Trabalhador já pode consultar se tem direito ao pagamento do abono salarial PIS/Pasep; Veja como

 

Os trabalhadores já podem consultar na Carteira de Trabalho Digital ou no portal gov.br para saber se terão direito a receber o abono salarial PIS/Pasep. Cerca de 22 milhões de brasileiros vão receber o benefício a partir de 8 de fevereiro deste ano, com valor total de mais de R$ 20 bilhões, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência.

O serviço de consulta já está disponível pelo link https://www.gov.br/pt-br/servicos/sacar-o-abono-salarial, para saber se tem direito ao abono, qual o valor, a data de pagamento e o banco para recebimento. Além disso, o canal 158 do Ministério do Trabalho e Previdência estará à disposição para esclarecimentos, bem como o atendimento presencial das unidades regionais da pasta.

Para ter acesso às informações do abono salarial na Carteira de Trabalho Digital será necessário que o trabalhador atualize o aplicativo, depois acesse a aba “Benefícios” e “Abono Salarial”, para verificar o valor, dia e banco de recebimento.

Quem tem direito

Para ter direito ao benefício é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente (com carteira assinada) por pelo menos 30 dias em 2020 e receber até dois salários mínimos (R$ 2.424). Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial, conforme categoria da empresa

Trabalhadores do setor privado, inscritos no PIS, receberão o abono salarial deste ano no período de 8 de fevereiro a 31 de março, pela Caixa. Para servidores públicos, militares e empregados de estatais, inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, pelo Banco do Brasil.

Já aqueles que moram em municípios em situação de emergência por causa das chuvas vão receber o valor no dia 8, independentemente da data de nascimento.

Confira abaixo as datas de pagamento

PIS

Nascidos em janeiro – 8 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 10 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de feverfeiro
Nascidos em abril – 17 de fevereiro
Nascidos em maio – 22 de fevereiro
Nascidos em junho – 24 de fevereiro
Nascidos em julho – 15 de março
Nascidos em agosto – 17 de março
Nascidos em setembro – 22 de março
Nascidos em outubro – 24 de março
Nascidos em novembro – 29 de março
Nascidos em dezembro – 31 de março

Pasep

Finais de inscrição 0 e 1 – 15 de fevereiro
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de fevereiro
Final de inscrição 4 – 22 de fevereiro
Final de inscrição 5 – 24 de fevereiro
Final de inscrição 6 – 15 de março
Final de inscrição 7 – 17 de março
Final de inscrição 8 – 22 de março
Final de inscrição 9 – 24 de março

Valor

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2020. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 101, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo total, de R$ 1.212.

A partir de fevereiro, o trabalhador do setor privado também poderá consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

No caso dos trabalhadores vinculados ao Pasep, a consulta do saldo é na página Consulte seu Pasep. Há também a opção de ligar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior).
Fonte: Terra Brasil notícias

Aposta que deu errado”, diz Ciro Nogueira sobre Sergio Moro

 

Em entrevista ao Poder360, ministro-chefe da Casa Civil disse que ex-ministro da Justiça tem “dualidade política”

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou ao Poder360 que o pré-candidato do Podemos à presidência da República, Sergio Moro, “foi uma aposta que deu errado”. Para Nogueira, há “sérias dúvidas” se o ex-juiz segue até o fim da campanha eleitoral.

Segundo o chefe da Casa Civil, Moro possui “dualidade política” e “crise de identidade”. O ministro citou, como exemplo, a discussão da ida do candidato recém filiado ao Podemos para o União Brasil.

“Foi uma aposta do Podemos que deu errado. Quando era juiz queria atuar como político e agora como político quer atuar como juiz. A pessoa tem uma suspeição do próprio eleitorado como um todo. E ele fala do Centrão e está buscando apoio de partido do centro, a União Brasil”, disse.

O senador licenciado do Progressistas do Piauí deu entrevista ao Poder360 na 4ª feira (20.jan.2022). Falou sobre eleições, preço dos combustíveis, reajustes salariais, medidas econômicas, Orçamento de 2022, Fundo Eleitoral, projetos prioritários no Congresso, vacinação infantil, Auxílio Brasil, privatizações, emendas de relator, situação eleitoral no Nordeste, entre outros assuntos.

A entrevista aconteceu no gabinete do ministro no 4º andar do Palácio do Planalto. Assista à íntegra (42min31s) e leia, no fim desta publicação, as perguntas e respostas.

Eis a íntegra da entrevista:

O senhor chegou em agosto ao Palácio do Planalto dizendo que seria um “amortecedor”. Quais foram os principais desafios e tensões? Qual o saldo desses primeiros meses como ministro-chefe da Casa Civil?

CIRO: Cheguei num momento de muitas turbulências, de muitas disputas políticas entre os 3 poderes, principalmente com o Judiciário, com uma pauta importantíssima a ser aprovada no Congresso Nacional, mas principalmente com o enfrentamento à maior pandemia da humanidade. Nenhum país do mundo estava preparado. Tínhamos que cuidar das pessoas, imunizar a população e também um foco muito especial na nossa retomada econômica. Muitas pessoas perderam seus empregos, perderam condição de se manter, 20 milhões passando fome. Desafio é enorme. E acho que nós conseguimos vencer, fazer o melhor possível. O presidente Bolsonaro, com sua capacidade de liderar, determinou a seus ministros e eu para coordenar todo esse processo. O país está chegando num momento que aprovamos as principais reformas, cessou essas disputas com outros poderes, imunizamos a população, somos exemplo para o mundo. Os índices, apesar da nova variante, são muito melhores que em qualquer outro país. Tivemos sucesso. Agora o nosso foco e a determinação do presidente é reduzir inflação e aumentar o emprego.

O senhor fala que a tensão entre os poderes foi reduzida. O presidente critica ministros do STF, e o conflito com governadores é evidente, principalmente na questão dos combustíveis. Como tem sido o contato com os governadores?

CIRO: Essa situação dos combustíveis é um problema em nível mundial. Pode olhar que em todos os países do mundo a elevação em alguns países da Europa chega em 400%. Números que nós temos evitado, com esforço totalmente do governo federal. O governo federal não arrecadou mais R$ 1 com impostos, apesar da elevação dos impostos. Os governadores estão arrecadando 36% a mais neste ano. É um número absurdo. Os governos estaduais estão utilizando este momento de dificuldade da população para arrecadar. Isso não pode ser admitido. Vocês vão ver que, nos próximos dias, o governo federal vai fazer um esforço tremendo com medidas que o presidente vai anunciar para reduzir o preço dos combustíveis. Os governadores estão no sentindo inverso, falando em descongelar o preço dos combustíveis no ICMS. É uma falta de sensibilidade muito grande. Apelo que governadores tenham sensibilidade. A população está sofrendo muito, e o governo federal está fazendo o possível.

O que o senhor pode adiantar desse esforço para diminuir o preço dos combustíveis? Será um projeto?

CIRO: Vamos fazer o possível. Um esforço jamais visto na história deste país. Vamos fazer. O presidente está determinado. É um problema não só do nosso país. O Brasil é o que menos está sofrendo apesar desse aumento. Os Estados são os grandes responsáveis pelo aumento do combustível. Tem que ser [via Congresso]. Em ano eleitoral, via Congresso.

Os seus artigos têm repercutido bastante nos últimos dias. E agora o senhor assume um posto-chave no comitê de campanha do presidente. Quais são suas tarefas principais?

CIRO: Primeiro temos que separar. Não existe comitê de campanha no Planalto. Temos um trabalho efetivo de coordenação de todos os ministérios, um diálogo permanente e diário com todos os ministros para que a questão eleitoral não atrapalhe este momento de retomada econômica. Estamos otimistas com 2022 e com os números que Guedes e Onyx têm trazido principalmente na geração de emprego, nosso maior desafio. Muito otimistas. E as perspectivas de redução da inflação são muito importantes. Não vou dizer para você — eu que sou presidente licenciado de um partido importante, da base, de apoio ao presidente – que não vou ter meu papel de coordenar, dentro do possível, nos finais de semana, na hora do almoço, de trabalhar pela reeleição, de coordenar, articular. Nosso foco agora é a montagem dos palanques estaduais para que o presidente tenha estrutura e possa levar a defesa de tudo que foi feito no governo. Grande parte da população ainda não tem conhecimento do que foi feito. O presidente deixou de gastar em propaganda como nos governos anteriores para gastar em obras.

Ainda sobre eleições, o ex-presidente Lula está em 1º nas pesquisas de intenção de voto. Até as convenções partidárias, é possível uma virada do presidente Jair Bolsonaro? E o que falta o governo fazer hoje para buscar essa virada? O comitê de campanha busca empresas de pesquisa para ter outras avaliações do cenário?

