Prefeitura de Parnamirim prorroga a data de retorno das aulas presenciais na rede pública

Foto: Ana Karina Amaral

A Prefeitura de Parnamirim prorrogou a suspensão das aulas presenciais em toda a rede pública do município até o dia 08 de janeiro de 2021. A medida foi assinada pelo Prefeito Rosano Taveira e publicada no Diário Oficial (DOM) da última quinta-feira (3).

As aulas estão suspensas desde março, em razão da situação de emergência decorrente da pandemia do coronavírus. Vários estados adotaram medidas extremas para lidar com o novo cenário, dentre elas a suspensão de aulas presenciais. A Secretaria de Cultura e Educação (SEMEC) enxerga a medida como essencial para frear o contágio da COVID-19.

Vale ressaltar que Parnamirim dispõe de um Comitê de Gestão Municipal, composto por 21 membros de diversas categorias, responsável por avaliar a situação do município e as condições das escolas. Além disso, o grupo desenvolve protocolos de segurança baseados em artigos científicos, regulamentações nacionais e informações das autoridades da área de saúde, educação e gestão, para um possível retorno das aulas.

ASCOM 

Os trunfos eleitorais do PP e as juras de amor a Jair Bolsonaro

Aliado dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em cujos governos foi um dos sócios do petrolão, e também de Michel Temer (MDB), o PP, ou Progressistas, uma das cabeças do Centrão, é atualmente um dos partidos mais fieis e próximos ao presidente Jair Bolsonaro. Seu cacique-mor, o senador Ciro Nogueira (PI), reeleito em 2018 após pedir votos com a imagem de Lula, enquanto o partido apoiava Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se um interlocutor frequente e assíduo do presidente. O deputado Ricardo Barros (PR), tesoureiro da sigla, é líder do governo na Câmara e o deputado Arthur Lira (AL), líder da legenda na Casa, desponta como o candidato da simpatia de Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara.

A hoje estreita relação entre os caciques do Progressistas e o Palácio do Planalto sob Bolsonaro é daquelas forjadas pelas conveniências de Brasília, que suplantam as mais (aparentemente) graves incompatibilidades. Afinal, é o presidente eleito com o discurso do combate à corrupção e ao “toma lá, dá cá” aliando-se a um partido notável pelo fisiologismo e com o maior número de políticos investigados na Lava-Jato. Somam-se a isso críticas do próprio Nogueira, processado por corrupção, a Bolsonaro, a quem o senador já chamou de “fascista e preconceituoso” em 2017. Hoje, como se vê, as arestas foram dizimadas: o PP indica cargos cobiçados na máquina federal, como a diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e passou a ser cogitado como futuro partido do presidente.

Nogueira, agora, jura amor eterno ao capitão e garante que o partido marchará ao lado dele em 2022. “Temos mil vezes mais identificação com o projeto político de Bolsonaro do que tínhamos com o PT. A chance de mudarmos de lado é zero”, diz a VEJA o presidente do PP, que tem entre os sonhos de consumo eleitorais a filiação da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para concorrer nas eleições de Sergipe, possivelmente ao Senado.

Além do alinhamento ao governo e da fidelidade no Congresso, que chegou a 86% em uma votação recente, conforme levantamento do Planalto, os bons resultados eleitorais do PP em 2020 também se tornam um trunfo que o partido tem a oferecer ao presidente. A sigla foi a segunda que mais elegeu prefeitos, 685, atrás apenas do MDB, com 784, enquanto Bolsonaro viu a maioria dos candidatos apoiados por ele naufragar nas urnas.

Ao contrário de outros caciques do Centrão, como Gilberto Kassab, presidente do PSD, no entanto, líderes do PP não veem o presidente como “derrotado” no pleito e atribuem as derrotas de aliados dele, como Celso Russomanno (Republicanos), em São Paulo, e Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, a problemas dos próprios candidatos. O único prefeito eleito em uma capital apoiado pelo presidente é justamente do PP: Tião Bocalom, em Rio Branco.

