O vereador Ítalo Siqueira afirmou seguir os conselhos do seu líder estadual, deputado Ezequiel Ferreira.
Em conversa informal, o professor vereador garantiu: “estou com Wolney e Taveira, sigo a orientação do meu líder maior na política estadual, o presidente Ezequiel Ferreira de Souza, que pediu para juntos continuarmos essa caminhada com o grupo do prefeito”.
Durante essa semana, Ítalo conversou com o colega Wolney França, segundo Siqueira, a sabedoria política o fez entender que esse é o momento de Wolney.
Na opinião do professor Ítalo, essa união vem fortalecendo seu grupo político, que saiu vitorioso nesse último pleito, especialmente quando conseguiu sua reeleição e, por muito pouco, não conseguiram manter a segunda cadeira do PSDB na câmara.
O vereador Ítalo Siqueira tinha a esperança de presidir o legislativo, mas Wolney conseguiu aglutinar o maior número de candidatos e deverá ser eleito presidente para o biênio 2021 a 2022.
O professor Ítalo afirmou que espera sua oportunidade e com uma experiência acumulada durante sua vida profissional e seus dois mandatos, certamente poderá contribuir para fortalecimento do legislativo municipal e em especial a população de Parnamirim.
O programa de vacinação tem muitas falhas pelo olhar da economia. O governo não diversificou encomendas, concentrou pedidos em um único laboratório e pagará mais caro para receber os produtos. Como a demanda por vacinas é mundial, não há garantia sobre os prazos de entrega. Também não existe estimativa de quanto o plano vai custar. Ontem, o governo liberou R$ 20 bilhões em crédito extraordinário, mas esse valor cobrirá apenas uma parte das despesas. O governo deveria ter montado diversos cenários, de acordo com as quantidades e os preços de cada laboratório. Dependendo da vacina, gasta-se mais ou menos com transporte e armazenagem. A parte mais barata do plano é a comunicação. Mas ontem mesmo o presidente afirmou que não vai incentivar a população a se vacinar “por ser contra a obrigatoriedade”. Difícil entender por que uma coisa impede a outra.
O economista Thomas Conti, professor do Insper, desde o início da pandemia tem alertado sobre os erros do governo na condução da crise e os seus impactos na economia. Ele conta que enquanto Canadá, Reino Unido e o consórcio europeu fecharam encomendas com muitos laboratórios e garantiram doses que superam os seus habitantes, o governo brasileiro só firmou compromisso com a Oxford/AstraZeneca, que teve problemas em explicar os resultados da fase de testes. Isso atrasou o seu cronograma. Com o laboratório da Pfizer, há apenas negociações em andamento, com a promessa inicial de 500 mil doses em janeiro.
— O jeito de reduzir o risco é fazer acordos com todos. São muitos laboratórios, com estratégias diferentes de combater o vírus. Ninguém sabe qual delas vai dar certo. O Canadá chega a ter nove doses por habitante. O Brasil tem cerca de 0,3, contando com as vacinas do Butantan, que são uma iniciativa isolada do governo de São Paulo — afirmou.
A inclusão da coronavac na lista do ministro Pazuello trouxe alívio, mas também revelou o tamanho do improviso do Ministério da Saúde. De um dia para o outro, a vacina “chinesa” tão criticada pelo presidente e seus seguidores se tornou responsável por 36% das doses do plano de vacinação no mês que vem.
— O governo federal não botou R$ 1 na vacina do Butantan. Foram os governadores que pressionaram o presidente Bolsonaro, que teve que ceder. Na quarta-feira mesmo ele esteve em São Paulo e não foi ao instituto. Também não tocou no assunto — lembrou Conti.
O Congresso, na quarta-feira, aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021, com uma projeção de déficit de R$ 247 bilhões. Os gastos totais com a vacinação não estão incluídos nesse rombo, e isso quer dizer que a desorganização na saúde irá agravar a crise fiscal.
ALERTA AMARELO
O economista Sérgio Vale, da MB Associados, alerta para o forte aumento do crédito consignado para aposentados. O gráfico mostra que a concessão subiu na pandemia e chegou a R$ 11,81 bilhões em outubro. “Com o fim do auxílio e o desemprego ainda elevado, muitos aposentados estão usando o consignado para sustentar as famílias. Também houve endividamento com bens duráveis via boletos e cartão de crédito”, explicou. Esse aumento das dívidas pode reduzir o consumo e encarecer o crédito pelo receio dos bancos com a inadimplência.
MINISTRO DO VOTO SÓ
O STF declarou obrigatória a vacinação no país, por 10 votos a um . Mais uma vez o ministro Kássio Nunes ficou isolado. Na primeira, fez malabarismo para justificar a reeleição do atual presidente do Senado, David Alcolumbre, com impedimento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Nos dois casos, seguiu fielmente a cartilha do presidente Bolsonaro. Nem os ministros indicados pelo PT se mostraram tão agarrados às orientações do Executivo. Quem apostou no liberalismo com Bolsonaro ganhou de presente o aparelhamento do Estado.
Com o anúncio do novo bloco de Rodrigo Maia na disputa pela presidência da Câmara, nasceu a tal “frente ampla” contra o candidato de Jair Bolsonaro, Arthur Lira, unindo, por exemplo, PT e PSL.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta sexta-feira (18) que conceder o 13º para os beneficiários do Bolsa Família neste ano configuraria crime de responsabilidade fiscal. Segundo o ministro, seriam dois anos seguidos com esse benefício, configurando um gasto permanente.
