
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza, segue estudando com cautela e estratégia o tabuleiro político potiguar. Com livre trânsito entre as duas principais correntes ideológicas do Estado e detentor de um capital político decisivo, Ezequiel desponta como o grande fiel da balança da sucessão majoritária de 2026.
Considerado hoje o homem forte do processo sucessório, o presidente da Assembleia aguarda que algumas “peças do xadrez” se movimentem antes de bater o martelo sobre o seu futuro político. O presente, diga-se de passagem, está mais do que consolidado; o que está em jogo é o próximo passo de uma trajetória construída com diálogo, previsibilidade e resultados eleitorais consistentes.
No cenário atual, tanto a governadora Fátima Bezerra (PT) quanto o senador Rogério Marinho (PL) já acenaram publicamente e mantêm diálogo aberto para que Ezequiel componha suas chapas, seja como candidato ao Governo do Estado, seja ao Senado Federal. Ambos sabem que, quando Ezequiel firma compromisso, há uma certeza no meio político: vitória nas urnas e palavra cumprida no pós-eleição.
Os movimentos partidários já começaram a ganhar forma. O MDB, legenda presidida por Walter Alves no Estado, já sinalizou suas intenções, assim como PL e PT, que buscam ampliar alianças e fortalecer palanques. No entanto, é importante lembrar que as convenções partidárias só ocorrerão em julho, abrindo espaço para ajustes finos, acomodações políticas e rearranjos estratégicos até o fechamento definitivo das chapas.
O lado favorável para Ezequiel Ferreira é o tempo. Ele ainda dispõe de margem confortável para observar o desfecho dessas articulações, avaliar o cenário nacional, medir forças regionais e, só então, tomar sua decisão. Seja qual for o caminho escolhido, uma coisa é consenso nos bastidores: nenhuma chapa majoritária se fecha no Rio Grande do Norte sem passar, direta ou indiretamente, por Ezequiel Ferreira.
Resta saber, portanto, qual papel o presidente da Assembleia decidirá assumir em 2026: protagonista na disputa pelo Governo, nome forte para o Senado ou o grande articulador político de um projeto vencedor. Até lá, o jogo segue em andamento — e Ezequiel continua no centro do tabuleiro.