“O desempenho na eleição reforça nossa posição como aliado que a população está reconhecendo, com resultado muito bom, então o presidente pode ficar tentado a criar uma sintonia maior com nosso discurso, já que ele deu certo. Acredito que isso vai acontecer”, diz Ciro Nogueira. “Nós somos o segundo partido, crescendo. O MDB é o primeiro partido, caindo”, compara Ricardo Barros.

Nordeste

No Nordeste, região estratégica para Bolsonaro em sua cruzada contra a esquerda rumo a 2022 – à qual ele tem viajado mais, estimulado por Nogueira -, o PP superou o MDB e será a sigla com o maior número de prefeituras a partir de 2021: 288. Entre as cidades do Nordeste conquistadas pelo partido está apenas uma capital, João Pessoa, o que mostra uma capilaridade maior no interior, os rincões nordestinos, historicamente petistas – os resultados refletem a estratégia de focar cidades pequenas e médias, onde o consumo de recursos de campanha é menor e a previsibilidade de vitórias maior do que nos grandes centros.

Em cinco estados nordestinos, Piauí, Alagoas, Bahia, Sergipe e Paraíba, o PP elegeu ao menos 10% dos prefeitos e ganhou corpo para disputas estaduais, que por sua vez são importantes como palanques na eleição presidencial. Com 37,5% dos prefeitos eleitos filiados ao PP, o Piauí é o caso mais emblemático: trata-se da base eleitoral de Ciro Nogueira, candidatíssimo ao governo piauiense em 2022, que vê na maior atratividade a prefeitos no estado um sinal da sua “expectativa de poder”.

O resultado em Alagoas, terra de Arthur Lira, com 28% de prefeitos do PP, também foi expressivo. “O Nordeste nunca foi de esquerda, a região é mais conservadora que o resto do país. Acontece que Lula tinha uma identificação muito grande por ser nordestino (nasceu em Pernambuco), assim como Ciro Gomes, que é do Ceará”, diz Nogueira. “O presidente vai chegar a 2022 com o índice de popularidade muito semelhante ao que era o de Lula no Nordeste”, aposta.

Filiação presidencial

Sobre a possível volta de Bolsonaro ao PP, ao qual ele foi filiado entre 2005 e 2016, líderes do partido não escondem o desejo por um retorno, mas não veem uma decisão sendo tomada no curto prazo. “O presidente sempre brinca que tem saudade do partido”, diz Ciro Nogueira. “Sabemos que é um assunto para mais tarde, estamos com a cautela necessária”, desconversa Ricardo Barros.

Veja

Enquanto ninguém olhava, a situação piorou ainda mais na Venezuela

Com o mundo ocupado com a pandemia e suas graves consequências econômicas, o regime venezuelano se dedicou ao que sabe fazer de melhor: manter-se no poder.

A habilidade é tamanha que produziu o que o escritor Alberto Barrera Tyskha chamou de “espetáculo paradoxal”: uma eleição para “aniquilar o último resquício de democracia que resta no país”.

Com a eleição cujo resultado não trará nenhuma surpresa, pois Nicolás Maduro e companhia aprenderam a não deixar essas coisas ao sabor da vontade dos eleitores, haverá uma nova Assembleia Nacional e os oposicionistas que haviam conquistado maioria no legislativo perderão sua conexão com ela.

Maduro não é bobo. Sabe que poucos países importantes deixarão de reconhecer Juan Guaidó, que havia assumido uma simbólica presidência provisória na qualidade de presidente da Assembleia Nacional.

Mas sabe também que, quanto mais passa o tempo, mais enfraquecido ainda fica Guaidó. Tirar-lhe o único título representativo no qual podia se ancorar é mais um golpe tinhoso.

Maduro está adorando cada minuto que a oposição se desidrata, com uma parte minoritária aceitando participar da farsa por pura falta de opção.

Com o domínio total da máquina, oficial e oficiosa, Maduro e asseclas resistiram às tentativas de quebrar a unidade do regime por dentro, atraindo comandantes militares para o lado da democracia.

Não funcionou e quanto mais sobrevida tem o regime, mais controla as possíveis dissidências internas.

Sentindo-se invulnerável, o madurismo tem condições de se lixar para o povo ao qual diz representar e governa em condições surreais.

