Deputados, prefeitos, vereadores e centenas de líderes políticos se unem em apoio a pré-candidatura de Rogério Marinho ao Senado

O município de Caraúbas recebeu neste domingo (26) um ato político de apoio ao lançamento da pré-candidatura do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (sem partido), ao Senado em 2022. O evento reuniu importantes nomes da política potiguar, entre deputados federais e estaduais, dezenas de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas de todas as regiões do Rio Grande do Norte. O movimento foi realizado na cidade à convite do prefeito Juninho Alves (PSDB).

“É com grande satisfação que agradeço a presença de cada um de vocês aqui, todos com o pensamento em comum de que é possível fazer mais por nosso Estado. Esse é apenas o primeiro passo de um longo processo, de muito diálogo e de busca por entendimentos para que, unidos, possamos trabalhar para o RN voltar a ter representatividade no Senado”, disse Rogério Marinho durante o ato.

Presente ao evento, o presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira ressaltou que Rogério “tem serviço prestado e tem tudo para fazer a entrega da Transposição do São Francisco, um marco para o Nordeste do Brasil. Aqui ainda vai concluir a Barragem de Oiticica, um sonho de mais de 50 anos, a interligação de adutoras na região Seridó, dotando a região de segurança hídrica para mais 50 anos e as obras do Ramal Apodi, que trará as águas do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, dos municípios do Ceará e da Paraíba para a região Oeste Potiguar. Rogério tem buscado ainda ajudar aos produtores rurais, estruturando os municípios com máquinas agrícolas. São serviços prestados e obras estruturantes importantes para nosso povo. Rogério tem se mostrado grande e terá meu apoio por tudo que tem feito como ministro pelo nosso Estado”.

Quem também participou da movimentação foi o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), que destacou a parceria administrativa que tem mantido com Rogério no Ministério. O gestor ressaltou que a Prefeitura da capital potiguar tem encontrado no ministro um importante aliado na busca por recursos que estão permitindo obras necessárias para a população natalense.

O evento contou ainda com os deputados federais Benes Leocádio (Republicanos) – pré-candidato ao Governo do Estado -, Beto Rosado (Progressistas), general Girão (PSL) e Carla Dickson (Pros). Da Assembleia, além de Ezequiel, também estiveram em Caraúbas os deputados estaduais Tomba Farias (PSDB), Gustavo Carvalho (PSDB), Getúlio Rêgo (DEM), Coronel Azevedo (PSC) e Nélter Queiroz (MDB). O presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira (Republicanos), também esteve no ato, entre outros 62 prefeitos.

 

Operação Maria da Penha prende 14 mil pessoas por violência contra a mulher

São Paulo SP 08 12 2019 3ª Caminhada pelo fm da violência contra as mulheres em São Paulo foto Rovena Rosa/Agencia Brasil

A Operação Maria da Penha, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, prendeu 14.000 pessoas entre os dias 20 de agosto e 20 de setembro por cometerem violência contra a mulher. Entre os crimes estão violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas. Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (24.set.2021).

Ao todo, 127 mil mulheres foram atendidas nos 26 Estados e no Distrito Federal pela ação que envolveu 108 mil profissionais das forças de segurança estaduais. Cerca de 40.000 medidas protetivas de urgência foram acompanhadas por policiais civis.

A operação teve o engajamento de diferentes instituições para qualificar o atendimento às vítimas, reforçar o cumprimento de medidas protetivas e conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões. Os resultados mostram a importância de um olhar integrado para coibir casos de violência contra a mulher e prevenir a ocorrência de feminicídios”, afirma o ministro Anderson Torres.

Foram realizadas cerca de 35.000 diligências policiais, instaurados quase 37.000 inquéritos e 349 apoios prestados a oficiais de justiça para intimação de medidas protetivas de urgência.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que uma a cada 4 mulheres no Brasil com mais de 16 anos sofreu algum tipo de violência no último ano. Eis a íntegra do levantamento, divulgado em 19 de agosto (683 KB).

Ao todo, 17 milhões de mulheres foram vítimas de violência física, psicológica ou sexual. Os números indicam estabilidade em relação ao estudo anterior, com dados de 2019. Na época, a parcela de vítimas era equivalente a 27,4%. Em 2021, as mulheres afetadas são 24,4%, um recuo que está dentro da margem de erro da pesquisa.

Apesar do leve recuo, o estudo mostra que a pandemia teve um forte impacto em características como o local da violência e o perfil do agressor. Passou de 42% para 48,8% o percentual de agressões cometidas dentro de casa, enquanto diminuiu de 29% para 19% a parcela de agressões na rua.

Além disso, cresceu a participação de companheiros, namorados e ex-parceiros nas agressões. Ou seja, os autores dos crimes são conhecidos da vítimas e pessoas próximas de seu convívio.

Ao todo, 72,8% dos autores das violências sofridas são conhecidos das mulheres. Os cônjuges, companheiros, namorados são os principais agressores (25,4%). Em 2º lugar, aparecem os ex-cônjuges, ex-companheiros e ex-namorados (18,1%).
Fonte: poder 360.

Nível de reservatórios pode ir a 24% em abril de 2022, pior marca para o mês

A partir desta quarta-feira (10), a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu já pode produzir energia com força total. A operação comercial da terceira e última unidade geradora do empreendimento foi liberada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em despacho publicado no Diário Oficial da União. – Curitiba, 10/04/2019 – Foto: Divulgação Copel

A faixa central do Brasil, que compreende as regiões Sudeste e Centro-Oeste, deve registrar chuvas abaixo da média histórica no início do próximo verão, um período crucial para a recomposição das reservas hídricas. Por isso, os reservatórios da região podem terminar o período úmido de 2022 com cerca de 24% de energia armazenada.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia), a faixa central do Brasil costuma registrar chuvas de 500 a 1.000 milímetros de dezembro a fevereiro. O Inmet, no entanto, prevê chuvas de 300 a 800 milímetros para esse período em 2021/2022. Não será o suficiente para recuperar o solo e o nível dos reservatórios da região.

“O solo está tão seco que seria difícil encher um reservatório em um único período de chuva, mesmo se a chuva ficasse na média histórica. E a tendência é de chuvas abaixo da média na faixa central. Por isso, a situação deve continuar crítica”, afirmou a ​ coordenadora de meteorologia aplicada do Inmet, Marcia Seabra.

