FHC diz apoiar Doria, mas vai de Lula se PT for ao 2º turno contra Bolsonaro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é o nome com mais chances de “encarnar” a 3ª via em 2022. Eis os motivos citados: é de São Paulo, tem proximidade com o Nordeste e mostrou que consegue vencer eleições “contra tudo e contra todos“.

O PSDB marcou prévias para novembro. O principal rival de Doria é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Para o ex-presidente, Eduardo teria mais dificuldades para entrar no jogo político nacional e construir uma candidatura competitiva.

Acho que o Doria tem mais chances porque São Paulo é mais cêntrico. O Doria também tem uma ligação com a Bahia, seus pais são baianos. Isso conta simbolicamente“, disse FHC.

Assista à entrevista concedida na 5ª feira (5.ago.2021):

No dia 31 de julho, o ex-presidente já havia sinalizado apoio ao governador paulista. “Eu vou falar 1º uma coisa: ele [João Doria] é candidato a presidente e tem o meu voto“, disse na reabertura do Museu de Língua Portuguesa. Agora, FHC detalhou um pouco mais suas razões para colocar Doria adiante do seu adversário no partido.

Acho que ele é um pouco fora do jogo do país. O Rio Grande do Sul está muito longe. É uma dificuldade, mas pode chegar lá“, afirmou.

Fernando Henrique Cardoso tem 90 anos e foi presidente duas vezes, de 1995 a 2002. Antes, quando ministro da Fazenda, liderou a equipe que criou o Plano Real. Em 2003, passou a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que era oposição. Dentro do PSDB, é uma das vozes mais respeitadas.

Na entrevista, o ex-presidente disse que não será fácil montar uma candidatura que fure a polarização entre o ex-presidente Lula, hoje líder nas pesquisas, e Jair Bolsonaro. E voltou a falar sobre um possível apoio ao petista. E disse que, caso eleito, Lula continuaria fazendo reformas.

Suas reformas não seriam as que eu ou o meu partido faríamos, mas ele não é contra reformas. Enfim, quem não tem cão caça com gato. Se não vier cão com o gato, eu fico com o gato“, disse.

FHC e Lula recentemente posaram para uma foto juntos. O gesto, nunca de todo explicado, foi entendido como possível apoio ao petista. Agora, FHC matiza o encontro e diz que a preferência é por uma opção interna no PSDB.

FHC estabeleceu diferenças entre Lula e o atual presidente. Disse que, no Palácio do Planalto, Lula nunca atentou contra a democracia. E o descreveu como um “negociador“, sempre disposto a conversar.

Ao falar de Bolsonaro, FHC disse que é preciso atenção aos seus movimentos contra a democracia. Ele definiu o presidente como “tosco“, mas não bobo. Disse não acreditar que tente um golpe, já que em sua avaliação não há apoio político para isso.

Depende de nós fazer valer as instituições. Não sei como são os impulsos psicológicos dele, mas na prática não consegue [agir contra a democracia]“, disse.

Leia trechos da entrevista:

Antes de ser presidente, o senhor foi ministro da Fazenda e liderou o Plano Real. Quais os desafios econômicos para o Brasil voltar a crescer?
O meu papel naquele momento foi explicar o rumo do país. O que está faltando é você sentir que o Brasil tem caminho. Não é só uma questão de equilíbrio econômico. Talvez hoje até tenha mais do que naquela época. Falta a crença de que a gente está indo bem. Tem que misturar os sentimentos da população com o mercado e o Estado brasileiro. Sentir que quem governa, governa para você.

Mas o Brasil ainda precisa de reformas ou eventuais privatizações, como as que o senhor fez no seu governo?
Isso é necessário. Nós começamos no meu governo, mas não foi fácil. Meu pai foi militar, chegou a general na época do “petróleo é nosso”. Custou que eu entendesse que precisava ter competição, mercado. Hoje, isso está aceito. E precisa avançar. Mas tem que melhorar a condição de vida das pessoas. Não adianta pensar só no mercado ou no Estado. Como é que as pessoas vão se situar? Sentem que sua família, filho, amigos vão se dar bem? É claro que isso pressupõe medidas econômicas. Mas precisa dar a sensação de “estamos juntos nessa”. Tem que mostrar que o Brasil é viável.

A polarização impede que isso aconteça?
Em princípio, a polarização é negativa. Vou lembrar um fato simples. Eu fui almoçar com o general [Ernesto] Geisel lá no Rio de Janeiro, no palácio presidencial. Ele começou a abertura. Fui excluído da universidade, exilado, mas fui lá demonstrar que não ia ser conduzido pelas raivas do passado. Mas pelo presente. Quando você dá força à polarização, você não caminha. Há pessoas que pensam de um jeito ou de outro. Mas são todos brasileiros. Hoje parece que o outro lado é porcaria. Não dá.

E qual a solução?
A eleição. Eleger alguém que seja capaz de ter sentimento mais amplo. Cada um fará a sua aposta e talvez seja cedo. A solução virá da substitução dessa visão totalitária de que meu lado é bom e o seu lado é mau por outra de que somos um conjunto. A polarização pode e tem levado ao ódio. Isso depende muito do discurso presidencial. Os líderes têm peso e têm que assumir suas responsabilidades. O líder expressa um sentimento. Quando expressa ideias sem aceitação, tem que impor. E impor não é democrático.

Hoje Lula lidera as pesquisas de intenção de votos. Ele teria a capacidade de construir essa união?
Conheço o Lula há muito tempo. Ele é muito personalista, acredita que tem a solução, a chave. Mas ele viveu. E quando esteve na Presidência da República, não destruiu a ordem democrática. Não acho que o Lula seja o terror vermelho. Ele é um líder competente que sabe falar e tocar as pessoas. Prefiro pessoas de outras tendências, mas não acho ele um mal em si. Se houver Lula contra Bolsonaro, a polarização fica feia. Se isso ocorrer, vou ficar ao lado do Lula, fazer o quê? O que o Lula diz não é propriamente o que ele faz. Lula sempre foi uma pessoa de negociação. Se você deixar, ele te convence que tem razão e você vai junto dele. É uma característica boa para ele e perigosa para o Brasil se ele for por um caminho errado. Mas não acho que haja risco de ele ir para um caminho errado. Mas repito: prefiro um candidato do meu partido, que não seja do PT.