CIRO: O cenário hoje me lembra a fábula do lobo mau. O PT hoje parece o lobo mau vestido de vovozinha. Daqui a pouco, a população olha e diz: por que boca e olhos tão grandes? Vai ver que o PT de hoje é o de ontem. É o PT da Gleisi, do Lindinho, do Zé Dirceu, do Vaccari. São essas pessoas que vão governar. Acha que é o Alckmin que vai governar? É o Macron? Não. O PT que diz que amadureceu amadurece para o Maduro, da Venezuela. As pessoas vão saber, não vão querer essas pessoas de volta no comando. Lula vai ter que governar com eles, estão completamente escondidos. Cadê a Dilma? Foi a pessoa mais importante no governo do PT nos últimos 16 anos de governo. Vão ter que aparecer. As pessoas não querem. Vocês, que têm um grande instituto de pesquisa, perguntem para o eleitor se querem essas pessoas de volta. Esse vai ser o nosso grande fator que as pessoas vão avaliar. O país precisa de governo que olhe para o futuro, não para o passado. Quando for dar um celular para sua filha, quer celular 2002 ou 2022? O Lula foi uma pessoa para 2002. Não é quem precisamos para a retomada econômica do nosso país. Tenho muito respeito pelo presidente Lula, mas ele, o Lula que está aí hoje, é apenas o Lula para retomar o poder para esse partido, para pessoas que fizeram tão mal ao país. Esse debate tem que acontecer. Esse passado tem que ser avaliado para sabermos o que queremos para o futuro. Estamos fazendo pesquisa, avaliando o que o eleitor pensa para o futuro, as perspectivas. As pessoas querem governo que tenha um forte enfoque na redução da inflação e na geração de emprego. E é o que vai acontecer em 2022.

A retomada econômica é citada pelo senhor, mas, a 9 meses das eleições, notam-se algumas desavenças entre a chamada ala política e econômica em algumas medidas, como no reajuste de servidores e no Auxílio Brasil. A ala política tenta flexibilizar, e a econômica resiste. O senhor acredita que a equipe econômica tem sido muito rígida em suas convicções e que isso atrapalha a adoção de medidas mais populares?

CIRO: Temos que ter responsabilidade. Temos hoje um país e um mundo totalmente dependentes do dólar. Arroz, combustível, feijão, carne. Tudo depende do dólar. Não adianta darmos com uma mão e tirarmos com outra. Tem que ter visão técnica. E temos confiança muito grande no trabalho do ministro Paulo Guedes. O ministro conta com nosso total apoio e confiança pelo que ele fez e foi capaz de dar para o país. Tivemos condições de colocar, numa pandemia, 13 anos de Bolsa Família agora no auxílio emergencial. Isso é inconcebível, foi fruto de um trabalho muito bem-feito. Temos economia sólida, respeito ao teto de gastos, respeito às despesas públicas. Não adianta. Se nós aumentarmos indefinidamente, gostaria muito, acho justo aumento para servidores. Mas temos que pensar em quem passa fome hoje em dia. O servidor mal ou bem recebe seu salário. No final do mês está aí fruto da política econômica responsável. Não podemos hoje simplesmente abrir os cofres públicos e aumentar despesas. Quem vai sofrer são os miseráveis. Temos que ter responsabilidade, controle rígido. No que depender da Casa Civil e, tenho certeza, do presidente Bolsonaro, iremos manter o controle dos gastos públicos com responsabilidade. Se temos hoje perspectiva que a população quer que inflação seja reduzida e emprego volte a ser ofertado, é por conta desse controle, da responsabilidade fiscal, implementada pelo ministro Paulo Guedes.

O presidente disse que o reajuste para agentes de segurança está suspenso. Qual sua avaliação sobre esse assunto? Tem que deixar de lado por enquanto o aumento?

CIRO: É um foco do presidente dar reajuste para os funcionários públicos. Mas temos que fazer o que é possível. Temos diálogo permanente com as categorias. A valorização do setor de segurança é muito importante. É um setor fundamental para combate à corrupção, problema de drogas. O país hoje enfrenta a maior proliferação desses comandos, dessas entidades criminosas pelo país inteiro. Até nas pequenas cidades. Vejo no Piauí. Temos que valorizar polícias públicas, mas temos que olhar para o servidor como um todo. Não digo que está suspenso, mas estamos analisando. Quando for possível, iremos dar aumento que o presidente será muito sensível.

Em um eventual 2º mandato do presidente Bolsonaro, o senhor acredita que a permanência do ministro Paulo Guedes é o melhor a se fazer?

CIRO: Ô, meu Deus [risos]. Aí nem eu sei se eu vou estar aqui. É lógico que, ao terminar um governo, o natural é todos os ministros entregarem seus cargos. Mas o presidente já tem um norte, a espinha dorsal do seu governo. E eu tenho certeza que o que está dando certo irá continuar. Mas aí é uma avaliação do presidente. E ele tem total liberdade para fazer as mudanças que ele achar pertinente.

Hoje o senhor precisa decidir sobre Orçamento de 2022, e recentemente um decreto presidencial determinou que a Casa Civil dê um aval prévio para os procedimentos orçamentários. Essa medida foi uma articulação para conter os impasses nas cobranças para destinação de recursos? Gostaria que o senhor explicasse se essa realmente foi uma forma de ganhar mais poder em detrimento do ministro Paulo Guedes.

CIRO: Esta é uma oportunidade para esclarecer o fato e trazer justiça. Essa medida não foi uma determinação do presidente. Foi um entendimento meu com o ministro Paulo Guedes. Ele totalmente concordou com essa posição de dividirmos esse ônus, para tirar aquela imagem de que a Economia é o vilão da história… só para cortar. Não. Temos que dividir a gestão feita pela Casa Civil com a visão econômica, com a responsabilidade fiscal. Então, foi uma medida que eu e o ministro Paulo Guedes tomamos para propor ao presidente. Ele prontamente concordou. Essa é a verdade. Não existe, em minuto nenhum, essa questão de tirar poder do ministro Paulo Guedes. Não tirou. Até porque a inciativa tem que ser dele. Foi feito em total sintonia com concordância dele. E depois levamos ao presidente, que concordou.

O senhor tem em suas mãos o desafio de cortar cerca de R$ 9 bi da peça orçamentária. Sobre o fundo eleitoral, esse montante vai voltar aos R$ 5,7 bi? Como está a negociação?

CIRO: Estamos hoje discutindo, temos até o fim do dia para fechar. A visão do governo como um todo é cortar o mínimo possível [do Orçamento]. Acho que não vai ser necessário cortar isso [R$ 9 bi]. Vai ser muito menos, por conta de ajustes que tivemos, de superávit, de algumas situações de correções. O valor vai ser muito menos. Estamos vendo ainda quais áreas. Área que possa ter mínimo de impacto no funcionamento da máquina publica, nos investimentos fundamentais para o país. Podem ter certeza que vocês irão se surpreender com a redução de cortes. Vai ser com certeza um orçamento que vai ter apoio total do Congresso. As modificações vão ter toda transparência possível para que elas sejam aceitas pela imprensa, pelo Congresso, que é quem dá veredito. Estamos buscando o melhor caminho para a sanção presidencial, que tem que acontecer hoje à noite. Vai ser bem menos.

E o fundo eleitoral vai ficar em R$ 5,7 bilhões? Um eventual projeto de lei terá apoio do Congresso?

CIRO: Vai depender do ajuste que estamos fazendo para chegar a um bom-termo. Se [o eventual projeto] for bem explicado, feito com transparência, o Congresso Nacional é um grande parceiro do governo federal, tem sido muito assertivo. Temos tido compreensão muito grande dos presidentes das duas Casas, tanto do presidente Lira quanto do presidente Rodrigo. Esse Orçamento é do país. Temos que ter responsabilidade, dividir o ônus e o bônus para o país sair ganhando.

Em ano eleitoral, historicamente, o Congresso é menos ativo e aprova menos projetos. O que o governo ainda quer articular e buscar aprovação ainda neste ano? Quais são os pedidos do presidente Bolsonaro para atuação da Casa Civil junto ao Congresso?

CIRO: Nós recebemos ontem uma pauta de todos os ministérios. Temos cerca de 400 projetos que os ministros querem priorizar. Levamos ao presidente. Devo visitar na próxima semana os presidentes das duas Casas para dialogar e saber o que é possível ser feito, quais podem ser levados às lideranças. É uma definição que temos que ter em conjunto. Temos pauta prioritária do presidente, temos que publicá-la, levar mensagem ao Congresso. São situações negociadas.

O senhor pode citar quais são os prioritários para este ano, além de combustíveis?

