontecer mas que são casos “excepcionais”.

Quando um vírus infecta o corpo, o sistema imunológico produz células plasmáticas de curta duração, que produzem anticorpos para combater imediatamente o agente patogênico. Esses anticorpos aparecem no sangue, normalmente, até 14 dias após a infecção e, segundo o autor do estudo, alguns deles “são muito sofisticados”, podendo memorizar um patogênico para sempre e desenvolver armas moleculares para o destruir, incluindo diferentes tipos de anticorpos de elevada potência.

Estudo

O estudo norte-americano resultou de uma campanha de testes que envolveu 30 mil pessoas. Os investigadores, no entanto, analisaram e acompanharam 5.882 dessas pessoas, estudando a produção de anticorpos neutralizantes em mais de mil.

A prevalência de infeções é baixa, contando apenas com cerca de 200 pessoas que transmitiram o vírus e produziram anticorpos neutralizantes, explicou Bhattacharya.

“Se os anticorpos fornecem proteção duradoura contra o novo coronavírus tem sido uma das perguntas mais difíceis de responder, essa investigação não só nos deu a capacidade de testar com precisão os anticorpos contra a covid-19, mas também o conhecimento de que a imunidade duradoura é uma realidade”.

Ao analisar o sangue de voluntários que testaram positivo para o novo coronavírus, os cientistas descobriram que os anticorpos estavam presentes em níveis viáveis ​​por um período de, pelo menos, cinco a sete meses. Contudo, o máximo que a equipe conseguiu voltar atrás no tempo, para ver a duração dos anticorpos foi precisamente sete meses, uma vez que a epidemia chegou relativamente mais tarde ao Arizona.

“Só conseguimos testar seis pessoas que foram infectadas há cerca de sete meses, mas temos muitas outras infectadas há três, quatro, cinco meses”, disse o pesquisador. “Não temos uma bola de cristal para saber quanto tempo os anticorpos duram, mas com base no que sabemos sobre outros coronavírus, esperamos que a resposta imunológica seja mantida durante pelo menos sete meses, e provavelmente por muito mais tempo”.

“Sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus da Sars, que é o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda conseguem estar imunes 17 anos após a infecção”, acrescentou Bhattacharya. “Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável qualquer período muito mais curto [do que isso].”

Agência Brasil

Prévia da inflação tem maior alta para outubro desde 1995: 0,94%

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, teve alta de 0,94% neste mês. Esta é a maior taxa para um mês de outubro desde 1995, quando havia ficado em 1,34%. A taxa também é superior à de setembro deste ano (0,45%).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 2,31% no ano e 3,52% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo de despesas que mais influenciou a prévia da inflação em outubro foi alimentação e bebidas, que registrou alta de preços de 2,24%. Entre os produtos que apresentaram inflação no período: carnes (4,83%), óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%), tomate (14,25%) e leite longa vida (4,26%).

Os transportes, com taxa de 1,34%, também tiveram grande impacto na inflação, devido à alta de preços de itens como passagens aéreas (39,90%), gasolina (0,85%) e seguro voluntário de veículos (2,46%).

Também tiveram altas de preços os artigos de residência (1,41%), vestuário (0,84%), habitação (0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,28%), comunicação (0,23%) e despesas pessoais (0,14%).

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi educação (-0,02%).

Agência Brasil

Preso ataca Abdelmassih em hospital penitenciário

Um preso que teve a irmã estuprada atacou hoje, no hospital penitenciário, o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por abusar das pacientes.

“Quando soube que Roger estava na mesma ala do hospital penitenciário, ele invadiu o quarto, pulou sobre Roger e o atacou com as mãos”, narrou à TV Nivaldo Restivo, secretário da Administração Penitenciária.

O advogado de Abdelmassih, Evandro Cordeiro, disse que ele passa bem e continua internado no mesmo hospital. Exame de corpo de delito não apontou nenhuma lesão.

O antagonista.

68% das indústrias relatam dificuldade para obter matéria prima, diz CNI

Sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 68% das empresas do ramo industrial está com alguma dificuldade para obter matérias primas ou insumos no mercado brasileiro. No mercado externo, essa parcela é de 56%.