Lula tem dito que voltaria atrás em reformas e eventuais privatizações. Do ponto de vista econômico, seria um retrocesso?
O Lula nunca foi contrário a reformas. Ele vai fazer. A reforma que as pessoas mais temem é a da propriedade. Não creio que o Lula fará isso. Não é essa a cabeça dele. Ele vai fazer reformas na medida que elas forem aceitas. Não vai contra o sentimento das pessoas. Sabe que perde nesses casos. Suas reformas não seriam as que eu ou o meu partido faríamos, mas ele não é contra reformas. Enfim, quem não tem cão caça com gato. Se não vier cão com o gato, eu fico com o gato.

O presidente Bolsonaro insinuou, após ser incluído no inquérito das Fake News, no STF, que poderia agir fora da Constituição. A democracia corre risco?
Não acho que o Bolsonaro agiria contra a lei. Não é bobo. Mas não o conheço bem. Meu pai era general e meu avô marechal. Conheço bem a cabeça deles. Bolsonaro não tem mentalidade de coronel, general. Ele é capitão, dá ordem. E no modo de expressar, é duro. Ele não é afeito à vida política. Fui senador, ministro, presidente. Nunca vi o Bolsonaro. Erro meu, não percebi que havia uma força que podia se expandir. Era uma pessoa tosca. Isso em si não é um defeito, é uma qualificação. Agora, ele é militar. Terá de respeitar as regras. Depende de nós fazer valer as instituições. Não sei como são os impulsos psicológicos dele, mas na prática não consegue [agir contra a democracia]. E quando não conseguir, o lado psicológico vale menos que o político. Qual é a força que o sustenta? O que fica é que você nunca pode perder o contato com o outro lado. Hoje é outro lado, no momento seguinte não é. Não se deve transformar adversário em inimigo. Esse é o risco do Brasil.

A urna eletrônica foi lançada em seu governo. Bolsonaro insiste que, sem impressão dos votos, pode haver fraudes. Há realmente esse risco?
Não creio. Ouço falar de fraude a vida toda. Mas nunca na urna eletrônica. Esse discurso é preparativo para um clima contrário à derrota eventual dele. Se vai perder, não sei. Ele foi eleito. Foi fraudada a eleição dele? Eu não votei nele nem votarei, mas não quer dizer que não vou reconhecer que ele ganhou, que tem legitimidade. Na democracia, o voto dá legitimidade por um tempo. Fraude houve na república antiga.

Com a polarização, há espaço para a 3ª via?
Eu preferiria que sim. Política não é só partido, instituições. A pessoa tem que encarnar um caminho. Porque o povo não vota em ideias. Vota em pessoas que têm ideias. Quem é capaz de encarnar um movimento que recuse a A e a B, essa é a questão da 3ª via. Tem candidato? Tem. O Doria é um. O governador do Rio Grande do Sul é outro. Vão se jogar? Vão queimar velas, sair dos governos estaduais para ganhar presença nacional? Se fizerem isso, pode ser que ganhem. E terão meu apoio.

Doria e Eduardo disputarão prévias. O senhor tem preferência?
Acho importante ter prévias. É uma maneira de ficar mais conhecido. Lula não teve e Bolsonaro não precisa. No caso do PSDB, que quer apresentar candidato, tem que se jogar. Está disposto a fazer tudo para ser candidato? Não quer dizer fazer porcaria, mas se comprometer com ideias, valores, mudanças, alianças. Quem fizer isso tem alguma chance. É preciso reconhecer a força dos que estão no cargo, como Bolsonaro. E de quem tem um partido tão enraizado que acredita ser o salvador da pátria, como o PT. Juntar ao redor de alguém objetivos que não sejam esses 2 pode ter força. Mas tem que se jogar.

Qual a agenda do PSDB?
Qual o problema do Brasil? O povo não está bem. O PSDB tem dificuldade de mostrar que está de fato com a maioria. Segundo: defesa da democracia. Terceiro, proposta para a economia continuar crescendo. Gerar emprego, segurança. O difícil não é a agenda, mas quem encarne com sinceridade e perceba que há diferença entre os Estados. Nós, de São Paulo, temos que reconhecer essas diferenças e mostrar que não somos fechados. Senão será repelido. Um terceiro candidato tem que mostrar-se capaz de fazer tudo mais rápido que os candidatos postos. E se fazer sentir no bolso e na alma dos que precisam. Uma 3ª via muito lá de cima, não pega.

Contra quem a 3ª via concorre para chegar ao 2º turno: Lula ou Bolsonaro?
Para começar, o povo não entende 3ª via. Isso é palavra de intelectual. É preciso falar e ser ouvido. Seja em rádio, TV, comício. Tem que conhecer a situação real. Tem quem conhece porque viveu ou aprendeu. Lula e Bolsonaro conhecem e tocam as pessoas.Nosso candidato precisa fazer as pessoas sentirem que poderá levá-las ao céu.