CIRO: O presidente tem um foco muito especial no que diz respeito à discussão da redução da maioridade penal. É um fator que queremos debater com o Congresso Nacional. Alguma coisa focada nessa questão de segurança pública. Temos uma preocupação muito grande com a segurança da população. Tem um foco todo especial na retomada econômica, temos que criar mecanismos durante o ano para a questão eleitoral não afetar esse momento. E cuidar de quem mais precisa, quem passa fome. Estamos estudando esse projeto, mas volto a dizer: iremos apresentar em total sintonia com o Congresso Nacional.

O governo investiu toda a energia no auxílio e conseguiu aumentar a base para R$ 400 e houve um avanço significativo no social. O senhor acredita que o governo vai reverter a imagem dos auxílios ligados ao ex-presidente Lula?

CIRO: Eu não tenho dúvidas disso. A forma, até certo ponto irresponsável, com que esses partidos enfrentaram essa questão do auxílio, quando votaram contra. Você imagina que um partido político que criou o Bolsa Família votar contra aumentar, mais do que dobrar, o valor. Isso é colocar a população em 2º plano. É interesse político. Quem é que no país não sabe que temos que ajudar esses 20 milhões de pessoas que estão passando fome? São 60 milhões de beneficiários que estavam precisando. E as pessoas vão tomar conhecimento de quem votou contra e de quem trabalhou para que esse recurso chegasse à população. Então, eu não tenho dúvida de que, por mais que se tente mascarar essa situação, a população vai saber que quem lutou para que esse benefício chegasse no bolso da população foi o presidente Bolsonaro.

Muitos falam que ano eleitoral é perdido no Congresso. Pelo que entendi, o senhor está confiante que ainda consegue aprovar projetos. Como o governo se articula para viabilizar isso? E o governo já definiu o nome de Alexandre Silveira para ser líder no Senado?

CIRO: O senador Alexandre ainda não tomou posse. Se ele vier a ser convidado, é uma decisão do presidente. O presidente está estudando, está fazendo uma escolha, dialogando com senadores para que a gente possa ter uma pessoa capaz de liderar o processo como tão bem liderou o Fernando [Bezerra] nos últimos anos. Então, é uma escolha que está sendo feita, e o senador Alexandre será uma boa escolha, mas é uma decisão do presidente. Mas acho que tem que manter esse diálogo permanente com o Congresso. Espero que ele seja sensível. Quando se falou na PEC dos Precatórios, todo mundo estava apostando que nós não conseguiríamos aprovar. E aprovamos até com certa facilidade essas matérias. Porque tudo isso não é feito na base do toma lá dá cá. É feito discutindo com a sociedade, mostrando os números, com transparência, para que própria população exija dos seus deputados e senadores, seus representantes, que eles votem de acordo com a vontade da população e, principalmente, com a necessidade do país. E nós temos que retomar, não podemos deixar que a questão eleitoral atrapalhe a vida dessas pessoas que estão passando por um momento de dificuldade. Nós estamos em um momento diferente no mundo, nós estamos no meio de uma pandemia. Temos que ter uma retomada econômica, as pessoas precisam de emprego, precisam de renda, precisam enfrentar essa questão de inflação. Então eu tenho certeza que quem quiser atrapalhar será varrido nas próximas eleições deste ano. Acho que isso será o nosso foco e espero que o Congresso Nacional e a sociedade como um todo esteja madura para separar a questão eleitoral das necessidades da população e do país.

É comum que os ministros da Casa Civil tenham planilha de votos no Congresso. Como está esse monitoramento hoje? Há um número de congressistas que votam ou não com o governo?

CIRO: Olha, nós temos que ter esses números, até para que se consolide nas votações futuras. Acho que você tem que ver o número pela aprovação da PEC dos Precatórios, é um número que é bastante sugestivo dado a nossa maioria no Congresso Nacional. Acho que muita coisa é desvirtuada, dizendo: ‘você só tem que liberar verbas para a base eleitoral’. Nunca teve um governo tão democrático como esse. Acompanhe as deliberações do Partido dos Trabalhadores, dos partidos de oposição. Vocês vão ver que todos os senadores foram respeitados nas suas vontades. Agora, não vou negar que os deputados aliados têm mais sintonia com a vontade do governo com as áreas que eles querem atuar, do que é prioridade. Então isso é discutido com os senadores e deputados. E a sua opinião é fundamental para que a gente possa fazer com que a vontade do eleitorado, a vontade das pessoas seja realizada através dos investimentos que o governo federal tem feito. Isso tem acontecido de uma forma bem transparente. Pela primeira vez na história – e eu acompanho a história da política desde Fernando Henrique -, tivemos um governo federal que não entregou ministérios para partidos políticos, que não entregou de porteira fechada, como acontecia no passado, em troca de votos. O meu partido político, o Progressistas, começou a apoiar o presidente Bolsonaro muito antes de eu vir para o ministério ou nós indicarmos cargos através dos nossos técnicos. Então foi feita uma mudança na forma de fazer política deste governo e tem dado certo. Tanto que nós aprovamos praticamente tudo que foi apresentado no Congresso Nacional.

As críticas versam muito sobre o chamado “orçamento secreto”, termo que o senhor diz não ser correto. Ontem, o ex-presidente Lula disse que o governo do presidente Bolsonaro está “de joelhos”para o Congresso. Gostaria que o senhor comentasse.

CIRO: Olha, nós vemos uma dificuldade muito grande da oposição de atacar o governo, porque é um governo sem escândalo, sem corrupção. Tem que se falar isso. Orçamento secreto… o que tem de secreto se é publicado, as verbas são liberadas, as obras acontecem? Não tem nada de secreto. O presidente Lula… Poxa, meu Deus, quem não lembra do seu governo? Meu partido mesmo recebeu ministérios naquela época de porteira fechada, se nomeava sem participar, sem crivo do governo federal. É diferente agora. Eu mesmo, quando cheguei aqui na Casa Civil, cheguei com minha chefe de gabinete. Não troquei porque era uma equipe muito boa, e isso acontece nesse governo federal. Não é minha vontade, como ministro, de colocar quem eu quero para beneficiar meu partido. Não, eu sigo uma orientação do presidente de um perfil de pessoas de gestão, de pessoas técnicas. E eu acho que é muito diferente em governos de Fernando Henrique, dos governos do PT. Totalmente diferente. Uma visão diferente que é apoiada pela população. A população não quer troca de cargos, não quer loteamento. E o governo federal não fez isso. Agora o presidente Lula, ele vai dizer o que do presidente? Vai dizer que Bolsonaro é corrupto? Ele não pode dizer isso. Ele vai dizer que ele está de joelhos. De joelhos como? Pela primeira vez o governo foi capaz de não lotear os ministérios para obter base política. Pela primeira vez. E está dando certo isso. Tanto que os partidos políticos estão apoiando, porque querem vincular a sua imagem à essa nova forma de fazer política.

Sobre privatizações, a da Eletrobras é uma das mais avançadas. O Planalto articula um aval do Tribunal de Contas da União à venda da empresa ainda neste 1º semestre? O que está sendo negociado?

CIRO: Acho que o nosso país precisa de investimentos dos mais diversos setores, mas o setor elétrico é fundamental. Não tem como o Estado ser capaz de fazer os investimentos para que a gente possa enfrentar esse problema mundial que é o fornecimento de energia elétrica. Principalmente, no nosso país que tem problemas de geração, custo. Nós temos que ter essa parceria das linhas de transmissão, das distribuidoras e é fundamental nós termos uma Eletrobras com parceria com o setor privado, é lógico que com as diretrizes dadas pelas agência que são fundamentais. Nós temos uma grande agência que é a Aneel, que tem sido uma grande parceira do país neste momento de extrema dificuldade. Se nós enfrentamos problemas de racionamento, de apagões, foi muito fruto dessa parceria com o setor elétrico. Mas que precisa de investimentos. Senão, nós iremos colapsar o nosso sistema. E eu tenho certeza que o Tribunal de Contas da União, com a sua sensibilidade, com a sua responsabilidade, irá fazer com que nós possamos viabilizar esse investimento, que será um dos maiores do mundo, no nosso país. Quanto antes melhor. Mas nós temos que respeitar os prazos. Graças a Deus, o próprio Tribunal de Contas não suspendeu o trâmite, as coisas estão acontecendo, não está atrasando. Espero que o mais rápido possível ele possa dar o veredito para esse grande fator de investimentos e solução para o setor elétrico.

O presidente sobe o tom quando fala sobre alguns temas delicados que lhe são caros, como a questão da vacinação de crianças contra a covid-19. Ele mesmo diz ser aconselhado a modular seu discurso. O senhor é um desses ministros que aconselha o presidente a conter as críticas em determinados assuntos como a pandemia?