São 44% as empresas que disseram estar com dificuldades para atender clientes. Nesse universo, 47% afirmaram que é por falta de estoque. Outros 38% dizem que não conseguem aumentar a produção, sendo que 76% dessas empresas reclamam da falta de insumos ou matéria prima.

|reprodução/CNI

reprodução/CNI

reprodução/CNI

“Com a vigorosa e inesperada recuperação dos meses seguintes [aos efeitos mais agudos da pandemia], a indústria se viu diante de um descompasso entre a oferta e demanda de insumos”, diz o estudo. Leia a íntegra (2Mb).

A dificuldade para obter matéria prima varia de acordo com o porte da empresa, como mostram os gráficos a seguir:

reprodução/CNI

reprodução/CNI

Entre as indústrias que afirmaram que estão com dificuldades para adquirir insumos, 55% disseram que devem conseguir normalizar o atendimento aos clientes somente a partir de 2021.

reprodução/CNI

De acordo com 82% das empresas consultadas pela CNI, os insumos e matérias primas ficaram mais caros no 3ª trimestre de 2020 em relação ao anterior.

reprodução/CNI

A sondagem foi realizada de 1 a 14 de outubro de 2020. Foram ouvidas 1.855 empresas, sendo 728 de pequeno porte, 664 médias e 463 grandes. O levantamento considerou 27 setores.

Poder 360.

Ministério da Infraestrutura prepara lista de obras a serem feitas até 2050

Rio Verde (GO) – Obras de implantação do Polo de Cargas do Sudoeste de Goiás da Ferrovia Norte-Sul, trecho Rio Verde-Santa Helena de Goiás (Beth Santos/Secretaria-Geral da PR)

Após décadas de estagnação, o transporte ferroviário no Brasil voltará a ser foco de investimentos e ganhará mais espaço na distribuição de insumos e mercadorias dentro do modelo logístico nacional, segundo informou o secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, em entrevista à Agência Brasil.

Adequado ao transporte de cargas de grande volume, como minério e produtos agrícolas, o transporte ferroviário é visto como extremamente competitivo e adaptável a todas as regiões do Brasil. Ambientalmente equilibrados, os trens de carga são tidos como o melhor custo-benefício energético para países de grandes dimensões.

“Esse tipo de transporte é perfeito para vencer grandes distâncias – característica marcante do nosso país. Pelo tipo de carga, pelo tipo de distância, podemos considerar as ferrovias o futuro da logística no nosso país”, afirmou Marcello Costa.

De acordo com Costa, que é doutor em transportes, com ênfase em logística pela Universidade de Brasília, as modalidades de transporte precisam refletir as características geográficas, dimensões, distâncias e os tipos de carga que são transportados.

“Temos uma produção muito significativa de commodities – minerais ou de agricultura – transportadas a grandes distâncias, longe dos grandes portos. Temos que adaptar para as formas mais competitivas, como o modal ferroviário”, diz o secretário.

Segundo números do Ministério da Infraestrutura, o Brasil conta com apenas 15% de participação do transporte ferroviário no tráfego de grandes volumes de mercadoria e insumos no país. As rodovias têm cerca de 65% de participação.

Marcello afirma que, para produtos de baixo valor agregado e de grande volume, o transporte ferroviário é o mais adequado. O planejamento que o ministério segue, explica, visa equilibrar a matriz de transporte, investindo principalmente nos modais que mais se adaptam ao país, que em sua opinião são o ferroviário e o aquaviário, incluindo o transporte de cabotagem –aquele que é feito por via marítima na costa.

PLANEJAMENTO LOGÍSTICO

As metas de transformação da logística brasileira são amplas e contemplam medidas estratégicas de longo prazo, afirma Costa. Esses objetivos constam no PNL (Planejamento Nacional de Logística), 1 documento que visa aperfeiçoar e otimizar a forma como produtos entram e saem dos estados e chegam às rotas de exportação nos portos.

O PNL atual compreende o período de 2018 a 2025 e estima mais do que dobrar a participação do modal ferroviário. “O objetivo é chegar a 31, 32% de participação ferroviária na logística brasileira”, afirma Costa.

Segundo o secretário, o Ministério da Infraestrutura planeja entregar em 2021 uma revisão do PNL que trará cenários revisados até 2035. Segundo Costa, o governo entregará, antes do fim do atual mandato, as metas de evolução do setor até 2050.

“As metas são coerentes com o planejamento de uma ferrovia. Uma ferrovia demora cerca de uma década para ficar pronta, e é operada durante 20, 30 anos. Esse horizonte de planejamento é razoável”, disse.

