Enem tem abstenção recorde: 51,5% dos inscritos não compareceram ao exame

O ministro da Educação, Milton Ribeiro,participa da entrevista coletiva sobre o primeiro dia de provas do Enem

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 teve abstenção de 51,5% dos candidatos inscritos, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do exame, que começou a ser aplicada nesse domingo (17.jan.2021), 2.842.332 faltaram às provas.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção recorde se deve principalmente ao medo da pandemia e a campanhas contrárias à realização do exame. A abstenção no primeiro dia do Enem 2019 foi 23%.

Fico satisfeito com o que fizemos no meio de uma pandemia”, diz o ministro. “[Quero] qualificar o Enem no meio de uma pandemia como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes”.

Em 2009, o segundo ano de aplicação do Enem com a maior abstenção, a porcentagem de inscritos que não compareceram foi de 37%.

Foram eliminados do exame 2.967 candidatos por não respeitarem as regras do Enem. Entre elas, o descumprimento das medidas de segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus, como usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a aplicação da prova. Ao todo, 69 participantes foram afetados por questões logísticas, como emergências médicas, falta de energia elétrica, entre outros. Os dados tanto de presença, quanto das eliminações, segundo o presidente do Inep, são preliminares.

SINTOMAS

Nesta edição, por conta da pandemia do novo coronavírus, participantes que apresentassem sintomas da covid-19 ou de outras doenças infectocontagiosas não deveriam comparecer ao exame. Esses participantes podem acionar o Inep e solicitar a reaplicação, que será nos dias 23 e 24 de fevereiro. Até o momento, 10.171 participantes pediram reaplicação. Desse total, o Inep aceitou o pedido de 8.180.

Quem apresentou sintomas no domingo (17.jan) ou no sábado (16.jan), pode solicitar a reaplicação, mediante a apresentação de laudo médico e documentos comprobatórios entre os dias 25 e 29 de janeiro.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explica que a partir desta 2ª feira (18.jan), os participantes que apresentarem sintomas devem notificar o Inep e, mesmo que tenham feito a prova no primeiro dia, não devem comparecer ao segundo dia de aplicação, que será no próximo domingo (24.jan). Eles terão direito a reaplicação.

REAPLICAÇÃO

Estudantes relataram nesse domingo (17.jan) que foram impedidos de entrar nos locais de prova porque as salas estavam cheias e seria preciso respeitar o distanciamento entre os participantes. Questionado, Lopes diz que a situação está sendo apurada. Esses participantes também terão direito a fazer a prova na data da reaplicação. Segundo o presidente, esse casos foram relatados em 11 locais de prova em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS).

Também terão direito a reaplicação os 160.548 estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas, 2.863 em Rolim de Moura (RO) e 969 em Espigão D’Oeste (RO), por conta dos impactos da pandemia nessas localidades. Ao todo, segundo o ministro da Educação, foram quase 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do Enem.

No próximo domingo (24.jan), serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza. Este ano, o exame terá também uma versão on-line, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Poder 360.

Durante ações da PF em 2020, secretária de Saúde do Amazonas foi presa em operação que apura desvio na compra de respiradores

Divulgação da Polícia Federal sobre a Operação Enteprise

Em 30 de junho de 2020, a secretária de Saúde do Amazonas, Simone Araújo de Oliveira Papaiz, foi presa em Manaus durante a Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na época, a PF informou que a investigação apontava supostas fraudes e desvios na compra de respiradores que seriam utilizado no combate da Covid-19. Todo os itens teriam sido adquiridos com dispensa de licitação, de uma importadora de vinhos.

Na mesma operação, o governador do estado do Amazonas, Wilson Lima (PSC), também foi alvo de buscas e teve os bens bloqueados.

Vale frisar que Simone Araújo foi oficializada na Secretaria de Saúde do AM no mês de março de 2020 — provocando uma alternância abrupta na gestão da pasta em meio ao colapso do sistema de saúde do Amazonas na pandemia.
Não demorou muito. Dois meses após a entrada dela, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) orientou que a secretária fosse afastada após detectar suposto sobrepreço na compra de respiradores.

Outros funcionários e ex-funcionários do governo também foram alvos, além de empresários.

Soltura

Na madrugada do dia 5 de julho de 2020, o G1 noticiou que Simone Papaiz foi solta da prisão e estava em liberdade, sem cumprir prisão domiciliar.

Além dela, outros dois presos na operação também foram liberados, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Os três foram liberados após o cumprimento do prazo de validade da prisão temporária.

Caos no sistema de saúde

No dia 7 de janeiro de 2021, o governador Wilson Lima prorrogou por mais 180 dias (seis meses) o estado de calamidade pública no Amazonas, depois que hospitais do estado voltaram a ficar lotados com pacientes de covid-19.

Devido à gravidade, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) a Defensoria Pública da União (DPU), a Defensoria do Estado do Amazonas (DPGE-AM) e o Ministério Público de Contas (MPC), entraram com ação cautelar com pedido de tutela antecipada. A medida visa garantir o fornecimento emergencial de oxigênio para o estado.

O diagnóstico de escassez foi relatado pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, coronel Luiz Otávio Franco Duarte, em coletiva de imprensa, que contou com a participação de membros do comitê de enfrentamento à Covid-19 do Amazonas.
Conexão política.

