O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso, disse ter esperança de que o impasse sobre sabatina de André Mendonça seja resolvido nesta semana.
Mendonça, ex-advogado-geral da União, foi indicado em 13 de julho pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o STF (Supremo Tribunal federal). Para assumir a vaga, precisa do aval do Senado.
O primeiro passo é que o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado –cargo hoje ocupado por Davi Alcolumbre (DEM-AP)– marque a sabatina. O senador ainda não pautou a arguição.
“O ministro André já está tempo suficiente exposto. Espero que essa semana tenha um consenso para seguir o rito”, declarou Gomes no domingo (17.out.2021) ao jornal Folha de S. Paulo.
Entre os 10 atuais ministros do STF, nenhum esperou tanto para ser aprovado no Senado. Alcolumbre já é o presidente da CCJ que mais atrasou uma indicação à Suprema Corte.
Ele não fala em público, mas seus assessores dizem que o senador deseja derrotar Bolsonaro na indicação de Mendonça.
Em nota emitida na 4ª feira (13.out.2021), Alcolumbre afirmou ter compromisso com a Constituição e que a prioridade do Brasil deveria ser a retomada da economia. O senador citou que a comissão tem quase 2.000 projetos, entre eles indicações pendentes de serem pautadas, e que o Senado Federal tem autonomia para definir a pauta.
Na 6ª feira (15.out), a ministra da Corte Rosa Weber enviou para a PGR(Procuradoria Geral da República) um pedido de investigação contra o presidente da CCJ pela demora em marcar a sabatina de Mendonça.
Fonte: poder 360.
A internet e a televisão são os veículos mais utilizados pelos brasileiros para se informar, mostra pesquisa PoderData realizada de 11 a 13 de outubro de 2021. Segundo o levantamento, são 43% os que se informam primariamente pela web –22% por redes sociais e 21% por sites e portais. Já a televisão é a mais frequente de 40% das pessoas para buscar informação.
O rádio é a escolha de 7%, enquanto 8% disseram preferir outros meios. Outros 2% preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 2.500 entrevistas em 469 municípios, nas 27 unidades da Federação, de 11 a 13 de outubro de 2021.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas.
Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
As redes sociais são a fonte de informação mais frequente para 35% dos jovens de 16 a 24 anos. Entre os de 65 anos ou mais, a TV é a preferida de 65%. As redes sobem na região Norte (43%).
Em relação à escolaridade, há uma divisão clara: os que estudaram até o ensino fundamental tendem à TV (59%), os que fizeram até o ensino médio, às redes sociais (35%) e os cursaram o ensino superior, sites e portais na internet (51%).
A pesquisa PoderData cruzou as informações sobre a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com a resposta dos entrevistados sobre os meios de comunicação que usam para se informar.
Entre aqueles que avaliam Bolsonaro como “regular” ou “ruim” ou “péssimo”, a principal fonte de informação é a TV, com 50% e 44% da preferência, respectivamente. Já entre os que acham o presidente “ótimo” ou “bom”, 35% se informam mais pelas redes sociais.
O ICMS dos combustíveis rendeu R$ 75,6 bilhões aos Estados e ao Distrito Federal nos 9 primeiros meses de 2021. A cifra é 29,5% maior que a do mesmo período de 2020 (R$ 58,4 bilhões) e 14% superior à de 2019 (R$ 66,3 bilhões).
O aumento da arrecadação do ICMS que incide sobre petróleo, combustíveis e lubrificantes consta no Boletim de Arrecadação dos Tributos Estaduais do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
Os combustíveis veiculares ficaram 35,2% mais caros em 2021. Segundo especialistas, a valorização do petróleo no mercado internacional, a depreciação do real frente ao dólar e a política de preços da Petrobras explicam o aumento. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpa os governadores e conseguiu que a Câmara dos Deputados aprovasse um projeto de lei que muda a base de cálculo do ICMS dos combustíveis.
Os Estados e o Distrito Federal pedem a rejeição do projeto, articulado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Estimam uma perda anual de R$ 24,1 bilhões com as mudanças aprovadas pela Câmara.
Os Estados e o Distrito Federal arrecadaram R$ 80,5 bilhões com o ICMS dos combustíveis em 2020. A cifra equivale a 10,9% da RCL (receita corrente líquida). Em 2019, antes da pandemia, a dependência dos recursos desse imposto foi ainda maior: R$ 89,6 bilhões, ou 13% da RCL.
Os Estados mais dependentes dessa fonte em 2020 foram Mato Grosso do Sul (21% da RCL), Pará (15%) e Goiás (15%). Leia os números no infográfico a seguir. As informações são do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
Os números mostram a importância do ICMS dos combustíveis para os Estados. Também explicam o motivo de os governadores fazerem oposição tão cerrada ao projeto aprovado pela Câmara para reduzir os valores cobrados do imposto.
O preço dos combustíveis é um dos assuntos politicamente mais sensíveis de 2021. A escalada causa desgaste político ao presidente Jair Bolsonaro.
Arthur Lira, presidente da Câmara e aliado do Planalto, patrocinou na Casa a aprovação, nesta 4ª feira (13.out.2021), de um projetoque ataca o preço dos combustíveis pelo lado do ICMS. O Estado de Lira, Alagoas, foi o 2º que menos dependeu dessa fonte de recursos em 2020.
