Em solenidade na noite desta terça-feira (21), a Câmara Municipal de Parnamirim concedeu a algumas personalidades a maior honraria que o Poder Público dá anualmente, o Título de Cidadão Parnamirinense.
O título de cidadania honorária é cedido em razão da relevante contribuição de cada agraciado para com o município. Estas pessoas não são naturais do município, mas aqui se destacaram e mantêm uma importante relação com Parnamirim. Pessoas que dedicaram parte de suas jornadas à cidade; e agora têm esse título como uma demonstração de gratidão.
O presidente da Casa, vereador Wolney França, celebrou os agraciados, reafirmando a importância do Título que lhes foi dado. “Este título de cidadão parnamirinense faz justiça ao trabalho, empenho, luta e força dos senhores e das senhoras”, disse o presidente.
A escritora e Advogada Lígia Limeira falou em nome de todos os homenageados, ocasião na qual se mostrou agradecida. “Estamos sendo agraciadas e agraciados com um título que nos torna filhos e filhas deste importante município do estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.
_Confira a lista dos agraciados com o Título de Cidadão Parnamirinense_
Lula e Alckmin se encontraram no domingo (19.dez) pela 1ª vez em público depois de discussões sobre formação de chapa
A articulação para uma chapa na eleição de 2022 ao Palácio do Planalto liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tendo como vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que acabou de sair do PSDB, deu um passo importante no domingo (19.12.2021) em um jantar que reuniu ambos e outros líderes partidários.
A costura para unir os 2 ex-adversários veio à tona no início de novembro, e no domingo os 2 conversaram em frente às câmeras e posaram para imagens se cumprimentando. Lula discursou e disse que os confrontos anteriores entre ele e Alckmin estavam no passado: “Não importa se no passado fomos adversários, se trocamos algumas botinadas, se no calor da hora dissemos o que não deveríamos ter dito. O tamanho do desafio que temos pela frente faz de cada um de nós um aliado de primeira hora.”
Alckmin, por sua vez, afirmou que o processo “ainda está começando”, mas que “é hora de grandeza política, é hora de união”. O ex-governador deixou o PSDB na última 4ª feira (15.dez.2021), depois de 33 anos no partido, hoje controlado pelo governador paulista João Doria – que foi apadrinhado por Alckmin para se eleger prefeito da capital paulista, mas depois se virou contra ele, afastou tucanos históricos do partido e é o pré-candidato da legenda ao Planalto.
Alckmin ainda não se filiou a um novo partido. As negociações para a eventual chapa em que ele seria vice de Lula envolvem o PSB e o PSD e a definição de outras candidaturas, como a dos governos paulista e mineiro e ao Senado por São Paulo, e os espaços que seriam ocupados no governo em caso de vitória – conversas que devem avançar no próximo ano. Lula atualmente lidera as pesquisas com expressiva vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro.
A DW Brasil conversou com 2 cientistas políticos para explicar o que envolve essa possível união entre os ex-adversários.
O que Lula ganharia?
O cientista político Henrique Carlos de O. de Castro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) e coordenador da Pesquisa Mundial de Valores (World Values Survey) no Brasil, afirma que o maior interesse de Lula em ter Alckmin como vice é reduzir a rejeição ao seu nome em setores mais conservadores, da mesma forma como o petista fez em 2002 ao escolher como vice o empresário José Alencar.
“Uma das maiores dificuldades de uma candidatura de Lula à presidência é a resistência que ele tem, muitas vezes infundada, pela imagem de ser de esquerda e até de ser comunista. Ele está longe de ser um comunista e é de uma esquerda muito moderada, não representa o perigo que alguns setores constroem sobre seu nome – mas construir o medo do adversário é uma das formas mais primitivas e eficazes de fazer política”, afirma.
“Ao se aproximar de um candidato conhecidamente conservador – o Alckmin sequer era das figuras mais avançadas do PSDB – ele quer ‘limpar’ a sua imagem. Eleitoralmente, Alckmin não traz em si muitos votos, mas sim uma possibilidade de aceitação em setores mais conservadores da sociedade brasileira, que são a grande maioria dos brasileiros”, diz.
Castro afirma que Lula teria ainda que dobrar a resistência entre petistas ao nome de Alckmin, o que, segundo ele, não será difícil: “O seu eleitorado o tem quase como fãs, ele é uma liderança em certa medida caudilhesca e vai conseguir resolver o problema dessa resistência.”
Lucio Rennó, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), também destaca a aderência que uma eventual chapa Lula-Alckmin teria em camadas mais conservadoras da população.
“O Alckmin agrega e consolida um apoio da centro-direita (…) Lula pode até perder algum apoio do eleitor mais à esquerda, mas o saldo é positivo. Nenhum desses eleitores à esquerda irá correr o risco de ver uma derrota do Lula para Bolsonaro ou [Sergio] Moro. Ele pode perder um pouco da convicção, vira um voto estratégico”, diz.
O que Alckmin ganharia?
Enquanto Lula obteria a imagem de moderação para sua candidatura, Alckmin ganharia projeção e influência política se for eleito vice-presidente e poderia se gabaritar para novos mandatos eletivos, diz Castro.
“O que movimenta a política brasileira é eleição, e Alckmin ganha a possibilidade de ser candidato a vice-presidente numa chapa com condições de ser eleita. Ele pode vir a ser vice-presidente, e isso vai implicar em apoio político e recursos do governo federal para seu grupo político, e quem sabe alçar novos voos no futuro. Ele ganha visibilidade eleitoral e consegue fazer o que nunca conseguiu: chegar à presidência da República, mesmo como vice, e eventualmente assumir a presidência”, diz.
Rennó afirma que, caso essa chapa se confirme e seja eleita, Alckmin poderia se credenciar a se tornar uma “liderança nacional”. E, durante o eventual governo, ganharia poder na forma da ocupação de cargos, influência sobre políticas públicas e definição do Orçamento.
Como repercutiria na campanha de Bolsonaro?
Para Rennó, uma chapa Lula-Alckmin não teria potencial de atrair eleitores que já decidiram votar em Bolsonaro, mas pode trazer o apoio de líderes políticos importantes que ainda estão avaliando o cenário e podem sentir que vale a pena apostar num caminho de “centro mais moderado” e recusar o apoio à campanha de reeleição do presidente.
