O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, realizou hoje (20) uma visita à uma subestação de energia, a Santa Rita, que deverá fornecer mais 20 MegaWatts (MW) de energia ao Amapá. O estado passa por problemas no fornecimento de energia, desde o dia 3 de novembro, quando um apagão deixou 13, dos 16 municípios sem eletricidade.
Durante à visita o ministro acionou um dos geradores termoelétricos que irão auxiliar no restabelecimento total da energia elétrica.
Em seguida, o ministro realizou uma visita técnica, com a participação do governador do estado, Wladez Góes, à subestação Santana e ao parque gerador da Eletronorte.
Ontem, o Ministério de Minas e Energia informou que o fornecimento de energia elétrica no estado ocorreu da forma programada, com atendimento de até 86% da carga média com energia proveniente da Usina hidrelétrica (UHE) Coaracy Nunes e do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O ministério disse que continuam as ações para montagem e instalação de geradores para atender o estado. Até o momento já foram posicionados 13 geradores na Subestação Santa Rita e 9 na subestação Santana.
Na manhã desta sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a liberação operacional, em caráter excepcional, de duas usinas termelétricas para abastecer o estado.
Segundo o despacho, publicado hoje (20) no Diário Oficial da União, as usinas poderão comercializar 45 MW de energia para o estado. A liberação para a produção comercial começa a partir de amanhã (21).
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante lançamento do “Sentinela Carioca”, primeiro projeto estruturado do país para o uso de drones pela gestão municipal.
prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos), voltou a ser assunto nas redes sociais após xingar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em um vídeo que viralizou na internet.
No vídeo, registrado na terça-feira (17), Crivella chama Doria de “viado” e “vagabundo”.
Em tom exaltado, o candidato do Republicanos estava falando sobre as OS (Organizações Sociais) de saúde.
“Eu entrei na Justiça contra esses vagabundos. Tinha dinheiro para pagar aos funcionários, eles pegaram e pagaram fornecedor, que tinha que pagar dia 10 de dezembro. E faltou dinheiro. Todas essas OS. Sabe de quem é essa OS de São Paulo? É do Doria. Viado! Vagabundo!”, declarou.
Após a repercussão do conteúdo, Crivella divulgou uma nota pedindo desculpas.
“A fala foi um momento de revolta pela OS [Organização de Saúde] reter o salário de médicos e enfermeiros, mesmo tendo recebido da Prefeitura. Em tempos de pandemia, isso pode custar vidas. Marcelo Crivella pede desculpas pelos excessos, e ao governador João Dória”, diz o texto.
Em entrevista ao jornalista Luis Lacombe do programa ‘Opinião no Ar’ da Rede TV!, a Ministra Damares Alves, questionada sobre o projeto de lei na Argentina que pretende legalizar o aborto, diz que o Governo Bolsonaro apresentará em breve o maior programa de planejamento familiar e que não incluirá o aborto, pois ‘aborto não é planejamento familiar, mas assassinato e violência contra o corpo da mulher’.
“Eu fiquei indignada, em pleno 2020, as pessoas ainda falarem de legalizar o aborto. Algo tão primitivo e tão animalesco”, disse a ministra.
A Ministra Damares Alves defende que os países deveriam estar lutando como o Brasil está, ‘por mais planejamento familiar’.
“O aborto não é prazeroso pra nenhuma mulher, inclusive a mulher que está aí levantando cartaz: ‘Vamos legalizar o aborto!’. Quando ela passa pelo aborto, ela sabe que não é prazeroso”, afirmou Damares. O aborto não pode ser usado como método anticonceptivo. O aborto não é planejamento familiar. O aborto é agressão ao corpo da mulher e é assassinato.”
“É assassinato e eu também não tenho vergonha de falar. Não tenho medo de falar. É assassinato!”, enfatizou a ministra.
Damares explica que tanto o Brasil quanto a Argentina deveriam lutar por mais políticas públicas, investimento e políticas públicas de planejamento familiar.
“Será que é mais barato o aborto? É mais fácil fazer o aborto do que fazer políticas públicas de verdade? De planejamento familiar?”, questionou Damares.
Segundo a ministra, o Presidente Bolsonaro tem cobrado de sua pasta e do Ministério da Saúde um programa de planejamento familiar efetivo que proteja a vida do bebê e da mulher.
“O Presidente Bolsonaro tem cobrado de nosso ministério e do Ministério da Saúde um programa de planejamento familiar – e os nossos ministérios estão se falando – para a gente apresentar imediatamente ao Brasil o maior programa de planejamento familiar”, disse Damares.
“Aborto não pode ser considerado como opção. Porque é violência contra o corpo da mulher. Se eu amo mulher, se eu luto pelas mulheres, como é que eu vou lutar pra liberar o aborto no Brasil? Se o aborto é violência contra a mulher? Contra o corpo da mulher?”, acrescentou.
Assista à entrevista completa da Ministra Damares ao jornalista Luis Lacombe no programa ‘Opinião no Ar’ da Rede TV!.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (19.nov.2020) que não acusaria países por importarem madeira ilegal do Brasil. Ele recuou da declaração de 3ª feira (17.nov), quando afirmou à Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) que o governo brasileiro “revelaria, nos próximos dias, o nome dos países que importam essa madeira ilegal nossa”.
“A gente não vai acusar aqui nenhum país de 1 crime nem de ser conivente de 1 crime, mas empresas que poderiam estar nos ajudando a combater esse ilícito, porque interessa para nós qualquer ajuda nesse ilícito”, declarou Bolsonaro em live semanal transmitida pela página oficial do presidente.
