Biden diz que nada impedirá transição de poder nos EUA

Foto: REUTERS/Jim Bourg/Direitos Reservados

O presidente eleito Joe Biden afirmou nessa terça-feira (10) que nada irá impedir a transição de poder nos Estados Unidos (EUA) após sua vitória nas eleições presidenciais da semana passada.

Ele acrescentou que a transição está bem encaminhada, apesar da recusa do presidente Donald Trump de aceitar os resultados do pleito eleitoral.

Joe Biden fez a declaração durante evento em Delaware.

Agência Brasil

Mega-Sena acumulada sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 34 milhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As seis dezenas do concurso 2.317 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia no primeiro mês R$ 39,4 mil.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Agência Brasil

IPC e cesta básica aumentam no mês de outubro em Natal

Foto: UOL

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade do Natal, calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema_, através da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES), registrou no mês de setembro, uma variação positiva de 0,95% em relação ao mês anterior. Com este resultado, a variação no ano ficou em 3,87%, nos últimos doze meses (Novembro/19 a Setembro/2020) atingiu 5,18% e 505,60% desde o início do Plano Real.

O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 2,36% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: cereais, leguminosas e oleaginosas (8,91%), óleos e gorduras (6.98%), alimentação dora do domicílio (5,58%), carnes (4,27%), hortaliças e verduras (3,33%) e enlatados e conservas (2,84%).

O grupo transporte apresentou neste período uma variação positiva de 1,27% em função do aumento de preços nos seguintes itens: combustíveis (veículos) (3.25%) e veículo próprio (1,76%). O grupo artigos de residência apresentou uma variação positiva de 0,66%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preço foram: nobiliário (1,29%), eletrodomésticos e equipamentos (1,26%) e utensílios e enfeites (0,39%).

Cesta Básica:

O custo da cesta básica teve uma variação positiva de 1,61% em relação ao mês anterior. Dos produtos que compõem a cesta básica, sete tiveram variação positiva: arroz (11,70%), óleo (10,10%), feijão (8,10%), carne de boi (5,32%), leite (3,22%), farinha (1,92%), margarina (1,24%). As variações negativas ocorreram em seis produtos restantes: tubérculos (-5,11%), pão (-4,90%), frutas (-2,03%), café (- 1,78%), legumes (-1,76%) e açúcar (-0,07%).

O custo com alimentação por pessoa foi de R$ R$ 417,94. Para uma família constituída por quatro pessoas, esse valor alcançou R$ 1.671,76. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com vestuário, despesas pessoais, transportes, dentre outros o dispêndio total seria de R$ 5.155,08.

Assecom IDEMA

Senadores requerem informações de presidentes da Anvisa e do Butantan

Nesta 3ª feira (10.nov.2020), os senadores Rogério Carvalho (PT), Randolfe Rodrigues (Rede), Confúcio Moura (MDB) e Alessandro Vieira (Cidadania) fizeram requerimentos convidando o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, para prestarem esclarecimentos no Senado Federal acerca da suspensão dos estudos clínicos sobre a vacina CoronaVac. O imunizante é desenvolvido no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

A comissão mista que acompanha as ações do Executivo contra a pandemia da covid-19 deverá fazer reunião remota na 4ª feira (11.nov.2020), às 10h, para votar os requerimentos que pedem o esclarecimento da suspensão.

Alessandro Vieira (Cidadania) afirmou que “não é aceitável que possíveis disputas políticas possam atrasar uma medida tão aguardada como a distribuição da vacina que, esperamos, poderá facilitar e impulsionar a normalização da situação de calamidade que enfrentamos no momento”.

O senador também disse no requerimento dele que a atitude de comemoração do presidente Jair Bolsonaro quando foi anunciada a interrupção dos estudos clínicos sobre a CoronaVac é “repugnante“. “Não podemos descartar que a ANVISA tenha sido instrumentalizada para cumprir os caprichos do Presidente (…) às custas da saúde, e das vidas, de todos os brasileiros“, disse Alessandro.

No Twitter, Randolfe Rodrigues justificou estar exigindo explicações da Anvisa porque “a saúde das pessoas não é brincadeira. A politização da vacina é algo inaceitável. A vida do povo deve ser prioridade“.

