Somente nos primeiros quatro meses de 2023, 200 prisões por embriaguez ao volante foram registradas na Grande Natal. O número foi alcançado entre a noite da quarta (19) e madrugada desta quinta-feira (20), quando mais uma operação da Lei Seca foi realizada pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).
Dessa vez, foram montados dois pontos de bloqueio em Natal: um na Avenida Hermes da Fonseca, na zona Leste, e outro no bairro Potengi, na zona Norte. Quatro pessoas foram presas por embriaguez ao volante e outras 12 foram autuadas por dirigir sob o efeito de álcool.
A embriaguez ao volante é considerada uma infração de nível gravíssimo, com penalidade de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão da permissão para dirigir.
Com servidores e vereadores vestidos de branco, o presidente da Câmara Municipal, vereador Wolney França, anunciou o lançamento da campanha “Paz nas Escolas”, visando a conscientização de toda comunidade escolas e sociedade. O evento ocorreu durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 20, no Plenário Dr. Mário Medeiros.
“A campanha visa contribuir com a cultura de paz nos ambientes educacionais. Por isso, a gente mobilizou os nossos servidores. A Câmara Municipal de Parnamirim se soma a diversas instituições que estão tomando essa iniciativa”, declarou Wolney. Na ocasião, houve apresentação do bailarinas do Studio Thaís Kelly e músicos da Secretaria de Cultura.
Com essa ação, a Casa Legislativa se junta a inúmeras entidades e instituições que lutam por mecanismos de prevenção e controle da violência no sistema escolar, visando unir a sociedade em busca de soluções para estimulem a cultura da paz entre estudantes e os colaboradores da rede de ensino, tanto pública quanto particular.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Parnamirim – ASCOM / CMP
O maior evento junino do Rio Grande do Norte foi lançado na manhã desta quinta-feira (20), na 21ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, em Natal. Este ano, espera-se que a festividade supere 2022 e que cerca de um milhão de pessoas passem por algum dia de atrações. Espera-se uma movimentação de mais de R$ 140 milhões.
A festa, que será realizada de 3 a 24 de junho, terá como mote “No São João Mais Cultural do Mundo…É Você Quem vai Brilhar”, e promete ser uma edição ainda mais diversa e próxima do seu público.
De acordo com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (SDD), a movimentação econômica do município começou desde março passado, quando a cidade se preparava para receber a festividade. “Já nesse mês de março e abril, a economia de Mossoró está sendo aquecida pela cidade junina”, garantiu o gestor.
A abertura será com o ‘Pingo Da Mei Dia’, evento estabelecido em Mossoró e conta com uma série de artistas regionais e nacionais confirmados, como Bel Marques e Raí Saia Rodada. Outros nomes fortes na música, como Zé Vaqueiro, Leonardo, Felipe Amorim, Valquíria Santos e Mara Pavanelli, estão confirmados para os demais dias de festa.
Ainda no Pingo, a segurança será reforçada com cerca de 800 profissionais da segurança pública trabalhando nos dias de festa. A partir do dia 7 a festa começa na Estação das Artes. No dia 24 o Boca da Noite já tem Parangolé e Claudia Leite de atrações confirmadas.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal anunciou que vai abrir duas unidades básicas de saúde, desta sexta-feira (21), feriado do Dia de Tiradentes, até o próximo domingo (23), para atender a população que necessitar de atendimento para casos leves de vírus respiratórios. O objetivo, segundo a pasta, é desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), que estão funcionando com alta demanda.
As Unidades de Saúde de Pajuçara e Cidade da Esperança – que normalmente fecham nos feriados e fins de semana – vão funcionar das 7h às 19h, para atendimento de pacientes adultos que apresentarem sintomas gripais leves como febre de até 38 graus, tosse seca não persistente e dor no corpo ou nas articulações.
“Neste período do ano há o aumento na circulação de vírus respiratórios na cidade, também acontece a proliferação de mosquitos que podem causar diversas doenças como dengue, zika e chikungunya. Estamos montando essa estratégia para facilitar o acesso das pessoas que apresentam casos leves e que não precisem de atendimento de urgência e emergência, amenizando assim o tempo de espera desses usuários”, afirma o Secretário Municipal de Saúde de Natal, George Antunes.
Segundo o secretário, a medida tem a intenção de auxiliar o fluxo das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pajuçara e Cidade da Esperança, facilitando o atendimento para pacientes que apresentem casos não urgentes que são classificados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, nas cores verde e azul no sistema de Acolhimento com Classificação de Risco dos serviços de saúde do município.
O Acolhimento com Classificação de Risco serve para distinguir os graus de riscos ou de sofrimento para os pacientes que procuram os serviços das Unidades Pronto Atendimento (UPAS) de Natal, evitando que casos mais graves não tenham atendimento no tempo adequado. A distribuição é feita por quatro cores que elencam os níveis de classificação, do mais grave aos menos graves.
Os casos de emergência e risco de vida são identificados na cor vermelha e são encaminhados para atendimento em no máximo 15 minutos. A cor amarela representa os casos urgentes, que podem levar no máximo até 30 minutos para receberem atendimento.
Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada.
Getty Images – A possibilidade de que os chineses tenham chegado à America sempre ficou às margens nos livros de história
“Quando Cristóvão Colombo se lançou à travessia dos grandes espaços vazios a oeste da Ecúmena (área habitável da Terra), havia aceitado o desafio das lendas. (….) O mundo era o Mar Mediterrâneo com suas costas ambíguas: Europa, África, Ásia. Os navegantes portugueses asseguravam que os ventos do oeste traziam cadáveres estranhos e às vezes arrastavam troncos curiosamente talhados, mas ninguém suspeitava que o mundo seria, logo, assombrosamente acrescido por uma vasta terra nova”. É assim que o uruguaio Eduardo Galeano começa seu clássico As Veias Abertas da América Latina, livro publicado em 1971 que narra a história da região e seu lugar no mundo.
