Dimas Covas, o presidente do Instituto Butantan, disse que há risco de a pandemia de Covid-19 em 2021 ser pior do que em 2020, se não forem adotadas medidas para conter os casos e aumentar a compra de vacinas o quanto antes.
Covas também criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro no combate ao novo coronavírus e disse que o Ministério da Saúde não comprou doses suficientes da Coronavac, a vacina produzida pelo instituto em parceria com a Sinovac chinesa –única disponível hoje no país.
O presidente do Butantan, informa a Folha, deu as declarações em uma live da XP Investimentos, fechada para clientes da corretora, nesta terça-feira (19).
Segundo participantes do evento, Covas também disse ver como inevitável a mudança do estado de São Paulo para a fase vermelha, a mais restritiva de seu plano de combate à Covid-19.
A vacinação de índios em aldeias começou nesta 3ª feira (19.jan.2021) em Umariaçu 1, a cerca de 5 km da cidade de Tabatinga, no Amazonas. A 1ª indígena da aldeia a receber a vacina contra o coronavírus foi Isabel Bruno Cezário, 68 anos, da etnia Ticuna.
Ao Poder360, Isabel Bruno Cezário disse que não teve medo da vacina, e que sempre que tem campanha de vacinação ela comparece.
Isabel Cezério, 68 anos, da etnia Ticuna, foi a 1ª a receber a vacina contra a covid-19Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021
A aldeia Umariaçu 1 faz parte do distrito Alto Rio Solimões, onde vivem aproximadamente 70.000 indígenas. É o 2º maior DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) do país e foi lá que os primeiros casos de covid-19 foram registrados entre a população indígena aldeada.
A Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) estima que 35.000 indígenas do Alto Rio Solimões têm mais de 18 anos e podem receber a vacina contra o novo coronavírus. A imunização será voluntária. Os indígenas serão cadastrados previamente.
O objetivo da operação do Ministério da Defesa era vacinar 1.036 pessoas ainda nesta 3ª feira (19.jan). Porém, poucos índios apareceram por causa da chuva na região. Profissionais de saúde relataram que muitos da comunidade ainda têm medo da vacina.
Eis algumas fotos feitas pelo repórter fotográfico do Poder360Sérgio Lima de indígenas da aldeia Umariaçu 1 no momento em que eram vacinados:
Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021
Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021
Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021
A OPERAÇÃO
Um avião da Força Área partiu de Brasília na 2ª feira (18.jan.2021) com uma equipe de militares, profissionais médicos, servidores da Sesai e cerca de 20 profissionais da imprensa. A equipe pernoitou em Manaus e depois seguiu para Tabatinga. Para a cidade, foram destinadas 1.000 doses da CoronaVac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.
Todos os membros da comitiva precisaram fazer exame PCR para detectar a presença de coronavírus antes de se cadastrar para a viagem, e um novo exame de sangue foi realizado na base aérea de Brasília, para detectar anticorpos.
O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou nesta 3ª feira (19.jan.2021) a sua candidatura à presidência do Senado. O político é apoiado pelo atual presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente Jair Bolsonaro.
Em texto (íntegra – 128 KB), apresentado no ato de lançamento da candidatura, o senador diz que, se eleito, vai buscar “garantir as liberdades, a democracia, as estabilidades social, política e econômica do país, bem como a segurança jurídica, a ética e a moralidade pública, com respeito às Leis e à Constituição Federal”, além de “preservar a independência do Senado Federal”.
Sua candidatura ocorre um dia depois de Bolsonaro voltar a falar que a democracia no país depende das Forças Armadas. Sem mencionar Alcolumbre, o senador prometeu manter “méritos e avanços da gestão atual”.
Ainda no texto, sem Pacheco diz que caso venha ser o presidente do Congresso, terá como “meta a ser atingida uma sociedade justa e livre, desprovida de preconceitos e discriminação de qualquer espécie”.
O senador diz ainda que terá como foco imediato da atuação legislativa do Senado o trinômio: saúde pública, crescimento econômico e desenvolvimento social. “Com o objetivo de preservar vidas humanas, socorrer os mais vulneráveis e gerar emprego, renda e oportunidades aos brasileiros e brasileiras, sem prejuízo de outras matérias de igual relevância, que merecerão, a seu tempo, atenção e prioridade.”
