Hugo Motta quer votar proposta nesta quarta-feira (20).
A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador.
O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário.
Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.
O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais.
De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.
A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta terça-feira (19), o recebimento do pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). A denúncia foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusa Brisa de usar R$ 18 mil de emenda impositiva para bancar evento de suposto cunho político, o “Rolé Vermelho”.
Segundo a vereadora, o evento não teve cunho político, mas cultural. “Não teve realização partidária, não foi o partido quem organizou, foi um espaço cultural que organizou”, defendeu.
Brisa argumentou ainda que os recursos foram utilizados para o pagamento de cachês para artistas locais. O evento aconteceu no último dia 9 de agosto, no bairro Cidade Alta, na Zona Leste de Natal.
O placar registrou 23 votos favoráveis à abertura do processo e três pelo arquivamento. O vereador Eribaldo Medeiros (Rede) esteve ausente. De acordo com o regimento interno, o denunciante e a denunciada não participaram da votação.
O vereador subtenente Eliabe também protocolou um pedido de cassação da vereadora.
Como votaram os vereadores
Votaram SIM, pela abertura:
Aldo Clemente (PSDB),
Anne Lagartixa (Solidariedade),
Camila Araújo (União Brasil),
Chagas Catarino (União Brasil),
Cláudio Custódio (PP),
Cleiton da Policlínica (PSDB),
Daniell Rendall (Republicanos),
Daniel Santiago (PP),
Eriko Jácome (PP),
Fúlvio Saulo (Solidariedade),
Herberth Sena (PV),
Irapoã Nóbrega (Republicanos),
João Batista Torres (DC),
Kleber Fernandes (Republicanos),
Leo Souza (Republicanos),
Luciano Nascimento (PSD),
Pedro Henrique (PP),
Preto Aquino (Podemos),
Robson Carvalho (União Brasil),
Subtenente Eliabe (PL),
Tarcio de Eudiane (União Brasil),
Tércio Tinoco (União Brasil)
Tony Henrique (PL).
Votaram NÃO, pelo arquivamento:
Daniel Valença (PT),
Samanda Alves (PT)
Thabatta Pimenta (PSOL).
Em resposta, a Juventude do Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota em solidariedade à vereadora. O movimento classificou o pedido de cassação como “perseguição política e violência de gênero”.
Segundo o comunicado, Brisa Bracchi é reconhecida por defender pautas ligadas à cultura, direitos da população LGBT e acesso à cidade. A nota também destacou que a parlamentar foi eleita para o segundo mandato com mais de 6.870 votos, sendo a vereadora mais votada da história do PT no Rio Grande do Norte.
É talento que nasceu nas areias de Galinhos e agora vai brilhar pelo mundo. Os jogadores Túlio, Alexandre e Arthur, do time local ABC Galinhos Beach Soccer, foram convocados para integrar a Seleção Brasileira de Futebol de Areia nos amistosos internacionais que acontecerão entre os dias 15 e 22 de setembro, na Guatemala.
A convocação reforça o protagonismo de Galinhos como um dos principais celeiros de atletas da modalidade no Brasil. Com pouco mais de 3 mil habitantes, o município potiguar já revelou vários jogadores que hoje atuam em clubes internacionais, com presença em países como Rússia, Portugal, Espanha e Israel.
O orgulho local vai além das convocações. Dois atletas nascidos em Galinhos já foram campeões mundiais com a Seleção Brasileira. Atualmente, cerca de dez jogadores da cidade estão na Europa nesta temporada, fortalecendo ainda mais a presença galinhense no cenário esportivo internacional.
A trajetória do esporte em Galinhos é marcada por esforço coletivo e dedicação desde os primeiros passos. O atual prefeito Hudson Matias, acreditou no projeto anos atrás e foi o primeiro a investir nos talentos da cidade. “Lá atrás, quando a gente fez a primeira competição em Galinhos, tudo era na base do sacrifício. Hospedávamos os jogadores lá em casa, juntávamos os amigos para levar aos jogos. Hoje ver isso tudo crescendo, com atletas nossos jogando no mundo inteiro, é motivo de muita alegria”, relembrou Hudson, que participou ativamente da fundação e consolidação do esporte no município.