Além do Plano Nacional de Logística até 2050, o Ministério da Infraestrutura pretende terminar todas as renovações antecipadas da atual malha ferroviária nacional e elaborar e lançar os leilões das ferrovias que estão previstas para o futuro.

“Seguimos uma forte determinação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Tarcísio Freitas de revolucionar o setor ferroviário brasileiro. O transporte ferroviário será colocado novamente como uma grande prioridade estratégica”, afirma.

Marcello Costa cita ainda a influência das novas tecnologias para o setor ferroviário. A tecnologia 5G, que chegou neste ano ao Brasil, será um dos fatores cruciais de otimização operacional para o transporte de cargas. Ele afirma que a demanda por eficiência e competitividade no setor criará espaço para o nascimento de soluções nacionais que envolvam a automação e a digitalização dos processos. “Uma indústria que deve movimentar cerca de R$ 50 bilhões ou R$ 60 bilhões nos próximos anos, sem dúvida, impulsionará paralelamente setores adjacentes da economia.”

“Temos uma parceria para implantação de um centro de excelência para o transporte ferroviário. O ministro Tarcísio entendeu a necessidade de viabilizar e permitir estudos e pesquisas acadêmicas, testes de novos equipamentos, treinamentos e cursos de aprimoramento para profissionais.”

Costa informa também que há previsão de criar uma rede de pesquisa universitária de engenharia, tecnologia e inovação encabeçada pelo Instituto Militar de Engenharia, que tem tradição no sistema ferroviário brasileiro.

BAIXA DENSIDADE

Comparado a outros países de dimensões continentais, o Brasil tem malha ferroviária de baixa extensão. São cerca de 29.000 quilômetros, com apenas 20.000 operacionais. China, Rússia e Estados Unidos têm extensas ferrovias, com alto fluxo de distribuição de insumos e mercadorias pelo modal ferroviário.

O Ministério da Infraestrutura trabalha em duas grandes frentes de impulsionamento do transporte ferroviário: recuperação de trechos, com melhoria de vias antigas e de baixa performance, e construção de novas vias ferroviárias, modernas e eficientes.

“Por 1 lado, precisamos aumentar a capacidade da malha existente nesses 29 mil quilômetros, principalmente os 9 mil não operacionais. Precisamos repotencializar e aumentar a capacidade da malha ferroviária, que ainda é do século passado. A velocidade média do transporte de carga por vias ferroviárias é de cerca de 23km/h [quilômetros por hora], que demonstra o primeiro desafio a ser superado para aumentar a eficiência”, disse Marcello Costa.

Segundo Costa, o ministério avalia atualmente as vantagens da renovação de contratos das 5 grandes ferrovias brasileiras. Contratos da Rumo Malha Paulista – que alimenta o Porto de Santos –, da estrada de ferro Carajás e a ferrovia Vitória-Minas já foram apreciados e renovados antecipadamente. A Rumo Malha Sul, MRS e VLI – outras grandes ferrovias nacionais – ainda estão sendo apreciadas pela pasta.

INVESTIMENTOS EXTERNOS

Historicamente, o aporte de recursos privados impulsionou em larga escala a expansão ferroviária em países com grandes malhas. Portanto, a participação de investidores internos e externos é essencial para o avanço ferroviário brasileiro, afirma o secretário. “A infraestrutura brasileira é uma grande oportunidade de negócios. Temos muita maturidade nos nossos contratos de concessão, o que atrai ainda mais investidores.”

Sobre o mercado de investimentos, Costa afirma que a variedade de oportunidades é uma grande força brasileira, já que geralmente o investidor busca negócios diversificados ao entrar na oferta nacional. “O investidor estrangeiro pode estar de olho em um terminal, em um porto e também em uma ferrovia, o que torna possível a participação em toda cadeia logística. Isso é bem atrativo”, disse.

“O país honra os contratos”, afirma Marcello. “Estamos criando essa cultura, essa tradição de cumprir contratos. Isso dá estabilidade para grandes investidores.”

CONCLUSÃO DA NORTE-SUL

A pandemia do novo coronavírus não afetou o calendário de entregas ferroviárias previsto pelo Minfra para 2020. A Ferrovia Norte-Sul, em construção desde 1987, será finalizada em 2021, com a entrega dos últimos 1.550 quilômetros, leiloados em 2019.
As obras estão em estágio avançado e dentro da perspectiva inicial da retomada do projeto, informou o secretário. “Nossa expectativa é entregar boa parte dos projetos ferroviários já em andamento, em execução, com contratos assinados.”

