Bolsonaro edita MP que dispensa licitação para compra de vacinas e insumos

O presidente Jair Bolsonaro assinou a MP (medida provisória) 1.026/2021 na noite desta 4ª feira (6.jan.2020) que dispensa licitação para compra de vacinas contra a covid-19 e insumos destinados à imunização.

A medida tem como objetivo acelerar as aquisições para o início do processo no país, ainda sem data prevista. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Brasil está preparado para a operação assim que as fórmulas forem aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O texto assinado por Bolsonaro também abarca a contratação –sem os trâmites tradicionais– de outros serviços, como os de comunicação, informação e publicitário. Eis a íntegra.

Mesmo com a dispensa nas licitações, os processos administrativos com elementos técnicos continuam previstos. Também é necessário que os técnicos justifiquem o preço dos contratos.

Poder 360.

 

Gabriel César se declara oposição

O vereador Gabriel César do PSL, entrou em contato com o blog e deixou claro que permanecerá na oposição ao lado da vereadora Fativan Alves.

Gabriel César, andou dizendo aos correligionários que iria fazer uma oposição light, ou seja, os projetos de interesse da população, ele votará a favor e aqueles projetos que forem apenas de interesse do executivo, ele votaria contra.

Gabriel informou que irá se manter firme na oposição, pois foi nesse campo político aonde recebeu os votos para se vitória.

Indústria começa a entregar seringas na sexta e não teme calote

O primeiro lote com três milhões de seringas e agulhas destinadas à vacinação contra Covid-19 será entregue na sexta-feira pela empresa SR, após encontro entre as três fabricantes e o Ministério da Saúde, realizado ontem. Na reunião, o governo solicitou a entrega emergencial de 30 milhões de seringas e agulhas até final de janeiro, mas não definiu o valor do pagamento. E isto não aflinge as companhias, afirma o diretor da SR, Luiz Antonio Saldanha Rodrigues.

“O que menos preocupa é o valor que o ministério vai pagar. O importante é a seringa chegar antes da vacina. Trabalho há mais de 30 anos com o Ministério da Saúde e sei que eles não vão fazer nada antiético nem vão aproveitar uma situação dessa para dar balão na indústria nacional. Agora é o momento de se trabalhar juntos”, afirma Rodrigues.

No primeiro leilão realizado no dia 28, o governo conseguiu comprar apenas 2,4% exatamente porque o valor proposto estava abaixo do que as empresas pediam. De acordo com Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Ministério da Saúde ofereceu um valor completamente defasado de 13 centavos por seringa, e as companhias pediam entre 22 e 48 centavos dependendo do item.

O edital para a compra das 300 milhões de seringas e agulhas deve sair na próxima semana. A nota do Ministério da Saúde sobre este lote emergencial, em que informa que fará a requisição dos produtos “na forma da lei”, não criou temor no setor, afirma Rodrigues.

“Como órgão público, o governo não pode firmar compromissos nem fazer acordos, há órgãos fiscalizadores. Foi proposto isto para as empresas como medida cautelar e de forma pacífica. O governo está imbuído em dar valor às industrias nacionais”.

Miriam Leitão – O Globo

José Dirceu diz que não dá para esperar até 2022; é preciso ‘impedir’ que Bolsonaro continue no governo ainda este ano

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula e cofundador do Partido dos Trabalhadores (PT), defendeu a remoção de Jair Bolsonaro do poder ainda em 2021.

“Não podemos esperar por 2022 para derrotar este desgoverno. Nossa tarefa principal, em 2021, é remover Bolsonaro do cargo de presidente, de forma legal e constitucional, e mobilizar o país para a vacinação e para um plano de emergência que evite uma catástrofe social já às nossas portas com o aumento do desemprego, da pobreza, da inflação e fim do auxilio emergencial”.

Segundo ele, é preciso ‘impedir’ a ‘marcha acelerada’ do governo.

“Não há mais dúvidas. Bolsonaro e seu bando não podem e não devem continuar governando o Brasil. É preciso impedir a marcha acelerada do governo em direção ao suicídio nacional”, disse, em análise no site Poder 360.

De acordo com Dirceu, o objetivo é “barrar todas suas iniciativas no Parlamento e recorrer ao Judiciário para obrigá-lo a vacinar a população e respeitar a Constituição, impedir que continue aparelhando as instituições e que venha a controlar a mesa das duas casas legislativas”.

