
Um incêndio de ocorrências históricas atingiu um conjunto de arranhões em Tai Po, Hong Kong, na última quarta-feira (26), deixando pelo menos 44 mortos e quase 300 pessoas desaparecidas. O fogo consumiu sete prédios de 31 andares cada, em um complexo com quase 2 mil apartamentos e mais de 4,6 mil moradores, incluindo explosões, fumaça densa e calor extremo.
Entre as vítimas é um bombeiro que não foi resgatado. As chamas se espalharam com velocidade impressionante devido às andaimes de bambu usadas nas reformas — técnica tradicional da região que facilita a propagação do fogo. Hong Kong não enfrentou um incêndio de nível cinco, ou mais grave, há quase 20 anos. Equipes de mais de 700 bombeiros atuam ininterruptamente para controlar a situação e resgatar moradores.
A tragédia evidencia a crise de moradias locais: prédios superlotados, apartamentos pequenos chamados por moradores de “caixões” e condições precárias. “Para muitas pessoas, isso aqui é uma casa. Não sou claustrofóbico, mas a sensação é horrível”, relatou o correspondente Rodrigo Carvalho, que esteve na região para cobrir a crise habitacional em outubro.
As autoridades já prenderam três pessoas suspeitas de provocar o incêndio acidental e abriram investigação para apurar as causas.
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