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, já sinalizou que a proposta não deverá ser analisada rapidamente pelos senadores. Eles são mais influenciados pelos governadores que os deputados.
“O Senado tem o tempo dele, eu não posso prever tempo até porque isso é um exercício de outros senadores também. Haverá um relator, haverá uma comissão pela qual passará o projeto… vamos ter boa vontade de poder agilizar o máximo possível, se o projeto já tiver mesmo essa conotação e essa eficácia para resolver o problema do preço dos combustíveis”, declarou Pacheco nesta 5ª feira (14.set.2021).
Hoje, o ICMS de cada Estado incide sobre a média dos preços praticados localmente. O cálculo é realizado a cada 15 dias. Isso significa que, se o combustível encarece hoje, daqui a duas semanas a valorização será sentida no ICMS.
A proposta aprovada pela Câmara determina que cada Estado crie um valor fixo anual do imposto por litro de combustível.
O teto desse valor será a alíquota de ICMS aplicada à média dos preços nos 2 anos anteriores. Como no ano passado esses produtos eram mais baratos, o valor do ICMS cairia.
O problema é que, quando o real se valorizar e o petróleo ficar mais barato, a oscilação também demorará mais para ser percebida no imposto.
Arthur Lira afirmou que, se sair do papel, a proposta reduziria o preço da gasolina em 8%, do etanol em 7% e do diesel em 3,7%.
Estados dizem que a gasolina não ficará 8% mais barata, como diz Lira. Segundo o Comsefaz (Conselho Nacional de Secretários de Fazenda), a redução é do custo do combustível, mas há outros custos que podem continuar subindo, como o etanol e os custos de distribuição. Afirmam ainda que essa redução pode ser consumida pelo reajuste de 7,2% anunciado na semana passada pela Petrobras.
Fonte: Poder 360.
Em suas redes sociais o deputado Raimundo Fernandes falou da grande importância de receber o apoio da prefeita de Pedro Velho dejerlane Macedo.
Acabo de receber o apoio da prefeita do município de Pedro Velho, a amiga Dejerlane Macedo, que em reunião hoje ao meu lado e do meu assessor político, Júnior Colaça, fechou uma parceria com o nosso mandato parlamentar para somar forças a favor do povo do Rio Grande do Norte. Deixo aqui meus agradecimentos a prefeita Dejerlane, por confiar em nosso mandato na Assembleia Legislativa, que cresce sempre e vem sendo fortalecido a cada ano; deixo aqui também registrado, meu compromisso com toda a população de PEDRO VELHO, que eu serei a voz do povo daquele município em busca de recursos e emendas para as diversas áreas. Agradeço também a adesão dos grandes líderes de Pedro Velho, o chefe de gabinete Cláudio Lima, aos Vereadores Custódio e Binho de Peu que estão conosco nessa grande missão de trabalhar pelo crescimento de Pedro Velho.
Vamos juntos continuar trabalhando com o povo e para o povo!
Fonte: Blog do NF.
No mundo das transações financeiras, um servidor anda contando vantagem, ele diz que está se dando bem e os Bitcoin estão chovendo na sua horta… Um especialista na área financeira rasgou elogios ao servidor, o novo rico da cidade, posa de bacana nos quatro cantos do Rio Grande do Norte.
O colega de secretaria, chegado desse servidor, disse que os rendimentos não param de crescer e segundo ele, o bom disso tudo é que essas movimentações ainda não foram declaradas no Imposto de Renda.
A galera que o conhece diz que esse mecanismo do servidor está sendo utilizado com o objetivo de escapar da sua patroa que exige a quitação de alguns débitos do passado.
Um observador, conhecendo o casal, disse que a melhor opção é ele enfrentar o leão, pois a patroa vira uma leoa quando sonha que está sendo enrolada e ele poderá sair do luxo para o lixo em pouquíssimo tempo.
De repente, me vi a escrever sobre uma estranha síndrome de abstinência quando do apagão do WhatsApp. Revelando certo alívio pela simples hipótese de não me sentir tão prisioneiro, ainda que por poucas horas, e não por definição própria, desses engenhos que nos subjugam. E aí, comecei a pensar sobre este mundo no qual entramos sem raciocinar e no qual nos entregamos sem limites, ou quase sem.
Quando as milhares de mensagens diárias passam a ser algo natural, é porque perdemos a mão, deixamos de ter o controle mínimo e necessário das nossas vontades. Talvez seja hora de socorrer-me ao velho Eric Laurent, meu psicanalista, para introduzir esse tema tão instigante quanto desafiador para mim.
Passei a participar de vários grupos como se eu fosse só um observador. E a identificar os meus companheiros nesses espaços que me incluem, sem, normalmente, nenhuma consulta prévia. Alguns deles eu gosto, me sinto bem, me divirto e tenho até certo pudor em me manifestar. Leio. Olho. Rio. Emociono-me. Aprendo. Outros, eu desprezo, mas, como não são bolsominions, não tenho coragem de sair. Como fiz um corte, quase uma promessa, de não conviver com esses fascistas, acabei alargando a minha paciência e compreensão para outras tribos, para os babacas, os desinformados e os amantes de autoajuda. E esses são terríveis, os pretensiosos e os donos da verdade.