A região central do país coincide com o subsistema Sudeste/Centro-Oeste do sistema energético brasileiro. O subsistema responde por cerca de 70% da reserva hídrica nacional. Abrange parte da bacia do rio Paraná, a nascente do Rio São Francisco e hidrelétricas como a de Furnas. É justamente no período de dezembro a abril que as chuvas costumam ser mais abundantes e os reservatórios alcançam os maiores níveis.

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) estimam que o armazenamento do subsistema Sudeste/Centro Oeste pode terminar abril de 2022 cerca de 11 pontos percentuais abaixo do verificado no mesmo mês de 2021 (34,6%), caso o período úmido seja similar ao de 2021, que também foi um ano de chuvas abaixo da média. Isto é, com 23,6% de energia armazenada.

Se a previsão se confirmar, será o pior nível de armazenamento do subsistema para meses de abril da série histórica, iniciada em 2000. A marca mais baixa para o mês foi de 32%, em 2001, ano do racionamento. O pior nível de todos os tempos foi de 15,8%, em novembro de 2014.

Para o ONS, este cenário “corrobora a necessidade de permanência dos recursos energéticos adicionais até o final do próximo período úmido” e “fundamenta a necessidade de realização de contratação de oferta adicional”. O prognóstico consta na ata da última reunião da CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), realizada em 9 de setembro.

Eis a íntegra da ata da CREG (73 KB).

Para especialistas, o prognóstico de que o período úmido começará com chuvas abaixo da média mostra que a crise hídrica está longe do fim. A avaliação é de que o baixo nível dos reservatórios exigirá que as usinas termelétricas continuem ligadas nesse intervalo, que costuma ser um período de mais disponibilidade de água e de redução do uso das térmicas. Isso significa que a conta de luz deve continuar pressionando a inflação no início de 2022.

“A previsão de que as chuvas do período úmido ficarão abaixo da média é preocupante, visto que já estamos em uma situação de crise hídrica. Se as chuvas não forem suficientes para encher os reservatórios, vamos ter que cruzar o período úmido com a geração termelétrica a pleno vapor. Será um período úmido atípico e isso vai pesar no bolso do consumidor”, afirmou o professor da FGV CERI (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas), Diogo Lisbona.

Especialistas também dizem que, neste cenário, o governo pode ter que tomar medidas mais duras para a contenção da crise hídrica, para evitar riscos como o de cortes temporários na distribuição de energia, em um ano eleitoral.

“Os dados demonstram que teremos um problema grave de segurança energética ainda este ano, antes do período de chuvas. Se não houver a reposição hidrológica adequada –e as previsões climatológicas mostram que vamos continuar em uma situação severa de chuvas–, a situação ficará ainda mais grave em 2022”, disse o professor do IEE (Instituto de Energia e Ambiente) da USP (Universidade de São Paulo), Célio Bermann.
Fonte: poder 360.

Congresso tende a derrubar veto e criar federações partidárias

 

Fachada do Congresso Nacional. Brasilia, 26-10-2018Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O Congresso Nacional tende a derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à criação das federações partidárias.

O mecanismo possibilita que 2 ou mais partidos se unam para eleger mais deputados e vereadores e conseguir acesso facilitado a recursos dos fundos Partidário e Eleitoral. E poderá salvar siglas pequenas da extinção ou do ostracismo.

O Executivo tem o direito de vetar trechos ou a totalidade de projetos de lei aprovados pelo Legislativo. Mas o Congresso pode não aceitar e fazer valer o texto aprovado. Para isso, precisa de mais da metade dos votos de deputados e senadores –no jargão, fala-se em “derrubar o veto”.

O Poder360 apurou com líderes de bancada que é esperado o seguinte:

  • Senado – a tramitação do veto começa pela Casa Alta. Não há acordo formal, mas os senadores entendem que é um tema caro aos deputados, por interferir principalmente em eleições proporcionais. Quase não há resistência às federações;
  • Câmara – a esquerda votará quase toda pela derrubada do veto. Não há um apoio maciço do Centrão às federações, mas deputados do grupo deverão dar votos suficientes para, combinados com a oposição, derrubar.

“A avaliação é que o veto deve ser derrubado”, disse o líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PE).

“Com a realidade do fim das coligações, é ainda mais plausível a derrubada do veto”, disse o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB). “Eles [partidos de esquerda] que mais querem. Não vejo motivo para ser contra”, declarou.

“A Câmara tem maior interesse, e quando o Senado pode atender a Camara, atende”, disse o líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias(PR).

O cenário poderá mudar se o governo mobilizar sua base para manter o veto. Por enquanto, não deu sinais de que o fará.

O principal articulador desse movimento é o PC do B. O partido tem apenas 8 deputados, mas a bancada tem influência desproporcional ao seu tamanho.

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), têm tido atuação discreta na discussão.

As federações têm semelhanças com as coligações para eleições proporcionais, hoje vedadas pela Constituição. Isso foi citado pelo governo quando do veto:

“A referida proposição contraria o interesse público, visto que inauguraria um novo formato com características análogas à das coligações partidárias”, diz a mensagem de veto.

“A vedação às coligações partidárias nas eleições proporcionais, introduzida pela Emenda Constitucional nº 97, de 4 de outubro de 2017, combinada com as regras de desempenho partidário para o acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão tiveram por objetivo o aprimoramento do sistema representativo, com a redução da fragmentação partidária e, por consequência, a diminuição da dificuldade do eleitor de se identificar com determinada agremiação”, escreveu o governo.

A Câmara aprovou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para ressuscitar as coligações, mas os senadores não toparam.

A sessão de análise dos vetos foi adiantada para 2ª feira (27.set.2021) –a ideia inicial era que fosse no dia seguinte. Assim, reduz-se o risco de o veto ser derrubado e a burocracia impedir que as federações partidárias valham nas eleições de 2022.

Alterações nas regras eleitorais só valem no pleito seguinte se estiverem em vigor pelo menos 1 ano antes da votação. O prazo é 1º de outubro deste ano.

Representantes das bancadas das duas Casas se reúnem nesta 6ª feira (24.set) às 10h, por videoconferência. Discutirão as federações e os demais vetos a serem derrubados ou mantidos.

