Governo propõe salário mínimo de R$ 1.088 em 2021

BRASÍLIA – O governo propôs ao Congresso fixar o salário mínimo em R$ 1.088 em 2021. A previsão consta da nova versão do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as bases do Orçamento, encaminhada nesta terça-feira ao Legislativo.

O valor é R$ 21 maior que o proposto em agosto, quando o Ministério da Economia divulgou a proposta orçamentária para o ano que vem. O aumento se deve à revisão da projeção para a inflação medida pelo INPC.

Em agosto, o Ministério da Economia divulgou uma previsão orçamentária na qual previa que o piso nacional fosse reajustado em 2,09%, equivalente à projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) naquela ocasião. Assim, o salário mínimo subiria dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.067 no ano que vem.

Com a alta nos preços dos alimentos, essa previsão para o INPC aumentou. O Boletim Macrofiscal divulgado em novembro pela pasta estima que o indicador fechará o ano em 4,1%. Com isso, o piso subiria para R$ 1.087,84 — arredondado para cima, R$ 1.088.

Apesar de um aumento em relação à previsão anterior, o trabalhador ainda não terá alta real do salário mínimo em 2021, já que apenas a inflação será reposta pelo reajuste.

Isso ocorre porque o Brasil deixou de ter uma política de valorização do salário mínimo. Esse mecanismo vigorou no país entre 2011 e 2018 e previa que o piso nacional fosse reajustado pela inflação, acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes

Desde 2019, no entanto, o governo tem buscado manter o reajuste do salário mínimo indexado apenas pela inflação, como prevê a Constituição. A medida é uma forma de evitar o crescimento de gastos públicos.

Impacto fiscal de R$ 7,4 bi

A alta acima do previsto no Orçamento deve significar um gasto extra para o governo, já que o valor serve de base para benefícios previdenciários e assistenciais.

Segundo cálculos da equipe econômica, a cada R$ 1 de aumento do mínimo, há um crescimento da despesa pública de R$ 355 milhões.

Um saláio R$ 21 maior que o inicialmente planejado, portanto, representaria um custo extra de R$ 7,4 bilhões para os cofres públicos.

O Globo

Hidrelétrica Armando Ribeiro é ativada em Itajá

A hidrelétrica Armando Ribeiro, localizada na barragem homônima do município Itajá, na Região de Assu, entrou em fase de testes na tarde desta segunda-feira (14) após ser energizada pela Companhia Energética do RN (Cosern). Com capacidade para gerar 4,7  megawatts, esta é a primeira usina hidrelétrica instalada no estado.

O coordenador de desenvolvimento energético Hugo Fonseca e a analista de dados Emília Casanova, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), estiveram presentes durante o procedimento, quando 25% da capacidade da Usina foi ativada. Os representantes do Estado foram acompanhados pelo engenheiro Nivaldo, responsável pela operação e manutenção do novo equipamento.

O trabalho dos técnicos da Sedec foi essencial para destravar e viabilizar o processo de ligação com uma subestação da Cosern também em Itajá. “Sem o trabalho de intermediação da equipe da Sedec, nós não estaríamos aqui hoje comemorando essa energização”, comentou o engenheiro Nivaldo em nome da empresa Rodrigo Pedroso, que construiu a usina. A construtora e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) investiram R$ 15 milhões através de uma Parceria Público-Privada (PPP).

ASSECOM RN

Fundação de Cultura define programação ‘virtual’ do Aniversário de Parnamirim

A Fundação Parnamirim de Cultura, em parceria com Egê Consultoria Musical e Associação Cultural do Sol, divulgou a programação comemorativa de 62º Ano de Emancipação Política de Parnamirim e festividades de fim ano. Desta vez, devido à pandemia da Covid-19, a programação irá se adequar a um novo formato: o virtual. As apresentações serão transmitidas através de lives, pelas redes sociais da Prefeitura.

No dia 17, aniversário de emancipação política do município, a Banda Sinfônica Trampolim da Vitória, abre a live comemorativa partir das 11h, com a participação especial da aluna da Escola de Música Trampolim da Vitória, Leiza Dias, lançando uma música de sua autoria, e da cantora Manuella Fernanda, com a música do Guitaura Medieval. Manuella também é professora de inglês do Centro Infantil Jaci Ferreira de Castro.

No mesmo dia, o evento continua com a transmissão do Parnamirim Jazz Sinfônica (PJS), que contará com uma série de lives com artistas nacionais e internacionais, a partir das 18h30, e será transmitido ao vivo diretamente do Centro Cultural, sob direção artística do maestro Eugênio Graça.

