DENÚNCIA GRAVE: VÍTIMA DE TENTATIVA DE FEMINICÍDIO FAZ APELO E CLAMA POR JUSTIÇA. CONFIRA O VÍDEO

Barbara Artico, vítima de tentativa de feminicídio. Foto: redes sociais.

Nos últimos dias, a jovem Barbara Artico postou em suas redes sociais, um vídeo denunciando uma tentativa de feminicídio praticada por seu ex-marido, David de Souza Duarte, conhecido como Davi. Ela relata todo o sofrimento vivido, expondo seus hematomas pelo rosto enquanto aguarda por sua recuperação, internada em um hospital. No vídeo, Barbara ainda explica que já fazia um tempo que estava tentando se divorciar. Seu ex-marido não aceitou a separação e agiu de forma muito agressiva deixando visíveis marcas pelo seu corpo, inclusive algumas fraturas.

“Eu sou sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Não foi briga de casal, não foi exagero e não foi algo pequeno. Eu poderia não estar aqui hoje. Eu decidi falar porque ficar em silêncio só protege a quem me machucou. Eu não vou me calar. Quero justiça por mim e por todas as mulheres que vivem com medo, que já foram desacreditadas ou que não tiveram a chance de contar a própria história. Isso não é só sobre mim. É sobre todas nós”, escreveu Barbara Artico em suas redes sociais.

O amor pode ser muitas coisas: vida, acolhimento, aceitação, etc. Mas se tem uma coisa que o amor não é, é violência. No Brasil, mais de 1.500 mulheres são vítimas de feminicídio por ano – uma a cada 6 horas. Nos Estados Unidos, são mais de 1.800 mulheres assassinadas por ano, e os autores desses crimes são seus parceiros íntimos – uma a cada 5 horas.

E não é “crime passional”, não é “fim de relacionamento”, não é “surto de ciúme”. Não existe desculpa! Feminicídio é crime de ódio. É a expressão máxima do machismo estrutural. É quando se tenta ensinar todos os dias que o corpo e a vida da mulher podem ser propriedade do homem, inclusive na morte.

Chega de feminicídio! Chega de covardia!

Denúncias sobre onde está David de Souza Duarte, podem ser encaminhadas para o direct do Instagram abaixo!

@barbara_artico

Confira na íntegra, o vídeo com o depoimento de Barbara Artico!

Dr. Marcos Solano assume rádios no RN e fortalece a rede  Mundial de comunicação no Estado

O empresário e médico Dr. Marcos Solano assumiu o controle acionário de quatro emissoras de rádio no Rio Grande do Norte, que pertenciam ao ex-senador José Agripino Maia. As rádios agora passam a integrar a rede mundial de comunicação e faz também do grupo empresarial de Solano, que vem apresentando crescimento expressivo nos estados do Rio Grande do Norte e do Paraná.

Além de empresário, Marcos Solano também é médico oftalmologista e tem ampliado sua atuação no setor de comunicação, apostando na modernização da programação e na expansão do alcance das emissoras. Segundo ele, o objetivo é, em breve, formar uma grande rede integrada, conectando diversas rádios em todo o RN, com a proposta de se tornar a maior rede de comunicação radiofônica do estado na atualidade.

O investimento demonstra confiança no potencial do mercado potiguar e reforça a importância do rádio como um dos principais meios de informação e entretenimento da população, especialmente no interior e também na capital. 

Dr. Marcos Solano gravou um vídeo convidando a população a acompanhar a nova programação das emissoras em todo o Rio Grande do Norte. Confira o vídeo abaixo!

Flávio Rocha poderá disputar uma vaga de senador em 2026

Novos nomes começam a circular no cenário político e podem fortalecer o grupo da direita na disputa eleitoral de 2026. A mais recente novidade é o nome do empresário Flávio Rocha, que passa a figurar no radar político potiguar. Fundador do Grupo Guararapes e um dos representantes do setor produtivo do Estado, Flávio Rocha já atuou na política como deputado federal e também participou de projetos de alcance nacional no passado, acumulando experiência tanto na iniciativa privada quanto na vida pública.

A formação da chapa da direita no Rio Grande do Norte pode surpreender — não apenas pela composição já cogitada, mas também pelos novos nomes que começam a ganhar força nos bastidores e podem ampliar a competitividade do grupo. Com a possibilidade de entrada de Flávio Rocha na disputa por uma vaga no Senado, o cenário tende a ganhar novos contornos, especialmente considerando que a outra vaga poderá ter como candidato o capitão Styvenson Valentim, que deve buscar a reeleição.