CIRO: Olha, não vou negar que temos uma preocupação muito grande. Temos uma parte da mídia, uma grande parte da mídia, que tem uma psicose de pegar uma frase fora do contexto para criar uma celeuma. O que o presidente quer: o direito de as pessoas se vacinarem ou não. Esse é um direito que ele preza. O Brasil é um exemplo de vacinação para o mundo. Para o mundo. Nenhum país forneceu tanta vacina para as pessoas como o Brasil e nós temos aí um índice fantástico. E quem vacinou o país? Foi o governo federal. Você conhece algum governador que tenha comprado alguma vacina? O do meu Estado dizia todo dia que estava comprando vacina e nunca chegou uma vacina para o Piauí que não seja do governo federal. Então o presidente Bolsonaro ofertou e viabilizou vacina para todas as pessoas que quiserem se vacinar no nosso país. Ele tem uma preocupação com as crianças, com a responsabilidade dos pais. Mas isso não é coisa só do Brasil. Na França, para se vacinar os filhos, tem que ter a autorização dos pais. O Macron é irresponsável? Que é uma pessoa tão enaltecida a nível mundial. Mas estão todas as vacinas compradas para que todas possam se vacinar. Eu mesmo tenho uma neta que o pai não quer vacinar e a mãe quer. É uma decisão deles. Tenho preocupação com as crianças. Não sei se eu vacinaria meu filho se não tivesse comorbidade. Tenho preocupação. Ainda bem que estão todos crescidos e eu não tive que tomar essa decisão. Porque é uma decisão importante, já que as empresas que fabricam não se responsabilizam. Mas é uma decisão dos pais. Eu defendo também isso. E o presidente quer isso, só quer que seja esclarecido. As pessoas colocam como se o presidente fosse contra a vacina. Não é verdade. Ninguém é contra a vacina e vai ofertar a maior quantidade de vacina do mundo, como o presidente Bolsonaro. Ele tem uma visão de defesa do direito das pessoas, de liberdade. Mas também, principalmente, das pessoas poderem ser protegidas. E o Brasil é um exemplo de vacinação para o mundo e graças única e exclusivamente ao trabalho do ministro Queiroga e do presidente Bolsonaro.

Quando chegam essas sugestões de aliados para o presidente, como é a recepção dele?

CIRO: Nós aconselhamos. O presidente tem uma maneira diferente, espontânea e honesta de se comunicar. Agora, volto a dizer, grande parte da mídia virou uma psicose de se buscar alguma forma de atacar o presidente, de desvirtuar alguma coisa que ele possa ter dito. Mas são situações que temos que enfrentar. Somente com muita comunicação nós iremos esclarecer a verdade, que é o que importa para o nosso país.

Na disputa eleitoral, o presidente diz que já tem um nome da razão e do coração para vice-presidente. Ele diz que já está decidido. Qual é o perfil ideal de vice-presidente na avaliação do senhor e, pelo o que acompanha, qual será a decisão do presidente nos próximos dias?

CIRO: Pelo perfil do presidente, tem que ser alguém que ele confie. Desde o início, você nunca me viu pleiteando para alguém do meu partido a indicação de um nome. Tem que ser alguém que dê tranquilidade, que seja uma pessoa que ele confia e que possa vir a nos ajudar nesse momento, que possa também ter uma receptividade do eleitorado, que as pessoas possam ter confiança em um vice-presidente. E tenho certeza que o presidente vai fazer uma grande escolha.

A convenção do PL está marcada para o dia 29. O senhor acredita que já vai haver ali algum anúncio?

CIRO: Bem, eu vi pela imprensa. O presidente não me comunicou ainda que vai fazer essa escolha nesse dia. Mas, se vier, eu acho que o tempo é dele. Acho que essa escolha não é tão importante agora, acho que ele pode fazer no momento que ele achar mais conveniente e que ele esteja confiante de que fez a escolha certa. Isso para mim é o mais importante.

Os nomes colocados até agora: ministra Tereza Cristina, Pedro Guimarães, ministro Walter Braga Netto são boas escolhas?

CIRO: São grandes nomes, têm diversos nomes. São pessoas representativas, grandes auxiliares que estiveram ajudando o presidente. Eu tenho certeza que o presidente vai fazer uma grande escolha.

Agora, sobre a eleição no Nordeste, ministro. Em quais Estados o presidente deve se sair melhor? E sobre as indicações para governos estaduais, qual é a análise do atual retrato das eleições?

CIRO: Se você tomar por base as últimas eleições, se você acompanha desde o Fernando Henrique, sempre a eleição presidencial se reflete no que aconteceu na eleição municipal. As últimas eleições, as pessoas que têm experiência, os partidos políticos que têm história, que têm trabalho a ser mostrado, tiveram uma vitória exemplar. O Progressistas no Nordeste se tornou o maior partido. E o natural era o PT, que é tido como muito forte no Nordeste. O PT foi massacrado no Nordeste. No meu Estado, o meu partido elegeu 4 vezes mais prefeitos do que o PT. Isso aconteceu em diversos Estados do Nordeste. Então eu acredito nesse sentimento de mudança. É claro, o nome do presidente Lula no Nordeste é muito forte, mas se você olhar os índices de intenção de voto no Nordeste, os votos do Lula são muito menores do que os do Haddad, que foi tido como muito mais fraco na eleição passada. Se eu disser para você que eu acho que o presidente Bolsonaro vai ganhar no Nordeste, eu acho difícil. Mas vai ser uma eleição bem equilibrada quando as pessoas tomarem conhecimento de tudo que o presidente fez, a prioridade que tem feito, daquele presidente que tem uma votação muito pequena na eleição passada, mas que independentemente disso focou nas pessoas que precisavam, em tranposição, nas obras de infraestrutura. Todas as obras de infraestrutura no meu Estado, que eu acompanho mais, efetivamente foram retomadas, estão acontecendo. Isso logicamente fruto de um super ministro, que é o ministro Tarcísio, e também Rogério, Fábio Faria, ministros nordestinos, João Roma, que teve um trabalho maravilhoso, pessoas que tiveram um desempenho e um foco todo especial no nosso Nordeste.

Ministro, sobre a 3ª via, o ex-juiz Sergio Moro tem atacado muito o que se chama de Centrão. Tem falado sobre as alianças, sobre o Lula também. Ele se coloca como um diferencial nessas eleições. Como o senhor analisa a evolução da chamada 3ª via?

CIRO: Eu tenho sérias dúvidas se o Moro vai até o final. O Moro nunca ficou desempregado na vida dele. Eu acho que foi uma aposta do Podemos que deu errado. É uma pessoa que tem uma crise de identidade, quando era juiz queria atuar como político e agora como político quer atuar como juiz. A pessoa tem uma suspeição do próprio eleitorado como um todo. E ele fala do Centrão e está buscando apoio de partido do centro, o União Brasil. É uma pessoa que tem uma dualidade política, mas temos que deixar de lado e dar oportunidade que leve suas mensagens. Pelo que eu conheço do nosso país e pelas pesquisas que eu vejo, não vai prosperar.

Lula e Bolsonaro no 2º turno, então?

CIRO: Acho muito difícil isso mudar. Temos outros grandes nomes, mas o sentimento da população… acho que ⅓ do eleitorado tem afinidade com o presidente Lula, ⅓ tem afinidade com o presidente Bolsonaro, de uma forma muito protetiva, apesar dos ataque que ele sofre, e quem vai decidir são esses 40% do Centro. Quem tiver mais habilidade, um discurso propositivo, que possa atrair essas pessoas que elegeram o presidente Bolsonaro na eleição passada, eu acredito que vá ter sucesso. E eu não tenho dúvida que essas pessoas irão olhar para o passado do PT e fatalmente não querer retroceder no nosso país, reelegendo o presidente Bolsonaro.

Fonte: poder 360.

Ômicron já é dominante no Brasil; leia sobre a cepa

 

Registrando a maior média de casos da pandemia nesta 5ª feira (20.jan.2022), o Brasil segue enfrentando uma alta no número de infecções por causa da variante ômicron.

A média móvel de casos da covid-19 no Brasil atingiu 110.047. De acordo com o Ministério da Saúde, foram 168.495 casos nas últimas 24h, fazendo o total de diagnósticos confirmados desde o início da pandemia ir para 23.585.243.

O Poder360 compilou as últimas notícias sobre a ômicron. Leia abaixo:

🦠 Dominante no país

A variante ômicron já representa cerca de 97% dos casos da covid-19 no Brasil, mostra um estudo conjunto das redes Vírus e Corona-ômica BR, vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Eis a íntegra (1,8 MB).

O levantamento, que considera infecções até a primeira semana de janeiro, mostra que em 5 Estados a variante chegou a 100% das amostras analisadas: Acre, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia e Santa Catarina.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) já apontou que a nova cepa já está presente em 58,5% dos casos de covid-19 analisados no mundo, tendo, portanto, ultrapassado a delta e se tornado dominante a nível global.