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou, em ofício enviado ao MPF (Ministério Público Federal) nesta 3ª feira (19.jan.2021), que adiou de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil.
O adiamento se deve ao atraso da chegada de insumos para a produção da vacina. Essa matéria-prima deverá ser importada da China.
O MPF acompanha as estratégias de vacinação contra a covid-19 no país. Em 11 de janeiro, o órgão solicitou à presidência da Fiocruz esclarecimentos sobre o cronograma de entrega tanto dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas da Índia quanto do quantitativo que terá sua fabricação finalizada no Brasil pela Fiocruz, a partir da importação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) de uma parceira da AstraZeneca na China.
Em resposta, a Fiocruz diz que o 1º lote do insumo tem chegada prevista para 23 de janeiro. No entanto, a fundação está “ainda aguardando confirmação”. Informa ainda que as primeiras doses produzidas com essa matéria-prima deverão ser entregues ao Ministério da Saúde somente no início de março.
O documento é assinado por Mauricio Zuma Medeiros, diretor do Instituto Biomanguinhos, produtor de imunobiológicos da Fiocruz.
Zuma afirma ser necessário mais de um mês para o fornecimento das doses pois, além do tempo de produção do imunizante a partir da chegada do insumo, as doses fabricadas nacionalmente precisarão passar por testes de qualidade que demorarão quase 20 dias.
“Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março de 2021, partindo da premissa de que o produto final e o IFA apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde). Importa mencionar que o período de testes, relativos ao controle de qualidade, está estimado em 17 dias, contados da finalização da respectiva etapa produtiva, acrescidos de mais 2 dias de análise pelo INCQS”, diz o diretor no ofício.
A mudança deve atrasar a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, que já sofre com incertezas quanto à importação das doses para a produção da CoronaVac, que devem vir da China.
O ofício deixa claro ainda que se o insumo necessário para produção da vacina não chegar em janeiro, ou se as doses não passarem nos testes de qualidade, o prazo de entrega da vacina pode ser esticado ainda mais.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, a AstraZeneca afirmou que “está trabalhando atualmente para apoiar o desenvolvimento da produção no Brasil de 100,4 milhões de doses da vacina e liberar os lotes planejados de IFA para a vacina o mais rápido possível”.
A Fiocruz divulgou a seguinte nota:
“Embora ainda dentro do prazo contratual em janeiro, a não confirmação até a presente data de envio do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) poderá ter impacto sobre o cronograma de produção inicialmente previsto de liberação dos primeiros lotes entre 8 e 12 de fevereiro. O cronograma de produção será detalhado assim que a data de chegada do insumo estiver confirmada. Ainda que sejam necessários ajustes no início do cronograma de produção inicialmente pactuado, a Fiocruz segue com o compromisso de entregar 50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021.”
ENTREGA DE FORMA ESCALONADA
O ofício também traz a informação de que os lotes de insumos serão entregues de forma escalonada, a cada duas semanas, num total de 30 remessas com insumos suficientes para a produção dos 100,4 milhões de doses.
“A chegada do primeiro lote do IFA está prevista para o dia 23/01/2021, mas ainda aguardando confirmação, e, a partir desta data, serão entregues mais 30 (trinta) lotes, em intervalos de 2 semanas, resultando na quantidade suficiente para a produção de 100,4 milhões de doses da vacina acabada”, diz.
A Fiocruz também afirma já estar com uma linha de envase pronta para entrar em funcionamento a partir da chegada do insumo e que uma 2ª linha entrará em operação em março.
DOSES DA ÍNDIA
No ofício enviado ao MPF, a Fiocruz informa ainda não saber a data de envio dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas do Serum Institute da India.
Nesta 3ª feira (19.jan.2021), o governo da Índia divulgou que começará a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir de 4ª feira (20.jan). O Brasil, que espera receber 2 milhões de doses do imunizante, ainda não aparece na relação.
A importação de doses prontas foi uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para tentar antecipar o início da vacinação com o imunizante de Oxford/AstraZeneca. A estimativa era de que as doses chegassem ao Brasil no sábado, mas a operação foi frustrada pelo governo indiano, que não autorizou o envio da remessa.
