
Nos bastidores da política de São Paulo do Potengi, a sucessão do prefeito Pacelli, prevista para 2028, já movimenta intensamente a base governista. Embora o gestor conte com um grupo robusto e nomes considerados preparados para dar continuidade ao projeto administrativo, a disputa interna começa a exigir cautela e habilidade política para evitar fissuras no grupo.
O vice-prefeito Lucas Macedo e o secretário Raoni Bentes despontam como protagonistas naturais desse processo. Ambos circulam com desenvoltura, fortalecem bases e, sobretudo, trabalham para conquistar o aval do prefeito, figura central e decisiva na definição do nome que encabeçará o projeto sucessório.
A disputa, embora silenciosa em público, é acompanhada de perto por aliados e observadores atentos, que enxergam no excesso de competitividade interna um risco real para a unidade construída ao longo das gestões de Pacelli — considerado por aliados como o maior gestor da história do município.
É nesse cenário que surge a atuação de Ewerton Vieira, o Vertinho. Conhecido pelo trânsito livre entre os grupos e pelo domínio do tabuleiro político local, ele atua como peça-chave na tentativa de costurar um entendimento entre as lideranças. A leitura nos bastidores é clara: a divisão pode custar caro, enquanto a união tende a consolidar uma vitória ampla em 2028.
Embora o desenho final ainda esteja em construção, aliados avaliam que, sob a articulação correta, o grupo tem todas as condições de sair fortalecido, seja qual for o nome escolhido. A palavra de ordem, neste momento, é convergência.
Antes mesmo de 2028, o primeiro teste de força virá em 2026. A expectativa é que os candidatos apoiados por Pacelli recebam apoio integral da base governista, o que servirá como termômetro da capacidade de união do grupo e como ensaio geral para a sucessão municipal.