Vale lembrar ainda que o nome do coronel Hélio Oliveira, alinhado ao bolsonarismo, também apareceu como opção dentro da estratégia nacional do Partido Liberal, que trabalha para eleger o maior número possível de senadores e consolidar palanques competitivos nos estados.

Diante desse contexto, o cenário político potiguar começa a se desenhar com maior intensidade, indicando que a disputa pelo Senado promete ser uma das mais movimentadas e estratégicas do próximo pleito.

Allyson entrega adutora de 70 km para mais de 3 mil moradores rurais

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), entregou neste domingo (1º), a adutora das comunidades rurais de Melancias, Carmo, Piquiri, Sussuarana e Passagem de Pedras. A obra garante segurança hídrica para a zona rural do Município. Ao todo, mais de três mil moradores serão beneficiadas nas comunidades.

A adutora conta uma extensão de 70 km.

“Hoje é um dia extremamente feliz, que está marcado na história. O dia em que nossa gestão entrega para essas comunidades o bem maior para quem vive na zona rural, a água. Hoje podemos dizer que não falta mais água. Hoje eu agradeço ao meu Deus por ter a oportunidade de ser prefeito e poder entregar uma obra tão importante ao povo da minha terra”, afirmou Allyson Bezerra.

Morador comemora chegada da água – Foto: Wilson Moreno

A moradora Esdras Xaxá não escondeu a alegria, agradeceu os investimentos do município em levar água encanada para sua comunidade.

“Essa adutora vai trazer muitas coisas boas, porque realmente fica água constante nas nossas torneiras e aí a gente tem como fazer mais tarefas domésticas. Só tenho que agradecer a Deus e à Prefeitura de Mossoró por essa conquista”, declarou.

Para seu Amaro Oliveira, a espera para ver água em sua torneira durou 78 anos, uma vida inteira. A alegria foi tanta ao relatar que a espera tinha chegado ao fim que não resistiu e pegou a mangueira para se molhar.

A água não beneficia só os lares; o homem do campo precisa dela também para cuidar da plantação e dos animais. O agricultor Antônio Sousa, com um sorriso no rosto, disse que até tinha vendido a carroça que usava para levar água aos animais.

www.saulovale.com.br

Os filhos da política

Em Patu, o prefeito Ednardo Moura realiza mais uma leitura anual, oferecendo aos munícipes a oportunidade de conhecer os projetos, metas e ações planejadas para o ano de 2026. No campo administrativo, esse ato faz parte do protocolo institucional e está previsto na Lei Orgânica do Município, sendo um momento de transparência e prestação de contas à população.

No entanto, no campo político, a dinâmica é diferente. Quem realmente dá as cartas são duas figuras centrais da história recente do município. O ex-prefeito Rivelino Câmara foi o primeiro a receber de Ednardo o bastão do poder e, ao longo dos anos, manteve forte influência nas decisões políticas, dando a palavra final em quatro mandatos: dois de Evilásia e dois dele próprio.

Agora, em uma nova versão do “bigodão”, o filho mais novo assume o protagonismo e passa a gerenciar o palácio do poder, tendo Rivelino como guia e conselheiro. A transição, embora revestida de formalidade administrativa, carrega consigo o peso da continuidade política e da herança de grupo.

Os dois afilhados políticos de Ednardo desfrutam do comando e da estrutura do poder, mas também enfrentam um cenário de crescente rejeição popular. Nas conversas pelas ruas, nas rodas de amigos e nos bastidores da política local, o comentário é recorrente: a combinação “Pelé e Garrincha” pode até ter talento, mas dificilmente vencerá esse jogo.

Muitos afirmam que eles só permanecem em campo porque controlam a bola e o campo de futebol. Porém, como ensina a própria política, ter a estrutura não garante a vitória — é preciso conquistar a torcida. E, ao que tudo indica, essa torcida anda cada vez mais exigente, atenta e disposta a decidir os rumos da partida nas urnas.

Reino Unido, França e Alemanha se dizem prontos para trabalhar em conjunto com os EUA e intervir contra o Irã

Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul | Foto: REUTERS/Ints Kalnins

Líderes do Reino Unido, França e Alemanha afirmaram neste domingo (1º) que estão prontos para adotar medidas para proteger seus interesses e os de aliados no Oriente Médio, após classificarem como “indiscriminados e desproporcionais” os ataques com mísseis realizados pelo Irã.