“No presente momento, não é possível precisar a data de chegada das doses da vacina Covishield aqui no Brasil. Isto porque, embora a carga contendo essas doses já esteja disponível, negociações diplomáticas, entre os governos da Índia e do Brasil, ainda se encontram pendentes de ajuste final para autorização do processo de envio para o Brasil. Por fim, destacamos que o agente de cargas já foi contratado e aguarda apenas autorização para a operacionalização do transporte para o Brasil”, diz o ofício da Fiocruz.
A Petrobras reajustou o preço médio do litro da gasolina vendida nas refinarias em 7,6%. Os novos valores começam a vigorar nesta 3ª feira (19.jan.2021).
O novo valor para as revendedoras será de R$ 1,98, cerca de R$ 0,15 mais caro que valor praticado em 2020. O reajuste para o consumidor é imprevisível, já que depende da política das empresas distribuidoras. O diesel não terá reajuste.
“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. No ano de 2020, o preço médio da gasolina comercializada pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro”, esclareceu a companhia.
Este é o 1º reajuste sobre a gasolina em 2021. Em 29 de dezembro, foi realizado o último aumento, de 5%, elevando o valor para R$ 1,84.
Segundo a Petrobras, dados do Global Petrol Prices, referentes a 11 de janeiro, indicavam que o preço médio ao consumidor de gasolina no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 países pesquisados, estando 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro (R$ 5,56).
De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), feito na semana de 10 a 16 de janeiro, o litro médio da gasolina comum no país custava R$ 4,572; o do diesel, R$ 3,685; o do etanol, R$ 3,202, e o botijão de 13 kg, R$ 76,50.
Bruno Covas (PSDB) fez hoje uma sessão complementar de radioterapia para tratar o câncer na cárdia (região entre o estômago e o esôfago) e anunciou uma licença de 10 dias para repouso.
“Hoje completei mais uma etapa do meu tratamento. Foram 24 sessões diárias de radioterapia. Agora, por recomendação médica, tenho que me afastar do trabalho por 10 dias. Nesse período desejo sucesso ao Prefeito em exercício Ricardo Nunes. Estarei à disposição dele se necessário. Sexta que vem retorno à Prefeitura. Obrigado a todos pela compreensão e carinho”, afirmou o prefeito.
“O prefeito Bruno Covas completou hoje, dia 18, uma nova etapa de seu tratamento. Foi submetido à sessão complementar de radioterapia. O prefeito deverá reservar os próximos 10 dias para repouso e cuidados pessoais. Após este período está prevista a continuidade do tratamento com imunoterapia e exames de controle. O prefeito Bruno Covas vem sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer e Dr. João Luis Fernandes da Silva”
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta 2ª feira (18.jan.2021) que o agravamento da pandemia de covid-19 e o aumento de mortes em Manaus coincide com o momento de chuvas intensas no Amazonas e a alta umidade do ar –de 94% nesta 2ª feira (18.jan)–, pois, segundo ele, que prejudica a atividade pulmonar.
Para o ministro, o mesmo pode ocorrer em outras regiões a partir da chegada do inverno, começando pelo Norte, Nordeste e, depois, o Centro-Sul.
“A 2ª onda é o que está acontecendo na Europa, Italia, Alemanha, Reino Unido, exatamente o que estou falando: inverno europeu que coincide com momento das novas chuvas intensas da Amazônia e em parte do Nordeste. Sabe a umidade do ar em Manaus hoje? Procurem no Google. Umidade do ar é quase água, 99 ponto não sei quanto. O tempo todo. Imaginem então o grau de dificuldade da atividade pulmonar”, afirmou.
Sem explicar de onde tirou a informação, Pazuello continuou. “Por essa questão temos agravamentos das SRAG em Manaus. Coincide com mesmo tempo que estão acontecendo as coisas na Europa e EUA. Isso sim pode se replicar para outros Estados, agora, do Norte, Nordeste e pode se replicar, quando chegarmos perto do inverno, região Centro-Sul.”
Para o ministro, Manaus vive a 2ª onda da covid-19, “tão grave quanto a primeira e com maior numero de mortos”. Para Pazuello, a 2ª consiste na soma “da busca por atendimento de covid-19 com a chegada de doenças não tratadas do ano de 2020”.