Bolsonaro criticou na cúpula quem condena o Brasil por não preservar a Amazônia. “Aí sim [com a divulgação dos nomes], mostramos que muitos dos países que criticam têm responsabilidade nessa questão”, declarou a Vladimir Putin, Xi Jinping e Cyril Ramaphosa.
Mesmo sem listar nominalmente nações e empresas que importam madeira do país de forma ilegal, o presidente não cessou as críticas a países como França e Reino Unido na live desta 5º. Disse que a França é “o grande problema para a gente avançar no acordo da União Europeia com Mercosul”.
“Estamos fazendo o possível, mas a França, em defesa própria, ela nos atrapalha no tocante a isso daí”, disse.
Também citou o Reino Unido. “Será realizada a Cúpula das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em novembro do ano que vem. Então é um cartão de visitas que a Inglaterra está apresentando, e vai ser feita política em cima disso, com o objetivo, em grande parte, de atingir o Brasil”, declarou.
Segundo Bolsonaro, algumas críticas à condução ambiental do governo brasileiro são válidas.
“Países outros nos criticam e, em algumas oportunidades, até com razão, mas em outras não e, quando nós conseguirmos chegar a bom termo, vai diminuir drasticamente o desmatamento no Brasil e é o que nós queremos”, declarou o presidente.
Também participaram da live o ministro André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) e o delegado superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva.
PROMESSA NOS BRICS
O presidente Jair Bolsonaro disse em videoconferência na 3ª feira (17.nov), na Cúpula dos Brics, que o governo brasileiro revelaria nos próximos dias uma lista de nações que importam madeira brasileira de forma ilegal. Assista (9min19seg):
A transmissão do presidente teve problemas técnicos nesse momento. Com isso, os líderes de outros países não o escutaram nos minutos iniciais, e o presidente precisou repetir a mensagem.“Apenas uma coincidência. Quando falei sobre a madeira da Amazônia, o sinal caiu. Com toda certeza, apenas uma coincidência”, disse Bolsonaro.
Nesta 5ª, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, declarou que a divulgação da possível lista a ser anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro não deveria causar uma crise diplomática. “É uma questão de cooperação internacional”, disse a jornalistas.
Segundo Mourão, a divulgação já havia sido informada a embaixadores que viajaram à Amazônia na 1ª semana de novembro.
O vice-presidente afirmou que o embaixador da União Europeia reagiu à proposta. “O embaixador da União Europeia, óbvio, reagiu, mas foi uma reação normal. Eu acho normal isso, faz parte. É aquela história, é uma história de cooperação, né, pô?”, declarou
O Dia da Consciência Negra é comemorado nesta 6ª feira (20.nov.2020) em mais de 800 cidades em 15 Estados. A data é celebrada oficialmente no país desde 2011, pela Lei 12.519, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
O dia é uma homenagem à morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de liberdade e luta da cultura negra.
A lei não incluiu a comemoração no calendário de feriados nacionais, uma vez que o Congresso nunca legislou sobre o tema. Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro têm leis estaduais que determinam o feriado de 20 de novembro. Já outros Estados, como Minas Gerais e São Paulo, comemoram em apenas algumas cidades.
Em São Paulo, o feriado foi antecipado para 21 de maio, por causa da pandemia de covid-19. Por isso, a capital paulista terá 1 dia normal de trabalho.
Eis a lista onde a data é feriado:
Alagoas
Todos os municípios do Estado têm feriado
Amazonas
Feriado em todos os municípios do Amazonas
Amapá
A data é feriado em todas as cidades do Estado
Bahia
– Alagoinhas
– Camaçari
– Serrinha
Espírito Santo
– Cariacica
– Guarapari
Goiás
– Goiânia
– Aparecida de Goiânia
– Flores de Goiás
– Santa Rita do Araguaia
Maranhão
– Pedreiras
Minas Gerais
– Além de Paraíba
– Betim
– Guarani
– Ibiá
– Jacutinga
– Juiz De Fora
– Montes Claros
– Santos Dumont
– Sapucai-Mirim
– Uberaba
Mato Grosso do Sul
– Corumbá
Mato Grosso
Todas as cidades do Estado tem feriado
Paraíba
– João Pessoa
Paraná
– Guarapuava
– Londrina
Rio de Janeiro
Feriado em todos os municípios fluminenses
Santa Catarina
– Florianópolis
São Paulo
– Aguai
– Águas Da Prata
– Águas De São Pedro
– Altinópolis
– Americana
– Americo Brasiliense
– Amparo
– Aparecida
– Araçatuba
– Aracoiaba da Serra
– Araraquara
– Araras
– Bananal
– Barretos
– Barueri
– Bofete
– Borborema
– Buritama
– Cabreuva
– Cajeira
– Cajobi
– Campinas
– Campos do Jordão
– Canas
– Capivari
– Caraguatatuba
– Carapicuíba
– Charqueada
– Chavantes
– Cordeirópolis
– Cruz das Almas
– Diadema
– Embu
– Embu Das Artes
– Estância De Atibaia
– Florida Paulista
– Franca
– Franco Da Rocha
– Francisco Morato
– Franco da Rocha
– Getulina
– Guaira
– Guarujá
– Guarulhos
– Hortolândia
– Ilhabela
– Itanhaem
– Itapecerica da Serra
– Itapeva
– Itapevi
– Itararé
– Itatiba
– Itu
– Ituverava
– Jaguariuna
– Jambeiro
– Jandira
– Jarinu
– Jaú
– Jundiaí
– Juquitiba
– Lajes
– Leme
– Limeira
– Mauá
– Mococa
– Paraíso
– Paulo de Faria
– Pedreira
– Pedro de Toledo
– Pereira Barreto
– Peruíbe
– Piracicaba
– Pirapora do Bom Jesus
– Porto Feliz
– Ribeirão Pires
– Ribeirão Preto
– Rincão
– Rio Claro
– Rio Grande Da Serra
– Salesópolis
– Salto
– Santa Albertina
– Santa Isabel
– Santa Rosa de Viterbo
– Santo André
– Santos
– São Bernardo do Campo
– São Caetano do Sul
– São João Da Boa Vista
– São Paulo
– São Vicente
– Sete Barras
– Sorocaba
– Sumaré
– Suzano
– Votorantim
Léo Lima, vereador eleito para o mandato de 2021 a 2024, já age como os velhos da política local.