O chamado E-3 declarou que poderá agir militarmente e que atuará em coordenação com os Estados Unidos e parceiros regionais.

A escalada ocorre após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, Teerã lançou ações retaliatórias contra países da região que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Neste domingo, a mídia estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a EUA e Israel. Após a confirmação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ameaçou uma ofensiva inédita, enquanto Donald Trump advertiu que qualquer nova retaliação será respondida “com uma força nunca antes vista”. As hostilidades seguem em andamento.

‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global

'Cenário sombrio': Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global — Foto: Fantástico
‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global — Foto: Fantástico

“O Irã nunca terá uma arma nuclear”. A frase foi repetida três vezes no discurso deste sábado (28) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O programa nuclear iraniano é antigo. Começou em 1957 com apoio dos Estados Unidos, quando o Irã vivia a ditadura do xá Mohammad Reza Pahlavi, muito antes da revolução islâmica de 1979.

Oficialmente tinha o objetivo de produzir energia nuclear. E a versão oficial do governo islâmico continua a mesma: o atual programa nuclear tem fins pacíficos.

Mas os Estados Unidos e Israel não acreditam nisso.

Em junho do ano passado, os dois países alegaram ter destruído o programa na operação “Martelo da Meia-noite”, que atacou bases onde estavam as plantas de enriquecimento de urânio, material que pode ser usado na fabricação de arma nuclear. Mas parece que não foi bem assim.

Ataque às instalações em junho de 2025

“Provavelmente, as plantas de enriquecimento do Irã foram realmente destruídas. Mas acontece que destruir as plantas não significa destruir o programa, porque os técnicos, os cientistas envolvidos no desenvolvimento do programa continuam vivos e com ‘know-how'” explica Marco Antônio Saraiva Marzo, físico nuclear e engenheiro nuclear.

“Por outro lado, o Irã possuía 408 quilos de urânio. Esse urânio poderia ter sido escondido, transportado em pequenos contêineres”, pontua o especialista.

“Esses ataques retardaram o programa nuclear iraniano, sem dúvida alguma, mas não o eliminaram”, também destaca Matias Spektor, professor de relações nternacionais Fundação Getúlio Vargas (SP).

Em paralelo ao conflito militar, Irã e Estados Unidos estavam em negociações sobre o programa nuclear desde abril do ano passado. Mas, após várias rodadas de conversas, não houve acordo.

“Os Estados Unidos pediram o fim completo do programa nuclear, que o regime não topa fazer”, explica o professor.

“Porque o Irã interpreta que este programa simboliza a capacidade que o país tem de ter uma vida autônoma, independentemente da oposição que recebe dos Estados Unidos há quase 50 anos, e a oposição sistemática de Israel, que essa era uma maneira do Irã mostrar ao mundo a sua grandeza”, completa.

  • Repórter: “E agora, como ficará o programa deles? O que a gente sabe?”.
  • Matias Spektor: “Houve vários ataques a instalações nucleares, novamente. Então, provavelmente, o programa nuclear do Irã está sendo realmente destruído. Mas se a situação continuar como está, daqui a alguns anos eles podem voltar a desenvolver instalações nucleares, especialmente instalações de enriquecimento”.

As potências nucleares mundiais

O mundo tem hoje nove países com armas de destruição em massa, nove potências nucleares, incluindo as duas que atacaram o Irã neste sábado: Estados Unidos e Israel.

“O principal aliado internacional do Irã é a Rússia. No entanto, a Rússia não tem condições materiais hoje de sair em apoio ativo para o Irã, porque a Rússia está lutando a própria guerra dela na Ucrânia”, pontua o professor de relações internacionais.

Ele esclarece que a China já deu sinais de que não vai se envolver no conflito. “Ela não rasgará a camisa pelo Irã. Não tem nenhum país na Europa hoje aliado do regime dos aiatolás, muito pelo contrário. A mesma coisa vale para Índia e Paquistão”.

E também para a Coreia do Norte. O Irã, porém, conta com outro tipo de apoio, como lembra o professor Tanguy Baghdadi em entrevista ao repórter Rodrigo Carvalho.