A fala de Paulo Guedes contradiz declaração do presidente Jair Bolsonaro, que nesta quinta-feira afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era o culpado pelo fato de os beneficiários do Bolsa Família não terem recebido a 13ª parcela este ano (leia mais abaixo).
Rodrigo Maia se defende na tribuna da Câmara de declaração do presidente Bolsonaro
Guedes destacou que o 13º concedido no ano passado seguia promessa de campanha.
“No primeiro ano [2019], nós demos [o 13º]. Conforme tinha sido prometido na campanha, vamos dar. Só que, quando entrou o segundo ano, quando a pandemia bateu, essa desorganização fiscal de curto prazo, foi chegando o fim do ano. Observamos que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, se você der um 13º por dois anos seguidos, está cometendo crime de responsabilidade fiscal pois não houve a provisão de recursos”, disse.
A proposta do pacto federativo foi enviada ao Congresso Nacional no fim do ano passado e abre espaço para novas despesas públicas dentro do teto de gastos (que impede crescimento da maior parte das despesas acima da inflação).
“[Se der o 13º] comete crime de reponsabilidade e quebra a lei. Desejaríamos dar esse decimo terceiro, desejaria desonerar a folha, mas é um crime de responsabilidade fiscal”, concluiu Guedes.
Maia reagiu a fala de Bolsonaro
Nesta quinta-feira (17), Bolsonaro culpou Maia por não ter sido concedido o 13º do Bolsa Família enquanto fazia uma transmissão ao vivo, que é realizada semanalmente nas redes sociais. Maia reagiu, disse Bolsonaro mentiu, e que o governo federal é responsável por não expandir o programa Bolsa Família.
“O episódio, mais um episódio ocorrido no dia de ontem, quando infelizmente o presidente da república mentiu em relação a minha pessoa. Aliás, muita coincidência a narrativa que ele usou ontem com a narrativa que os bolsominions usam há um ano comigo em relação às MPs que perdem validade nessa casa. É a mesma narrativa”, afirmou Maia, em discurso no plenário da Câmara.
Questionado, o Palácio do Planalto disse que não comentará as declarações do presidente da Câmara.
A Mercedes-Benz anunciou nessa 5ª feira (17.dez.2020) o fechamento de sua fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a última unidade em operação no Brasil. Com isso, a fabricante alemã encerra sua atividade de produção no país.
Em nota, a empresa disse que a medida ocorre porque a situação econômica brasileira impactou na queda da venda de automóveis.
“A situação econômica no Brasil tem sido difícil por muitos anos e se agravou devido à pandemia da covid-19, causando uma queda significativa nas vendas de automóveis premium… Por isso, decidimos encerrar a produção de automóveis premium no Brasil”, disse Jörg Burzer, Membro do Board Produção e Cadeia de Suprimentos da Mercedes-Benz AG.
Burzer afirmou que a companhia está buscando soluções para a unidade, que produzia veículos de luxo, como o sedã classe C e o SUV GLA., em relação ao destino de seus 370 funcionários.
“Nosso primeiro objetivo agora é encontrar uma solução sustentável para os colaboradores dessa unidade, que contribuíram de forma decisiva para o sucesso da Mercedes-Benz no Brasil com seu comprometimento e expertise nos últimos anos”, destacou Burzer.
Segundo a companhia, o fechamento da última fábrica não afetará a venda dos carros da Mercedes no Brasil, pois a empresa continuará abastecendo o mercado com veículos importados.
A fabricação de automóveis no Brasil caiu 35% nos primeiros 11 meses de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), foram produzidos 1,8 milhão veículos de janeiro a novembro deste ano. No mesmo período de 2019, foram 2,7 milhões.
Os ex-presidentes estarão entre os primeiros a serem vacinados com a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
O convite do governador João Doria (PSDB) é para que o trio tome o imunizante em público em 25 de janeiro, data planejada para início da vacinação no Estado.
O Butantan, no entanto, ainda precisa pedir a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial e registro definitivo da CoronaVac. Isso será feito em 23 de dezembro.
Eles informaram que estão dispostos a tomar o imunizante publicamente, depois da aprovação da FDA (Food and Drug Administration, em inglês), órgão responsável pela regulação de medicamentos nos Estados Unidos.
“NÃO VOU TOMAR VACINA”
O presidente Jair Bolsonaro não tem a mesma intenção. Em entrevista à TV Band na última 3ª feira (15.dez.2020), ele afirmou que não vai tomar a vacina,
“Eu não posso falar como cidadão uma coisa e como presidente outra. Mas como sempre eu nunca fugi da verdade, eu te digo: eu não vou tomar vacina. E ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu. E ponto final”, disse.
Desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) barrou a candidatura dos atuais presidentes da Câmara e do Senado para mais um mandato nos cargos, as negociações para sucedê-los se intensificaram. O deputado Arthur Lira (PP-AL), por exemplo, anunciou a candidatura e já aglutinou partidos que somam mais de 200 deputados. Disputa com nome ainda desconhecido de grupo encabeçado por Rodrigo Maia (DEM-RJ)
No Senado, a corrida eleitoral está menos avançada. Ainda não há decisões de bancadas completas para os candidatos postos. Quem sai na frente é o grupo do atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que apadrinhou a candidatura de seu correligionário Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Sua equipe conta com pelo menos 20 votos, mas de apoios individuais.