Léo mal se elegeu e já pensa em deixar de lado seus amigos fiéis para integrar um movimento que supostamente o levará ao comando do poder legislativo. Sem experiência e sem preparo, já inclusive demonstrando soberba, o vereador que se elegeu com as bençãos do vereador Abidene e do prefeito Taveira, agora ensaia um voo solo, querendo desconfigurar o projeto traçado pelo seu grupo político.
Durante a campanha, Léo Lima demonstrava ser um jovem simples e idealista, mas tão logo saiu o resultado da eleição, ele começou a colocar as unhas de fora, desconhecendo quem lhe ajudou a chegar na câmara de vereadores.
Pessoas próximas ao vereador dizem que já perceberam mudança antes mesmo de assumir a cadeira no parlamento.
Léo tem dito que se chegar à presidência irá aumentar o número de vagas de 18 para 21 vereadores, aumentando o gasto com pessoal do poder legislativo, justamente agora em tempos de pandemia, em que o gestor tem que zelar pelos recursos públicos, ajudando o município a enfrentar essa crise sanitária.
Caso esse projeto venha se materializar, será um péssimo exemplo que o vereador Léo Lima dará logo no início do seu mandato.
Só lembrando, que de novo o Léo Lima não tem nada, ele já assumiu o mandato em 2016, pela mãos de um dos seus padrinhos, o vereador Abidene Salustiano.
O que Léo deveria fazer era agradecer as pessoas e aqueles que lhe estenderam a mão e parar de ficar fazendo gracinha com a eleição da câmara, acima de tudo ser solidário com o seu grupo, principalmente com o vereador Wolney França, um dos parceiros de sua conquista, além do vereador Abidene que colocou o seu grupo e sua família para Léo conquistar essa cadeira.
A eleição de presidente da Câmara é bem diferente da campanha eleitoral e os vereadores querem um técnico e um gestor que honre o legislativo municipal.
A Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim(SESAD) já retomou a realização das cirurgias eletivas, suspensas desde o início da pandemia por determinação do Ministério da Saúde. De acordo com a diretora de regulação, avaliação e controle da SESAD, Ângela Braz, o número de cirurgias realizadas vão aumentar gradativamente, de acordo com o índice viral do Covid-19 no município.
Para realizar os procedimentos cirúrgicos, os pacientes devem se dirigir à Central de Regulação com RG, CPF, solicitação médica, comprovante de residência e cartão SUS, ambos de Parnamirim, além do RG e CPF.
Entre as cirurgias eletivas disponíveis estão mioma, hérnia, vesícula, varizes, histerectomia, vasectomia e hemorroidectomia, todas realizadas no Hospital Maternidade Divino Amor. Já as cirurgias de próstata e as gerais masculinas ocorrerem no Hospital Deoclécio Marques de Lucena.
Até hoje, já foram realizadas 40 cirurgias. A meta atual é atender 75 procedimentos por mês, até zerar o a fila de espera gerada devido à pandemia.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, atualmente sendo criticado por impor outro lockdown com base em dados questionáveis, se reuniu com Bill Gates para discutir a implementação de um programa global de “segurança sanitária” usando a presidência do G7 da Grã-Bretanha para acelerar o processo.
Johnson se reuniu com Gates e os CEOs de dez das maiores empresas farmacêuticas do mundo para fomentar planos para lançar a vacina contra o vírus chinês. Cada CEO concordou em se comprometer a fornecer acesso “justo” em todo o mundo à vacina quando ela estiver pronta.
Johnson disse que a oportunidade que a presidência do G7 em 2021 oferece à Grã-Bretanha permitirá à nação liderar um ‘plano de saúde global’ desenvolvido pela Fundação Bill e Melinda Gates em parceria com o ‘The Wellcome Trust’.
O plano foi revelado por Gates na ONU em setembro, quando ele pediu uma revisão da capacidade das grandes farmacêuticas de fabricar “vacinas e tratamentos”.
Johnson afirmou que o esforço é uma “nova era de colaboração para solução de problemas” e “preparação para uma pandemia”, acrescentando que será um “empreendimento verdadeiramente global”. Ele se comprometeu com um finaciamento de £ 500 milhões em aquisição de vacinas da Covax para ajudar os ‘países pobres’ a terem acesso a uma vacina contra o vírus chinês.
O primeiro-ministro britânico disse que os líderes mundiais deveriam ter ouvido os avisos de Gates anos atrás, e agora devem trabalhar com sua Fundação para evitar que “algo como [a Covid-19] aconteça novamente”.
Gates disse que “o mundo precisa de uma estratégia abrangente; uma abordagem coerente para financiar e fabricar bilhões de doses de vacinas, testes e medicamentos; e uma rede para monitorar novas ameaças”.
