‘Nunca realizei ato sem a ciência dos meus superiores’, diz médico exonerado por Fux

O médico Marco Polo Dias Freitas, exonerado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, de cargo de confiança, disse à Folha que “nunca realizou ato administrativo sem a ciência” de seus superiores.

O servidor, que ocupava o cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte havia seis anos, perdeu a função de chefia após o pedido de reserva de 7 mil doses da vacina contra a Covid-19 à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para funcionários do tribunal.

Fux disse à Folha, na segunda-feira (28), que o pedido foi feito sem o seu conhecimento, que estava “em choque”, e atribuiu ao médico a iniciativa.

Nesta terça-feira (29), porém, Marco Polo respondeu à Folha que respeita “rigorosamente” a hierarquia administrativa do Supremo Tribunal Federal.

“Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”, disse.

“Em relação às notícias veiculadas na imprensa que envolvem meu nome, informo: tenho 33 anos de serviços públicos prestados à comunidade. Sou médico concursado do STF desde setembro de 2009. Fui Secretário da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde do STF nas gestões do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowiski, da Excelentíssima Senhora Ministra Cármen Lúcia e do Excelentíssimo Senhor Ministro Dias Tofolli, com reconhecimento pelos serviços prestados”, acrescentou.

No último dia 23, Fux havia defendido o pedido, em entrevista à TV Justiça. Na ocasião, ele ressaltou a preocupação de não parar as instituições fundamentais do Estado, como Executivo, Legislativo e o Judiciário.

Questionado pela Folha, o presidente do STF afirmou que não defendeu o pedido, mas que tentou apenas “amenizar”a situação. “Foi muito ruim o que fizeram. A administração do tribunal estava tão bem avaliada. A repercussão foi muito negativa”, afirmou.

Marco Polo não assina o ofício enviado à Fiocruz. O documento foi autenticado por Edmundo Veras dos Santos Filho, diretor-geral do STF, no dia 30 de novembro.

No pedido, o diretor do STF diz que a secretaria de Serviços Integrados de Saúde, ocupada por Marco Polo, ficará responsável pela realização da campanha de vacinação e, caso seja possível o fornecimento, o órgão enviará um servidor para a retirada das vacinas nas dependências da Fiocruz.

“Para maiores informações acerca da vacinação, indico o secretário de Serviços Integrados de Saúde, o Dr. Marco Polo Dias”, disse.

Novamente questionado pela Folha, o ministro do Supremo disse que “nunca tinha visto” o ofício assinado pelo diretor-geral da Casa e que este “deve assinar vários por dia”.

“Isso não é minha tarefa. Ofícios da Presidência são diferentes de ofícios das outras repartições do tribunal”, afirmou.

No pedido, o STF argumentou que a ação tinha dois “objetivos principais”. Um seria imunizar o maior número possível de trabalhadores da casa, que desempenha “papel fundamental no país e têm entre suas autoridades e colaboradores uma parcela considerável de pessoas classificadas em grupos de risco”.

O outro argumento foi o de que a realização da campanha pelo tribunal seria uma forma de contribuir com o país “nesse momento tão crítico da nossa história”.

“Ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando assim com a Política Nacional de Imunização”, disse.

O pedido, no entanto, foi negado pela Fiocruz, que informou que a produção é destinada “integralmente” ao Ministério da Saúde.

Por meio de nota, a Fiocruz afirmou que visa garantir a produção nacional dos imunizantes, sem previsão de prioridade para qualquer órgão. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia feito solicitação similar e também recebeu resposta negativa.

Folhapress

Moro x Mendonça: o bate-boca entre os dois últimos ministros da Justiça

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro cutucou na segunda-feira, 28, o ex-chefe e ex-aliado Jair Bolsonaro ao criticar, por meio do Twitter, a sua condução do combate à pandemia e perguntou: “Tem presidente em Brasília?”.

A provocação gerou reação de bolsonaristas de todos os naipes, incluindo o filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, mas o mais ilustre deles a partir para o bate-boca com o ex-juiz da Lava-Jato foi justamente o sucessor dele no cargo, o atual ministro, André Mendonça.

Primeiro, Mendonça provocou: “Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área de segurança?”