Do outro lado, o MDB, maior partido da Casa –que tradicionalmente ocupa o cargo– ainda não decidiu quem apoiará de seus 4 nomes possíveis. Eduardo Braga (AM), Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra (PE) e Simone Tebet (MS), começaram suas próprias campanhas para tentar angariar os 41 votos necessários para se tornar presidente do Senado.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Contando as bancadas dos partidos que estão em torno de cada grupo político que disputa a presidência da Casa, Arthur Lira tem 204 votos. O bloco de Rodrigo Maia, 146. O Poder360/Drive não considerou os 12 deputados suspensos do PSL.
A esquerda se uniu contra Lira. PT, PSB, PDT, Psol e PC do B ainda não anunciaram apoio ao grupo de Maia, mas tendem a embarcar no candidato desse bloco ao menos no 2º turno. Os mais cotados são Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP). Confirmado o movimento, o jogo penderá para o lado de Maia.
Deputados do PSB já se mostraram simpáticos a Lira. O Solidariedade, que está no bloco do pepista, ainda quer ouvir os outros concorrentes. Esses são exemplos de como o cenário é fluido.
Como a votação é secreta, deputados podem votar contra a orientação dos partidos sem serem punidos. Se os 513 deputados votarem serão necessários 257 votos para vencer.
Mas os blocos são importantes para garantir espaços como cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões.
As eleições da Câmara e do Senado estão marcadas para 1º de fevereiro de 2021. Quem for eleito terá mandato de 2 anos.
SENADO FEDERAL
Os apoios que Alcolumbre tem conseguido vêm a conta-gotas por estratégia do próprio senador. O congressista tem conversado individualmente com seus colegas para tentar viabilizar seu sucessor.
Ao seu lado tem o presidente Jair Bolsonaro. Este prometeu ao amapaense uma vaga na Esplanada em 2021. O atual presidente do Senado, que deixa o posto em 1º de fevereiro, poderá escolher a pasta que desejar.
Aliados de Alcolumbre entendem que ele deve pedir para ser articulador político de Bolsonaro, função hoje desempenhada pelo general Luiz Eduardo Ramos, que é ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, com sala no 4º andar do Palácio do Planalto.
Até o final de janeiro, Alcolumbre está comissionado para ajudar a coordenar a escolha de um candidato a presidente do Senado.
Nesta 4ª feira (16.dez), representantes do MDB anunciaram que o partido apoiará um único nome. A promessa foi recebida com desconfiança por alguns senadores, principalmente os mais ligados a Alcolumbre.
Saem já com 13 votos, por serem da maior bancada da Casa. Tentam angariar apoios de grandes partidos que estão indecisos como o PSD, que tem 12 senadores, o Podemos, que tem 10 votos (e resistência a estar ao lado de Bolsonaro), o PP e o PSDB, com 7 votos cada (podem se cacifar e atrair a atenção do Planalto).
A oposição tem papel decisivo para obter a quantidade de votos necessária. PT, Rede, Cidadania, PSB e PDT terão reunião em 23 de dezembro para fechar a quem darão apoio. Juntos, têm 15 votos.
A ideia é ter diretriz única, o que é difícil de acontecer porque há senadores que já prometeram apoio ao candidato de Alcolumbre. O PT, por exemplo, que é a maior bancada desse grupo com 6 senadores, cogita seguir com Pacheco apesar de ainda não ter anunciado posicionamento oficial.
De conduta simples, acessível e com uma competência inigualável, o norte-rio-grandense, professor, desembargador federal, Edilson Pereira Nobre Júnior foi eleito, por aclamação, para presidente da Corte do TRF5, durante o biênio 2021-2023.
O pleno da corte também elegeu o desembargador federal Alexandre Luna Freire para o cargo de vice-presidente, o desembargador federal Élio Siqueira Filho para corregedor-regional. Siqueira também coordenará o Gabinete de Conciliação.
Em concisos vocábulos, o futuro presidente agradeceu a indicação: “quero agradecer a todos pelos votos de confiança”.
O potiguar, Edilson Pereira Nobre Júnior, terá uma grande missão que é substituir o desembargador federal Vladimir Carvalho, um presidente honrado e respeitado nacionalmente por sua envergadura, seriedade e serenidade ao exercer a presidência do TRF5.
O professor, escritor, jornalista e também desembargador, Vladimir Carvalho vem governando com maestria o TRF5, sobretudo em um dos piores períodos da história humanidade, em que todos os poderes e organizações foram compelidos a se adaptar a um novo modelo de convivência, tanto nas relações de trabalho quanto nas pessoais. O desembargador Vlademir, de forma célere, seguindo os protocolos recomendados pela Organização Mundial de Saúde, adotou todas medidas cabíveis para que os serviços oferecidos pelo tribunal continuassem em plena atividade, mesmo em meio ao caos. Com o patrocínio desse competente presidente, todo o tribunal foi adaptado a nova realidade.
Foram desenvolvidas soluções tecnológicas, a fim de possibilitar condições de trabalho remoto para que os servidores, juízes, promotores e desembargadores, com vistas a garantir a biossegurança e a garantia que não seriam contaminados pelos coronavírus. Uma gestão de êxito e certamente deixará seu marco histórico no fazer jurídico no TRF-5.