O escritor, assim como toda a historiografia ocidental, parte da primeira viagem do navegador genovês — entre o porto de Palos, na região da Andaluzia, na Espanha, e a ‘Isla de Guanahaní’ (atual Bahamas), onde sua frota desembarcou na manhã do dia 12 de outubro de 1492 — para contar sobre o primeiro encontro entre aqueles que já habitavam as ilhas do Caribe e exploradores vindos de outras partes do planeta.
O encontro é narrado a partir de Colombo em coletâneas respeitadas, como na História da América Latina organizada pelo historiador britânico Leslie Bethell ou nos volumes de Historia de la Conquista, escritas pelo americano William Prescott na primeira metade do século 18. Com isso, possibilidades alternativas — como a de que os vikings da Groelândia teriam assentado colônias no litoral do Canadá ou de que a “grande terra, fértil e de clima delicioso” supostamente encontrada (e descrita) por um capitão fenício do outro lado do oceano por volta de 500 a. C. era a América — ficaram sempre às margens.
Aquele contato inédito marcaria o início de toda a história da invasão europeia e da posterior colonização dos territórios e povos existentes deste lado do globo e seria também o marco inaugural de uma narrativa hegemônica até hoje em torno de uma “descoberta da América” pela Europa.
Getty Images – China foi tecnologicamente mais avançada que a Europa durante séculos
A “descoberta” chinesa
Há quase duas décadas, no entanto, uma história alternativa da “descoberta” das Américas se espalhou: a de que, ao contrário do consenso historiográfico, frotas encabeçadas por dois almirantes chineses, Zhou Man e Hong Bao, haviam navegado da África até a foz do Rio Orenoco, na atual Venezuela, descendo depois por toda a costa do continente até o do Estreito de Magalhães, ao sul da América do Sul, ainda no ano de 1421 — portanto, 71 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Eles tinham sido treinados e eram liderados pelo grande navegador chinês daquela época: o eunuco muçulmano Zheng He.
Agora, essas figuras históricas estão sendo evocadas pela alta cúpula do governo chinês, para reafirmar as pretensões globais da potência asiática.
A tese da ‘descoberta’ chinesa, cujas versões já existiam antes, ficou famosa por meio de dois best-sellers escritos pelo ex-comandante da Marinha britânica Gavin Menzies no começo dos anos 2000: 1421: o ano em que a China descobriu o mundo (Bertrand, 2006) e Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas (“Quem descobriu a América? A história oculta da ocupação das Américas”, sem tradução).
Apesar da tese ser fortemente criticada por alguns historiadores pelo trato pouco ortodoxo com as provas históricas, a discussão permanece em aberto entre especialistas do mundo todo. Alguns deles afirmam hoje que, ainda que os chineses não tenham, de fato, navegado pela costa americana antes de Colombo, é possível dizer que eles reuniam meios para fazê-lo.
“Tecnologicamente falando, a China tinha condições de chegar às Américas ou outras terras, e até não podemos descartar que isso tenha acontecido. Muitos navegadores podem ter chegado nelas e morrido no regresso ou sequer ter feito registros das descobertas. No entanto, a questão é que a tecnologia sozinha não responde essa pergunta”, explica Rita Feodrippe, pesquisadora da Escola Naval de Guerra e estudiosa da marinha chinesa.
“Os europeus saíram para explorar o Atlântico porque o Mediterrâneo estava fechado e eles precisavam encontrar novos mercados. A China, ao contrário, tinha um comércio terrestre muito bem estabelecido com a África, com o que hoje chamamos o Oriente Médio e mesmo com a Europa. Como há havia um relativo sucesso comercial, econômico, cultural e migratório, não haveria necessidade de buscar novas terras — mesmo com a tecnologia disponível”, completa.
Getty Images – Hoje a China tenta ampliar sua influência no mundo através de investimentos em infraestrutura
Para Vitor Ido, pesquisador do South Centre, em Genebra, na Suíça, a reação à possibilidade de Colombo não ter sido o primeiro a navegar pelo continente americano também diz muito sobre a hegemonia da narrativa europeia. “Quais são as razões que parecem tornar até inconcebível para a maioria de nós o reconhecimento de que a China poderia ter uma superioridade tecnológica em relação aos europeus naquele período? Essa pergunta mostra nossa maneira de pensar a história”, questiona ele.
O livro polêmico de Gavin Menzies
Menzies, que morreu há cinco meses ainda em meio às críticas dos historiadores, sustentava que, no começo do século 15, por volta de 1403, o imperador chinês Yongle (terceiro da Dinastia Ming) deu a Zheng He a missão de executar a maior volta ao redor do globo que já fora feita até então. O objetivo era ir “até o fim do mundo coletar tributos dos bárbaros espalhados pelo mar”.
Ele deveria treinar navegadores para saírem pelos oceanos enquanto, em paralelo, centenas de ba chuan, navios de dimensões nunca vistas, eram construídos pelo império. Foram eles que, nos anos seguintes, empreenderam seis viagens pelo planeta travando contatos com povos distintos e alcançando terras cujas existências eram desconhecidas. O único lugar ausente do trajeto foi a Europa. As navegações teriam continuado se, em 1424, Zhu Di não tivesse morrido, interrompendo o projeto de expansão e o contato com outras civilizações — uma sétima viagem aconteceria em 1433, depois da sua morte, e uma oitava frota chegou a partir depois, mas sem alcançar mar aberto.