“Temos sorte que o primeiro-ministro Johnson apresentou um plano inteligente para fazer exatamente isso no Reino Unido, e nossa fundação continuará a trabalhar com seu governo e outros para torná-lo uma realidade”, disse Bill Gates.
O governo britânico está se preparando para lançar a vacina contra o vírus chinês em um nível nunca antes visto, convocando o exército para equipar centros de vacinação em arenas, pavilhões esportivos e shopping centers.
Foi descrito como “o maior esforço logístico desde a Segunda Guerra Mundial”.
Em outubro, Bill Gates declarou que o mundo não voltará ao normal até que “muitas pessoas” tomem uma segunda vacina “supereficaz” contra o coronavírus, que pode levar anos, segundo a Reuters.
“Na semana passada, nós, Gates, previmos que o ‘melhor cenário’ para um retorno ao normal seria o final de 2021, uma data que foi qualificada com a ressalva: Ainda não sabemos se essas vacinas terão sucesso”.
O bilionário também sugeriu que os governos mundiais precisam “pensar” em maneiras de “reduzir a hesitação da vacina”, em face das “teorias da conspiração” anti-vacinas.
O Estado de São Paulo recebe nesta 5ª feira (19.nov.2020) o 1º lote da CoronaVac, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac para combater o novo coronavírus. Serão entregues 120 mil doses nessa 1ª remessa, 1 dia antes do previsto inicialmente.
As informações foram divulgadas pelo governador João Doria (PSDB) na 3ª feira (17.nov). Ele acrescentou: “a partir daí, vamos recebendo lotes da vacina semanalmente até chegar a 6 milhões [de doses] neste mês de dezembro”.
Mais 40 milhões de doses serão produzidas no Brasil pelo Instituto Butantan, com matéria-prima fornecida pela farmacêutica chinesa. A parceria com a Sinovac custou R$ 85 milhões aos cofres de São Paulo.
A Coronavac está na 3ª fase de testes –ou seja, na etapa de testagem em massa. Ainda não foi aprovada para uso na população. A regulamentação da vacina depende dos resultados dos testes. Análise preliminar indica 97% de eficácia.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é responsável por fiscalizar os estudos no Brasil e pelo eventual registro da vacina. O órgão chegou a suspender os testes com a substância no país depois da morte de 1 voluntário.
As investigações indicam que a causa da morte foi suicídio e que não houve relação com a vacina e os testes foram retomados.
A morte do voluntário e a suspensão por parte da Anvisa gerou debates no meio político. O presidente Jair Bolsonaro publicou uma postagem em que considerou a interrupção dos testes uma vitória contra o tucano. Já o governador de São Paulo critica a resistência do governo federal à vacina chinesa.
No fim de outubro, o Ministério da Saúde informou que compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. O protocolo de intenções que estabelece as condições da compra foi assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. Um dia depois, o presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar o acordo.
Outras 4 vacinas desenvolvidas pela China estão na 3ª etapa de testes, mas apenas a da Sinovac está sendo testada no Brasil. O país também participa de testes das vacinas desenvolvidas pela Pfizer, Johnson-Johnson e pela universidade de Oxford com a AstraZeneca.
O governo Bolsonaro comprou 100 milhões de doses desta última por R$ 1,9 bilhão. Os recursos foram liberados por uma medida provisória. O Brasil também integra o Covax, 1 consórcio internacional para facilitar a compra de vacinas contra a covid-19.
O mundo registrou 10.536 mortos pela covid-19 na 3ª feira (17.nov.2020). É a maior taxa de mortos diários pela doença em 1 período de 24 horas. Os dados são do site Worldometers e foram contabilizados nesta 4ª feira (18.nov.2020).
Desde o início da pandemia esta é apenas a 2ª vez que o número diário de mortos ultrapassa 10.000 pessoas. A marca anterior foi registrada em 11 de novembro, quando 10.168 morreram em decorrência da infecção pelo coronavírus.
Com os números de 3ª (17.nov), o mundo soma 1.353.906 mortes provocadas pela covid-19. Os maiores epicentros seguem sendo Estados Unidos (256,2 mil mortes), Brasil (167,4 mil) e Índia (131,6 mil). O trio representa também a maioria dos registros de infecções mundiais.
A nova escalada de casos e mortes pelo coronavírus ganhou força no início de novembro, com a 2ª onda de infecções na Europa e os recordes seguidos nos EUA. Antes do penúltimo mês do ano, a maior taxa diária de óbitos foi de 17 de abril, com 8.534 vítimas fatais da pandemia.
Diferentemente das mortes, os casos da covid-19 iniciaram a semana com leve tendência de queda. Foram pouco mais de 551 mil registros do vírus nas últimas 24 horas. O recorde, contudo, ainda é muito recente. No último sábado (14.nov), mais de 666 mil vidas foram perdidas.
O gráfico de casos diários não retraiu do 2º trimestre para o 3º trimestre, como na tabela de mortes. Houve estabilidade de julho a outubro. Desde o início de novembro, voltou a crescer. As novas infecções só ultrapassaram 500 mil por dia no final de outubro.
Artigo publicado nesta 3ª feira (17.nov.2020) na revista científica Lancet Infectious Diseases mostra que a vacina CoronaVac produz anticorpos depois de 28 dias em 97% dos participantes dos testes. A vacina é fabricada pela empresa chinesa Sinevac.
O imunizante está na 3ª fase de testes em diversas regiões do Brasil desde julho em parceria com o Instituto Butantan.