E acrescentou:

“É necessário unir todos os democratas, progressistas, nacionalistas na luta contra Bolsonaro e constituir, desde já, uma Frente Popular de esquerda para organizar a resistência popular, lutar pela vacinação pública e gratuita, pelo auxílio emergencial, por um plano de investimentos para criar empregos e renda e para disputar as eleições presidenciais em 2022”.

Histórico de prisões

Braço forte de Lula e do PT, Dirceu tem um longo histórico de prisões.

A primeira ocorreu em novembro de 2013, depois de ter sido condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso conhecido como mensalão.

Em outubro de 2014, o mesmo STF concedeu habeas corpus para que ele cumprisse o restante da pena em casa.

Em agosto do ano seguinte, foi parar na cadeia mais uma vez, acusado pela 17ª fase da Operação Lava Jato de receber propina por meio de sua empresa, JD Consultoria e Assessoria Ltda.

Em maio de 2017, porém, o Supremo concedeu liberdade ao ex-ministro e ele voltou para casa usando tornozeleira eletrônica.

Em maio de 2018, porém, ele foi parar na prisão novamente, após ser condenado a quase 31 anos de prisão em segunda instância, pela corrupção envolvendo a JD Consultoria. Permaneceu aproximadamente um mês em reclusão, mas obteve liberdade depois de um habeas corpus concedido novamente pela Suprema Corte para que a prisão não se desse antes do esgotamento da análise de recursos nas demais instâncias.

Juiz dá a Lula acesso a mensagens da operação Spoofing

Sérgio Lima/Poder360 18.02.2020

O juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva, novo responsável pelo plantão da 10ª Vara Federal de Brasília, autorizou o acesso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mensagens da Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de autoridades por hackers.

O acesso às mensagens foi determinado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 28 de dezembro. A defesa de Lula solicitou então que o conteúdo fosse entregue, mas o responsável anterior pela 10ª Vara Federal, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, negou a requisição, sob o argumento de que esse tipo de pedido não poderia ser apreciado durante o recesso judiciário.

A defesa voltou a acionar o STF, e Lewandowski oficiou novamente a 1ª Instância da Justiça Federal para afirmar que sua decisão é expressa, devendo ser cumprida de imediato, o que ocorreu nesta 3ª feira (5.jan.2021).

O juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva oficiou a Divisão de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal para que entregue o conteúdo pedido pelos advogados de Lula, nos termos da decisão do ministro do Supremo.

A defesa do ex-presidente quer acesso às mensagens sob o argumento de que nelas há diferentes menções aos processos contra Lula na Operação Lava Jato, conforme série de reportagens da imprensa.

Nas conversas, há por exemplo trocas de mensagens entre o ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sergio Moro, antigo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação.

Na decisão de 28 de dezembro, Lewandowski ordenou o compartilhamento no prazo de 10 dias, sob supervisão de peritos da PF (Polícia Federal), das mensagens arrecadadas pela Operação Spoofing que digam respeito ao ex-presidente “direta ou indiretamente, bem assim as que tenham relação com investigações e ações penais contra ele movidas na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira”.

Poder 360

 

Brasil volta a registrar mais de 1.000 mortes por coronavírus em 1 dia

Paciente na sala de espera do Hospital Regional da Asa Norte usando máscara. Sérgio Lima/Poder360 14.03.2020

O Brasil registrava 197.732 mortes por covid-19 até as 17h30 desta 3ª feira (5.jan.2021), de acordo com o Ministério da Saúde. São 1.171 vítimas a mais que o registrado no dia anterior.

É a 4ª vez que o país ultrapassa as 1.000 mortes diárias desde 29 de dezembro. Também foram contabilizados mais 56.648 casos em 24 horas, totalizando 7.810.400 infectados.

Reprodução/Ministério da Saúde – 5.jan.2021

Os dados indicam que 6.963.407 pessoas estão recuperadas da doença, e 649.261 permanecem em acompanhamento.

Só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. Eram 364.577 mortos até 18h20 desta 3ª feira (5.jan), segundo o Worldometers.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 934 mortes por milhão de habitantes segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 21º posição do ranking mundial. Em 31 de outubro, ocupava o 4º lugar. A Bélgica é o país no qual a covid-19 mais mata em relação ao tamanho da população. São 1.700 mortes por milhão de habitantes. Entenda aqui os motivos dos números belgas.

MÉDIA MÓVEL DA MORTES E CASOS

Os 2 gráficos a seguir mostram o número de mortes e de novos casos diários, mas também a média móvel dos últimos 7 dias. A curva matiza eventuais variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados.