Muito preocupante acordar e ter quase mil mensagens que parecem ter que ser lidas. Elas ficam lhe esperando. A maioria não lhe diz respeito, não diz nada, ou quase nada, da sua vida. Mas a curiosidade, o vício e a dependência fazem com que você leia e até responda algumas delas. Nós que tínhamos uma noção do ridículo, da amizade, da literatura, da reflexão e da leitura de poesia estamos hoje reféns de uma tecnologia viciante e burra, pois não nos permite ser minimamente reflexivos e com algum aprofundamento sobre os temas. Somos tragados por esse enorme gargalo de mediocridade que impera nas tais redes sociais.
E, de certa maneira, especialmente durante o isolamento da pandemia, esse meio virtual transformou nossa maneira de nos relacionarmos. A falta do abraço e a solidão angustiante nos fizeram sentir cada mensagem como se fosse um carinho e uma demonstração de afeto.
Já é hora de tirarmos a máscara de alguns grupos e resgatarmos o tempo, exageradamente longo, desse relacionamento não real. A essa altura da vida, poder deletar alguns grupos pode ser a melhor maneira de nós nos sentirmos mais inteiros e nos situarmos onde realmente queremos estar. E deletar pode também ser visto como um ato de carinho. Se não com os participantes do grupo, pelo menos com você mesmo. Permita-se.
Mire-se no velho Leão de Formosa, no poema O Búzio e a Pérola:
“Aperfeiçoa-te na arte de escutar:
Só quem ouviu o rio pode ouvir o mar.”
Fonte: poder 360.
O advogado criminalista Sérgio Rosenthal, especialista nos chamados “crimes do colarinho branco“, diz que o documento em que o ministro da Economia Paulo Guedes diz ter saído da direção de sua offshore é irrelevante do ponto de vista jurídico. O motivo é que quaisquer movimentações que tenham ocorrido desde que ele assumiu o cargo podem ter beneficiado ele e a sua família.
“A questão de ele ser diretor ou não é irrelevante, assim como a filha e a esposa. O que interessa é o que é feito com esse patrimônio no exterior. Se a empresa faz algum ato ou operação que traga proveitos para o ministro e sua família, isso é o que efetivamente deve ser investigado”, disse Rosenthal em entrevista ao Poder360. Assista (25m44s):
Na semana passada, Guedes mostrou um documento produzido pela operadora da sua offshore nas Ilhas Virgens Britânicas dizendo que ele afastou-se da diretoria da empresa quando assumiu o ministério. O ministro, no entanto, não disse se a sua mulher e filha continuaram operando a empresa nem se houve movimentações com ele no governo.
O principal ponto, na avaliação de Rosenthal, é responder se houve ou não conflito de interesses ou uso de informações privilegiadas. Para isso, tem que ser dito se houve ou não aplicação quando Guedes já era ministro. “Se essa empresa não tem uma operação, não há qualquer tipo de vantagem”, afirmou.
Sérgio Rosenthal é advogado criminalista com mestrado em direito criminal pela USP e mais de 30 anos de experiência na área. Foi Presidente da AASP (Associação dos Advogados de São Paulo).
Na sua avaliação, empresas offshore em paraísos fiscais, onde há menos tributos e mais sigilo, não são necessariamente um problema. Elas cumprem papéis relevantes na sucessão patrimonial de famílias, comércio global e compra de imóveis no exterior. E que o sigilo elevado não é condenável.
A questão, diz, é quando pessoas expostas politicamente, as “PEP” segundo a sigla em inglês, tem uma empresa dessa natureza elas precisam ser mais transparentes que a média.
“Elas têm até o dever de ter mais transparência com relação ao seu patrimônio. É uma situação atípica e extraordinária. Mas o cidadão comum tem o direito a ter o sigilo sobre o seu patrimônio protegido“, disse.
Fonte: Poder 360.
A Amazon está buscando aviões para transportar seus produtos por todo o mundo. Segundo a Bloomberg, a gigante de comércio eletrônico quer passar a usar os modelos Boeing 777-300ER e Airbus A330-300 –grandes jatos normalmente utilizados no transporte de passageiros– em substituição ao Boeing 767, que é de tamanho médio e integra a frota da empresa há cerca de 5 anos.
O Boeing 777 seria modificado para o transporte de cargas e passaria a ser usado já no ano que vem. Essa versão da aeronave, apelidada de 777-300ERSF, conseguiria transportar até 25% mais volume do que o modelo usado atualmente.
A mudança ainda permitiria que a Amazon importasse produtos da China e de outros países, acirrando ainda mais a competição entre a companhia e as suas rivais, United Parcel Service e a FedEx.
Ao todo, a empresa quer comprar 10 Airbus A330-300 convertidos de aviões de passageiros para modelos de carga e contratar tripulação para operá-los. Sobre o 777-300ERSF, não se sabe ao certo o número de aeronaves que a Amazon pretende adquirir.
Também não foi esclarecido onde a companhia vai buscar os modelos e se eles serão comprados ou alugados. A Amazon não quis comentar o caso.
Desde 2016, a Amazon possui a sua própria empresa de transporte de produtos, a Amazon Air, que leva mercadorias dos seus depósitos até os clientes. Com a expansão, a empresa quer ser independente de transportadoras terceirizadas.