“Aquelas pessoas que não conseguiram tratar as suas doenças e cirurgias eletivas elas estão chegando no seu limite e estão buscando atendimento, e o atendimento está impactado pela covid. Quando esses 2 vetores se encontram, nós temos a 2ª onda, com mais mortos do que a 1ª onda”, disse.
“O número de mortos hoje em Manaus em 1 dia é de 180, onde normalmente está em 26, 30. Desses 180, 80 são covid, 100 já são das cirurgias eletivas não feitas e outras doenças que agravaram”, completou.
O ministro disse ainda que o “sistema de Saúde Manaus já é quase colapsado normalmente”. “Trabalha com 70% a 80% de ocupação. São 2 milhões de habitantes com pouquíssima saúde. Ao longo do tempo não se investiu como deveria, e isso agrava o colapso”, disse.
Para o ministro a única medida eficaz diante do avanço de uma 2ª onda no país é de fato o início da vacinação contra o coronavírus
“Por isso estamos tão ávidos por receber e distribuir vacinas, para imunizar população brasileira. Desenvolvimento de antivirais está acontecendo no mundo, e principalmente manter estrutura que foi criada e leitos ativos nessas regiões que poderão sofrer o impacto”, disse.
“É preciso utilizar a técnica do atendimento precoce. Temos que difundir isso todos os dias em todos os meios de comunicação para que a gente possa permitir que as pessoas tenham chance de nao agravar. Vários remédios deram algum tipo de resultado e os médicos sabem o que deve ser prescrito para os pacientes”, defendeu.
Assista à entrevista desta 2ª feira (52min36s):
FALTA DE OXIGÊNIO FOI “SURPRESA”
O ministro da Saúde disse ainda que tanto o governo do Amazonas, quanto o governo federal receberam com “surpresa” a possibilidade de poder acabar o estoque de cilindros de oxigênio no Estado.
O ministro disse que a pasta vinha monitorando o aumento de casos e óbitos em Manaus desde dezembro e que em 4 de janeiro enviou uma equipe para fazer o diagnóstico da situação do Estado. Em 8 de janeiro, o ministério teve conhecimento, a partir de uma carta da fornecedora White Martins, da possibilidade de falta de oxigênio nos hospitais e decidiu adotar medidas para mitigar a crise na rede de saúde de Manaus.
“No dia 8 de janeiro nós tivemos a compreensão, a partir de uma carta da White Martins, de que poderia haver falta de oxigênio se não houvesse ações para que nós mitigássemos o problema, mas aquela foi uma surpresa tanto par ao governo do Estado quanto para nós. Até então, o assunto oxigênio estava equilibrado, mas a velocidade das internações foi muito grande. O consumo quintuplicou”, disse.
“No dia 10 de janeiro, o governador determinou, por sugestão minha, a abertura do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle do Governo do Amazonas). A partir daquele momento nos passamos a coordenar todos os trabalhos junto com o governador e prefeitura. Juntos, porque não existe solução na Amazônia senão a união de esforços dos 3 níveis de Poder.”
Apesar do Ministério estar ciente e de dizer que estava adotando medidas, a ações não foram suficientes para evitar que a situação do sistema de saúde amazonense se agravasse na última 6ª feira (15.jan.2021), quando o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus. Ainda não é possível ter dimensão do número de mortos por covid-19 por causa da falta de oxigênio.
ATENDIMENTO PRECOCE
Na entrevista, o ministro voltou a defender o tratamento precoce da covid-19, mas evitou mencionar o uso da hidroxicloroquina. Pazuello disse ainda que não se pode confundir a orientações sobre o atendimento precoce “com a definição de que remédio tomar”.
“Para piorar a situação, vocês sabem como tenho divulgado desde junho, o atendimento precoce. Não confunda o atendimento precoce com definição de que remédio tomar. Nós defendemos e orientamos que a pessoa doente procure imediatamente o posto de saude. procure o médico e o médico faça o atendimento precoce. Que remédios o médico vai prescrever isso é foro íntimo do médico com o paciente. O ministério não tem protocolos sobre isso. Não é missão do ministério definir protocolo”, disse.
“Tratamento é uma coisa, atendimento é outro”, completou.
O presidente Jair Bolsonaro e outros ministros também já incentivaram o uso do medicamento no tratamento da doença diversas vezes em vídeos e em redes sociais.