No próximo ano, o brilhante norte-rio-grandense, Edilson Pereira Nobre Júnior, assumirá o cargo de presidente, esse indubitavelmente se espelhará nos ensinamentos deixados pela exitosa gestão do colega Vlademir Carvalho, principalmente, no que diz respeito ao cenário pandêmico que humanidade vem enfrentando.
Paulo Guedes afirmou há pouco que a retomada econômica do Brasil só será possível com a vacinação em massa da população, que permitirá a volta segura e definitiva ao trabalho.
Em coletiva para fazer um balanço das ações da Economia em 2020, o ministro destacou, porém, que a vacinação será voluntária.
“Para voltar a voar, precisa bater as duas asas: a da recuperação econômica e a asa da saúde. Só é possível sustentar essa recuperação econômica e desafio de transformar uma recuperação cíclica com base no consumo em retomada de crescimento sustentável, com base nos investimentos, só será possível à medida que tenhamos o retorno seguro do trabalho. E ele exige a vacinação em massa.”
E concluiu:
“É uma vacinação voluntária. O governo tem é que disponibilizar todas as vacinas para a população, de forma voluntária e gratuita. Qualquer brasileiro pode escolher a vacina que quer tomar.”
Quando se estuda Jesus Cristo, nem sempre a figura histórica está em harmonia com a divina. Pesquisadores do período em que ele viveu relutam em acreditar que José tenha se deslocado de Nazaré a Belém para Maria dar à luz a criança. A cidade de Belém, que fica na região hoje chamada de Cisjordânia, a cerca de 160 quilômetros de Nazaré, é a terra natal de Davi, onde ele foi coroado rei dos judeus, e talvez tenha sido incluída no enredo a fim de reforçar a profecia em torno do Salvador. A própria data de nascimento foi arbitrariamente fixada pela Igreja Católica para fazer o Natal prevalecer sobre as festas pagãs de fim de dezembro que marcavam o início do inverno no Hemisfério Norte. Assim, foi com certa incredulidade que a comunidade científica recebeu a notícia de que a casa onde Cristo viveu estaria localizada no subsolo de um convento em Nazaré.
A história do Convento das Irmãs de Nazaré, ao norte de Israel, tem origem tão remota quanto a saga do homem — aqui no sentido histórico — que lançou a mais influente religião do mundo ocidental: o cristianismo e todas as suas vertentes. Para entender o caso, é preciso fazer uma breve viagem no tempo. Quando o Império Romano se esfacelou na Itália no século IV, ele ainda prosperou por um milênio no Oriente. Essa nova Roma — cuja capital era Bizâncio, rebatizada de Constantinopla e finalmente de Istambul, na atual Turquia — já havia se convertido ao cristianismo quando começaram as peregrinações às cidades sagradas de Jerusalém, Belém e outras da região comumente chamada de Terra Santa. Em Nazaré, na passagem do século IV para o V, foi erguida uma igreja bizantina sobre a antiga estrutura de uma casa de pedra e argamassa parcialmente escavada na encosta de um morro. Pelo jeito, não era uma residência qualquer, pois o templo, chamado de Igreja da Nutrição (uma vez que seria o local onde Jesus foi criado), passou a ser ponto recorrente de parada de peregrinos até ser destruído, reconstruído e depois consumido pelo fogo, provavelmente no século XIII.
Quando freiras francesas se instalaram ali, no século XIX, as ruínas estavam praticamente intocadas havia décadas. Elas então escavaram o subsolo em busca de algo que corroborasse a história de que aquela teria sido a casa de Jesus, mas não tinham os recursos financeiros nem científicos para isso. Ainda assim, conseguiram juntar artefatos para montar um pequeno museu. Em 1914, uma igreja austera no estilo franciscano foi erguida sobre a estrutura que teria sido a oficina de José e batizada com o nome dele, mas a maior parte do sítio arqueológico ficou esquecida.
O assunto só voltaria à tona em 2006, com a chegada ao sítio do professor Ken Dark, doutor em arqueologia e história pela Universidade de Cambridge. Buscando encontrar evidências da igreja bizantina perdida, ele recebeu autorização para estudar o local. Dark tem escrito ensaios desde então e lançou um livro neste ano sobre o Convento de Nazaré, ainda sem tradução para o português. O que o arqueólogo postula é que as ruínas no subsolo são do século I. Usada como cava e cripta pelos bizantinos, a habitação foi mantida razoavelmente preservada ao longo dos anos, o que leva a crer que tinha significado para os cristãos. Ela foi solidamente construída por alguém que dominava o ofício. Teria sido José? Dark admite que não tem prova irrefutável e sim um conjunto de evidências que poderiam sustentar a teoria. José era um artesão hábil, definido no Novo Testamento, em grego, como um “tekton”, artífice que tanto poderia ser um carpinteiro como um pedreiro.
A casa é de pedra calcária, material de preferência dos judeus do primeiro século. Outros artefatos de calcário foram encontrados, bem como potes de cozinha quebrados. Como foi parcialmente escavada na pedra, tem um lance de escadas e teria sido avarandada. Uma das entradas foi preservada, assim como parte do chão original de cal. Mosaicos do período bizantino foram instalados ali posteriormente, indício de que os antigos reconheciam que se tratava de um lugar de devoção.