A frota da Amazon Air é de cerca de 75 aviões. Os veículos são todas da Boeing e variam entre os modelos 767 de fuselagem larga e 737 de fuselagem estreita, com 4 turboélices ATR 72 a caminho, de acordo com Planespotters.net. Os aviões são operados por empresas como a Atlas Air Worldwide, Air Transport Services Group e Sun Country Airlines. As aeronaves voam praticamente só na América do Norte e na Europa.
Um levantamento do Chaddick Institute for Metropolitan Development da Universidade DePaul, em Chicago (EUA), mostrou que o aumento dos voos da Amazon tem sido substancial, o que justificaria a aquisição de novos aviões próprios. Em agosto deste ano, a Amazon Air fez 164 voos por dia, contra 80 em maio do ano passado. A maior parte atende aeroportos que ficam a poucas horas de carro de mais de 70% da população dos Estados Unidos.
Também no mês de agosto, a Amazon abriu um extenso hub de carga aérea no Aeroporto Internacional de Cincinnati, no Estado de Ohio. A base facilita a transferência da carga para outros aeroportos.
Fonte: Poder 360.
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta 4ª feira (13.out.2021), o PLP (projeto de lei complementar) 11 de 2020, que altera a cobrança do ICMS sobre combustíveis.
Havia resistência dos governadores. A mudança aprovada fará com que os Estados arrecadem menos do que poderiam. A Febrafite (Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estados) estima em R$ 24 bilhões a perda de arrecadação.
Para vigorar, o projeto ainda precisa passar pelo Senado, onde os governadores têm maior influência. E também ter sanção presidencial.
O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), passou o dia articulando apoio à proposta. A sessão estava marcada para 15h, mas a deliberação do projeto começou apenas às 18h32.
O preço dos combustíveis é um assunto politicamente sensível. Tem causado desgaste ao presidente da República, Jair Bolsonaro(sem partido). Ele culpa os Estados, por causa do ICMS. O Executivo propôs uma uniformização das alíquotas do tributo em fevereiro.
Lira é aliado de Bolsonaro e chegou a endossar o discurso em 28 de setembro. No dia seguinte, recuou.
Os principais responsáveis pela alta dos combustíveis são o encarecimento do petróleo no mercado internacional e a depreciação do real frente ao dólar. A Petrobras repassa aos consumidores as oscilações dos valores no mercado internacional.
O presidente da Câmara afirma que a proposta, se sair do papel, deverá baixar os preços dos combustíveis em até 8%. Leia os percentuais citados por Lira:
Gasolina – 8% a menos;
Etanol – 7% a menos;
Diesel – 3,7% a menos.
O relator da proposta foi o deputado Dr. Jaziel (PL-CE). Leia a íntegra (305 KB) do texto aprovado.
Foram 392 votos a favor do texto-base contra 71, e duas abstenções. Por ser uma proposta de lei complementar, eram necessários ao menos 257 votos para aprovação.
Alteração no cálculo
Atualmente, cada Estado estipula sua alíquota de ICMS. A taxa mais alta do Brasil é no Rio de Janeiro, 34%. Esse percentual incide sobre a média dos preços de cada combustível no Estado, calculada a cada 15 dias.
Assim, se o preço dos combustíveis subir hoje, daqui a no máximo 15 dias haverá aumento na arrecadação do ICMS graças a essa alta.
O projeto aprovado determina que os Estados estabeleçam um valor fixo anual a ser cobrado de ICMS por litro de combustível vendido.
Também fixa um teto para essa tarifa: não pode ser maior do que seria a alíquota de ICMS aplicada sobre a média do preço do combustível nos 2 anos anteriores no Estado –a 1ª ideia ventilada era uma média nacional.
Ou seja: se um Estado tem ICMS de 20% para a gasolina, e o litro do produto custou em média R$ 5 nos 2 anos anteriores, a tarifa do ano será de no máximo R$ 1 por litro.
O cálculo seria feito com base no ICMS vigente em 31 de dezembro do ano anterior.
Valeria para os combustíveis cujo ICMS é cobrado pelo regime de substituição tributária (quando o imposto da cadeia produtiva toda é cobrado em uma etapa, como na refinaria). Esses produtos são definidos nos Estados, mas em geral incluem pelo menos gasolina, diesel e etanol.
O valor cobrado pelo imposto cairia porque, no novo período de cálculo, os preços médios estariam mais baixos do que o patamar atual. Depois, quando (ou se) baixarem no mercado internacional, o tributo também demoraria mais para responder.
“Hoje estamos trabalhando no pico do preço dos combustíveis, mas esse pico pode voltar atrás, como já ocorreu no ano passado”, disse Alexis Fonteyene (Novo-SP), ao criticar o projeto.
“Vai fazer com que o preço suba em 2023”, disse a líder do Psol, Talíria Petrone (RJ). “É uma medida oportunista para 2022 [ano de eleições], para dar uma boia para Bolsonaro se salvar”, declarou ela.
“Não podemos passar para a sociedade uma absolvição da política nefasta de Bolsonaro como se os governadores fossem responsáveis”, declarou o líder do PT, Bohn Gass (RS).
“Vamos votar a favor e mostrar mais essa farsa do governo Bolsonaro”, declarou o líder do PDT, Wolney Queiroz (PE).
O relator, Dr. Jaziel, chamou as medidas deliberadas de “necessária resposta do Congresso Nacional à sociedade quanto à sucessivas elevações dos preços desses produtos”em seu relatório.