“A senhora nunca me viu receitar às pessoas para tomarem este ou aquele remédio. O governo federal seguirá distribuindo cloroquina quando solicitado por Estados e municípios. Nunca recomendei medicamentos para ninguém, nunca autorizei protocolo”, declarou.
VACINA DA ÍNDIA
O governo federal tem enfrentado dificuldades em importar a vacina desenvolvida pela desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford produzida na Índia pelo laboratório indiano Serum. A importação do imunizante foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2 de janeiro.
A expectativa era de que as 2 milhões de doses vacinas chegassem ao Brasil sábado (16.jan), no entanto, houve atraso. O diretor-executivo do laboratório indiano Serum Institute, Adar Poonawalla, disse na 6ª feira (15.jan.2021) que a Índia só deve enviar o imunizante ao Brasil daqui a duas semanas. Afirmou que a prioridade do laboratório sempre foi a vacinação da população local.
Pazuello disse que ainda está em negociação com a Índia, mas que o “fuso horário” entre os 2 países complica a conversa. No entanto, disse que um acordo sobre o envio das doses da vacina deve ser definido nos próximos dias.
“Todos os dias estamos tendo reunião com a índia. O fuso horário é muito complicado. Estamos recebendo sinalização de que isso deverá ser resolvido nos próximos dias nesta semana, nao há resposta oficial de saída até agora. Está sinalizado nos próximos dias desta semana da carga para cá. Estamos contado com esses 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda essa situação”, declarou.
“ECONOMIA NÃO PODE PARAR”
Pazuello disse também que o governo tem que apoiar os governadores e prefeitos com a difícil decisão de equilibrar as medidas restrições para controlar a pandemia e a manutenção da atividade econômica.
“O importante é que a economia não pode parar. Se parar, vamos acelerar a 4ª onda. [A 4ª onda] É o choque no emocional das pessoas, depressão, automutilação, suicídio, todos [os danos] causados pela queda da capacidade de manter a própria família e de se manter.”
Padre João Medeiros Filho
É conhecido o quadro intitulado “A Verdade saindo do poço”, do pintor francês Jean Léon Gerôme. A obra é inspirada numa antiga parábola de origem judaica. Ela narra que a verdade e a mentira, em um dia ensolarado, saíram para caminhar e encontraram um poço. Resolveram banhar-se, pois a temperatura da água estava convidativa. Cada uma tirou a roupa, e entraram n’água. Em dado momento, a mentira maliciosa, aproveitando-se da distração e pureza da verdade, esgueirou-se e vestiu as roupas de sua acompanhante. Quando esta terminou o seu banho, sentiu-se ludibriada e recusou-se a usar os trajes da mentira. Saiu desnuda pelos campos e aldeias para desmascarar a rival. A mentira vestida, passando-se pela verdade, era acolhida pela população. Entretanto, ouviam-se impropérios e condenações contra a enganada e traída, que estava despida. Moral da história: não raro, as pessoas estão mais propensas a acatar a mentira com aparência de verdade do que enfrentar a realidade nua e crua.
Eis uma metáfora dos seres humanos – frequente nos dias atuais – em que notícias falsas soam como verídicas, mostrando-se com trajes enganosos. Aquilo que é ostentado com requinte na mídia ou nas redes sociais, nem sempre é autêntico ou goza de veracidade. Hoje, muitos consomem tempo e dinheiro com ostentações, que podem ocultar situações desprezíveis, individuais e sociais. A maquiagem (particular e pública) vem se tornando um artigo indispensável, no dia a dia de vários indivíduos. A aparência ardilosa e ilusória está se tornando cada vez mais constante. Por exemplo, atualmente, não faltam procedimentos estéticos e cirúrgicos para dissimular imperfeições ou aspectos não aceitáveis. Esteticistas e cirurgiões plásticos passam a exercer um papel crucial na busca da felicidade de muitos. É uma das aplicações da parábola aqui citada. Tenta-se apresentar o inverídico e dissimulado como verdadeiro e real. Isso acontece também na política e na vida pública. A inverdade camufla-se no sofisma, “o qual é a forma sutil e aparentemente científica da mentira”, segundo o filósofo Duns Escoto.