💉 Vacinação obrigatória

O Parlamento da Áustria aprovou nesta 5ª feira (20.jan) uma lei exigindo a vacinação de maiores de 18 anos a partir de 1º de fevereiro. A medida é inédita na Europa.

O projeto de lei, proposto em novembro, foi aprovado no Österreichisches Parlament por 75% dos deputados presentes: 137 votos a 33, com 13 abstenções. O governo passará a fiscalizar o cumprimento em 15 de março. As multas variam de 600 € a 3.600 € (R$ 3.790 a R$ 22.750) em casos de desobediência e reincidência.

⚖️ Ômicron e STJ

O STJ decidirá em 1º de fevereiro, às 16h, se volta a julgar em regime presencial. O Poder360 apurou que a tendência é atrasar o retorno pelo avanço da ômicron. Com isso, a escolha dos 2 novos integrantes da Corte, marcada para 23 de fevereiro, pode ser adiada.

O retorno ao regime presencial seria em 1º de fevereiro, quando acabam as férias dos ministros e formalmente começa o 1º semestre do Judiciário.

Magistrados consultados pelo Poder360disseram que retornar agora é se expôr a riscos desnecessários, em especial porque pessoas idosas e com comorbidades integram a Corte. Também há preocupação com funcionários, advogados e partes.

Leia aqui a íntegra da reportagem.

😷 Restrições nos Estados

A rápida propagação da ômicron têm feito governos estaduais restringirem novas atividades e endurecerem medidas para evitar o avanço da pandemia.

O governo do Distrito Federal, por exemplo, publicou novo decreto nessa 4ª feira (19.jan) proibindo aglomeração e pistas de dança em bares, shows e casas noturnas. O uso de máscaras também voltou a ser obrigatório.

No Amapá, com aumento de 230% no número de novos casos, o governo e as prefeituras suspenderam shows e festas públicas e privadas até 31 de janeiro, e o carnaval de 2022 foi cancelado.

No Rio Grande do Sul, das 21 regiões organizadas para o enfrentamento do novo coronavírus, 12 estão em alerta em função do aumento de transmissão e terão que elaborar novos planos para conter a disseminação.

Fonte: poder 360

Município suspende vacinação após parada cardíaca em criança

 

A prefeitura de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, anunciou nesta 4ª feira (19.jan.2021) a suspensão da vacinação de crianças contra a covid-19 pelos próximos 7 dias. A decisão foi tomada depois de uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas depois de receber a dose pediátrica da Pfizer, segundo a gestão municipal.

Em nota, a prefeitura afirmou que, de acordo com a família, a criança está estável. Ela foi levada para uma clínica particular, onde foi reanimada, depois foi transferida para um hospital em Botucatu, onde permanece sob observação.

O comitê local de enfrentamento à covid-19 destacou que “não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento”.

A decisão vale por uma semana para imunização de crianças entre 5 e 11 anos. Pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação devem ligar na Central de Saúde para realizar o agendamento. A vacinação em adultos segue normal.

A Secretaria de Estado da Saúde afirmou em nota que o CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) está acompanhando e analisará o caso. “Todos os casos de eventos adversos são analisados por uma comissão de especialistas antes de qualquer confirmação”.

Completou: “É, portanto, precipitado e irresponsável afirmar que o caso do município está associado à vacinação. Na maioria das vezes, os casos de eventos adversos pós-vacinação são coincidentes, sem qualquer relação causal com o imunizante”.

Vacinação infantil

Depois de entraves e atritos entre a agência e governo federal, as primeiras doses para vacinação de crianças chegaram ao Brasil na 5ª feira (13.jan.2021). O ministro Marcelo Queiroga foi pessoalmente receber as doses em São Paulo.

A 1ª criança vacinada contra covid-19 no Brasil foi o indígena Davi, 8 anos. Ele faz parte da etnia xavante, de Mato Grosso do Sul. A imunização ocorreu em evento promovido pelo governo de São Paulo, com a presença do governador João Doria (PSDB).

A maioria das capitais seguiu a orientação do governo e iniciou a imunização por crianças com comorbidades, síndromes e doenças crônicas, além de indígenas e quilombolas.

Leia a nota da prefeitura de Lençóis Paulista

“O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira, 19 de janeiro, determinou a suspensão da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, em livre demanda.

Pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação, devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento. A manifestação do Comitê acontece após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer. Segundo a família, a criança está estável e consciente.

O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais.

A Secretaria de Saúde está solicitando autorização para acesso ao prontuário médico, uma vez que o atendimento ocorreu na rede privada.

Conforme Nota Oficial expedida anteriormente, na noite de ontem, aproximadamente 12 horas após ser vacinada, uma criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou segundo o relato do pai, por isso, foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, a criança foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu, onde permanece sob observação.

Durante a reunião com o Comitê, a Prefeitura informou aos membros que, através da sua Secretaria de Saúde e da sua Vigilância Epidemiológica, já comunicou à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, através da Vigilância em Saúde e aguarda resposta e instruções dos órgãos responsáveis. A vacinação de adultos segue normalmente na Central de Vacinação e na ESF da Vila Maria Cristina nos horários previamente determinados.”

Fonte: Poder 360

Planos de saúde terão que cobrir testes rápidos de covid

 

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou, nesta 5ª feira (20.jan.2022), resolução normativa que obriga os planos de saúde a cobrirem testes rápidos para diagnóstico de covid-19. O documento foi disponibilizado no Diário Oficial da União. Eis a íntegra (76 KB).

A decisão foi divulgada na 4ª feira (19.jan), depois de uma reunião da diretoria colegiada da instituição. Os dirigentes da ANS decidiram atender recomendação da comissão técnica de assessoramento da entidade.

De acordo com a resolução, a cobertura dos testes rápidos é obrigatória a pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave, entre o 1º e o 7º dia desde o início dos sintomas, mediante pedido médico.

Não terão cobertura pelos planos de saúde pessoas que:

  • entraram em contato com indivíduos com covid-19, mas não apresentam sintomas;
  • tiveram resultado positivo para covid-19 nos últimos 30 dias;
  • queiram fazer o teste para rastreamento da doença, retorno ao trabalho, saber se estão curadas ou suspender o isolamento;
  • crianças menores de 2 anos.

Os pedidos médicos que obedeçam às diretrizes de utilização aprovadas pela ANS deverão ser autorizados imediatamente pelos planos.

Fonte: Poder 360

Vacinar ou não, eis a questão

 

Vacinação contra a covid-19. Articulista é contrário ao passaporte vacinal e defende a substituição por resultado de teste PCR atualizado

Na semana em que o Brasil deu início à vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, não por acaso o título deste artigo faz referência ao dramaturgo inglês William Shakespeare, no famoso monólogo em que Hamlet questiona vida e morte, de forma profundamente filosófica.

Do final do século 16 para o início do século 17, época em que o escritor viveu, o mundo ainda passava por recorrentes surtos da Grande Peste, que dizimou 1/3 da população europeia no século 14. Nesse período, as únicas medidas de proteção contra o contágio de doenças eram o uso de máscaras e a quarentena. Relatos históricos afirmam que o próprio Shakespeare passou por isolamento.

Os importantes avanços que tivemos na ciência e na medicina nas últimas 12 décadas diminuíram a mortalidade e propiciaram um salto na expectativa média de vida da população mundial. Desenvolvimento social e econômico, água tratada e saneamento básico estão entre os principais fatores que nos permitiram viver por mais tempo e com mais qualidade. O desenvolvimento das vacinas foi um marco para a humanidade, em termos de saúde pública, iniciado ainda no século 18, durante uma epidemia de varíola.

Segundo dados da ONU, de 2000 a 2019, as vacinações em países de média e baixa renda evitaram 37 milhões de mortes, e esse número pode aumentar para 69 milhões até 2030. Estima-se que a maior parte desse impacto seja entre crianças menores de 5 anos, principalmente por causa das vacinas contra o sarampo, o rotavírus e a hepatite B.

Estamos, desde o início de 2020, em uma incrível guerra contra um vírus que, no mundo todo, já matou mais de 5 milhões de pessoas e no Brasil ceifou a vida de cerca de 620 mil. Dentre os mais de 22 milhões de casos no país, o número de mortes só não foi maior graças ao trabalho incansável dos profissionais de saúde, aos investimentos na estrutura de atendimento, ao nosso SUS e à vacina. A resposta da ciência foi impressionante. Passados 10 meses desde o início dessa tragédia mundial, a 1ª vacina já havia sido desenvolvida no Reino Unido e as primeiras pessoas já estavam sendo vacinadas.

No Brasil, o governo federal e o governo de São Paulo tiveram iniciativas decisivas e fizeram acertados e altos investimentos, tanto no Rio de Janeiro, na Fiocruz(Fundação Oswaldo Cruz), quanto em São Paulo, no Instituto Butantan, para que tivéssemos a vacina contra a covid-19 disponível no menor tempo possível.