Moro sentiu o golpe e rebateu: “Ministro, o senhor nem teve autonomia de escolher o diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância (mudou de ideia?). Então me desculpe, menos. Faça isso e daí conversamos”, postou.

Mendonça também rebateu, dizendo que defendeu a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal e declarando que o atual diretor da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, é seu homem de confiança e apresenta resultados melhores que os de seu antecessor.

De quebra, perguntou por que o ex-ministro foi trabalhar (de forma indireta) para a Odebrecht, ao ir para uma consultoria que presta serviço para a empreiteira.

O bate-boca foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter depois de ter mobilizado a militância bolsonarista, os lavajatistas e até os simpatizantes de esquerda, que aproveitaram para criticar os dois lados.

Veja a troca de golpes entre os dois últimos ocupantes de uma das pastas mais nobres do primeiro escalão do governo federal — e que um dia foram cotados a um vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

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Covid-19: Anvisa certifica Pfizer, uma das produtoras de vacina

REUTERS/Dado Ruvic

O processo foi concluído no sábado (26), após a Anvisa ter recebido todas as informações necessárias ao longo dos últimos meses. Das quatro empresas que participam na produção de insumos para a vacina ou em sua formulação, três já receberam a certificação. Uma ainda não enviou as informações requeridas.

A certificação de boas práticas é um dos pré-requisitos para que seja autorizado o uso da vacina no Brasil. A verificação é feita de duas formas: por meio de inspeções da Anvisa ou de relatórios de inspeção elaborados por autoridades reguladoras com equivalência regulatória à brasileira que integrem o Esquema de Cooperação de Inspeção Farmacêutica (PIC/S, na sigla em inglês).

No caso das vacinas desenvolvidas pela Astrazeneca/Oxford e Sinovac, por exemplo, técnicos da Anvisa foram à China inspecionar as instalações de fábricas envolvidas na fabricação dos imunizantes. Isso foi necessário porque o país asiático não integra o PIC/S.

Agência Brasil

Jacó já arrumou as malas para deixar a Secretaria de Assistência Social de Parnamirim

O suplente de deputado estadual Jacó Jácome, já andou arrumando as gavetas para deixar a SEMAS – Secretaria de Assistência Social de Parnamirim.
A passagem repentina do filho de Jacome não foi das melhores e o jovem pretende se dedicar à carreira de médico.
Jacó veio cumprir uma missão e ocupar um espaço que tradicionalmente fica com o seguimento religioso, antes ocupado pela vice Elienai Cartaxo, que abandonou o grupo de Taveira para ser vice ao lado de Nilda na oposição.
O comentário no meio político é que dessa vez  a indicação para pasta será uma pessoa de confiança da primeira dama Alda Lêda, e dois nomes estão na mesa do prefeito, a competente Kátia Soares, que já conhece todo desenrolar dos trâmites da gestão pública e também é da confiança do casal Taveira e Lêda, e a jovem Frankilandia que circula bem na casa dos Taveiras.
Alda confia nas duas, mas o que deve prevalecer, é a competência administrativa para tocar uma Secretaria tão complexa como a Assistência Social.

Agora é oficial, Daniel Américo será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Parnamirim

Um empresário e professor, será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Município de Parnamirim.
A recém criada secretaria já tem um nome certo para ocupar a pasta. Trata-se do empresário e professor, Daniel Américo, que além de ser um empreendedor no área da educação, também tem experiência na gestão pública.
Daniel Américo chega ao governo Taveira como um dos representantes do empresariado local, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição do prefeito Taveira e goza da confiança do chefe do executivo.
Veja o perfil do futuro secretário:
Daniel Américo tem 40 anos de idade, casado com Lígia e tem 2 filhos.
É professor de Física formado pela UFRN e atuou em várias escolas de Parnamirim e do RN tais como: Hipócrates e Objetivo.
Começou a trabalhar bem jovem quando abriu o Cursinho Sistema, que depois virou Sistema Colégio e Curso.
Daniel Américo é atualmente um dos diretores da CDL de Parnamirim e foi Secretário de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Vera Cruz/RN, cidade natal de sua esposa.
Com essa nomeação, Taveira cumpri um compromisso com o setor produtivo e também com o turismo da cidade, que estava órfão de um representante que falasse a linguagem do empreendedorismo e do mercado.
A expectativa é quê com há chegada de Daniel o Município possa atrair novas empresas, criar novos empregos e a nova Secretaria fomentar o Turismo local gerando renda e oportunidade para os parnamirinenses.