Já Castro afirma que uma eventual união entre Lula e Alckmin poderia ter reflexos no conteúdo da campanha bolsonarista e reforçar o discurso de raiva e de ódio. “Provavelmente o discurso de ódio terá que ser ampliado. Vão dizer que o fantasma do comunismo está se tornando mais forte e chegando a nomes que eram do PSDB. Vão tentar mostrar que o suposto comunismo do PT está tomando conta de toda a sociedade”, diz.
Qual seria o impacto para os candidatos alternativos?
A eventual união entre o petista e o ex-tucano é um “mau sinal” para nomes que tentam se apresentar como alternativas a Lula e a Bolsonaro, como Moro (Podemos), Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), diz Rennó. “Reduz ainda mais o espaço que esse grupo tem, que já era pequeno. Eles já estavam obrigados a transitar num espaço restrito, e com uma chapa de centro-esquerda caminhando para a centro-direita, ficará ainda mais reduzido”, afirma.
Como Alckmin na vice influenciaria um novo governo Lula?
Rennó, da UnB, afirma que a eventual vitória de uma chapa Lula-Alckmin daria ao grupo do ex-governador uma participação ativa no governo e na divisão de ministérios, mas cujo desenho só ficaria claro mais para frente.
Castro, da UFGRS, ressalta que o papel do ex-governador num eventual novo governo Lula dependeria dos acordos pré-eleitorais, do desempenho da chapa e da eventual adesão de setores conservadores, especialmente se houver segundo turno. “A correlação de forças é que vai dizer”, afirma.
“Outra coisa que seria importante é a proatividade de Alckmin na articulação do eventual futuro governo. Alckmin trabalha mal como candidato em nível nacional, sua rejeição fora de São Paulo é impressionante, mas nos bastidores ele é um grande articulador”, diz Castro.
Fonte: Poder 360.
Em meio a desentendimentos, a ex-deputada e filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil, anunciou sua desfiliação do PTB na 2ª feira (20.dez.2021). No Twitter, Cristiane chamou a presidente da sigla, Graciela Nienov, de “panfleteira semi-analfabeta”. Também criticou a atuação do advogado do partido, Luiz Gustavo Pereira da Cunha, na defesa de Jefferson.
“Pedi hoje minha desfiliação do PTB. Não serei liderada por uma panfleteira semi-analfabeta que quer enterrar meu pai vivo, junto com o dirigente-advogado de ‘defesa’ de seus interesses partidários (porque do meu pai é que não é), Luiz Gustavo. O último que sair apaga a luz. Fui!“, escreveu a ex-deputada.
Na sequência, Cristiane divulgou a imagem do seu pedido de desfiliação e completou: “Depois de 20 anos, me desfiliei do PTB. Gratidão e paz!“.
Ao ser questionada por uma seguidora para qual partido vai, a ex-deputada respondeu que não sabe.
HISTÓRICO
As discórdias entre Cristiane Brasil e o PTB aumentaram quando Roberto Jefferson foi preso e Nienov assumiu a presidência interina do partido. No mês passado, depois de votação interna, Nienov assumiu o cargo de presidente, não mais de forma interina.
Desde então, Cristiane tem pedido a saída de Nienov, até que decidiu ela mesma deixar o partido nessa 2ª.
Jefferson foi preso preventivamente em 13 de agosto por ordem do ministro do STF(Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O magistrado atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), que investiga uma suposta organização criminosa que atuaria para desestabilizar a democracia e divulgar mentiras sobre ministros da Corte. O político está no presídio Bangu 8.
De acordo com a PGR (Procuradoria Geral da República), Jefferson impediu o exercício dos Poderes, incitando crimes de homofobia e contra a segurança nacional.
Na última 5ª feira (16.dez), Moraes rejeitou um pedido da defesa e manteve a prisão preventiva de Jefferson. Segundo a magistrado, a prisão é “imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Poder360, em 5 de dezembro, que pretende conceder o indulto de Natal, mas não disse a quem. Mas o que é esse perdão ou extinção de pena para um grupo restrito de presos? Entenda no Poder Explica desta 2ª feira (20.dez.2021).
Entenda o que é o indulto
É o perdão da pena, com a consequente extinção, se houver o cumprimento de alguns requisitos, conforme os citados anteriormente. Ele é regulado por decreto do presidente da República, que estabelece as condições para a concessão do indulto, indicando os presos que podem ou não ser contemplados.
Para que o indulto seja aplicado, é preciso que cada juiz responsável pela execução das penas analise se o detento cumpre os requisitos do decreto, o que pode levar alguns meses, dependendo de vários fatores.
Em 2019, Bolsonaro concedeu o indulto a policiais e militares. Em 2020, à agentes de segurança pública (policiais federais, policiais civis, policiais militares, bombeiros, entre outros) presos por crimes culposos (sem intenção) cometidos durante o serviço.
O decreto exclui crimes hediondos, tortura, crimes relacionados com organizações criminosas, terrorismo, tráfico de drogas, pedofilia e corrupção.
Faltam 286 dias para o 1º turno das eleições presidenciais, em 2 de outubro de 2022. Até esta 2ª feira (20.dez.2021), o Poder360contabilizou 12 pré-candidatos para as eleições de 2022. Historicamente, é um número alto, superando o número de concorrentes em 1994, 2002, 2006, 2010 e 2014 e empatado com a disputa presidencial de 1998.
A eleição presidencial de 1989, que elegeu Fernando Collor, é a que teve mais candidatos desde a redemocratização: 22 nomes.
A corrida eleitoral está na fase das pré-candidaturas, em que os nomes interessados em concorrer realizam diálogos político-partidários para o próximo ano. Até agora, 4 políticos cogitados para disputar as eleições para o Planalto em 2022 retiraram seus nomes da disputa: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o ex-deputado e candidato em 2018 Cabo Daciolo, o jornalista e apresentador José Luiz Datena e o empresário João Amoêdo, ex-presidente do partido Novo e um dos fundadores da sigla.