Segundo a crença, o nascimento do Salvador teria sido anunciado pelo Arcanjo Gabriel a Maria em um local perto da casa de José, onde hoje se encontra a Basílica da Anunciação, a poucos metros do convento. As Irmãs de Nazaré trabalham pela comunidade desde que lá se instalaram. Construíram também uma escola e uma hospedaria para peregrinos, abertas a visitação, contanto que previamente agendada.
Como é comum ocorrer em investigações arqueológicas complexas, o trabalho do professor Dark não escapa ileso. O pesquisador René Salm, especialista nas origens da cristandade, afirma que as conclusões do arqueólogo são apenas interpretativas. Salm argumenta que o subsolo do convento teria sido erguido muitos anos depois do período de Cristo e que a construção era tipicamente usada para atividades funerárias e agrícolas, e não como residência. O Jesus histórico, neste caso, não estaria em conflito com o Jesus divino, mas apenas com a arqueologia — uma ciência tão sujeita a erros e acertos quanto os seres humanos que a estudam.
Publicado em VEJA de 23 de dezembro de 2020, edição nº 2718
Estudos já identificaram 19 pequenas mutações do novo coronavírus, segundo pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, gestão João Doria (PSDB). Essas alterações são conhecidas tecnicamente como linhagens.
Linhagens diferentes do vírus podem fazer com que uma mesma pessoa fique doente mais de uma vez.
Na última quarta-feira (16), a Secretaria Estadual da Saúde confirmou o primeiro caso de reinfecção do novo coronavírus em São Paulo. A paciente é uma mulher de 41 anos, que mora em Fernandópolis (553 km de SP). Segundo a pasta, sequenciamento de genoma identificou que se trata de duas linhagens distintas do vírus, o que justificou a reinfecção.
A mulher de Fernandópllis teve o primeiro diagnóstico positivo de Covid-19 em junho. Ela voltou a testar positivo para a doença 145 dias depois do primeiro diagnóstico. Segundo a secretaria, há outros 37 casos suspeitos de reinfecção no estado, que ainda estão sob análise. Em todo o país, 58 pacientes são investigados.
O infectologista Wladimir Queiroz, do Instituto Emílio Ribas, afirma que a confirmação de uma reinfecção é feita após a comparação do sequenciamento genético do vírus na primeira e na segunda vez. Esse material é obtido nas amostras colhidas nos exames RT-PCR —em que é coletada secreção do nariz e da garganta do paciente por meio de uma haste flexível.
Ele diz que suspeitas de reinfecção “não foram comprovadas justamente porque não tinham a primeira amostra do vírus para fazer o sequenciamento genético”.
O infectologista salienta que não há como afirmar previamente se uma segunda infecção vai ser mais grave ou mais leve do que a primeira.
O diretor de Respostas Rápidas do Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, Adriano Abbud, explica que todos os organismos sofrem mutações, não apenas o vírus. E que, por enquanto, as mudanças identificadas, não devem interferir no plano de vacinação contra a Covid-19.
“As mutações são muito pequenas, como diferenças nos genes dos vírus. Porém, não é uma diferença que vai alterar a proteína de ligação, que vai impedir com que a vacina atue. Não funciona assim. É óbvio, a gente não pode escrever isso em pedra, mas a chance é muito pequena de essas alterações interferirem em como a vacina vai atuar nos imunizados”, afirma.
O pesquisador diz que a existência das linhagens é diferente do que ocorre no caso da dengue, por exemplo, em que há quatro tipos diferentes de vírus causadores da doença. “Nesse caso, são pequenas alterações no genoma, mas não são subtipos do coronavírus, por enquanto. São linhagens. No Brasil a gente já identificou 19 linhagens diferentes. Isso não quer dizer que a vacina não vá funcionar com as 19”, explica.
O especialista acrescenta que ainda é cedo para afirmar se a vacina contra a Covid-19 terá de sofrer modificações frequentes, como ocorre com os imunizantes contra a gripe comum. “Essa é uma questão que só vai ser dita no futuro. O vírus ainda é muito pouco conhecido. A gente está convivendo com ele há um ano, e um ano é muito pouco”, explica.
Queiroz também adota tom cauteloso para falar sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus —ou seja, se pessoas já imunizadas podem voltar a contrair a Covid-19. “Isso a gente só vai saber na hora que tiver um número muito grande de pessoas vacinadas”, diz o médico, que é consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.
“Tem coisas com relação à vacina que não conhecemos ainda. Por exemplo: a duração da imunidade. No caso da influenza, a gente sabe que tem que vacinar anualmente. Será que vai ser a mesma coisa com a Covid? A gente não tem essa ideia ainda, porque as primeiras pessoas vacinadas têm algo em torno de sete, oito ou nove meses de imunização”, diz o médico, referindo-se ao período de testes das vacinas.
“Tudo que a gente tem de verdade das vacinas são dados de segurança. As vacinas que chegaram na fase 3 têm perfil de segurança muito bom. E o estudo com vacina não termina na fase três. Quando faz a vacinação em massa, os estudos continuam”, diz Queiroz.
Por esse motivo, o médico explica que as pessoas, mesmo depois de vacinadas, devem continuar com os hábitos de prevenção contra o coronavírus, como uso de máscaras, distanciamento social e higienização frequente das mãos.