“O Irã tem vários grupos no Oriente Médio que são aliados dele. Hezbollah, Hamas, os Huthis, no Iêmen, que podem efetivamente fazer ataques em seu nome. São grupos que estão enfraquecidos, mas que eventualmente podem recorrer, por exemplo, a táticas terroristas na região e fora da região”, explica o especialista.

Mas esses grupos não têm armas nucleares.

O futuro das armas nucleares

Então, será que o mundo está mais seguro? “A situação mundial na questão do risco nuclear é muito sombria”, ressalta o físico Marco Antônio Marzo.

“Muitos países hoje estão pensando ativamente se não deveriam construir artefatos nucleares. Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, diz Sperktor.

Cada país por um motivo diferente: uns por proteção e outros para garantir influência numa disputa global que muda rápido.

“Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, aponta o professor.

E não é só isso. Para o físico, existem alguns pontos importantes em jogo para entender o futuro das armas nucleares:

  • Todos os países nucleares estão modernizando seus arsenais;
  • a China está expandindo o seu arsenal nuclear;
  • e na última semana, expirou o último tratado de redução de armas nucleares estratégicas entre a Rússia e os Estados Unidos;

“Isso significa que hoje não existe nenhum tratado em vigor de redução de armas nucleares no mundo. O desarmamento nuclear vem praticamente paralisado há décadas. Parece que o risco nuclear é uma coisa lá dos países do norte, mas se houver uma guerra nuclear total, todos os continentes, o hemisfério norte, o hemisfério sul, todos são atingidos. Esse é um problema também nosso”, comenta.

Especialistas comentam sobre perigo de guerra nuclear

Repórter: Quanto tempo duraria uma guerra nuclear?

“É muito difícil de responder, mas uma guerra total nuclear envolvendo esses países, especialmente Estados Unidos, Rússia e China, poderia levar à destruição do mundo”, diz Marco Antônio.

Repórter: Tem gente que faz essa previsão de que duraria poucas horas.

“Esse é um exercício mental que diz assim, que diante de um ataque nuclear haveria uma retaliação imediata do atacado com armas nucleares, levando a um contra-ataque e a uma escalada. Haveria ou aniquilação mútua ou você emitiria tanta radiação no planeta que acabaria a vida na Terra”, diz Spektor.

“O lance com a guerra nuclear é que a gente nunca viveu uma, e é melhor assegurar que a gente nunca viverá uma”, completa.

Confira o vídeo no link abaixo!

Depressão: as mortes de Nathalia Almeida e Rafael Bobinha alertam à sociedade

Eles perderam a luta contra a depressão. Rafael era dentista, pai de dois filhos. Nathalia era enfermeira, também mãe de dois filhos. Ambos sofriam de depressão, uma doença invisível, cheia de tabus e preconceitos, mas que mata. Que Deus conforte as famílias e, principalmente, as crianças.

A depressão é uma doença complexa. Poucas pessoas têm acesso ao tratamento adequado. O SUS não oferece atendimento suficiente, e muitos planos de saúde passam longe de garantir acompanhamento contínuo. Ainda existe resistência em procurar um psiquiatra. Às vezes é vergonha. Em outros casos, falta condição financeira mesmo.

O Estado precisa assumir uma responsabilidade maior, com atenção real à saúde mental. Casos assim partem o coração. E não podem ser tratados como estatística.

RN tem 3ª maior taxa de incidência de estupro de vulnerável no Nordeste

Em números absolutos, o Estado registrou 991 casos de estupro contra menores no ano passado, com estimativa de 3 vítimas por dia | Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados da região Nordeste com a maior incidência do crime de estupro de vulnerável. Em 2025, foram 28,68 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa supera a incidência regional, correspondente a 23,96, além da média nacional de 27,7. Em números absolutos, o Estado registrou 991 casos de estupro contra menores no ano passado, com estimativa de 3 vítimas por dia. É o que apontam os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mantido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Na região Nordeste, segundo o levantamento, a taxa de incidência do Rio Grande do Norte é superada apenas pelos estados de Sergipe e Piauí, onde o número de casos por 100 mil habitantes foi de, respectivamente, 36,92 e 36,13. O estado potiguar apresentou, por outro lado, o menor aumento no total de crimes registrados na região, correspondendo a 0,92% em relação a 2024, ficando atrás do Maranhão (21,19%), Paraíba (20,38%) e Piauí (6,72%). Já em todo o país, ocorreu uma redução de -0,38% nos casos, passando de 59.519 para 59.294.