Menzies diz no livro que, ao longo das outras viagens daquele mesmo período, almirantes liderados por Zheng He também pisaram no que hoje é a Austrália — 350 anos antes da expedição britânica liderada pelo capitão James Cook, que chegou à praia de Kamay Botany Bay (hoje um parque nacional em Sydney) em abril de 1770.
Como a maioria dos mapas originais chineses foram destruídos por oficiais do império anos após a morte de Zhu Di, os que restaram apresentam apenas viagens menores feitas à Índia e às outras ilhas do Sudeste Asiático, por exemplo. Os desenhos referentes aos anos de 1421 e 1423 — quando os barcos de Zheng He teriam ido mais longe — podem ser acessados agora, de acordo com Menzies, apenas por meio de reproduções, como uma encontrada por ele. Feita pelo cartógrafo veneziano Zuane Pizzigano, a reprodução mostra as ilhas de Guadalupe e de Cuba, as costas americanas, a Austrália e até a Antártica — e que provavelmente foi usada pelo próprio Colombo para chegar às Antilhas, diz Menzies.
Décadas depois, em 1512, o cartógrafo turco Piri Reis projetou o mapa mundi incluindo não apenas as Américas, mas detalhando o terreno da Patagônia, ao sul do continente. Ele só foi possível, segundo Menzies, pelas informações obtidas décadas antes pelos chineses e já espalhadas pelos territórios da Ásia.
Nessas viagens ausentes dos registros originais, os navios liderados por Zheng He teriam cruzado o Cabo da Boa Esperança antes de Bartolomeu Dias, passado por Cabo Verde, na África, pelas ilhas dos Açores, hoje território português, pelas Bahamas (Caribe) e pelas Malvinas. Ele teria inclusive estabelecido algumas colônias onde hoje são a Austrália, a Nova Zelândia, a Califórnia, a ilha de Porto Rico (EUA) e o México — para onde teria levado os primeiros cavalos. Além disso, supostamente essas colônias foram pioneiras no cultivo de galinhas na América do Sul e na criação de um comércio de diamantes encontrados na Amazônia com o restante do mundo.
Os livros do ex-comandante naval são questionados principalmente pela fragilidade metodológica. “As conclusões extraordinárias do autor são validadas apenas por suas experiências pessoais e pelo relato que ele traz de sua luta para chegar a elas. Esse método é o que torna possível atrair tantos leitores que, de outra maneira, jamais abririam um livro de 500 páginas cujo assunto são os empreendimentos marítimos chineses e a exploração europeia”, diz Robert Finlay, professor emérito de História Mundial da Universidade de Arkansas, nos EUA.
Há ainda críticas às provas utilizadas por ele: em uma extensa análise da obra de Gavin Menzies, o historiador e oficial da Marinha portuguesa, José Manuel Malhão Pereira, e o professor Jin Guoping, especialista em relações lusitanas na China, apontam incoerências que vão das correntes de ventos às coordenadas astronômicas usadas pelos almirantes chineses, passando por erros graves de análise cartográfica — o mapa de Piri Reis, por exemplo, descreve ilhas da África, não do Caribe. Segundo eles, o autor dos best-sellers não apenas tentou “enganar os leitores” como deturpou diversas provas históricas para construir sua argumentação.
Mas há reações ainda menos amistosas, como a de um professor de Cingapura que, na ocasião da “Exibição 1421”, organizada na marina da cidade-Estado em 2005 pelo próprio Menzies a convite do governo local, chamou o livro de “lixo”.
Um mapa antigo
A tese de que os chineses chegaram às Américas antes de Colombo, no entanto, nunca morreu: em 2006, um advogado chinês chamado Liu Gang afirmou à imprensa internacional que tinha encontrado um objeto que a comprovava: um mapa com os cinco continentes do planeta feito em 1763, mas com uma anotação no verso dizendo ser uma reprodução de outro mapa de 1418. O mapa foi comprado por um valor irrisório em uma livraria de Xangai anos antes e Gang dizia que passara aquele tempo estudando a cartografia com outros especialistas. Ele chegou a uma conclusão parecida como a de Menzies: “A informação contida no mapa pode mudar a história”, disse Gang.
Em 2014, outra evidência das descobertas marítimas chinesas surgiu: durante uma expedição à remota ilha de Elcho, na Austrália, uma equipe de arqueólogos do país encontrou uma moeda da Dinastia Qing prensada entre os anos 1735 e 1795. À época, Mike Owen, chefe do trabalho de escavação, chegou a dizer que o objeto aumentava os já fortes indícios de que chineses haviam feito contato com aborígenes da região antes de Cook.
Para Júlia Rosa, que fez mestrado em Estudos Chineses Contemporâneos na Universidade de Renmin, em Pequim, e é cofundadora da plataforma Sh?miàn, a grande questão desse debate também gira em torno das possibilidades chinesas no período.
“Por um lado, a dinastia estava envolvida em projetos de expansão e de exploração de novos mercados para comércio e, por outro, tinha tecnologia para isso, já que a literatura afirma que os navios chineses daquela época eram melhores que os italianos. Assim, se eles soubessem que poderia haver uma terra desconhecida do outro lado do mundo, é possível que teriam tentado alcançá-la”, explica.
“Além disso, há certo consenso de que a China era mais avançada do que a Europa tecnologicamente até o século 14 aproximadamente”, completa.
Rita Feodrippe argumenta que, de fato, a indústria naval da China era uma das mais avançadas do mundo até antes do século 15. “Há muitas fontes históricas que mostram que a China chegou ao século 15 com programas e políticas específicas para seu desenvolvimento naval a nível local, isto é, queria navegar pelo Oceano Pacífico e fazer trocas comerciais com os povos do Sudeste Asiático”, explica ela.