Na noite desta quinta-feira (17), o Ministério da Saúde afirmou que ainda não havia recebido notificação oficial a respeito do caso de reinfecção no interior de São Paulo. Por esse motivo, a pasta diz que, “até o momento”, o único registro confirmado no Brasil é de uma mulher de 37 anos de Natal (RN). O caso foi divulgado no último dia 10.
Em nota divulgada à imprensa, o ministério informa que há 58 notificações de casos suspeitos de nova infecção pelo novo coronavírus no Brasil, em nove estados. As amostras dos materiais colhidos ainda estão sob análise.
“Para ser confirmada uma nova infecção pela Covid-19, é necessário que o caso suspeito de reinfecção apresente dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção, independentemente da condição clínica observada nos dois episódios, e as respectivas amostras clínicas sejam encaminhadas para o laboratório de referência da Unidade Federada, para confirmação dos resultados pré-existentes”, diz o a pasta.
Apesar da postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Ministério da Saúde afirma que o caso “reforça a necessidade da adoção do uso contínuo de máscaras, higienização constante das mãos e o uso de álcool em gel”.
A pasta diz ainda que “o governo federal está buscando o mais rápido possível a vacina confiável, segura e aprovada pela Anvisa, para que todos os brasileiros que desejarem possam ser imunizados”.
A psicologa e neuropsicóloga Paloma Koblev Satkunas, 38 anos, está passando por um batalhão de exames. Isso porque ela está sob suspeita de ter sido contaminada, novamente, pela Covid-19.
Em maio, Paloma conta que sentiu sintomas fortes: confusão mental, falta de ar e perda de coordenação motora. Ao chegar no pronto-socorro, ela diz que foi medicada, fez o teste PCR pelo laboratório Fleury (positivo para o vírus) e ficou isolada em sua casa, em São Caetano do Sul (ABC). Recuperada, ela retomou sua rotina, mas fazendo atendimentos virtuais.
No início deste mês, porém, ela voltou a sentir sintomas como dor no corpo, dor de garganta, coriza, diarreia, dor de cabeça, tosse seca, perda de olfato e perda total do paladar, sete meses após o primeiro diagnóstico. “Desta vez, estão bem mais fortes”, diz.
Ela voltou ao infectologista, que a orientou a fazer o antígeno, um exame rápido, também realizado com cotonete. “Fiz na terça-feira. Mas como meu reagente deu muito alto, o médico pediu para eu repetir o PCR, que fiz na quarta e ainda aguardo o resultado.”
A tomografia de Paloma, realizada nesta quinta (17), atestou que ela está com 25% dos pulmões comprometidos e indica que o vírus pode estar circulando pelo seu corpo. “Por isso, estou investigando uma possível reinfecção”, conta. “O médico disse que os sintomas são de Covid, mas existem outros vírus e bactérias que causam sintomas semelhantes. Se der positivo, ele quer estudar minha cepa [tipo de vírus] para ver se as duas infecções seguem a mesma linhagem”, afirma.
Em relatório assinado na quarta (16), no qual pede a realização de exames, o médico fala em diagnóstico provável por coronavírus com “suspeita de reinfecção por SARS-CoV2”.
Assim que ficarem prontos, os exames serão enviados para estudos, caso o resultado seja positivo para o novo coronavírus. “Não estou nervosa quanto à Covid, hoje não estou mais. Apenas me sinto profundamente triste. Toda essa situação [no Brasil e no mundo] é muito triste”, afirma Paloma.
RIO — Pelo menos 23 mil pessoas estão internadas em decorrência da Covid-19 no Brasil em leitos UTI ou enfermaria da rede pública, de acordo com levantamento do GLOBO feito em 25 estados e o Distrito Federal realizado entre segunda (14) e quarta-feira (16). E, às vésperas das festas de fim de ano, pelo menos sete unidades da federação — inclusive o Rio de Janeiro — apresentam taxa de ocupação acima de 80% de leitos de UTI da rede pública destinados à doença.
Do total de internados na rede pública por Covid-19, cerca de 11 mil pacientes estão em leitos de UTI. Márcio Bittencourt, especialista do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, destaca que esse é um número impressionante.
— São muitas pessoas. E, se observarmos a quantidade total de leitos de UTI que o Brasil tem (22.541 na rede pública, segundo dados de outubro do Ministério da Saúde), mesmo se considerarmos os leitos extras que foram abertos no país, temos uma indicação de que estamos deixando de atender os cidadãos por outros motivos. As UTIs públicas, normalmente, costumam ter grande ocupação, com ou sem pandemia — afirma.
Bittencourt também ressalta que ter quase metade dos casos de Covid-19 em UTIs pode indicar outro problema: nem todas as pessoas que deveriam estão sendo internadas nas enfermarias.
— Em média, a quantidade de casos de Covid-19 que precisam ir para a UTI em relação aos que vão para a enfermaria é próxima de 25-30%. Se a proporção for muito diferente, ou as pessoas estão sendo mandadas de volta para casa quando não deveriam ou chegando em estado muito grave e sendo mandadas direto pra UTI — diz.
Tempestade perfeita
Para Guilherme Werneck, infectologista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o crescimento da transmissão da Covid-19 no país, a redução da oferta de leitos exclusivos para o tratamento do vírus e o possível aumento da internação de casos leves criaram uma “tempestade perfeita” na saúde pública brasileira.