Além da Orquestra do PJS, a programação noturna contará com outros convidados, entre eles, o cantor e sanfoneiro Waldonys, Deusa do Forró (participação especial) e ChoroBone, duo composto por músicas do município de Parnamirim (abertura). Além das redes sociais da Prefeitura (Instagram e Facebook), a transmissão também ocorrerá através do Youtube (linkar) do Parnamirim Jazz Sinfônica.

As demais apresentações serão realizadas ainda nos dias 18, 19, 25 e 30, com a participação da Orquestra e diversos artistas. No dia do Natal, será realizado um concerto especial que contará com a participação dos solistas Agamedes Rodrigues, Hilkélia Pinheiro e Tatyana Xavier.

O festival multicultural Tô de Boa, Tô na Rede ocorrerá no dia 20, também com live transmitida também pelos canais de comunicação da Prefeitura. O festival contará com 36 apresentações incluindo artistas de dança, música e teatro. Com o intuito de valorizar os artistas da terra, as apresentações culturais serão realizadas por músicos, atores, bailarinos e profissionais da parte técnica e bastidores.

Tanto o Festival Multicultural, quanto a Orquestra, acontecerão com recursos da Lei Aldir Blanc e visam premiar iniciativas artísticas e culturais da cidade de Parnamirim, que serão apoiadas com recursos emergenciais da Lei Federal de Emergência Cultural Aldir Blanc nº 14.017/2020.

PROGRAMAÇÃO

A apresentação com os músicos e artistas convidados obedecerá todas as orientações de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde para impedir a propagação da Covid-19. A programação acontece de forma virtual, com uma série de concertos on-line nos dias:

18 – 18h30 Jazz Brasil e 19h30 Parnamirim Jazz Sinfônica recebe Ismael duMangue e Elizabeth Rose;
19 – 18h30 Dueto Nordeste e 19h30 Parnamirim Jazz Sinfônica recebe Ricardo Vianna e Sérgio Luís;

20 – Festival Multicultural Tô de Boa, Tô na Rede
25 Concerto de Natal – 18h Parnamirim Jazz Sinfônica recebe Hilkélia Pinheiro, Agamedes, Tatyana;
30 – 18h30 Choro de Cordas; 19h30 Parnamirim Jazz Sinfônica recebe Liz Rosa e Khrystal (part. especial de Jailton Pereira – homenagem artística)
ASCOM Parnamirim