Eis os pré-candidatos:
Lula (PT)
O ex-presidente Lula está em 1º lugar nas pesquisas para a disputa eleitoral de 2022 | Sérgio Lima/Poder360 – 8.out.2021
Luiz Inácio Lula da Silva, 76 anos, chamado apenas de Lula, é o pré-candidato do PT para as eleições de 2022.
Nascido em Pernambuco, Lula foi metalúrgico e líder sindicalista antes de se candidatar à Presidência pela 1ª vez em 1989, nas primeiras eleições diretas desde a Ditadura Militar de 1964. Passou ao 2º turno e foi derrotado por Fernando Collor, que era filiado ao PRN.
Também foi candidato nas eleições de 1994 e 1998, as duas vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Elegeu-se presidente do Brasil em 2002, foi reeleito em 2006 e permaneceu no cargo até 2010. Passou a faixa presidencial à companheira de partido Dilma Rousseff (PT).
Jair Bolsonaro (PL)
Bolsonaro é o 2º nome mais competitivo para a disputa presidencial de 22, segundo as atuais pesquisas | Sérgio Lima/Poder360 11.fev.2020
O presidente Jair Messias Bolsonaro, 66 anos, com nome político de Jair Bolsonaro, é pré-candidato à reeleição pelo PL em 2022.
Nascido em Glicério, no interior de São Paulo, foi registrado na cidade de Campinas. Bolsonaro é o 1º paulista eleito presidente desde Rodrigues Alves, que ganhou as eleições de 1902 e de 1918 (não chegando a assumir na 2ª vez; Alves contraiu gripe espanhola e morreu antes da posse).
Bolsonaro foi deputado federal pelo Rio de Janeiro de 1991 a 2018. É o 1º militar eleito por voto direto em mais de 7 décadas. O último foi Eurico Gaspar Dutra, eleito em 1945.
Sergio Moro (Podemos)
Sergio Moro é pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos | Sérgio Lima/Poder360 – 23.nov.2021
Recém-filiado ao Podemos, Sergio Fernando Moro, 49 anos, é pré-candidato pela sigla ao Planalto em 2o22.
Moro nasceu em Maringá, no Paraná, e é ex-juiz federal, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e já foi professor da UFP (Universidade Federal do Paraná). Seu nome ganhou projeção nacional quando era o juiz de 1ª Instância responsável pelas condenações relacionadas à Operação Lava Jato.
Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes é pré-candidato à Presidência pelo PDT em 2022 | Sérgio Lima/Poder360 – 19.jul.2018
Ciro Ferreira Gomes, conhecido apenas como Ciro Gomes, 64 anos, é paulista, nascido no município de Pindamonhangaba. Filho de um defensor público e político e de uma professora, Ciro tem 4 irmãos.
Disputou sua 1ª eleição ainda em 1982. Foi eleito e reeleito deputado federal pelo PMDB (atual MDB) em 1986. Interrompeu o 2º mandato em 1988 para tentar eleger-se prefeito de Fortaleza (CE). Venceu.
Foi governador do Ceará (1991-1994), ministro da Fazenda (1994-95) e ministro da Integração Nacional (2003-2006). Disputou as eleições presidenciais de 1998 e 2002 pelo PPS (atual Cidadania) e de 2018 pelo PDT. Ficou em 3º lugar nesta última, com 12,47% dos votos.
João Doria (PSDB)
O governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias e será o candidato do PSDB a presidente nas eleições de 2022 | Sérgio Lima/Poder360 – 27.nov.2021
João Agripino da Costa Doria Junior, com nome político de João Doria, 64 anos, é um político e jornalista nascido na cidade de São Paulo e filiado ao PSDB desde 1991.
Foi apresentador do programa O Aprendiz em 2010 e 2011. Elegeu-se prefeito da capital paulista em 2016 e deixou o cargo em 2018 para disputar o Governo de São Paulo naquele ano, função que exerce até hoje.
Rodrigo Pacheco (PSD)
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco | Sérgio Lima/Poder360 – 03.mar.2021
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), 44 anos, nasceu em Porto Velho, capital de Rondônia. É formado em direito.
Elegeu-se senador em 2018 e foi escolhido como presidente do Senado em fevereiro de 2021. É o seu 1º mandato na Casa Alta. Antes, foi deputado federal.
Simone Tebet (MDB)
A senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência da República l Sérgio Lima/Poder360 – 8.dez.2021
O MDB lançou em 8 de dezembro a pré-candidatura da senadora Simone Tebet(MDB-MS), 51 anos, à Presidência da República. Nasceu em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, em 1970.
Elegeu-se senadora em 2015, sendo a 2ª mulher na história a assumir a função pelo Mato Grosso do Sul. Presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mais importante comissão da Casa Alta, em 2019 e 2020. Hoje é líder da bancada feminina.
Já tentou por 2 vezes ser presidente do Senado Federal: em 2019, perdeu disputa interna no MDB para Renan Calheiros (MDB-AL). Em 2021, perdeu o apoio da bancada do partido na Casa perto do pleito, que foi vencido por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Alessandro Vieira (Cidadania)
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) durante gravação do Poder360 Entrevista. No dia 20 de agosto, falou sobre sua pré-candidatura a Presidência da República em 2022 | Sérgio Lima/Poder360 – 29.out.2019
O senador Alessandro Vieira, 46 anos, foi eleito para o Senado pelo Sergipe com o nome de urna “Delegado Alessandro Vieira”.É pré-candidato às eleições presidenciais pelo Cidadania.
Vieira nasceu em Passo Fundo, no Mato Grosso do Sul, em 1975. Integra os movimentos RenovaBR e Acredito. É ex-delegado na Polícia Civil. O senador também ganhou notoriedade com suas participações na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid.
Aldo Rebelo (sem partido)
Aldo Rebelo diz que Bolsonaro, “que deveria ser o protagonista” de um sentimento de união, “está dividindo ainda mais o país” | Edilson Rodrigues/Agência Senado – 7.abr.2015
José Aldo Rebelo Figueiredo, 65 anos, conhecido apenas como Aldo Rebelo, nasceu no município de Viçosa, em Alagoas. Foi deputado federal por 6 mandatos pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil).
