Centenário de Dom Eugênio Sales

Padre João Medeiros Filho
No dia 8 de novembro, transcorreu o centenário de nascimento de Dom Eugênio de Araújo Sales, primeiro e único potiguar elevado à dignidade cardinalícia. A tradição eclesiástica denomina os cardeais “Príncipes da Igreja”, título dado pelo Papa Bonifácio VII, cujo pontificado decorreu entre 1294 e 1303. Ao longo da história da Igreja, foram criados três graus do cardinalato: cardeais bispos, presbíteros e diáconos. Os primeiros são responsáveis por dioceses circunvizinhas de Roma. Em geral, desempenham funções em órgãos do Vaticano. Há os cardeais presbíteros, titulares de algumas basílicas e igrejas romanas, não necessariamente residentes nos territórios pontifícios. Dom Eugênio foi cardeal presbítero da Igreja de São Gregório VII. Nomeado por Paulo VI, no consistório de 28/04/1969, tornou-se cardeal primaz do Brasil. À época, era arcebispo metropolitano de Salvador, na Bahia. Dois anos depois, foi transferido para o Rio de Janeiro, conservando a mesma igreja cardinalícia, apesar dos dignitários cariocas, por tradição, ocuparem a Basílica de São Bonifácio e Santo Aleixo, em Roma. Por antiguidade, Dom Eugênio tornou-se cardeal protopresbítero entre os 155 pares. Os cardeais diáconos, primitivamente vinculados a igrejas dos arredores de Roma, eram encarregados de tarefas sociais e caritativas. Atualmente, há 219 purpurados (nove brasileiros), sendo 120 eleitores do papa, prelados com idade inferior a oitenta anos.
Etimologicamente, a palavra príncipe vem do latim “princeps” e significa o primeiro. Não precede apenas na ordem cronológica ou ritual, antecede na medida em que cria, sugere e renova. O Cardeal Sales foi príncipe, precursor em vários assuntos eclesiais. É extensa e profícua a sua atividade pastoral, religiosa e até política, voltada para o Povo de Deus. De forma discreta, firme e corajosa, teve uma atitude humanista, diplomática e de verdadeiro pastor com perseguidos, presos políticos e refugiados, brasileiros e estrangeiros. Inovou no plano educacional com o ensino a distância pelas escolas radiofônicas.
Dom Eugênio foi indubitavelmente um grande benfeitor do clero brasileiro, obtendo com seu empenho muitas conquistas para os sacerdotes, religiosos e ministros de todas as denominações. Estes viviam sem amparo e direitos da previdência e aposentadoria. O então arcebispo do Rio de Janeiro sensibilizou o parlamento nacional para aprovar um projeto de lei, sancionado em 08 de outubro de 1979 (Lei 6.696/79), equiparando os clérigos, ministros de culto (católicos ou não), frades e freiras aos trabalhadores autônomos, possibilitando a contribuição previdenciária oficial. Muitos foram beneficiados com essa norma, cuja ideia partiu de nosso eminentíssimo conterrâneo. Talvez poucos tenham conhecimento disto. É sabido que os cursos de seminários e formação sacerdotal, por mais conceituados que tenham sido no passado, não gozavam do reconhecimento do Estado. No final dos anos 60, pouco antes do AI-5, apesar do clima tenso entre a Igreja do Brasil e o Governo Militar, Dom Eugênio conseguiu a edição do Decreto-Lei 1051/69 (revogado pela Lei 9394/96), prevendo o aproveitamento dos estudos realizados em seminários, conventos etc.
Uma das grandes preocupações de alguns bispos era a assistência de saúde para os padres. Dom Eugênio foi pioneiro ao firmar contrato coletivo com uma operadora de plano de saúde, dando cobertura ao clero do Rio de Janeiro, estendendo o benefício ao presbitério da diocese de Caicó. E, diante das dificuldades financeiras de alguns bispados, estendeu a abrangência a presbíteros doentes. Inquietava-se com o deslocamento dos sacerdotes. Com a ajuda da “Adveniat” (organismo alemão, dirigido, à época, por Dom Franz Hengsbach) elaborou – quando administrador apostólico de Natal – um plano de motorização do clero. Recomendou enfaticamente aos párocos, vigários e capelães: “Não afrontem a pobreza de nossos irmãos com carros de luxo. O povo de Deus precisa, sobretudo, de seu testemunho de simplicidade, fé e caridade”. Cabe-nos lembrar ainda que, quando arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio concedeu bolsa de estudos também a seminaristas das dioceses de Natal e Caicó, dentre outras, para cursar filosofia e teologia no Seminário São José (RJ). Certa feita, um teólogo (outrora, nosso colega na Bélgica) afirmou: “Dom Eugênio é um homem de Deus, íntegro, autêntico, corretíssimo, desprendido e de profundo amor à Igreja!” Viveu em plenitude o seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar” (2Cor 12, 15) – “Dar-me-ei inteiramente por vós.”