Origem e sentido do presépio

Padre João Medeiros Filho
É tradição em países cristãos armar o presépio, no início do Advento, culminando com a festa do Natal. Variam de dimensões: desde as miniaturas até os grandes. As imagens do primeiro presépio foram feitas em argila por São Francisco de Assis, em 1223. Naquele ano, em lugar de festejar o Natal dentro da Igreja, segundo a tradição católica, o “Poverello” decidiu celebrá-lo na floresta de Greccio (Itália). O religioso cuidou de transportar para o local uma manjedoura, um boi e um burrinho. O objetivo era explicar melhor o nascimento de Cristo aos camponeses, os quais não conseguiam ler os relatos bíblicos e tinham certa dificuldade em compreender a vinda do Messias ao mundo. Por outro lado, São Francisco queria viver com mais realismo, junto com seus confrades e moradores da região, o nascimento de Jesus num ambiente semelhante àquele em que nosso Salvador veio ao mundo.
O costume logo se espalhou pelas principais catedrais, igrejas paroquiais e capelas, em mosteiros e conventos da Itália. Posteriormente, começou a ser introduzido nos palácios. Em 1567, Giovanna d´Aragona, duquesa de Amalfi, mandou montar um presépio, contendo 116 figuras, para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Magos, pastores e o canto dos anjos ao Menino Deus. No entanto, foi no século XVII que a prática chegou às residências dos fiéis, disseminando-se pela Europa. Paulatinamente, passa a fazer parte da catequese cristã.
Em dezembro de 2019, o Papa Francisco escreveu a Carta Apostólica “Admirabile Signum” sobre o significado e valor do presépio. Naquele documento, incentiva a armá-lo em lugares onde se conserva a tradição e também em ambientes nos quais se perdera este hábito. O Sumo Pontífice deseja que se redescubra e revitalize o seu sentido. “Admiração e encanto são os sentimentos imediatos que brotam diante do presépio, por isso ele é um sinal admirável”, ensina o Santo Padre. Na verdade, retratar o nascimento de Cristo, de forma artística, ajuda a penetrar no mistério insondável da Encarnação. Nela, o Verbo assume a condição terrena para viver entre os homens e partilhar com eles alegrias e dores. O cenário do presépio presta-se a recordar o plano de Deus sobre a vida terrena, unindo o Divino à humanidade e à criação.
Dois episódios contribuíram para São Francisco rememorar o nascimento do Messias. Primeiramente, numa viagem à Terra Santa, ficou tocado pela visita à Igreja da Natividade, em Belém. Posteriormente, dirigiu-se a Roma, com o propósito de obter a aprovação pontifícia para a Ordem Franciscana, voltada para a simplicidade e pobreza. Ali, foi rezar na Basílica de Santa Maria Maior, onde existe um belo mosaico do nascimento de Cristo. Voltando a Assis, em 1223, quis celebrar o Natal numa gruta, seguindo os relatos bíblicos, em clima de despojamento e simplicidade.
É importante que a armação do presépio envolva todos os habitantes da casa. Na medida em que se põe uma imagem, simbolicamente coloca-se a própria vida aos pés do Menino Jesus. Esse gesto é um convite à reflexão sobre a benevolência inefável de um Deus que desejou se tornar humano. Consoante a tradição, existem os personagens clássicos, recordando o fato histórico. Mas, não se trata apenas de comemorar o passado. O mistério deve ser vivido hoje, dando-se espaço à imaginação criativa. Pode-se introduzir no cenário descrito pelos evangelistas personagens da atualidade (doentes, idosos etc.) É a contextualização do acontecimento. A imagem clássica da Criança na manjedoura é rica de simbolismo. Mostra-se Jesus estendendo os braços para cada pessoa que dele se aproxima. É importante que a representação fale a cada um de nós. O presépio narra o amor de Deus, que se fez pequeno para nos dizer quão próximo está do ser humano, independentemente de sua condição. Ali, encontra-se toda a dimensão do cristianismo: o encontro do Céu com a terra, do Criador com a criatura, do Sacrossanto com o pecador! Dali brota para o mundo uma lição: encontrar Cristo exige caminhada, às vezes, por estradas desconhecidas e tenebrosas. Mas, a luz da fé levar-nos-á ao Salvador. “Vimos a sua estrela e viemos adorá-LO.” (Mt 2, 2).

Inscritos no Bolsa Família ganham prazo para contestar auxílio negado

Os beneficiários do Bolsa Família que tiveram o auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras) cancelado, bloqueado ou negado ganharam um prazo para requererem o benefício, informou hoje (14) o Ministério da Cidadania. A partir de domingo (20) até 29 de dezembro, a revisão do benefício deve ser pedida no site da Dataprev, estatal que processa os requerimentos do auxílio emergencial.

O processo será inteiramente virtual, dispensando a necessidade de ir a uma agência da Caixa Econômica Federal ou a um posto de atendimento do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Segundo o Ministério da Cidadania, a pasta promove mensalmente um pente-fino entre os beneficiários do auxílio emergencial para verificar se eles atendem a todos os requisitos definidos pela lei que criou o benefício. Quem não se enquadra em um dos critérios é excluído da lista de beneficiários, mesmo tendo recebido alguma parcela.

De acordo com a pasta, a verificação é necessária para garantir que o público-alvo do auxílio emergencial seja atendido e impedir que pessoas que não precisam do benefício recebam a ajuda. Entre as principais situações verificadas, estão morte, descoberta de irregularidades ou obtenção de emprego formal durante a concessão do auxílio.

Contestações

Na última quarta-feira (9), foram reabertos os prazos de contestação para os trabalhadores informais e inscritos no CadÚnico que tiveram o auxílio emergencial extensão bloqueado, cancelado ou indeferido. O prazo acaba nesta sexta-feira (18).

O Ministério da Cidadania também reabriu o prazo para quem teve o auxílio cancelado por indícios de irregularidade verificados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os requerimentos podem ser feitos até o dia 20.

A pasta também abriu prazo para a contestação de quem teve a extensão do auxílio emergencial indeferido por não atender aos novos critérios de concessão. Os pedidos poderão ser feitos a partir de quinta-feira (17) até o dia 26. Ao prorrogar o auxílio emergencial por três meses com metade do valor do benefício, o governo endureceu alguns critérios, como a utilização de dados fiscais de 2019, em vez de 2018.

Agência Brasil

Biden é eleito no Colégio Eleitoral

Joe Biden e Kamala Harris superaram os 270 votos no Colégio Eleitoral, tornando-se oficialmente presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos.

Com a votação dos delegados da Califórnia no Colégio Eleitoral, Biden tem agora 302 votos, contra 232 de Donald Trump.