A hiperinflação, ligeiramente em queda durante a quarentena por retração do consumo, recuperou forças; a indústria do petróleo continua dizimada e não dá mais para contar quantas vezes a moeda foi desvalorizada. O dá, se conseguirmos fazer contas que alcançam trilhões de bolívares, remontando à primeira desvalorização, na época de Hugo Chávez.

O país também não tem acesso a empréstimos externos e as sanções americanas já custaram, no mínimo, 17 bilhões de dólares. Nem a pandemia e o fechamento de fronteiras impediram que venezuelanos desesperados procurem fugir pura e simplesmente da fome – são cinco milhões de pessoas que já deixaram o país, um sexto da população.

“Com um salário mínimo mensal – que triplicou no mês passado e agora vale pouco mais de um dólar – só dá para comprar um quilo de arroz”, exemplificou a correspondente do El País, Florantonia Singer.

O descontrole é tão grande que, ironicamente, os herdeiros do regime nascido para desafiar o imperialismo americano agora consideram a possibilidade de dolarizar a economia.

Como Maduro consegue sobreviver a um desastre tão avassalador, sem perspectivas de que alguma coisa mude, nem que seja minimamente, para melhor?

O pacto de sangue feito com os comandantes militares, todo mundo sabe a que preço, é uma das respostas.

A repressão também. Desde 2014, foram 18 mil homicídios extrajudiciais, 14 mil prisões arbitrárias e centenas de casos de tortura, segundo o último relatório da OEA.

O escritor Alberto Barrera traçou um roteiro do que acontecerá no domingo: “Em tempo recorde, para dar uma lição ao ‘imperialismo’ – o Conselho Nacional Eleitoral apresentará os resultados da eleição, nos quais se destacará a vitória arrasadora do partido do governo, provavelmente incluindo a maioria absoluta no novo parlamento”.

“Agirão e falarão como se as denúncias e os relatórios sobre o caráter viciado e inconstitucional do processo eleitoral jamais tivessem existindo”.

“Convocarão um grande pacto de união nacional, de diálogo. Falarão de amor. Invocarão os problemas do país e apelarão a deixar para trás as diferenças e olhar com esperança para o futuro. Farão isso com segurança e tranquilidade, com singular histrionismo, tentando sempre por em dúvida a percepção que existe sobre a realidade”.

Infelizmente, tem toda razão. E, indiferente a percepções, a cruel realidade continuará a ser o que é.

Radar – Veja 

Médicos formados fora do Brasil têm 1ª fase do Revalida neste domingo

No próximo domingo (6), 15.498 médicos formados fora do Brasil farão a primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020. As provas serão aplicadas em 13 capitais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Locais de prova

Para saber o local da prova, é necessário conferir o Cartão de Confirmação da Inscrição. Entre outras informações, o documento, que pode ser acessado na Página do Participante, contém número de inscrição, data, hora e local do exame. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Revalida, a prova teórica é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder a cinco questões discursivas.

Portões

A abertura dos portões ocorrerá das 7h às 7h45 (manhã) e às 14h30 às 15h15 (tarde). As provas terão início às 8h (manhã) e às 15h30 (tarde). O término será às 13h (manhã) e 19h30 (tarde).

Segunda etapa

Somente os aprovados na primeira etapa poderão participar da segunda etapa. Uma novidade desta edição é que se o médico formado no exterior for reprovado na segunda etapa, poderá se reinscrever diretamente nessa fase, nas duas edições consecutivas. Em edições anteriores, era necessário fazer todo o processo desde o início. Cronograma, diretrizes e procedimentos da segunda etapa serão publicados posteriormente, em edital próprio.

Revalida

O Revalida tem o objetivo de aferir a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício profissional, adequados aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no país. A revalidação do diploma é responsabilidade das universidades públicas que aderirem ao Revalida.

Cronograma

Prova teórica: 6 de dezembro

Divulgação dos gabaritos: 8 de dezembro;

Recurso dos gabaritos: 8 a 14 de dezembro;

Resultado da prova escrita: 8 de fevereiro.