Eleição mais barata e o exemplo vem do TRE-RN

Em tempos de pandemia, a boa administração dos recursos públicos é mais que essencial. O TRE/RN está atento e nesta eleição, deu um grande exemplo, economizou mais de um milhão de reais em relação ao pleito passado. Com a latente crise econômica, o cidadão espera que os poderes tenham mais responsabilidade em relação aos gastos públicos. O Tribunal Regional Eleitoral vem sendo referência, mostrando a sociedade que um bom planejamento, uma equipe bem treinada e um gerenciamento preciso são primordiais para obter o êxito nas ações. Nesse contexto, destacamos a atuação dos profissionais da 50 zona eleitoral, que depois de sua unificação com a zona 51, vem conseguindo implementar ações de conscientização e fiscalização do processo eleitoral sem aumentar os custos. A sensatez da juíza Ana Cláudia Braga, aliada ao ministério público sempre presente, foram indispensáveis para vencer o desafio que é realizar uma eleição limpa e mais barata para o cidadão. O presidente da corte desembargador, Gilson Barbosa e o seu vice desembargador Cláudio Santos, são os maestros dessa orquestra que vem tocando uma instituição, com um perfil mais próximo da população. Essas atitudes merecem louvor e reconhecimento público.

 

O prosseguimento do impeachment de Witzel

O Tribunal Especial Misto, responsável por analisar o pedido de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC), decidiu nesta quinta-feira (5), por unanimidade, aceitar a denúncia contra ele.

Em 28 de agosto, Witzel foi afastado por 180 dias após a decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ele é acusado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo Ministério Público Federal (MPF).

Além disso, ele também é apontado como integrante de um suposto esquema de desvios de recursos da Saúde, de fraudes e de superfaturamento em contratos emergenciais.

Dessa forma, o governador afastado passa à condição de denunciado.

Cláudio Bonfim Castro e Silva, vice-governador, comanda interinamente o governo do Rio de Janeiro.

Conexão política.

PF identifica hacker que invadiu sistema do STJ

Superior Tribunalk Federal, fachada, letreiro. Sérgio Lima/Poder360 25.09.2020

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Rolando Alexandre de Souza, disse nesta 6ª feira (06.nov.2020) que foi identificado o hacker que invadiu o sistema do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ataque provocou a suspensão de julgamentos e levou à adoção de várias medidas de segurança. A informação é da TV Globo. O caso está sob investigação em um inquérito.

De acordo com Rolando de Souza, o suposto invasor pediu pagamento de resgate em troca da não destruição dos dados roubados do sistema. O diretor-geral não citou valores, mas confirmou a existência de 1 servidor na Suíça no qual supostamente as informações teriam sido armazenadas.

Rolando também não entrou em detalhes sobre a identidade do suspeito, mas disse que seria o mesmo responsável pela tentativa de invasão dos sistemas do Ministério da Saúde e do governo do DF.

SISTEMAS VOLTAM NO DIA 9

Em nota, o ministro Humberto Martins, presidente do STJ, afirmou que “o trabalho de restabelecimento dos sistemas de tecnologia da informação e comunicação do tribunal está evoluindo conforme o esperado, estando o backup 100% íntegroEle disse que  os processos estarão novamente disponíveis aos  ministros e servidores na próxima 2ª feira (09.nov.2020).