O psicólogo Gilliard Laurentino, pesquisador do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência (OBIJUV) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que ter uma visão real do aumento ou diminuição de casos de estupro no país ainda é um desafio. Além da subnotificação, ele aponta que alguns fenômenos precisam ser analisados com atenção. É o caso do aumento de violência contra vulneráveis em áreas com projetos do setor eólico e festas públicas sem estrutura para combater esses crimes.

A assessora técnica do Cedeca Casa Renascer, a psicóloga Ana Amélia Melo, reconhece que os números podem ser ainda maiores em virtude da subnotificação. Ela avalia, por outro lado, que o aumento de casos no Rio Grande do Norte evidencia uma melhora na capacidade de denúncia desses crimes por meio de iniciativas de fortalecimento do direito de crianças e adolescentes.

“Entendemos que precisamos denunciar ainda mais, pois há um número muito maior de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual, seja pelo estupro de vulnerável, pelo assédio ou pelo “grooming”, quando um adulto cria um perfil falso numa rede social, fingindo ser uma criança ou adolescente, para estabelecer um vínculo e começar um processo de ameaças até chegar, na maioria das vezes, ao estupro virtual”, destaca.

O crime de estupro de vulnerável está previsto no Código Penal e consiste na conjunção carnal ou na prática de atos libidinosos com menores de 14 anos. A legislação considera vulnerável, ainda, pessoas que não têm o discernimento necessário para a prática do ato ou que não podem oferecer resistência.

Em 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou uma súmula que torna irrelevante o eventual consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agressor. O assunto voltou a ser destaque após o desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), votar pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.

Na decisão, o magistrado considerou que a vítima tinha “vínculo afetivo consensual” com o indivíduo. Após repercussão do caso, ele voltou atrás e acolheu o recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), restabelecendo a condenação do homem, além da mãe da vítima, que foi omissa ao crime.

De acordo com Gilliard Laurentino, essas relativizações prejudicam a notificação de casos de estupro de vulnerável. “Muitos casos que estão na saúde, que seriam caracterizados como estupro de vulnerável, por exemplo, quando se entende que há um namoro, então esse caso não é notificado como violência”, explica.

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três delegacias especializadas na proteção da criança e do adolescente (DPCA’s), localizadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, para atender denúncias e investigar esses crimes de forma adequada. Para Gilliard Laurentino, considerando o tamanho de todo o Estado, o número deveria ser ampliado para aumentar a capacidade de identificação de casos.

“Quando temos delegados, promotores e juízes generalistas, esses profissionais acabam sendo responsáveis por tudo, desde o patrimônio público ao estupro de criança e adolescente. Então fica difícil eles conseguirem ser especializados, e isso favorece as subnotificações”, ressalta o pesquisador.

Uma perspectiva semelhante é defendida por Ana Amélia Melo. Segundo ela, o ideal seria que cada cidade, ou pelo menos cada região de saúde do Estado, contasse com uma delegacia especializada no atendimento à criança e ao adolescente. “Muitas vezes, o primeiro local ao qual uma família recorre diante de uma situação de violência é a delegacia. Quando esse local não está preparado, ao invés de proteger, pode revitimizar a criança ou adolescente que sofreu a violência”, explica.

Ana Amélia Melo: “Precisamos denunciar mais” | Foto: Cedida

Especialistas destacam prevenção e integração

Os desafios na rede de proteção, contudo, não estão concentrados somente no baixo número de delegacias especializadas. Gilliard Laurentino destaca que municípios de menor porte, seguindo a legislação federal, não podem receber repasses federais para a construção de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) por não terem a extensão necessária para serem contemplados.

Os Creas são responsáveis por promover assistência social nos casos mais graves de violência contra crianças e adolescentes. De acordo com o pesquisador, somada à falta desses espaços, muitas cidades não conseguem abarcar a demanda por atendimento especializado em saúde mental para vítimas de abuso. “Tenho muita dificuldade de enxergar em todo o orçamento público do nosso país o que diz o artigo 227 da Constituição de 1988, ou seja, que a criança e o adolescente são prioridades absolutas”, destaca.

Do ponto de vista legislativo, a obrigatoriedade em denunciar casos de violência contra menores ao Conselho Tutelar está prevista no artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990. Em 2017, a Lei nº 13.431, que normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, reforçou essa obrigatoriedade.