As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades de 18 a 59 anos. Não foram relatados efeitos colaterais graves à vacina.
O Butantan estima que terá 46 milhões de doses do imunizante, sendo que 6 milhões virão da China e 40 milhões serão produzidas em São Paulo.
“Nós temos a última fase da pesquisa, a última e derradeira. Estamos provavelmente nas últimas duas, três semanas dessa fase final da pesquisa para submeter os resultados à Anvisa. Estamos seguindo rigorosamente o protocolo internacional de testagem da vacina e também é o protocolo da Anvisa”, afirmou Doria à Rádio Jornal.
Leia a íntegra de release divulgado pelo Butantan sobre o estudo:
Estudo revela que Coronavac produz anticorpos contra a Covid em 97% dos participantes
Coordenados pelo Instituto Butantan, os estudos clínicos da Coronavac seguem em andamento no Brasil e envolvem 13 mil voluntários; as primeiras doses do imunizante devem chegar em São Paulo ainda esta semana
Na noite desta terça-feira (17) os resultados dos estudos clínicos da Coronavac, vacina em desenvolvimento pela parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, foram publicados pela revista científica Lancet Infectious Diseases. A publicação mostra que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.
Os resultados publicados na Lancet, que contam com a revisão de diversos cientistas, são mais um passo importante para o desenvolvimento da vacina, que está em fase 3 de testes em diversas regiões do Brasil desde julho deste ano. Os detalhes da publicação podem ser conferidos no próprio site da Lancet: http://www.thelancet-press.com/embargo/covidvaccinetlid.pdf
As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades entre 18 e 59 anos. Os dados mostram que as reações adversas foram leves e nenhum efeito adverso sério relacionado à vacina foi identificado. A reação mais comum foi dor no local da aplicação. A taxa de soroconversão entre os voluntários que receberam a vacina, ou seja, produção de anticorpos, ficou acima dos 90%.
O artigo científico apresenta dados que já eram de conhecimento do Instituto Butantan e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a partir deles foi possível aprovar o uso emergencial em mais de 50 mil pessoas na China e a realização do estudo de fase 3 no Brasil.
Estudos clínicos
Em fase final de estudos no Brasil, a Coronavac é considerada uma das vacinas mais promissoras no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e vem sendo testada em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal.
Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.
Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que 151 participantes que receberam a substância sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de COVID-19.
Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, deverá ser submetido à avaliação da Anvisa para registro e posterior uso em campanhas de imunização contra o coronavírus.
Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) soltou uma nota na noite da 3ª feira (17.nov.2020) para explicar a razão do atraso da totalização dos votos e divulgação dos resultados das eleições municipais.
Uma explicação curiosa do TSE foi sobre comprar os serviços da Oracle por R$ 26,2 milhões sem licitação. O produto oferecido foi o que se chama de “nuvem privada”: racks com computadores potentes que fazem o processamento dentro do edifício do TSE.
A razão para comprar o “cloud Oracle” foi porque só a Oracle vende o “cloud Oracle”, explicou de maneira redundante o TSE. Além disso, segundo o Tribunal, os serviços dessa empresa são usados pela Justiça Eleitoral desde quando começaram as votações digitais, em 1996 –sugerindo que uma vez que algo é comprado pelo poder público de algum fornecedor, esse histórico acaba retroalimentando futuras aquisições.
Ocorre que os serviços de processamento em nuvem (sejam realmente na nuvem ou no formato de “nuvem privada”) são oferecidos por uma infinidade de empresas. Amazon, Google e Microsoft são algumas que estão nesse ramo. Obviamente, a Amazon não pode vender o “cloud Oracle”, mas oferece serviço idêntico. Outras firmas também.
Em suma, seria como se o governo precisasse comprar hambúrgueres e decidisse que teria de ser apenas o sanduíche Big Mac, do McDonald’s, porque só essa rede de fast food oferece tal alimento –desconsiderando que várias outras também vendem hambúrgueres.
Na nota, o TSE também relata 1 fato inusitado para explicar a lentidão na contagem dos votos no dia 15 de novembro de 2020. O Tribunal afirma que as máquinas que recebeu da empresa de tecnologia Oracle usavam inteligência artificial, recurso que otimizaria o processamento dos dados. Quanto mais informação recebiam, mais rápidas ficavam.
Ocorreu algo que o TSE considerou 1 imprevisto: “Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias”. Assim, as máquinas da Oracle foram ficando mais lentas, e não mais rápidas, quando os votos começaram a chegar.
O TSE não explica por que não ocorreu a seus técnicos (ou aos da Oracle) que as tabelas de contabilização de votos realmente precisam estar vazias no início da votação.
Também não fica claro por que o banco de dados que apenas recebe informações sobre contabilização de votos tenha de usar inteligência artificial, pois trata-se de operação rotineira –apesar do grande volume de informações.
A contabilização de votos requer a entrada dos dados e alta capacidade de processamento. Esse tipo de operação não precisa aprender nem tomar decisões autônomas com base nas informações que recebe. Basta alocar os votos que chegam para cada candidato listado nas tabelas de totalização.
O Poder360 faz a seguir 1 resumo do que disse o TSE em sua nota, com uma análise sobre o conteúdo das explicações da Justiça Eleitoral:
1) imprecisão sobre finalização da contagem dos votos – o TSE afirma que “os cidadãos brasileiros tiveram acesso ao resultado das urnas em todo o país no mesmo dia da realização da votação, antes da meia-noite”.