Ainda de acordo com o STJ. o atendimento ao público deve ser normalizado no dia 10 de novembro, sem prejuízo aos prazos de avaliação dos processos previamente estabelecidos. Leia a íntegra.

STJ TEM SISTEMA INVADIDO

A invasão ao sistema ocorreu no momento em que eram realizadas sessões de julgamento dos colegiados das 6 turmas. A Corte informou que por precaução desconectou os links para a rede mundial de computadores e cancelou as sessões de julgamento

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as circunstâncias da invasão na rede de tecnologia da informação do STJ.

Segundo a PF, as diligências iniciais da investigação já foram adotadas, inclusive, com a participação de peritos da instituição. A investigação está em andamento na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. “Eventuais fatos correlatos poderão ser apurados na mesma investigação”, informou.

Poder 360.

Brasil registra 279 mortes por covid-19 em 24 horas; total vai a 162.015

O Brasil tinha pelo menos 162.015 mortes por covid-19 até as 18h desta 6ª feira (6.nov.2020). São 279 vítimas a mais que no dia anterior. Os dados são do Ministério da Saúde.

O país contabiliza 5.631.181 casos de covid-19. Acréscimo de 18.862 casos em 24 horas.

Cerca de 5,06 milhões de pessoas se recuperaram da doença até o momento. Outras 365 mil estão em acompanhamento.

Alguns dos dados informados pelo Ministério da Saúde estão desatualizados, por causa de problemas técnicos nos sites da pasta. “A questão está sendo tratada pela equipe do DataSUS, e as páginas estão sendo restabelecidas. Não foram afetados os dados nem os servidores da pasta, que estão preservados pelas medidas de segurança adotadas“, informou o ministério.

A pasta afirma estar revisando a segurança do sistema de informação do SUS. Segundo o ministério, isso pode “ocasionar intermitência nos sistemas e na disseminação de informações da saúde durante o fim de semana, com previsão de término até o próximo domingo (8.nov)”.

O Brasil é o 2º país com mais mortes por covid-19. Só os Estados Unidos têm mais vítimas: 241.873, até as 18h.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 765 mortes por milhão de habitantes –segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 4ª posição do ranking mundial. A Bélgica é o país onde a covid-19 mais mata em relação ao número de habitantes. São 1.079 mortes por milhão de pessoas em ambos os países. Distrito Federal, Rio de Janeiro, Roraima, Mato Grosso e Amazonas têm taxas mais altas.

Poder 360.

“Biden não deveria reivindicar o cargo de presidente”, diz Trump no Twitter

O candidato à reeleição nos EUA, Donald Trump, voltou a se manifestar sobre a apuração de votos, que o coloca em desvantagem em relação ao principal adversário, Joe Biden. Para o atual ocupante da Casa Branca, o candidato democrata não deveria reivindicar o posto de presidente norte-americano. Isso porque ele ainda considera que tem chances de ser reconduzido ao posto.

“Joe Biden não deveria erroneamente reivindicar o cargo de presidente. Eu também poderia fazer essa reivindicação. Procedimentos legais estão apenas no começo”, afirmou o candidato republicano.

Donald Trump quer que contagem de votos seja refeita em vários Estados

Até a última atualização desta reportagem, as estimativas de votos davam vantagem a Biden. De acordo com as contagens feitas pela AP (Associated Press), o democrata já tinha somado 264 delegados. Para ser eleito, ele precisa alcançar 270 dos 538 membros do Colégio Eleitoral necessários para ser levado ao cargo de presidente dos EUA.

Caso seja o vencedor, Biden será o 64º presidente da história norte-americana. Ex-vice-presidente durante a gestão de Barack Obama, ele assumirá 1 país profundamente dividido ideologicamente. Além disso, terá que apresentar soluções para problemas graves que atingem a economia do país, como a pandemia de covid-19, que já matou mais de 240 mil pessoas.