Mas o que parece faltar não são novas leis, mas uma efetivação do que está previsto e um fortalecimento dos sistemas de prevenção. Gilliard Laurentino defende que é preciso que os profissionais sejam capacitados para acolher as vítimas, seja nas escolas ou nos sistemas de saúde, em um sistema de ações intersetoriais.

A perspectiva é acompanhada por Ana Amélia Melo, para quem é necessário fortalecer o fluxo de atendimento às vítimas conforme previsto na Lei nº 13.431. “Quando falamos em sistema de garantia de direitos, não estamos considerando apenas o SUAS, mas todos os equipamentos e instituições que compõem a engrenagem para que esse sistema possa funcionar e proteger crianças e adolescentes. O SUAS é parte desse sistema, assim como as DPCAs, o Ministério Público e a Justiça”, ressalta.

Rede de assistência social no RN

Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) disse que desenvolve um conjunto de ações para promover o acolhimento e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso e outras formas de violência, seja na média ou na alta complexidade.

Além de 76 serviços do CREAS, o Estado implantou, a partir de 2021, a oferta regionalizada de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, destinada aos municípios potiguares com população inferior a 50 mil habitantes. Atualmente, estão em funcionamento serviços localizados em Caicó, Guamaré, Pau dos Ferros e Parnamirim, com capacidade instalada de 10 vagas por unidade, totalizando 40 vagas regionalizadas.

Em relação à qualificação dos profissionais, embora a violência contra crianças e adolescentes não seja sempre o tema principal, a pauta é incluída nas iniciativas permanentes de formação e apoio técnico às equipes da rede socioassistencial.

Já a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas) disse que promove e participa de processos formativos voltados às equipes da rede socioassistencial. “Tais formações fortalecem a capacidade técnica tanto da Proteção Social Especial quanto da Proteção Social Básica (CRAS), garantindo identificação precoce e encaminhamento adequado ao CREAS nos casos de violação de direitos”, disse.

A pasta atua, ainda, na realização de campanhas de prevenção, como a Maio Laranja e a Faça Bonito, mais destinadas a períodos sazonais de grande movimentação. “Durante eventos com grande movimento de público (como festas juninas, carnaval), a pasta atua através de abordagens sociais integradas — em parceria com conselhos tutelares, Guarda Municipal, polícia e redes de proteção”, completa a Secretaria.

Números
(estupro de vulnerável) – Nordeste

  • Alagoas
    643 – 19,96 por 100 mil
  • Bahia
    3.940 – 26,49 por 100 mil
  • Ceará
    1.569 – 16,93 por 100 mil
  • Maranhão
    1.687 – 24,04 por 100 mil
  • Paraíba
    1.081 – 25,96 por 100 mil
  • Pernambuco
    1.733 – 18,12 por 100 mil
  • Piauí
    1.223 – 36,13 por 100 mil
  • Rio Grande do Norte
    991 – 28,68 por 100 mil
  • Sergipe
    849 – 36,92 por 100 mil

Tribuna do Norte

URGENTE: Corpo encontrado nos escombros é de Ali Khamenei, líder supremo do Irã; afirma Israel

 

URGENTE: Corpo encontrado no escombros é de Ali Khamenei, líder supremo do Irã; afirma Israel
Foto: reprodução/CNN
O líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, foi morto neste sábado (28) em um dos ataques mais ousados lançados contra o país nas últimas décadas, realizados pelos Estados Unidos e Israel. A informação sobre a morte de Khamenei foi confirmada por um alto funcionário israelense à agência Reuters.

Segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ataque destruiu o complexo do líder supremo e todos os sinais indicam que o “tirano não está mais entre nós”. O chefe do governo israelense conclamou os iranianos a tomarem as ruas e “terminarem o trabalho”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques tinham como objetivo eliminar a ameaça que o Irã representava para os EUA há décadas e impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear pelo país. Ele também pediu às forças de segurança iranianas que depusessem suas armas e convidou o povo iraniano a derrubar o governo após os bombardeios.

O ataque americano-israelense teria atingido não apenas Khamenei, mas também outras autoridades do regime, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian. Apesar das alegações israelenses, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou anteriormente que Khamenei e Pezeshkian estavam vivos, gerando relatos conflitantes sobre o estado de outros líderes iranianos.