Pfizer adia entrega da vacina contra Covid-19 a oito países europeus

O transporte das vacinasdesenvolvidas pela Pfizer em conjunto com a BioNtech contra a Covid-19 para oito países europeus, sofrerá um atraso no cronograma de entrega. A mudança de planos foi anunciada pelo Ministério da Saúde da Espanha e pelo próprio grupo farmacêutico um dia depois do início da campanha de imunização na União Europeia (UE).

“Devido a um pequeno problema de logística, modificamos o cronograma de um número limitado de entregas. A questão de logística foi resolvida, e as entregas estão sendo despachadas. Não há problemas de fabricação”, disse o diretor global de comunicações da Pfizer, Andrew Widger. Um dos países mais afetados da Europa com 50.000 mortos, a Espanha deveria receber nesta segunda-feira 350.000 doses da vacina fabricada pelos laboratórios Pfizer e BioNTech. Com exceção da Espanha, ainda não foi revelado quais são os outros sete países que tiveram um atraso nas encomendas.

“A Pfizer Espanha indica que foi informada por sua fábrica de Puurs (Bélgica) sobre o atraso nos envios para oito países, incluindo a Espanha, devido a um problema no processamento de carga e envio”, afirma o Ministério em um comunicado. O próximo carregamento de vacinas chegará à Espanha na terça-feira, 29, acrescentou o órgão.

A Europa é até agora a região mais atingida pela pandemia da Covid-19 no mundo, com mais de 25,4 milhões de casos e quase 550.000 vítimas fatais. Além da vacina Pfizer/BioNTech, a UE está em vias de aprovar outros fármacos em breve, como a da AstraZeneca e Oxford, provavelmente no início de janeiro.

Sem fogos de artifício

Antes da UE, alguns países começaram campanhas de vacinação contra o coronavírus, começando pela China e depois a Rússia, o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, a Suíça, o México, a Costa Rica e o Chile. Paralelamente à imunização, no entanto, cada vez mais localidades detectam casos da nova cepa de coronavírus descoberta inicialmente no Reino Unido. Canadá, Itália, Suécia, Espanha, Portugal, Japão e Coreia do Sul estão entre os casos mais recentes de detecção da variante.

Ao longo do fim de semana, vários países voltaram a instaurar medidas de restrição, incluindo o território britânico de Gibraltar, que anunciou um toque de recolher noturno. Israel iniciou no domingo um severo terceiro confinamento. O Exército do país começou a vacinar os soldados nesta segunda-feira, com 17 tendas para a campanha em diversos pontos do território. Até o momento 380.000 pessoas receberam a primeira dose no Estado hebreu.

A Arábia Saudita, o país árabe do Golfo mais afetado pela pandemia, anunciou a prorrogação por uma semana do fechamento de suas fronteiras terrestres e marítimas e da suspensão dos voos internacionais, devido à variante britânica do coronavírus. O Brasil também suspendeu a entrada de voos do Reino Unido.

Diante da ameaça de um novo surto do vírus com a chegada do inverno, a China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim do ano passado, reforçou os controles médicos, com verificação da temperatura, testes e inspeções nos aeroportos.

E a despedida de um ano difícil, que acontecerá daqui a três dias, não contará com grandes celebrações. Na Austrália, os moradores de Sydney não poderão comparecer à baía da cidade para contemplar o tradicional espetáculo de fogos de artifício após o aumento de casos na cidade, a mais populosa do país.

Veja

Juíza morta por ex-marido pode virar nome de rua no Rio

Brutalmente assassinada na frente das três filhas pelo ex-marido, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronezi, de 45 anos, pode virar nome de logradouro público. Prefeito interino do Rio após a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), o presidente da Câmara dos Vereadores da capital fluminense, Jorge Felippe (DEM), disse ter feito a solicitação de homenagem.

“Pedi que a Viviane seja homenageada com nome de logradouro público. O feminicídio que a vitimou na véspera de Natal é repulsivo e causa muita indignação. Precisamos estabelecer marcos contra esse tipo de violência. Desejamos e pedimos a Deus que conforte o coração de suas filhas”, escreveu Jorge Felippe.