A média de mortes diárias está acima de 600 desde 8 de dezembro de 2020.

Já a média móvel de novos casos está acima de 35.000 desde 25 de novembro de 2020.

Prefeito Taveira se reúne com base aliada da Câmara

 


O prefeito Taveira marcou uma reunião para hoje, às 11h, na sede da prefeitura.

Essa reunião contará com a presença dos vereadores que darão sustentação política ao seu governo.

Será a primeira reunião com os 17 vereadores da base.

A pauta deverá ser extensa, estará presente também o secretário municipal, Giovanni Júnior, que fará uma explanação da matriz do planejamento da administração pelos próximos anos, principalmente os números com as projeções da arrecadação do município.

Estejamos atentos, vem “bomba” por aí…

Médico e pastor defensores da cloroquina morrem de Covid

Morreram de Covid-19, no último fim de semana, o médico Lécio Patrocínio, 68 anos, e o pastor Thiago Andrade de Souza, 36.

Bolsonaristas, eram defensores do tratamento da doença com hidroxicloroquina.

“Se você tomou ivermectina, azitromicina ou hidroxicloroquina, poste no Facebook. Poste que é a favor. Vamos forçar as prefeituras a começarem a prevenção urgente. E fazer a distribuição gratuita”, postou Thiago no Facebook em novembro.

O Antagonista

Ex-coronel condenado por estelionato recebeu coronavoucher

O governo pagou ao menos oito parcelas do coronavoucher para o ex-coronel do Exército Jorge Antonio Peixoto Donato, condenado em 2018 pelo Superior Tribunal Militar por fraudes de R$ 818,6 com dinheiro público, informa o site Metrópoles.

Ele foi condenado por estelionato a pena de 7 anos de prisão, mas está em liberdade.

Médico em Goiânia e dono de uma microempresa ativa especializada em atividade médica ambulatorial, ele recebeu cinco parcelas de R$ 600 e outras três de R$ 300.

O Antagonista

Com fim do auxílio, país deve perder mais de R$ 60 bi de massa salarial

O auxílio emergencial, pago a mais de 66 milhões de brasileiros no ano passado, representou uma massa salarial ampliada em 326 bilhões de reais, segundo um estudo inédito do banco Santander.

O Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEM), que permitiu a redução da jornada de trabalho e do salário com o objetivo de preservar empregos, também contribuiu para esse resultado. De acordo com o Ministério da Economia, o BEM atendeu 10 milhões de trabalhadores e 1,5 milhão de empresas.

Não fossem os programas de auxílio à população e às empresas, a perda de massa salarial ampliada, que inclui todas as fontes de renda dos trabalhadores, teria sofrido uma queda de 6,6% em 2020, de acordo com o levantamento do Santander. Com o pagamento dos benefícios, houve um aumento de 2,8% da massa salarial no ano passado, que somou 916,25 bilhões de reais.

Com o fim dos benefícios, a previsão para este ano é de uma queda de mais de 60 bilhões de reais da massa salarial ampliada. “A retirada dos programas já era prevista, por se tratar de uma questão emergencial de 2020, e sinaliza uma vontade do governo de arrumar a questão fiscal, mas não deixa de ter um impacto no cenário macroecônomico”, analisa Lucas Maynard, economista do Santander.

Ainda assim, a expectativa é de uma alta no consumo das famílias de 2,1%, ante uma queda de 4,3% no ano passado, de acordo com o Santander. As projeções, no entanto, dependem de uma série de fatores, entre eles a intensidade da segunda onda da covid no país, o início do calendário de vacinação e a questão fiscal. O desemprego também deve entrar nessa equação.

“Muitas pessoas que não procuraram trabalho em 2020, em função do fechamento da economia e do recebimento do auxílio, devem fazer isso em 2021, engrossando a taxa de desemprego”, diz Lucas Maynard, economista do Santander.

O aumento no número de casos do coronavírus é outro fator de preocupação. Caso o crescimento de internações hospitalares em razão da pandemia atinja níveis semelhantes aos observados nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e em outros países, é possível que Estados e munícipios tenham que restringir a circulação de pessoas e o funcionamento de determinadas atividades.

Nas regiões do país mais atingidas pela segunda onda da covid, esse temor já vem se tornando uma realidade. O governo do Amazonas decretou nesta segunda-feira, dia 4, o fechamento de todos os serviços não essenciais – a medida é válida por 15 dias.