Eu insisto na pergunta. Doria, Eduardo ou Ciro vão concorrer diretamente pela vaga de Lula ou Bolsonaro no 2º turno?
Se você pegar o Doria, ele ganhou São Paulo. Quando concorreu, eu disse: não vai ganhar. Ganhou. A Prefeitura e o Estado. Conhece o caminho das pedras. Pode repetir o feito. Vai repetir? Não sei. O rapaz do Rio Grande do Sul, o Eduardo Leite, ganhou o Estado. Acho que ele é um pouco fora do jogo do país. O Rio Grande do Sul está muito longe. É uma dificuldade, mas pode chegar lá. Acho que o Doria tem mais chances porque São Paulo é mais cêntrico. O Doria também tem uma ligação com a Bahia, seus pais são baianos. Isso conta simbolicamente. O Ciro me parece mais difícil. Foi candidato, tem experiência, é inteligente, rápido no raciocínio. Mas não sinto convicção. Dá a impressão de ser fake. Não é, mas passa a impressão. Se for pela minha ligação, a maior é com Doria. Mas o que vai pesar é a capacidade dele de ganhar do Bolsonaro. Vai juntar forças ou não? Se juntar, terá meu apoio.

Em 2018 o seu amigo e filósofo Arthur Gianotti, que morreu há poucos dias, disse que o PSDB tinha morrido. O senhor concorda?
O Gianotti sempre foi um pouco explosivo contra o que estava instituído. Não acho que o PSDB tenha morrido. Precisa ter alguém que volte a simbolizar um caminho. Se comparar com a estruturação do PT, eles têm mais estrutura. O que pode ser um peso em um país dinâmico. Depois do Lula, o PT não ganhou.

Como sociólogo, quem o senhor considera o pior presidente do Brasil?
O Jânio. Tinha muitas qualidades e jogou fora. Foi mal. Ele era amigo do meu pai. Conheci ele. Era muito talentoso e jogou tudo fora. Collor também, mas tinha menos capacidade que Jânio. Quem tem possibilidade e joga fora, é bobagem. Pega o Lula. Não jogou fora. Bolsonaro não sei. Ciro se mantém há muito tempo, tem alguma liderança. O Doria também. Mas não adianta ser bom só na teoria. Se for, escreve um livro. Política é uma ideia, um sentimento.

Fonte: poder 360.

Facebook lança recurso para orações on-line e divide opinião de religiosos


O Facebook lançou um recurso para pedido de orações. Apesar de ser uma ferramenta para engajar fiéis, líderes religiosos têm preocupações acerca da privacidade e segurança. Alguns pontuam que a empresa estaria ganhando dinheiro em cima da fé das pessoas.

A nova funcionalidade está em versão de teste em grupos religiosos dos Estados Unidos. Nesses grupos, os fiéis pedem orações para ajudá-los em entrevistas de emprego, no tratamento de doenças e outros desafios pessoais. Depois que a postagem vai para o ar, outros usuários podem reagir com “eu orei” ou outras reações já existentes, deixar comentários ou enviar mensagem privada para o dono do post.

Durante a pandemia da covid-19, vimos muitas comunidades de fé e espiritualidade usando nossos serviços para se conectar, então estamos começando a explorar novas ferramentas para apoiá-los”, diz nota de um porta-voz da empresa.

A política de dados do Facebook permite que as informações dos usuários sejam utilizadas de várias formas, como na personalização de anúncios. Contudo, a empresa afirma que mensagens de oração não serão usadas para esse fim.

O recurso divide opinião de religiosos. O Reverendo Robert Jeffress, da 1ª Igreja Batista em Dallas, disse à AP que a rede social está sendo extremamente importante na pandemia e que, como qualquer outra ferramenta, pode ser mal utilizada.

O Facebook e outras plataformas de mídia social continuam a ser ferramentas incríveispara evangelizar e conectar os crentes entre si, especialmente durante esta pandemia”, falou Jeffress. “Embora qualquer ferramenta possa ser mal utilizada, apoio esforços como esse, que incentivam as pessoas a se voltarem para o Deus único e verdadeiro em nossos momentos de necessidade”, completou.

Adeel Zeb, líder muçulmano do The Claremont Colleges, na Califórnia, se disse otimista, mas tem algumas ressalvas. “Contanto que essas empresas tomem precauções e protocolos adequados para garantir a segurança das comunidades religiosamente marginalizadas, as pessoas de fé devem embarcar no apoio a esta iniciativa vital”, declarou à publicação.

O reverendo Bob Stec, pastor da Paróquia Católica de St. Ambrose, em Ohio, reconheceu a boa intenção. No entanto, ele afirmou que a comunidade on-line não substitui a necessidade de orar da forma tradicional. “Precisamos juntar nossas vozes e mãos em oração. Precisamos ficar ombro a ombro uns com os outros e passar por grandes momentos e desafios juntos”, falou à AP.

Sobre a segurança dos fiéis, o pastor questiona se “é sensato postar tudo sobre todos para que o mundo inteiro veja”. “Quando estamos sob estresse ou angústia ou em um momento difícil, é quase muito fácil entrar em contato com todos no Facebook”, avaliou.

Jacki King, ministra para mulheres na Second Baptist Conway, congregação Batista do Sul em Conway, Arkansas, vê o benefício que a comunidade pode ter para pessoas que estão isoladas em meio à pandemia e lutando contra problemas de saúde mental, finanças e outros. “Eles são muito mais propensos a entrar e fazer um comentário do que entrar em uma igreja agora. Isso abre uma linha de comunicação”, disse.

O bispo Paul Egensteiner, da Igreja Evangélica Luterana no Sínodo Metropolitano de Nova York, tem ressalvas sobre o Facebook, mas está satisfeito com o novo recurso. “Espero que este seja um esforço genuíno do Facebook para ajudar as organizações religiosas a avançar em sua missão”, falou. “Também oro para que o Facebook continue melhorando as suas práticas para impedir a desinformação nas redes sociais, o que também está afetando nossas comunidades religiosas”, completou.

O reverendo Thomas McKenzie, da Igreja do Redentor, uma congregação anglicana em Nashville, Tennessee, lamentou que o Facebook esteja disposto a explorar a fé das pessoas por dinheiro. Ainda assim, disse enxergar o lado positivo da iniciativa. “As motivações malignas do Facebook podem ter fornecido uma ferramenta que pode ser usada para o bem”, disse McKenzie.