Viviane foi assassinada, na véspera de Natal, a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronezi, de 52 anos, preso em flagrante. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva e foi encaminhado para um presídio do Rio.

Um vídeo mostra as filhas do casal pedindo ao pai que ele pare de esfaquear a mãe. No carro do engenheiro foram encontradas três facas. Viviane Vieira trabalhava como juíza há quinze anos e estava lotada na 24ª Vara Cível da Capital.

Veja

O cessar-fogo entre Marinho e Guedes está, enfim, selado no governo

Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, vêm, finalmente, se dando bem. Os dois frequentaram solenidades públicas, cumprimentaram-se cordialmente, trocaram elogios aos trabalhos recíprocos e trataram de assuntos interessantes ao governo nos encontros entre os dois. O clima amistoso se deu depois que Marinho se comprometeu “ficar embaixo do mesmo teto” dos outros ministérios e respeitar o teto de gastos, não promovendo gastos acima do Orçamento já previsto, corrigido pela inflação.

Taxado de “fura-teto” por Guedes em meados do meio do ano, Marinho é a favor de que tal medida seja rediscutida, mas não agora, mais precisamente após as eleições de 2022. Com “panos quentes” na relação, Guedes tem repetido a auxiliares que tem o compromisso de Marinho em relação à medida, considerada primordial pelo chefe da Economia para a reestruturação das contas públicas do país na próxima temporada. O ano não foi fácil para a relação dos dois. Com o assunto puxado para debaixo do tapete, é possível que a paz reine na segunda parte do mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chegou a se mostrar profundamente irritado com a intriga entre seus ministros.

Radar Econômico – Veja

Para defender voto impresso, Bolsonaro dá informação falsa sobre eleição na Câmara

Ao tentar defender o voto impresso, Jair Bolsonaro deu uma informação falsa sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

O presidente disse que a eleição na Câmara é feita “no papelzinho”. Na verdade, o processo de escolha é eletrônico desde 2007.

“O que é comum na Câmara, não sei como está agora. As eleições na Mesa [Diretora], para presidente, é no papelzinho. Não sei como vai ser esta agora”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O sistema eletrônico foi instituído pela Câmara em 2006 e foi usado pela primeira vez no ano seguinte, quando Arlindo Chinaglia (PT) foi eleito presidente da Casa.

Segundo a Folha, o presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) defendeu à época a votação eletrônica em uma resolução.

“Na recente eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados verificou-se, além do tumulto no processamento eleitoral, um enorme lapso de tempo —mais de duas horas— entre a constituição da Mesa apuradora, a constrangedora fila indiana e a apuração (…). Esse sistema de votação por cédula, escrutínio secreto e contagem manual dos votos é superado, porque arcaico, quando a própria Casa dispõe de sofisticado sistema eletrônico que poderá ser adaptado a qualquer tipo de eleição.”

O Antagonista

Bolsonaro agora quer culpar as farmacêuticas

Jair Bolsonaro mais uma vez quer terceirizar a responsabilidade sobre a ausência de vacinas disponíveis para os brasileiros, enquanto o resto do mundo imuniza suas populações.

Ele disse a apoiadores há pouco no Palácio da Alvorada, antes de viajar para Guarujá:

“O Brasil tem 210 milhões de habitantes. Um mercado consumidor, de qualquer coisa, enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles, então, não apresentam documentação na Anvisa? Pessoal diz que tenho que…Não, não. Quem quer vender… Se eu sou vendedor, eu quero apresentar.”

Numa disputa planetária por imunizantes efetivos, governos de todo o mundo se anteciparam em acordos que garantissem a compra da produção das farmacêuticas.

Bolsonaro passou o tempo brigando com João Doria, dizendo que a pandemia já acabou e que vacinas podem transformar as pessoas em jacarés. Agora, sentiu o bafo quente do impeachment.

O Antagonista

China condena jornalista a 4 anos de prisão por relatar vírus em Wuhan

Um tribunal chinês impôs hoje (28) uma pena de quatro anos de prisão a uma jornalista que noticiou da cidade de Wuhan, no auge do surto de coronavírus do ano passado, acusando-a de “induzir brigas e provocar confusão”, disse o advogado da condenada.