INFOVIAS

Outro benefício trazido pela expansão ferroviária brasileira é a ampliação da cobertura de fibra ótica, que será implementada paralelamente aos trilhos e levará internet de alta velocidade para cidades remotas.

Poder 360.

Salles vai ao Twitter e sugere que general Ramos é ‘#mariafofoca’ do governo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, usou sua conta no Twitter para fazer duro ataque ao general Luiz Eduardo Ramos, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, a quem chamou de “#mariafofoca”.

“@MinLuizRamos [Luiz Eduardo Ramos] não estiquei a corda com ninguém. Tenho enorme respeito e apreço pela instituição militar. Atuo da forma que entendo correto. Chega dessa postura de #mariafofoca”, escreveu Salles no seu perfil pessoal no Twitter.

Esse é 1 dos confrontos mais fortes e abertos entre 2 ministros de Bolsonaro desde o início do governo.

A irritação de Salles se deu por causa de uma nota (para assinantes) publicada pela jornalista Bela Megale, no jornal O Globo, com o título “Salles estica a corda com ala militar do governo e testa blindagem com Bolsonaro”.

Ricardo Salles chamou o colega Ramos de ‘#mariafofoca’ e logo recebeu apoio de bolsonaristas, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)

O texto da reportagem não cita Ramos. Diz apenas que o titular do Meio Ambiente “decidiu testar a blindagem dada por Bolsonaro e partiu pra cima do próprio governo” ao ter decidido que, por falta de fundos, seria necessário desmobilizar brigadistas que trabalham no combate a focos de incêndio.

Salles entendeu que a fonte da informação teria sido o general, que tem assento dentro do Palácio do Planalto e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia das Agulhas Negras.

Poder360 apurou que Salles ficou furioso e tem segurança de que a fonte da informação teria sido Ramos. O ministro telefonou no fim da 5ª feira para o general e a conversa entre os 2 foi dura e com muitas acusações.

Até a publicação desta reportagem, Ramos não havia respondido ao post de Salles nem à acusação de que seria fofoqueiro. Jair Bolsonaro tampouco havia se manifestado até 0h05 de 6ª feira. Nesse horário, o post de Salles tinha 5.000 curtidas, mais de 700 comentários e 1.000 retuítes. Entre os comentários, a maioria aplaudia a atitude do ministro de Meio Ambiente, sendo que alguns chamavam o titular a Secretaria de Governo de comunista.

Poder 360.

Plenário do Senado confirma Kássio Marques como novo ministro do STF

O desembargador Kássio Nunes Marques teve seu nome aprovado no plenário do Senado com 57 votos a favor e está confirmado como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como substituto de Celso de Mello.

Foram 10 votos contrários à sua indicação. E teve 1 abstenção.

Marques é a primeira escolha de Jair Bolsonaro para o tribunal. Ele foi submetido a uma sabatina que durou pouco mais de 10 horas nesta quarta.

A escolha do desembargador feita pelo presidente da República fez nascer uma inusitada parceria entre aliados do presidente, o Centrão e o PT, além de outros setores da oposição.

Na sabatina, tratou de temas diversos, de aborto a inquérito sobre fake news, de ativismo judiciário a prisão em segunda instância.

Mas deixou de responder a muitas perguntas, sob argumento de que se tratavam de assuntos pendentes de julgamento no STF. Seria uma antecipação de voto, acredita.

Veja

Geração de empregos temporários no varejo será a pior desde 2015

 Kaio Lakaio/VEJA

O saco do ‘bom velhinho’ estará menos cheio em 2020. Um indício dos tempos de vacas magras neste Natal é que a geração de empregos temporários no comércio varejista para o fim deste ano será a menor desde 2015. Uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, divulgada nesta quarta-feira, dia 21, projeta que 70,7 mil pessoas sejam contratadas para atender o aumento da procura por produtos em dezembro. O volume representa um recuo expressivo de 19,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos dez anos, somente 2015 foi tão decepcionante quanto 2020 promete ser. Naquela temporada, 67,4 mil pessoas se realocaram no mercado de trabalho, ainda que de forma temporária.