Porém, antes de chegar à Casa Branca, Biden deverá superar uma série de processos judiciais abertos por Donald Trump, que pede a recontagem dos votos em vários estados. Entre as reclamações do republicano está o recebimento de votos enviados pelos correios, depois do dia 3 de novembro, data oficial da eleição nos EUA.

Até o momento, os pedidos judiciais iniciados pela chapa de Trump foram negados pela Justiça norte-americana. O caso, no entanto, deverá chegar à Suprema Corte, que tem a maioria de juízes favoráveis ao conservadorismo e ao pensamento do Partido Republicano, o que deixa um ar de incerteza quanto a quem vai ocupar o Salão Oval a partir de 2021.

Poder 360.

“Vamos dançar com todo mundo”, diz Guedes sobre provável vitória de Biden

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 6ª feira (6.nov.2020) que o Brasil seguirá seu relacionamento com os Estados Unidos caso o democrata Joe Biden vença as eleições norte-americanas.

“Nós vamos dançar com todo mundo, porque chegamos atrasados à festa. Vamos seguir nosso relacionamento. Agora, também não vou superestimar o fator político quando ele não é para ser superestimado”, disse Guedes, durante evento virtual organizado pelo Itaú.

O próprio presidente Jair Bolsonaro endossou a recondução de Donald Trump ao comando do país mais poderoso do mundo em outras situações. O brasileiro tem apostado em uma proximidade para tentar estreitar laços entre os 2 países.

Para Guedes, a possível mudança na Presidência dos EUA não vai alterar a economia brasileira. “O coração da economia tá aqui, é capacidade de poupança interna, melhora do ambiente de negócios, taxação adequada”, afirmou.

O ministro disse, porém, que o governo buscará expandir a abertura da economia no mercado internacional nos próximos anos.

“Chegamos atrasados na festa. Quando nós chegamos já estava a maior briga. Todo mundo bêbado e brigando. Nós estamos dançando com qualquer 1. Estamos dançando com todo mundo. Falta pouco, a festa está acabando e temos que dançar para abrir a economia”, afirmou.

De acordo com Guedes, essa abertura será paulatina. Disse que, no momento, o Brasil se beneficia por ser fechado demais e não sofre tanto com as oscilações globais. “Temos que abrir sem ingenuidade. Somos liberais, mas não somos trouxas. Vamos chegar em 1 momento que está uma conturbação, uma destruição de emprego globalmente, as pessoas querendo nos condenar por meio ambiente, por isso e por aquilo? Espera aí.”

INFLAÇÃO PONTUAL

Durante o evento, disse que os recursos injetados na economia via auxílio emergencial resultaram numa alta pontual e transitória dos preços –principalmente no setor alimentício e da construção civil.

Segundo o ministro, a autonomia formal do Banco Central vai fazer com que a inflação fique sob controle. “Em vez de 1 aumento transitório e setorial, isso poderia virar 1 aumento generalizado e permanente de preços”, afirmou.

Poder 360.

Em tom de vitória, Biden pede calma, mas diz que vai governar para todos

O  democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, fez 1 pronunciamento no início da madrugada deste sábado (7.nov.2020) em que evitou comemorar a vitória nas eleições norte-americanas. Apesar disso, afirmou que governará para todos os cidadãos do país, em claro tom de vitória. Ele estava acompanhado da candidata à vice-presidente, a senadora Kamala Harris, que não discursou.

Atualmente, Biden lidera as apurações e as projeções, mas ainda há possibilidade matemática de perder em Estados que não concluíram a contagem de votos. De acordo com a Associated Press, o democrata já conseguiu somar 264 delegados. Para ser eleito no Colégio Eleitoral, ele precisa ter 270.

“Nós não temos uma declaração final de vitória ainda, mas temos 1 número convincente. Estávamos atrás na Geórgia, mas agora estamos à frente”, afirmou, citando 1 dos Estados que podem definir a disputa eleitoral nos EUA.