A Crossroads Community Church, uma congregação de Vancouver, Washington, tem o novo recurso no seu grupo do Facebook, que possui 2.500 membros. Por lá, são postados de 20 a 30 pedidos de oração por dia. Cada um deles obtém de 30 a 40 respostas.

Gabe Moreno, pastor executivo de ministérios, reconhece que as motivações do Facebook não são altruístas. De qualquer forma, ele vê benefícios para as igrejas e os fiéis. “Devemos ir aonde as pessoas estão. As pessoas estão no Facebook. Então, vamos lá”, concluiu.
Fonte: poder 360.

Covid: Brasil tem média móvel de mortes abaixo de 1.000 pelo 9º dia seguido

Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) referência no tratamento da covid19 em Brasilia, durante moviemntação de pacientes em transfêrencias. Sérgio Lima/Poder360 11.08.2020

O Ministério da Saúde confirmou 399 novas mortes por covid-19 neste domingo (8.ago.2021). Com isso, o país chegou a 563.151 vítimas desde o início da pandemia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil também registrou mais 13.893 casos de covid-19 nas últimas 24 horas. Com isso, alcançou 20.165.672 contaminados.

A autoridade de saúde disse que, do total de 20.165.672 de casos, 18.907.243 estão recuperados e 695.278 continuam em acompanhamento médico.

Os registros de mortes não se referem a quando alguém morreu, mas ao dia em que o óbito por coronavírus foi informado ao Ministério da Saúde. Aos fins de semana há menos registros não porque morrem menos pessoas, mas porque há menos funcionários nas autoridades de saúde para reportar os dados.

Eis o boletim deste domingo (8.ago):

Média móvel de mortes e casos

A média móvel de mortes por covid-19 nos últimos 7 dias foi de 902. É o 9º dia consecutivo que fica abaixo dos 1.000.

Para explicar a situação da pandemia, o Poder360 usa como métrica a média móvel de 7 dias. Trata-se da média diária de mortes e casos nos 7 últimos dias, incluindo a data.

O indicador matiza eventuais variações abruptas, sobretudo nos fins de semana, quando há menos casos relatados. Nesses dias, há menos funcionários nas secretarias estaduais de Saúde e no Ministério da Saúde para reportar e compilar os dados, respectivamente.

A média móvel de novos casos está em 32.473. Tanto a média móvel de casos, quanto a média móvel de mortes apresentou redução em relação aos números reportados no sábado (7.ago.2021).

MORTES PROPORCIONAIS

O Brasil tem 2.639 mortes por milhão de habitantes. As piores situações estão em Rondônia, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, com mais de 3.000 mortes por milhão.

As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde e a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o ano de 2021 em cada unidade da Federação.

O Brasil ultrapassou Montenegro o dia 28 de julho e agora ocupa a 7ª posição no ranking mundial de mortes proporcionais, de acordo com o painel Worldometer. A lista é liderada pelo Peru, com 5.881 mortes por milhão. No fim de maio, o país decidiu revisar os dados e subiu ao topo do ranking, posição antes ocupada pela Hungria.

Fonte: poder 360.

Seca ou covid-19? Saiba como diferenciar os sintomas respiratórios

Paciente na sala de espera do Hospital Regional da Asa Norte usando máscara. Sérgio Lima/Poder360 14.03.2020

Com um período de estiagem que completa 53 dias neste sábado (07.ago.2021), com o Distrito Federal sem chuva desde 15 de junho, o período de seca vem colaborando para a proliferação de doenças respiratórias, como sinusite, bronquite e rinite. Os sintomas, no entanto, podem confundir quem está receoso com a covid-19. Por isso, o Poder360 trouxe um guia explicando como diferenciar as doenças.

Raphael Rangel, virologista e coordenador do curso de biomedicina do IBMR (Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação), explica que durante esse período não é o indicado recorrer a diversas instâncias pra resolver os sintomas. Segundo o especialista, duas atitudes “simples” podem resolver a problemática dos sintomas relacionados à seca: a ingestão de líquido, principalmente água, umidificadores para pessoas que sofrem de desconforto respiratório ou compressão nasal.

Como fazer a distinção

Segundo Rangel, a baixa umidade do ar e o calor podem causar, como principais sintomas, a tosse, coriza, desconforto para respirar, irritação dos olhos, ressecamento da pele e congestionamento nasal.

No entanto, de acordo com o virologista, existe 1 singularidade dos principais sintomas respectivos a “seca” que podem assemelhar-se a covid-19, como a tosse, a coriza e o incômodo na garganta.

“Especialmente neste momento de alta de infecções relacionadas a variante delta, sintomas como incômodo da garganta, coriza e o congestionamento nasal também podem parecer. Por isso é importante que os serviços públicos ofereçam a população a testagem RT-PCR para identificar os contaminados pelo coronavírus e isolar essas pessoas para elas não passarem a doença”.

Prevenção

Para prevenir o contágio pelas doenças respiratórias advindas das seca e também covid-19, Rangel aconselha hábitos de higiene, utilização de máscara e distanciamento social.

“É aconselhado que as pessoas mantenham a higienização das mãos, a utilização de máscaras, principalmente os modelos PFF-2 e N-95, por conta da variante dela, e distanciamento social sempre que possível”.

Fonte: poder 360.

As coligações voltarão na eleição de 2022. A proposta já é consenso em Brasília

A discussão política sobre a reforma eleitoral para regular as eleições de 2022 ainda não acabou.

Ao que tudo indica, o distritão perdeu a força e a forma para se obter o consenso seria aprovar a matéria até o fim de outubro, com intuito de trazer de volta a fórmula que já deu certo no passado.

Nos últimos dias, a coligação ganhou força e deverá ser a grande alternativa para acalmar os ânimos dos parlamentares e dirigentes partidários.

A comissão especial que analisa a matéria votará o projeto na próxima semana, caberá ao plenário das duas casas, câmara e senado, dá a palavra final. Os deputados estão preocupados com suas eleições e até lá é bom se segurar na cela do poder que o cavalo vai pular.