Faltam apenas os quatro delegados do Havaí —estado que também deu a vitória ao democrata— para perfazer os 306 votos de Biden. Até agora, não houve nenhum “eleitor infiel” (ou seja, que não votou no candidato vitorioso em seu estado).

Donald Trump, mais do que nunca, é parte do passado.

O Antagonista

00:00/05:27As declarações de Pazuello

Google fica fora do ar nesta segunda-feira (14)

Google passou por uma instabilidade e ficou fora do ar nesta segunda-feira (14).

A empresa afirmou em seu site que 18 serviços foram afetados, incluindo GmailMeetYouTubeDriveClassroom e ferramentas como Agenda, Keep, Documentos, Planilhas, Apresentações e Chat.

De acordo com painel do Google, todos os serviços pararam às 08:55 da manhã e retomaram às 09:52. Segundo o site DownDetector, a falha atingiu países na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.

O problema de acesso também afetou serviços que utilizam a conta Google como login, como é o caso do jogo Pokémon Go e o aplicativo de teleconferências Zoom Video Communications.

O Google ainda não se pronunciou sobre a instabilidade em seus serviços nesta manhã.

Além disso, o Google divulgou os termos mais pesquisados dos ano e anunciou que o YouTube teve mais de 100 bilhões de horas de vídeos sobre games assistidas em 2020, o dobro de 2018.

Exame

Dono da Centauro compra NWB e entra em produção de conteúdo sobre esporte

O grupo SBF, dono da varejista de artigos esportivos Centauro, acaba de anunciar a compra da NWB, produtora de conteúdo sobre esporte dona dos canais Desimpedidos e Acelerados no Youtube. O negócio foi adquirido por 60 milhões de reais. Com a transação, o SBF dá mais um passo para se tornar um ecossistema focado em esporte – a companhia já havia anunciado a aquisição da Nike do Brasil em fevereiro.

“Somos especialistas em esporte e para servir a esse público precisamos entendê-lo melhor. A NWB traz uma máquina de aquisição de audiência, com alcance enorme, capacidade de produzir conteúdo, de gerar uma relação muito próxima com esse público e de ter dados incríveis sobre esses consumidores antes da compra”, afirmou o presidente do Grupo SBF Pedro Zemel, em entrevista exclusiva à EXAME.

Fundada em 2013, a NBW é dona de quatro canais sobre esportes no Youtube, e tem ainda 80 canais afiliados. Juntos, eles somam 81 milhões de seguidores no Instagram e 73 milhões de inscritos no Youtube. Os canais lançam em média 150 vídeos inéditos por semana, que somam 1,9 bilhão de visualizações por ano. Uma das marcas dos programas é unir esporte e humor. “Para nós essa é uma possiblidade de subir de liga, acelerar e ampliar nosso escopo, é uma oportunidade que não podíamos deixar passar”, afirma Rafael Grostein, CEO da NWB. Ele continua à frente da companhia, agora dentro do Grupo SBF, assim como a equipe da NWB.

Com a aquisição, o Grupo SBF enxerga oportunidades de monetização de uma audiência qualificada. Um dos caminhos é buscar levar esse consumidor que consome os conteúdos da NWB para a Centauro. Outro é apostar em um modelo de entretenimento que vende, em que influenciadores que têm uma relação próxima com seu público atuam também como vendedores de produtos. Outras frentes em gestação envolvem promoção de eventos, transmissões ao vivo, conteúdo pago, dentre outros.

Do lado da NWB, além ampliar as frentes de negócio, o fato de fazer parte de um grupo maior ligado ao esporte possibilita aumentar o alcance do negócio já existente e ter acesso a uma infraestrutura de tecnologia mais robusta.

A meta do Grupo SBF é continuar expandindo sua atuação no universo do esporte, seja via aquisições, via projetos desenvolvidos internamente, seja via parcerias. Dentre os pontos importantes para a companhia no momento estão criar mais capilaridade para chegar a cidades menores, construir uma relação mais próxima com a audiência do futebol e desenvolver soluções para quem pratica muito esporte. “Se pararmos só em três frentes de negócio é porque a estratégia deu errado. A ideia é sermos um ecossistema vivo”, afirma Zemel.

Por trás desse apetite está a constatação de que varejistas especialistas no mundo todo quebraram ao enfrentar a concorrência de gigantes que vendem de tudo um pouco, como Amazon, Alibaba e, no Brasil, Magazine Luiza. “O problema não está em ser nicho, o problema está em ser só um agente que troca produto por dinheiro. Isso não é mais suficiente, e é por isso que lutamos para ser mais relevantes na vida dos nossos consumidores”, afirma Zemel.

