Jair Bolsonaro tem soluçado de 30 a 40 vezes por minuto, diz laudo da PF

Avaliação consta no processo que trata da autorização para a realização de uma cirurgia – Foto: Reprodução

O laudo pericial da PF (Polícia Federal) afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta um quadro de “soluços incoercíveis”, chegando a registrar entre 30 e 40 episódios por minuto.

O documento, assinado por 4 médicos peritos da corporação, serviu de base para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a realização de uma cirurgia, mas negou o pedido de transferência para o regime de prisão domiciliar. As informações são do Poder 360.

“Notou-se que os episódios de soluços permaneceram durante todo o exame sem qualquer remissão ou melhora, com frequência de aproximadamente 30 a 40 episódios por minuto”, diz trecho do laudo.
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Segundo os peritos criminais federais, o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, agravou-se nos últimos 7 meses. A frequência incessante dos soluços aumentou a pressão intra-abdominal, o que provocou o surgimento de hérnias inguinais bilaterais (na região da virilha).

Além das hérnias, o laudo aponta que Bolsonaro sofre de refluxo gastroesofágico e sinais de aspiração pulmonar, o que tem causado tosse crônica e severa privação de sono. A junta médica recomendou uma herniorrafia inguinal convencional bilateral.

Apesar da recomendação médica de que a cirurgia seja realizada “o mais breve possível” para aliviar o sofrimento físico, Moraes destacou que o laudo classifica a intervenção como eletiva, ou seja, programada e sem risco de morte iminente.

‘Natal em Natal’ terá ônibus rodando de madrugada para os shows em Ponta Negra; veja horários e linhas

Ônibus vão circular de madrugada durante os shows do Natal em Ponta Negra – Foto: Reprodução

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) definiu uma operação especial de transporte público para atender a população durante a programação do Natal em Natal, especialmente, nos dias de shows realizados entre 25 e 30 de dezembro, no polo de Ponta Negral localizado na Zona Sul da capital potiguar.

Segundo a STT, nos dias de evento, as linhas contarão com viagens extras, partindo da Avenida Engenheiro Roberto Freire, em frente ao Hotel Ponta Negra Flat.

Veja os dias e horários:

25/12
Linhas: N-07, N-08, L-54, N-73, N-79, O-83 e Corujão
Horário de saída: 00h40

28/12
Linhas: N-07, N-08, L-54, N-73, N-79, O-83 e Corujão
Horário de saída: 02h40

26, 27, 29 e 30/12
Linhas: N-07, N-08, L-51 (sentido Neópolis), L-54, N-73, N-79 e Corujão
Horário de saída: 02h40

De 31/12 para 01/01
O evento está programado para encerrar em horário no qual o sistema de transporte da capital já estará em operação regular.

Segundo a STTU, a ação tem como objetivo garantir mais mobilidade, segurança e comodidade aos usuários do transporte coletivo que participarem dos eventos, com reforço de linhas e a oferta de horários especiais após o encerramento das apresentações.

Para mais informações, os passageiros podem entrar em contato com o Alô STTU, por meio do telefone 156.

Romances de formação

Dr. Marcelo Alves Dias

Os romances de formação são um tipo de ficção (alguns até chamam de “gênero literário”), muito comum na literatura alemã, cujo enredo está centrado na evolução moral e psicológica de um protagonista, geralmente desde a sua juventude até a idade adulta. Uma jornada cheia de descobertas (para além do seu ambiente familiar ou zona de conforto), experiências (com muitos erros) e desafios que, de maneira evolutiva, às vezes sob a orientação de mentores ou guias, faz o protagonista confrontar a mundo e, ao final, encontrar/conhecer/aceitar, entre obrigações e desejos, o seu lugar nele. O gênero tomou a forma convencionada no século XVIII, sendo “Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister” (1795-1796), obra seminal de Goethe (1749-1832), o seu marco referencial, ao mesmo um tempo ponto de chegada e de partida, que exerceu enorme influência sobre a subsequente literatura ficcional no estilo. É universalmente designado pela expressão alemã “bildungsroman”, que, “desconstruída” para o português, nos dá “romance de formação” ou “romance de educação”.

Vou citar três exemplos de “bildungsromane” que foram marcantes na “minha formação”.

Começo pelo já mencionado “Anos de aprendizado”, originalmente estruturado por Goethe em oito livros, que é considerado o protótipo do “bildungsroman”. O seu protagonista, o jovem Wilhelm Meister, para escapar do que ele considera a vida vazia de um futuro comerciante burguês, embarca em uma jornada em busca de significados e de autodescoberta. Amor carnal. Amor fracassado pela arte/teatro. Ironias. E Wilhelm, que Goethe chegou a afirmar, em carta a Schiller, ser um “pobre diabo”, se vê lutando, com seu caráter inacabado, o “jogo inconstante da vida”, com suas exigências e suas desilusões, para até se dedicar a uma misteriosa “Sociedade da Torre”. E se “todas as verdades são meias verdades”, pode até ser esse o caso se apontarmos a obra seminal de Goethe como um completo “bildungsroman”. Como lembrado por João Barrento na edição portuguesa que possuo (Relógio D’Água Editores, 1998), “nem Goethe usou o termo (que só surge em 1810) nem este romance chega realmente a encenar de forma cabal a ‘formação’ do seu problemático protagonista – deixa-o no limiar desse processo”. Ainda mais porque Goethe, mais tarde, nos apresenta “Os anos de Peregrinação [do mesmo] Wilhelm Meister” (1821 e 1829).