Barroso pediu desculpas em sessão do TSE de 3ª feira (17.nov.2020). No início da reunião, classificou a lentidão na totalização de votos como um “pequeno problema” e também afirmou que o resultado foi anunciado no mesmo dia do pleito.
Essa afirmação está incorreta.
Em 16 de novembro de 2020, dia seguinte ao da eleição, o site do TSE para divulgar resultados eleitorais mostrava definição de prefeitos eleitos ou candidatos no 2º turno para 5.310 dos 5.567 municípios brasileiros nos quais foram realizadas eleições (seriam 5.568, mas Macapá, no Amapá, teve a disputa adiada por causa do apagão de energia).
Com apenas 5.310 cidades com dados disponíveis na 2ª feira, o Poder360 e diversos veículos de comunicação, ao baixar os dados dos arquivos do Tribunal Eleitoral, só conseguiram divulgar resultados ainda parciais
Na 3ª feira (17.nov.2020), o Poder360 verificou na parte da manhã que só era possível baixar do TSE dados para 5.458 municípios. Ou seja, 48 horas depois da eleição, o sistema do Tribunal continuava a não oferecer para o público os dados 100% completos da disputa –embora, de fato, já estivesse tudo contabilizado.
É importante notar, entretanto, que o atraso na divulgação dos resultados não teve nenhum indício de fraude. A velocidade da apresentação dos dados foi menor do que em anos anteriores, mas o problema foi técnico e sem sinal de adulteração de qualquer natureza.
2) supercomputador – não existe uma definição precisa do que seja 1 supercomputador. Mas o que a Oracle ofereceu o TSE não é uma máquina dessa natureza, como é conhecida de maneira geral no setor de tecnologia. Trata-se de equipamentos com alta capacidade de processamento, mas nada parecido ao que são os supercomputadores de instituições como Nasa ou MIT (Massachussetts Institute of Technology).
Ainda assim, o TSE em todos os seus comunicados (como na nota deste 17 de novembro de 2020) se refere ao “Oracle Gen 2 Exadata Cloud at Customer Infrastructure – X8 – Full Rack” como supercomputador. A mídia, em geral, reproduz essa classificação, que é incorreta.
3) recomendação técnica de 3 peritos da Polícia Federal – o TSE afirma que a PF recomendou que os TREs deixassem de fazer contabilização de votos localmente –uma praxe histórica.
A nota relata que a PF “entregou, em outubro de 2018, um relatório elaborado por 3 peritos com análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais nas Eleições 2018”.
E daí? Daí que esse documento da PF apontou que “cada 1 dos 27 TREs realizava a totalização dos votos registrados a partir de 1 servidor instalado fisicamente em cada TRE, mas cuja administração e manutenção estava a cargo do TSE”. Para a PF, “mudar a arquitetura de servidores para estarem fisicamente localizados no próprio TSE melhora[ria] consideravelmente a segurança operacional” do sistema.
Na avaliação de apenas 3 técnicos da PF, haveria “vulnerabilidade” no fato de cada Estado brasileiro contabilizar seus votos localmente. Esses riscos poderiam “ser mitigados com a localização física destas máquinas no ambiente do TSE”.
O que fez a Justiça Eleitoral? Confiou nos 3 peritos da Polícia Federal. Não há notícia de que especialistas em tecnologia que pudessem pensar de maneira diferente tenham sido consultados. O TSE acreditou nos 3 peritos da PF (que não é conhecida por ser especialista de tecnologia da informação) e começou o processo de mudança para Brasília da contabilização dos 100% dos votos da eleição seguinte.
4) só a Oracle fornece o Oracle Cloud – essa é a afirmação mais curiosa da nota de 17 de novembro do TSE. O documento relata que a Justiça Eleitoral no Brasil usa “o sistema de banco de dados Oracle há mais de uma década”. E mais: “Os serviços da Oracle foram contratados em todas as eleições que utilizaram o sistema de votação eletrônica desde 1996”.
Como se sabe, o serviço oferecido pela Oracle é também encontrado no portfólio de empresas de grande reputação. Para citar apenas 3: Amazon, Google e Microsoft.
Mas o TSE entendeu que deveria ser a Oracle e que o contrato seria do tipo que dispensa licitação.
Foi invocada o artigo 25, inciso I, da Lei no 8.666/93 (lei das licitações) que permite ao Estado comprar produtos ou serviços sem licitação “quando houver inviabilidade de competição, tendo em vista a existência de fornecedor exclusivo”, diz o TSE em sua nota.
Essa afirmação é próxima ao surrealismo.
A Justiça Eleitoral recebeu uma certidão emitida pela Abes (Associação Brasileira de Empresas de Software), a entidade que representa a corporação das empresas de tecnologia, com esta afirmação tautológica: “A Oracle do Brasil Sistemas Ltda. detém exclusividade para vender serviços de cloud Oracle para entidades da Administração Pública, nas contratações cujo objeto seja exclusivamente a prestação de serviços de cloud Oracle, ou seja, sem qualquer serviço agregado relacionado ao cloud Oracle”.
O TSE entende, portanto, que só a Oracle pode vender o serviço de cloud Oracle.
Em suma, seria algo como dizer que só o McDonald’s pode vender o sanduíche Big Mac. E, obviamente, se o governo quiser comprar Big Macs isso terá de ser sem licitação. Até porque as lanchonetes Burger King, Bob’s ou outras não tem licença para vender os hambúrgueres do McDonald’s.
A afirmação do TSE vai além. Explica que outros órgãos públicos se renderam ao fato de que só a Oracle vende o produto cloud Oracle, como a PGR (Procuradoria Geral da República) e o STF (Supremo Tribunal Federal).