“Temos que achar formas para baixar o preço dos combustíveis”, declarou o deputado Giovani Cherini (PL-RS). “Os Estados também têm que fazer a sua parte”, disse.
“É o 1º passo que nós estamos dando para baixar o preço dos combustíveis”, disse Cacá Leão (PP-AL), líder de seu partido.
O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), afirmou que houve quebra de acordo na votação da proposta. Ele se refere a acerto feito meses atrás para ser deliberado projeto que determinava que o preço do ICMS deveria ser informado nas notas fiscais.
“Essa ação é uma verdadeira cortina de fumaça. Tenho falado há meses: outros são os fatores que influenciam os preços de combustíveis, o 1º é a política econômica do governo Bolsonaro, que desvaloriza cada vez mais o Real e provoca o descontrole da inflação. O outro fator é a política da Petrobras, que tem o Estado seu maior acionista”, declarou o emedebista.
Lira afirmou que o acordo valia quando a proposta na mesa era de padronizar as alíquotas, o projeto inicial do governo.
Fonte: poder 360.
A Apple esperava fabricar 90 milhões de iPhones no último trimestre de 2021, mas deve reduzir este número em até 10 milhões de unidades devido à falta de chips, segundo a Bloomberg. Em reação à notícia, as ações da empresa caíram 1,2% na 3ª feira (12.out.2021).
De acordo com a publicação, parceiros de produção já foram informados que a redução será por conta de problemas na entrega de componentes por parte das empresas fornecedoras Broadcom Inc. e Texas Instruments Inc., entre outras.
Alguns fornecedores não têm fábricas próprias e outros, mesmo que produzam o componente, contam com empresas terceiras, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., para garantir boa parte da produção.
Segundo as distribuidoras, o problema deve se arrastar por todo o próximo ano e é possível que chegue a 2023. As ações dos fabricantes de semicondutores também caíram cerca de 1%.
Em setembro, a Apple lançou 4 novos modelos do iPhone: iPhone 13, iPhone 13 mini, iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max. As encomendas começaram em 17 de setembro e os envios foram iniciados uma semana depois. Parte dos pedidos, no entanto, pode demorar mais 1 mês para chegar.
Agora, a Apple busca uma forma de conseguir garantir as entregas da temporada de Natal.
O 4º trimestre deste ano deve ser o melhor em vendas para a empresa, com receita na casa dos US$ 120 bilhões. Isso representa um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior.
Até o momento, a gigante de tecnologia e as demais empresas citadas não comentaram.
O chip, ou semicondutor, é um dos insumos mais importantes para a indústria da microeletrônica, e está presente em qualquer produto tecnológico, de celulares a automóveis. Desde 2020, a mercadoria está em falta no mundo.
A escassez é resultado do desequilíbrio que a pandemia provocou nas cadeias globais de produção. A procura por notebooks, smartphones e tablets, por exemplo, aumentou consideravelmente em 2020. Com o aquecimento da economia em velocidade maior que a prevista, a demanda por microprocessadores subiu e os fabricantes dos itens não estão dando conta.
Além do impacto nos produtos da Apple, a falta de semicondutores está afetando vários outros setores, como o automobilístico.
Em junho deste ano, mais de 70% das indústrias de informática, de eletrônicos e automobilística relataram problemas no fornecimento de insumos para a produção. Como resultado, diversas montadoras já paralisaram a produção tanto no Brasilquanto em todo o mundo.
Fonte: poder 360.
O medo é sentimento que revela rejeição. Ele surge na mente das pessoas em razão da experiência ou convívio com algo durante determinado período. O medo pode ser oriundo também do ouvir falar. Neste caso, as pessoas falam tanto para outro sobre alguém ou de uma época que a rejeição surge. O medo expressa o desejo de não viver algo negativo novamente.
Eleitores sentem medo de candidatos. Pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência provocam os eleitores a manifestarem a sua rejeição a um candidato ou a uma época. As quantitativas também. Para encontrar o medo para com algum competidor, incentiva-se a lembrança dos votantes. Mas, muitas vezes, não é necessário o incentivo. Os eleitores manifestam espontaneamente a sua ojeriza para com algum candidato e explicam os motivos.
Dados de recentes pesquisas têm mostrado que o medo estará presente na próxima eleição presidencial. O ex-presidente Lula e o atual mandatário da República, Jair Bolsonaro, são candidatos com alta rejeição. A rejeição do candidato do PT diminuiu. E a do atual presidente aumentou. Pesquisas qualitativas revelam que eleitores temem Lula em razão da corrupção presente na era PT. E variados votantes temem Jair Bolsonaro em virtude das suas ações na pandemia, do seu jeito de ser e da grave crise econômica que assola o Brasil.
Neste instante, Lula pode vencer a eleição no 1° turno. Mas não descarto a possibilidade de o candidato do centro ir ao 2° turno contra Lula. Outro cenário é o atual presidente da República estar no turno final contra o candidato do PT. É cedo para construir previsão determinista. É adequado trabalharmos com cenários. Inclusive, o de Jair Bolsonaro não disputar a eleição.
As presenças de Lula e do PT na disputa eleitoral incentivarão a estratégia do medo. Opositores lembrarão da era Lula como a era do PT corrupto. Perguntarão se o Brasil merece ter de volta a corrupção. É claro que Lula reagirá mostrando as conquistas econômicas da sua época. Seria, portanto, o medo da corrupção versus os avanços econômicos. Jair Bolsonaro também será alcançado pela estratégia do medo. Os seus adversários mostrarão o presidente que relegou a vacina, que criticou fortemente as instituições e que mergulhou o país em graves crises econômica e política.