“A tendência é que mais medidas restritivas sejam tomadas com o novo avanço da pandemia no Brasil, como já aconteceu em outras partes do mundo”, avalia Christopher Garman, diretor para as Américas da consultoria Eurasia. “O impacto da retirada do auxílio emergencial e o tamanho da segunda onda no Brasil são os principais fatores que devem impactar a economia e a política no país este ano”, afirma.

Há ainda outros motivos de incerteza, como a pressão inflacionária e os reajustes que deverão ser praticados pelo setor de educação, represados no ano passado. A intenção de investimento das empresas também está em pauta.

Nas próximas semanas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deverá lançar o levantamento do apetite por inversões das empresas do setor previstos para este ano. “Com dados como esses em mãos, será possível ter uma noção mais clara sobre o comportamento da economia em 2021”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo de economia da CNI.

Em um cenário positivo, a continuidade da recuperação econômica e o bom encaminhamento da questão fiscal, com uma possível atração de investimentos, devem compensar a retirada do auxílio. “A aprovação da reforma administrativa e tributária também deverão acrescentar elementos estruturantes”, afirma Fonseca.

Do lado negativo, não há mais espaço para gastos com medidas extraordinárias para fazer frente a um eventual novo impacto do coronavírus sobre a economia. “O Brasil gastou mais do que outros países emergentes nesse sentido e a conta socioeconômica provavelmente terá que ser paga este ano”, diz Garman.

Exame

Coronavírus: a comovente foto de último encontro de mãe e filha em UTI antes de morte por Covid-19

Uma mulher que viu sua mãe morrer ao lado dela no hospital depois que ambas pegaram Covid-19 pede às pessoas que tomem as precauções necessárias contra a doença.

Maria Rico, de 76 anos, que vivia na Inglaterra, tirou a máscara de oxigênio para falar com as duas filhas uma última vez, mesmo sabendo que isso apressaria sua morte.

Anabel Sharma descreveu o momento como “de partir o coração”, mas disse que estava feliz por ao menos sua mãe não ter morrido sozinha.

Ela divulgou a última foto delas para aumentar a conscientização sobre o vírus.

Maria Rico, de 76 anos, que vivia na Inglaterra, tirou a máscara de oxigênio para falar com as duas filhas uma última vez, mesmo sabendo que isso apressaria sua morte – Anabel Sharma /BBC

Sharma disse que sua mãe morreu cerca de meia hora depois que a máscara foi retirada.

“Minha mãe pediu que tirassem a máscara dela e eles disseram: ‘Assim que tirarmos, você não terá muito tempo’. Ela disse, ‘sim, eu sei disso, mas já tive o suficiente'”, lembrou.

“Passamos cerca de cinco minutos com ela quando ela conseguiu falar, depois ela perdeu a consciência. Ela nos disse que não tinha medo de morrer, que estava pronta. Disse que eu precisava lutar muito porque tinha os filhos em casa.”

A irmã de Sharma, Susana, também foi autorizada a participar desse momento usando equipamento de proteção individual.

“Nós seguramos a mão dela até o último suspiro”, disse. “Tenho algum conforto ao pensar que pudemos estar com ela e sei que também trouxe conforto à minha mãe.”

Maria Rico morava na mesma casa que Sharma, o marido dela e três filhos (Noah, de 10 anos, Isaac, de 12 anos, e Jacob, de 22).

Sharma disse acreditar que um de seus filhos pegou o coronavírus na escola e que o vírus “devastou” a família em uma velocidade “assustadora”.

“Gostaria de pedir às pessoas que sigam todas as precauções e pensem nos outros”, disse ela.

Sharma e sua mãe foram admitidas no hospital Leicester Royal no mesmo dia de outubro, e Maria Rico faleceu em 1º de novembro.

O funeral foi transmitido ao vivo para Sharma, que ainda estava no hospital.

“Ela estava muito ciente do que estava para acontecer, sabia que não iria se recuperar e estava farta do tratamento”, disse Sharma, que continua a fazer tratamento com oxigênio em casa porque seus pulmões foram danificados pelo vírus.

Ela descreveu a mãe como uma “avó incrível” que era “muito, muito obstinada”.

FolhaPress

Decreto de Trump bane transações com aplicativos chineses, incluindo Alipay

Washington – O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (5) uma ordem executiva proibindo transações com oito aplicativos de software chineses, incluindo o Alipay do Ant Group, disse um alto funcionário do governo, aumentando as tensões com Pequim antes do presidente eleito Joe Biden assumir o cargo.