As federações podem ser compostas por duas ou mais siglas e precisam durar no mínimo 4 anos, segundo texto aprovado pelo Congresso. Para ser válida em uma eleição, precisa ser constituída até o prazo final para as convenções das legendas.

Uma federação funciona nas instâncias de representação como um único partido. Se 3 partidos firmam uma dessas alianças, têm direito a apenas uma estrutura de liderança na Câmara, por exemplo.

Duas siglas pequenas podem se associar para eleger mais deputados ou para bater a cláusula de desempenho eleitoral e manter o acesso aos fundos Partidário e Eleitoral –os recursos iriam para a federação e os partidos envolvidos dividiriam como acordassem.

Assim, seria possível às siglas federadas manterem estruturas separadas –como sedes, dirigentes e funcionários. As burocracias de cada legenda ficariam preservadas.

Uma federação tem validade nacional. Significa que uma federação pode colocar adversários políticos locais sob um mesmo guarda-chuva. Também dificulta os arranjos políticos locais elaborados para eleger deputados.

Esse é um dos motivos para setores do Centrão não se empolgarem com a ideia. Os deputados também incluíram federações no projeto de Código Eleitoral, que ainda não foi analisado pelo Senado.

Informações deste post foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.

Fonte: poder 360.

RN registra menor abate de gado desde 2005; produção de ovos de galinha bate recorde

Apenas no primeiro semestre de 2021, o Rio Grande do Norte registrou as duas menores marcas de abates de bovinos para consumo desde 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por outro lado, o estado bateu recorde na produção de ovos de galinha no segundo trimestre do ano, atingindo o maior patamar na série histórica iniciada em 1987.

Os dados são das Pesquisas Trimestrais de Abate, Leite e Ovos, divulgadas pelo órgão em setembro.

O estudo apontou que o estado teve 15.603 cabeças de gado abatidas nos meses de abril, maio e junho. O número significou um crescimento de 9,6% em relação ao período entre janeiro e março – quando foram abatidos 14.230 animais para consumo.

Ainda assim, o IBGE apontou que o primeiro trimestre foi o pior desde 2005 e, apesar da melhora, o segundo trimestre ficou com o segundo pior resultado.

Abate de bovinos tem queda no RN nos dois primeiros trimestres de 2021 no RN — Foto: IBGE

O trimestre encerrado em junho teve uma redução de 16,9% quando comparado ao mesmo período de 2020. Com esses números, o RN permaneceu na penúltima posição entre os estado da região Nordeste, ficando à frente apenas da Paraíba (13.303 cabeças).

Em primeiro lugar ficou o estado da Bahia, que abateu mais de 224 mil bovinos.

A pesquisa apura a quantidade de animais abatidos e o peso total das carcaças, por espécie, nos abatedouros sob fiscalização federal, estadual ou municipal. ]

Recorde na produção de ovos

Apesar dos números negativos para a pecuária de corte bovina, o estado registrou recordes na produção de ovos de galinha, no período entre abril e junho.

Produção de ovos atingiu patamar recorde no RN — Foto: IBGE

No somatório do segundo trimestre, o estado produziu 9,9 milhões de dúzias de ovos de galinha, registrando a maior quantidade deste produto em toda a séria histórica da pesquisa, que começou em 1987.

Ainda de acordo com o IBGE, a produção tende a aumentar, já que o número de galinhas poedeiras também foi o maior já observado para o estado: cerca de 1,6 milhão.

Dessa forma, o estado se consolidou como o quarto maior produtor de ovos de galinha no Nordeste, ficando atrás de Pernambuco (57 milhões de dúzias), Ceará (56,8 milhões de dúzias) e Bahia (18,2 milhões de dúzias).

Os ovos são considerados um dos alimentos mais nutritivos do planeta — Foto: Getty Images/BBC

Suínos

A pesquisa também trouxe informações sobre o abate trimestral de suínos, que no caso do RN registrou, no segundo trimestre, 3.195 abates. Além do número de abates ser menor do que o trimestre anterior (3.246) também é inferior ao registrado no segundo trimestre de 2020 (3.252).

Segundo o IBGE, o RN foi o único estado com abatedouros oficiais de suínos que registrou queda no abate deste animal na comparação com o trimestre anterior.

Leite

Outro dado levantado pelo IBGE aponta que o RN produziu 18,2 milhões de litros de leite industrializado no segundo trimestre de 2021.

O número representou um crescimento de 10,1% na produção em relação ao trimestre anterior.

Após 5 trimestres em queda, a produção de leite industrializado cresceu no RN

Ainda assim, o leite industrializado teve sua produção diminuída em 4,7% em relação ao mesmo período de 2020.

Segundo o IBGE, o Nordeste participa com apenas 7,7% da produção de leite industrializado do país e a produção potiguar corresponde a apenas 4% da produção da região.

Fonte: G1

Funerária admite erro, diz que trocou corpos e idosa pode ter sido enterrada por outra família


O Grupo Serra reconheceu, na tarde desta quarta-feira (22), um erro de procedimento que teria resultado na troca de corpos de duas idosas que morreram na cidade de Sumaré (SP) – o caso veio à tona após a família de Maria Aparecida Cardoso, de 74 anos, verificar no velório que não era ela quem estava no caixão. Segundo a funerária, a mulher teria sido velada e enterrada por outra família – o corpo deverá ser exumado para confirmar a identidade.

De acordo com nota divulgada pela empresa funerária, após análises do circuito de vídeo do laboratório, foi possível constatar o erro de procedimento e troca dos corpos. O Grupo Serra informou que está em contato com a família da outra paciente para informar do ocorrido.

O corpo de Maria teria sido trocado com o de uma mulher de 71 anos, que veio a óbito no mesmo dia, só que na UPA Macarenko.

“O Grupo Serra lamenta profundamente o ocorrido e compromete-se integralmente com os esclarecimentos deste caso, cujas conclusões dependem de informações ainda a ser levantadas pela análise feita a partir do inquérito policial em curso. Sabemos ser imensurável o sofrimento causado e nos colocamos inteiramente à disposição para receber as famílias. A família Serra está profundamente solidária, prestamos toda nossa solidariedade às famílias, pedimos sinceras desculpas”, diz o texto.