Portanto, a eleição de 2022 será a disputa do medo, da rejeição, da lembrança do que foi ruim. Lula tem uma vantagem: pesquisas qualitativas, em particular no Nordeste, mostram a memória econômica positiva para com a sua era. O candidato do centro também poderá ter vantagem –neste caso, a ausência de memória e a esperança de um futuro melhor sem Lula e Bolsonaro. Quanto ao atual presidente da República, resta a ele incentivar o antipetismo e responsabilizar a covid-19 pela grave crise econômica.
Fonte: Poder 360.
As conversas do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro com a cúpula do Podemos sobre uma possível candidatura presidencial estão avançadas e ele deve filiar-se ao partido em novembro. A janela para Moro romper amigavelmente o contrato com a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, onde trabalha, abre em 31 de outubro. Até lá, mesmo que já tenha uma decisão, não vai torná-la pública.
O martelo, afinal, ainda não foi batido. Os principais caciques do Podemos disseram ao Poder360 que Moro definirá seu destino depois de uma reflexão “pessoal“, feita em conjunto com a família. Depois de conversas políticas em Brasília, São Paulo e Curitiba na última semana de setembro, descritas como “animadoras”, o ex-juiz pediu tempo para pensar. Todos concordaram.
Na temporada de cerca de 10 dias que passou no Brasil no fim do mês passado, Moro teve um jantar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta(DEM). Ambos, assim como o ex-juiz, engrossam a lista de pré-candidatos em que entusiastas da 3ª via buscam uma alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
Também encontrou-se com líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), como o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP).
No Podemos, Moro é próximo de Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães, senadores pelo Paraná, e de Renata Abreu, presidente do partido. Falam-se quase diariamente. Segundo Dias, o ex-juiz volta ao Brasil em novembro.
Até a decisão de Moro, o partido tem auxiliado na comunicação do ex-ministro. Tanto o contato com a imprensa quanto as redes sociais de Moro e Rosângela, sua mulher, têm a ajuda do partido.
Fonte: Poder 360.
Maria é a expressão da benevolência divina, “Onipotência suplicante”, como afirmava São Bernardo de Claraval. Ela é nossa Medianeira e Compadecida, que não nos abandona e confia em nós. Hoje, reflitamos sobre a intercessão mariana. Costumamos pedir coisas materiais. Mas, Deus e Nossa Senhora não estão obrigados a resolver todos os nossos problemas. Vários deles decorrem de nossas fraquezas e sede de imediatismo. Esquecemos que o tempo divino é diferente do nosso. Favores e graças são sinais de seu amor, mesmo em nossos sofrimentos e provações. O favorecimento terreno deve ser interpretado como prova espiritual. Há pessoas bem aquinhoadas materialmente, embora o coração esteja longe do Transcendente. A mediação da Virgem precede os primórdios da Igreja. Em Caná, suplicou a intervenção de Cristo. O milagre realizou-se, não como fim em si mesmo, mas para expressar a benignidade do Salvador. Quando a Mãe Celestial nos atende, estamos diante do amor que o Filho Lhe devota.
Hoje, nossa súplica à Virgem Santíssima é em favor do Brasil, do qual é padroeira, há 90 anos. Cabe lembrar que Dom Pedro I visitou Aparecida, quinze dias antes do Grito do Ipiranga, para implorar suas bênçãos pela nossa pátria. Com a sua proteção não nos faltem oportunidades de viver dignamente. Nesse pedido deve ser incluída a nossa disponibilidade em colaborar com a obra do Criador. Ao implorarmos graças para o país, devemos estar dispostos a ser instrumentos do nosso apelo: uma sociedade solidária, justa e fraterna. Não se pode repassar a Deus nossas responsabilidades.
A Festa da Padroeira do Brasil significa também contemplar Aquela que soube orientar sua vida na fidelidade ao projeto do Pai. Seu protagonismo está explicitado nas três leituras bíblicas da missa de 12 de outubro. A primeira apresenta Ester (Est 5, 1-2; 7, 2-3), atenta à difícil situação na qual se encontrava o seu povo. Ousadamente, propôs-se a ser mediadora para salvá-lo da opressão e morte. A segunda leitura, tirada do Apocalipse (Ap 12, 15-16), apresenta uma mulher geradora de vida nova num contexto de perseguição. Nela está retratada a fé dos que se mobilizam em favor do povo em situação de incerteza, desalento e penúria. A figura feminina, ali referenciada, acena para uma vida digna, de paz e alegria. A terceira leitura provém do evangelho de João. Narra o primeiro ato miraculoso de Jesus (Jo 2, 1-11), realizado pela intercessão de sua Mãe, sensibilizada com a eventual decepção dos convidados numa festa de casamento.