A decisão atribui ao Departamento de Comércio a definição de quais transações serão proibidas de acordo com a diretiva e tem como alvo o QQ Wallet da Tencent e o aplicativo de pagamentos do WeChat. A medida visa reduzir a ameaça aos americanos representada por aplicativos de software chineses, que têm grandes bases de usuários e acesso a dados confidenciais, disse a pessoa.

(Reuters)

Folhapress

Brasil não está quebrado, mas situação fiscal é delicada, diz secretário

Sérgio Lima/Poder360 17.11.2020

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou hoje que o Brasil não está quebrado, como disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta manhã em conversa com apoiadores. Sachsida ressaltou, entretanto, que a situação fiscal é delicada. A declaração foi dada durante entrevista à CNN.

“[O Brasil não está quebrado] de maneira alguma, de jeito nenhum. O presidente Bolsonaro apenas usou um jargão popular para expressar uma situação. No momento não é possível dar novos benefícios tributários”, defendeu Sachsida. “O que o presidente falou é algo de amplo conhecimento de todos: a situação fiscal do país é delicada”.

Durante a manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que não conseguiu ampliar a isenção do Imposto de Renda, uma promessa de campanha, por causa da pandemia do novo coronavírus, que atrapalhou os planos econômicos do governo.

“Chefe, o Brasil está quebrado, não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de renda? (mas) teve nesse ano (2020) esse vírus potencializado pela mídia que nós temos”, afirmou Bolsonaro a um apoiador.

Para Sachsida, a fala do presidente mostra um “compromisso com a estabilidade macroeconômica”.

“O que o presidente deu foi uma tremenda declaração em defesa da consolidação fiscal. Pessoalmente, acho que esse tipo de declaração mostra para todo o mercado que o presidente está comprometido não apenas com uma agenda de reformas, mas com a agenda de consolidação fiscal”.

Notícias UOL

Epifania do Senhor

Padre João Medeiros Filho
A solenidade da Epifania do Senhor é celebrada no dia 6 de janeiro. No Brasil, porém, é antecipada para o primeiro domingo do ano. Nela comemora-se a manifestação de Cristo a todas as nações, como luz do mundo! A busca dos Magos é a afirmação desse clarão divino. Dá-se o encontro do Salvador com personagens alheios à tradição bíblica. Eis a primeira lição do Menino. Seu nascimento não veio confirmar privilégios. Nasceu para trazer vida àqueles que desejam a salvação, não importando sua condição socioeconômica, cultural, étnica ou religiosa. Deus não é apenas de alguns, mas de todos. Cristo ensina-nos na manjedoura que Ele não deseja o poder terreno. Veio pobre e indefeso, como uma criança, para não amedrontar. Em torno dele, unem-se os povos, vindos de longe, enquanto os que estavam por perto O ignoraram. Muitos buscam Cristo de modo diferente. Os Magos procuraram-No para O adorar, porém Herodes pretendia matá-Lo. Enquanto uns proclamam Jesus: “luz do mundo” (Jo 8, 12), outros desejam execrá-Lo, porque a claridade desnuda o erro, a injustiça e o pecado.
Os Magos simbolizam os sedentos da Palavra divina e Herodes representa o Mal. Eles são imagem de nossa trajetória humana. Para descobrir Cristo, às vezes, temos de caminhar nas trevas, por terras desconhecidas e desertas. Uma estrela os conduziu até a cidade de Belém. De igual modo, existe para nós a chama da fé que nos conduz ao local onde encontraremos o Salvador. Infelizmente, há os que ficam cegos com sua própria luz. Têm medo de aceitar Jesus, por isso procuram destrui-Lo. É uma tentação constante da humanidade: querer eliminar quem incomoda. Cristo sequer começara a sua pregação, mas sua presença já importunava.
Para proclamar o nascimento do Salvador, devemos fazer o caminho inverso dos poderosos e nos desviar da rota da cobiça e do orgulho. Só Deus enche de paz o coração do homem. Nem mesmo a riqueza, o poder e a glória nos aquietam. Belchior, Baltazar e Gaspar fazem-nos compreender que os considerados excluídos são os primeiros a sentir a graça divina. Jesus nasceu para todos e mostra-nos que a misericórdia do Onipotente pelos homens não discrimina. “Deus não faz acepção de pessoas”, assevera-nos o apóstolo Paulo (Rm 2, 11). A realidade divina tornou-se acessível aos mortais. O Verbo não veio apenas ao mundo, também se encarnou para que sentíssemos o seu Amor por nós. Vivemos numa sociedade egoísta, na qual as pessoas cada vez mais se fecham, numa atitude de insensibilidade ou medo. Apesar de sua grandeza, o Filho de Deus fez-se humilde e pequeno para não atemorizar. Mesmo os desconhecidos foram recebidos com ternura e respeito.
Hoje, Ele se revela a nós, não como aos pastores e Magos, mas no pobre dormindo ao relento nas ruas, nos idosos abandonados por familiares ou pela sociedade, no doente num leito de hospital sem atendimento adequado, carentes, injustiçados etc. Ensina-nos a amá-Lo, sentindo-O no próximo. A presença de Cristo é fruto de busca incessante. Ele deseja se revelar a cada um de nós. Porém, precisamos perseverar e procurá-lo até nas trevas.
Jesus é o Irmão de todos. Nasceu tanto para o seu povo, como para os estrangeiros vindos do Oriente, cuja religião era outra. É relevante o relato de Mateus a respeito da indagação palaciana sobre o local do nascimento do Menino. O evangelista narra a ignorância de Herodes, ícone dos prepotentes da época. “Onde está o Rei dos Judeus, que acaba de nascer?” (Mt 2, 2). Por vezes, a nossa alienação é idêntica. Cristo está próximo de nós e não O reconhecemos; ao nosso lado e não O percebemos. Falta-nos o desejo de busca e descoberta do Divino. Os Magos não mediram esforços. Viajaram por terras estranhas, enfrentando adversidades, mas foram recompensados pela alegria de encontrar o Menino Deus. Em sinal de gratidão, ofertaram o que tinham de melhor, segundo as suas tradições. Vale lembrar a exortação do profeta Isaías: “Levanta-te, ilumina-te, porque chegou a tua luz, e a glória do Senhor raiou sobre ti” (Is 60, 1).