A aquisição da NWB ainda precisa ser aprovada pelo Cade. Na compra da Nike do Brasil, a Netshoes, principal concorrente da Centauro e que foi comprada pelo Magazine Luiza em 2019, contestou o negócio e entrou com recurso por enxergar possibilidade de discriminação da concorrência.

Exame

Covid-19: isolamento social tem as maiores médias dos últimos 5 meses

Uma boa notícia no combate à Covid-19: o isolamento social no Brasil voltou a ser adotado por uma importante parcela das pessoas. É isso que mostram os dados de monitoramento da empresa Inloco, que considera dados de telefones celulares para aferir quantas pessoas saem de casa diariamente. O distanciamento social é, desde o começo da pandemia, divulgado pela comunidade científica como uma medida eficaz para evitar a disseminação da Covid-19.

Nos últimos dois domingos, dias 6 e 13 de dezembro, as taxas de pessoas que ficaram em suas residências foram de 49% e 48,3%, as maiores médias desde dia 26 de julho, quando essa média era de 48,7% . A média do dia 29 novembro foi ligeiramente inferior às das semanas seguintes, totalizando 45,7%. Uma justificativa para a alta foi a realização do segundo turno das eleições municipais. Ainda assim, o número é superior às médias aferidas ao longo do mês de outubro e parte de setembro. Em 22 de novembro (o primeiro fim de semana com médias mais altas) o número de pessoas em casa era 48,2%.

No domingo, 13, os estados que mais praticaram o isolamento social foram: Rio Grande do Sul (52,7%), Acre (52%) e Paraná (51,4%). Goiás e Tocantins foram as regiões com menores médias, totalizando 43,9% e 44%, respectivamente.

Esses dados são estimados sobre 60 milhões de telefones celulares em todo o Brasil.

Nesta segunda-feira, 14, o Brasil teve médias móveis em 43.319,1 casos e 645,4 mortes.

Veja

Câmara aprova urgência de projeto que blinda advogados e restringe delações

Em votação simbólica, a Câmara aprovou nesta segunda-feira, 14, requerimento de urgência para um projeto do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)  que altera diversas normas da advocacia brasileira, relatam André Spigariol e Luiz Vassallo na Crusoé.

Entre as previsões, o texto estabelece “a proibição da quebra da inviolabilidade do escritório ou do local de trabalho do advogado com fundamento meramente em indício, depoimento ou colaboração premiada, sob pena de nulidade e da configuração de crime”.

Na prática, a matéria pode blindar escritórios de advocacia de mandados de busca e apreensão autorizados com base somente em delações premiadas e depoimentos. Outros trechos do texto tendem a restringir delações envolvendo advogados.

O requerimento de urgência teve apoio do PT, do Centrão e do governo.

O Antagonista

Doria sobe o tom e chama Governo Federal de negacionista e extremista

Coronavac é testada em São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a subir o tom contra o governo federal, que chamou de negacionista e extremista, em mais um episódio da disputa com o presidente Jair Bolsonaro pelo capital político da vacinação contra a Covid-19.

Nesta segunda-feira (14), para mostrar o respaldo nacional pela vacinação, Doria colocou no palanque no palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o secretário de saúde do Maranhão e presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula. “Não é razoável que se aceite qualquer atraso injustificado para não se iniciar de pronto a imunização do país”, disse Lula, que trabalha no governo Flávio Dino (PC do B).

No domingo (13), o Ministério da Saúde divulgou um vídeo em seu canal institucional no YouTube em que faz críticas duras ao governador João Doria, e afirma que é “mais um devaneio” e que ele está “sonhando acordado” ao anunciar que começará a vacinação da população a partir de 25 de janeiro.

Nesta segunda, Doria rebateu o ataque. “Temos assistido nos últimos dias novos exemplos do negacionismo do governo federal e de extremistas também. Infelizmente, aqueles que até pouco tempo menosprezavam o vírus, classificando como ‘gripezinha’, ‘resfriadozinho’, agora passaram a criticar o esforço para a vacinação dos brasileiros”, disse o governador, se referindo a termos usados por Bolsonaro para diminuir a gravidade da pandemia.

“São os mesmos que imaginavam que iam resolver essa gravíssima crise de saúde no país com a cloroquina [medicamento sem eficácia comprovada defendido pelo presidente]”, continuou.