O “retorno” de Zheng He
Há três anos, o nome de Zheng He voltou a sair da boca de um governante chinês: foi durante o discurso de abertura do atual presidente, Xi Jinping, no primeiro Belt and Road Forum (BRF) — evento em que delegados de mais de uma centena de países se reuniram em Pequim em 2017 para discutir projetos de infraestrutura financiados pela China pelo mundo.
Na ocasião, Xi Jinping afirmou que Zheng He foi um dos “pioneiros chineses que entraram para a história não como conquistadores, com navios de guerra, armas ou espadas. Ao contrário, eles são lembrados como emissários amigáveis em caravanas de camelos e navegando em navios repletos de tesouros. De geração a geração, esses viajantes das rotas da seda construíram uma ponte para a paz e cooperação entre o Ocidente e o Oriente”.
Segundo Júlia Rosa, a menção do presidente chinês não foi trivial: em um contexto de disputa geopolítica e de reafirmação no cenário global, com a construção de portos e estradas em países da África, da Ásia e da América Latina, o navegador do século 15 coloca uma das dinastias mais gloriosas da história da China em diálogo com as pretensões atuais do Partido Comunista — que governa o país desde a metade do século 20.
“Como na dinastia Ming havia uma participação intensa da China para além do seu território, não necessariamente em conflitos bélicos, mas em trocas comerciais com seus vizinhos. Zheng He é alçado como a figura que ilustra as pretensões da China de hoje: se engajar com outras populações por meio de trocas positivas, de ganhos mútuos, de comércio pacífico”, explica.
“Assim, Zheng He é um exemplo usado para dizer que a China já realiza esse tipo de contato com outros povos há muito tempo”, completa Rosa.
Vitor Ido, do South Centre, conta que a retomada de símbolos nacionais, como Zheng He, também faz parte de outra ambição chinesa. “O país tem feito isso também com Confúcio, por meio do Instituto Confúcio, para expandir o chamamos de soft power, mesmo que o governo tenha uma interpretação muito específica do confucionismo, assim como da história do Zheng He. Esse processo todo, de qualquer forma, me parece muito importante na China contemporânea”.
Para Rita Feodrippe, o navegador chinês é o símbolo perfeito de um país que, nas geopolítica atual, enxerga no mar o principal caminho para seu desenvolvimento econômico.
“Desde a entrada da China na OMC (Organização Mundial do Comércio), em 2001, houve uma ressignificação do mar. Eles não queriam depender de empresas de navegação ou usar rotas marítimas que são controladas financeiramente por potências ocidentais e, para isso, desenvolvem toda uma indústria naval e seu entorno para garantir o principal: importar e exportar muito e da forma mais barata possível. A associação com Zheng He está aí: era um chefe naval que liderava embarcações com capacidade para levar grandes mercadorias, mas não exércitos, para outros lugares do mundo”, analisa.
O presidente da Câmara de Parnamirim, vereador Wolney França, participou de evento onde foi assinado Termo de Cooperação, entre o Tribunal de Contas do Estado, FECAM/RN e a UFRN, buscando o compartilhamento de tecnologia com as câmaras municipais do estado.
A assinatura ocorreu durante evento promovido pela Escola de Contas do TCE sobre “Inteligência Artificial aplicada às ouvidorias dos municípios do RN”, nesta quarta-feira (19), no auditório do órgão.
O objetivo é a cessão de ferramenta de Inteligência Artificial desenvolvida pela universidade, o robô Kairós, para o Poder Legislativo dos municípios, por meio da FECAM/RN. Pelo projeto, o sistema é utilizado nas Ouvidorias de instituições públicas, otimizando processos e diminuindo tempo médio de respostas.
“O TCE/RN intermedia este processo por ter tido êxito na utilização da ferramenta e é uma satisfação fazer parte deste processo de inovação no serviço público, garantindo mais qualidade e celeridade às instituições e, em breve, levaremos esta tecnologia para a nossa Câmara de Parnamirim”, afirmou Wolney França, que também é o presidente Eleito da FECAM/RN.
No evento, que teve a presença da Ouvidora da Câmara Municipal de Parnamirim, Maria Edinara Mesquita Bueno, o documento foi assinado pelo Conselheiro Presidente do TCE/RN, Gilberto Jales, pelo Conselheiro da Escola de Contas do TCE/RN, Tarcísio Costa, pelo atual presidente da FECAM/RN, vereador Ivanildo do Hospital, e pelo Diretor Geral do Inst. Metrópole Digital, José Ivonildo do Rêgo. Também estiveram presentes autoridades, vereadores e população em geral.
Eclipse solar total é visto no Oregon, nos Estados Unidos, em foto de 21 de agosto de 2017. — Foto: NASA/Aubrey Gemignani
O primeiro eclipse solar do ano ocorre na madrugada desta quinta (20), no horário de Brasília. Embora ele NÃO seja possível de ser observado do Brasil, espectadores sortudos da Austrália, Timor Leste e Indonésia conseguirão flagrar um fenômeno ainda mais especial este ano. Isso porque o eclipse desta quinta será híbrido, algo que acontece somente a cada 10 anos.
Assim, dependendo da localização, moradores desses países irão presenciar ou um eclipse solar anular ou um eclipse solar total. Mas o que é isso quer dizer? Primeiro, precisamos entender que um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra de uma maneira que ela acaba lançando uma sombra sobre a Terra.
A Lua então bloqueia a entrada de luz solar que chega à Terra. Às vezes, a Lua bloqueia apenas parte da luz do Sol, no chamado eclipse solar parcial ou anular. Já quando a Lua bloqueia toda a luz do Sol, temos um eclipse solar total.