Outra característica do momento é a exposição da imagem. Há tecnologias e meios de comunicação especializados em produzir disfarces. O “photoshow” tornou-se um instrumento corriqueiro. Fotos veiculadas nas redes sociais e na mídia são produzidas para provocar impacto e, na medida do possível, iludir. Existem alguns deontologistas pregando a Ética da Estética diante do que é “fake” (em difusão de notícias, publicidades, comportamentos etc.). Há os que exultam com certas imagens buriladas e sequer perguntam se correspondem ao real. Não faltam aqueles que teimam em disfarçar seus cabelos brancos, como se isso conseguisse modificar a idade cronológica. O mesmo tipo de dolo acontece no mundo do marketing, dos relacionamentos, da política, da religião etc. Infelizmente, nos tempos de hoje, reina a cultura da falsidade. E a maioria das pessoas se acomoda a este estilo de vida. Por vezes, somos preparados para esconder nossa verdadeira condição e a viver das aparências. Cristo já alertava: “Que o vosso sim seja sim, e o vosso não seja não. O que passa disso vem do Maligno.” (Mt 5, 37).
É próprio do ser humano querer revelar um conceito de si mesmo diferente da realidade. Nem sempre somos tão bons, justos, generosos, honestos e leais como pensamos e desejamos que os outros acreditem. Isso já era denunciado pelo Mestre da Galileia, diante da hipocrisia de seus contemporâneos. “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados, por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossadas e podridão. Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e iniquidade.” (Mt 23, 27). Dar-se conta disto é o caminho para se chegar à verdadeira ipseidade. O mundo das aparências traz consigo o peso da escravidão. Assim também é na vida pública, familiar e social. Descobrir a verdade sobre nós mesmos, sobre aquilo que nos cerca, é o início da nossa libertação. Santo Anselmo, arcebispo de Cantuária (século XI), pregava: “a verdade é filha predileta de Deus e a mentira procede do demônio!”
Em meio à pressão pelo afastamento do presidente Jair Bolsonaro, um perfil no Twitter que monitora o posicionamento de congressistas nas redes sociais aponta que 108 deputados são favoráveis e 46 são contrários ao impeachment.
A contagem foi atualizada na manhã desta 2ª feira (18.jan.2021). No domingo (17.jan), eram 106 deputados a favor do impedimento e 42 contrários.
Eis o placar:
O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), promoveu a ideia ao afirmar que somente sabendo qual a posição de cada deputado seria possível abrir um processo para a retirada de Bolsonaro do cargo.
“É preciso abrir o placar do impeachment com o nome de todos os deputados federais e começar a pressão dos eleitores sobre cada um deles, por todos os meios. Sem isso, o afastamento não vai acontecer”, afirmou Haddad.
O perfil chamado “SOS impeachment” existe desde 2019, mas inaugurou o placar na 6ª feira (15.jan). Para compor o resultado, os administradores monitoram as redes sociais dos deputados para conferir se eles se posicionaram em relação ao tema.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que é “inevitável” discutir o tema “no futuro”.
“Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do ministério da Saúde”, afirmou Maia.
O presidente da Câmara tem sofrido pressão para iniciar um processo de impedimento contra Bolsonaro por causa da gestão da pandemia.
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que a eleição para presidente da Casa será em 1º de fevereiro e sem votação remota. Trata-se de uma derrota para Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, e uma vitória para Arthur Lira (PP-AL), candidato ao cargo.
A Câmara tem se reunido e votado projetos remotamente desde março de 2020 por causa da pandemia. Os deputados participam das atividades por meio de seus celulares. Foi a forma encontrada de continuar funcionando sem promover aglomerações que poderiam ajudar a espalhar o coronavírus.
A votação, porém, foi por acordo. Diferentemente da eleição para presidente da Câmara, em que há forte disputa.
Havia uma controvérsia sobre o formato da eleição. No Twitter, Arthur Lira se disse contra a possibilidade de votação remota. O deputado de Alagoas também afirmou que, se a votação fosse feita desse jeito, líderes partidários teriam a possibilidade de coagir o voto de deputados.
Houve uma consulta do PP, partido de Lira, à Mesa sobre o assunto. A eleição para presidente da Câmara é secreta. Rodrigo Maia defendia que deputados do grupo de maior risco para covid-19 pudessem votar remotamente.