5) equipamento pifado e inteligência artificial que não aprende sozinha – a Oracle entregou 2 equipamentos para o TSE usar no dia da eleição: a) o rack com 8 núcleos de processamento (Exadata X8 Full Rack); b) outro rack com 4 núcleos de processamento (Exadata X8 Half Rack).
A máquina principal, de 8 núcleos, teve 1 de seus processadores pifados em 15 de novembro.
A outra máquina (de 4 núcleos) seria usada em caso de falha da primeira –o equipamento de redundância, como se diz no jargão da tecnologia. O TSE não informa se isso foi tentado.
Os técnicos do TSE e os funcionários que a Oracle emprestou no dia da eleição imaginaram que o fato de 1 dos processadores apresentar defeito fosse a causa da lentidão. Depois, acharam que não. Ofereceram uma explicação gongórica sobre a programação do hardware que teria o que chamam de “inteligência artificial”.
Mas, surpresa: houve 1 problema próximo ao realismo fantástico. O TSE afirma que as máquinas aprenderiam com o processamento dos dados e assim sempre otimizariam a operação. E o que aconteceu? Como os computadores da Oracle estavam vazios no início do processo, não tinham como aprender a partir de planilhas vazias. Aí, ficaram lentos. Faltou “calibragem” (sic), diz a nota do Tribunal.
O texto do TSE vale ser lido pelo seu raciocínio helicoidal e pelo pendor pela repetição de palavras para contar algo que jamais poderia ter acontecido:
“Como se tratava de equipamento novo, a totalização dos resultados do primeiro turno das eleições foi realizada em 1 banco de dados com tabelas totalmente vazias. Com o início da totalização às 17h, as tabelas do banco de dados passaram a receber mais de 1 milhão de linhas por minuto. Nesse caso, o plano de execução gerado pelo computador com o banco vazio mostrou-se inadequado para o processamento com o banco de dados cheio. Com isso, o equipamento não deu conta de, simultaneamente e com a rapidez necessária, aprender 1 novo plano de execução adequado para o processamento do grande volume de dados e realizar a totalização com a celeridade esperada. É normal que a aprendizagem da inteligência artificial do equipamento consuma tempo. Porém, isso poderia ter sido evitado com a realização de testes para calibrar o otimizador. Novos planos de execução foram gerados ao longo da totalização, mas se mostraram ineficientes diante do crescimento do volume de dados.
Para solucionar o problema em definitivo, o sistema de totalização foi temporariamente paralisado, de modo a permitir a geração de um plano de execução novo e adequado. Assim, ao reiniciar o sistema, foi possível a retomada célere da totalização”.
Ao final da nota, o TSE faz uma defesa apaixonada da Oracle. A multinacional norte-americana recebeu R$ 26,2 milhões para entregar uma máquina que chegou com 1 mês de atraso e foi submetida só a 2 dos 5 testes testes de stress recomendados.
“Durante todo o dia do 1º turno das eleições, técnicos da Oracle estiveram presentes nas dependências da Secretaria de Tecnologia da Informação, prestando suporte técnico. O TSE considera que a Oracle cumpriu, no curso do episódio, todas as obrigações assumidas”, diz a nota.
Obviamente, há 1 exagero na afirmação da Justiça Eleitoral, até porque fica claro que a Oracle teve responsabilidade pelos atrasos registrados.
SEGUNDO TURNO
O TSE afirma que “a falha no plano de execução no 1º turno não se repetirá no 2º turno, em 29 de novembro, tendo em vista que o otimizador já está calibrado para processar um volume maior de informações de forma célere”.
Lula não foi eleito em São Domingos (MA). Jair Bolsonaro foi derrotado em Laranjal do Jari (AP). Tanto os candidatos que usaram o nome do ex-presidente quanto aqueles que adotaram o sobrenome do atual chefe do Executivo nas urnas não tiveram o sucesso que esperavam nas eleições municipais de 2020.
Dos 26 postulantes filiados ao PT que se identificaram com o nome do ex-presidente Lula, apenas 2 foram bem-sucedidos. Lula do Doce se elegeu vereador por Itaíba (PE), com 483 votos. Lula do Assentamento conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Alto Alegre (RO), com 166 votos. Entre os derrotados está Thamara Lula da Silva, que recebeu apenas 16 votos em Taquaritinga (SP), e Steve Melo Lula Livre da Silva, candidato escolhido por apenas 18 sapeaçuenses, do município de Sapeaçu (BA).
Já entre os candidatos que utilizaram o sobrenome Bolsonaro nas urnas, a taxa de sucesso foi ainda menor. Foi eleito apenas o mais conhecido deles: Carlos Bolsonaro, o “filho 02” do mandatário. Ele foi o 2º vereador mais votado do Rio de Janeiro (RJ), com 71.000 votos. Nas eleições de 2016, foi o mais votado, com 106.567 votos, número 35.567 maior que o alcançado na atual eleição.
Leia o desempenho completo dos Lulas e Bolsonaros ao fim deste texto.
Outros 77 Bolsonaros espalhados por 25 Estados não tiveram o mesmo sucesso que Carlos teve no pleito fluminense e não conseguiram se eleger. É o caso de Márcia Bolsonaro, de Irecê (BA), que recebeu apenas 6 votos. E de Bolsonaro Sergipano, que tentou uma vaga na Câmara de Aracaju (SE), mas foi votado por somente 286 pessoas.