São Paulo fez parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para produzir, por meio do Instituto Butantan, uma vacina contra a Covid-19, apelidada de Coronavac. Embora já tenha feito importação, esteja fabricando e tenha até anunciado data para começar a imunização (25 de janeiro), tudo de forma independente do governo federal, o governo paulista ainda não apresentou os dados da eficácia do imunizante e nem pediu autorização de uso emergencial.

Isso estava previsto para ocorrer nesta terça-feira (15), mas o governo mudou a estratégia, conforme anunciou nesta segunda. Resolveu adiar a divulgação da última fase do ensaio clínico para a semana que vem e, em vez de pedir autorização emergencial, vai apresentar no próximo dia 23 o estudo completo do fármaco para pedir seu registro definitivo à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Além disso, em acerto com o fabricante chinês Sinovac, a vacina terá o registro pedido ao mesmo tempo na NMPA (Administração Nacional de Produtos Médicos), a Anvisa do país asiático.

A expectativa no governo estadual é de que a China conceda o registro definitivo da Coronavac em cerca de três dias.

Carlos Lula, presidente do Conass, defendeu nesta segunda-feira que o governo federal inclua a Coronavac e “todas as vacinas consideradas eficazes e seguras” no Programa Nacional de Imunização.

“A gente precisa entender que é preciso ter velocidade. Cada dia que a gente perde, são vidas que perdemos”, disse ele, que defendeu que haja uma coordenação nacional no enfrentamento à Covid e que a imunização comece não em março, como disse na última semana o ministro Eduardo Pazuello, mas em janeiro, como quer o governo paulista.

Lula afirmou que “o Conass se coloca como mediador para qualquer tipo de rusga que haja entre o governo de São Paulo e o ministério da Saúde” e disse que “o objetivo é um só: garantir a imunização de toda a sociedade brasileira ainda em 2021. Menos que isso não é aceitável”, afirmou.

O Ministério da Saúde ainda não apresentou à população um plano de vacinação, embora a imunização já tenha começado no Reino Unido e esteja prestes a iniciar nos Estados Unidos.

Em resposta a ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal cobrando um plano federal, Pazuello encaminhou um documento à corte que não prevê data e estima vacinar apenas um terço do necessário.

Os dados apresentados pelo governo estadual mostram que o número de casos, mortes e internações pela Covid vem crescendo em São Paulo.

A taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva saltaram de 40% em 7 de novembro para 60%; na região metropolitana chega a 65,5%. O número de novas mortes também cresceu 9% em relação a semana anterior, e agora o estado já acumula mais de 44 mil vítimas da doença.

Pesquisa Datafolha mostrou que 73% dos brasileiros disseram querer tomar a vacina contra a Covid-19, número que caiu em relação à pesquisa anterior, de agosto, quando 89% disseram querer a imunização. A maioria do país (56%) também afirmou querer que a vacinação seja obrigatória.

Metade dos brasileiros, porém, disseram que não tomariam um imunizante desenvolvido pela China, como é o caso da Coronavac, aposta do governador paulista.

Folhapress

Marcelo Veiga, ex-técnico do América, morre vítima da Covid-19 e o Time Potiguar emite Nota de Pesar

 

Técnico que ficou marcado pelas sete passagens no Bragantino, Marcelo Veiga morreu nesta segunda-feira (14) aos 56 anos, por complicações causadas pela Covid-19.

Ele estava internado desde 20 de novembro na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Bragança Paulista (80 km de São Paulo).

Veiga havia sido contratado pelo São Bernardo para o estadual de 2021 e neste ano disputava a Copa Paulista.

Lateral esquerdo com passagem pelo Santos no início da década de 1990, ele foi o treinador que mais dirigiu o Bragantino na história. Foram 516 partidas. Em 2007, chegou à semifinal do Paulista e empatou os dois jogos contra o clube de Vila Belmiro. No segundo, acertou uma bola na trave nos acréscimos que poderia ter levado o time à decisão.

Veiga comandou 18 times diferentes na carreira, mas nunca recebeu oportunidade em um grande, algo que ele considerava injusto.

“Sempre trabalhei com menos recursos, tendo de descobrir jogadores ignorados por outros clubes”, reclamou.

Para achar novos talentos, percorria o interior para assistir partidas e tinha uma rede de informantes espalhada por São Paulo.

“Eu não consigo ser apenas o treinador. Especialmente em clubes pequenos, você precisa agregar outras funções para que tudo funcione bem. Se alguma coisa dá errada, fica muito fácil para você descobrir onde está o problema e resolver”, completou, em entrevista à Folha, em 2018.