“Decidiu-se, por maioria, contra o meu voto, não ter nenhuma flexibilidade de votação remota para os deputados e deputadas no grupo de risco”, disse Rodrigo Maia. “Vamos ter que trazer parlamentares de 27 Estados”, disse o deputado. “Eles vão trazer e levar o vírus para seus Estados”.
Ele afirmou que o pleito poderá ser realizado à noite. “Acho que com o voto eletrônico é mais fácil. Achei até que uma parte lá, contaminada pelo governo, ia pedir o voto impresso”, declarou.
A fixação do pleito em 1º de fevereiro também foi uma vitória de Lira. O grupo do deputado temia que o resultado da eleição do Senado interferisse na Câmara.
Na Casa Alta, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é franco favorito. Ele é o candidato preferido do governo federal, assim como Lira é na Câmara. Se Pacheco for eleito antes da votação na Câmara, os aliados de Baleia Rossi (MDB-SP) usariam como argumento para tentar virar votos que seria pouco saudável para o Legislativo ter os 2 presidentes próximos do Palácio do Planalto. Baleia tem o apoio de Maia.
As decisões sobre a eleição foram por 4 a 3. Arthur Lira tem 4 aliados entre os 7 titulares da Mesa Diretora. O Poder360 lista a seguir todos os integrantes e marca os que são próximos do candidato do PP:
Bivar e Fufuca participaram por videoconferência. Os demais foram presencialmente à Câmara dos Deputados. Alguns deputados que não fazem parte da Mesa assistiram à reunião: Luís Tibé (Avante-MG), Margarete Coelho (PP-PI) e Arthur Maia (DEM-BA), todos aliados de Lira.
CONTEXTO
Além de Lira e Baleia, outros candidatos se lançaram na disputa. São eles:
A eleição, porém, está polarizada nos 2 principais nomes. Lira é líder do Centrão e se aproximou de Jair Bolsonaro ao longo de 2020. Baleia tem o apoio do grupo de Maia e das cúpulas dos principais partidos de esquerda.
Se a eleição fosse hoje, o vencedor provavelmente seria Lira. O caso do PSL mostrou que o partido tem 32 deputados simpáticos à candidatura do pepista, apesar de a cúpula estar com Baleia. Também há indícios de infidelidade partidária em outras siglas próximas ao deputado do MDB, como PSB, PSDB e DEM.
Quem vencer a disputa terá mandato de 2 anos à frente da Casa. Para ser eleito são necessários ao menos 257 votos, se todos os 513 deputados votarem.
É importante para o governo federal ter um aliado no cargo porque é o presidente da Câmara que decide quais projetos os deputados analisarão e quando. Se Jair Bolsonaro quiser, por exemplo, afrouxar as leis ambientais, a proposta só sai do papel se os presidentes de Câmara e Senado pautarem.
O presidente Jair Bolsonaro fez críticas nesta 2ª feira (18.jan.2021) a uma questão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que tratou sobre a diferença salarial entre os jogadores de futebol Marta e Neymar. “Não tem que ter comparação. Futebol feminino ainda não é uma realidade no Brasil”, disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta 2ª feira (18.jan.2021) a liberação do uso emergencial da CoronaVac, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
“A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui”, disse o presidente a apoiadores, quase 24 horas depois do aval da Anvisa.
“Então está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil”, disse Bolsonaro.
A declaração foi uma resposta a ato do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nesse domingo (17.jan). Em evento organizado e preparado para maximizar o momento, o tucano aplicou grande derrota política ao presidente ao mostrar para o Brasil inteiro, ao vivo, a primeira pessoa a receber uma dose da CoronaVac.
O governador disse que o domingo foi o “Dia V”, da vacina e da vida, “daqueles que valorizam e trabalham pela vida”. A declaração foi feita minutos depois de a 1º brasileira ser vacinada, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com a CoronaVac.
MUDANÇA DE TOM
Desde o início do processo de submissão de dados à Anvisa, um imbróglio se instalou entre o governo federal e o governo de São Paulo. Aposta de Bolsonaro, o transporte do imunizante da AstraZeneca travou na última etapa.