Em 1717, por meio de uma imagem, Maria manifesta-se a pescadores, no período de escravidão negra no Brasil. A sua solidariedade aos esquecidos e excluídos é um sinal para quem deseja ser discípulo de Cristo. Os textos da missa, em homenagem à Senhora Aparecida, traduzem a sua preocupação e empenho em defesa da dignidade humana. Maria de Nazaré, na metáfora de Ester, posiciona-se em favor das vítimas do poder dominante, abrindo caminhos de libertação. Ela simboliza os cristãos, que devem lutar contra a exploração, injustiça, violência e ódio. É ícone daqueles que se dedicam à causa da justiça, fraternidade e paz num mundo repleto de mentiras, iniquidades, arrogância, preconceitos etc. Cabe meditar também sobre os projetos antagônicos no Brasil, caracterizados na ação do dragão e da mulher, narrados no Apocalipse.
Atualmente, Nossa Senhora intercede pela nova escravidão de nosso povo: o materialismo e desrespeito à pessoa humana; em favor da liberdade contra os privilégios e a desigualdade social. Ela continua indicando como devemos agir para que não faltem o vinho do amor e o pão às famílias brasileiras! Segundo a narrativa evangélica, no milagre de Caná houve também a participação do ser humano, ali representado pelos que serviam o vinho. Isto é importante. Não podemos esperar de braços cruzados. Hoje, festejamos também o Dia das Crianças. Roguemos por elas à Mãe do Céu, que embalou uma criancinha em seu colo. Maria simboliza o rosto materno de Deus, a riqueza celestial temporizada, misericórdia estendida aos pecadores, pequenos e imperfeitos. Especialmente hoje, supliquemos com toda piedade: “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!”
O presidente Jair Bolsonaro começa a semana com nova dor de cabeça, em um caso que mistura política e religião. A crise da vez foi aberta com a ofensiva do Centrão para indicar um nome para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que provocou a ira dos evangélicos, um dos últimos redutos de apoio bolsonarista. A temperatura subiu tanto a ponto de o pastor Silas Malafaia, um dos principais conselheiros do presidente, anunciar, para hoje, a divulgação de um vídeo com denúncias contra dois ministros do governo. Segundo ele, “será um arrasa quarteirão!”.
O Centrão, grupo político que comanda a articulação do Executivo com o Congresso, quer se aproveitar do impasse em torno do nome do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado, em julho, para a vaga aberta no STF com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio. Bolsonaro pretendia cumprir a promessa de indicar alguém “terrivelmente evangélico” para a Corte. Até o momento, porém, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), resiste em agendar a sabatina de Mendonça.
Uma articulação encabeçada pelo Centrão tenta emplacar no STF Alexandre Cordeiro de Macedo, atual presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A indicação é defendida por três ministros do governo que pertencem ao bloco político: Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações). O assunto esteve no cardápio de dois jantares ocorridos em Brasília, na semana passada.
Para a vaga no Supremo, André Mendonça conta com o apoio das principais lideranças evangélicas, que se rebelaram por não terem sido consultadas sobre o nome de Alexandre Macedo. Nos últimos dias, Silas Malafaia tem centrado fogo, pelas redes sociais, contra Alcolumbre, Nogueira e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), acusados por ele de fazerem “safadeza” e um “jogo sujo por baixo do panos”. Em um vídeo, o pastor conta que Bolsonaro, ainda na campanha presidencial, prometeu que indicaria nomes “terrivelmente evangélicos” para o Supremo e que a palavra final seria desse grupo religioso.
Malafaia diz também que nunca o Senado havia demorado tanto para sabatinar um indicado ao Supremo. Além disso, afirma que qualquer outra indicação para o tribunal terá que passar pelo crivo dos evangélicos. “Estão pensando que vão chegar para o presidente com um nome qualquer, mas o presidente vai perguntar para gente, e vamos dizer ‘não, não reconhecemos esse cara’”, afirma o religioso, na gravação.
O pastor prossegue: “A única coisa é que o presidente vai perguntar se o camarada é terrivelmente evangélico ou não, porque ele não tem ideia. Não adianta esses caras armarem alguma coisa, dizendo que João ou Manoel ou sei lá quem é terrivelmente evangélico, que nós vamos dizer ao presidente que sim ou não”.
Em outro vídeo, divulgado ontem, o pastor bolsonarista publicou uma ameaça contra integrantes do governo. “Gravíssimo! Atenção, povo brasileiro. Dois ministros de Bolsonaro perderam a condição moral de continuarem como ministros. Amanhã (hoje) vou postar um vídeo denunciando esses inescrupulosos. Será um verdadeiro arrasa quarteirão”, escreveu o religioso.
“No mínimo, estranho”
O deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), ex-coordenador da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, afirmou ao Correio que considera, “no mínimo, estranho”, o fato de o Senado, três meses após a indicação de André Mendonça, ainda não ter marcado a sabatina. Segundo ele, o advogado “reúne os requisitos exigidos pela Constituição para ocupar uma vaga no Supremo, como reputação ilibada e profundo saber jurídico”.
Câmara disse que o episódio o leva a desconfiar que esteja havendo alguma “discriminação” pelo fato de Mendonça ser evangélico. “Por que isso nunca aconteceu com um indicado não evangélico ao Supremo? O Senado tem que cumprir com sua obrigação e fazer a sabatina. Se os senadores não concordarem, derrubem a indicação. E, mesmo assim, será algo discriminatório, porque o doutor André Mendonça reúne todos os requisitos necessários”, afirmou o parlamentar, que disse ainda não acreditar que Bolsonaro venha a retirar a indicação do ex-advogado-geral da União e nem que Mendonça desista de ir para o Supremo. “A chance é zero por cento”, disse.