Sergipano não ganhou a cadeira de vereador, mas viralizou nas redes sociais com as caracterizações que fez do presidente da República. Apareceu na propaganda eleitoral da televisão com 1 terno, uma faixa presidencial fictícia, o cabelo penteado para o lado e finalizou a mensagem com o gesto de arma que o presidente costuma fazer.
Ainda no Nordeste, outro candidato atuante nas redes sociais que se gaba de semelhança física com o ídolo é Lula do PT. Ele se candidatou a vereador em Iguatu (CE). Além do nome, outra característica que aproxima os 2 Lulas é a profissão: o candidato de Iguatu é metalúrgico. Porém, não teve o sucesso que o pernambucano teve quando foi eleito e reeleito presidente. Teve apenas 83 votos.
Foram poucos os Bolsonaros apoiados publicamente pelo atual presidente da República. A mãe de Carlos e ex-mulher do mandatário é 1 exemplo de candidata que incorporou o sobrenome do político na urna.
Bolsonaro, o real, manifestou apoio em suas “lives eleitorais” para Deilson Bolsonaro (Republicanos), postulante a vereador em Boa Vista (RR) e amigo do presidente, e para Adilson Bolsonaro (PSD), de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Walderice Santos, ex-secretária do mandatário que ficou conhecida como “Wal do Açaí”, também recebeu aval para utilizar o sobrenome do ex-chefe na disputa. Mas não funcionou: teve 266 votos em Angra dos Reis (RJ).
O setor do turismo brasileiro deixou de faturar R$ 41,6 bilhões desde o início da pandemia de covid-19, considerando os meses de março a setembro. O montante representa queda de 44% no faturamento do setor em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (17.nov.2020) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Em setembro, o faturamento das empresas do setor (R$ 8,6 bilhões) foi 37,6% menor do que o mesmo mês de 2019 – o que significa uma retração de R$ 5,2 bilhões no faturamento. Esse é o pior resultado do turismo para setembro desde o início da série histórica, em 2011.
“Ao contrário de setores como o comércio e os serviços, em recuperação desde o início do 2º semestre do ano, o turismo não apresenta sinais de retomada. Até por isso a necessidade de uma expansão da oferta de crédito para as empresas do setor, principalmente por meio de ajuda de programas do governo”, destaca a Fecomercio-SP em nota.
Segundo a entidade, a retração do turismo em setembro foi liderada pelo setor de transporte aéreo, que faturou 64,6% a menos do que no mesmo mês de 2019. O resultado, no entanto, é menos pior que os registrados em agosto (-68,8%) e julho (-78,1%).
A Fecomercio-SP destaca que também caíram expressivamente, em setembro, os faturamentos dos agentes de hospedagem e alimentação (-37,3%) e de atividades culturais, esportivas e recreativas (-24,4%).
“É importante que os empresários mantenham os canais digitais ativos desde já, não apenas para ofertar pacotes e destinos, mas também para que os clientes tenham uma comunicação clara dos novos protocolos de segurança do turismo”, recomenda a Fecomercio-SP.
A entidade também ressalta que muitos turistas procuram por locais com flexibilidade de cancelamento ou remarcação, e possibilidades de reembolsos. “Adaptar as reservas e os fluxos a esta especificidade do mercado representa uma vantagem significativa para agora e para o cenário pós-pandemia”, diz.
O Brasil deve abrigar uma das sedes da OMT (Organização Mundial do Turismo), informou nesta 3ª feira (17.nov.2020) o presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado. Durante cerimônia no Palácio do Planalto para comemorar os 54 anos da Embratur, que contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, Machado destacou a visita do diretor-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.
“Nós temos a Organização Mundial do Turismo aqui, trazendo excelentes notícias, que o Brasil foi escolhido para receber um dos quatro escritórios da OMT no mundo”, afirmou.
Na 2ª feira (16.nov.2020), Pololikashvili se reuniu em Brasília com o presidente Jair Bolsonaro. O diretor-geral da OMT, que é uma das agências da Organização das Nações Unidas, também cumpriu agenda oficial no Rio de Janeiro, ao lado do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).
O escritório da OMT no Brasil será o 1º da entidade na América Latina e deve concentrar esforços para desenvolver o turismo no continente. Gilson Machado chegou a citar Rio de Janeiro, Brasília e Manaus como possíveis sedes para o escritório da OMT, mas essa decisão não está tomada.
Na cerimônia que marcou os 54 anos da Embratur, os Correios também lançaram 1 selo personalizado e 1 carimbo alusivo ao aniversário da agência. Desde maio, quando a Medida Provisória 907 foi sancionada, a Embratur se tornou, de forma definitiva, uma agência com status de serviço social autônomo, sob regime jurídico de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública.
Antes, a instituição funcionava como uma autarquia federal. No novo formato, a Embratur pode receber recursos privados, como contribuições do Sistema S e ganhou mais autonomia administrativa para promover produtos e serviços turísticos no Brasil e no exterior.
De acordo com Gilson Machado, apesar de o setor ter sido fortemente afetado durante a pandemia, a recuperação do turismo no Brasil já está sendo refletida nas estatísticas.
“O Brasil é o país que tem o maior potencial no período pós-pandemia. Hoje, de acordo com dados do Ministério do Turismo, já estamos com 88% do nosso fluxo de turistas internos recuperado. Poucos países do mundo podem dizer isso. Temos as nossas companhias aéreas voltando a trabalhar em torno de 80% das operações, e alguns hubs já estão 100%, como o aeroporto de Recife, que já ultrapassou os números de 2019”, disse Machado.
Na semana passada, o governo federal lançou 1 pacote de medidas para estimular a retomada do turismo no país.