Veiga também ficava descontente quando ouvia que suas equipes jogavam preferencialmente na retranca. Para tentar acabar com as críticas, em 2017 foi fazer um período de estágio em clubes espanhóis. A partir de então, sempre fazia questão de ressaltar que o período na Europa o fez mudar de postura e atuar mais no toque de bola. Ele mesmo, à beira do campo, disse ter deixado de falar palavrões.

Sua morte aconteceu na cidade em que viveu a maior parte da sua vida como técnico e onde reconhecia estar identificado.

“Quando não estou no Bragantino as pessoas me encontram na rua e perguntam: ‘e aí? Já voltou?’, relembra.

Seu último trabalho no clube aconteceu no Paulista do ano passado. Marcelo Veiga deixou a agremiação não por causa de maus resultados. O presidente da agremiação, Maquinhos Chedid, fez parceria com o Red Bull, que levou seus próprios jogadores e treinador.

Folhapress

TIM, Telefônica e Claro vencem leilão por ativos móveis da Oi com oferta de R$16,5 bilhões

Logo da Oi

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A TIM, a Telefônica Brasil e a Claro, da América Móvil, venceram o leilão para comprar as operações de redes móveis da Oi por R$ 16,5 bilhões nesta segunda-feira (14).

As três companhias planejam dividir os ativos da Oi e obter aprovação antitruste. A Oi está vendendo uma série de ativos para levantar fundos e pagar seus credores.

No dia 26 de novembro, a empresa vendeu suas torres de telefonia móvel e data centers em leilão que atraiu poucos interessados e que arrecadou cerca de R$ 1,4 bilhão.A Highline do Brasil, do grupo norte-americano de private equity Digital Colony, comprou a unidade de torres por R$ 1,067 bilhão.

A empresa apresentou a única oferta do leilão deste ativo.Já a Titan Venture Capital ficou com a unidade de data centers, com uma oferta de R$ 325 milhões, também única apresentada no leilão.

De acordo com dados da consultoria Teleco de maio, a Oi é a quarta colocada no mercado de telefonia móvel no país, com participação 16,28%. A primeira é a Vivo, com 33,01%, seguida pela Claro/Nextel, com 25,97%, e pela TIM, com 23,20%.

A Oi pediu recuperação judicial em 2016 com uma dívida, à época, de R$ 65 bilhões. A empresa quer usar o dinheiro da venda de sua unidade móvel para financiar o crescimento da sua banda larga de fibra ótica e pagar dívidas, tentando escapar da proteção de insolvência. ​

Segundo balanço do primeiro trimestre, o total da dívida financeira da Oi era de R$ 24 bilhões. A dívida que está na recuperação judicial é ainda maior, porque inclui outros créditos, como aqueles obtidos com a Anatel.

Folhapress

FenaSaúde descarta vacinação contra covid-19 no setor privado

A aplicação da vacina contra a covid-19 é uma ação relacionada ao plano de imunização do Ministério da Saúde e, pelo menos, durante o processo de vacinação em massa, não deve ser realizada pelo setor privado, disse hoje (14) o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu Amoroso Lima. Para ele, não deve seguir adiante a proposta do Ministério Público Federal (MPF) de inclusão da vacina no rol de serviços dos planos de saúde.

Alceu destacou que a medida não deve passar porque o Brasil já é reconhecido mundialmente pelo seu plano nacional de imunização, que tem sido uma ação de governo e deve continuar assim.

Ele lembrou que já foram divulgadas várias manifestações, tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo, e também no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de que não haverá venda de vacinas para laboratórios e entidades privadas, pelo menos inicialmente, quando a vacinação em massa requerida deverá ser coordenada. No futuro, o serviço poderá ser prestado nas unidades privadas, acrescentou. “Será como é hoje com o H1N1, quando se pode ir a um laboratório e tomar essa e outras vacinas, que no passado foram objeto de políticas públicas.”

O presidente da FenaSaúde disse imaginar que, no futuro, será possível tomar nos laboratórios vacina contra covid-19, covid-22, ou seja, contra as variações que possam vir a existir. “E, possivelmente, vai ser discutida a inclusão [esta vacina] no rol [de serviços dos planos de saúde]”, afirmou, durante a entrevista coletiva virtual em que a Confederação Nacional das Seguradoras apresentou o balanço de 2020 do setor segurador.

Desigualdade

De acordo com Alceu, a venda na rede privada, no início da imunização, causaria aumento da desigualdade no país. “No momento, isso não faz nenhum sentido e pode criar um enorme desequilíbrio e aumentar a desigualdade no acesso à vacina. Isso [vacinação] deve ser, sim, uma tarefa do Ministério da Saúde, coordenada com os estados e com todas as instâncias do SUS [Sistema Único de Saúde], como sempre foram as outras campanhas bem-sucedidas de vacinação”, afirmou.