Maria Aparecida Cardoso, de 74 anos, veio a óbito em Sumaré (SP) e familiares constataram a troca do corpo no velório, nesta quarta — Foto: Reprodução/EPTV

Falha no procedimento

Segundo a empresa, o corpo de Maria Aparecida, que morreu por complicações da Covid-19, foi retirado no Hospital Estadual de Sumaré (HES) e estava identificado com uma etiqueta em que continha seu nome, data de falecimento, horário e hospital de origem. Já o da idosa de 71 anos que morreu na UPA estava com uma “etiqueta em branco e um papel solto com a identificação”.

“A família da senhora que faleceu no UPA Macarenko realizou o funeral no dia 22 de setembro às 10h30, recebeu o corpo apresentado como de sua familiar e avaliou positivamente o atendimento da empresa”, informou a funerária.

Somente após a família de Maria Aparecida identificar o erro no velório é que a falha foi apurada e constatada.

“Nós queremos fazer um velório digno para ela. Isso é uma falta de respeito com os familiares, não só da nossa parte, como da outra família”, disse Aliomar Agnelo, genro da idosa.

Família constatou troca

O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial de Sumaré, que registrou a ocorrência inicialmente como destruição, subtração ou ocultação de cadáver.

No registro do boletim de ocorrência consta que familiares constataram, no momento do velório, a troca do corpo.

O corpo que foi retirado no Hospital Estadual de Sumaré foi encaminhado para o laboratório do grupo funerário em Artur Nogueira, onde foi preparado, e depois levado até Hortolândia, onde ficou aguardando o velório no Cemitério dos Amarais, em Campinas.

Corpo tinha marcas

A enfermeira plantonista responsável pelo preparo do corpo de Maria Aparecida no HES informou que o corpo que retornou ao hospital nesta quarta, após a constatação da troca, não é o da idosa que havia atendido.

Segundo a profissional, o corpo de Maria Aparecida tinha marcas características, como uma escara sacral e dois ferimentos por punção, um na jugular e outro na femural direita, o que não havia no cadáver que retornou à unidade.

Ao g1, a Unicamp, responsável pela gestão da unidade, informou que não houve falha no processo dentro do hospital. Após a confirmação do óbito, a Unicamp destaca que todos os protocolos de rastreabilidade foram seguidos e que só havia essa paciente no necrotério na terça, sendo o corpo entregue para a funerária com todas as documentações.

Fonte: G1

Bancada do RN retira emendas da Reta Tabajara para compra de vacinas e obras são paralisadas por falta de recursos

Considerada fundamental para diminuir o número de acidentes na rodovia federal ao facilitar o fluxo diário de 70 mil veículos, a obra de duplicação da Reta Tabajara foi, mais uma vez, interrompida por falta de recursos. Isso porque o Governo do Estado estimulou a bancada federal do Rio Grande do Norte a retirar os R$ 16,5 milhões que seriam destinados por meio da emenda da bancada para utilizar estes recursos na compra de vacinas. O deputado federal General Girão foi o único parlamentar da bancada a recusar esta realocação de recursos e também o único a destinar o montante de R$ 14,6 milhões de sua emenda individual para a obra citada. A duplicação do trecho localizado no município de Macaíba tem aproximadamente 16 quilômetros de extensão.

“Esta é uma obra aguardada há muitos anos, cuja execução vinha se arrastando, mas agora estava se tornando realidade. No entanto, lembramos que o Governo do Estado estimulou os parlamentares da bancada federal do RN, exceto este deputado, a retirar os valores da emenda da bancada para comprar vacinas russas que nunca chegariam ao Estado. E vale ressaltar que, já nesta época, a distribuição das vacinas pelo Governo Federal estava sendo cumprida. Então, não havia a menor necessidade de boicotar a realização de uma obra tão importante como a da Reta Tabajara, que irá não só melhorar o tráfego de veículos, mas, principalmente, evitar acidentes e salvar vidas”, afirmou o General Girão.

Segundo informações obtidas pelo parlamentar serão necessários R$ 60 milhões para a conclusão do trecho a ser duplicado. “Fui informado de que o saldo financeiro existente no contrato atenderá apenas alguns serviços já realizados pela empresa, que ainda não foram pagos por motivos burocráticos. A empresa está aguardando a aprovação de um Projeto de Lei do Congresso Nacional – PLN, que prevê cerca de R$ 25 milhões para a obra a fim de remobilizar suas equipes. O planejado é que o reinício dos trabalhos ocorra em outubro, desde que o trâmite do PLN esteja adiantado. No entanto, estes R$ 25 milhões não serão suficientes. Por isso, é ainda mais válido lembrar que estes R$ 16 milhões que a bancada retirou sem o meu apoio, está fazendo falta. O trabalho que vem sendo feito pelo ministro Tarcísio [da Infraestrutura] merece o nosso reconhecimento, mas quando o cidadão passa pela Reta Tabajara em seu estado atual precisa lembrar de ‘agradecer’ ao Governo Fátima pela obra estar parada”, conclui.
Fonte: blog do Ismael Sousa

 

José Agripino volta fortalecido de Brasília. DEM aprova fusão com PSL


A executiva nacional do DEM aprovou agora por 41 votos, a fusão com o PSL, que também está reunido em Brasília com o mesmo objetivo, se unir com o partido de José Agripino.

O detalhe, é que as duas legendas se tornaram o maior partido do Brasil, que comandará um orçamento gigantesco para o pleito de 2022.

Aqui no Rio Grande do Norte, JaJa continuará dando as cartas do novo partido e os irmãozinhos Carla e Alberto Dickson, se quiserem ter espaço, terão que bater continência para José Agripino, que volta ao estado fortalecido desse embate nacional.

Deportação em massa de haitianos vai enterrar de vez a ideia de sonho americano


Por alguns segundos achei que o presidente Donald Trump continuava no poder nos Estados Unidos, 8 meses depois de ele ter ido para a casa resmungando que tinha vencido as eleições. O disparate temporal foi ativado por uma imagem que pode entrar para a história como a representação da política de imigração do democrata Joe Biden: policiais texanos a cavalo giram no ar o couro da rédea, como se fosse um chicote, ao perseguir haitianos que tentam entrar nos Estados Unidos na fronteira com Del Rio.