“A gente vê agora o resultado de todo aquele esforço. O investimento que fizemos lá atrás está dando frutos. E tenho certeza de que Galinhos ainda vai revelar muitos outros atletas promissores que vão representar nosso município mundo afora”, completou o prefeito.
O feito é também reflexo das ações desenvolvidas pela Prefeitura de Galinhos, que tem incentivado a prática esportiva como política pública. O município investe em torneios, apoio logístico, estrutura e formação de atletas, valorizando o esporte como ferramenta de inclusão social, saúde e projeção da cidade no cenário nacional e internacional.
Medalha Gotas de Vida será entregue a mães, profissionais e instituições que promovem a doação de leite humano no município.
A Câmara Municipal de Parnamirim promove, nesta quarta-feira (20), às 16h, no Plenário Dr. Mário Medeiros, uma Sessão Solene especial para a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Gotas de Vida. A homenagem, de iniciativa do vereador Michael Borges, tem como objetivo reconhecer mães doadoras de leite materno, além de profissionais da saúde e instituições que atuam na promoção e ampliação dessa prática vital.
Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento reunirá autoridades locais, representantes da área da saúde, familiares das homenageadas e demais convidados. A solenidade busca destacar a importância da doação de leite humano como um ato de amor, solidariedade e cidadania, especialmente para recém-nascidos que se encontram em situação de vulnerabilidade.
“O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida”, destaca a justificativa da honraria. A substância fornece todos os nutrientes essenciais ao crescimento saudável e contribui diretamente para o fortalecimento do sistema imunológico. No caso de bebês prematuros ou hospitalizados, a doação pode ser determinante para sua sobrevivência.
A Medalha Gotas de Vida também valoriza o trabalho de quem atua nos bastidores dessa cadeia de solidariedade: equipes dos bancos de leite, profissionais de saúde e instituições que incentivam e viabilizam a doação. “Ao doar, cada mãe compartilha não apenas alimento, mas também esperança, cuidado e afeto, impactando positivamente toda uma comunidade”, pontua o texto oficial da proposição.
Portaria publicada no Diário Oficial criou comissão organizadora para escolha da banca. Certame deve ocorrer até o 1º semestre de 2026.
A Prefeitura de Natal publicou no Diário Oficial do Município a portaria que institui a Comissão Organizadora do concurso público da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).
O certame vai oferecer cerca de 120 vagas para o cargo de agente de mobilidade, com exigência de nível superior.
A Secretaria Municipal de Administração (Semad) ficará responsável por conduzir o processo. A comissão terá como principal atribuição a escolha da banca que organizará a seleção.
Segundo a secretária de Mobilidade Urbana, Jodia Melo, o concurso está inserido no processo de reestruturação e ampliação do quadro funcional da STTU.
A previsão é que a seleção ocorra entre o fim de 2025 e o início de 2026, com conclusão e convocação dos aprovados até o primeiro semestre de 2026.
Deputados instalarão subcomissão especial com a presidência de Erika Hilton (PSOL-SP) e relatoria de Luiz Gastão (PSD-CE).
Deputados devem instalar nesta terça-feira (19) uma subcomissão especial para discutir o fim da escala de trabalho 6×1 — seis dias trabalhados para uma folga. Segundo a previsão da pauta, o colegiado apresentará o plano de trabalho ainda nesta primeira reunião.
A subcomissão é vinculada à Comissão de Trabalho da Câmara e será presidida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e relatada por Luiz Gastão (PSD-CE). Os congressistas poderão convocar audiências públicas e reuniões com especialistas e sociedade civil.
Hilton é uma das parlamentares que patrocinam a pauta, que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No início deste ano, após conseguir o apoio de 226 colegas, a deputada protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) com propostas de mudança na escala. Eram necessárias 171 assinaturas.
A subcomissão também estudará outros projetos relativos à escala de trabalho, como a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e do senador Paulo Paim (PT-RS).
Giuliano Manfredini criticou utilização indevida da canção e disse que não a liberaria mesmo com solicitação prévia dos envolvidos.
O partido Novo foi notificado por Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, pelo uso indevido da música “Que País É Este”, da Legião Urbana, em um evento político do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
Zema lançou no último sábado, 16, sua pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a Folha de S. Paulo, o empresário e político entrou no auditório que recebeu a solenidade ao som da música em questão.