— Muitos hospitais de campanha foram desativados e é difícil retomar esses leitos com rapidez. O leito não é só o leito: tem que ter médico, enfermeiro, insumos… Além disso, o conhecimento clínico da pandemia mostrou que era melhor admitir no hospital pacientes com sintomas mais leves, que antes não eram internados. Agora internamos mais pessoas, mas temos menos leitos. Uma tempestade perfeita — pontua o especialista.
No Rio de Janeiro, a taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede pública para a doença é de 81%. A Secretaria de Saúde do Estado não divulgou o número de internações solicitado pela reportagem.
Os outros estados com índices muito altos são Mato Grosso do Sul (94%), Paraná (88%), Santa Catarina (88%), Pernambuco (85%), Amazonas (84,7%) e Espírito Santo (83,5%). Neste último, as taxas de ocupação atingiram neste mês o nível mais alto de todo ano.
Além disso, no Rio Grande do Sul, apesar de a ocupação das UTIs na rede pública estar um pouco abaixo do limite considerado crítico (77,4%), nos hospitais privados essa taxa é alarmante: 99% dos leitos destinados à Covid-19 estão ocupados.
Os três estados da região Sul do país se encontram em situação preocupante. O médico Fábio Gaudenzi, membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), pontua que, após o inverno e principalmente a partir de setembro, a região começou a apresentar um novo pico de casos da Covid-19, que segue até hoje.
— Houve um aumento rápido do número de casos, mais do que o detectado no primeiro momento de pico, e com aceleração bastante intensa, fazendo com que alguns estados atingissem inclusive números superiores aos do primeiro pico. Tanto no número de casos quanto no de ocupação dos leitos — afirma Gaudenzi, que também é presidente da Sociedade Catarinense de Infectologia.
Estados em situação de alerta
Apesar de estarem com menos de 80% de ocupação das UTIs na rede pública, Bahia, Ceará e Distrito Federal se encontram no limite da zona considerada crítica. Já o Amapá não divulgou a taxa de ocupação nas unidades públicas, apenas uma soma dos leitos clínicos e de UTI na rede pública e privada: 73,6%.
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Margareth Portela, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, lê os indicadores de ocupação de leitos como um agravamento da situação da Covid-19 no Brasil, e que dessa vez ele está ocorrendo de forma mais generalizada.
— Estamos observando isso nos indicadores epidemiológicos e também nos de leitos. Tivemos momentos diferentes da pandemia, inicialmente Rio de Janeiro e São Paulo, Amazonas e alguns estados do Nordeste foram mais afetados. No momento inicial Sul e Centro-Oeste foram menos, e depois mais. Agora está mais espalhado e isso significa um agravamento da situação da Covid-19 no país. E as taxas de ocupação muito altas apontam que o sistema de saúde corre sim risco de não dar mais conta de casos graves — alerta a especialista, membro do Observatório Covid-19 da Fiocruz.
A pesquisadora defende o fortalecimento da atenção primária afim de reduzir o agravamento de pacientes com a doença. Ela pondera que a redução de leitos exclusivos para Covid-19 que ocorreu em alguns locais foi natural, mas afirma que agora isso precisa ser revisto.
— Os gestores precisam ter planos de contingência. Por outro lado, não é só ter leito. Precisam contar com equipes muito bem treinadas, e essa é uma das dificuldades. Por isso as pessoas também precisam se cuidar, estar conscientes de que teremos um Natal, um ano novo, e provavelmente todo um verão singulares. Não dá para circular, se encontrar. Em respeito aos mais vulneráveis e também como proteção a nós mesmos, temos que nos cuidar — recomenda Portela.
Gaudenzi também afirma que os números mostram ser emergencial a reabertura de leitos.
— Nesse contexto de expansão do vírus e dos casos graves, precisamos ter como primeira meta a ampliação da rede de assistência. E ela deve se basear também em indicadores como o crescimento dos casos ativos e a taxa de transmissibilidade. É importante que os gestores avaliem de maneira muito local, para abrir leitos onde está de fato ocorrendo a expansão da doença, já que trabalhamos com recursos limitados — afirma o infectologista.
Hospitais privados
Na rede privada, o número de pacientes internados com Covid-19 também é alto. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) realizou um levantamento sobre a taxa de ocupação de leitos de UTIs, quartos e enfermarias entre os dias 5 a 11 de dezembro.
Segundo a análise, entre os 30 respondentes de diversas regiões do Brasil, existiam 73.724 leitos operacionais-dia, sendo 9.530 destinados exclusivamente para pacientes com Covid-19. A taxa de ocupação dos leitos para a doença foi de 74,6%. Isso significa que mais de 7 mil pacientes estavam hospitalizados com a doença na rede privada neste período.
É o caso do Sírio Libanês, que informou, em nota, que o número de pacientes com suspeita de Covid-19 continua crescendo. Apesar de apresentar uma taxa de ocupação dinâmica, diante da abertura e fechamento de leitos conforme a necessidade, o hospital afirma que a ocupação tem variado entre 90% e 95% nos últimos dias. Nesta quinta-feira, há 168 pacientes com coronavírus internados, divididos em UTI e enfermaria.
O Governo do Estado entregou nesta quinta-feira (17), em reunião com executivos da empresa de telefonia Tim Brasil, as licenças ambientais dos empreendimentos que vão melhorar a conectividade local a partir da instalação de antenas de tecnologia 4G. Os valores investidos foram pactuados em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a operadora e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e são provenientes de multas de ações administrativas.