Zhang Zhan, de 37 anos, a primeira jornalista cidadã que se sabe ter sido julgada, é parte de um punhado de pessoas cujos relatos em primeira mão de hospitais lotados e ruas vazias pintaram um quadro mais sombrio do epicentro da pandemia do que a narrativa oficial.

“Não entendo. Tudo que ela fez foi dizer algumas palavras verdadeiras, e por isso pegou quatro anos”, disse Shao Wenxia, a mãe de Zhang, que acompanhou o julgamento com o marido.

O advogado de Zhang, Ren Quanniu, disse à agência de notícias Reuters: “Provavelmente apelaremos”.

“A senhorita Zhang acredita que está sendo perseguida por exercitar sua liberdade de expressão”, havia dito ele antes do julgamento.

Governo tenta minimizar

Críticos dizem que a China fez com que o julgamento de Zhang acontecesse durante as festas de fim de ano ocidentais deliberadamente para minimizar a atenção e a vigilância do Ocidente.

“A seleção do período sonolento entre o Natal e o Ano Novo sugere que até Pequim está constrangida por condenar a jornalista cidadã Zhang Zhan a quatro anos de prisão por ter registrado a versão sem censura do surto de coronavírus de Wuhan”, tuitou Kenneth Roth, diretor-executivo da entidade Human Rights Watch, sediada em Genebra.

As críticas à maneira como a China lidou inicialmente com a crise foram censuradas, e pessoas que contaram o que estava acontecendo, como médicos, foram advertidas. A mídia estatal creditou o sucesso do país na contenção do vírus à liderança do presidente Xi Jinping.

Pro-democracy supporters protest to urge for the release of 12 Hong Kong activists arrested as they reportedly sailed to Taiwan for political asylum and citizen journalist Zhang Zhan outside China's Liaison Office, in Hong Kong
Populares pediram na China a libertação da jornalista condenada a quatro anos de prisão por noticiar a covid-19 – (Reuters/TYRONE SIU//Direitos reservados)

O vírus se disseminou em todo o mundo, já infectou mais de 80 milhões de pessoas e matou mais de 1,76 milhão, paralisando as viagens aéreas, enquanto nações erguiam barreiras de proteção que transtornaram indústrias e meios de subsistência.

Em Xangai, a polícia reforçou a segurança diante do tribunal onde o julgamento começou sete meses após a detenção de Zhang, mas alguns apoiadores não se intimidaram.

Um homem de cadeira de rodas, que disse à Reuters que saiu da província central de Henan para mostrar apoio a Zhang como irmão de fé e cristão, escreveu o nome dela em um pôster, mas foi afastado por policiais.

Jornalistas estrangeiros foram impedidos de ingressar no tribunal “devido à epidemia”, disseram autoridades de segurança da corte.

Agência Brasil

Organização de festa promovida por Neymar diz que evento terá 150 pessoas

A Agência Fábrica, empresa responsável pela organização da festa de Ano Novo promovida pelo jogador do Paris Saint-Germain Neymar, afirmou que o evento com duração prevista de 5 dias deverá receber cerca de 150 pessoas.

A agência emitiu a nota por meio de seu perfil no Instagram depois de reportagens informarem um público esperado de 500 pessoas. A festa será realizada em Mangaratiba, na Região da Costa Verde no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a agência, o acesso será “exclusivo para convidados e sem vendas de ingressos”. Informou ainda que “todas as normas sanitárias determinadas pelos órgãos públicos” serão cumpridas.

 

A realização do encontro pelo jogador tem sido criticada por conta da alta nos casos de covid-19 no Brasil. O isolamento social segue sendo uma das medidas mais eficazes para minimizar a disseminação da doença que já matou 191.139 brasileiros até este domingo (27.dez).

Eis a nota da agência:

Poder 360.

Vacina de Oxford terá eficácia equivalente à da Pfizer, diz CEO da AstraZeneca

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca afirmou que encontrou, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para a vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, sobre a qual a agência reguladora britânica deve se pronunciar nos próximos dias.

“Acreditamos que encontramos a fórmula vencedora e como obter uma eficácia que, com duas doses, está à altura das demais“, afirmou o diretor executivo da empresa, Pascal Soriot, ao jornal Sunday Times.