Foi presidente da Câmara dos Deputados de 2005 ao início de 2007, durante o governo Lula. Também foi ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais (2004-2005) e ministro do Esporte (2011-2014).
Na gestão da presidente Dilma Rousseff, Aldo foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (2015) e ministro da Defesa (2015-2016).
André Janones (Avante)
O pré-candidato à Presidência da República em 2022 pelo Avante, André Janones | Reprodução/Twitter
O deputado federal André Janones (Avante-MG), de 37 anos, é um advogado mineiro nascido em Ituiutaba. Ficou conhecido em 2018, depois de viralizar com uma série de vídeos sobre a greve dos caminhoneiros. Já foi filiado ao PT (2003–2012) e ao PSC (2012–2018).
No mesmo ano, Janones se elegeu para o seu 1º mandato como deputado federal. Teve 178,6 mil votos.
Apareceu na pesquisa Ipec de 14 de dezembro com 2% das intenções de voto para o Planalto em 2022, empatado com João Doria (PSDB).
Felipe D’Ávila (Novo)
O cientista político e pré-candidato ao Novo, Felipe D’Avila | Gabriela Oliva – 3.nov.2021
Recém-lançado pelo Novo como pré-candidato à Presidência da República em 2022, Felipe d’Avila, 58 anos, é cientista político pela Universidade Americana de Paris.
Nascido na capital paulista, d’Avila tem mestrado em administração pública pela Harvard Kennedy School.
É coordenador do movimento Unidos Pelo Brasil e fundador da organização sem fins lucrativos CLP (Centro de Liderança Pública).
Leonardo Péricles (UP)
O presidente nacional da UP e pré-candidato à Presidência da República em 2022 pela sigla, Leonardo Péricles | Reprodução/Twitter
Leonardo Péricles Vieira Roque, 40 anos, com nome eleitoral de Leo Péricles, é o 1º pré-candidato negro à Presidência da República em 2022.
É presidente do partido mais novo do Brasil, o UP (Unidade Popular pelo Socialismo), criado em dezembro de 2019. Foi candidato a vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa da deputada federal Áurea Carolina (Psol-MG). Ficaram em 4º lugar, com 103.115 votos.
Leonardo nasceu em Belo Horizonte, mora em ocupação urbana e é coordenador do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas).
PODERDATA
Pesquisa PoderData realizada de 22 a 24 de novembro de 2021 mostra que Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) seguem isolados em 1º e 2º lugar no 1º turno da corrida eleitoral para as eleições presidenciais de 2022.
O ex-presidente tem de 34%, enquanto o chefe do Executivo marca 29%.
Aparecem com menções competitivas para esse cenário o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 8%, empatado tecnicamente com Ciro Gomes (7%), e João Doria (5%).
A pesquisa entrevistou 2.500 pessoas por telefone em 459 cidades. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A capital potiguar será uma das primeiras cidades a receber o sinal de quinta geração após a realização do maior leilão de radiofrequências da América Latina_
O Ministério das Comunicações (MCom) promoveu, nesta quinta-feira (16/12), em Natal (RN), cerimônia com demonstrações de projetos utilizando a internet 5G. O evento marcou a implementação da tecnologia em perímetro específico da capital potiguar, além de testes com luminárias inteligentes e demonstrações de casos de uso da nova geração de redes móveis.
“Com a chegada do 5G, nós teremos uma oportunidade de preparar as nossas crianças e jovens para o novo mundo que está chegando”, comemorou o ministro do MCom, Fábio Faria, ao destacar que em Natal, a Brisanet começa a instalar os equipamentos ainda este ano para, até julho do ano que vem, cobrir toda a área metropolitana da capital.
Nas cidades de Uberaba, Uberlândia (MG) e Franca (SP), a Algar instalou a tecnologia de quinta geração para redes móveis na quarta (15/12). “Essa é a beleza do mercado livre”, enfatizou Faria ao indicar que todas as outras operadoras terão que implementar ações para não perder espaço no setor de telecomunicações.
Também estiveram presentes na cerimônia a secretária-executiva do MCom, Estella Dantas; os deputados federais João Maia, Benes Leocádio e General Girão; o prefeito de Natal, Álvaro Dias; e os presidentes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, e do Conselho de Administração do Grupo Guararapes, Flávio Rocha.
O evento foi realizado pelo MCom em parceria com a ABDI com o objetivo de promover o debate entre os setores público e privado para estimular a transformação digital por meio da difusão de tecnologias e novos modelos de negócios.
A ABDI será responsável pela instalação, em caráter experimental, de luminárias munidas com antenas 5G e câmeras de vídeo nas cidades de Ceará Mirim (RN), Petrolina (PE), Araguaína (TO), Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba (PR).
*TECNOLOGIA APLICADA* – A Brisanet, empresa que arrematou os lotes referentes às regiões Nordeste e Centro-Oeste no leilão do 5G, também realizou, durante o evento em Natal, demonstração com a tecnologia para exibir as diferenças entre o sinal de altíssima velocidade e baixa latência da quinta geração em relação à geração anterior. Já as startups de tecnologia mostraram o uso do 5G na prática, em casos como o Robo Educ, ferramenta de ensino para crianças; a impressão de 3D para escolas; um robô de acompanhamento para idosos; e um sistema de tradução automática para libras.
*LEILÃO NÃO ARRECADATÓRIO* – O maior leilão de radiofrequências da América Latina ocorreu no início de novembro e arrecadou R$ 47,2 bilhões, dos quais mais de 85% serão revertidos em investimentos, devido ao perfil não arrecadatório do certame. Dessa forma, foi viabilizada a expansão da conectividade no país, levando internet de alta velocidade para localidades com pouca ou nenhuma conexão, e a cobertura de 36 mil km de rodovias federais e em escolas públicas.
Também estão previstas como contrapartidas a serem cumpridas pelas operadoras a implantação da infraestrutura de fibra óptica na região Amazônica, a estruturação da rede privativa de comunicação da Administração Pública Federal e a entrega de kits de televisão para famílias de baixa renda do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
*REVOLUÇÃO NA ECONOMIA* – A implementação do 5G no país irá gerar impactos em diversos setores da economia, como a indústria, o agronegócio e a saúde. A nova tecnologia vai transformar a rotina dos negócios, a partir da conexão simultânea com mais computadores até o compartilhamento de dados em tempo real. Estas inovações permitem integrar e otimizar a cadeia produtiva ao operar grandes equipamentos de maneira remota.