Veja a íntegra do discurso de Biden (8min27s):

 

No discurso, ele não citou o nome do opositor Donald Trump, que tenta permanecer no cargo de presidente. O republicano já deu diversas declarações afirmando que pretende entrar na Justiça para contestar os resultados. Entre as reclamações, ele alega que alguns Estados não deveriam contar os votos encaminhados pelos correios e que chegaram depois do dia 3 de novembro, data em que a votação presencial foi encerrada. Ele também chamou os democratas de corruptos e disse que as eleições estavam sendo fraudadas.

Indiretamente, ele rebateu as declarações de Trump. Enquanto o republicano criticou de forma veemente o modelo eleitoral dos EUA, Biden garantiu que a democracia no país funciona. “Temos que nos manter calmos, enquanto contamos todos os votos. Estamos provando de novo o que já provamos por 244 anos no país. A democracia funciona, os votos serão contados”, disse.

Ainda que tenha dito que não comemoraria a vitória antecipada, Biden afirmou que já está trabalhando para assumir o governo. Disse que tem 1 plano pronto para recuperar a economia norte-americana, impactada pela pandemia de covid-19. Também falou que irá mudar o panorama de combate à doença.

Por fim, Biden acenou a todo o povo norte-americano, incluindo aos que não votaram nele. Lembrou que cerca de 150 milhões de pessoas foram às urnas ou enviaram os votos pelos correios, um recorde nas eleições do país. O candidato disse que governará para todos, apesar das profundas diferenças que se acentuaram nos últimos anos.

“Temos que lembrar que o propósito da nossa política não é enfrentar o conflito. Nós temos que resolver problemas, garantir justiça, dar a todos uma chance boa, salvar a vida das pessoas. Somos oponentes, não somos inimigos. A grande maioria dos 150 milhões que votaram querem que nós caminhemos juntos, tenhamos uma atitude civilizada, acabar com a demonização. Não é uma atitude fácil. Eu representarei toda a a nação como presidente”, disse.

Poder 360.

ÚLTIMASBolsonaro volta a defender voto impresso: “Vamos mergulhar na Câmara e Senado”

Hoje (5), na tradicional live de quinta-feira, Jair Bolsonaro disse há pouco que vai “mergulhar” na Câmara e no Senado em busca do voto impresso.

O objetivo é fazer a medida valer já nas próximas eleições de 2022.

Segundo Bolsonaro, ele utilizará a PEC de Bia Kicis como ponte.

A proposta estabelece a impressão de cédulas para tornar o sistema eleitoral confiável.

O eleitor, contudo, não chega a ter contato com o papel impresso.

“Vamos mergulhar na Câmara e Senado para que a gente possa realmente ter um sistema eleitoral confiável em 2022. Tem uma PEC da Bia Kicis que pode ser aproveitada para voltar o voto impresso. É a maneira como você tem para auditar, contar os votos de verdade.”

E acrescentou:

“Devemos sim ver o que acontece em outros países e buscar um sistema que seja confiável por ocasião das eleições”.

Conexão política.

Covas tem 26% e Russomanno e Boulos disputam vaga no 2º turno em São Paulo

Pesquisa realizada pela XP/Ipespe e divulgada nesta 5ª feira (5.nov.2020) mostra o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), tecnicamente empatado, no limite da margem de erro, com o deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP) na corrida eleitoral pela prefeitura da capital paulista.

O atual prefeito aparece com 26% das intenções de voto. Russomanno tem 19%. Guilherme Boulos (Psol) aparece numericamente na sequência, com 15%, tecnicamente empatado com o deputado do Republicanos.

O levantamento foi realizado em 2 e 3 de novembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Eis os números da pesquisa mais recente (clique nas datas da parte superior do quadro para ver as pesquisas anteriores):

O estudo ouviu 800 eleitores paulistanos. O número de identificação na Justiça Eleitoral é SP-00875/2020. Eis a íntegra (3 MB).

Covas e Russomanno tiveram oscilação negativa em relação à pesquisa anterior da XP/Ipespe, realizada de 26 a 27 de outubro e divulgada em 29 de outubro. O atual prefeito passou de 27% para 26%, enquanto o deputado foi de 22% para 19%.