Manfredini detém, por meio da empresa Legião Urbana Produções, o domínio sobre as músicas e a obra da banda. Segundo ele, a utilização da canção não foi autorizada ou sequer solicitada e, portanto, configura violação de direitos autorais.
À Folha, o herdeiro de Renato Russo afirmou:
“Mais uma vez a extrema direita insulta a obra do meu pai, a memória dele, e faz uma afronta aos direitos autorais.”
E acrescentou:
“É cansativo que candidatos da extrema direita se achem no direito de fazer isso, passar por cima do Estado de Direito, dos direitos autorais, não respeitar as leis. Há muitos anos isso. Está cansativo.”
Música não seria liberada nem após pedido
Segundo Giuliano Manfredini, mesmo que Romeu Zema ou o partido Novo tivessem pedido liberação formal para usar a música, ele não autorizaria:
“Nós temos o mesmo posicionamento que o meu pai tinha, principalmente com relação ao uso político por parte da extrema direita, porque é uma música contra a extrema direita, contra a ditadura. Não faz sentido aprovar o uso por parte dessa extrema direita, especificamente, que não condiz com os valores da obra dele.”
Legião Urbana e “Que País É Este”
“Que País É Este”, lançada em 1987, é uma das principais músicas da Legião Urbana. Assim como outras do repertório da banda de Brasília, a canção critica a corrupção e diversas mazelas vividas pelo Brasil nos anos de ditadura militar.
Notificação anterior
Em 2024, Giuliano Manfredini já havia recriminado o uso da música por políticos da extrema direita. Na ocasião, o filho de Renato Russo notificou a ByteDance, empresa chinesa que é dona do TikTok, por conta de postagens bolsonaristas que utilizavam a canção. Na época, Giuliano, que é produtor cultural, alegou (via O Globo), que as publicações “violam a essência” da obra do artista, já que possuem “caráter político e ideológico alheios” às ideias que ele sempre defendeu e “ativamente combatidos” por seu pai.
Zelensky e Trump participaram de reunião em Washington D.C. nesta segunda-feira, 18, com outros líderes.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira, 18, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, para discutir um possível acordo de paz que possa encerrar a guerra com a Rússia.
Inicialmente, em rápida coletiva de imprensa ao lado de Zelensky, Trump demonstrou confiança em uma possível reunião trilateral com o presidente ucraniano e com o russo Vladimir Putin, afirmando estar preparado para mediar o fim do conflito entre os dois países.
“Eu não tenho dúvidas que chegaremos a um acordo de paz. Temos sete líderes de grandes países e falaremos sobre isso”, disse o republicano.
O momento diplomático ocorreu no meio de uma onda de ataques russos contra cidades ucranianas, coincidindo com a chegada de Zelensky a Washington para as negociações.
Trump admitiu que, apesar da confiança, um acordo de cessar-fogo pode não ser alcançado, mas afirmou acreditar que Putin também deseja o fim da guerra. Questionado se um eventual fracasso nas negociações significaria o fim das tratativas, o presidente americano rejeitou essa possibilidade.
Zelensky, por sua vez, declarou-se disposto a “encerrar a guerra” e participar de “diálogos trilaterais”. No entanto, o líder ucraniano tem insistido repetidamente em mecanismos que impeçam a Rússia de assinar um acordo apenas para invadir novamente após se reorganizar. Quando questionado sobre o tipo de garantias de segurança desejava, Zelensky foi categórico: “Tudo.”
A coletiva de imprensa foi marcada por informações vagas, especialmente sobre as condições de segurança a serem propostas. Trump afirmou que os EUA participarão na assistência de segurança à Ucrânia como parte de um acordo para encerrar a guerra, mas evitou detalhar como seria essa ajuda.
“Daremos a eles proteção e segurança muito boas”, disse quando questionado sobre garantias de segurança, em mais uma declaração imprecisa. A maioria das perguntas sobre o tema foi respondida com generalidades, como: “Teremos uma paz duradoura”.