Serviços de streaming, videochamadas e transmissões de eventos esportivos ou culturais passarão a contar com resolução melhor de imagem e áudio, sem interrupções ou perda de qualidade. Objetos do dia a dia, como eletrodomésticos, roupas e a até a própria residência, poderão ser conectados à rede mundial de computadores e acionados remotamente.
Ontem, Bolsonaro informou ao STF que realizou um teste para covid-19 cujo resultado foi negativo. O resultado negativo para covid-19 ou a apresentação do comprovante de vacinação são exigências do STF para que pessoas possam entrar no prédio do tribunal.
Mendonça foi a segunda indicação do chefe do Executivo ao Supremo desde o início de seu mandato, em janeiro de 2019. O primeiro nome indicado por Bolsonaro foi o do ministro Kassio Nunes Marques, que tomou posse em novembro do ano passado, substituindo o ex-decano da Corte Celso de Mello. Revista oeste
Há poucos dias, participei de um debate sobre a Operação Lava Jato , realizado por uma emissora de grande alcance, com um ex-integrante da força-tarefa de Curitiba. Logo no início, afirmei que o ex-juiz Sérgio Moro era o coordenador dos procuradores, o chefe do grupo. Algo imoral, ilegal e que comprova a nossa tese de que ele instrumentalizou o Judiciário e o Ministério Público.
A partir do consentimento, dado o silêncio do meu interlocutor, não mais me preocupei com ele. Fixei-me no chefe dele. Foi espantoso ver o ex-procurador defender que Sérgio Moro foi enganado por Bolsonaro e, por isso, aceitou ser ministro da Justiça do governo fascista.
Será que a ânsia do poder era tanta que o ex-magistrado, com sua badalada e apurada experiência anticorrupção, não viu que apoiava um corrupto? Não levou em consideração o fato, simples e acessível, de que estava apoiando um miliciano declarado? Será que o ex-juiz, com todas as informações privilegiadas que sempre teve, não tinha nenhum dado sobre a família do Presidente da República? Nunca tinha ouvido falar nas conhecidas rachadinhas?
Como imaginar um ex-juiz criminal experiente, que se vendia como um combatente da corrupção – sua única e falsa bandeira –, sujeitando-se a ser o ministro da Justiça de uma administração reconhecidamente corrupta? Não percebeu, o arguto ex-juiz, as inúmeras irregularidades do grupo que apoiava o governo que ele ajudou a eleger? Não achou estranho o enriquecimento inexplicável do seu ex-chefe e família? Logo ele, tão criterioso e rígido com as fantasiosas histórias, hoje desnudadas, do apartamento no Guarujá e do sítio em Atibaia?
Até para ser hipócrita deveria existir limite, sob pena de acabar caindo no ridículo. Esse ex-juiz, ainda com a toga nos ombros, aceitou ser ministro da Justiça do governo que ele ajudou a eleger prendendo o principal adversário. A toga sagrada, que simboliza a independência e a imparcialidade, foi desonrada por ele. Esbofeteou o Judiciário expondo desnecessariamente os milhares de juízes sérios e honrados que existem pelo país afora.
Como pode ainda existir pessoas que acreditam nessa narrativa fajuta de combate à corrupção por parte do ex-juiz? Enquanto juiz, usou a mão de ferro para perseguir políticos por caixa dois. Porém, como ministro da Justiça, declarou ter “confiança pessoal” no seu colega de ministério, Onyx Lorenzoni, que assumiu ter feito caixa dois, mas deveria ser perdoado, “pois ele pediu desculpas e está arrependido””. Inventou uma nova maneira de extinguir a punibilidade: o compadrio.
Um ministro que conviveu mais de um ano com inúmeras irregularidades praticadas pelo seu chefe, o Presidente, sem tomar absolutamente nenhuma providência, cometendo o crime de prevaricação como um serial killer. E só saiu do governo por uma briga de poder após um período de grande fritura e inúmeras humilhações públicas promovidas pelo grupo bolsonarista.
Na realidade, quem conhece o ex-juiz sabe exatamente como ele age e não teve grande surpresa. Tivessem coerência intelectual, ele e o grupo de procuradores que coordenava, quando do episódio da aceitação do cargo público como contrapartida por ter tirado das eleições o principal adversário – que estava em primeiro lugar -, os procuradores teriam pedido a sua prisão e ele teria determinado que ele próprio fosse preso. Afinal, por muito menos, ele prendeu dezenas de pessoas.
A busca desenfreada pelo poder a qualquer custo cegou o ex-juiz e seu bando. O incompreensível é que essa venda também cegue milhares de brasileiros que ainda acreditam nele.
O discurso falso e moralista de combate à corrupção só não os expõe mais ao ridículo porque eles não têm a menor noção do que é ser ridículo. Basta lembrar do episódio do vazamento da conversa da ex-Presidente para atender a interesses pessoais. Quando foi revelado que o ex-juiz teria dado publicidade aos áudios, defendeu-se argumentando que o relevante era o conteúdo das conversas, e não a maneira pela qual elas foram obtidas.
Porém, quando flagrado pela ação de um hacker – santo hacker – em conversas criminosas com os procuradores, negou-se a enfrentar o conteúdo escudando-se na maneira de obtenção das conversas, e não mais defendendo a validade do conteúdo.
É a busca pelo poder a qualquer custo. Agora, resta esperar que os brasileiros tenham olhos para ver que o ídolo tinha pés de barro e que o rei está nu.
Lembro a todos o mágico Mia Couto, no poema Cego:
“Cego é o que fecha os olhos e não vê nada.
Pálpebras fechadas, vejo luz. Como quem olha o céu de frente.
Uns chamam escuro ao crepúsculo de um sol interior.
Cego é quem só abre os olhos quando a si mesmo se contempla.”