Conheça o respirador Inspire; Doria envia unidades para Manaus

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se diz “indignado” devido a falta de respiradores em Manaus (AM). “Muitas pessoas, por falta de oxigênio, por falta de unidade de terapia intensiva, estão morrendo”, diz Doria. A declaração foi feita em vídeo nesta 6ª feira (15.jan.2021).

Doria também lembra dos respiradores do Projeto Inspire, elaborados pela USP e enfatizou que está encaminhando 40 desses respiradores para onde for necessário no estado do Amazonas. “Já enviamos também tubos de oxigênio e oferecemos a disponibilidade nos hospitais de São Paulo, para o atendimento de 60 crianças (prematuras)”, enfatiza Doria, se referindo a recém-nascidos que estavam sob risco de vida devido a falta de respirados no estado amazonense.

O governador de São Paulo também criticou e culpou o governo federal pela falta de respiradores em Manaus. “Diante dessa tragédia e da falta de compaixão e de ação do governo federal, todos os estados brasileiros estão ajudando e o governo de São Paulo não falta nesta ajuda”, diz.

Marcelo Zuffo, professor Titular da Poli-USP e coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da USP, que também aparece no vídeo ao lado do governador, ressaltou a ação da USP na elaboração dos ventiladores respiratórios. “Há mais de dez dias nós já estamos nos articulando e o primeiro lote [de respiradores] já está sendo enviado [para Manaus]”.

Doria afirma que a primeira carga de respiradores Inspire deve chegar na noite desta 6º feira (15.jan)

Assista ao vídeo (2min19seg):

 

Veja o carregamento de respiradores doados pela USP para Manaus AM

 

CONHEÇA O RESPIRADOR

Projeto Inspire, elabora pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), é um respirador que atende aos requisito da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e busca ser uma solução de baixo custo devido a alta demanda de equipamentos de suporte respiratório emergencial por conta da pandemia de coronavírus.

De acordo com a USP, o respirador tem autonomia de 2h em casa de falta de energia elétrica, pode ser produzido facilmente em larga escala e em tempo recorde, portátil e recomendável para ser utilizado em hospitais de campanhas, UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) e regiões distantes, além do baixo custo.

Veja abaixo como o equipamento funciona (1min27seg):

 

 

Veja imagem do respirador:

Respirador nacional produzido pela USP

Poder 360.

4 temas sobre meio ambiente que podem cair na redação do Enem

Força Nacional de Segurança Pública, incêndio no pantanal

As provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 serão realizadas nos dias 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital).

Neste domingo (17.jan.2021), quando será realizada a 1ª etapa da versão impressa da prova, também o dia da realização da redação do Enem.

A coordenadora de Comunicação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Melissa Barbosa, avalia que para o Enem deste ano há grandes chances de um tema ambiental na redação.

“Esse foi um ano em que as temáticas ligadas a meio ambiente e sustentabilidade estiveram presentes de maneira muito ativa no dia a dia da população, a começar pela pandemia do novo coronavírus, cuja origem está diretamente ligada à forma como lidamos com a natureza, além de ter gerado mudanças de paradigmas importantes”, disse.

 

Com pontuação máxima de 1.000 pontos, a redação é uma das grandes preocupações dos estudantes na hora de prestar o exame. Muitos têm receios em não saber argumentar sobre o tema e de não conseguir propor uma solução ao problema apresentado.

A redação do Enem deve ter no máximo 30 linhas e exige reflexão de forma clara e coerente por parte do candidato, que para isso precisa estar bem informado sobre os mais variados assuntos.

Historicamente, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela realização do Enem, escolhe temas que influenciam de alguma maneira a sociedade, focando principalmente em problemas que buscam soluções. Em 2019, o tema foi a democratização do acesso ao cinema no Brasil, que permitia ao candidato abordar questões como o acesso da população ao cinema, a relação do preço dos ingressos com a economia e o lazer como um direito humano.

Eis os temas da redação do Enem, desde 2010:

  • 2010 – O trabalho na construção da dignidade humana;
  • 2011 – Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privadol
  • 2012 – Movimento imigratório para o Brasil no século 21;
  • 2013 – Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil;
  • 2014 – Publicidade infantil em questão no Brasil;
  • 2015 – A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira;
  • 2016 –
    • 1ª aplicação: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
    • 2ª aplicação: Caminhos para combater o racismo no Brasil –
  • 2017 – Desafio para a formação educacional de surdos no Brasil.
  • 2018 – Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet;
  • 2019 – Democratização do acesso ao cinema no Brasil.

Eis a seguir alguns temas ambientais que podem cair no Enem deste ano:

PANTANAL

Em 2020, o Pantanal recebeu atenção do mundo todo em razão dos incêndios que queimaram partes extensas do bioma e mataram milhares de animais.

“A intensidade e a quantidade de áreas queimadas foram muito grandes. Ainda que o fogo já esteja sob controle, temos que pensar agora nas espécies de animais que, com seu habitat destruído, não têm mais fontes seguras de alimento”, disse Felipe Dias, membro da Rede de Especialista em Conservação da Natureza e diretor executivo do Instituto SOS Pantanal.