Reunião com Zelensky e líderes europeus Após a coletiva de imprensa, Trump reuniu-se a portas fechadas com o presidente ucraniano, seguindo depois para encontros com líderes europeus e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
No início da reunião com os líderes, Trump declarou que “o dia estava sendo muito exitoso” e que estava “otimista” que conseguirá o acordo. O presidente americano admitiu preferir um cessar-fogo imediato, como havia defendido antes do encontro com Vladimir Putin na semana anterior, a um acordo de paz definitivo.
“Todos nós preferimos um cessar-fogo imediato enquanto trabalhamos em uma paz duradoura. Mas neste momento isso não acontecerá”, afirmou.
Trump expressou confiança de que haveria “uma resolução ainda hoje”. Por sua vez, Volodymyr Zelensky, também se dirigindo aos líderes europeus, classificou sua reunião prévia com Trump como bastante “construtiva”. O presidente ucraniano revelou que os dois discutiram a questão territorial, mas não confirmou se houve acordo sobre regiões ocupadas pelas tropas russas.
Durante os debates iniciais, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen enfatizaram a necessidade de qualquer acordo de paz incluir garantias de segurança tanto para a Ucrânia quanto para a Europa.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni defendeu uma abordagem unificada, argumentando que “a paz deve ser alcançada de forma unida” e sugerindo maior participação europeia nas negociações. O chanceler alemão Friedrich Merz insistiu na importância de um cessar-fogo.
Ligação para Putin Ainda durante o encontro, o presidente Trump interrompeu as discussões para telefonar a Vladimir Putin, fato posteriormente confirmado pelo Kremlin. Segundo a imprensa norte-americana, o republicano já iniciou os arranjos para uma reunião entre Putin e Zelensky.
O encontro de Trump com os líderes europeus foi encerrado por volta das 18h30, conforme confirmou um funcionário da Casa Branca à Reuters. Segundo informações obtidas pela Axios junto a fontes próximas às negociações, há expectativa de que a reunião entre os presidentes russo e ucraniano possa ocorrer ainda no final de agosto.
O tricampeão mundial de Fórmula 1 usou camiseta com o rosto do ex-presidente durante celebração dos seus 73 anos.
O tricampeão mundial de fórmula 1 Nelson Piquet usou uma camisa estampada com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo (17.ago.2025), durante celebração do seu aniversário de 73 anos. As imagens foram publicadas no perfil de Marcelo Piquet, sobrinho do ex-piloto.
A foto teve grande repercussão, com comentários de fãs e apoiadores de Bolsonaro. Piquet costuma apoiar o ex-presidente e já foi protagonista de episódios de destaque, como dirigir o carro presidencial no feriado de 7 de Setembro de 2021.
Piquet não se pronunciou sobre a escolha da camiseta.
O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em decisão judicial tomada nesta segunda-feira (18) que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras tomadas por atos que tenham sido realizados no Brasil.
A decisão de Dino atende a um pedido do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para que municípios brasileiros não possam propor ações na Justiça de outros países. Alguns municípios moveram ações no exterior por causa de desastres de mineração, como o de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019.
O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky, aprovada pelo Congresso norte-americano. No entanto, a decisão indica que Moraes não pode sofrer no Brasil as consequências da penalidade imposta por Washington.
“Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro; relações jurídicas aqui celebradas; bens aqui situados, depositados, guardados, e empresas que aqui atuem”, escreveu Dino em sua decisão.
“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros.”
Mesmo que sem citar as sanções a Moraes, Dino afirmou em sua decisão que passou a enxergar urgência no caso movido pelo Ibram após o Brasil ter sido alvo de “diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.
“Quando da propositura desta ADPF, considerei que não havia urgência de provimento judicial mais exauriente acerca dos temas trazidos à apreciação do STF”, reconheceu Dino em sua decisão.
“Contudo, nesse período de pouco mais de um ano, o suporte empírico dessa controvérsia se alterou significativamente, sobretudo com o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas nações sobre outras. Com isso, na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional.”
No final de julho, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, impôs sanções a Moraes acusando-o de autorizar prisões arbitrárias antes do julgamento e de suprimir a liberdade de expressão. O ministro é relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Moraes foi sancionado de acordo com a Lei Magnitsky, que permite que os EUA imponham penalidades econômicas contra estrangeiros que considerem ter um histórico de corrupção ou abusos de direitos humanos. As sanções determinam o congelamento de todos os ativos de Moraes nos Estados Unidos e proíbem que cidadãos norte-americanos façam negócios com ele.