Deputados que são de oposição ao governo de Bolsonaro também querem explicações. O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT) disse que o governo do presidente da República continua “brincando“com a vida dos brasileiros. “Ao suspender os testes da Coronavac, aqui no Brasil, ele atenta contra a possibilidade de nós termos uma vacina que efetivamente cure a Covid-19”, afirmou.

O deputado Alexandre Padilha (PT) também disse que entrará com requerimento para convocar os representantes da Anvisa e do Ministério da Saúde a darem explicações.

INTERRUPÇÃO DOS ESTUDOS CLÍNICOS

Na 2ª feira (9.nov.2020), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), suspendeu os estudos clínicos da vacina contra a covid-19 CoronaVac. Segundo a Anvisa, suspensão ocorre por causa de 1 “evento adverso grave” do dia 29 de outubro.

A causa da morte, segundo laudo médico emitido pelo IML (Instituto Médico Legal) divulgado pela TV Cultura, foi suicídio. Os membros da Anvisa, no entanto, afirmam não ter sido notificados formalmente deste fato.

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo– foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada”.

“Quando temos eventos adversos não esperados, aqueles que num 1º momento não conseguimos fazer uma relação, a sequência é uma só: interromper os estudos”, completou.

Em entrevista concedida na manhã desta 3ª feira (10.nov), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o “evento adverso grave” no voluntário em questão não tem relação com a vacina, mas não detalhou.

BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta 3ª feira (10.nov.2020), que a suspensão dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é mais uma medida que representa sua vitória sobre a gestão do governador João Doria (PSDB).

“Morte, invalidez e anomalia… Esta é a vacina que o Dória (sic) queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la (sic). O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, disse o presidente em seu perfil no Facebook em resposta a um usuário da rede social.

Poder 360.

TSE decide manter inelegibilidade do ex-governador Ricardo Coutinho

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu manter a inelegibilidade do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por 8 anos, contados a partir de 2014. O político foi condenado por abuso de poder político, mediante o uso da máquina administrativa, para ser reeleito.

Coutinho é candidato a prefeito de João Pessoa. Segundo pesquisa Ibope, ele é o 3º colocado nas intenções de voto para o 1º turno. Em nota, o político afirmou que segue na disputa, porque o registro da candidatura já foi deferido pela Justiça Eleitoral. Eis a íntegra.

 

Segundo o TSE, os ministros analisaram, de uma só vez, 3 processos referentes ao caso de Coutinho. Uma das denúncias tratava da distribuição irregular de kits escolares, outro sobre concessão de microcrédito, pelo programa Empreender, enquanto o terceiro tratava da contratação e exoneração de prestadores de serviços no trimestre anterior às eleições de 2014.

Além de perder os direitos políticos, Coutinho terá que pagar multa estabelecida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, cujo valor foi mantido pelo TSE.

A ex-vice-governadora, Lígia Feliciano, também era citada nos processos. Os ministros decidiram isentá-la de responsabilidade, mas também mantiveram as multas da Justiça Eleitoral da Paraíba contra ela.

Poder 360.

STF determina que Anvisa detalhe critério de suspensão da vacina em até 48 h

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 48 horas para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) esclarecer os critérios utilizados para suspender os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A decisão foi tomada nesta 3ª feira (10.nov.2020).

Além disso, solicitou que a agência reguladora preste esclarecimento sobre o estágio de aprovação desta e demais vacinas contra a covid.19. Eis a íntegra.

O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada.

A agência disse ter recebido do Instituto Butantan apenas a informação de que teria havido 1 “evento adverso grave inesperado”. Nesses casos, afirma, o protocolo é interromper a vacinação.

“As informações recebidas ontem foram informações que levaram a área técnica a tomar a decisão da interrupção temporária. […] As informações detalhadas ontem foram consideradas pela área técnica insuficientes, incompletas”, afirmou.

A Anvisa afirma que só mudará o entendimento depois do posicionamento do Comitê Independente Institucional e de ter acesso a dados pelos canais oficiais.

O Poder360

Interrupção de testes de vacina “era a única medida a ser tomada”, diz Anvisa

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou nesta 3ª feira (10.nov.2020) que a decisão de interromper os testes da CoronaVac –vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo– foi “técnica” e, em face dos documentos apresentados, “era a única a ser tomada”.

“As informações recebidas ontem foram informações que levaram a área técnica a tomar a decisão da interrupção temporária. […] As informações detalhadas ontem foram consideradas pela área técnica insuficientes, incompletas”, afirmou.