Duas imagens me perseguem a partir daí. A cena era muito parecida com a de capatazes perseguindo escravos no século 19, estalando o chicote no chão para aumentar ainda mais o terror. Há também uma cena do “Planeta dos Macacos” em que os primatas perseguem humanos com um chicote na mão. No caso da cena norte-americana, a continuação era tão ruim quanto o destino dos escravos que fugiam no século 19: o governo dos Estado Unidos decidiu deportar 14 mil haitianos que fugiam da fome, da covid-19, da violência, dos furacões, enfim, do beco sem saída que é o Haiti.

A cena chocou os EUA pelo simbolismo óbvio: é assim que o país mais rico da América trata o mais pobre. O presidente Joe Biden prometeu durante a campanha que iria mudar a política de Trump para a fronteira com o México. Trump tratava os latinos como lixo. Biden colocou a sua vice, Kamala Harris, para cuidar da questão, o que seria um sinal de alta prioridade para esse drama. Na prática, há sinais de que Biden pode dar um tratamento ainda mais degradante aos miseráveis que tentam entrar no EUA.

A designação de Kamala não produziu desastres, mas suas declarações sobre os latinos que querem entrar nos EUA foram ingênuas, senão patéticas. Em setembro, ela disse o seguinte aos imigrantes da Guatemala que tentavam entrar nos EUA: “Não venham para os Estados Unidos”. Se dissessem que Trump tinha dito tal frase, faria mais sentido.

Democratas como Biden e Kamala são mestres em pregar uma política humanitária e praticar barbárie. Foi na administração de Obama que os Estados deportaram um número recorde de imigrantes ilegais no período 1892-2018. Obama mandou para 3.066.457. Trump deportou muito menos: 551.449. Esse mesmo fenômeno ocorreu com guerras: Obama fez uma campanha pacifista, mas engajou os Estados Unidos em 7 ataques aéreos, contra os seguintes países: Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Iêmen, Somália e Paquistão.

A questão dos imigrantes na fronteira do México com o Texas arrasta-se há anos, mas tornou-se explosiva nos últimos 2 meses, segundo relato do jornal The New York Times. Só em agosto atravessaram a ponte em Del Rio cerca de 200 mil imigrantes. O ano deve fechar com 1,5 milhão de imigrantes ilegais. Só nessa área há 9.000 haitianos que serão deportados. Um acampamento foi improvisado sob uma ponte sobre o rio Grande. Além da reclamação de maus tratos dos policiais, os imigrantes pedem o mínimo: água, comida e assistência médica para os doentes. Banho eles tomam no rio.

O governador do Texas, o republicano Greg Abbott, diz que há uma omissão federal na crise, o que obrigou-o a aumentar o número de agentes e policiais na área. Abott compara a situação de Del Rio com a saída desastrosa dos EUA do Afeganistão. Cidades pequenas, de 30 mil habitantes, receberam repentinamente 20 mil pessoas. Nenhuma delas têm estrutura para lidar com um fluxo tão grande em tão pouco tempo.

Se está preocupado com questões humanitárias, Biden devia olhar para a Alemanha da primeira-ministra Angela Merkel. A reação inicial dos políticos alemães foi de rejeitar o contingente gigante de sírios que queriam ir para o país –nada menos que 1,5 milhão de pessoas. A extrema direita ameaçava criar patrulhas para atacar os refugiados. Contra a opinião dos políticos, Merkel bateu pé: “Nós vamos conseguir”, disse à época. A Alemanha recebeu cerca de 800 mil refugiados e nada de muito grave aconteceu porque havia uma política pública de acolhimento.

O Partido Democrata parece estar de olho nas eleições do próximo ano ao ressuscitar a política de imigrantes de Obama, de deportação em massa. A aplicação cega dessa política vai enterrar a imagem dos EUA como terra das oportunidades. O país não é um bálsamo para os mais pobres há uns 30 anos, com a redução da mobilidade social e a concentração de renda entre os mais ricos. Mas poderia ter uma política para os imigrantes para, ao menos, retocar a imagem cada vez mais carrancuda da América, um prenúncio de que o sonho americano está a caminho da cova. Como mostra a recepção da Alemanha, receber imigrantes não é só uma questão humanitária; é um ótimo negócio introduzir no mercado consumidores loucos pelo sonho americano.
Fonte: poder 360.

Marcelo Queiroga testa positivo para Covid


Marcelo Queiroga, que integra a comitiva de Jair Bolsonaro nos EUA, testou positivo para a Covid
. A informação foi confirmada por O Antagonista.

O ministro da Saúde, que fez gestos obscenos para manifestantes contrários ao presidente nesta segunda (20) à noite, esteve antes disso com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Também visitou o plenário da ONU, onde se realiza a Assembleia-Geral da entidade.

Nesta terça (21), antes do diagnóstico de Covid, Queiroga participou da aglomeração de Bolsonaro com seus apoiadores em frente ao hotel em Nova York. O ministro deve permanecer em quarentena na cidade americana.

Fonte: o antagonista.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa

Padre João Medeiros Filho

Há algumas semanas, foi lançada a sexta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, atualizando as palavras do idioma nacional e sua grafia, somando agora 382 mil verbetes. A publicação anterior – que data de 2009 – voltava-se especialmente para a escrita correta das palavras, em obediência ao Acordo Ortográfico Internacional, firmado pelas nações integrantes da comunidade de língua portuguesa. A atualização revela a dinâmica do vernáculo e a inclusão de neologismos úteis aos lusófonos brasileiros. Demonstra o zelo da Academia Brasileira de Letras – ABL, como guardiã da língua pátria. Houve acréscimo de mais de mil novos vocábulos ao português que falamos e escrevemos. Desde a quinta edição, a equipe do filólogo Evanildo Bechara – coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, responsável pela redação do trabalho – vinha se dedicando a reunir novos termos (e significados), colhidos em textos científicos, literários e jornalísticos. Houve também sugestões enviadas por linguistas. Não basta o surgimento de uma palavra para que ela seja automática e oficialmente incorporada ao VOLP. Para tanto, necessita ganhar consistência linguística, bem como ser compreendida e largamente usada.