Os fatores que explicam o descompasso na passagem anual estão correlacionados. O primeiro deles é a pandemia do novo coronavírus, óbvio. O segundo é uma consequência dos novos hábitos de consumo: com os espaços fechados, como shopping centers, sendo evitados, a maior parte das vendas acontece em âmbito virtual, pelo e-commerce. “Curiosamente, o comércio eletrônico, que ajudou o varejo a recuperar a capacidade de vendas, será o que irá atrapalhar a retomada das contratações”, diz Fabio Bentes, economista-sênior da CNC. A entidade projeta que o Natal, principal data comemorativa do varejo, movimente cerca de 37,5 bilhões de reais em 2020, algo praticamente em linha com as vendas do mesmo período no ano anterior.

Historicamente, o mês de novembro concentra a maior parte (55%) dessas contratações temporárias – em dezembro, o montante é de 32%. Algo que explica a suspeita por parte de empresários e justifica o número baixo de contratações é a redução do auxílio emergencial, que impulsionou uma retomada mais rápida do comércio varejista nos últimos meses, e o menor fluxo de dinheiro girando na economia por meio do décimo terceiro salário, já que muitos perderam o emprego ou tiveram jornada de trabalho e salário reduzidos nos meses mais severos da pandemia.

O comércio varejista é uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho, sobretudo para aqueles que procuram um primeiro emprego. Muitos veem, por meio do trabalho temporário no fim de ano, uma oportunidade para conseguirem um emprego fixo. Mas poucos serão agraciados com um novo emprego efetivo no começo de 2021. Segundo os dados da pesquisa, a taxa de efetivação no comércio varejista após o Natal deve ser de 16,3%, ou seja, 12,8 pontos percentuais a menos em relação ao número de empregos fixos gerados após o período festivo de 2019 e o pior número desde 2016. “A expectativa de efetivação tende a ser muito parecida com as taxas observadas em 2015 e 2016. Ainda há uma incerteza muito grande na capacidade de o comércio sustentar esse ritmo de crescimento de vendas”, analisa Bentes.

Embora as lojas de vestuário e calçados respondam pela maior parte das vagas voltadas para o Natal, a oferta de 30,7 mil postos neste segmento em 2020 deverá equivaler a pouco mais da metade dos 59,2 mil postos de trabalho criados no ano passado, na medida em que esse ramo do varejo vem apresentando maiores dificuldades em reaver o nível de vendas anterior ao início da pandemia. Lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,7 mil) e hiper e supermercados (13,4 mil), somadas ao ramo de vestuário, deverão responder por cerca de 82% das vagas oferecidas pelo varejo no período. A maior parte das vagas geradas será para preencher cargos como vendedores (34.659), operadores de caixa (12.149), atendentes (8.276), repositores de mercadorias (6.979) e embaladores de produtos (2.954). O salário médio de admissão deverá alcançar 1.319 reais, um avanço de 4,6% em relação ao último ano.

Veja

Governo e empresas discutem retomada de voos para o RN

A retomada da atividade turística no Rio Grande do Norte a curto, médio e longo prazo, mantendo as medidas de segurança sanitária, foi o foco da agenda de trabalho capitaneada pela governadora Fátima Bezerra durante esta quarta-feira (21) em São Paulo. A equipe de Governo chefiada por Fátima visitou ao longo do dia quatro das maiores empresas que operam em solo potiguar – CVC e as aéreas TAP, Gol e Latam – para discutir as medidas necessárias no reaquecimento de uma das principais cadeias econômicas do estado.

“O Governo está trabalhando para desenvolver o Rio Grande do Norte e para isso o turismo é central. Mesmo nesta pandemia seguimos atuando fortemente junto aos operadores da área para desenvolver políticas de auxílio ao setor, com foco na retomada que já está se iniciando. Por isso viemos a São Paulo coordenar essas parcerias com as empresas”, destacou a governadora Fátima Bezerra.

A chefe do Executivo esteve acompanhada dos secretários de Estado Ana Maria Costa (Turismo) e Carlos Eduardo Xavier (Tributação) e o diretor-presidente Bruno Reis (Emprotur). Nos encontros, o grupo destacou para as empresas medidas como a prorrogação da redução do ICMS da energia elétrica para os meios de hospedagem de 25% para 12% até dezembro de 2021, o programa Turismo Cidadão e as linhas de crédito da Agência de Fomento exclusivas para o setor turístico.