Boulos oscilou 1 ponto para baixo no mesmo período, mas sua distância para Russomanno também teve variação negativa, de 6 para 4 pontos percentuais. Os 2 disputam uma vaga no 2º turno.

2º TURNO:

O levantamento também indagou os eleitores sobre 6 possíveis cenários de 2º turno.

CENÁRIO 1

  • Bruno Covas (PSDB) – 49%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum – 17%;
  • não sabe/não respondeu – 2%.

CENÁRIO 2

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum – 19%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 3

  • Bruno Covas (PSDB) – 50%;
  • Márcio França (PSB) – 32%;
  • branco/nulo/nenhum– 16%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 4

  • Celso Russomanno (Republicanos) – 40%;
  • Guilherme Boulos (Psol)– 33%;
  • branco/nulo/nenhum– 24%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 5

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Celso Russomanno (Republicanos) – 37%;
  • branco/nulo/nenhum– 22%;
  • não sabe/não respondeu – 3%.

CENÁRIO 6

  • Márcio França (PSB) – 39%;
  • Guilherme Boulos (Psol) – 28%;
  • branco/nulo/nenhum– 26%;
  • não sabe/não respondeu – 6%.

O Poder360 mantém 1 Agregador de Pesquisas Eleitorais, com dados divulgados por institutos de pesquisas desde o ano 2000. Esses dados estão abertos e livres para consulta. Se você tiver alguma pesquisa disponível e que não esteja em nossa base de dados, envie 1 e-mail para redacao@poder360.com.br.

Poder 360

Brasil estava fora do mapa com Trump, ficará ainda mais de fora com Biden, por José Paulo Kupfer

OBrasil já não era grande coisa para o presidente Donald Trump, mesmo com o presidente Jair Bolsonaro rendendo-lhe vassalagem incondicional, tentando replicar (falta de) modos de governar, e até imitando o estilo pessoal grotesco do americano. Mesmo com Trump, o Brasil já era um ponto fora do mapa.

Caso se confirme o que a marcha (lenta) das apurações das eleições presidenciais nos Estados Unidos está apontando, com o democrata Joe Biden na presidência, a situação, em termos gerais, não vai mudar. O Brasil estava fora do mapa e assim deve continuar. A diferença é que não ganhará, de tempos em tempos, um afago fortuito, daqueles que os tiozões ricos fazem nos filhos do primo pobre do interior quando o visitam na capital, como os que Trump dispensava a Bolsonaro.

Bolsonaro, e sua diplomacia, construíram, tijolo a tijolo, um formidável muro que separou o Brasil da comunidade internacional. Seguiu, canina e irresponsavelmente, a política isolacionista de Trump, e pagará um preço por isso. Esse preço será tão mais alto quanto o governo brasileiro mais se recusar a estabelecer pontes de convivência adulta com um governo democrata em Washington.

Em qualquer hipótese, porém, Biden deverá se manter indiferente ao gigante sul-americano, pelo menos nos primeiros tempos. Não se trata de um “privilégio” brasileiro. A América do Sul nunca recebeu grande atenção de Washington e o Brasil de Bolsonaro só produziu uma versão atualizada e piorada da velha realidade.

Para Biden, a prioridade número um é reverter os desmontes e estragos produzidos por Trump. No campo das relações externas, México e Canadá, portanto, estão em primeiro lugar na lista de países a merecer atenção. Logo em seguida vem a China e, mais atrás, o retorno dos EUA aos órgãos multilaterais, o que também significa uma reaproximação com a Europa.

Do resto que sobrar, nas vizinhanças do continente americano, Nicarágua, na América Central, e Venezuela, na América do Sul, poderão receber um olhar menos distraído, mas não exatamente cordial. O resto, Brasil incluído, será o resto.

Há uma prioridade zero e esta é doméstica. O primeiro e maior desafio de Biden será estancar a atual e descontrolada disseminação da covid-19. A cada dia em que se desenrola a contagem dos votos, mais de 100 mil americanos estão engrossando as estatísticas de infectados. O esforço do novo presidente será reunir apoio para formatar um mega pacote fiscal, destinando abundantes recursos para a área da saúde e para a sustentação de empresas e empregados – visto que lockdowns, ainda que parciais, terão de ser negociados com estados em que o vírus circula sem barreiras.