IMPACTO DO ISOLAMENTO SOCIAL NA SAÚDE DA POPULAÇÃO

A pandemia e o isolamento social mudaram radicalmente os hábitos das pessoas, impactando inclusive a sua saúde. Um estudo da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) publicado pela revista científica The Lancet mostrou que os casos de depressão aumentaram 90% de março a abril no começo da pandemia. No mesmo período, a quantidade de pessoas que relataram sintomas de crise de ansiedade e estresse agudo mais que duplicou.

Muitos fatores influenciam esse resultado, um deles é a falta de contato das pessoas com a natureza. Estudos já comprovaram que o ar livre e os ambientes naturais ajudam na redução do cortisol (hormônio do estresse), da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de contribuir para reduzir os sintomas da ansiedade e da depressão.

DÉCADA DO OCEANO

O ano de 2021 marca o início da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, criada para ampliar a cooperação internacional em pesquisas relacionadas à preservação do Oceano e a seu desenvolvimento sustentável.

Trata-se de mais um esforço da ONU (Organização das Nações Unidas) para trazer à tona as temáticas ambientais, que podem ainda ser relacionadas com eventos como a Agenda 2030 e os ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).

Na pauta, o candidato pode abordar de que forma o ambiente marinho está relacionado com a economia, o bem-estar social, à mitigação das mudanças climáticas e a cultura de povos tradicionais em todo o país.

Estudos como o Relatório Mundial sobre a Ciência Oceânica da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o Relatório do Painel de Alto Nível para a Economia Sustentável do Oceano são boas opções de leituras para entender melhor esse assunto.

CIDADES SUSTENTÁVEIS

As mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global vêm gerando impactos significativos sobre a sociedade, como alterações no regime de chuvas. Com isso, muitas cidades ao redor do mundo têm construído estratégias de mitigação e adaptação a essas mudanças, para evitar ou reduzir, por exemplo, que sua infraestrutura seja sobrecarregada por grandes volumes de água concentrados em curtos espaços de tempo.

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos de cidades que sofrem constantemente com esses problemas.

Caso a redação do Enem deste ano se relacione com essa problemática, o candidato pode trazer no texto conceitos como o de cidades-esponjas, que utilizações utilizam Soluções Baseadas na Natureza  como estratégia para absorver uma quantidade maior de água da chuva e, assim, evitar enchentes e inundações que causam danos à infraestrutura urbana e impactam a vida de diversas pessoas, principalmente as mais vulneráveis.

ENEM 2021

As provas são aplicadas em 17 de 24 de janeiro, na modalidade presencial. A avaliação online será aplicada em 31 de janeiro e em 7 de fevereiro.

Os portões dos locais de prova serão abertos às 11h30 (horário de Brasília) e fechados às 13h. As provas começam às 13h e terminam às 19h, no 1º dia. No 2º, os candidatos terão até as 18h30 para concluir o exame.

Para realizar a avaliação presencial, será necessário que o candidato siga regras de prevenção contra o coronavírus, como o uso de máscaras e de álcool em gel. Haverá marcações no piso das salas, que comportarão 50% da capacidade máxima e serão higienizadas antes e depois do exame.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela aplicação das provas, recomenda que os candidatos levem máscaras extras.

CANDIDATOS COM TESTE POSITIVO

Como os sintomas do novo coronavírus podem aparecer 15 dias após o contato com pessoas infectadas, há possibilidade de candidatos apresentarem sintomas próximo ou no dia das provas.

O Inep prevê aplicação da prova para quem apresentar laudos médicos que comprovem a infecção. Neste caso, a regra se aplica a outras doenças infecciosas, como sarampo, varíola e rubéola. O documento deve ser digitalizado e anexado na página do estudante.

Se os sintomas aparecerem na véspera da avaliação, é recomendado que o candidato entre em contato pelo número 0800 61 61 61.

AVALIAÇÕES INTERNACIONAIS SIMILARES

Diversos países cancelaram avaliações similares ao Enem. Para o ingresso nas universidades norte-americanas, por exemplo, estão sendo valorizadas cartas de recomendação e entrevistas.

OUTRAS AVALIAÇÕES

O Encceja (Exame Nacional para Certificação de Jovens e Adultos) abriu inscrições nessa 2ª feira (11.jan.2021). O prazo vai até 22 de janeiro. A avaliação será aplicada em 25 de abril. Ainda não há informações sobre os cuidados sanitários.

Poder 360.

Casa Verde e Amarela vai priorizar famílias chefiadas por mulheres

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta semana o projeto que institui o programa habitacional Casa Verde e Amarela, substituto do Minha Casa Minha Vida. O decreto que regulamenta o programa foi publicado nesta 6ª feira (15.jan.2021) no DOU (Diário Oficial da União).

A meta do governo é inserir 1,6 milhão de famílias no sistema habitacional até 2024 e promover 400 mil melhorias em unidades existentes.

O programa beneficiará famílias em áreas urbanas com renda mensal de até R$ 7.000, e nas áreas rurais, com renda anual de até R$ 84.000.

Segundo o decreto (íntegra – 139 KB), terão prioridade as famílias:

 

  • que tenham a mulher como responsável pela unidade familiar;
  • de que façam parte: pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes;
  • em situação de risco e vulnerabilidade.

O Ministério do Desenvolvimento Regional poderá “estabelecer outros critérios (…) que busquem refletir situações de vulnerabilidade econômica e social locais”.