 

Agência Brasil

Economia Inflação para famílias de renda mais baixa sobe 0,95% em novembro

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1 – de novembro, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), registrou alta de 0,95%. Com isso, ficou 0,24 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro, quando atingiu taxa de 0,71%. O indicador que mede a inflação para as famílias que ganham até 2,5 salários-mínimos por mês acumula elevação de 4,85% no ano e de 5,82% nos últimos 12 meses.

Em novembro o IPC-BR, que mede a inflação das famílias com renda mensal de 1 a 33 salários, variou 0,94%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,86%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Despesas em alta

De outubro para novembro, seis das oito classes de despesa componentes do índice tiveram elevação nas taxas de variação. O setor de transportes passou de 0,29% para 0,90%, educação, leitura e recreação de 1,33% para 2,56%, saúde e cuidados pessoais de 0,05% para 0,23%, habitação de 0,28% para 0,39%, alimentação de 2,08% para 2,18% e despesas diversas com queda de 0,01% para alta de 0,11%.

Os destaques ficaram para gasolina, que subiu de 0,31% para 2,36%, passagem aérea de 15,63% para 27,16%), medicamentos com queda de 0,17% para alta de 0,34%, tarifa de eletricidade residencial, que tinha recuo de 0,19% e passou para elevação de 0,20%), hortaliças e legumes de 3,91% para 12,15% e cigarros, em queda menor de 0,59% para 0,30%.

Em queda

A favor das famílias dois grupos apresentaram recuo em suas taxas de variação: vestuário (0,24% para -0,04%) e comunicação (0,14% para 0,12%). Roupas tiveram redução de 0,20% para 0,02% e o item tarifa de telefone residencial diminuiu de 1,65% para 0,29%.

O IPC-C1 é calculado com base em preços coletados em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador. A próxima divulgação do indicador será no dia 7 de janeiro de 2021.

Agência Brasil

Diego Américo deixa a oposição e apoiará o governo de Taveira

Durante a campanha, o professor Diego Américo já sinalizava descontentamento com a forma que vinha sendo tratado pelo grupo oposicionista.

E, logo que terminou a eleição, o professor seguiu o mesmo caminho da líder oposicionista, professora Nilda, que foi logo apoiar o governo quando se elegeu vereadora em 2016.

Agora, resta saber se Diego irá permanecer até o fim, pois Nilda passou alguns meses e voltou para oposição, depois se tornou a principal candidata contra Taveira na eleição majoritária.

Diego se juntará ao irmão Daniel Américo que não ficou satisfeito com o veto ao seu nome para ser o vice de Nilda.

O certo é que Diego Américo arrumou as malas e já desembarcou no governo municipal e agora pertence ao time de Wolney e do coronel Taveira.

Governo federal investe em nova fábrica de vacinas da Fiocruz

Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ

Uma nova fábrica de vacinas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) será construída, no Rio de Janeiro, o que permitirá grande aumento na produção de insumos para abastecer o país. O investimento total será de R$ 3,4 bilhões e prevê a geração de 5 mil empregos diretos na construção e 1.500 postos de trabalho para a sua operação. 

A assinatura da doação do terreno ocorreu nesta quinta-feira (3), no Palácio Guanabara, com as presenças do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do governador, Cláudio Castro.

O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS) será erguido no Distrito Industrial de Santa Cruz, zona oeste da cidade, em um terreno de 580 mil metros quadrados. O empreendimento pretende ser o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina e um dos mais modernos do mundo. A Fiocruz poderá aumentar em até quatro vezes a capacidade de produção de vacinas e biofármacos para atender prioritariamente às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O terreno já recebeu investimentos do Ministério da Saúde para as etapas de terraplanagem, estaqueamento de todos os prédios, construções dos blocos e cintas, compensação ambiental e aquisição dos principais equipamentos de produção. O ministro Pazuello destacou o significado da construção do novo complexo industrial, que será um importante reforço às políticas de vacinação nacionais. A previsão de conclusão da obra é 2023.

“Estamos vendo nascer o maior centro de produtos biológicos da América Latina. Não é simples, é um novo sistema e o processo precisa ser estudado, nós vamos aprendendo com ele. O Brasil vai ter um grande centro estratégico para reforçar o Programa Nacional de Imunizações, o PNI. Ele é o maior programa de imunizações do mundo. É um orgulho para todos nós”, salientou Pazuello.