Após falar em veto da Índia, fabricante diz que vacinas podem ser exportadas

As vacinas produzidas na Índia podem ser exportadas para todos os países, disse nesta terça-feira (5) o presidente do Serum Institute, empresa indiana que fabrica no país asiático o imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

No domingo (3), ele havia dito que a exportação das vacinas estava proibida por enquanto, para priorizar o mercado interno.

Pessoa segura dose da vacina produzida pela AstraZeneca contra a Covid-19
Pessoa segura dose da vacina produzida pela AstraZeneca contra a Covid-19 – Reuters

“Quero esclarecer duas questões, pois há confusão no domínio público: as exportações de vacinas são permitidas para todos os países e um comunicado conjunto esclarecendo quaisquer mal-entendido com relação à Bharat Biotech será feito”, escreveu Adar Poonawalla em sua conta no Twitter. Ele se referia ao Serum e ao Bharat Biontech, laboratório que produz uma vacina indiana, a Covaxin.

O Serum fabrica a vacina da AstraZeneca, que já está sendo aplicada no Reino Unido. O governo brasileiro tem acordo de compra de doses deste imunizante, e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) obteve autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para importar 2 milhões de doses da vacina, produzida pelo instituto indiano.

O Serum, no entanto, anunciou no fim de semana que só pretendia exportar o imunizante daqui a dois meses, o que levou o governo brasileiro, por meio do ministério das Relações Internacionais, a negociar a liberação da compra das doses, disse a Fiocruz.

Já outra vacina contra a Covid-19, a Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, recebeu recebeu autorização para uso emergencial na Índia neste último sábado (2), apesar dos questionamentos da comunidade científica.

A companhia ofereceu a vacina ao Ministério da Saúde brasileiro e receberá também uma delegação de clínicas privadas de vacinação do Brasil interessada em comprar o imunizante para comercialização pelo setor privado.

No comunicado conjunto do Serum com a Bharat, mencionado por Poonawalla, as duas empresas anunciaram que pretendem fabricar e fornecer vacinas contra a Covid-19 para a Índia e para o mundo.

“Vacinas são um bem de saúde pública global e elas têm o poder de salvar vidas e acelerar o retorno à normalidade econômica o mais brevemente”, afirma o comunicado.

“As nossas duas empresas estão totalmente envolvidas nesta atividade (produção, fornecimento e distribuição das vacinas) e consideramos nosso dever com a nação e com o mundo de garantir uma disponibilização suave das vacinas. Estamos totalmente cientes da importância das vacinas para as pessoas e para os países, portanto comunicamos nossa promessa conjunta de fornecer acesso global a nossas vacinas contra Covid-19.”

As vacinas contra Covid-19 em fase final de testes
As vacinas contra Covid-19 em fase final de testes

 

Folhapress