O decreto determina que “os atendimentos poderão ser disponibilizados aos beneficiários, sob a forma de cessão, de doação, de locação, de comodato, de arrendamento ou de venda, mediante financiamento ou não, em contrato subsidiado ou não, total ou parcialmente, conforme grupo de renda familiar”.

Os valores destinados a cada família têm os seguintes limites:

  • na produção ou aquisição de imóveis novos ou usados: R$ 110.000,00, (áreas urbanas) e R$ 45.000,00 (áreas rurais);
  • na requalificação de imóveis em áreas urbanas: R$ 140.000,00;
  • na melhoria habitacional em áreas urbanas ou rurais: R$ 23.000,00; e
  • na regularização fundiária em áreas urbanas: R$ 2.000,00.

Os recursos para sustentar o programa vêm das seguintes fontes:

  • Orçamento da União;
  • Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social;
  • Fundo de Arrendamento Residencial;
  • Fundo de Desenvolvimento Social;
  • Fundo de Garantia de Tempo de Serviço;
  • Operações de crédito da União;
  • Contrapartidas financeiras, fiscais ou de serviços de origem pública ou privada;
  • Doações                                                                                                            poder 360.

Bancada evangélica anuncia apoio a Arthur Lira para presidência da Câmara

Deputado Arthur Lira (PP-AL) 

A FPE (Frente Parlamentar Evangélica) declarou nessa 5ª feira (14.jan.2021) apoio ao deputado Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara. O grupo reúne mais de 180 deputados, de 20 partidos.

Em nota assinada pelo presidente da frente, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), a FPE diz que o nome foi aceito pela maioria dos congressistas da bancada. Segundo o comunicado, “raríssimas exceções” não concordaram com o apoio.

A FPE afirma que a decisão levou em conta a “defesa dos princípios cristãos, dos valores morais e do direito à vida em todas as suas etapas, da família tradicional, da independência e protagonismo do poder Legislativo”.

Sendo este o verdadeiro sentimento da maioria absoluta da FPE, suplicamos a Deus que dê sabedoria, graça diante de seus pares e direcionamento ao Deputado Federal Arthur Lira (PP-AL) para que possa, vencendo a eleição, presidir a Câmara dos Deputados nos próximos dois anos, conduzindo e pautando-se pelos princípios e valores da maioria cristã e conservadora da nação brasileira”, lê-se na nota.

O principal adversário de Lira na eleição de fevereiro é Baleia Rossi (MDB-SP). Baleia é o candidato do grupo político do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com apoio da cúpula dos partidos de esquerda.

Tem em torno de si as cúpulas dos seguintes partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PC do B e Rede.

Arthur Lira é líder do Centrão e tem apoio do governo federal. Está em campanha há meses. Já tem em torno de si, além da FPE, um bloco formalizado com PL, PP, PSD, Republicanos, Pros, Podemos, PSC, Avante e Patriota.

Deputados de partidos próximos a Baleia Rossi já sinalizaram voto em Lira. Siglas como PSL, PSDB, PSB e DEM têm sinais de dissidência. A impressão predominante na Câmara é de que, se a eleição fosse hoje, ele seria eleito.

Se todos os 513 deputados votarem, serão necessários ao menos 257 votos para vencer o pleito. Quem for eleito terá mandato de 2 anos no cargo.

Também são candidatos Fábio Ramalho (MDB-MG), Capitão Augusto (PL-SP), André Janones (Avante-MG) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Poder 360.

Caminhoneiros estão divididos e greve de 1º de fevereiro deve ser pontual

Às vésperas da mobilização anunciada por caminhoneiros contra os preços dos combustíveis e o descumprimento da tabela de frete, há uma categoria dividida.

Roberto Stringasi, da ANTB (Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil), diz que o ato marcado para 1º de fevereiro será maior que a greve de 2018.

Segundo o presidente do CNTRCPlínio Dias, a paralisação vem sendo discutida desde dezembro.

Há pressões de todos os lados, com reclamações sobre a relação da categoria com o Ministério da Infraestrutura. Eis a íntegra das reivindicações.

Para alguns segmentos, o grupo está na “UTI” e a insatisfação com o governo Bolsonaro vem crescendo a cada semana. A crise econômica decorrente da pandemia, que fez governadores restringirem o acesso aos Estados, piorou tudo.

Uma das queixas é a aprovação da BR do Mar, que estabelece a cabotagem no ramo de transportes e, da forma como está, pode impulsionar a migração dos caminhoneiros de longa distância para a curta, o que deve saturar ainda mais o mercado.

Outra parte dos motoristas avalia que muitos avanços ocorreram nos últimos anos, como a mudança na política de preços das Petrobras. Se a categoria não se unir nos próximos dias, há tendência de haver paralisações pontuais.

Tanto em 2019 como em 2020 houve tentativas de mobilização para tentar replicar o ato de 2018, mas acabaram não se concretizando.

O Ministério da Infraestrutura afirma que está em contato permanente com as principais entidades da categoria por meio do Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas. Para o órgão, a ANTB não é representativa para falar em nome do setor do como um todo. A associação reúne 4,5 mil caminhoneiros. No Brasil, há 1 milhão de motoristas com registro de Transportador Autônomo de Cargas, segundo ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestre).

“Nenhuma associação isolada pode reivindicar para si falar em nome do transportador rodoviário de cargas autônomo, e incorrer neste tipo de conclusão compromete qualquer divulgação fidedigna dos fatos referentes à categoria”, diz o ministério.