Com a nova crise, Bolsonaro terá que se decidir entre os dois principais grupos que o apoiam. O Centrão controla a Câmara e é decisivo para a aprovação de projetos de interesse do governo, além de blindar o presidente contra a ameaça do impeachment. Por sua vez, os evangélicos têm grande influência sobre os milhões de eleitores que comungam dessa religião.
O presidente Jair Bolsonaro acusou o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) de travar a sabatina de André Mendonça. Segundo Bolsonaro, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vem adiando a sabatina desde julho, quando Bolsonaro fez a indicação, porque “ele quer”. As declarações foram concedidas a jornalistas, na tarde de domingo, no Guarujá, litoral paulista.
“Ele (Alcolumbre) teve tudo o que foi possível por dois anos comigo e, de repente, ele não quer o André Mendonça. Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele (Alcolumbre). O que ele está fazendo, não se faz, porque a indicação é minha. Eu ajudei nas eleições da Câmara, depois pediu apoio para eleger o Pacheco e eu ajudei. Se ele quiser indicar alguém, ele pode indicar dois: se candidata a presidente ano que vem, no primeiro semestre de 2023 tem duas vagas e ele indica dois”, criticou.
O nome do ex-advogado-geral da União foi posto pelo presidente em julho e, desde então, Mendonça não foi chamado ao Senado. A indicação está ligada à bancada evangélica do parlamento, que tem cobrado o presidente pela nomeação, que tem forte apoio de líderes do segmento.
Incertezas sobre 2022
Bolsonaro ainda afirmou não saber se concorrerá às eleições do ano que vem. Aos jornalistas, o chefe do Executivo afirmou que, caso se candidate, utilizará as redes sociais para campanha. Além disso, Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas vão participar de todas as etapas do pleito.
“Pode ter certeza: se eu disputar as eleições, vamos ter eleições limpas, é o que queremos. As Forças Armadas e outras instituições vão participar de todas as etapas das eleições do ano que vem, como acertado com o ministro Barroso (Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral). Nós, das Forças Armadas, eu, como capitão e chefe supremo, não serviremos de moldura para um processo eleitoral. Com essa proposta e com tudo acertado, não tem o que duvidar”, disse.
Ao ser questionado sobre se usaria as redes sociais como palco de campanha, Bolsonaro afirmou veementemente. “Se eu virar candidato, internet de novo. Já até vi matérias na imprensa que o Telegram vai ser terra de ninguém e será usado pela família Bolsonaro. Se eu fizesse fake news, teria dito que o (Fernando) Haddad era honesto”, disse.
Barrado na Vila
Bolsonaro também disse aos jornalistas ter sido impedido de assistir ao jogo entre Santos e Grêmio, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, ontem, por não estar vacinado contra a covid-19. “Por que passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora e falaram que tinha que estar vacinado. Para que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou vacina”, queixou-se.
O comprovante de vacinação completo é obrigatório para acessar o estádio. Apenas 30% da capacidade do lugar estão disponíveis para os torcedores assistirem à partida entre os dois times da série A.
Bolsonaro afirmou que, caso o Congresso derrube o veto sobre a distribuição gratuita de absorventes, deverá tirar verbas da saúde ou educação. “A (proposta aponta que a) despesa é em torno de R$ 100 milhões, mas é muito mais, pela quantidade de pessoas que precisam. Não é a cegonha que vai levar o absorvente pelo Brasil todo. Alguém tem que levar, tem que fazer a logística disso. Se o Congresso derrubar o veto do absorvente eu vou ter que tirar dinheiro da saúde e da educação. (Porque) Vai ter que tirar de algum lugar”, disse.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, declarou que a redução de recursos do orçamento para a pasta foi uma “falta de consideração”. “Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos”, escreveu Pontes, no Twitter, na tarde de ontem.
A queixa se refere à aprovação do Congresso de projeto de lei que promove a divisão de R$ 690 milhões que seriam inicialmente destinados ao ministério. O montante será encaminhado a outros ministérios, como Educação, Saúde e Desenvolvimento Regional. A mudança partiu de ofício assinado pelo ministro Paulo Guedes (Economia) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.
“Isso precisa ser corrigido urgentemente”, escreveu ainda Pontes. Em justificativa para o pedido, a pasta de Economia alegou que a proposta de Orçamento para 2022 aumentará consideravelmente os recursos para projetos de pesquisa. Originalmente, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) receberia R$ 34,578 milhões e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 655,421 milhões. Na nova formatação, os recursos para o FNDCT caíram para apenas 1,10% da proposta original.
Uma funcionária de uma prefeitura da grande Natal recebeu sua exoneração do cargo e teve que entregar o telefone funcional. A nova ocupante do cargo ficou perplexa ao receber o iPhone para o uso de suas funções.
Na memória do aparelho estavam gravadas várias fotos mostrando a intimidade da jovem exonerada. Quem viu as fotos disse que as posições eram escandalosas.
A nova titular do cargo, quando chegou em casa, deixou o telefone de bobeira e o marido, meio idoso, viu as fotos e se apavorou com os nudes. Por muito pouco, não sobrou para quem não tinha nada haver com essa história.
Dessa vez, eu JU ro que não terá charada, pois o velhinho que teve acesso aos nudes teve problemas de saúde e até hoje não conseguiu esquecer aquelas imagens fortes.