Embora congressistas republicanos reeleitos não estejam em condições de boicotar ações de combate à pandemia, a polarização evidenciada pelo resultado das urnas, refletida na composição do Senado e da Câmara dos Representantes, indica dificuldades para governar. Ainda mais com Trump não aceitando a derrota e incitando correligionários, fato inédito na história política americana.

Prevê-se que o moderado Biden terá espaço estreito para se movimentar, com republicanos radicais fechando caminhos de um lado –há senadores eleitos considerados mais trumpistas do que Trump–, e a esquerda dos democratas, de outro. Com base nessa polarização, analistas insinuam que Biden já tomará posse como um presidente “lame duck” (pato manco, na tradução literal), sem forças para aprovar grandes mudanças, num ambiente político “ingovernável”.

Suas propostas de elevar o salário mínimo e aumentar a taxação dos mais ricos, para assegurar recursos à Saúde, combate à Covid-19 e estímulos a investimentos em economia verde, talvez não possam ir adiante ou tenham de ficar para a segunda metade do mandato, se a administração nos primeiros dois anos for bem sucedida. Diante da polarização existente, o risco de que pautas-bomba tentem minar o governo não pode ser desprezado.

Esse ambiente contaminado poderia lembrar o do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff que, depois de ganhar a eleição de 2014 por margem mínima, teve sua vitória contestada e, independentemente da incompetência política que demonstrou, foi, na prática, impedida de governar, até ser tirada da presidência. Mas a comparação não faz sentido, não só porque os Estados Unidos não são o Brasil, mas, principalmente, porque Biden não é como Dilma.

Joe Biden é um político experiente, de longo curso, tendência moderada e treinado no ambiente de negociações do Congresso americano. Faz parte das apostas, por exemplo, que Biden venha a convidar republicanos para o ministério, bem como consiga manter diálogo e negociar com o líder republicano no Senado, o trumpista Mitch McConnel. Mas isso será o de menos, nas atuais e complicadíssimas circunstâncias.

Poder 360.

TVs dos EUA interrompem transmissão de discurso de Trump por acusações falsas

ABC, CBS e NBC, 3 das maiores emissoras de TV norte-americanas, interromperam a transmissão ao vivo do pronunciamento do presidente Donald Trump na noite dessa 5ª feira (5.nov.2020). O canal MSNBC, ligado à NBC, também deixou de veicular o discurso do republicano.

Falando da Casa Branca, Trump chamou os democratas de corruptos que representam o establishment, questionou a validade das apurações dos votos e admitiu que judicializará o resultado caso perca a disputa.

Estamos assistindo o presidente Trump falando ao vivo da Casa Branca e temos que interromper aqui porque o presidente fez uma série de declarações falsas, incluindo a de que houve votação fraudulenta”, disse Lester Holt, da NBC. “Não houve nenhuma evidência disso. Alegações de sua campanha, mas seus porta-vozes não foram capazes de fornecer qualquer evidência.”

“Ele [Trump] está, francamente, fazendo várias acusações falsas, afirmações sem fundamento. E isso não é ser parcial, é constatar fatos. Ele anunciou que ganhou vários Estados nos quais existem projeções ou ainda não foram anunciados [o vencedor]”, disse Linsey Davis, da ABC, ao interromper a transmissão.

Depois de deixar de exibir o pronunciamento de Trump, a correspondente da CBS, Nancy Cordes, elencou as declarações do republicano que não podiam ser provadas.

CNN e a Fox News, outras grandes emissoras do país, exibiram o discurso completo. Depois, no entanto, destacaram que Trump não apresentou evidências para sustentas as acusações.

Quando o republicano terminou o pronunciamento, Jake Tapper, da CNN, disse que aquela era uma “noite triste para os Estados Unidos da América, que ouviu o seu presidente dizer aquelas coisas”.