Depois de 5 meses de espera desde sua indicação, o ex-advogado-geral da União André Mendonça tomará posse nesta 5ª feira (16.dez.2021) como novo ministro do STF. A cerimônia está prevista para às 16h, terá duração de 15 minutos e será restrita a cerca de 60 convidados.
O presidente Jair Bolsonaro será um dos participantes. Segundo o STF, a equipe médica do presidente apresentou à Corte um teste com resultado negativo de covid-19 feito por Bolsonaro na noite de 3ª feira (14.dez). O exame é uma das exigências de acesso ao tribunal desde novembro, e é a segunda opção para quem não tem um comprovante de vacinação.
Mendonça assumirá a cadeira deixada por Marco Aurélio, que se aposentou em 12 de julho ao completar 75 anos. Foi indicado para a vaga pelo presidente Jair Bolsonaro, mas enfrentou um longo caminho até a sabatina. Por resistência do presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, o ex-AGU esperou 141 dias. Foi aprovado pelos senadores por 47 votos a 32.
O ministro é o 2º indicado do presidente à Corte e foi o representante “terrivelmente evangélico” prometido por Bolsonaro desde a campanha presidencial. Os evangélicos são uma importante base eleitoral de Bolsonaro, que vai disputar a reeleição em 2022.
O entendimento já foi discutido 3 vezes no STF e permitiu a prisão do ex-presidente Lula em 2018 e sua soltura, em 2019. Atualmente, o tribunal proíbe a execução de pena antes do esgotamento de todos os recursos da condenação.
A jurisprudência foi firmada em um placar apertado: 6 votos a 5. Um dos votos que garantiu a proibição foi o de Marco Aurélio Mello. O ministro defende desde 1995 que a prisão em 2ª instância é inconstitucional.
Em sabatina, Mendonça afirmou que é a favor da medida, mas que, neste momento, a mudança deveria ser feita pelo Legislativo, e não pelo Supremo. Um voto de Mendonça a favor da prisão em 2ª instância em uma nova análise do tema poderia alterar a jurisprudência.
Mendonça também participará de julgamentos de grande interesse do Planalto, como o Marco Temporal para demarcação de terras indígenas. A discussão deve ser retomada em 2022. O placar atual está empatado com um voto a favor e outro contra a tese.
O novo ministro também discutirá a validade dos decretos de posse de armas de Bolsonaro – a análise foi suspensa por Nunes Marques, indicada pelo presidente.
Bolsonaro já disse que a chegada de Mendonça ao STF representarão “20%” dos interesses do Executivo no tribunal e que o novo ministro “não abrirá mão de defender a Constituição, a democracia e a liberdade”.
“Hoje em dia eu não mando nos 2 votos dentro do Supremo, mas são 2 ministros que representam, em tese, 20% daquilo que nós gostaríamos que fosse decidido e votado dentro do Supremo Tribunal Federal”, disse em evento no Palácio do Planalto no início deste mês.
O Presidente Jair Bolsonaro, ministro Fábio Faria (Comunicações), Min. Ciro Nogueira (Casa Civil), Min. Braga Neto (Defesa)entre outros participa do evento para a assinatura dos contratos com as empresas vencedoras do leilão do 5G. Foram assinados os termos de autorização que permitem a exploração do serviço de internet nas frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.Sérgio Lima/Poder360 07.12.2021
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, falou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na 3ª feira (14.dez.2021), sobre o cronograma de implantação da 5ª geração de conectividade móvel, o 5G. Segundo Faria, as cidades de Natal, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte devem receber a infraestrutura necessária para a tecnologia em breve.
A operadora de telecomunicações TIM, que foi uma das arrematantes do leilão do 5G, informou que já está em processo de execução do chamado 5G Full, que usa bandas específicas dedicadas ao funcionamento pleno da tecnologia nas cidades que receberão a infraestrutura.
Os termos de implantação da tecnologia autorizam as operadoras a iniciar o uso das frequências de imediato, contanto que respeitem o prazo de cobertura para todas as capitais até julho de 2022.
O ministro citou Franca (AM), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG) como exemplos de outras localidades que já iniciaram os protocolos necessários para o 5G. “Ao invés de um número limitado de antenas, eles vão antecipar totalmente o número de antenas do leilão. Teremos isso em vários locais”, informou.
“O 4G foi um avanço muito grande. Nós tivemos várias aplicações, como FaceTime, WhatsApp, Uber. Depois do 5G, outras novas virão. Vamos ter, por exemplo, todo o agronegócio conectado. Teremos cirurgias à distância; na educação, as crianças terão 5G —poderão estudar usando realidade aumentada e terão um conhecimento muito avançado”, explicou Faria.
O ministro destacou também a liderança brasileira na implementação do padrão 5G na América Latina. Afirmou que espera que o país se torne um hub (centro) de inovação, criando assim uma presença privilegiada entre os continentes europeu e africano.
Fábio Faria explicou que uma das principais características do leilão é a inclusão de pessoas que, até então, não tinham acesso à internet. “Temos hoje, no Brasil, 39 milhões de pessoas sem internet. Sem celular. Elas não sabem o que é um sinal de internet, o que é trabalhar em home office, o que é estudar à distância ou visitar um parente via FaceTime. Temos hoje um desafio que é 1º conectar essas pessoas.”
Sobre o acesso à internet em estradas e rodovias federais, o ministro das Comunicações citou que a cobertura integral do 4G no modal rodoviário é uma das exigências do leilão do 5G.
“Vamos levar internet para todas as rodovias federais. A gente pensou em tudo, em todo o ecossistema que estará interligado. As estradas precisam da internet para o escoamento da produção, para que o caminhoneiro ou motorista possa estudar, baixar conteúdos, receber informações sobre assaltos, sequestros, enfim. Vamos ter um Brasil totalmente conectado”, complementou.
O TCU (Tribunal de Contas da União) discute nesta 4ª feira (15.dez.2021) o processo de desestatização da Eletrobras.
A privatização da empresa foi aprovada pelo Congresso em junho, mas depende de aval do tribunal.
A proposta vai viabilizar a desestatização da Eletrobras por meio do aumento no capital social da empresa. O governo, atualmente acionista majoritário, fica autorizado a fazer uma oferta pública de ações.