“Quando temos eventos adversos não esperados, aqueles que num 1º momento não conseguimos fazer uma relação, a sequência é uma só: interromper os estudos”, completou.

A diretora da Anvisa Alessandra Bastos afirmou que quando a decisão foi tomada, tinha somente esta informação, de “efeito adverso grave não esperado”.

A causa da morte, segundo laudo médico emitido pelo IML (Instituto Médico Legal) divulgado pela TV Cultura, foi suicídio. Os membros da Anvisa, no entanto, afirmam não ter sido notificados formalmente disso.

Em entrevista concedida na manhã desta 3ª feira (10.nov), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o “evento adverso grave” no voluntário em questão não tem relação com a vacina, mas não detalhou.

“Os dados são transparentes. Por que nós sabemos e temos certeza de que não é 1 evento relacionado a vacina? Como eu disse, do ponto de vista clínico do caso e nós não podemos dar detalhes, infelizmente, é impossível, é impossível que haja relacionamento desse evento com a vacina, impossível, eu acho que essa definição encerra um pouco essa discussão”, afirmou a jornalistas.

Covas disse ainda que a agência foi notificada sobre a ocorrência em 6 de novembro e não se pronunciou até a noite de 2ª feira (9.nov.2020). Na nota em que comunicou a interrupção dos testes, a Anvisa afirmou que a ocorrência foi em 29 de outubro. Para Covas, a agência deveria, antes de suspender os testes, ter verificado qual foi o evento adverso grave que ocorreu com o voluntário do estudo. “Foi isso o que aconteceu? Não”.

Segundo a Anvisa, porém, as informações só foram conhecidas nesta 2ª feira por causa de ataque de hackers ao sistema do Ministério da Saúde. Diante da comunicação, as normas indicam a interrupção dos testes. Medida que foi adotada e, depois, informada por ofício e e-mail, de acordo com a agência.

Em relação à afirmação do governo de São Paulo de que teria sido informada da interrupção pela imprensa, Barras Torres disse não ser “razoável”“Se assim foi, deixou-se de verificar uma documentação oficiada”, disse.

O presidente da Anvisa reforçou ainda que a agência “não é parceira de nenhum desenvolvedor. De nenhum laboratório. De nenhum instituto. De nenhum setor regulado”. E que, para a retomada dos testes, será necessário o posicionamento de 1 comitê internacional e o acesso a dados por meio dos canais oficiais.

“Informação para nós não é informação se ela não vem em canal correto. Não estamos diante de nenhuma brincadeira de criança. Existe 1 protocolo”, completou.

BOLSONARO X DORIA

A interrupção dos testes foi comemorada por Jair Bolsonaro na manhã desta 3ª feira (11.nov). Em resposta a 1 seguidor no Facebook, o presidente afirmou: “Morte, invalidez e anomalia… Esta é a vacina que o Dória (sic) queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la (sic). O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

Ambos divergem sobre a obrigatoriedade da aplicação da vacina. O tucano diz que exigirá a imunização em São Paulo. Já Bolsonaro afirma que cabe ao Ministério da Saúde recomendação dessa natureza. Além disso, o presidente tem levantado suspeitas sobre a segurança da CoronaVac. Em 21 de outubro, depois de o Ministério da Saúde anunciar que adquiriria as doses da vacina, Bolsonaro cancelou o acordo.

A reportagem do Poder360 apurou que o presidente enviou mensagens a ministros com o seguinte teor: “Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre covid-19″. No mesmo dia, publicou nota dizendo que a compra de vacinas seria condicionada à comprovação científica de sua eficácia.

Em março, o diretor-presidente da agência reguladora, Antonio Barra Torres, acompanhou, sem máscara, manifestação pró-governo ao lado de Bolsonaro. Questionado sobre uma eventual comunicação sobre o assunto com o presidente, Barras Torres negou. Disse ainda não ter função de assessorar o presidente.

Durante a entrevista a jornalistas na sede do Instituto, Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde de São Paulo, disse que o governo paulista, comandado por João Doria (PSDB), “não trata e nunca tratou a pandemia e a vacina de forma política”.

Barras Torres, por sua vez, declarou: “Nós não tecemos no passado, não teceremos agora e não teceremos no futuro comentários sobre questões políticas. O que o cidadão brasileiro não precisa hoje é de uma Anvisa contaminada por questões políticas. Ela existe, sim, existe. Mas ela tem que ficar daqui para fora.”