Walace Landim, o Chorão, da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) afirma que está avaliando a possibilidade de aderir à greve. Ele foi uma das lideranças das manifestações de 2018. “Estou conversando para ver a questão da adesão, para saber qual o sentimento da categoria”, declarou ao Poder360“Uma paralisação vai ser a melhor? Tá todo mundo no limite. A gente precisa ter muita seriedade para tomar uma decisão dessa”.

Junior Almeida, liderança do movimento em 2018 e presidente do Sindicam, diz que muitos caminhoneiros estão passando por dificuldades e não vão aderir ao ato deste ano. Em grupos fechados nas redes sociais, os motoristas divergem sobre o tema. É um cenário muito diferente de 2 anos atrás.

alta do diesel foi o que desencadeou na paralisação de 2018, ainda no governo de Michel Temer. A greve durou 10 dias. Interrompeu o fornecimento de combustíveis, a distribuição de alimentos e insumos médicos. Houve prejuízos na casa de R$ 15 bilhões em diversos setores econômicos.

Por causa da pandemia, o preço do óleo diesel no varejo teve queda de 3,30% em 2020, segundo dados do IBGE. Para 2021, os preços dos combustíveis no Brasil sofrem pressão para cima, com expectativa de recuperação da cotação internacional do petróleo.

Poder 360.

Avião parte hoje para buscar 2 milhões de doses de vacina da Oxford

Um avião da companhia aérea Azul vai decolar hoje (14) para a Índia, de onde retornará ao Brasil com dois milhões de doses da vacina contra a covid-19, informou o Ministério da Saúde. 

A aeronave sairá do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 13h, com destino a Recife. Após a escala, partirá direto para a cidade indiana de Mumbai. As vacinas estão previstas para chegar ao Brasil no próximo sábado (16). O avião pousará no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Ao chegar, as vacinas aguardarão o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se reunirá no domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina será distribuída aos estados em até cinco dias após o sinal verde da Anvisa, para, assim, dar início à imunização em todo o país, de forma simultânea e gratuita.

O ministério disse ainda que, além do apoio da Azul, contará com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Gol, Latam e Voepass para a logística de transporte gratuito da vacina para covid-19.

A segurança no transporte das doses pelo Brasil será feita pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa.

“O sucesso da operação de importação demonstra o excelente momento das relações Brasil-Índia e a solidez da Parceria Estratégica bilateral. Os dois países têm mantido, recentemente, frequentes contatos em alto nível, pautados por espírito de solidariedade e cooperação no enfrentamento da pandemia de covid-19”, diz nota conjunta assinada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Aeronave

O avião que partirá hoje para a Índia é um Airbus A330neo, maior aeronave da frota da companhia e estará equipado com contêineres específicos para garantir o controle de temperatura das doses de acordo com as recomendações do fabricante.

Ontem (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo.

A medida alterou outra resolução da Anac, de dezembro do ano passado, que aprovou diretrizes para permitir, em caráter excepcional, o transporte de carga nos compartimentos de passageiros devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Agência Brasil

Empresas avaliam compra de vacinas, reforçam testagens e postergam home office no repique da Covid

Com repique nos casos de Covid-19 e indefinições no calendário de vacinação no Brasil, as empresas começam o ano reforçando medidas de segurança para os funcionários. Além de postergarem a volta aos escritórios, companhias intensificam testagens nas equipes e monitoram as discussões sobre a vacinação para entender se —e, eventualmente, como— poderão adotar um programa de imunização para seus trabalhadores.

Nesta quarta-feira (13), grandes empresários que querem comprar vacinas para a Covid-19 afirmaram ao governo que, para isso, estão dispostos a doar uma parte para o governo.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu em live realizada com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a possibilidade de compra de vacina pela iniciativa privada depois que o SUS estiver abastecido.

“No momento em que a gente cumprir todas as demandas para suprir o SUS e atender a população brasileira, a gente necessita também que a iniciativa privada adquira as vacinas diretamente de laboratórios internacionais ou o excedente do produzido no Brasil e disponibilize na rede privada também”, afirmou. ​

A possibilidade de vacinação na rede privada já entrou no radar das companhias. Na primeira semana de janeiro, a clínica de imunização Vacinar, que atua há mais de 20 anos com o atendimento corporativo em São Paulo, foi procurada por 50 empresas interessadas em informações sobre vacinação de funcionários.

De acordo com o médico e responsável técnico da Vacinar, Roberto Florim, as conversas são preliminares e feitas ao mesmo tempo em que as empresas fecham contratos para a aquisição das vacinas de prevenção contra a gripe.

“O certo é que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a imunização dos funcionários de maneira geral”, afirma Florim.

A clínica não divulga os nomes das interessadas, mas diz que são dos mais diversos setores. A estimativa da Vacinar é que a procura por informação cresça nas próximas semanas, pois o início do ano costuma ser de retomada gradual nas consultas dos clientes após os recessos de final de ano.

Mão enluvada segura seringa. Ao fundo, a palavra vacinas está escrita em uma placa
Laboratório do grupo Hermes Pardini, no bairro Itaim Bibi (SP). Na pandemia, grupo teve aumento de mais de 100% na carteira de clientes corporativos – Eduardo Anizelli – 11.jan.2021/Folhapress

A tendência também é percebida pelo grupo Hermes Pardini. A carteira de clientes corporativos em dezembro de 2020 mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2019. O vice-presidente do grupo, Alessandro Ferreira, afirma que, além do maior interesse por testes de Covid-19, cresce também a demanda por teleconsulta e a busca por acompanhamento mais regular de outras doenças.