Vários termos adicionados ao Vocabulário dizem respeito à Covid-19. Inegavelmente, a pandemia mudou a vida de muitos brasileiros, inclusive no emprego cotidiano de expressões. Além de palavras técnicas, geradas em decorrência do Sars-Cov-2, foram adicionados estrangeirismos, como “home office”, “lockdown” etc. De acordo com o professor Bechara, “nos últimos anos houve uma aproximação dos países, não só em termos políticos, sociais e econômicos, mas também por conta da pandemia.” Tal proximidade abriu a porta para o acréscimo de vocábulos, oriundos de vários idiomas, especialmente do inglês. Verifica-se o caso de “necropolítica” e “necropoder”, expressões cunhadas pelo filósofo camaronês Achille Mbembe.

O momento político vivido pelo Brasil gerou para o nosso idioma novas acepções de vocábulos, tais como: negacionismo, terraplanice, lacração, pós-verdade, invertida etc. Das pautas ideológicas – alheias à semântica latina e à história do vernáculo – vieram feminicídio (assunto abordado em artigo já publicado neste jornal) e sororidade, em oposição a fraternidade. No entanto, em latim, “frater” (do qual se origina fraternidade) não significa somente o consanguíneo masculino. Para indicar este familiar a genuína palavra latina seria “germanus”, originando em português irmão – “hermano”, em espanhol e “germain” (hoje pouco usual em francês) – do qual provém irmandade. Sororidade torna-se um termo redundante, por conseguinte, desnecessário, expressando mais uma carga ideológica do que semântica. O mundo digital legou-nos também criptomoeda e ciberataque. Eis apenas alguns exemplos de étimos incorporados ao VOLP.

Consoante os antropólogos, a sociedade é pautada pela cultura, que varia ao longo do tempo. Por vezes, surgem mudanças comportamentais e morais, modificam-se juízos de valor, influenciados pela tecnologia. A língua segue a cultura e tende a acompanhar as suas variações. Alguns períodos da história – como o que atravessamos – apresentam mais reviravoltas. Inegavelmente, há momentos de maior estabilidade, provocando menos novidade quanto à criação de termos. Há épocas caracterizadas por transformações bruscas. Nem sempre os étimos existentes descrevem acuradamente a realidade presente e vivida. Daí, a necessidade de criar vocábulos, importar ou ressignificar palavras antigas. Isto ocorreu,por exemplo, após a Primeira Guerra Mundial e, mais recentemente, com o advento da globalização, na década de 1980.

Causou estranheza a certos estudiosos do idioma nacional a demora em atualizar o Vocabulário. Argumentam que em doze anos de pós-modernidade muita coisa aconteceu. Verificam-se várias modificações individuais e sociais, causadas pelos avanços tecnológicos. Além das transformações sociopolíticas, vive-se uma transição do modelo de sociedade industrial para uma pós-industrial, desencadeando uma alteração estrutural bem mais profunda. A variação nos padrões éticos ocasionou situações difíceis de descrever pelas terminologias vigentes. Isso repercutiu sobre a cultura e, portanto, sobre a língua. Sociólogos, cientistas políticos, jornalistas e antropólogos falam de uma ressaca da globalização, proporcionando o retorno de uma fase mais conservadora e nacionalista, enfatizando maior respeito e defesa de valores morais e culturais dos quais a língua é integrante. Dessa luta resulta igualmente uma alteração na linguagem acadêmica, social e religiosa. A palavra da Sagrada Escritura faz-nos refletir: “A língua tem poder sobre a morte e a vida!” (Pv 18, 21).

Estamos vivendo no Brasil da fome, da miséria e do desemprego, escreve Zeca Dirceu


Uma das minhas prioridades como deputado é estar perto do povo. Sempre tive a preocupação de percorrer todo o meu Estado, o Paraná, em encontros e conversas com a população. Nessas andanças fiscalizo obras, levo investimentos, mas também ouço queixas e identifico problemas dos municípios paranaenses.

Depois de longos meses de isolamento em casa, com eventos e reuniões virtuais, voltei a andar por todo o Paraná, fazendo visitas e compromissos. A realidade que tenho encontrado é assustadora e triste. O governo Bolsonaro está deixando um rastro, com marcas sangrentas que vão muito além da pandemia. O acirramento do quadro da fome, da miséria e da insegurança alimentar no Brasil é gravíssimo.

Tenho presenciado apenas um sentimento: o de desespero. As pessoas estão agoniadas, tristes e insatisfeitas. Muitos perderam o poder aquisitivo e não estão conseguindo pagar suas contas, outros estão desempregados e na completa miséria. Miséria essa que tinha sido eliminada nos governos do PT.

Muito antes da crise sanitária que atingiu o Brasil em 2020, nós já enfrentávamos outro vírus, o da ignorância e da desigualdade social, propagados pelo atual governo. Em 2019, logo depois de assumir a presidência, Bolsonaro cortou do programa Bolsa Família 1,3 milhões de pessoas beneficiadas, tentando destruir o maior programa social de transferência de renda, reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) por combater a fome.

Com o desmonte de políticas sociais, que começou com o golpe de 2016, o país voltou a figurar no mais terrível dos locais, o Mapa da Fome das Nações Unidas. A proporção de brasileiros em situação de insegurança alimentar saltou para 116,8 milhões de pessoas, sendo que 43,3 milhões não têm acesso à quantidade de alimentos suficientes para o sustento, e outras 19 milhões passam fome, segundo relatório (íntegra – 13 MB) da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional divulgado em dezembro de 2020.

Essa situação toda não é por falta de dinheiro, visto que a arrecadação de impostos no Brasil bateu recordes, segundo a própria Secretaria da Receita Federal. Esse ano tivemos a maior arrecadação em 27 anos da série histórica da receita, iniciada em 1995. Só nos 6 primeiros meses de 2021, foram arrecadados R$ 881,996 bilhões de reais. Mas para onde vai esse dinheiro?

O governo diz não ter dinheiro para o Bolsa Família, mas continua bancando os luxos e regalias de uma pequena parcela da população. Os generais e comandantes das forças armadas que estão à frente de estatais chegam a ganhar salários de R$ 260 mil reais por mês. Fora os milhões entregues aos deputados bolsonaristas e mais outros milhões gastos em leite condensado, picanha e cerveja para o Exército.