Como congressista, defendo e apoio a ciência e o uso da inovação e da tecnologia na saúde, e sinto muito orgulho do papel que São Paulo teve nisso, bem como da resposta do governo federal a essa emergência.

O Brasil, que já era referência mundial em vacinação, mais uma vez se colocou em posição de destaque. Foram mais de R$ 20 bilhões investidos no desenvolvimento e na aquisição de vacinas. Nos próximos meses, a Fiocruz passará a produzir a 1ª vacina totalmente nacional.

São Paulo, um dos Estados com mais vacinados, já tem 90% da população com duas doses completas. A marca de mais de 300 milhões de doses aplicadas em todo o Brasil é extraordinária, mas ainda insuficiente. Precisamos avançar.

Não apenas tomei a vacina, como tenho incentivado as pessoas com as quais me relaciono a se vacinarem. A segurança sanitária e a recuperação econômica e social do país dependem da vacinação completa da população. Não haverá economia sem vacina. E sem recuperação econômica, a crise social instaurada se aprofundará ainda mais.

Acredito que poderíamos estar mais avançados se esse tema não tivesse sido tão politizado, e entendo que nosso maior líder político, o presidente Bolsonaro, poderia ter contribuído para a aceleração da vacinação no Brasil caso tivesse se vacinado e incentivado a população. Por outro lado, sob seu comando, o governo foi buscar as vacinas.

Embora seja um defensor da vacinação no Brasil, sou contra o passaporte vacinal ou passaporte sanitário. Ninguém deve ser obrigado a tomar vacina. Quem não quiser tomar vacina e for a um local em que a comprovação da vacina se fizer necessária, deve ter o direito de apresentar um teste PCR atualizado, que é ainda mais seguro para todas as pessoas. Temos que simplificar as coisas sem abrir mão da segurança e do respeito ao direito de todos –de quem não quer ou não pode se vacinar e de quem se vacinou e quer estar num ambiente em que se sinta confortável com a segurança sanitária.

Assim como Hamlet, estamos diante de uma grande reflexão entre a vida e a morte. Na época de Shakespeare, quando a morte batia à porta, a vacina não era uma opção, e a peste e suas variantes varreram boa parte da humanidade. Hoje, enfrentamos o vírus, as variantes e as variáveis. As variáveis são, às vezes, mais prejudiciais do que o vírus e suas variantes. Quase sempre as variáveis são políticas e não levam em conta a vida, mas as próximas eleições, infelizmente.
Fonte: Poder 360.

França bate recorde de casos de covid nas últimas 24 horas

 

A França registrou nesta 3ª feira (18.jan.2022) o maior número de casos de covid-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, o país contabilizou 464.769 diagnósticos positivos e 289 mortes em decorrência da doença, de acordo com o jornal francês Le Parisien.

Os hospitais franceses somaram 26.526 pacientes internados com a doença. Na 2ª feira (17.jan), eram 25.776. Apenas nas últimas 24 horas, mais de 3.500 pessoas foram internadas com covid.

Nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), há 3.881 pessoas internadas com covid. O número representa uma queda de 14% na comparação com a semana anterior, quando foram registrados mais de 3.900 casos.

De acordo com o Our World in Data, 75% da população francesa está imunizada com duas doses contra covid-19. O Conselho de Análise Econômica da França divulgou um levantamento nesta 3ª feira (18.jan.2022) informando que o passaporte vacinal evitou 4.000 mortes no país.

Fonte: Poder 360

São Sebastião, padroeiro de Jucurutu

Padre João Medeiros Filho

Nas décadas de 1860 e 1870, um surto de “colera morbus grassou por vários estados do Brasil. Em decorrência disso, os habitantes da paróquia de Jucurutu fizeram uma promessa: Se a população não fosse dizimada pela epidemia, pediriam ao bispo para o orago da paróquia ser São Sebastião, ficando São Miguel comoco-patrono. O arcanjo era uma devoção dos jesuítas, que fundaram o aldeamento, cerca de doze léguas, ao sul daVila do Assú, conforme informações de Serafim Leite, em sua História da Companhia de Jesus. A mudança ocorreuquando Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, então bispo de Olinda, encontrava-se na prisão, vítima da “Questão Religiosa”. Governava o bispado Padre Sebastião Constantino de Medeiros, oriundo do Sítio Umari, município de Caicó. Posteriormente, esse ilustre sacerdote entrou para a Companhia de Jesus, terminando seus dias em Roma, onde foi professor na Pontifícia Universidade Gregoriana.

São Sebastião é muito cultuado no Ocidente, inclusive no Brasil. Nasceu em Narbona (sudoeste da França), provavelmente no ano de 256 e, pouco depois, seguiu com os pais para Milão. Ali, cresceu na fé cristã,tornando-se também um respeitado capitão da guarda do imperador romano. À época, não havia liberdade religiosa. Os cristãos eram perseguidos, presos e martirizados. As autoridades não sabiam que Sebastião era um deles. Como tal, conseguiu ajudar muitos prisioneiros, doando roupas, alimentos e animando-os a perseverarem na fé. Converteu ao catolicismo vários detentos. Possuía poderes miraculosos. Seus biógrafos descrevem o caso da cura de uma mulher deficiente auditiva. Vários milagres foram realizados por sua intercessão, mormente quando pestes e calamidades atingiam as cidades da Europa medieval. Com a sua proteção populações inteiras foram poupadas ou salvas de enfermidades.

Ao descobrirem que Sebastião era cristão, amarraram-no a uma árvore, recebendo flechadas e sendoabandonado. Sobreviveu aos ferimentos. Santa Irene cuidou dele até ficar totalmente curado. Após recobrar a saúde, retornou às ações de caridade, tendo sido novamente preso. Desta vez, o imperador decretou o seu martírio. Sebastião é um exemplo de perseverança e coragem, diante dos obstáculos e provações da vida. Devemos ressaltar seu empenho em fazer o bem anonimamente, aproveitando as circunstâncias para semear alegria, consolo e ânimo junto ao próximo. Tinha consciência de que, uma vez descoberta a sua crençareligiosa, ele seria martirizado. Sua autenticidade e capacidade de servir são notáveis e devem ser imitadas.

A história mostra-nos que a devoção ao Santo de Narbona – patrono de várias paróquias e dioceses brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro – está presente em muitas localidades de nosso país. Ao longo dos séculos, é invocado contra a peste, a fome e a guerra. Quando surgiam epidemias e catástrofes, crescia o seu culto. Na zona rural brasileira, foram muitos os votos ao santo mártir, pedindo-lhe proteção contra as secas, que assolam o Nordeste, ao longo dos anos. Santo Ambrósio, bispo de Milão, tecia elogios sobre esse oficial do exército romano. No seu túmulo, em Roma, ergueu-se umabasílica, perpetuando seu heroismo e memória. Sua morte deu-se entre 284 e 303, sendo imperador Diocleciano, o qual perseguiu muitos cristãos e sacrificou vários mártires do catolicismo. Sua figura, crivada de flechas, foi imortalizada pelos artistas renascentistas. É esta a imagemque possuímos na iconografia do catolicismo ocidental.

São Sebastião é um santo da atualidade. Devemos pedir-lhe ajuda contra a violência cotidiana que faz vítimas indefesas e inocentes. Necessita ser invocado contra a peste hodierna das drogas, ceifando vidas. Nos dias atuais, supliquemos sua proteção contra as pandemias de Covid-19 e influenza com as suas variantes. Urge, pois,rogar sua intercessão contra outros males: mentiras, injustiças, ódio, corrupção, radicalismo e tantos que assolam atualmente a nossa pátria. São Sebastião afirmou, com muita convicção, ao ser interrogado pelo imperador: “Antes de ser oficial do Império Romano, sou filho de Deus e soldado de Cristo”. Tais palavras retratam sua personalidade, coragem e fé. Legou-nos preciosos ensinamentos e valores fundamentais. Por seu testemunho e martírio, faz-nos recordar as palavras do Apóstolo Paulo: “Para mim o viver é Cristo.” (Fl 1, 21).

Globo tem R$ 12,1 bi em caixa e aplicações e não vai falir, diz Bloomberg

 

A Globo possui hoje uma das estruturas financeiras mais fortes da América Latina. Segundo reportagem da Bloomberg, com dados da agência de rating Fitch, a emissora tem R$ 12,1 bilhões em caixa e aplicações financeiras. A dívida da empresa é de R$ 5,7 bilhões, com vencimento nos próximos anos.

Em 2022, o Grupo Globo deve ter receita recorde, impulsionada pelo BBB (Big Brother Brasil). A 22ª edição do reality show já é a mais lucrativa da história. A Bloomberg diz que a emissora vendeu ao menos R$ 690 milhões em cotas publicitárias.