Tem mais demanda para monitoramento dos casos de diabetes e hipertensão, por exemplo, que predispõem ao contágio da Covid-19, mas também mais pedidos de monitoramento de saúde mental pesquisas têm apontado aumento de quadro de ansiedade e estresses em home office.

“A procura não é apenas para cumprir obrigações previstas em lei, como acompanhar quem trabalha com produtos químicos, mas uma preocupação generalizada, indicando que há uma mudança de perfil nas prioridades com a saúde”, diz Ferreira.

O grupo tem sido procurado para dar informações sobre vacinação de Covid-19.

“Já estamos pleiteando, junto a algumas fornecedoras, para obter vacinas, porque temos interesse em vacinar nossos colaboradores e disponibilizar aos nossos clientes, que se mostram interessados. Mas ainda não há nada concreto”, afirma.

A multinacional P&G (Procter & Gamble), que tem quatro mil funcionários no Brasil (800 deles em escritório), não descarta a possibilidade de importar vacinas.

“Se houver a disponibilidade de vacinas para empresas privadas e a possibilidade de importação, teríamos interesse na aquisição para a segurança e o bem-estar de nossos trabalhadores”, afirma Fernando Akio Mariya, gerente médico da empresa.

A P&G havia programado o retorno presencial aos escritórios para a primeira quinzena de janeiro. Diante da alta de casos de coronavírus e a identificação de uma mutação mais contagiosa do vírus, a volta foi postergada para fevereiro e poderá ser alterada de acordo com a evolução da doença.

Em dezembro, a P&G estabeleceu uma espécie de quarentena para seus funcionários que retornavam gradativamente ao escritório como prevenção a um possível aumento de contaminação no Natal e no Ano Novo. Agora, analisa se a estratégia foi efetiva.

Homem branco de óculos veste camisa branca, calça jeans e posa ao lado de uma mochila amarela
Danilo Mansano, diretor-executivo da 99Food, afirma que a empresa avalia a possibilidade de vacinar funcionários – Divulgação 99Food

“Iremos usar o mês de janeiro para capturar informações mais precisas e atualizadas sobre os impactos das festas de final de ano no aumento de número de casos e de ocupação de UTI, que sempre foram vetores importantes na tomada de decisão de estarmos ou não no escritório”, afirma Raíssa Fonseca, gerente de RH. ​

A 99 Food, que tem 120 funcionários na área administrativa —todos em home office e sem previsão de retorno aos escritórios—, também tem interesse na aquisição de vacinas. Segundo o diretor-executivo, Danilo Mansano, a empresa tem acompanhado a compra de vacinas na China e estuda como poderia replicar o processo no Brasil.

Mansano afirma que segue protocolos definidos em parceria com o Hospital Sírio Libanês. Quando precisam ir ao escritório, os funcionários são submetidos a controle de acesso, triagem por meio de aplicativo interno e testagens.

Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais
Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais

No início da semana passada, o presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, embarcou para a Índia para conhecer a fábrica da Bharat Biotech, que está desenvolvendo a Covaxin. A entidade tem 200 clínicas de vacina associadas (70% do setor privado naciona) e afirmou que todas são favoráveis às negociações de compra do imunizante.

Nesta semana, ao retornar da viagem, Barbosa afirmou que há uma resposta positiva do mercado corporativo, que tem procurado a associação para subsidiar a imunização de funcionários.

“Se essas vacinas não vierem para o mercado privado brasileiro, não virão nem para o Brasil”, afirma. “A aquisição depende do fim dos trâmites legais junto aos órgãos reguladores brasileiros, fabricante e distribuidora/importadora”.

A Covaxin ainda não obteve autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na Índia, autoridades de saúde recomendam seu uso emergencial.

O hospital Sírio-Libanês afirma que esta acompanhando o processo de liberação e avalia que a prioridade é o setor público em um primeiro momento.

“A instituição entende que há hoje um número limitado de unidades produzidas e, portanto, é fundamental centralizar essa compra no setor público”, afirma, em comunicado.

A discussão sobre vacinas também está sendo acompanhada por indústrias. CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Sesi (Serviço Social da Indústria) avaliam a possibilidade de obter os imunizantes contra a Covid-19, mas afirmam que irão aguardar as devidas orientações do Ministério da Saúde.

Enquanto isso, cresce também a procura por empresas por testagens. Segundo Lídia Abdalla, presidente-executiva do grupo Sabin, a busca deste serviço por empresas teve aumento de 28% em dezembro. O grupo atende indústrias de mineração, telefonia, farmacêutica, energia, construção civil e serviços.

A Dasa Empresas, que reúne laboratórios de diagnóstico, hospitais e uma integradora de saúde, teve aumento de 9,8% em pedidos de testagens de 1º de dezembro a 6 de janeiro. No mesmo período, a carteira de clientes corporativos do grupo cresceu 12,3%.​​

A Volkswagen faz, neste mês, testagem em massa entre seus funcionários. O procedimento começou na semana passada para cerca de 10,5 mil funcionários que atuam nas fábricas em São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté (SP) e em São José dos Pinhais (PR).