Entenda os diferentes tipos de eclipse assistindo ao vídeo abaixo:
Veja a diferença nas fotos a seguir:
Eclipse solar total:
Foto mostra Sol totalmente encoberto pela Lua durante eclipse solar total nesta segunda-feira (14). — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
Eclipse solar anular:
A lua passa entre o sol e a terra durante eclipse solar anular visto de Cingapura — Foto: REUTERS/Tim Chong
Assim, como é possível ver nas imagens acima, em um eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham de tal forma e em uma posição tão exata que toda a estrela do nosso sistema é “tampada” da perspectiva da Terra – é possível ver apenas a coroa, a atmosfera do Sol.
No caso do eclipse solar anular, ainda há um alinhamento entre os três corpos celestes, mas com um distanciamento um pouco maior da Lua em relação ao nosso planeta. O resultado é a formação de um “anel de fogo” no céu.
Na madrugada desta quinta, então, espectadores desses países da Oceania poderão observar um desses fenômenos. Segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana, o evento terá início já perto das 22h da noite desta quarta-feira (20) no horário de Brasília, mas atingirá seu pico de 1h da manhã da quinta-feira. De acordo com o Observatório Nacional, o último eclipse híbrido ocorreu em novembro de 2013, e o próximo eclipse solar híbrido – depois do deste ano – só ocorrerá em novembro de 2031.
Quando veremos um eclipse solar no Brasil?
O próximo eclipse solar no Brasil é do tipo anular e será em 14 de outubro de 2023. Estados da região Norte e Nordeste poderão assistir a versão total, enquanto a versão parcial será vista em todo o país. Cidades como Natal (RN), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e São Félix do Xingu (PA) terão a sorte de observar o “anel de fogo” ao redor da Lua criado pelo nosso Sol.
Por outro lado, em boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, quem olhar para o céu perto das 15h da tarde do dia 14 de outubro verá o nosso astro meio que “mordido” pela Lua. Isso acontece porque um eclipse solar parcial sempre acompanha um eclipse solar anular. Estados Unidos e a América Central também terão a visão privilegiada do evento astronômico. Já os eclipses lunares não serão tão marcantes este ano, pelo menos para o Brasil.
Eclipses de 2023
☀️ 20 de abril – Eclipse solar total (não visível no Brasil)
🌗 5-6 de maio – Eclipse lunar penumbral (não visível no Brasil)
☀️14 de outubro – Eclipse solar anular (visível em boa parte do país)
🌗 28-29 de outubro – Eclipse lunar parcial (visível em uma pequena parte do país)
A operação Escola Segura cumpre 10 ordens para internações provisórias de menores de idade investigados por envolvimento em planejamentos de ataques a escolas nesta quarta-feira, 19. A ação integra agentes da Polícia Civil de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Ao todo, também estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 11 afastamentos de sigilo de dados de adolescentes investigados. O objetivo da força-tarefa é dar cumprimento às ordens judiciais deferidas pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Blumenau.
As investigações tiveram início após o ataque na Creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), no último dia 5. O autor do crime, maior de idade, foi indiciado por quatro homicídios e cinco tentativas de homicídio quadruplamente qualificados. Ele permanece preso.
Além da Polícia Civil de cinco estados, em Santa Catarina, a operação é coordenada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e pelo Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos do MPSC (CyberGaeco). A operação é capitaneada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a operação segue em andamento na manhã desta quarta e os dados obtivos na ação serão divulgados ainda neste início de tarde. A reportagem também solicitou mais detalhes ao Ministério Público de Santa Catarina, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria.
No dia 22 de março, a Escola do Legislativo Professora Eva Lúcia Bezerra de Mendonça completou 18 anos de fundação. O setor, instituído em 2005 por meio do Projeto de Resolução 002/2005, é pioneiro em âmbito estadual no fornecimento de “suporte conceitual de natureza técnico-administrativa às atividades da Casa Legislativa”, como descreve o guia “Expandindo Conhecimento – março/2023”, desenvolvido em homenagem ao aniversário da escola.
Com isso, a Escola do Legislativo auxilia na elaboração das propostas de cursos, palestras e oficinas, e sua disponibilização aos funcionários da Casa, por meio de parceria com profissionais e organizações. O propósito desta iniciativa é direcionar aos servidores conhecimento e desenvolvimento em diversas áreas que, quando dominadas, podem ampliar o desempenho de toda a instituição em relação à prestação de serviços aos parnamirinenses.
O que a Escola do Legislativo representa para a Presidência e a Direção?
Para o presidente da Casa, vereador Wolney França, a ideia de implantação da escola do legislativo é inovadora. “Em meu ponto de vista a escola traz um serviço que, aparentemente seria oferecido apenas pelo Poder Executivo, mas essa barreira foi quebrada há 18 anos aqui em Parnamirim, e é um estímulo para outras Câmaras criarem suas escolas”. O edil também manifesta sua esperança de que estes cursos oferecidos sejam, um dia, contemplados pela população.
Já o diretor da Casa, Marcelo Noronha, vê a escola como uma “impulsionadora de conhecimentos, de melhoria da qualidade do serviço prestado pela Casa, principalmente quando esses ensinamentos são voltados para o âmbito do trabalho legislativo”.
O que diz a Escola do Legislativo?
Para Senadath Baracho, pedagoga da Escola do Legislativo, o objetivo é que “cada servidor, que cada parlamentar compreenda a dimensão da importância da Escola para a democratização do acesso aos saberes produzidos nesta Casa. Que possamos a cada dia fortalecermos a Escola entendendo-a como ferramenta para a qualificação profissional dos servidores e parlamentares; como propulsora do bem-estar ao oportunizar momentos formativos, de reflexão sobre o cotidiano institucional e partilhas; para a democratização dos saberes aqui produzidos”.