Poder 360.

Brasil tem que deixar de ser país de maricas, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (10.nov.2020) que o Brasil tem que deixar de ser 1 país de “maricas” – termo pejorativo para se referir a homossexuais. De acordo com ele, tudo agora é pandemia de coronavírus e superdimensionado. “Não adianta fugir da realidade“, declarou. “Geração hoje em dia é Nutella”.

Bolsonaro também usou o termo marica para criticar pessoas que defendem alianças de centro. O jornal Folha de S.Paulo revelou no domingo (8.nov.2020) que o ex-juiz federal Sergio Moro recebeu o apresentador de TV Luciano Huck em Curitiba, em outubro, para discutir o panorama eleitoral e uma possível união.

“Nós temos que buscar mudanças. Não teremos outra oportunidade. Já vem uma turminha falar: ‘Queremos 1 centro, nem ódio para lá, nem ódio para cá’. Ódio é coisa de marica, pô. Meu tempo de bullying na escola era porrada. Agora, se chamar o cara de gordo é bullying”, declarou o presidente em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo Bolsonaro, diversos políticos querem a cadeira dele e buscam chegar à Presidência criticando-o. “Quem acha que eu tenho tesão nesta cadeira está errado”. De acordo com o presidente, só a esquerda ganha com isso. Bolsonaro falou que o ex-presidente da Argentina Maurício Macri não conseguiu implementar as reformas propostas por ele porque “levava pancadas” de aliados. Na avaliação do chefe do Executivo brasileiro, isso abriu espaço para Cristina Kirchner retomar o poder.

Poder 360.

Bolsonaro faz ameaça a Biden: “Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (10.nov.2020) que “quando acabar a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir a possíveis barreiras comerciais impostas por outros países condicionadas à preservação da Amazônia. No discurso, o presidente se referiu a Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, como “1 grande candidato à chefia de Estado”.

Biden propôs formar de uma coalizão internacional para transferir US$ 20 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) ao Brasil para a preservação da Amazônia.

É a 1ª vez que Bolsonaro se refere indiretamente a Biden depois de a mídia norte-americana declarar a vitória do postulante democrata.

“Assistimos há pouco 1 grande candidato à chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né Ernesto?”, disse, direcionando-se ao ministro das Relações Exteriores.

Porque, quando acabar a saliva, tem que ter pólvora. Se não, não funciona. Precisa nem usar a pólvora, mas precisa mostrar que nós temos”, completou o presidente.

Assista à declaração de Bolsonaro (1min11s):

A proposta de impor barreiras foi apresentada pelo democrata durante o 1º de debate para a eleição norte-americana realizado na noite de 29 de setembro. Biden disse ainda que, caso eleito, poderia impor sanções ao Brasil caso o problema não seja sanado.

Assista ao momento (1min30s):

Poder 360.

Lewandowski pede à Anvisa informações sobre testes da CoronaVac

Foto: Nelson Jr/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste informações sobre os critérios usados para os testes da vacina CoronaVac e o atual estágio de aprovação em que ela se encontra.

A vacina, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, está no centro de uma polêmica pelo anúncio da paralisação dos testes pela Anvisa.

Além das informações sobre a CoronaVac, Lewandowski também pede para que a agência dê notícias sobre o andamento das outras vacinas contra o coronavírus em fase de teste no Brasil.

O pedido foi feito, segundo o ministro, considerando “o relevante interesse público e coletivo discutido” na ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.

Veja

Maia reage a Bolsonaro: ‘Entre pólvora e maricas, uma economia frágil e um estado às escuras’

 Foto: Jorge William

BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu às declarações do presidente Jair Bolsonaro dadas nesta terça-feira. Em duas curtas postagens nas redes sociais, Maia criticou a posição de Bolsonaro sobre a vacina desenvolvida contra a Covid-19, a condução da política econômica do governo, a política externa e o apagão que atingiu o Amapá.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, enquanto falava sobre a pandemia, Bolsonaro disse que o Brasil “precisa deixar de ser um país de maricas”. Antes, nas redes sociais, após a morte de um voluntário, o presidente comemorou a interrupção de testes da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.