O famoso distritão já é carta fora do baralho.

VEREADOR DR. CÉSAR MAIA APRESENTA PROJETO QUE CRIA “LEI LUCAS SANTOS” EM PARNAMIRIM

Diante da triste notícia do crime que levou o jovem Lucas Santos a cometer suicídio após ser vítima de cyberbullying e violência psicológica nas mídias sociais, protocolamos um Projeto de Lei que autoriza o poder Executivo a adotar medidas de conscientização sobre o bullying praticado na internet, no município de Parnamirim.

Dentre as medidas a serem adotadas, foram sugeridas a criação de campanhas educativas nas escolas e a inserção no projeto pedagógico de medidas que combatam e conscientizem sobre o cyberbullying.

Do mesmo modo, os estabelecimentos e instituições públicas e privadas deverão desenvolver ações que visem informar e conscientizar a população sobre a importância da pauta e as consequências da violência nas mídias sociais.

É importante lembrar que as mídias sociais foram construídas para somar, informar, entreter e não para promover o ódio e a violência. Isso tem que parar JÁ.

#LeiLucasSantosJÁ

Procuradoria do DF ratifica denúncia da Lava Jato contra Lula, Palocci e Odebrecht: “Extenso lastro probatório”


A Procuradoria da República no Distrito Federal ratificou à Justiça uma denúncia apresentada pela Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Antonio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht no âmbito do processo da suposta compra de um terreno para o instituto que leva o nome do petista. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo os investigadores, a operação seria feita com dinheiro de propina da Odebrecht e também incluiria um apartamento para o ex-presidente. A acusação foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba e aceita, em dezembro de 2016, pelo então juiz Sergio Moro. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que Moro não tinha competência para julgar Lula, e a decisão foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes.

Segundo o procurador Frederico Paiva, a denúncia se baseia em “extenso lastro probatório” e não há nulidade “a ser reconhecida neste momento”. Agora caberá à Justiça analisar a denúncia, que pode ser aceita ou não.

Fonte: Revista Oeste.

Deputado João Maia alerta sobre golpe com seu nome

O deputado federal João Maia alerta para um golpe que vem sendo aplicado usando indevidamente o seu nome. Os golpistas se fazendo passar por integrantes da sua equipe (assessores) telefonam para as pessoas, em sua maioria prefeitos e secretários, através do telefone (61) 9811 1678, alegando tratar de assuntos parlamentares e de ajuda ao município, porém pedem alguma forma de ajuda.

João Maia lamenta e repudia o fato e recomenda que qualquer pessoa fique atenta a esse tipo de telefonema ou mensagem e sempre desconfie, tentando inicialmente um contato telefônico com o gabinete do deputado. Também é importante comunicar imediatamente às autoridades policiais.
Fonte: RN News.

Marinha emite alerta de mar grosso com ondas de até 3,5 metros e ventos de até 61 km/h no RN

A Marinha do Brasil emitiu alerta de mar grosso com ondas de até 3,5 metros de altura e ventos de até 61 km/h no litoral do Rio Grande do Norte.

De acordo com o alerta, a previsão de mar grosso é de Salvador a Natal, com ondas de 3 a 3,5 metros de altura, válido até o dia 8 de agosto às 21h.

Já o alerta de ventos fortes é de Salvador a Natal e de Natal a Parnaíba, no Piauí. Este alerta é válido até às 9h de 8 de domingo (8).

A Capitania dos Portos do RN recomenda que as embarcações de pequeno porte “evitem a navegação” e que as demais embarcações “redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança”.
Fonte: G1 RN

Exército eleva a restrição em redes sociais e 8 generais ficam sem Twitter

Soladados do Exército fazem a segurança do Palácio da Alvorada. Brasilia, 18-11-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder360

O Exército aumentou a restrição para postagens dos perfis oficiais em portaria publicada em 19.jul.2021 (leia a íntegra 3,3 MB).

O Twitter só pode ser usado pelo comando da força e pelos 8 comandos de áreas. Órgãos sob o comando de 8 generais de 4 estrelas deixam de ter essa prerrogativa. Também não poderão mais postar vídeos no Youtube.

As unidades isoladas e os tiros de guerra não podem mais ter página no Facebook. Continuam autorizados a postar no Instagram.

A mudança foi determinada, segundo o Exército, porque não há pessoal especializado para a função em todas os setores.

Os tiros de guerra, por exemplo, são unidades em pequenas cidades do interior integradas por 1 a 5 militares. Dedicam-se a treinar jovens que se alistam no serviço militar.

O comando da força e os comandos de área mantêm equipes que se dedicam só às redes sociais. A regra anterior sobre o tema era de 2019.

O Linkedin é ainda mais restrito do que o Twitter: só o Comando do Exército pode acessar. Essa regra não mudou. É a que estava em vigor. Vale também para blogs. Os perfis oficiais não podem ser individuais: referem-se à unidade a que são vinculados ou ao Exército como um todo, no caso de das postagens do comando da força.

Os militares do Exército continuam autorizados a ter perfis pessoais. Mas não podem dizer que são do Exército, nem prejudicar sua reputação e a de outras pessoas. Isso não foi alterado.

As permissões por unidade ou setor que passam a valer são estas:

  • Comando do Exército – Linkedin, blog, Twitter, Youtube, Facebook e Instagram
  • comandos de área – Twitter, Youtube, Facebook e Instagram;
  • órgão de direção geral, operacional e setorial – Facebook e Instagram;
  • grandes unidades – Facebook e Instagram;
  • Academia Militar das Agulhas Negras, Escola de Sargentos e Instituto Militar de Engenharia – Facebook, Instagram e Youtube;
  • demais estabelecimentos de ensino – Facebook e Instagram;
  • colégios militares – Facebook, Instagram e Youtube;
  • subunidades isoladas – Instagram;
  • tiros de guerra – Instagram.