Mais informações estão no Guia Pioneirismo na Câmara Municipal de Parnamirim – 18 anos da Escola do Legislativo Professora Eva Lúcia Bezerra de Mendonça. O material pode ser acessado clicando aqui.
Neném Borges havia sido eleito no pleito de 2020 com mais de 60% dos votos (Foto: Reprodução)
Na madrugada desta quarta-feira (19), o prefeito do município de São José do Campestre, Joseilson Borges da Costa, o Neném Borges (MDB), foi assassinado em sua própria residência. O prefeito tinha apenas 44 anos e havia sido eleito no pleito de 2020 com mais de 60% dos votos.
De acordo com informações, criminosos invadiram a casa do prefeito por volta de meia-noite e efetuaram cerca de quatro disparos contra ele que estava sentado no sofá. A Polícia Militar está no local em busca de informações sobre os responsáveis pelo crime.
A notícia do assassinato chocou os moradores de São José do Campestre, que é um pequeno município do Rio Grande do Norte, com pouco mais de 12 mil habitantes. Neném Borges era bastante querido pelos seus eleitores e tinha uma trajetória política promissora pela frente.
Uma brasileira de 21 anos morreu, na manhã desta terça-feira, 18, após ser atropelada em uma sequência de acidentes enquanto trocava o pneu do carro, na Geórgia, nos Estados Unidos. Eduarda Romano da Silva é natural de Itaguari, Goiás, e morava com a mãe fora do país. A família fez uma campanha de arrecadação para fazer o translado do corpo até o Brasil.
De acordo com a reportagem de Augusto Sobrinho, do jornal O Popular, o tio da jovem, Salmo Vieira, contou que ela voltava da academia quando ocorreu o acidente. O pneu do veículo furou e ela parou para trocar. “Neste momento, outro veículo atingiu o carro dela”, afirmou o familiar.
Essa foi a primeira colisão. Quando Eduarda e o motorista do segundo carro estavam do lado de fora, foram atropelados por outro automóvel. Ambos morreram no local. Ainda conforme o jornal local, outros dois veículos se envolveram no acidente.
“Minha irmã [mãe da brasileira] está muito abatida. Estamos estudando o jeito para realizar o velório da minha sobrinha em Itaguari”, afirmou. A família precisa de $ 30 mil para fazer o translado do corpo, e por isso, fizeram uma campanha de arrecadação online. Até a noite desta terça, eles já haviam conseguido a doação de mais de $ 19 mil.
Arquivo pessoal – Felipe Monteiro, de Mazagão (AP), está cursando o quinto ano da faculdade de medicina no Paraguai
Quando tinha 17 anos, Felipe Monteiro soube na sua terra natal, a cidade de Mazagão, no Amapá, que um conterrâneo havia estudado Medicina no Paraguai e, hoje, exerce a profissão no Brasil. Agora, aos 24 anos, Monteiro cursa o quinto ano da faculdade de Medicina no país vizinho. Ele é um dos milhares de brasileiros que hoje se preparam para essa carreira no Paraguai. Os brasileiros são quase a totalidade entre os universitários de Medicina, de acordo com estimativas oficiais. “Na minha sala, somos 80 alunos e só 2 são paraguaios. Tem aluno de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, de Rondônia, do Acre, do Amazonas”, conta Monteiro à reportagem.
A carreira universitária é um dos vários exemplos da forte presença brasileira no Paraguai, onde os principais motores da economia – do agronegócio ao setor têxtil e de autopeças, entre outros – têm participação decisiva de investidores brasileiros, de acordo com autoridades do governo, empresários e analistas ouvidos pela BBC News Brasil.
E o que tem motivado essas mudanças? Estudantes relatam custos de estudo mais interessantes no Paraguai e empresários e investidores são atraídos pelo sistema de impostos, facilidades para exportação ao Brasil, oferta de energia elétrica e de mão de obra (leia mais relatos abaixo).
A ampla presença brasileira hoje no Paraguai já não está restrita aos chamados “brasiguaios”, termo usado para se referir a brasileiros que se estabeleceram no país, principalmente, no setor da soja, explica o economista Fernando Masi, diretor do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia.
Em 2021, segundo os dados mais recentes do Itamaraty, o Paraguai é o primeiro destino dos imigrantes brasileiros na América Latina, com cerca de 246 mil pessoas. O número representa quase 30 mil brasileiros a mais vivendo no país vizinho do que em 2016. Mas estimativas locais apontam que o número pode ser na realidade muito maior que o oficial, já que nem todos se registram nos consulados, que são a base para o levantamento do Itamaraty.
A presença brasileira no Paraguai representa quase a metade do total de 596 mil brasileiros que moram em outros países da América do Sul. Com uma população de 6,7 milhões de habitantes, o Paraguai tem, por exemplo, praticamente o triplo de cidadãos do Brasil do que a Argentina, que tem quase 46 milhões de habitantes e, oficialmente, 90 mil brasileiros.
No mundo, Paraguai é o terceiro país, depois dos Estados Unidos (1,9 milhão) e de Portugal (275 mil), com a maior comunidade brasileira. A maior concentração fica em Ciudad del Este, onde vivem 98 mil brasileiros, mais do que os 80 mil de Buenos Aires, segundo dados oficiais.
‘Praticamente em casa’
O universitário Felipe Monteiro vive em Ciudad del Este, onde frequenta uma igreja evangélica fundada por brasileiros. Ele diz que se sente praticamente em casa. “Moro a dois quilômetros da Ponte da Amizade (que liga Ciudad del Este a Foz de Iguaçu, no Brasil), e, aqui, os paraguaios falam português”, afirma Monteiro, que pretende ser o primeiro médico da família.