No mesmo dia, Bolsonaro cogitou o uso de “pólvora” para defender a Amazônia contra possíveis sanções dos Estados Unidos. Ele citou a proposta de Joe Biden, candidato eleito pelo partido democrata, de pressionar o Brasil a combater os incêndios florestais.

“Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal”, escreveu Maia em suas redes sociais. Em outra postagem, ele acrescentou: “E a todos os parentes e amigos de vítimas da covid-19 a nossa solidariedade”.

Nesta terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil pode “ir para uma hiperinflação muito rápido” se não rolar sua dívida interna de modo satisfatório. Ele cobra a realização de privatizações para que o país possa superar a crise.

O Globo

Covid-19: Brasil passa de 5,7 milhões de casos

Foto: Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

O Brasil passou da marca de 5,7 milhões de casos de covid-19. De acordo com balanço divulgado na noite desta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde, foram notificados 25.012 novos diagnósticos positivos da doença. Com isso, o número acumulado chegou a 5.700.044.

Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 10/11/2020
Situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil 10/11/2020 – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil é o terceiro país em número de casos, conforme o mapa global da universidade norte-americana Johns Hopkins, usado como referência mundial de acompanhamento das estatísticas da pandemia. À frente, estão a Índia (8,59 milhões) e os Estados Unidos (10,2 milhões), ambos mais populosos que o Brasil.

O número de mortes pela covid-19 chegou a 162.829 no Brasil. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 201 novos óbitos em função da doença, causada pelo novo coronavírus-19. Até ontem (9), o painel do Ministério da Saúde marcava 162.628 óbitos em razão da doença.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde em nova atualização na noite de hoje. O balanço é feito a partir de informações coletadas pelas secretarias estaduais de Saúde acerca das mortes e casos em cada localidade.

Ainda há 2.295 mortes em investigação, além de 364.575 pacientes em acompanhamento e 5.064.344 que já se recuperaram. Esses dados, contudo, são relativos ao dia 4 de novembro. O Ministério da Saúde atribuiu a dificuldade de atualização a problemas técnicos experimentados no sistema do órgão na semana passada.

O número de casos e de mortes é mais baixo nos domingos e nas segundas-feiras por causa da limitação na sistematização dos dados e alimentação do painel do ministério pelas secretarias estaduais nos fins de semana. Nas terças-feiras, os números diários tendem a subir pelo acúmulo de casos do fim de semana reportado neste dia.

Estados

Os estados com mais mortes são São Paulo (39.717), dados ainda do dia 5, e Rio de Janeiro (20.905), dados referente ao dia 9. Em seguida, vêm Ceará (9.416), Minas Gerais (9.204), dado do dia 7, e Pernambuco (8.763).

As unidades da Federação com menor número de casos são Roraima (695), Acre (704), Amapá (766), Tocantins (1.115) e Rondônia (1.482).

Agência Brasil

O que se pode esperar do governo Biden, por José Dirceu

Bolsonaro desautoriza Mourão e diz não estar tratando com vice sobre nenhum assunto

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na 2ª feira (9.nov.2020) que não tem falado sobre “qualquer” assunto com o vice-presidente Hamilton Mourão e desautorizou afirmação de Mourão sobre as atitudes de Bolsonaro em relação ao novo presidente dos Estados Unidos. A declaração foi dada à CNN Brasil.

Na manhã da 2ª feira (9.nov), Mourão havia dito que o chefe do Executivo aguarda uma definição das “questões pendentes nas eleições dos Estados Unidos para cumprimentar o candidato vencedor.

O presidente está aguardando terminar esse imbróglio aí, essa discussão [sobre] se tem voto falso ou se não tem voto falso, para dar o posicionamento dele”, disse a jornalistas ao chegar ao Palácio do Planalto.

Contrariando a informação de Mourão, Bolsonaro disse à CNN Brasil que a fala é uma opinião do vice. “O que ele [Hamilton Mourão] falou sobre os Estados Unidos é opinião dele. Eu nunca conversei com o Mourão sobre assuntos dos Estados Unidos, como não tenho falado sobre qualquer outro assunto com ele“, afirmou Bolsonaro.

 

Aos jornalistas, Mourão também afirmou que o Brasil não corre risco de se prejudicar com a demora do governo em cumprimentar a chapa declarada eleita pela mídia norte-americana, Joe Biden e Kamala Harris.