Fonte: Poder 360

Em desvantagem, opositores do distritão ganham tempo e buscam Lira

Fachada do Congresso Nacional, Câmara e Senado. Brasília, 30-07-2017. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Os opositores do distritão, sistema de eleição de deputados e vereadores que a Câmara quer implantar no Brasil, conseguiram um acordo para evitar votação do tema na comissão especial nessa semana.

A votação no colegiado, se for realizada, deverá ser só na 2ª ou na 3ª feira (9 ou 10.ago.2021). Havia possibilidade de ser nesta 6ª feira (6.ago.2021).

O presidente da comissão, Luis Tibé(Avante-MG), é contra o distritão e tem agido para barrar a proposta. Os apoiadores do projeto movimentavam-se para convocar uma reunião por conta própria.

Uma comissão pode ter encontro convocado contra a vontade do presidente se ao menos 1/3 de seus integrantes assim quiserem.

Houve acordo para que, em vez disso, Tibé convoque a reunião para o início da semana e os opositores do projeto não obstruam –ou seja, não usem recursos regimentais para atrasar a deliberação.

O distritão é uma forma de eleição de deputados e vereadores que enfraquece os partidos. Os candidatos podem ser eleitos independentemente do resultado das siglas.

Hoje, as vagas são divididas de acordo com o desempenho das legendas. Assumem as cadeiras que couberem a cada partido seus filiados mais votados.

Os deputados querem alterar as regras porque veem suas sobrevivências políticas em jogo. As eleições de 2022, se nada mudar, serão as primeiras em nível federal sem coligações.

Os partidos pequenos e os diretórios pouco estruturados dos partidos grandes estão com problemas para encontrar o número máximo de candidatos que podem lançar –equivalente a uma vez e meia o total de vagas em disputa.

Por exemplo: o Amapá tem 8 vagas para deputado federal. Isso significa que os partidos podem ter até 12 candidatos no Estado.

Ter menos postulantes significa menor volume de campanha, provavelmente menos votos e, consequentemente, menos vagas no Legislativo.

Na 4ª feira (4.ago.2021) o PT sugeriu que, em vez do distritão ser implantado, as coligações voltassem. Assim os partidos poderiam se associar para conseguir o máximo de vagas.

O fim das coligações é parte de uma série de medidas que entraram em vigor nos últimos anos no Brasil e começaram a reduzir a fragmentação partidária.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse ao Poder360 que “os 2 são retrocesso”, referindo-se ao distritão ou à volta das coligações. Mas que as alianças seriam menos danosas.

Siqueira disse que deverá haver uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira(PP-AL), e presidentes de siglas na 2ª feira (9.ago).

A pauta seriam as mudanças no sistema de eleições. A reportagem apurou que ainda não há certeza sobre quais dirigentes políticos participariam.

Lira até o momento não teria demonstrado preferência. Seu grupo político mais próximo, porém, pende para o sistema de eleição majoritária.

A volta das coligações é a única carta na manga dos contrários ao distritão no momento, mas já deu sinais de fraqueza. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, por exemplo, demonstrou ser contra, mesmo se opondo ao distritão.

Além disso, os entusiastas desse novo sistema de eleições não estão propensos a negociar. Eles sabem que têm mais que os 308 votos necessários para aprovar a mudança.

Uma das possibilidades no radar desse grupo é não votar o projeto na comissão especial. O prazo para o colegiado analisar o tema vence nos próximos dias.

Depois disso, a matéria poderia ser votada diretamente no plenário. Seria uma forma de contornar Tibé, presidente do colegiado e contrário ao projeto.

Os deputados têm pressa para aprovar o projeto porque alterações nas regras eleitorais só valerão no pleito do ano que vem se entrarem em vigor pelo menos um ano antes das eleições –ou seja, no começo de outubro deste ano.

Para vigorar, a proposta precisa de aval também dos senadores. Não há certeza se a Casa Alta concordará com o distritão. Se a Câmara aprovar e o Senado não, haverá atrito entre as duas Casas.
Fonte: poder 360

Natal concentra aplicação da 1ª dose de vacinas contra a Covid em apenas dois pontos da cidade nesta quinta

Nesta quinta-feira (5), a capital potiguar concentra a aplicação de primeira dose de vacinas contra a Covid em apenas dois pontos: drives e salas de pedestres do Via Direta e Nélio Dias.

Isso porque, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o município tem apenas 2 mil doses de vacina no estoque.

Já as pessoas que estão aptas a tomar a segunda dose podem procurar uma das 35 salas de vacina ou nos drives do Palácio dos Esportes e Sesi.

A prefeitura disponibiliza um site com todas as informações oficiais sobre os grupos em vacinação, locais de aplicação, filas nos drives, documentação e dúvidas frequentes.

Para receber a segunda dose é necessária a apresentação do cartão de vacina, documento com foto e comprovante de residência de Natal. As pessoas aptas devem procurar uma das 35 salas de vacinação ou os drives do Palácio dos Esportes ou Sesi.
Fonte: G1 RN

Neve no Brasil e calor no Canadá: o aquecimento global tem a ver com isso?

 

Enchentes da Europa à China, ondas de calor extremo na América do Norte e neve intensa na América do Sul estão longe de ser fenômenos aleatórios que coincidiram em julho de 2021.

O aumento das temperaturas é o que causa um verdadeiro “efeito dominó” de catástrofes ambientais ao redor do mundo. Mas especialistas garantem que nem tudo está perdido –desde que haja uma resposta rápida.

Gases como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), os principais causadores do efeito estufa, não são de todo culpados. Eles garantem a sobrevivência na Terra: sem esses gases, a superfície teria -18ºC, o que impossibilitaria o surgimento da vida.