O governador Claudio Castro ressaltou a importância do alinhamento político atual, a fim de facilitar a implementação de ações em benefício da população.

“Quando a gente tem governo federal, estadual e municipal alinhados, trabalhando juntos, em parceria, a população ganha com isso. Nosso papel é celebrar mais um ato conjunto, investimento bilionário que o governo federal, através da Fiocruz e do Ministério da Saúde, fará no estado do Rio. Um investimento que coloca o Rio na vanguarda da fabricação de vacinas”, celebrou Castro.

A presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima reafirmou o valor estratégico da iniciativa para o país, com a ampliação na oferta de vacinas, além de contribuir com o desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro.

“Esse empreendimento garantirá a continuidade das estratégias nacionais de vacinação, ofertando vacinas modernas à população. Será o maior centro de produção de imunológicos da América Latina, com capacidade de quadruplicar a nossa produção atual”, disse a presidente.

Empreendimento

A capacidade de produção está estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano e poderá ser ampliada dependendo do regime de operação a ser adotado. O complexo será constituído inicialmente por nove prédios, englobando dois prédios para formulação, envasamento, liofilização e revisão; e os demais para as atividades de embalagem; armazenagem de matéria-prima; armazenagem de produto acabado; controle e garantia da qualidade; utilidades em geral; e centrais de tratamento de resíduos e efluentes; e administração. O terreno conta ainda com áreas reservadas para futuras expansões.

O projeto é sustentável e contará com painéis de captação de energia solar, reservatórios para captação de água da chuva e sistema de reuso de água. Na etapa inicial já foram plantadas 30 mil árvores, que formarão um cinturão verde de Mata Atlântica para preservar a biodiversidade local.

Agência Brasil

Economia brasileira reage e PIB avança 7,7% no terceiro trimestre

A economia brasileira avançou 7,7% no terceiro trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço faz o país sair da recessão técnica após dois recuos nos trimestres anteriores.

Em números brutos, o PIB somou R$ 1,891 entre julho e setembro. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto foi de R$ 1,653 trilhão

A flexibilização das medidas de isolamento social, defendida por Bolsonaro e Guedes, impulsionou a atividade econômica entre julho e setembro.

Conexão Política

ÚLTIMASMourão diz que há ‘hipocrisia’ em retardar aulas: “As pessoas vão para bares, mas não para aula”

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (3) que há “hipocrisia” na recusa de reitores a retomar as aulas presenciais em universidades federais.

“Isso é um assunto controverso porque acho que até tem certa hipocrisia. As pessoa saem para a rua, vão para bares, restaurantes, mas não podem ir para aula”, declarou, ao chegar ao Planalto.

A declaração ocorre após o Ministério da Educação ter publicado na quarta-feira (2), conforme noticiou o Conexão Política, uma portaria para determinar a retomada das aulas presenciais em universidades a partir de janeiro.

No entanto, reitores estão se manifestando contrários ao retorno das atividades.

“Lá no Espírito Santo eles estão com aula presencial. Vai metade da turma em um dia, metade no outro, de modo que você tenha o distanciamento na sala de aula. Com boa vontade e a gente consegue”, acrescentou Mourão.

Conexão Política

Planalto trava reforma tributária para evitar vitória de Maia

Em meio às disputas pela eleição da presidência da Câmara, o Planalto tenta travar a tramitação da reforma tributária para evitar uma vitória de Rodrigo Maia.

A aprovação da reforma, segundo assessores palacianos, traria força para Maia e os pré-candidatos à presidência da Câmara Aguinaldo Ribeiro (relator) e Baleia Rossi (autor da proposta).

O grupo encabeçado por Maia tem utilizado a reforma tributária para negociar o apoio de partidos da esquerda. Como mostramos, o relator fez ao menos três mudanças na proposta para agradar a oposição, como o aumento progressivo na tributação de herança.

Para ajustar a negociação em torno da reforma tributária, Jair Bolsonaro mandou Ricardo Barros tomar as rédeas. Paulo Guedes, que insistia na criação de uma nova CPMF para bancar a desoneração da folha, deve ficar de lado.