Quase a totalidade (95%) das dívidas da Globo vem de 3 emissões em dólar, que vencem em 2025, 2027 e 2030. As demais são dívidas bancárias em reais, com vencimento até 2024.

A Globo captou, neste mês, US$ 400 milhões em nova emissão de dívida com vencimento em 2032. O montante vai recomprar as dívidas que vencem em 2025 e 2027. Segundo a Fitch, a manobra faz com que a empresa proteja sua exposição operacional e financeira à moeda estrangeira.

“A forte posição de negócios da Globo, líder do setor brasileiro de mídia, é um pilar importante dos ratings”, diz a agência à Bloomberg.

O rating da Globo na avaliação da Fitch é AAA na métrica comparativa com empresas brasileiras e BB com perspectiva negativa na qualificação global, que considera a depreciação do real em relação às moedas internacionais.

RECEITA

O balanço oficial de 2021 ainda não foi divulgado, mas a Fitch tem um cenário-base que considera receita líquida R$ 14,1 bilhões e Ebtida de R$ 122 milhões. Em 2020, a receita da Globo foi de R$ 12,5 bilhões.

Em 2022, a Fitch prevê receita líquida de R$ 15,7 bilhões, crescimento de 11%. O Ebtida deve ficar em torno de R$ 891 milhões.

A estratégia da Globo para enfrentar as mudanças no mercado e o declínio de seu negócio de transmissão de TV tradicional incluiu o lançamento da Globoplay, cujo número de assinantes aumentou rapidamente –27% no período de 12 meses encerrado em setembro de 2021. A participação de conteúdo/programação nas receitas deve chegar a 40% em 2022, contra 36% em 2019”, declara a Fitch.

O grupo Globo ainda arrecadará em 2022 ao menos R$ 1,9 bilhão em receitas não-recorrentes. Do total, R$ 1,4 bilhão será pela venda da Som Livre, que deve ser concluída em 2022. O restante é pela venda da sede da Globo em São Paulo por R$ 522 milhões.

BBB22

Segundo a Bloomberg, a Globo considera o BBB um produto comercialmente tão bem-sucedido quanto o Jornal Nacional.

O telejornal tem o minuto mais caro da publicidade brasileira. O tempo entre a escalada –quando os âncoras leem as manchetes do dia– e o início do Jornal Nacional custa R$ 1,3 milhão. Propagandas nos intervalos chegam a R$ 850 mil por 30 segundos.

O reality show vende cotas publicitárias. As marcas escolhem entre 3 faixas de preço: R$ 91,9 milhões, R$ 69 milhões e R$ 11,8 milhões. A Globo também comercializa participações pontuais em provas ou outras ações ligadas ao programa.

Aliado ao alto faturamento, o sucesso financeiro do BBB é explicado pelo baixo custo de produção –em especial se comparado com as telenovelas da emissora. Não há gravações externas, a equipe é enxuta (em torno de 200 pessoas) e não é pago cache aos participantes, apenas prêmios aos 3 primeiros colocados.

Fonte: poder 360.

PIB da China cresce 8,1% em 2021

O PIB (Produto Interno Bruto) da Chinateve alta de 8,1% em 2021. Segundo dados divulgados nesta 2ª feira (17.jan.2022) pelo Escritório Nacional de Estatísticas, a economia do país cresceu 4,0% no 4º trimestre do ano passado em comparação com o mesmo período de 2020.

O país iniciou o ano de 2021 com crescimento recorde de 18,3% no 1º trimestre. Depois, a economia desacelerou e registrou altas de 7,9% no 2º trimestre e de 4,9% no 3º.

O crescimento do último trimestre de 2021 foi impulsionado pela produção industrial. O setor teve alta de 4,3% em relação ao ano anterior.

A desaceleração foi puxada pelo consumo. Em dezembro do ano passado, por exemplo, as vendas cresceram 1,7% em relação ao mesmo mês de 2020 –alta abaixo dos 3,9% de novembro.

A economia chinesa sofre com os impactos da crise energética e com o baque no setor imobiliário causado pelas dívidas astronômicas de gigantes como a Evergrande.

Além disso, a China adota uma política de “tolerância zero” com a covid-19 em seu território, monitorando casos isolados e realizando testagens em massa. Poucos casos positivos são suficientes para o governo confinar cidades inteiras, prejudicando o crescimento econômico.

Fonte: poder 360.

Considerada menos eficaz, CoronaVac salvou muitas vidas

É muito provável que a CoronaVac seja a vacina que mais salvou vidas no Brasil. Foi a 1ª a ser aplicada, quando o governo federal patinava em conseguir outras doses. É a que consta no 1º ciclo vacinal (as duas primeiras doses) da maioria da população idosa do país – a mais suscetível a complicações pelo coronavírus.

Estudos durante a aplicação em massa mostraram efetividade menor dessa vacina na comparação com as outras, especialmente na população idosa. O imunizante que chegou antes e ajudou a reduzir as mortes no pior momento da pandemia no Brasil passou, então, a ser menos indicado por infectologistas para a população mais velha quando houver disponibilidade de outras doses.

O início da vacinação infantil no Brasil é uma oportunidade para que o imunizante, agora fabricado pelo Instituto Butantan, recupere sua relevância. Se a CoronaVac não é indicada por infectologistas como opção preferencial no reforço aos idosos, ela é considerada apropriada para a aplicação em populações mais jovens.

Foram disponibilizadas até agora 115 milhões de doses de CoronaVac. O PNI (Programa Nacional de Imunização) comprou 100 milhões. As 15 milhões de doses que sobraram em estoque poderiam ajudar a imunizar rapidamente as crianças. Ao contrário da Pfizer, que requer dose diferente para o público infantil, a CoronaVac de crianças tem o mesmo volume da indicada para os adultos.

Falta ainda, entretanto, aprovação da Anvisa para que ela seja usada. A expectativa é que uma decisão seja divulgada nesta semana iniciada em 16 de janeiro.

Caso seja aprovada pela Anvisa, os Estados poderiam começar a imunizar com essa vacina no dia seguinte“, afirma Nésio Fernandes, Secretário da Saúde do Espírito Santo.

Leia abaixo um breve histórico da imunização com a CoronaVac no Brasil, dos estudos que compararam a sua efetividade, e da possibilidade de uma nova aprovação, desta vez para uso infantil, pela Anvisa.

Chegou antes

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro diziaque “a pressa da vacina não se justifica”, em 19 de dezembro de 2020, o governo de São Paulo recebia 11 milhões de doses de CoronaVac.

O pior momento até agora da pandemia no Brasil aconteceu em março de 2021. Mais de 80 mil morreram naquele mês. A partir dos meses seguintes, houve forte queda no número de mortes. A redução aconteceu ao mesmo tempo em que a vacinação avançou. Quase todas as pessoas imunizadas no momento que a pandemia começou a ceder receberam CoronaVac.

Pesquisadores da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas) estimam que, do início da vacinação até maio de 2021, os imunizantes contra a covid salvaram mais de 40 mil vidas no Brasil. Quase toda a vacinação nesse período foi com CoronaVac.

De acordo com dados da plataforma LocalizaSus, até o fim de abril (quando as mortes começaram a cair), 97% dos 14,6 milhões de brasileiros com as duas doses tinham tomado CoronaVac. Foram 10 milhões de idosos e 4 milhões de profissionais da saúde imunizados com a vacina.

O gráfico abaixo mostra como os idosos passam a representar parcela menor das mortes a partir do momento em que estão completando o 1º ciclo vacinal, em março de 2021. Ao mesmo tempo, o público não vacinado (menores de 60), passa a ocupar parcela maior dos óbitos. O movimento só se reverte em julho, quando pessoas menores de 60 anos começam a receber a 2ª dose.

Estudos de efetividade

Em agosto de 2021 a Fiocruz divulgou um estudo (íntegra – 478 KB) que comparava as vacinas da CoronaVac e da AstraZeneca.

O paper registrou eficácia menor da CoronaVac em relação à AstraZeneca, que tem tecnologia de vetor viral (usa um vírus diferente do coronavírus modificado geneticamente para auxiliar na produção de anticorpos).

A AstraZeneca ofereceu aproximadamente 90% de efetividade contra hospitalização, admissão na UTI e morte e a CoronaVac forneceu aproximadamente 75% da mesma proteção depois da vacinação.

Essa diferença é ampliada em grupos mais idosos. Acima de 90 anos, por exemplo, a Coronavac oferecia proteção contra a morte de 33,6%. Outra pesquisa, publicada no British Medical Journal, também mostra efetividade reduzida da CoronaVac na população mais idosa.

As diferenças passam a ser mais gritantes em indivíduos acima de 65 ou 70 anos. Claramente não estamos falando que a vacina é ruim, é que elas têm níveis de proteção diferentes. A CoronaVac teve papel importantíssimo para conter a pandemia no Brasil e ainda tem proteção muito boa entre jovens”, disse Manoel Barral-Neto, um dos autores do estudo, ao Poder360 na época da divulgação da pesquisa.