A expectativa do governo atualmente é arrecadar R$ 60 bilhões na operação.
O Auxílio Brasil pagará em 2022 às famílias dos mais pobres os maiores valores de um programa permanente de transferência de renda no país.
Cada família receberá pelo menos R$ 400. Até agora o valor médio mensal mais alto do Bolsa Família foi pago no governo de Dilma Rousseff (PT) em 2014, o ano em que ela foi reeleita: R$ 245 atualizado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Não há simulação sobre o valor médio do novo benefício para 2022. Mas ficará muito acima disso, a considerar o valor mínimo.
O quanto esse pagamento recorde em 2022 beneficiará a popularidade e as chances eleitorais do presidente Jair Bolsonaro (PL) é algo que só poderá ser respondido com o tempo. Não há dúvida de que haverá ganho para ele. A questão é se será proporcional ao aumento do desembolso. Obviamente nunca se argumentou no governo que a intenção seja essa.
O fato é que a preferência as intenções de voto por Bolsonaro cresceram no Nordeste em novembro com o início do pagamento do Auxílio Brasil, ainda que ele siga atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma das dificuldades para o proveito político está no fato de que a nova marca do benefício ainda precisa emplacar. Os cartões de pagamento inicialmente são os do Bolsa Família. Claro que se fará tudo para acelerar a troca, mas a operação não será trivial.
Mesmo que a substituição seja feita rapidamente, o 1º pagamento de R$ 400 terá sido feito com o cartão do Bolsa Família para muitas pessoas. Os petistas terão nisso uma oportunidade –se saberão explorar é outra história.
Poderão dizer que também são responsáveis pelo aumento do benefício. Até porque tanto os deputados quanto os senadores do partido votaram a favor da medida provisória que o instituiu, assim como todos os outros congressistas.
Demorou muito para o governo mudar o nome do Bolsa Família. Isso dificultará a absorção da nova marca. Há também algo indesejável com o nome escolhido. Elimina-se “família”, o que é, de certa forma, uma contradição dada a ênfase que essa palavra tem no discurso conservador do governo. De novo há uma oportunidade para os adversários políticos, que poderão explorá-la ou não.
A escolha do novo nome tem a vantagem de remeter ao auxílio emergencial pago durante a pandemia. É fortemente associado ao governo de Jair Bolsonaro. Mas aí vem outro problema: os pagamentos mensais desse benefício excepcional chegaram a R$ 1.200 em alguns casos. Comparado a isso, até os R$ 400 parecem pouco.
Fonte: Poder 360
Governança, transparência, gestão de riscos, monitoramento e responsabilização ganham cada vez mais relevância nas organizações. Nos últimos 3 anos, 1/3 das empresas criou a área de compliance, de acordo com a pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, da KPMG, publicada em 2021. O dado mostra um caminho longo para uma cultura geral de integridade, mas que já dá alguns passos no Brasil.
Muito além da melhoria da reputação e dos controles internos e externos, o desenvolvimento de um bom programa de compliance nas empresas fortalece os negócios, posiciona as marcas, cria um ambiente empresarial mais íntegro, estimula valores de colaboradores e parceiros e atrai investimentos.
O grande desafio é tornar os programas de compliance uma realidade no dia a dia das empresas. Assunto discutido no 2º Encontro de Compliance do Grupo J&F, realizado de 6 a 9 de dezembro de 2021.
“Existem motivos muito claros do ponto de vista financeiro e de reputação para se ter um programa de compliance, mas eu gostaria de ir além. Precisamos mudar para uma cultura de integridade. Não existe a possibilidade de uma sociedade, de um país, de um grupo grande, como o J&F, ser sustentável no tempo, fazer uma contribuição de desenvolvimento efetivo, se não tivermos uma cultura de integridade”, afirmou o diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, durante o evento.
A opinião do executivo reforça a de outros no Brasil. Segundo o levantamento da KPMG, 75% dos executivos seniores acreditam que uma cultura de compliance é essencial para a estratégia do negócio.
Leia os dados no infográfico.
Os especialistas no tema são unânimes em afirmar que diferentes empresas devem ter diferentes programas de compliance, sem soluções “de prateleira”. Para isso, é preciso que as organizações comecem o trabalho fazendo uma análise de risco. Como cada negócio se depara com potenciais ameaças distintas no dia a dia, as boas práticas para mitigar problemas e irregularidades também devem ser diversas.
Uma vez inserido na empresa, o programa de compliance precisa ser parte da organização como um todo, ultrapassando as barreiras do setor de conformidade. Para atingir esse objetivo, é essencial o engajamento dos colaboradores, com sensibilização e práticas mais humanizadas.
E, muito mais do que treinamentos, a disseminação dos pilares do complianceocorre pelo exemplo e pelo diálogo da liderança, que deve ser porta-voz e referência para a transformação dentro da empresa.
“O treinamento convencional, aquele ‘eu falo, você escuta’, não engaja. Muitas vezes, o código é feito de cima para baixo, e a base, na hora que vai cumprir, vê uma série de dificuldades ou de não entendimento do porquê daquilo. Então, o melhor treinamento é o diálogo”, afirmou a CEO da LVBA Comunicação, Gisele Lorenzetti, palestrante do encontro.
Além de estimular o diálogo, as companhias de maior porte têm um papel fundamental de multiplicar os efeitos da integridade entre fornecedores e clientes por meio de processos eficazes de due diligence (estudo, análise e avaliação de informações e documentos de diversos setores de uma empresa), segundo especialistas no tema.
“Não acreditamos em um compliance de regras, mas sim de pessoas. Somos um conjunto de pessoas que tem o objetivo de promover eficiência e eficácia, fornecer uma contribuição para a sociedade e, consequentemente, ter lucro. Nosso propósito, de uma empresa com mais de 260 mil colaboradores e um número enorme de fornecedores, é multiplicar a cultura da integridade”, ressaltou o diretor global de Compliance da J&F Investimentos, Lucio Martins.
Soluções tecnológicas simples são aliadas do compliance
Uma empresa com base sólida, valores consolidados e profissionais engajados no propósito da integridade tem a possibilidade de dar um passo a mais, utilizando a tecnologia.