“Esses gases sempre existiram. A diferença é que a evolução industrial passou a injetar mais gases na atmosfera, que é o que aumenta a retenção do calor”, explicou Tércio Ambrizzi, coordenador do Incline (Centro Interdisciplinar de Investigação Climática, na sigla em inglês) da USP (Universidade de São Paulo).

Apesar de naturais, a chuva, o calor e a neve chamam a atenção pela intensidade nos últimos anos. Esses fenômenos, em grande parte causados pelo aumento das temperaturas, afetam a circulação atmosférica de todo o mundo. Causam um verdadeiro efeito em cadeia.

Como chegamos até aqui

A temperatura global cresce há pelo menos 170 anos. Os primeiros registros são de 1850, início da revolução industrial, com forte alta desde a década de 1980.

Em 2019, o planeta registrou 148% mais CO2 na atmosfera, na comparação com o registrado em 1750. Já a presença do metano cresceu 260%, mostra relatório da OMM (Organização Meteorológica Mundial), divulgado em novembro. Os índices de CH4 preocupam: a substância retém 10 vezes mais calor que o dióxido de carbono.

“O planeta está reagindo”, disse Ambrizzi. “Havia um equilíbrio, e agora está cada vez mais quente. Os eventos extremos não passam de uma reação [do planeta] para neutralizar esse aumento de temperatura”.

A neve no sul do Brasil é um exemplo. O aumento global das temperaturas alterou a ordem dos ventos perto do mar de Weddel, na Antártida, e ampliou a entrada de ar vindo da região rumo ao sul do Brasil.

“É diferente da época dos nossos avós, por exemplo”, disse Francisco Eliseu Aquino, especialista em Climatologia Subtropical e Polar do Centro Polar e Climático da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Havia ar frio, sim, mas não vinha da região de Weddel. A mudança da circulação atmosférica induz essa queda brusca e vigorosa nas temperaturas”.

O contraste entre as ondas de frio e calor potencializa eventos intensos que reverberam em outros cantos do mundo. A previsão dos meteorologistas é que uma nova onda de calor, potencialmente forte, se alastre pelos EUA e Canadá na metade de agosto.

No começo de julho, as temperaturas chegaram a 49ºC na costa oeste. Cerca de 600 mortes foram atribuídas à elevação. “Esse calor provavelmente causará uma nova onda de chuvas em outro lugar do hemisfério norte, o que deve intensificar temperaturas mais baixas daí em diante, da Europa à Ásia. É um efeito em cadeia”, afirma Aquino.

Há saída –por enquanto

Uma boa dose de vontade política global pode ajudar a zerar as emissões de CO2 e controlar a temperatura, mesmo que não as reverta aos níveis de 1750.

Essa é a expectativa do Acordo de Paris, que tenta limitar o aumento médio de temperatura global para uma banda de 1,5ºC a 2ºC. “Se isso acontecer, entramos em um patamar uniforme e as oscilações tendem a diminuir”, explicou Ambrizzi.

O 1º passo seria implementar para já as metas do Acordo, defende Aquino. Na sequência, viria a redução drástica ou o fim das queimadas. Um transporte público híbrido, com carros mais eficientes, também figura entre as prioridades.

“Para chegarmos a 2050 da mesma forma ou melhor do que estamos hoje, é preciso inverter a matriz energética, parar de depender do combustível fóssil. Ou nunca suavizaremos a curva”, afirma Aquino, da UFRGS.

Apesar da popularização nos EUA, na UE (União Europeia) e na China, o carro elétrico ainda é raro e caro no Brasil. O modelo mais em conta é o JAC e-JS, da Volkswagen, lançado em julho por R$ 150 mil.

“É possível, sim, pensar em produções industriais menos poluentes, disseminar o uso de biodigestores [equipamentos que aceleram a decomposição de matéria orgânica] para gerar energia e fertilizante e incentivar empresas de reciclagem”, diz Ambrizzi.

Um passo essencial seria o fim do uso indiscriminado das usinas termelétricas, movidas a carvão. Em julho, o Ministério de Minas e Energia autorizou o uso do sistema para poupar os reservatórios das hidrelétricas. A medida custará caro –a previsão de custo saiu de R$ 9 bilhões, em janeiro, para R$ 13,1 bilhões, em novembro deste ano.

Para o Brasil, só reduzir o desmatamento ajudaria as florestas a absorverem os gases.“Se apostarmos no aumento das energias renováveis, como eólica e solar, não precisaríamos ligar termelétricas”, diz Abrizzi. “Mas o momento para tomar essas atitudes teria de ser agora”.
Fonte: poder 360.

Comissão da Câmara adia distritão e volta das coligações vira alternativa

Fachada do Congresso Nacional, Câmara e Senado. Brasília, 30-07-2017. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

A comissão especial da Câmara que analisa mudanças no sistema de eleições proporcionais encerrou sua reunião no começo da madrugada desta 5ª feira (5.ago.2021) sem votar a proposta.

O texto cria o “distritão”, sistema no qual deputados são eleitos independentemente do desempenho dos partidos.

Hoje, as vagas em eleições para deputados e vereadores são divididas de acordo com as votações dos partidos. As cadeiras obtidas por cada sigla são ocupadas por seus candidatos mais votados.

A relatora, deputada Renata Abreu(Podemos-SP), sugeriu na metade de julho o uso do distritão em 2022 e, nas eleições seguintes, o distrital misto –quando metade dos deputados são escolhidos por eleição majoritária e metade em eleição proporcional.

A eleição majoritária do distrital misto é diferente do distritão porque neste são eleitos todos os candidatos mais votados no Estado, enquanto no 1º é eleito um candidato por distrito desenhado dentro do Estado.

Ela também elaborou, nos últimos dias, um outro texto que mexia até na forma de eleição do presidente da República. O novo documento, porém, foi descartado.

O distritão tem votos para ser aprovado na comissão especial e muito provavelmente no plenário da Câmara.

Nesta 4ª feira (4.ago), porém, o PT, contrário ao distritão, sugeriu a volta das coligações em disputas proporcionais em vez da adoção do novo sistema.