Um dos pontos da retomada já pode ser visto com o trabalho que vem sendo realizado com o grupo CVC, que foi um dos temas da primeira reunião do dia com os diretores Claiton Ferreira (produtos nacionais) e Sylvio Ferraz Junior (sourcing). A campanha montada em agosto pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) em parceria com a CVC colocou o RN no topo dos destinos mais procurados na região Nordeste.

“A presença da governadora nessas agendas mostra o compromisso desse Governo com turismo. Foram reuniões muito produtivas, tendo como foco o aumento no número de assentos e incremento da malha aérea para o Rio Grande do Norte, além de parcerias na promoção do destino.”, pontuou a secretária Ana Maria Costa.

*AÉREAS*
O dia de trabalho do Governo junto às empresas foi focado na ampliação da malha aérea para o Rio Grande do Norte.

Na reunião com a TAP, representada pelo diretor geral na América do Sul Mário Carvalho e equipe, o Governo e a companhia aérea discutiram estratégias para o retorno mais breve possível dos voos entre Lisboa e Natal.

A Gol Linhas Aéreas, que se fez presente à reunião com a vice-presidente de comercial e marketing Eduardo Bernardes e equipe, confirmou a ampliação na frequência de voos de Fortaleza-CE, Salvador-BA, Brasília-DF e Guarulhos-SP, além de duas frequências diárias partindo de Congonhas-SP em janeiro de 2021.

Contando com a participação do diretor tributário Bruno Alessio e demais membros da equipe, a Latam também confirmou o aumento nos voos para a temporada, partindo de Guarulhos e Brasília, aumentando assim a conectividade do RN com os principais aeroportos do país.

Em relação a abril deste ano (o primeiro mês completo com impacto da pandemia), o aumento de oferta de assentos no Rio Grande do Norte em outubro já é superior a 600%.

Nesta quinta-feira (21), a equipe do Governo encerra a agenda junto às empresas com uma reunião na sede da Azul Linhas Aéreas.

Assecom RN

Brasileiros mantêm expectativa de inflação em 4,7%, diz FGV

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os consumidores brasileiros acreditam que a inflação ficará em 4,7% nos próximos 12 meses. A constatação é de um levantamento realizado neste mês pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa de inflação do brasileiro foi a mesma percebida pela pesquisa de setembro e inferior à observada em outubro de 2019 (4,9%).

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores, que respondem à seguinte pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”

“Apesar da pressão observada e esperada de alguns preços, como dos alimentos, a mediana da expectativa de inflação dos consumidores para os próximos doze meses, em geral, não se alterou. Entretanto, essa estabilidade pode ser considerada um resultado positivo, apesar do nível estar consideravelmente acima do consenso de mercado e da meta oficial. Para os próximos meses, com ausência de choques favoráveis e perspectiva de retomada gradual da economia e da demanda, é possível que haja um aumento das expectativas”, afirma a economista da FGV Renata de Mello Franco.

O índice oficial medido pelo Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em setembro, inflação de 3,14% em 12 meses.

Agência Brasil

Caixa libera R$ 25 bilhões em crédito para micro e pequenas empresas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa atingiu nessa quarta-feira (21) a marca de R$ 25 bilhões disponibilizados para micro e pequenas empresas nas principais linhas de crédito durante a pandemia da covid- 19. Ao todo, cerca de 200 mil empresas fecharam contratos.

No Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), foram contratados R$ 12 bilhões desde 16 de junho, quando o banco começou a operar a linha.

Pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), foram emprestados R$ 10,5 bilhões. Essa linha oferece taxa de juros a partir de 0,63% ao mês. O cliente tem até 60 meses para quitar o empréstimo e conta com uma carência nos pagamentos que varia de seis a 12 meses.

No caso do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em parceria com o Sebrae, foram liberados R$ 2,5 bilhões. Essa linha pode garantir, de forma complementar, até 80% de uma operação de crédito contratada, dependendo do porte empresarial do solicitante e da modalidade de financiamento.

Como contratar

Segundo a Caixa, para contratar qualquer uma das linhas, com exceção do Pronampe, que já teve seu limite atingido, os clientes podem acessar o site e preencher um formulário de interesse ao crédito.

O banco entrará em contato se a empresa estiver apta a contratar o financiamento. A solicitação também pode ser feita nas agências da Caixa.

Agência Brasil

Recadastramento de aposentados está suspenso até 30 de novembro

Foto: Marcello Casal

A exigência da prova de vida anual de servidores aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis está suspensa até o dia 30 de novembro de 2020. O Ministério da Economia publicou hoje (22) a Instrução Normativa nº 103, que estabelece o novo período.