Com o acordo, o dinheiro que ia para a União será aplicado na expansão do 4G em municípios que ainda não possuem a tecnologia. “Ter foco na melhoria da estrutura tecnológica é imprescindível, porque agrega valor a inúmeros setores, como o turismo e a educação. A agilidade do Estado, por meio do Idema, para viabilizar a implementação dessa cobertura, proporcionando a expansão da telefonia móvel no interior, está possibilitando que essa tecnologia chegue a mais potiguares”, destacou a governadora Fátima Bezerra.
Segundo o diretor de relações institucionais da Tim, Leandro Guerra, o objetivo do TAC está sendo totalmente cumprido no Rio Grande do Norte. “Nós assinamos o TAC em junho e tínhamos até dezembro para iniciar as ações. No Rio Grande do Norte, já conseguimos receber 100% das licenças ambientais necessárias. A Tim tem uma meta de ter 4G em todos os municípios até 2023. Então o RN é um exemplo de agilidade e comprometimento para que consigamos atingir esse número”, pontua.
Para o senador Jean Paul Prates, o acordo cumpre o importante papel de ampliar a conectividade priorizando o cunho social: “A gente pensa em lugares que talvez não tenham tanta atratividade mercadológica, e o Governo do Estado contribui para que uma empresa como a Tim possa fazer essas ações, por meio de uma política de licenciamento célere”, ressalta.
O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Leon Aguiar, lembrou que mesmo com o prazo curto, o órgão ambiental conseguiu finalizar todo o processo de licenciamento antes do fim de 2020, contribuindo para que a tecnologia fosse disponibilizada o quanto antes.
Acompanharam a governadora na reunião, além dos citados, os secretários Carlos Eduardo Xavier (Tributação), Gustavo Coelho (Infraestrutura), Getúlio Marques (Educação), Fernando Mineiro (Gestão de Projetos e Articulação Institucional). E também o coordenador de assessoria técnica, Guido Salvi, da Secretraria de Estado do Desenvolvimento Econômico.
Pela Tim, participaram: Leandro Guerra, Diretor de Relações Institucionais; Cleber Affanio, Gerente Nacional de Relações Institucionais; André Costa, Executivos de Relações Institucionais da Tim Brasil; Felipe Leão, Executivos de Relações Institucionais da Tim Nordeste; Gustavo Maciel, Gerente Nacional de Implantação; Cleinis de Faria, Assessoria Jurídica Ambiental; e Roberta Câmara, assessora de imprensa.
Cada Corte ou Junta Eleitoral definiu a data e a forma que melhor se ajusta à realidade local. Na página do TSE é possível conferir como será a diplomação em cada estado e seus respectivos canais de divulgação. Em situações normais, o TSE e os TREs realizam eventos públicos para essa fase do pleito.
A diplomação encerra o processo eleitoral e habilita o eleito a tomar posse no cargo. Todos os candidatos vitoriosos e suplentes, até a terceira colocação, podem emitir o diploma de forma online diretamente no site do TRE de cada estado. Na impossibilidade técnica, ele pode ser retirado no cartório eleitoral da zona do candidato. Nesse caso, o TSE recomenda que o atendimento seja agendado.
No caso das eleições presidenciais, é o TSE que faz a diplomação. Para os eleitos aos demais cargos federais, estaduais e distritais, assim como para os suplentes, a entrega do diploma fica a cargo dos TREs. Nas eleições municipais, a competência é das juntas eleitorais, em geral, com a participação dos tribunais regionais.
De acordo com o Código Eleitoral, no diploma está o nome do candidato, a indicação da legenda sob a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente e, facultativamente, outros dados a critério do juiz ou do tribunal.
A expedição dos diplomas ocorre nas 48 horas após o julgamento das contas do candidato eleito. Segundo o TSE, não é diplomado o eleito do sexo masculino que não provar quitação com o serviço militar obrigatório, nem o candidato vitorioso cujo registro de candidatura tenha sido indeferido, mesmo que ainda esteja sob apreciação judicial.
Além disso, enquanto o TSE não decidir sobre eventual Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED), o diplomado poderá exercer o mandato. Esse recurso, previsto no Artigo 262 do Código Eleitoral, deve ser interposto no prazo de três dias contados da diplomação.
A Câmara aprovou, por 470 votos a 15, nesta quinta-feira (17) o Projeto de Lei 4.372/20 que regulamenta o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) a partir do próximo ano. O texto segue para sanção presidencial.
A versão aprovada na Câmara foi o apresentado pelo relator, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), que não apresentava as emendas que direcionavam parte dos recursos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas e do Sistema S, retiradas pelo Senado na versão aprovada na terça-feira (15).
O Fundeb financia a educação básica pública e é composto de 20% da receita de oito impostos estaduais e municipais e valores transferidos de impostos federais. Pelo texto aprovado pelos deputados, a União fará repasses progressivamente maiores ao longo dos próximos seis anos, conforme prevê a Emenda Constitucional 108. Até 2026, o governo federal aumentará a complementação para esses fundos a cada ano, começando com 12% do montante até atingir 23%. Entretanto, no primeiro trimestre de 2021, os recursos ainda serão rateados pelos critérios do Fundeb que está atualmente em vigor.