Com a ordem de Bolsonaro, Barros soltou uma nota hoje para dizer que o governo espera o relatório de Aguinaldo Ribeiro para se posicionar. “É desejo do presidente uma reforma tributária que simplifique e modernize os impostos sem aumento de carga tributária”, disse.

O grupo de Rodrigo Maia tenta concluir o relatório da reforma até o início da próxima semana. Os deputados tentam acordo para votar o texto na comissão mista no próximo dia 10. Apesar de Maia dizer que tem cerca de 320 votos para aprovar a PEC, ainda falta articulação para fechar o texto.

No Planalto, a ideia é segurar a votação até o início de 2021. Os governistas acreditam na vitória de Arthur Lira para a presidência da Câmara e apostam na base aliada para travar o avanço da reforma tributária ainda este ano.

O Antagonista

Dólar fecha no menor valor desde julho; Ibovespa vai aos 112.291 pontos

O dólar fechou com queda de 1,94% nesta 5ª feira (3.dez.2020), aos R$ 5,14. Esse é o menor valor da moeda desde 22 de julho deste ano. O Ibovespa, principal índice da B3, registrou alta de 0,37%, aos 112.291 pontos.

Os mercados operaram com otimismo durante a maior parte do dia com o avanço no calendário para a vacinação contra a covid-19. Há expectativa de que a autorização seja aprovada nos Estados Unidos próxima semana. E na Europa, até o fim do ano. O Reino Unido já deu o 1º passo nesta 4ª feira (2.dez.2020).

O Ibovespa chegou a ter alta de 1,34%, aos 113.377 pontos, antes do anúncio. O dólar tombou para até R$ 5,12.

As empresas ligadas às atividades de turismo e viagens puxaram a alta. As ações da Embraer subiram 11,05%. Gol e CVC, 8,79% e 7,55%, respectivamente.

Com Covid-19, senador José Maranhão vai para UTI

Diagnosticado com Covid-19, o senador José Maranhão (MDB-PB) teve de ser transferido hoje para a UTI, “em consequência do agravamento do quadro clínico”.

Segundo o boletim médico, ele apresentou quadro de febre e dificuldade para respirar. Os médicos estudam a transferência de João Pessoa para um hospital em São Paulo.

“O paciente segue consciente, em uso de oxigênio sob máscara. Novos exames estão sendo realizados.” Com 87 anos, ele foi internado no domingo com tosse persistente.

O Antagonista

TV Globo tem pior mês no ibope em quase dois anos

A Rede Globo, que vem investindo milhões de reais no mercado streaming, TV paga e outras plataformas, continua vendo a audiência despencar na TV aberta.

Dados exclusivos de audiência publicados na coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, mostram que no mês de outubro a Globo fechou com 11,4 pontos de audiência no país (medição 24 horas, cada ponto vale por cerca de 254 mil domicílios).

Apesar de manter a liderança absoluta, com ampla vantagem sobre a RecordTV, segunda colocada, mesmo assim foi o pior resultado mensal da emissora desde janeiro de 2019.

A queda foi tão expressiva a ponto de ser o pior outubro desde 2015.

E não são apenas os pontos no Ibope que estão caindo, mas a participação da Globo no universo de TVs ligadas (chamado de “share’) também.

A TV Globo no mês de outubro registrou 30,8% (cerca de 31 em cada 100 TVs ligadas). Em outubro de 2019, para comparação, esse índice foi de 35,5%.

Na comparação de outubro com setembro, todas as TVs abertas —exceto a Record — registraram queda.

A Record passou de 4,3 pontos para 4,6.

Todos os dados publicados com exclusividade pela coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, foram apurados pela Kantar Ibope Media, mas obtidos junto a fontes nas TVs. Por cláusula contratual, a Kantar não pode divulgar esses dados à imprensa.

Conexão Política

Bolsonaro ameaça demitir Onyx Lorenzoni, diz jornal

O presidente Jair Bolsonaro estuda demitir o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e usar a cadeira em troca de apoio na disputa à presidência da Câmara, segundo disseram interlocutores do Planalto ao UOL.