Não julgo que corra risco. Vamos aguardar, né? É uma questão prudente aí, espero. Acho que nesta semana definem-se as questões que estão pendentes, aí a coisa volta ao normal e nos preparamos para o novo relacionamento que tem que ser estabelecido”, declarou.

Segundo ele, Bolsonaro irá cumprimentar o novo presidente no momento certo. “É óbvio que o presidente, na hora certa, vai transmitir os cumprimentos do Brasil a quem for eleito”, afirmou.

SILÊNCIO DE BOLSONARO

Diferente de outros líderes mundiais que cumprimentaram Joe Biden por vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro e seu governo têm mantido silêncio.

O Poder360

Anvisa interrompe estudos da vacina CoronaVac

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), suspendeu os estudos clínicos da vacina contra a covid-19 CoronaVac. O anúncio foi feito na noite desta 2ª feira (9.nov.2020). O imunizante é desenvolvido no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

Segundo a Anvisa, suspensão ocorre por causa de 1 “evento adverso grave” do dia 29 de outubro, mas não informou o que teria acontecido. Com a interrupção dos testes, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado com o imunizante.

O Butantan afirma que foi “surpreendido” pela decisão da Anvisa. Diz que está “apurando em detalhes o que houve com o andamento dos estudos“. Declara estar à disposição para esclarecimentos da agência. Realizará uma entrevista para jornalista na 3ª feira (10.nov), às 11h, na sede do instituto.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que “lamenta ter sido informado pela imprensa e não diretamente pela Anvisa, como normalmente ocorre em procedimentos clínicos desta natureza, sobre a interrupção dos testes da vacina CoronaVac”.

A Anvisa define como 1 evento adverso grave:

  • qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por 1 dispositivo médico;
  • internação hospitalar do paciente;
  • morte;
  • evento que coloca o indivíduo sob risco imediato de morte;
  • incapacidade ou invalidez persistente;
  • anomalia congênita ou defeito de nascimento;
  • evento clinicamente significante.

Os estudos da CoronaVac foram interrompidos no mesmo dia em que o governo do Estado paulista anunciou que 120 mil doses de vacina chegaram a São Paulo até 20 de novembro.

A CoronaVac está na 3ª fase de testes –a última para garantir a eficácia do imunizante. Em caso de reprovação pela Anvisa, a vacina não poderá ser aplicada no Brasil.

Segundo estudos apresentados pelo governo de São Paulo, 35% dos 9.000 voluntários tiveram reações leves, como dor no local da aplicação, e nenhum efeito colateral grave durante os testes. O resultado significa que a vacina tem “excelente perfil de segurança”, de acordo com o presidente do Instituto Butantan Dimas Covas. “É a vacina mais segura, no momento. Não no Brasil. No mundo”.

ANÚNCIO DA ANVISA

Eis a íntegra da nota da agência:

“Após ocorrência de Evento Adverso Grave* a Anvisa determinou a interrupção do estudo clínico da vacina CoronaVac.  O evento ocorrido no dia 29 de outubro foi comunicado à Anvisa, que decidiu interromper o estudo para avaliar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo.   

Esse tipo de interrupção é prevista pelas normativas da Anvisa e faz parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas e esperada para estudos clínicos conduzidos no Brasil.  

Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado. A Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa mantém o compromisso com o Estado brasileiro de atuar em prol dos interesses da saúde pública.  

*De acordo com a RDC 09/2015 são considerados eventos adversos graves:   

  1. a) óbito; 
  2. b) evento adverso potencialmente fatal (aquele que, na opinião do notificante, coloca o indivíduo sob risco imediato de morte devido ao evento adverso ocorrido); 
  3. c) incapacidade/invalidez persistente ou significativa; 
  4. d) exige internação hospitalar do paciente ou prolonga internação; 
  5. e) anomalia congênita ou defeito de nascimento; 
  6. f) qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de 1 dispositivo médico; 
  7. g) evento clinicamente significante”.

RESPOSTA DO INSTITUTO

“O Instituto Butantan esclarece que foi surpreendido, na noite desta 2ª feira, com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que está apurando em detalhes o que houve com o andamento dos estudos clínicos da CoronaVac.

O Butantan informa ainda que está à disposição da agência reguladora brasileira para prestar todos os esclarecimentos necessários referentes a qualquer evento adverso que os estudos clínicos podem ter apresentado até momento.

O Poder360