Enquanto os brasileiros passam fome, sem aumento real do salário-mínimo, Bolsonaro e sua família se esbaldam no luxo e ostentação. Envolvido no escândalo da “rachadinha”, Flávio Bolsonaro comprou uma mansão de quase R$ 6 milhões em um bairro nobre de Brasília. Já seu irmão Jair Renan Bolsonaro alugou uma outra mansão, avaliada em R$ 3,2 milhões de reais, pagando a bagatela de R$ 8 mil reais mensais. É vergonhoso viver em um país onde o presidente e sua família não se importam ou se compadecem da situação de fome e miséria que devasta o Brasil.

Eu tenho o sonho de ver o povo voltar a comer, trabalhar e estudar. É esse país que precisamos recuperar. A solução nós já sabemos qual é: o impeachment de Bolsonaro. Só com o país livre das garras de um presidente despreparado e egocêntrico, poderemos superar a miséria, a fome e o desemprego. Sabemos que não será fácil, mas é possível fazer o Brasil voltar a ser feliz novamente, como o PT fez por quase 20 anos.
Fonte: poder 360.

Justiça determina que União forneça remédio mais caro do mundo para bebê com atrofia muscular espinhal

A Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) determinou que o Ministério da Saúde forneça ao bebê Benjamin Brener Guimarães, o Ben, um remédio que custa mais de 2 milhões de dólares, o equivalente a R$ 11.239.337. O menino, de 4 meses, foi diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME) e, desde então, a família tem feito campanhas na internet para tentar custear o preço do medicamento.

Benjamin tem 4 meses e foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) — Foto: Reprodução/Instagram

O remédio em questão é o Zolgensma, conhecido como o remédio mais caro do mundo. Ele pode ser utilizado para tratar crianças de até 2 anos diagnosticadas com AME tipo 1, a forma mais grave da doença e que geralmente causa a morte antes dessa idade.

A decisão em prol do bebê foi proferida em tutela de urgência, no sábado (18), pela juíza federal Joana Carolina Lins Pereira, titular da 12ª Vara. A União precisa cumprir a decisão antes que o bebê complete 6 meses, num prazo de 20 dias. É possível recorrer da determinação.

Até 2017, não havia tratamento para quem nascia com essa condição no Brasil. A AME é uma doença grave, rara, neuromuscular, degenerativa, progressiva, irreversível e de origem genética. O Zolgensma, que obteve registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto de 2020, modifica o DNA do paciente e cria uma cópia funcional, isso em uma única dose.

Além do Zolgensma, o tratamento da AME também pode ser feito com o remédio Nusinersena (Spinraza). Diferente do primeiro, este segundo consiste num tratamento para o resto da vida, num custo de R$ 400 mil por ano. Desde 2019, o Spinraza foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é fornecido gratuitamente aos pacientes.

Benjamin, de 4 meses, e o pai, o administrador Túlio Guimarães — Foto: Reprodução/Instagram

Para solicitar o fornecimento do Zolgensma, a família de Ben argumentou que o medicamento oferece uma melhor relação custo-efetividade, por ser de dose única. Além disso, uma perícia feita por uma geneticista comprovou que esse remédio seria o mais indicado para o caso do bebê.

Para o pai de Ben, o administrador Túlio Guimarães, a decisão judicial foi a melhor notícia já recebida. Segundo ele, a família descobriu a AME quando o bebê tinha 3 meses e, desde então, tem travado uma batalha pela vida de Benjamin.

“Foi um cometa que caiu no meio do nosso lar, inesperadamente. No início, foi devastador, mas com muita fé em Deus e a força que todo mundo tem nos dado, temos superado. Essa foi a decisão mais linda do mundo. Sabemos que a União pode recorrer, mas essa batalha, ainda que seja apenas o primeiro round, está ganha”, afirmou o administrador.

Para negar o fornecimento do Zolgensma, a União afirmou que, desde que nasceu, Ben tem sido tratado com Spinraza por meio do SUS e que o quadro de saúde do paciente tem se mantido estável. Além disso, o Ministério da Saúde afirmou que não há comprovação de superioridade do medicamento solicitado diante do que já é oferecido.

“Salvar uma vida não é despesa. É investimento. Aqui, importa em dar a um ser humano a oportunidade de crescer, estudar, trabalhar, constituir família. Por ora, entretanto, do que o paciente Benjamin precisa é de uma oportunidade para viver, de uma oportunidade para respirar”, afirmou a juíza responsável pelo caso, na decisão em favor do bebê.

A Justiça também determinou que a família do bebê informe o valor arrecadado por meio das campanhas feitas em prol do menino para a compra do medicamento, para que a União custeie somente o restante. Até a terça-feira (14), o valor doado era de R$ 3.314.884,15.

“Se a União recorrer, espero que o coração do desembargador que for dar a decisão seja do bem, e que ele dê amor à vida de um ser humano e não derrube a sentença. A AME é realmente muito grave e pode ser letal. Com a precocidade com que Benjamin está sendo tratado, esperamos que ele consiga levar uma vida com dignidade”, disse Túlio Guimarães.

Fonte: G1

 

 

 

Mulher de Wesley Safadão mentiu a idade para furar fila da vacinação, dizem servidoras


A digital influencer e mulher do cantor Wesley Safadão, Thyane Dantas, mentiu sobre a idade no momento da vacinação contra a Covid-19, segundo informaram as servidoras responsáveis pela vacinação do casal em depoimento à sindicância realizada pela prefeitura de Fortaleza.

A registradora do local de vacinação e a aplicadora da vacina afirmaram em depoimento que a influenciadora digital disse ter 31 anos durante diferentes etapas da imunização, mas na verdade, possuía 30. Ela não entregou documento de identificação com a idade correta.

Além disso, o recorte de aplicação no dia do ocorrido era para pessoas com 32 anos ou mais. Thyane também não estava agendada para receber o imunizante, prática utilizada no município para regular a vacinação.

A enfermeira que aplicou a vacina de dose única em Thyane durante a sindicância foi questionada por um membro da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Plano Municipal de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19 se não desconfiou da idade da digital influencer. Em resposta, a servidora afirmou que confiava na equipe de triagem.