Na segunda-feira (11), a testagem foi estendida a funcionários de áreas operacionais da montadora que precisam ir esporadicamente às fábricas. Além de manter 80 medidas de proteção ao coronavírus, que incluem uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, a empresa afirma que segue acompanhando o andamento dos casos de Covid-19 no país e permanece sem data de retorno presencial aos escritórios.

Empresas podem exigir que seus funcionários que tomem a vacina da Covid-19? Advogados trabalhistas ouvidos pela Folha têm posições divergentes sobre essa obrigatoriedade, bem como sobre eventuais sanções aos que se recusarem.

Para a advogada trabalhista do Lopes & Castelo Sociedade de Advogados, Elizabeth Greco, deverá haver diálogo entre empresas, funcionários e sindicatos, e os empregadores deverão investir em medidas de conscientização.

Greco afirma que diante da recusa, dificilmente o trabalhador poderá ser demitido por justa causa, porque este processo tem muitas gradações, como advertências prévias.

Já o advogado Jorge Matsumoto, sócio trabalhista do Bichara Advogados, avalia que, salvo exceções, o funcionário tem a obrigação de se vacinar e poderá sofrer demissão por justa causa.

“Entendo que sim, porque se ele colocar em risco os funcionários, quem vai ser responsabilizada é a empresa”, afirma. “Há para a empresa a obrigação constitucional de proteger seus funcionários.”

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória, desde que exista uma lei nesse sentido. No entendimento da corte, a imunização forçada é proibida, mas o poder público poderá adotar medidas restritivas para evitar a circulação de quem não se imunizar.

A sócia e líder da área trabalhista do Trench Rossi Watanabe, Letícia Ribeiro, pondera que a vacinação de funcionários ainda é um tema em construção.

“O posicionamento do Supremo é um norte importante a ser seguido por todos, inclusive pelas empresas e pelo que a jurisprudência trabalhista deve se firmar”, diz.

A especialista lembra que vacinação compulsória não significa vacinação forçada. Segundo Ribeiro, caso um funcionário que trabalhe presencialmente se recuse a se vacinar e não apresente respaldo científico, o empregador poderá implementar restrições para manter a segurança dos demais funcionários.

“O empregador deverá avaliar medidas de distanciamento social desse funcionário”, afirma.

Apesar das divergências, há um consenso. Todos pontuam que, caso tenha respaldo médico para não se vacinar, como gravidez, alergia a algum componente da vacina ou outro comprometimento, o trabalhador poderá ser dispensado da vacinação.

Deisy Ventura, advogada e coordenadora do doutorado em saúde global da USP, é contrária à comercialização de vacinas contra a Covid-19, mas é favorável que as companhias tenham estratégias para incentivar seus trabalhadores a se vacinarem na rede pública.

“As empresas podem, sim, dizer que querem que seus trabalhadores se vacinem, fazer pressão sobre o governo para que o programa nacional de imunização seja rápido, eficiente, e elas podem instituir penalidades para quem não for se vacinar, com exceções para quando existir uma justificativa do funcionário”, afirma.

A especialista defende que o engajamento do setor privado pode ser decisivo neste momento de pandemia.

“Se o setor privado deixar claro que quer um programa de imunização público, eficiente e rápido, o governo é extremamente reativo ao interesse do empresariado. O engajamento das empresas pode ser decisivo neste momento”.

Questionado pela Folha, o Ministério Público do Trabalho disse que segue analisando o tema e em breve deverá firmar um posicionamento a respeito.

FolhaPress

“Oxigênio acabou e hospitais de Manaus viraram câmara de asfixia”, diz pesquisador da Fiocruz

A situação em Manaus voltou a se agravar nas últimas horas, segundo relato de profissionais que atuam em hospitais da cidade atendendo pacientes de Covid-19.

O pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, afirma que tem recebido vídeos, áudios e relatos telefônicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas.

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, afirma ele.

“Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, diz ainda o pesquisador. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, deve ficar com sequelas cerebrais permanentes.”

A coluna procurou o Hospital Getúlio Vargas. Profissionais da UTI não quiseram comentar a informação, desviando a chamada para o ramal da direção da instituição, que não atendeu.

Na recepção, a atendente disse que ninguém no hospital poderia conversar com a reportagem pois a situação era “de emergência”.

A coluna conversou também com profissionais da área de saúde que afirmam que a situação é dramática e muitas pessoas ainda vão morrer já nas próximas horas por falta de assistência.

Uma das profissionais disse, chorando, que os pacientes estão sendo “ambuzados”, ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, já que os respiradores estão sem oxigênio.

De acordo com ela, cada profissional consegue ambuzar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

Mônica Bergamo – FolhaPress

Ibovespa abre em alta à espera de estímulos americanos

O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.

Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.

Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.

Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).

Na Alemanha, o PIB de 2020 fechou com queda de 5% ante expectativa de retração de 5,2%. As estimativas para 2021 é de crescimento de 3,5%,, o que deve adiar para 2022 a volta aos níveis pré-pandemia. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX sobe cerca de 0,2%.

No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.

No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.

Na bolsa, as ações da Vale (VALE3) impulsionam o Ibovespa, com alta de mais de 1%, enquanto as da Petrobras (PETR3 e PETR4) pressionam negativamente, em linha com a desvalorização do petróleo.

