PF fecha empresa clandestina de segurança após agressão a jovem surdo no carnaval de Apodi

A Polícia Federal realizou, na terça-feira 24, fiscalização na cidade de Apodi para apurar a atuação de empresa responsável pela segurança privada em evento de carnaval promovido pela prefeitura municipal.

A diligência foi motivada por denúncias e por imagens amplamente veiculadas na imprensa, que registraram a agressão a um jovem com deficiência auditiva por indivíduos contratados para atuar na segurança do evento.

Durante a inspeção, foi constatado que a empresa operava de forma clandestina, sem a devida autorização da Polícia Federal para exercer atividades de segurança privada.

Foi lavrado auto de encerramento das atividades irregulares, e a Prefeitura de Apodi/RN foi formalmente notificada acerca da contratação, com o objetivo de prevenir novas ocorrências dessa natureza.

A empresa poderá responder pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança privada.

Relembre o caso

Um jovem surdo foi agredido por seguranças privados durante o Carnaval de Apodi. Imagens que mostram a violência viralizaram nas redes sociais na quarta-feira 18, após denúncia do influenciador Ivan Baron, que atua na promoção dos direitos das pessoas com deficiência.

No vídeo, o jovem é cercado por três seguranças e agredido violentamente. Testemunhas dizem que ele estaria tentando utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para explicar que não compreendia as ordens dos seguranças, mas acaba sendo empurrado, derrubado e golpeado com cassetetes.

VÍDEO: jovem com deficiência auditiva é agredido durante Carnaval de Apodi; caso gera revolta nas redes

Um vídeo que circula nas redes sociais desde o fim de semana mostra a agressão a um jovem com deficiência auditiva durante o Carnaval de Apodi, no Oeste potiguar. As imagens indicam que ele teria sido agredido por integrantes da equipe de segurança do evento nas proximidades de um trio elétrico.

Segundo testemunhas, os seguranças teriam dado uma orientação verbal ao rapaz, que não teria compreendido por causa da deficiência. Diante da falta de reação, ocorreu a agressão, registrada por foliões que estavam no local.

Relatos apontam que a vítima precisou de atendimento médico, com pontos em um dos braços, trauma na cabeça e suspeita de fratura nas costelas. O estado de saúde atualizado não foi informado.

A repercussão do caso gerou críticas nas redes sociais e pedidos de responsabilização dos envolvidos.

Em nota, a Prefeitura de Apodi informou que tomou conhecimento do episódio, manifestou solidariedade à vítima e afirmou que orienta as equipes de segurança a atuarem com respeito e diálogo. A gestão também declarou que determinou a apuração imediata junto à empresa responsável pelo serviço.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.