Na época, Wesley e Thyane negaram qualquer irregularidade afirmando que ela havia recebido vacinas da “xepa”, como ficou conhecida a sobra de imunizantes do dia. A Prefeitura de Fortaleza negou a versão, dizendo que não havia aplicação de doses de “xepa” no horário em que eles foram imunizados. Quando eles voltaram a ser procurados, não quiseram se manifestar sobre o assunto.

A equipe de Wesley Safadão afirmou que o cantor e a mulher dele não iria se posicionar sobre o assunto.

Suposta corrupção passiva

A sindicância que apura a vacinação irregular de Thyane, mulher do cantor, foi concluída pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que encontrou irregularidades nas ações de três colaboradores do poder municipal, uma servidora pública e dois funcionários terceirizados.

Segundo a pasta, as apurações internas apontam possível crime de corrupção passiva por parte de três colaboradores da Prefeitura de Fortaleza. A decisão foi assinada pela secretária municipal da Saúde, Ana Estela Leite, e publicada no Diário Oficial do Município de 6 de setembro.

Thyane Dantas, mulher de Wesley Safadão, foi vacinada em Fortaleza mesmo estando fora da faixa etária e sem agendamento. — Foto: Reprodução/Instagram

Uma das pessoas envolvidas na vacinação irregular é uma técnica de enfermagem e servidora pública do município. Contra ela, de acordo com a Secretaria da Saúde, será aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).

Os outros dois envolvidos no caso são terceirizados e, conforme a Prefeitura, “foram devolvidos para a empresa contratante”. Um desses funcionários era auxiliar administrativo e o outro atuava como apoio à gestão.

O Grupo Servnac, que possui contratos de serviços de mão de obra terceirizada com a Prefeitura de Fortaleza, se posicionou, em nota, sobre a situação dos dois funcionários afastados pelo Poder Municipal por suposta irregularidade na vacinação de Thyane Dantas.

A empresa pediu acesso à sindicância da prefeitura que demonstra, conforme a Secretaria Municipal da Saúde, a participação dos dois trabalhadores terceirizados e de uma servidora pública. Com isso, a Servnac quer ter subsídios para “decidir as medidas cabíveis a serem tomadas”.

Leia a nota na íntegra:

“O Grupo Servnac informa que solicitou acesso ao processo administrativo instaurado pela Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), do qual constam dois colaboradores da empresa, para tomar conhecimento dos termos e ter condições de decidir as medidas cabíveis a serem tomadas. O Grupo Servnac se pronunciará em momento oportuno.”

A outra envolvida no caso é uma técnica de enfermagem e servidora pública do município. Contra ela, de acordo com a Secretaria da Saúde, será aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). A base para a averiguação é o Estatuto dos Servidores do Município que, no seu artigo 168 diz que é proibido “valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”.

Uma das decisões assinadas pela secretária da Saúde foi o “encaminhamento das informações e da conclusão das apurações realizadas no âmbito do Procedimento de Sindicância nº P193652/2021 aos Órgãos Ministeriais e Policiais competentes, a fim de averiguar a suposta prática do delito criminal insculpido no Art. 317, § 2º do Código Penal Brasileiro por parte dos sindicados”.

O artigo em questão trata do crime de corrupção passiva, que é caracterizado no Código Penal como o ato de solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente vantagem indevida ou aceitar promessa de tal vantagem. O texto do Diário Oficial e a Secretaria da Saúde não explicam qual tipo de vantagem foi observada na apuração interna.

Como ocorre a vacinação em Fortaleza

Em Fortaleza, os moradores têm de se cadastrar em uma plataforma para receberem a imunização, mas o dia e horário são agendados e comunicados pela prefeitura.

Apenas quem está agendado pode se vacinar em determinado dia, exceto se tiver mais de 50 anos ou faltou à vacinação por estar doente ou por ter sido vacinado contra a gripe, mediante comprovação, e ainda se estiver no limite do prazo para receber a segunda dose de AstraZeneca.

Fonte: G1

CPI deve convocar Marcelo Queiroga pela terceira vez antes da conclusão dos trabalhos


A possibilidade de uma terceira convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ganhou força durante reunião virtual do grupo majoritário da CPI da Covid neste domingo (19). Entre outros pontos, os senadores querem explicações sobre a orientação do Ministério da Saúde de suspender a vacinação em adolescentes sem comorbidades.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante depoimento na CPI da Covid — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O depoimento do ministro, que deve ocorrer na próxima semana, é visto como um desfecho para os trabalhos da CPI. A convocação de Queiroga foi defendida no encontro virtual pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e ganhou apoio dos demais participantes.

Os senadores querem apurar se houve influência ideológica, em especial por parte do presidente Jair Bolsonaro, na recomendação da pasta chefiada por Queiroga.

Na semana passada, o ministro disse que a orientação de suspender a vacinação em adolescentes sem comorbidades foi tomada porque 1,5 mil apresentaram algum efeito adverso. Mais de 3,5 milhões de adolescentes foram vacinados.

O recuo do Ministério da Saúde contrariou orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi criticado pela comunidade científica. Na última sexta-feira (17), o Conselho Nacional de Saúde recomendou a manutenção da vacinação contra Covid-19 de todos os adolescentes de 12 a 17 anos.

A nova convocação do ministro levará ao adiamento da leitura do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) em uma ou duas semanas. Até então, a entrega do parecer estava prevista para esta semana.

“Os fatos novos pressionam para que tenhamos mais uma ou duas semanas de trabalho. Precisamos ouvir novamente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e também o ex-secretário-executivo da pasta Elcio Franco”, disse Renan Calheiros ao blog.

O senador Randolfe Rodrigues vai apresentar nesta terça-feira (21) o requerimento de nova convocação do ministro da Saúde. “Vamos terminar esta CPI com o Queiroga sendo ouvido novamente. Será o nosso grande final”, afirmou o vice-presidente da CPI.

Para Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, Queiroga ainda precisa dar muitas explicações por ter seguido, em suas decisões mais recentes, a política em vez de a ciência.

“Ele está jogando fora a sua história por uma questão política e para permanecer como ministro de Bolsonaro. É difícil entender isso de alguém que tinha uma carreira vitoriosa”, disse Aziz sobre o ministro da Saúde, que era presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia antes de entrar no governo.

Fonte: Blog do Gerson Camarotti