A possível movimentação acontece depois que o presidente reafirmou no último domingo (29.nov.2020) que vai derrubar quem passar por cima dele e falar sobre o programa social Renda Cidadã. “O que eu falei 3 meses atrás está valendo. Quem falar em Renda Cidadã, cartão vermelho“, disse o presidente.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a ameaça foi direcionada ao ministro Onyx Lorenzoni, que havia prometido publicamente o anúncio do Renda Cidadã para esse mês. A equipe do ministro também trabalhou na modelagem do programa.

No Palácio do Planalto, a visão é de que Onyx demorou para entender o recado e por isso o presidente teve que reforçar a ameaça. No ministério da Economia há a certeza de que desta vez a ameaça foi enviada ao ministério da Cidadania. “Esse cartão ai agora não foi para nós“, disse o ministro Paulo Guedes a membros de sua equipe.

Não somente passou por cima da ordem do Presidente, o ministro Onyx Lorenzoni não tem apresentado desempenho satisfatório no comando da pasta.

Eleições no Congresso

Se a demissão acontecer, a pasta poderá ser usada para negociações para resultados favoráveis ao governo nas eleições para a presidência da Câmara dos Deputados.

O Planalto trabalha para derrubar o candidato que irá suceder Rodrigo Maia, ou até o próprio atual presidente caso seja concedido direito à reeleição. A atual aposta do governo é o deputado Artur Lira (PP-AL).

Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto, mantendo certa discrição depois dos resultados das urnas municipais malsucedidos para o governo.

Outros aliados do presidente já afirmaram que Lira é um “teto de vidro“. Isso porque o deputado é réu acusado de corrupção passiva no inquérito que apura o recebimento de R$ 106.000 em propina.

Poder 360

Lei que determina vacina contra covid-19 gratuita e para todos é aprovada

O Senado aprovou nesta 5ª feira (3.dez.2020) projeto de lei que determina que a vacina contra covid-19 seja direito de todos e gratuita priorizando os grupos de risco. A matéria diz ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) terá prioridade na compra das vacinas até que as metas de imunização sejam cumpridas. A proposta vai à Câmara dos Deputados.

Os critérios de distribuições e os parâmetros para definir quem será do grupo de risco ou não virá em uma regulamentação depois da aprovação da lei. O relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que será preciso dar publicidade e transparência para todas as compras e repasses relacionados à vacinação. Eis a íntegra (575 KB).

Na 1ª versão do projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a medida estabelecia critérios mais objetivos para a vacinação. Entre eles estão o tamanho da população, percentual de grupos de risco na região, e número de casos e mortes.

“A vacina é nossa esperança. O projeto não obriga ninguém a se vacinar, mas garante a distribuição para todos os estados e o acesso gratuito a todos que quiserem a vacina. Salvar vidas e acelerar a recuperação econômica são os objetivos do PL”, afirmou.

Os senadores também aprovaram nesta 5ª feira (3.dez) a liberação de cerca de R$ 2 bilhões para a vacina da Universidade de Oxford. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não liberou nenhuma vacina para o uso no Brasil.

Apenas as vacinas na 3ª fase clínica (aplicação em massa) e que estejam sendo testadas no Brasil poderão solicitar o uso emergencial. Até o momento, 4 candidatas cumprem essas condições: a desenvolvida por Oxford e AstraZeneca, a da Pfizer e BioNTech, a CoronaVac (desenvolvida pela Sinovac e pelo Instituo Butantan) e a do grupo Janssen.

O Ministério da Saúde divulgou na 3ª feira (1º.dez) um documento em que apresenta, sem informar datas, o plano preliminar de vacinação contra a covid-19 no Brasil. Há 4 fases previstas pela equipe técnica da pasta. A prioridade será para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e indígenas.

Leia a íntegra do comunicado do Ministério da Saúde (557 KB).

Pesquisa PoderData indica que 67% da população brasileira “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19 assim que estivesse disponível. A taxa se manteve estável ante o levantamento realizado cerca de um mês antes, mas caiu em relação ao estudo feito de 6 a 8 de julho –quando 85% queriam o imunizante.

A proporção dos que disseram rejeitar a fórmula é agora de 19%, ante 22% na consulta realizada de 26 a 28 de outubro.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.