Ele disse ainda que a vacina garante uma “proteção de 100%” contra as formas graves de covid-19.

Nos resultados provisórios de testes clínicos em larga escala no Reino Unido e Brasil, o laboratório britânico anunciou em novembro que sua vacina tinha eficácia média de 70%, contra mais de 90% dos fármacos da Pfizer/BioNTech e Moderna.

Por trás do resultado médio estão grandes diferenças entre dois protocolos: a eficácia alcança 90% para os voluntários que receberam primeiro metade da dose e uma dose completa um mês depois, mas de apenas 62% para outro grupo vacinado com duas doses completas.

Os resultados foram criticados porque aconteceu um erro na injeção de meia dose, embora um grupo relativamente pequeno tenha seguido este protocolo. A empresa anunciou mais tarde que sua vacina exigia “estudos adicionais”.

A vacina Oxford/AstraZeneca é aguardada com impaciência porque é relativamente barata e não precisa ser armazenada a uma temperatura tão fria como a da Pfizer/BioNTech, por exemplo, que deve ser mantida a -70 graus.

O fármaco da AstraZeneca pode ser armazenado em condições de refrigeração (2 a 8 graus), o que facilita a vacinação em larga escala e em casas de repouso.

O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a iniciar a imunização com a vacina da Pfizer/BioNTech, no início de dezembro. Agora conta com a segunda vacina Oxford/AstraZeneca para ganhar impulso e cortar a curva de aumento de casos atribuídos à nova cepa do coronavírus detectada em seu território.

Diante da mutação, “pensamos no momento que a vacina deve continuar sendo eficaz”, afirmou Pascal Soriot. “Mas não podemos ter certeza e faremos alguns testes”.

Ele garantiu que novas versões foram preparadas, mas espera que não sejam necessárias: “Você tem que estar preparado”.

O governo do Reino Unido informou na quarta-feira que apresentou os dados completos da vacina Oxford/AstraZeneca à agência reguladora do Reino Unido, a MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency).

Exame

Câmara e Senado não têm plano de vacinação especial para congressistas

Árvore de Natal e iluminação do GDF, na Esplanada dos Ministérios. Sérgio Lima/Poder360 19.12.2020

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal não têm planos especiais para a vacinação dos congressistas. Questionadas pela reportagem do Poder360, as Casas disseram que ainda não há plano nacional de imunização e que a responsabilidade da elaboração é do Ministério da Saúde.

Em 18 de dezembro, membros do Congresso dos EUA começaram a tomar a vacina contra a covid-19. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, receberam a injeção.

“Hoje, com confiança na ciência e na direção do Escritório do Médico Assistente, recebi a vacina COVID-19”, disse Pelosi.

Nancy Pelosi é vacinada contra a covid-19Reprodução/Twitter – 18.dez.2020

Menos de uma hora depois, McConnell também confirmou que havia sido vacinado.

“As vacinas são a maneira como derrotamos esse vírus”, disse McConnell. “Agora vamos continuar a lutar por um pacote de resgate que inclua muito mais dinheiro a ser distribuído para que mais americanos possam recebê-lo o mais rápido possível”.

Segundo o governo norte-americano, esse é um esforço para “promover a segurança e a eficácia da vacina e construir confiança entre o povo americano”.

No Brasil, o Senado afirmou que “não há previsão para vacinação contra a covid-19 direcionada exclusivamente a membros do Senado Federal. O Ministério da Saúde é o órgão responsável por traçar as diretrizes do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 no país.”

Já a Câmara dos Deputados disse que ainda não há plano “por enquanto”. Justificou dizendo que ainda “não existe ainda um calendário nacional de vacinação contra a covid-19.” 

Poder 360.

Vice-presidente Hamilton Mourão testa positivo para covid-19

De acordo com a nota, o teste positivo para a covid-19 foi confirmado na tarde de ontem. O documento diz ainda que Mourão permanecerá em isolamento na residência oficial do Jaburu, em Brasília.

Nota

“Na tarde de hoje, domingo, 27 de dezembro, foi confirmado o teste positivo para Covid-19 do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que permanecerá em isolamento na residência oficial do Jaburu.”

Agência Brasil