O preço da universidade e o custo de vida no Paraguai foram os motivos que o levaram a viver no país. “Tenho uma prima que estuda Medicina em uma universidade particular em Belém e paga mensalidade de R$ 8 mil reais. Aqui, comecei pagando R$ 1,2 mil e, agora, são R$ 1,9 mil, porque há um aumento anual à medida que passamos de ano. Mas é acessível”, diz.
Seu colega no quinto ano de faculdade, o cearense Pedro Nogueira, de 38 anos, era formado e trabalhava como administrador de empresas quando vendeu o que tinha para estudar Medicina em outro país vizinho, a Argentina. Mas ele conta que a escalada inflacionária argentina o levou a pedir transferência para a na Universidade Integración de las Américas, no Paraguai.
Arquivo pessoal – ‘Ficou caro e pedi transferência para cá. Mesmo assim, está valendo muito a pena’, diz Pedro Nogueira sobre mudança da Argentina para o Paraguai
“Na Argentina, era inadmissível não falar espanhol na sala e nas provas orais. No Paraguai, é diferente. Todo mundo fala português. Hoje, agradeço a metodologia argentina. Mas ficou caro e pedi transferência para cá. Mesmo assim, está valendo muito a pena”, diz Nogueira.
Ele calcula que, entre a mensalidade e os gastos cotidianos, incluindo aluguel, suas despesas giram em torno de R$ 3,5 mil. “Já vi gente no Brasil não disfarçar o preconceito quando contei que estudo Medicina no Paraguai. Mas meu plano é ser um médico como os outros que estudaram no Brasil ou em qualquer lugar. Tenho parentes médicos que estudaram na Bolívia, revalidaram o diploma e, hoje, exercem a profissão no Brasil”, afirma.
O Conselho Nacional de Educação Superior (Cones), responsável pela educação universitária no Paraguai, estima que 30 mil estudantes cursem Medicina nas universidades públicas e privadas paraguaias, “dos quais 95% a 97% seriam de origem brasileira”. A maioria dos universitários brasileiros está concentrada, principalmente, nas universidades privadas, segundo a assessoria de imprensa do Cones. De acordo com o órgão paraguaio, houve um boom de novas instituições privadas de ensino superior no país entre 2006 e 2010, com a abertura de 28 universidades e 23 institutos superiores, a maioria na área da saúde.
‘Eldorado empresarial’
No âmbito empresarial e de investimentos, o Paraguai é visto como um “eldorado”, como define o diretor da Câmara de Comércio Paraguai Brasil, Junio Dantas, à BBC News Brasil. “É um país que oferece muitas oportunidades, principalmente para os Estados vizinhos, como o Paraná, Mato Grosso do Sul e também Santa Catarina. O Paraguai é um país que dá uma vantagem competitiva muito grande na parte fiscal.”
Dantas, que tem uma empresa de tecnologia no país, diz que há brasileiros em todas as áreas, principalmente no agronegócio. “A mão de obra aqui é abundante. É muito bom trabalhar com os paraguaios. A energia elétrica é muito barata, porque é abundante. A proximidade com o Brasil ajuda bastante e o sistema de impostos torna o país atraente e competitivo para investimentos”, diz.
O Paraguai compartilha a hidrelétrica de Itaipu com o Brasil e a de Yacyretá com a Argentina. O país possui leis de incentivo fiscal e de geração das chamadas maquilas, que fazem parte da cadeia produtiva entre os dois países, como explica à BBC News Brasil o vice-ministro de Indústria do Ministério da Indústria e Comércio, Francisco Ruiz Díaz.
As maquilas paraguaias foram criadas para atrair investimentos e gerar empregos, diz Ruiz Díaz. Nesse regime, as empresas importam insumos que são usados em uma fábrica no Paraguai e os exportam transformados no produto final, sem pagar impostos e pagando apenas 1% como seguro da operação realizada, explica o vice-ministro.
A inspiração para este modelo veio do sistema mexicano em sua aliança comercial com os Estados Unidos. “Setenta por cento das exportações do Paraguai para o Brasil são resultado da maquila. Um exemplo é o setor têxtil. As empresas brasileiras trazem a linha do Brasil, fabricam o tecido aqui e o enviam para as confecções no Brasil”, afirma.
Getty Images – Paraguai é o terceiro país, depois de EUA e Portugal, com a maior comunidade brasileira
Os brasileiros, diz o vice-ministro, estão presentes nas áreas de bioetanol, de grãos e de carnes, por exemplo. “No caso da carne bovina, temos aqui frigoríficos brasileiros que exportam o produto para o Brasil e outros países”, afirma.
Dantas, da Câmara de Comércio Paraguai Brasil, diz que a entidade estima que cerca de 400 mil brasileiros estejam presentes no Paraguai, principalmente na região da fronteira – número bem maior do que o contabilizado pelo Itamaraty.
Mas por que esta forte presença brasileira no país vizinho? Ruiz Díaz diz que isso é resultado de um processo que se acelerou a partir de 2003-2004, com o boom das commodities. Ele lembra que, até os anos 1940, o Paraguai era um país dependente das exportações para a Argentina. Mas, nas décadas seguintes, sucessivos governos passaram a buscar maior aproximação com o Brasil, com a estratégia de aumentar a população na região de fronteira, com o estímulo da distribuição de terras.
No entanto, com as dificuldades geradas pela falta de infraestrutura, muitos desistiram desses terrenos ou os venderam por preços baixos. Com o passar dos anos, esta região passou a prosperar, e leis criadas nos anos 1990, diz o vice-ministro, como as de incentivos fiscais e de maquila, passaram a ser aproveitadas nos anos 2000 – principalmente pelos investidores brasileiros, quando começaram a precisar de máquinas para desenvolver seus empreendimentos no território paraguaio.