Alceu disse que, como todo cidadão brasileiro, está ansioso, à espera de um plano nacional de vacinação do governo. Ele ressaltou que a maioria das vacinas anunciadas até agora precisa ser aplicada em duas doses e que, por isso, a vacinação em massa deverá se estender até 2022 para alcançar toda a população brasileira.

“O país vai demorar para atender os 200 milhões de brasileiros: com certeza vai varar 2021 e vamos entrar em 2022. A prudência diz que devemos continuar muito alertas porque o sistema está absolutamente estressado no momento e porque as festas de final de ano geralmente resultam em aglomeração”, acrescentou.

Seguradoras

Apesar da pandemia, o setor segurador registrou, nos 12 meses móveis até setembro deste ano, crescimento de 3,4%, com arrecadação de R$ 271,3 bilhões, sem incluir os relacionados à saúde e ao Dpvat, que é o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre.

Os destaques do ano foram danos e responsabilidades e seguros de vida, que registraram crescimento de 4,6%. A saúde suplementar teve alta de 8,7%, com dados de três trimestres até o segundo de 2020. Em 2019 tinham sido arrecadados R$ 487,0 bilhões, incluindo saúde, mas sem Dpvat, e de R$ 270,2 bilhões sem os dois, o que representou variação de 12,1% sobre 2018.

O presidente da CNSeg, Márcio Coriolano, destacou que o setor sofreu um choque muito forte a partir de março, não apenas pela pandemia, mas ainda com a taxa de juros mais baixa, que afeta a rentabilidade do setor, a redução da massa salarial, que, segundo ele, é um grande combustível do setor, e a volatilidade de ativos. “O choque foi notado a partir de março. Em janeiro e fevereiro, tivemos desempenho semelhante ao do ano passado, e alcançando todos os ramos”, informou.

De acordo com Coriolano, ainda assim, foi possível melhorar o cenário, porque funcionaram os planos de contingência como o teletrabalho e as plataformas digitais. O esforço operacional começou a dar resultado na recuperação a partir de maio.

Ele disse que as perspectivas para 2021 dependem dos cenários econômico e político. “No período de 11 meses, até agora, não tivemos um comprometimento maior de nossos fundamentos, não apenas de atendimento do consumidor, como também aos atendimentos a toda sorte de indenizações.”

Reajustes e indenizações

Para João Alceu, a suspensão dos reajustes dos planos de saúde por causa da pandemia não deve provocar impacto nos balanços porque as empresas estão provisionando conforme práticas contábeis recomendadas pelos auditores e pela própria Agência Nacional de Saúde (ANS). “Daí, portanto, a importância da recomposição desses valores ao longo do próximo ano, para que novamente os balanços fiquem menos montanha russa” enfatizou.

O presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Pohlmann Nasser, informou que, do início do ano até o fim de setembro, foram pagos R$ 3,4 bilhões de indenizações em vida. “Isso é um valor, sem dúvida, fantástico, 26% maior do que no ano passado. O setor mostrou resiliência em provisionamento para garantir a solvência de suas empresas, com uma cobertura que não era  prevista nos contratos e, mais do que isso, atendendo a tempo e a hora os nossos participantes.”

Segundo Nasser, o comportamento do brasileiro também sofreu influência do momento. “O brasileiro está mais sensível à aquisição de seguros. Isso é notório. Infelizmente, aprendemos na dor a importância do seguro, que, sem dúvida, cumpriu o seu papel neste momento.”

Agência Brasil

Resolução que zerou imposto de importação de revólveres é suspensa

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin suspendeu hoje (14) os efeitos da resolução do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que zerou a alíquota do Imposto sobre Importação de revólveres e pistolas. Fachin atendeu a pedido liminar feito pelo PSB. A resolução entraria em vigor em 1º de janeiro. 

O partido alegou, no pedido, que a medida da Camex “facilitaria o acesso da população a armas de fogo”, além de representar renúncia fiscal em tempos de pandemia.

Na decisão, o ministro entendeu que a resolução se “apresenta como contrária à Constituição da República”.

“Conclui-se pela verossimilhança da alegação de que a redução a zero da alíquota do Imposto de importação sobre pistolas e revólveres, por contradizer o direito à vida e o direito à segurança, viola o ordenamento constitucional brasileiro”, entendeu o ministro.

A decisão de Fachin entra em vigor imediatamente, mas deverá ser submetida ao referendo do plenário da Corte. Cabe recurso contra a decisão.

Agência Brasil