No mercado de câmbio, o dólar se desvaloriza contra as principais moedas emergentes em meio ao otimismo por estímulos. Depois de fortes desvalorizações na última semana, o real chega a seu terceiro pregão seguido de apreciação.

Exame

Ministério da Saúde sabota vacinação e troca vacina por cloroquina

Parece claro que o Ministério da Saúde está deliberadamente sabotando a vacinação contra Covid-19 no Brasil.

A pasta divulgou em seu perfil nas redes sociais uma campanha promovendo o tratamento precoce com a hashtag #naoespere.

Paralelamente, como O Antagonista mostrou, ativistas bolsonaristas fizeram um vídeo defendendo a mesma pauta, usando a mesma tag #naoespere, e sugerindo que as pessoas parem de usar máscaras.

A despeito do gosto duvidoso, o vídeo mostra uma produção técnica profissional, levantando a suspeita de que possa ter recebido apoio financeiro ou técnico do Palácio do Planalto.

Como se não bastasse, o ministério da Saúde abriu mão de receber ainda em dezembro (via aérea) 20 milhões de seringas para imunização. E agora se depara com a escassez do material.

O Antagonista

SINE-RN tem 108 vagas de empregos nesta quinta-feira (14)

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas, através do SINE-RN, oferece hoje 108 vagas de emprego para Natal e Região Metropolitana (RM), Santa Cruz e região e São José do Mipibu e região.

Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.

Neste momento, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Sine-RN está com atendimento presencial realizado mediante agendamento.

Em Natal, os telefones para agendamento da unidade matriz, em Candelária, são: (84) 3190-0783, 3190-0788, 98106-6367 e 98107-4226.

Os agendamentos e atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.

Siga o Sine-RN no Instagram: @sine.rn

VEJA AS OFERTAS DE VAGAS DE EMPREGO POR OCUPAÇÃO:

NATAL e GRANDE NATAL – (80 Vagas Permanentes)

ATENDENTE DE BALCÃO      02
ATENDENTE DE MESA  01
AUXILIAR ADMINISTRATIVO 02
ENCARREGADO DE SEÇÃO DE CONTROLE DE PRODUÇÃO 01
LEITURISTA       05
LUBRIFICADOR DE AUTOMÓVEIS  01
PROMOTOR DE VENDAS       60
TÉCNICO AGRÍCOLA    01
TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO (INSTALAÇÃO)   02
TÉCNICO ELETRÔNICO 01
VENDEDOR PRACISTA  04

NATAL e GRANDE NATAL – (26 Vagas Temporárias)

AJUDANTE DE OBRAS  04
AJUDANTE DE PINTOR 06
AUXILIAR DE ENCANADOR   02
AUXILIAR DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA E HIDRÁULICA     04
ELETRICISTA      03
ENCANADOR      02
ENCANADOR INDUSTRIAL    02
PINTOR DE OBRAS      01
TÉCNICO DE PROJETO (ELETROTÉCNICO)      01
TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO       01

SANTA CRUZ e região

CONSULTOR DE VENDAS     01

SÃO JOSÉ DE MIPIBU e região

OPERADOR ELETROMECÂNICO    01

Assecom RN

Momento histórico para o mundo das comunicações do Estado, a família de Carlos Alberto volta a comandar a TV Ponta Negra

A família cresceu, mas o sonho inicial de manter vivo os ideais do comunicador Carlos Alberto continuam firmes, na memória de todos.

Em 1987, conheci de perto esse símbolo de união e força, quando participei de um programa de televisão, no famoso morro, onde ficava a torre.

De lá pra cá, foi amor pela comunicação e também pela família de dona Mirian de Sousa, uma mulher que vive para fazer o bem sem olhar a quem.

A TV Ponta Negra, uma benção para o Rio Grande do Norte, havia sido adquirida há 7 anos pelo grupo do plano de saúde Hapvida.

Esse grupo de uma hora para outra mudou de negócios e a emissora voltou para as mãos dos verdadeiros donos, a família de Carlos Alberto Sousa.

Os herdeiros do ex-senador festejaram muito esse novo momento, assinaram o contrato que garantiu o controle acionário da afiliada do SBT, no Rio Grande do Norte.

Dona Miriam de Sousa reassume a presidência e Micarla de Sousa reassume a superintendência da emissora. Com esse retorno, a família, em especial Micarla, cumpre o compromisso assumido com seu pai e Deus se revela novamente na vida dessa família.

 

Por Gilson Moura

Diretor do Enem morre de Covid

Morreu hoje, aos 59 anos, de Covid-19, o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, que coordena o Enem.

Ele estava em tratamento em Curitiba desde dezembro.

O exame está marcado para o próximo domingo e há pressão pelo adiamento.

Abaixo, a nota de pesar do Inep:

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do órgão desde agosto de 2019. O diretor faleceu na tarde desta segunda-feira, 11 de janeiro, em Curitiba (PR). 

 

Carlos Roberto tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro. À frente da Diretoria de Avaliação da Educação Básica, coordenou as equipes envolvidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), entre outros. O diretor participou ativamente da concepção do Enem Digital e do Novo Saeb, principal projeto a que se dedicava nos últimos meses. 

A presidência do Inep, em nome de todos os seus colaboradores, agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep.”

O antagonista.