CoronaVac para crianças

O Instituto Butantan pediu autorização à Anvisa para a vacinação de crianças e adolescentes de 3 a 17 anos com a CoronaVac pela 1ª vez em 30 de julho de 2021. O pedido foi rejeitado em agosto, por não apresentar dados suficientes.

A Anvisa tem realizado reuniões de avaliação sobre a aplicação da Coronavac em crianças. Na 5ª feira (13.jan.2022) a agência informou que “a avaliação está entrando na fase etapa final e próxima da decisão final.” Há expectativa de que uma decisão seja anuncia nesta semana.

A aprovação de mais uma vacina para as crianças seria muito desejável. Há uma limitação de doses de Pfizer, o que impossibilita vacinarmos as 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos rapidamente. Temos 15 milhões de doses de CoronaVac. Poderíamos avançar rapidamente antes do retorno escolar. Seria desejável em função da ômicron, da alta transmissão, e da volta às aulas“, afirma Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Fonte: poder 360.

Brasil registra mais de 110 mil novos casos conhecidos de Covid e 238 mortes em 1 dia

O Brasil registrou nesta sexta-feira (14) 110.037 novos casos conhecidos de Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 22.925.864 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 68.160 a maior registrada desde 28 de junho do ano passado (quando estava em 68.231). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +743%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

É o terceiro maior registro de casos conhecidos em um único dia. O recorde até aqui ocorreu em 18 de setembro de 2021, com 125.053 casos registrados, mas isso teve forte influência de mais de 100 mil registros represados do RJ, incluídos no mesmo dia. Na segunda marca mais alta(114.139), em 23 de junho de 2021, o número foi insuflado por mais de 36 mil casos do RN que estavam retidos no sistema.

  • Total de mortes: 620.847
  • Registro de mortes em 24 horas: 238
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 138 (variação em 14 dias: +42%)
  • Total de casos conhecidos confirmados: 22.925.864
  • Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 110.037
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 68.160 por dia (variação em 14 dias: +743%)

Em seu pior momento, a curva da média móvel nacional de casos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho de 2021.

O país também registrou 238 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 620.847 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 138. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +42%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Após o apagão de dados do Ministério da Saúde, os estados começaram a normalizar a divulgação de números de Covid-19 no Brasil no dia 4 de janeiro.

Em 12 de dezembro, o ministério informou que o processo para recuperação dos registros dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 após ataque hacker foi finalizado, sem perda de informações. Mas, no dia seguinte, o ministro Marcelo Queiroga disse que houve um novo ataque hacker. A previsão inicial de estabilização dos sistemas, de 14 de dezembro, não foi cumprida.

Em janeiro, o ministério informou que quatro de suas plataformas foram reestabelecidas ainda em dezembro; afirmou que, no dia 7 de janeiro, normalizou a integração entre os sistemas locais e a rede nacional de dados, e que o retorno do acesso às informações estava sido gradual.

Apagão de dados do Ministério da Saúde completa um mês
Apagão de dados do Ministério da Saúde completa um mês

“A gente não consegue planejar a abertura de novos serviços hospitalares, de centros de testagem, abertura de novos leitos e entender as regiões onde o impacto da nova variante é maior”, diz Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz.

“A gente não viu a evolução e a chegada da ômicron. Ela não apareceu de repente no Ano Novo. Ela entrou ao longo do mês de dezembro, e a gente estava completamente em voo cego ali, porque não tinha dado nenhum; a gente não viu os dados crescerem”, afirma o professor Marcelo Medeiros, fundador do Covid-19 Analytics. Ele interrompeu o serviço que auxilia autoridades a tomarem decisões em meio à pandemia.

  • Em alta (17 estados): AL, SE, PA, PI, SP, MT, AC, BA, PR, RN, MS, AM, MG, RS, RO, MA, TO
  • Em estabilidade (4 estados): SC, GO, ES, AP
  • Em queda (5 estados e o DF): PE, CE, RJ, PB, DF, RR

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo g1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os números de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Já a variação percentual para calcular a tendência (alta, estabilidade ou queda) leva em conta os números não arredondados.

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre g1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

https://globoplay.globo.com/v/10212791/

Fonte G1

Covid-19: Brasil recebe 1º lote da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

 

O Brasil recebeu, na madrugada desta quinta-feira (13), às 4h38, o primeiro lote da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. A remessa com 1,248 milhão de doses desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no dia 16 de dezembro, a vacinação de crianças desta faixa etária. Na quarta-feira (12), o governo de São Paulo anunciou abertura do pré-cadastro para início da imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a doença. Os pais podem acessar o site do governo paulista para inserir os dados da criança e agilizar o atendimento nos postos de saúde do estado.

Já na segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Com isso, o total de vacinas previstas para chegar em janeiro deve passar de 3,7 milhões para 4,3 milhões.

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  • em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas;
  • sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação;
  • com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas.

A vacina para crianças de 5 a 11 anos tem diferenças em relação à que foi aplicada nos adultos. Por isso, o governo federal adquiriu uma versão específica do produto com dosagens e frascos diferentes (foto acima), apesar de o princípio ativo ser o mesmo.

Em outubro de 2021, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo.

Em 20 de dezembro, o ministro disse que a “pressa é inimiga da perfeição“. Na noite de 23 de dezembro, o Ministério da Saúdeabriu a consulta pública sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid.

De 24 de dezembro, a 2 de janeiro, qualquer pessoa pôde participar, preenchendo um formulário online, da consulta que, segundo a pasta, estava aberta a “contribuições devidamente fundamentadas”.

Já no dia 3 de janeiro, Queiroga antecipou que as doses pediátricas chegariam ao Brasil na segunda quinzena deste mês. Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estará disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.

Na quarta-feira passada (4), o Ministério da Saúde apresentou os resultados da consulta pública e também convidou entidades e profissionais ligados ao tema para uma audiência pública. Sociedades médicas e científicas defenderam a vacinação de crianças.

Fonte: g1

Acordo de mobilidade entre países da CPLP vai ao Congresso


O presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao Congresso texto do acordo de mobilidade entre os países da CPLP(Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). A iniciativa promete facilitar a concessão de vistos e autorizações de residência e também a circulação de pessoas nos países do grupo.

Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, serão 3 tipos de mobilidade: visto de estada de curta duração, visto de estada temporária e visto de residência.

O termo prevê níveis diferenciados de integração, de modo a ajustar os impactos às especificidades internas, respeitando a dimensão política, social e administrativa de cada partícipe”, declarou a secretaria.

Fazem parte da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

O acordo foi assinado em 17 de julho de 2021, durante a 13ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em Luanda, capital de Angola.

Em nota emitida na época, o Itamaraty disse que, “uma vez em vigor, o instrumento facilitará a circulação de cidadãos entre os países da Comunidade, permitindo o adensamento progressivo da mobilidade no espaço da CPLP, que abrange 270 milhões de pessoas”.

Fonte: poder 360.

OMS: vacinas “podem precisar ser adaptadas” para ômicron

 

Um grupo de especialistas independentes criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para revisar e avaliar implicações das variantes do coronavírus disse, na 3ª feira (11.jan.2022), que os imunizantes disponíveis podem precisar de atualização. Segundo os técnicos, isso garantiria a eficácia das vacinas contra novas cepas do vírus, como a ômicron, que se espalhou rapidamente pelo mundo.

A composição das vacinas atuais contra a covid-19 pode precisar ser atualizada para garantir que os imunizantes continuem a fornecer os níveis de proteção recomendados pela OMS contra infecções e doenças por variantes de preocupação, incluindo a ômicron e cepas futuras”, disseram os especialistas em comunicado à imprensa. Eis a íntegra (164 KB).

“As vacinas contra a covid-19 precisam provocar respostas imunes amplas, fortes e duradouras para reduzir a necessidade de doses de reforço sucessivas”, lê-se no texto.

É improvável que uma estratégia de vacinação baseada em doses repetidas de reforço da composição original da vacina seja apropriada ou sustentável.

O grupo afirmou, no entanto, serem necessárias mais pesquisas para avaliar se a variante ômicron precisa de uma vacina específica.

Também segundo os técnicos, uma vacina atualizada poderia ser direcionada ao combate da variante dominante ou “multivalente”, que elimine várias mutações do vírus de uma vez.

Algumas farmacêuticas já estão trabalhando em um novo imunizante, desta vez focado no combate à ômicron. A Pfizer disse na 2ª feira (10.jan) que espera ter uma vacina contra a covid-19 adaptada à variante pronta até março. A Moderna —que não está disponível no Brasil— também está desenvolvendo um imunizante contra a cepa.

 

Fonte: Poder 360.