Em meio à operação, o Irã retaliou lançando mísseis e drones contra diversos países do Oriente Médio, incluindo os Emirados Árabes Unidos, onde quatro pessoas ficaram feridas após um ataque a um drone suicida no hotel cinco estrelas Fairmont, em Palm Jumeirah, Dubai. Imagens dramáticas compartilhadas nas redes sociais mostram o prédio em chamas, com colunas de fumaça se espalhando pelo céu.

O ataque marca uma escalada sem precedentes na tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões globais em segurança, política e estabilidade regional.

Diário do Brasil Notícias.

Dennis Carvalho, ator e diretor de TV, morre aos 78 anos no Rio

Dennis de Carvalho. • TV Globo / Alex Carvalho

O diretor de televisão e ator Dennis Carvalho morreu aos 78 anos, na manhã deste sábado (28). Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro.

A causa da morte não foi divulgada. “O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, informou o hospital.

Em dezembro de 2022, Carvalho foi internado em estado grave, também no Hospital Copa Star. Na época, o motivo da hospitalização não foi informado.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, manifestou solidariedade à família e amigos do diretor. “Perdemos hoje um extraordinário talento. Dennis Carvalho marcou a televisão brasileira como ator, diretor e dublador, construindo uma carreira que deixou personagens e produções inesquecíveis. Novelas, filmes e séries dirigidos ou estrelados por Dennis marcaram gerações ao longo de mais de 60 anos de trajetória na cultura nacional. Meus sentimentos à família, amigos, colegas de trabalho e fãs neste momento de tristeza”.

Dennis Carvalho nasceu em São Paulo, em 27 de setembro de 1947. Estreou na TV Globo atuando, em 1975, na primeira versão da novela ‘Roque Santeiro’. Na emissora, dirigiu mais de 40 trabalhos, entre novelas, minisséries e especiais.

Entre as obras dirigidas estão Vale Tudo (1988), O Dono do Mundo (1991), Celebridade (2003), Lado a Lado (2012) e ‘Babilônia (2015).

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Nota de agradecimento à Prefeitura de Parnamirim

Diante da nota de agradecimento escrita por Walter Fernandes de Miranda Júnior, em meio a tantas denúncias e críticas que circulam diariamente — seja nas redes sociais, na mídia ou nas conversas do dia a dia — é importante lembrar que também existem elogios, acertos e bons serviços sendo realizados. Eles acontecem, muitas vezes de forma silenciosa, sem a mesma visibilidade que os erros recebem.

Muitas pessoas não têm o costume de elogiar. Às vezes por pressa, outras por acreditarem que “é apenas obrigação”. Mas reconhecer o que é bem feito é um gesto simples que gera impacto real. O elogio motiva, encoraja e reforça comportamentos positivos.

Uma sociedade mais consciente não é aquela que apenas denuncia, mas também aquela que valoriza, incentiva e reconhece o que há de bom.

Operação Mulheres prende suspeito de violência doméstica em Mãe Luiza

Foto: reprodução.

Um homem de 40 anos foi preso preventivamente na quinta-feira (26) suspeito de ameaçar, injuriar e invadir a casa de uma mulher em Natal. Segundo a investigação, os crimes foram motivados pela condição da vítima ser mulher, o que caracteriza violência doméstica e familiar.

A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte no bairro Mãe Luiza, na Zona Leste da capital. Após diligências, os policiais localizaram o suspeito e cumpriram o mandado de prisão preventiva.

Ele foi levado à delegacia para os procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

A ação integra a Operação Mulheres 2026, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para intensificar o combate à violência contra a mulher. A força-tarefa ocorre entre 19 de fevereiro e 5 de março e antecede o Dia Internacional da Mulher, com foco no cumprimento de medidas cautelares contra investigados e condenados por crimes desse tipo.

A Polícia Civil informou que denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone 181.

Brasil condena ataques de Israel e EUA contra Irã e pede ‘máxima contenção’

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o Itamaraty, condenou, neste sábado (28), os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Em nota, o governo afirmou que as embaixadas brasileiras acompanham os desdobramentos das ações militares nos países afetados.

“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, declarou a pasta, que fez apelo para que as partes respeitem o Direito Internacional e “exerçam máxima contenção”.

O Itamaraty afirmou também que as embaixadas do Brasil na região, acompanham os desdobramentos do conflito e que o embaixador brasileiro em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.

Conflito

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.