Aponto aqui também “A montanha mágica” (1924), que considero a opus magnum de Thomas Mann (1875-1955). Mann nos presenteia com um “bildungsroman” ao discutir as tendências do pensamento e, sobretudo, os conflitos morais, psicológicos, políticos e sociais pelos quais, se suficientemente aculturados, todos nós um dia passaremos. Formatado logo após a 1ª Guerra Mundial, o romance é a representação de uma Europa enferma e dividida, espiritual e socialmente. Como consta da edição que possuo (Nova Fronteira, 1980), a ação se dá “na aldeia suíça de Davos-Platz, no sanatório Berghof. Aí se veem reunidos pela doença elementos de todas as raças e credos humanos. Aí se entrelaçam problemas, inquietações, sofrimentos, ilusões dos mais diversos matizes psicológicos. Aí, ainda que isolados do mundo da ‘planície’, os personagens, conscientemente ou não, padecem a influência dos acontecimentos de um continente dilacerado. Hans Castorp, o herói, chega a Berghof em visita a seu primo. Ao seguir o conselho médico de que nada perderia se passasse alguns dias cumprindo o mesmo regime de vida dali, descobre, quase por acaso, que também está doente. Inicia-se assim seu período de adaptação. (…). Entra em contato com diferentes personalidades, dedica-se ao exame das ideias de cada uma delas, ao mesmo tempo que se põe a aprofundar os grandes temas da Fé, da Morte, da Ciência, da Filosofia, do Amor e do Tempo”. Ao fim, o livro é a história de uma vida, de Hans Castorp ou de qualquer um de nós, à procura de um sentido.

Por derradeiro, cito o livro de maior repercussão de Hermann Hesse (1877-1962): “Demian” (1919). Como registra Otto Maria Carpeaux (1900-1978), em “A história concisa da literatura alemã” (Faro Editorial, 2013), ele “foi durante anos o breviário da juventude alemã. Teve repercussão profunda”. Mas para entender “Demian” é necessário conhecer a vida do seu autor, marcada por rebeliões e fugas. E a primeira delas, ainda em casa, foi contra a educação protestante imposta pelos pais, que haviam sido até missionários na Índia. Em “Demian”, Hesse poetiza essa rebelião. Emil Sinclair, o narrador da estória, é um menino criado em uma família de classe média, num ambiente de luz e ilusão. Sua existência é uma luta entre dois mundos, um ilusório (representado pela mãe) e o mundo real. A amizade com Demian, seu aliciante colega de classe, estimula-o a revoltar-se contra o mundo das aparências e a buscar, em si mesmo, perigosamente, a própria identidade. As personagens Emil Sinclair, Demian e Pistórius (também mentor de Sinclair) são todas projeções ou sínteses das vivências do próprio Hesse, que foi um dos precursores do uso, na literatura, da psicanálise, das teorias de Freud e de Jung, já emergentes à época, mas ainda não badaladas nos EUA e mundo afora. Acredito haver Hesse com isso deseducado e reeducado, tirando o entulho do puritanismo educacional e replantando as armas contra a hostilidade do mundo real, muitos dos seus leitores.

Bom, comigo, todos esses livros citados deseducaram educando.  

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Dr. Edivaldo Nascimento de Nísia Floresta é homenageado em São Paulo do Potengi

O médico Dr. Edivaldo Nascimento foi homenageado com o título de Cidadão de São Paulo do Potengi, honraria concedida pelo vereador Jeferson Inácio aprovada por unanimidade dos vereadores da Casa Legislativa.

Natural da cidade de Nísia Floresta, Dr. Edivaldo atua como médico no Hospital Regional Monsenhor Expedito, em São Paulo do Potengi, onde tem prestado relevantes serviços à população. Ao longo de sua trajetória profissional, tem salvado vidas e contribuído significativamente para a melhoria da saúde dos munícipes, sempre exercendo a medicina com dedicação, compromisso e humanidade em toda a região do Potengi.

Com a concessão do título, Dr. Edivaldo passa a ser reconhecido como filho adotivo desta terra que o acolheu de braços abertos e, em uma noite marcada por emoção e celebração, prestou-lhe a mais importante homenagem do município.

A solenidade contou com a presença do prefeito Pacelli, e a Câmara Municipal realizou uma bela festa em homenagem aos novos cidadãos de São Paulo do Potengi.

Parabéns, Dr. Edivaldo Nascimento, pelo reconhecimento mais que merecido.