Anteriormente, o recadastramento estava suspenso até o fim deste mês. Segundo o Painel Estatístico de Pessoal, estão nessa situação em torno de 700 mil pessoas.

A prova de vida anual obrigatória deixou de ser exigida desde o dia 18 de março de 2020, como medida de proteção no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. A medida, no entanto, não afeta o recebimento de proventos e pensões.

Aqueles que, excepcionalmente, tiveram o pagamento suspenso antes do dia 18 de março de 2020, podem solicitar, conforme Instrução Normativa nº 29, de 1º de abril de 2020, o seu restabelecimento. Para isso, é preciso acessar o Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe) e selecionar, em Requerimento, o documento “Restabelecimento de Pagamento – Covid-19”. O beneficiário receberá um comunicado do deferimento ou não do seu requerimento por e-mail, que é enviado automaticamente pelo Sigepe.

Segundo o ministério, após esse procedimento, a Unidade de Gestão de Pessoas de cada órgão e entidade da Administração Pública Federal, a partir da confirmação do deferimento, deverá realizar o restabelecimento excepcional, obedecendo ao cronograma mensal da folha de pagamento.

A Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, órgão central da gestão de pessoas da Administração Pública Federal, informa que definirá, posteriormente, prazo e forma para realização da comprovação de vida daqueles que foram contemplados na suspensão da Prova de Vida anual, assim como dos que tiveram o pagamento excepcionalmente restabelecido por solicitação via requerimento do Sigepe.

Agência Brasil 

Morre, aos 83 anos, o senador Arolde de Oliveira

Morreu na noite desta quarta-feira (21), no Rio de Janeiro/RJ, o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

O parlamentar veio a óbito após ter falência múltipla dos órgãos.

Arolde tinha 83 anos e testou positivo para a covid-19.

A informação foi confirmada pelo perfil oficial nas redes sociais.

“Comunicamos que nesta noite (dia 21 de outubro) o Senhor Jesus recolheu para si nosso amado irmão, Senador Arolde de Oliveira. Falecido vítima de Covid e como consequência a falência dos órgãos. A família agradece o carinho e orações”, diz a nota.

O senador faleceu por volta das 21h. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com colegas do partido, Arolde tinha apresentado sinais de melhora, mas teve piora no quadro clínico, precisou voltar ao CTI (Centro de Terapia Intensiva) e não resistiu.

Ainda não foram divulgadas informações sobre velório, cremação ou sepultamento.

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Brasil registra 566 mortes por covid-19 em 24 horas; total vai a 155.403

O Brasil tinha pelo menos 155.403 mortes por covid-19 até as 17h30 desta 4ª feira (21.out.2020). São 566 vítimas a mais que no dia anterior. Os dados são do Ministério da Saúde.

O país contabiliza 5.298.772 casos de covid-19, segundo a pasta. Acréscimo de 24.818 casos, em 24 horas.

Cerca de 4,8 milhões de pessoas se recuperaram da doença até o momento. Outras 387 mil estão em acompanhamento.

O Brasil é o 2º país com mais mortes por covid-19. Só os Estados Unidos têm mais vítimas: 226.930.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 731 mortes por milhão de habitantes –segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 4ª posição do ranking mundial. O Peru é o país onde a covid-19 mais mata em relação ao número de habitantes. São 1.023 mortes por milhão de pessoas. Distrito Federal, Rio de Janeiro, Roraima, Mato Grosso e Amazonas têm taxas mais altas.

CASOS E MORTES POR REGIÃO

O Sul foi a região que apresentou a maior variação de novas mortes em relação ao dia anterior: 68 vítimas a menos. O Sudeste foi a região com mais mortes registradas nesta 4ª feira: 319.

O Sudeste foi líder como a região que mais registrou casos nas últimas 24 horas: foram 9.097. Sozinho, é responsável por 37% dos diagnósticos confirmados nesta 4ª feira (21.out).

MÉDIA DE CASOS E MORTES

Os 2 gráficos a seguir mostram o número de mortes e de novos casos diários, mas também a média móvel dos últimos 7 dias. A curva matiza eventuais variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados.

A curva de novas mortes ficou abaixo de 600 pelo 11º dia consecutivo –o que não ocorria desde 11 de maio.

Poder 360.