Teve apoio de outros partidos contrários ao distritão, como PSD e PDT e setores de MDB e PSB. No DEM também há deputados que aceitam discutir o assunto.

As cúpulas de diversos partidos são contrárias a esse sistema porque ele as enfraquece muito. Os candidatos deixariam de precisar da estrutura das siglas.

Os caciques foram atropelados pelos deputados, que buscam suas sobrevivências políticas individuais.

Os dirigentes tentarão nas próximas horas e dias convencer integrantes do Centrão, principalmente, e outros setores a desistir do distritão. O argumento é que, se as coligações voltarem, a ameaça à sobrevivência política dos deputados diminui.

Os apoiadores desse sistema, porém, têm pouca disposição para negociar, pois veem a vitória próxima.

A leitura é de que os partidos contrários ao distritão não quiseram discutir o assunto até perceberem que perderiam.

Formação de chapa

Tanto o distritão quanto a volta das coligações resolveria um problema imediato de deputados de partidos pequenos ou de diretórios pouco estruturados de grandes siglas: a dificuldade em conseguir candidatos.

Segundo as regras atuais, cada partido pode lançar até uma vez e meia o número de vagas de cada Estado.

Lançar menos candidatos significa ter menos volume de campanha, provavelmente menos votos e, consequentemente, eleger menos representantes. Os deputados estão vendo suas perspectivas de reeleição ameaçadas, se as regras não forem alteradas.

Se as coligações voltarem, o máximo de vagas poderá ser preenchido com parceria entre diversas siglas. Caso o distritão seja adotado, o desempenho geral das legendas interferirá pouco nos resultados. Será factível eleger um deputado tendo apenas um candidato, por exemplo.

As duas hipóteses, porém, reverteriam uma tendência de enxugamento do sistema partidário em andamento no Brasil.

A fragmentação partidária se reduziu na Câmara dos Deputados e nos municípios nos últimos anos. Se forem mantidas as regras atuais, provavelmente o fenômeno se aprofundaria nas próximas eleições.

Os deputados, porém, temem que uma volta das coligações seja barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ou pelo Senado. A relatora tem dito que só inclui esse dispositivo no texto se houver um grande consenso.

Entre senadores, até mesmo o distritão é pouco popular. Antonio Anastasia (PSD-MG) é cotado para ser o relator na Casa Alta. É crítico ao projeto.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), poderá atrasar a proposta no colegiado.

As mudanças só valerão em 2022 se entrarem em vigor ao menos um ano antes da eleição. Ou seja: até o começo de outubro deste ano.

Se a Câmara aprovar o projeto e o Senado não deverá haver atrito entre as duas Casas.

Próximos passos

Há uma nova reunião da comissão especial marcada para às 14h desta 5ª feira (5.ago.2021). Não há certeza se o projeto será votado.

Os apoiadores da volta das coligações tentam uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e demais líderes de bancada no final da manhã para tentar chegar a um acordo sobre o assunto.

Na semana que vem, provavelmente na 3ª feira (10.ago.2021), estará esgotado o prazo para análise na comissão e o projeto poderá ser votado diretamente no plenário. O colegiado tem tempo equivalente a 40 sessões do plenário para analisar a proposta.

Arthur Lira marcou sessão do plenário para às 10h desta 5ª feira (5.ago). Se a reunião se alongar tarde adentro, a comissão especial não poderá deliberar: quando a ordem do dia é aberta no plenário os colegiados devem encerrar seus trabalhos.

Mais mudanças nas eleições

A Câmara também discute outras alterações em regras eleitorais em frentes distintas. A mais ruidosa é a do voto impresso.

Uma comissão especial discute a volta das cédulas de papel. O cenário atual indica rejeição do projeto.

A proposta tem o apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e de seus afiliados políticos. Bolsonaro já chegou a dizer que poderá não haver eleição em 2022 se os votos forem exclusivamente eletrônicos.

Também está sendo discutido o Código Eleitoral. O projeto tem 902 artigos nos quais condensa as regras não constitucionais sobre eleições.

Da forma como está hoje, a proposta censuraa publicação de pesquisas eleitorais a partir da antevéspera do pleito.

Ainda, tramita em regime de urgência proposta para criar as federações partidárias. São uma espécie de coligação que dura a legislatura toda, não só o período eleitoral.

Esse texto, porém, só deve ser discutido para valer se tanto o distritão quanto a volta das coligações empacarem.

Tanto o distritão quanto o voto impressão são discutidos por meio de PECs (propostas de emenda à Constituição). Trata-se do tipo de projeto de mais difícil aprovação. Na Câmara, precisa de ao menos 308 votos em 2 turnos.

O Código Eleitoral tramita como PLP (projeto de lei complementar). É aprovado se houver concordância de pelo menos 257 deputados. Lira disse que a votação deve ser entre agosto e setembro.
Fonte: poder 360

Faustão leva funcionários da Globo para a Band; saiba como será o novo programa


O novo programa de Faustão na Band vem sendo preparado para a faixa das 20h30 às 22h, de segunda a sexta-feira. Ocupada durante anos pela fé eletrônica do pastor R.R. Soares, a faixa renasce das cinzas.

Apesar da forte concorrência no horário, que bate de frente com Jornal Nacional e novela das nove, o maior investimento da TV brasileira, via Globo, as perspectivas são boas.

O novo programa entrará no ar após o bem cotado Jornal da Band, que sucede o Brasil Urgente, dono de uma das maiores audiências da emissora.

Além de Chris Gomes, diretor do Domingão do Faustão que já tinha deixado a Globo em maio, a fim de preparar o futuro programa do apresentador, mais dois profissionais estão trocando de canal: José Armando Vanucci, redator-final do Domingão, e Beto Silva, diretor da Super Dança dos Famosos, que deixará a Globo no final do mês.
Fonte: Grande ponto.