“Se eu integro as ferramentas tecnológicas às minhas práticas e demonstro que elas estão ali para ajudar, monitorar, informar e auxiliar a busca da eficiência, elas colaboram para que a cultura dentro da organização se robusteça”, disse o sócio do Missão Compliance, Luciano Malara.
Assim como os programas de compliance têm que diferir em cada empresa, a aplicação de soluções tecnológicas também. Ferramentas simples e baratas podem ser inseridas em companhias de pequeno e médio portes para auxiliar, por exemplo, na implementação da principal ferramenta de integridade para todos os tipos de negócios: o canal de denúncias, segundo os especialistas.
Por meio dele, com a garantia do anonimato e da segurança dos denunciantes –colaboradores, parceiros ou público em geral–, as empresas podem identificar e dar tratamento adequado para possíveis fraudes ou abusos dentro das organizações.
Se para as grandes corporações o complianceestá consolidado, empresas de menor porte, muitas delas familiares, ainda não começaram a adotar práticas de conformidade ou avançam de forma tímida na estruturação das normas.
Para o diretor global de Compliance da JBS, Marcelo Proença, a cultura da integridade e o desenvolvimento de programas de compliance, nas empresas e entre setores, vão garantir a sustentabilidade das atividades, com a promoção de concorrência leal nos segmentos e melhor relação público-privada, além de proporcionar a criação de um mundo mais ético.
“A integridade nos negócios é extremamente importante para as empresas e para a sociedade em geral. Não há outro caminho. Não há um jeito certo de fazer a coisa errada. Só há um jeito certo de fazer o certo”, afirmou Proença.
Leia no infográfico os benefícios da adoção do compliance.
A teologia é também ciência, pois preenche os seus requisitos clássicos: objetos material, formal e metodologia própria. Nela verifica-se o encontro da razão e fé (“ratio et fides”), presente nos pensadores, desde a antiguidade aos dias atuais. Baseada nesse binômio, a Igreja Católica alicerça o ensino dessa disciplina. Há séculos, em muitos países, a tradição universitária coloca tal conhecimento no patamar das outras ciências. No Brasil, o Parecer 241/99, do Conselho Nacional de Educação, deu-lhe status acadêmico, obedecidas as diretrizes do Ministério da Educação para as graduações de nível superior. Convém lembrar que reflexão teológica e universidade sempre caminharam de mãos dadas. À sombra desse pensar, nos mosteiros e conventos, nasceram os primeiros cursos superiores, inclusive no Brasil. Nas seculares instituições de ensino, a teologia foi e continua sendo fermento de crítica e reflexão, construção do saber e transformação da sociedade. No projeto original da Universidade de Brasília, havia um curso de teologia,incluído nas graduações superiores.
No Brasil, o ensino teológico acadêmico apresenta-se ainda tímido, apesar da oficialização outorgada pelo poder público. Dos três cursos autorizados e reconhecidos pelo Ministério da Educação no Rio Grande do Norte, apenas o de Mossoró prospera, apresentando-se como um espaço de pensar da fé cristã. A ausência e desistência de tais graduações devem-se, em parte, ao desconhecimento das normas do MEC e ao fato de se pensar ainda que teologia existe apenas para a formação de padres. É claro que estes não poderão prescindir de sólido conhecimento dessa ciência. Um teólogo não precisa ser sacerdote. Não raro, confundem-se determinações canônicas para a preparação de presbíteros com ensino da teologia e vice-versa. Ao solicitar credenciamento de instituições de ensino superior para ofertar bacharelados nessa área, tem-se sobretudo a intenção de formar um laicato com profundidade intelectual e cultura espiritual. O Rio Grande do Norte carece de mais lideranças católicas. Num passado próximo, a Igreja potiguar foi marcada pelo testemunho de líderes cristãos, dentre eles, um perito conciliar (Otto Guerra) e alguns comendadores pontifícios. No plano internacional, ressalta-se a importância social e eclesiástica do Movimento de Natal.
A teologia, enquanto ciência e reflexão da fé, pode e deve ser ensinada em instituições universitárias, mesmo leigas. Nisso as igrejas e o conhecimento teológico terão muito a lucrar, na medida em que irão se defrontar com outros saberes e realidades de um mundo plural. Assim, o apóstolo Paulo construiu o seu pensamento e, de modo análogo, agiram Agostinho de Hipona e outros. As normas dos sistemas de ensino deixam as denominações religiosas livres (respeitando o corpo doutrinário) para elaborar o conteúdo de seus cursos. Os elementos específicos da formação de ministros de culto poderão ser transmitidos fora da grade curricular acadêmica. É o que acontece em muitos seminários e conventos, máxime no estrangeiro.
O resultado da hesitação para abertura e manutenção de cursos teológicos oficiais é preocupante para os católicos. Em vinte e dois anos da vigência do Parecer 241/99, abrangendo uma centena de graduações teológicas, em nível de bacharelado, autorizadas ou reconhecidas pelo MEC, menos de um terço é mantido por entidades vinculadas ao catolicismo. Já elaboramos diversos projetos de credenciamento de faculdades e autorização de cursos nessa área de conhecimento. Infelizmente, dois que funcionavam no RN renunciaram à missão de ser um espaço qualificado de crítica e pensar cristão. Segundo o teólogo e professor João Batista Libânio, S.J: “a presença de cursos teológicos ajuda muitíssimo na pastoral universitária autêntica, reflexiva e não simplesmente sacramentalista, apologética ouproselitista.”
Um curso teologal reconhecido pelo MEC é inegavelmente um serviço que a Igreja presta à sociedade, confrontando a fé com a realidade do mundo hodierno. Deve ser um lugar de reflexão, destinado ao encontro daciência e fé. Esteobjetivo está sendo cumprido, há doze anos, pela Faculdade Católica do RN, sediada em Mossoró, magistralmente dirigida por Padre Charles Lamartine, com a supervisão e bênçãos de Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, ícone da educação mossoroense. Nunca é demasiado repetir o conselho do apóstolo Paulo: “Examinai tudo e guardai o que for bom e verdadeiro.” (1Ts 5, 21).