Isso porque o governo federal anunciou que um avião da companhia Azul buscaria 2 milhões de doses na Índia, mas problemas logísticos atrapalharam o plano. Com a aprovação da CoronaVac pela Anvisa, o imunizante chinês foi o 1ª distribuído no Brasil.
A adesão do governo Bolsonaro à vacina não foi unânime desde o início. No fim de outubro, o Ministério da Saúde chegou a anunciar que compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. O protocolo de intenções que estabelece as condições da compra foi assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. Um dia depois, Bolsonaro afirmou que cancelou o acordo.
Agora, o governo federal voltou a considerar o imunizante chinês e o incluiu no plano de vacinação.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a governadores que a campanha nacional de vacinação contra a covid-19 será antecipada para ter início ainda nesta 2ª feira (18.jan.2021), a partir das 17h. O cronograma inicial era de começar a aplicar os imunizantes às 10h de 4ª feira (20.jan).
As vacinas a serem aplicadas são as do Butantan com a Sinovac (batizadas de CoronaVac). O imunizante da Fiocruz (em parceria com AstraZeneca e Universidade de Oxford) ainda não está disponível no país, mas também integrará o plano de vacinação. As duas substâncias foram aprovadas para uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesse domingo (17.jan).
A 1ª fase do plano de vacinação prevê a aplicação de 6 milhões de doses da CoronaVac em 3 milhões de pessoas do grupo de maior risco para a covid-19. Eis os grupos que serão imunizados 1º:
idosos acima de 60 anos em instituições como asilos;
pessoas com deficiência institucionalizadas;
toda a população indígena;
e parte dos profissionais da saúde da linha de frente.
A distribuição das vacinas aos Estados já começou, em evento simbólico com a presença de Pazuello e governadores no galpão do Ministério da Saúde no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As doses serão levadas por aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e de companhias aéreas às principais cidades do país. De lá, a distribuição para os municípios será feita pelos governos dos Estados.
Leia abaixo quantas pessoas de cada grupo prioritário receberão a vacina em cada unidade da Federação:
Michel Temer é o mais novo contratado da gigante chinesa Huawei, diz Lauro Jardim.
De acordo com colunista de O Globo, a entrada do ex-presidente brasileiro na empresa é uma tentativa de facilitar a obtenção das licenças 5G no Brasil.
Temer possui uma relação amigável com Jair Bolsonaro e isso teria enchido os olhos da empresa chinesa.
Conforme vem noticiando o Conexão Política, caberá ao presidente da República decidir se a tecnologia da Huawei ficará ou não fora do leilão do 5G no Brasil.
O Brasil, que é um dos maiores mercados da gigante chinesa de telecomunicações Huawei, pode estar pronto para fechar seus contratos de 5G com as empresas europeias, Ericsson e Nokia.
Ainda sem nenhum posicionamento oficial, a decisão deverá acontecer neste ano de 2021.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que “o Ministério da Saúde tem em mãos, nesse momento, as vacinas tanto do Butantan quanto da AstraZeneca, e nós poderíamos, por 1 ato simbólico ou por uma jogada de marketing, iniciar a 1ª dose em uma pessoa”. E acrescentou: “não faremos jogada de marketing”.
Ele deu as declarações neste domingo (17.jan.2021), momentos depois do Estado de São Paulo se antecipar ao programa nacional e vacinar a enfermeira Mônica Calazans.
O ministro afirmou que o governo federal é o responsável pela coordenação da imunização no país. “Quebrar isso é desprezar a igualdade entre Estados e entre todos os brasileiros, é desprezar a lealdade federativa”, queixou-se Pazuello.
Pazuello indicou a possibilidade de recorrer à Justiça contra São Paulo pela vacinação adiantada: “Todas as vacinas produzidas pelo Butantan estão contratadas de forma integral e exclusiva para o PNI [programa de vacinação do governo federal], inclusive essa que foi aplicada agora. Isso é uma questão jurídica. É a Justiça quem tem que definir”, declarou o ministro. Ele também disse que “nenhuma dose pode ser retirada desse contrato”.
Ele também disse que “o nosso único objetivo tem que ser salvar vidas, e não propaganda própria”. De acordo com o ministro, a distribuição de doses aos Estados começa às 7h de 2ª feira (18.jan) e a vacinação começa às 10h de 4ª feira (20.jan).
Assista à entrevista coletiva na íntegra (45min15s):