Ruiz Díaz acrescenta que as sucessivas crises econômicas argentinas acabaram complicando a aproximação e o intercâmbio com esse outro país vizinho. “Quando a gente olha para a história do Brasil e da Argentina, o Paraguai é, entre todos os países do Mercosul, o que mais demorou em se desenvolver”, diz.
Para ele, seu país passou a ser atraente não só pela simplificação fiscal, mas pelas oportunidades que existem no país. “Quando olhamos os números…Em 2003, na área de maquila, as exportações eram de US$ 5 milhões (anuais) e, agora, superam US$ 1 bilhão. Vinte vezes mais”, disse.
Para Ruiz Díaz, no caso das maquilas, ou maquiladoras, a guinada ocorreu a partir de 2013, com a instalação de empresas de autopeças no Paraguai que exportam o produto às montadoras no Brasil.
“O Paraguai tem energia abundante e a mais barata da região, mão de obra farta, um sistema de impostos amigável, vantajoso. Isso permitiu que o Brasil se abastecesse de matéria-prima em condições muito competitivas.” O país conta hoje com a presença de empresas de vários países além do Brasil, como Japão, Alemanha e Estados Unidos.
Além da maquila e do sistema de impostos, Ruiz Díaz aponta que as reformas econômicas, que incluíram metas inflacionárias e fiscais, foram realizadas nos anos 2000 e mantidas ao longo deste tempo, contribuindo para gerar confiança entre investidores estrangeiros.
Desafios
Fernando Masi, do Cadep, diz, porém, que o próximo governo, que será eleito no dia 30 de abril, deverá buscar alternativas para ampliar a arrecadação de impostos para os investimentos necessários em infraestrutura e na área social. “A arrecadação tributária é muito baixa no Paraguai. Mas seja quem for, o eleito manterá a mesma política de equilibro macroeconômico que vem sendo aplicada no país”, afirma.
Pesquisas indicam que a disputa para a Presidência será principalmente entre Santiago Peña, do governista Partido Colorado, e Efraín Alegre, da opositora Concertación. Segundo Masi, a expectativa é que a economia paraguaia cresça entre 4,5% e 5% em 2023, bem acima da previsão de 1,4% para o Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Um dos principais desafios do Paraguai, disse o analista, é combater a pobreza, que atinge 27% da população, e a desigualdade social.
Masi acrescenta que a presença brasileira é hoje “muito mais visível” e diversificada do que até recentemente. “Antes, eram os chamados brasiguaios, que se dedicavam ao cultivo da soja. Hoje, são investidores em frigoríficos, em maquila, que está concentrada principalmente em autopeças, têxtil e plástico e gera muitos empregos no Paraguai. E, agora, estão também os estudantes, com uma forte presença em diferentes áreas, nos últimos dez anos”, diz o analista.
Dantas, da Câmara de Comércio Paraguai Brasil, que já morou em países da África e em Portugal e se estabeleceu no país vizinho há 25 anos, observa que a presença brasileira está sendo decisiva para a industrialização do Paraguai. “São mais de 200 maquiladoras operando no país. Entre 70% e 80% são de origem brasileira, o que demonstra a força do empresariado brasileiro no Paraguai.”
Para comemorar do Dia Nacional da Livro Infantil celebrado nesta terça-feira (18), o vereador e Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Wolney França, integrou programação alusiva à data na Escola Municipal Osmundo Faria, em Passagem de Areia, no município de Parnamirim.
Na oportunidade, Wolney participou de uma roda de conversa com os alunos sobre a importância da leitura para a formação educacional e cidadã. Através de parceria com a Livraria Câmara Cascudo, o parlamentar doou 50 livros para a biblioteca da Instituição. Houve também o sorteio de ingressos para o próximo confronto do ABC FC, distribuído entre os alunos com melhor desempenho escolar. O momento ainda contou com o apoio do Deputado Estadual Taveira Júnior, Deputado Federal Benes Leocádio e do presidente do ABC/FC, Bira Marques.
Um movimento nacional está mobilizando escolas em todo o país. O objetivo é transformar o dia 20 de abril no “Dia da Paz/Gentileza nas Escolas”. A proposta, vem ganhando adesão de instituições espalhadas pelo Brasil, para que se incentive na comunidade escolar, a experiência de um dia em que demonstrações de afeto tragam à tona o sentimento de paz e empatia. Uma tentativa de reverter o dia de uma ‘lembrança’ sombria em um dia em que seja lembrado o poder de cada um em tornar o ambiente escolar mais cordial e pacífico.
O convida todas as famílias a se imbuírem desse sentimento de cuidado e gentileza, propondo que os alunos levem para escola, mensagens que representem seu desejo de viver em uma sociedade de cuidado mútuo, para distribuí-las entre colegas e funcionários, podendo essa demonstração ser feita da maneira que a criatividade construir.
“Que esta data seja um dia marcado pelo ‘poder’ da positividade que cada indivíduo da sociedade tem de transformar seu meio”, diz a diretora pedagógica do CEI, Cristine Rosado. Será o dia em que o bem será contagiante e crescente.
O meia/atacante do ABC, Allan Dias, se despediu do alvinegro, na noite dessa segunda-feira (17). Camisa 10 tem contrato válido até este mês e o vínculo não deve ser renovado para a disputa da Série B. Desde que voltou de lesão sofrida em 2022, Allan disputou 16 jogos, fez 6 gols e deu 2 assistências.
Ao todo, foram 43 jogos, 19 gols e 6 assistências com a camisa abecedista. Vale lembrar que Allan passou o ano passado quase inteiro fora dos gramados após sofrer uma pancada no clássico contra o América.
Ainda não se sabe qual o destino de Dias após a saída, mas o jogador já havia falado que pretende morar em Natal quando pendurar as chuteiras.