Acusar falsamente pessoas de tentarem roubar a eleição. Tentar atacar a democracia com uma festa de falsidades. Mentira depois de mentira, depois de mentira, sobre o roubo da eleição. O que ele está falando não tem evidência. São apenas manchas sobre a integridade da contagem de votos em diversos Estados”, falou Tapper.

Na Fox News, emissora simpática a Trump, os âncoras Bret Baier e Martha MacCallum listaram as afirmações infundadas. MacCallum falou que a “evidência” de fraude eleitoral mencionada por Trump “precisará ser produzida, se de fato existir uma.

Kassio Nunes Marques é o único ministro nordestino no STF

 

O novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Nunes Marques, é o único na atual composição que nasceu no Nordeste. Natural de Teresina, ele é o 167º a ingressar na Corte, completando o quórum de 11 membros no plenário, ocupando a vaga deixada por Celso de Mello.

Marques tomou posse em rápida cerimônia na tarde desta 5ª feira (5.nov.2020), no plenário. Entre as autoridades presentes estavam o presidente da República, Jair Bolsonaro; os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Aos 48 anos, é o 4º a assumir o cargo com a idade mais baixa entre os ministros da atual composição. Dias Toffoli, Marco Aurélio e Gilmar Mendes tomaram posse com 42, 44 e 47 anos, respectivamente.

Por ser o membro mais novo, o magistrado será sempre o 1º a votar nas sessões. Passa a ocupar o assento do ministro Alexandre de Moraes, que deixa a posição de novato.

Caso não haja nenhuma mudança na composição, Nunes Marques passará a integrar a 2ª Turma do STF. Participa de sua 1ª sessão no colegiado na 3ª feira (10.nov). No plenário, o magistrado estreia na 4ª feira (11.nov). Será o dia em que os ministros decidirão se cabe ou não a incidência de ICMS sobre licenciamento de softwares.

ÚNICO NORDESTINO

O ministro Nunes Marques foi a 1ª pessoa da região indicada ao tribunal depois de 17 anos. É o único integrante do Nordeste na atual composição do Supremo. O ministro aposentado Carlos Ayres Britto foi o último. Deixou o tribunal em 2012.

ESTADO NATAL

Os juízes do Rio de Janeiro são os que mais ocuparam cadeiras no Supremo desde 1891. Foram 33 ministros. A USP (Universidade de São Paulo) formou a maioria deles.

INDICAÇÕES PRESIDENCIAIS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi quem mais emplacou ministros na Suprema Corte desde a redemocratização. Foram 8 nomes.

O atual presidente, Jair Bolsonaro, ainda terá direito a mais uma indicação, em 2021. O decano, ministro Marco Aurélio completa 75 anos em julho, quando terá de se aposentar compulsoriamente.

O recordista, no entanto, é Getúlio Vargas. O ex-presidente, que se suicidou em 1954, indicou 21 ministros para a Corte. No 1º período em que assumiu o governo, após 1 golpe e depois sob regime ditatorial, ele alterou a lei para garantir a nomeação por tempo indeterminado. Foram 21 membros da Suprema Corte ao todo.

Poder 360.

Heleno e a ‘fogueirinha’ da Amazônia

Augusto Heleno admitiu nesta quarta-feira (4) que há áreas de queimada na Amazônia, mas minimizou o problema e disse que, se a região estivesse realmente em chamas, “a fumaça chegaria a Londres ou Paris”, registra o G1 AM.

O ministro-chefe do GSI sobrevoou a floresta hoje ao lado de Hamilton Mourão e  de embaixadores de dez países, para mostrar aos diplomatas estrangeiros uma “visão real da Amazônia”.

Neste ano, o Amazonas já registrou o maior número de focos de queimadas da história. Para Heleno, porém, as informações são divulgadas irresponsavelmente e passam a impressão de que toda a Amazônia está em chamas.

“Passamos por cima e ressaltamos que tem algumas áreas de queimada, mas isso é totalmente deturpado, porque é colocado fora de contexto, que é uma coisa majestosa, e fica virando uma fogueirinha ali. Isso é ruim para a gente.”

O antagonista.