Foto: Chip Somodevilla / POOL / AFP e Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP
Alguns dos líderes foram convidados para tentar evitar que Trump volte a humilhar Zelensky, como ocorreu há seis meses.
O presidente Donald Trump vai receber nesta segunda-feira (18) o ucraniano Volodymyr Zelensky e sete líderes europeus para um encontro decisivo sobre conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, o presidente americano se reúne a sós com Zelensky no Salão Oval, às 14h15, pelo horário de Brasília.
O encontro com os outros líderes europeus, incluindo Zelensky, está marcado para as 16h. Devem participar o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; da Alemanha, Friedrich Merz; da Itália, Giorgia Meloni; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
De acordo com diplomatas ouvidos pela agência alemã Deutsche Welle, alguns dos líderes foram convidados para tentar evitar que Trump volte a humilhar Zelensky, como ocorreu há seis meses. O encontro simboliza o esforço da Ucrânia e da União Europeia em buscar garantias concretas de segurança diante da ofensiva russa, iniciada em fevereiro de 2022.
Volodymyr Zelensky insiste que não aceitará ceder território e que qualquer acordo precisa ser acompanhado de garantias internacionais. Donald Trump deve apresentar as propostas feitas pelo presidente russo Vladimir Putin na sexta-feira, no encontro no Alasca, que terminou sem acordo de cessar-fogo.
Segundo a agência Reuters, o plano de Putin prevê a retirada parcial de tropas russas do norte da Ucrânia, mas exige contrapartidas consideradas inaceitáveis por Kiev. O líder russo quer o reconhecimento da anexação da Crimeia; a manutenção do controle do Kremlin sobre grande parte de Donbas; a promessa de que a Ucrânia não se juntará à Otan; e o alívio das sanções internacionais contra Moscou.
Trump disse, nesta quinta-feira (14), que o Brasil “é um péssimo parceiro comercial”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu Donald Trump nesta quinta-feira (14) ao dizer que o presidente dos Estados Unidos mente quando afirma que o Brasil “é um mau parceiro comercial“. O presidente Lula apontou, ainda, que o país “não vai ficar de joelho para o governo americano”. As informações são do g1.
A declaração foi dada depois que Trump afirmou, em conversa com jornalistas na Casa Branca, que o Brasil é um “péssimo parceiro comercial” e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está tendo uma “execução política”.
— O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas — como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que nós cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada. […] Eles cobram tarifas enormes e tornaram tudo muito difícil de fazer. Então, agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona — disse Trump, ao falar sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros.
Sobre o ex-presidente, Trump afirmou que Bolsonaro “é um homem honesto”. Por outro lado, Lula disse que a “democracia está julgando Bolsonaro” e citou a invasão do Congresso dos Estados Unidos.
— O que o Trump tem preocupação é que, vocês estão lembrados, o discurso deles é que nem o outro daqui. Que as eleições não eram sérias, que não podia perder. Ele [Trump] invadiu o Capitólio, morreram cinco pessoas. Eu disse ao presidente Trump: se você morasse no Brasil e tivesse feito o que fez nos EUA aqui também você seria julgado e se culpado, iria para cadeia — disse Lula.
Encontro será o primeiro desde que o presidente americano voltou à Casa Branca e pode ser decisivo para futuro da guerra na Ucrânia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, se reúnem nesta sexta-feira (15), o primeiro encontro presencial entre os líderes desde que o presidente americano retornou à Casa Branca.
A reunião acontece em Anchorage, no sul do Alasca, às 16h30, no horário de Brasília, e contará apenas com a participação de Trump, Putin e seus intérpretes. Enquanto isso, as delegações russa e americana participarão de um almoço de trabalho. Em seguida, os líderes também devem fazer uma coletiva de imprensa conjunta às 20h30.
Os objetivos de Trump
Ao longo da semana, Trump ressaltou que seu objetivo na cúpula é avançar em direção ao fim da guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022. O presidente americano disse que, se o encontro com o líder russo correr bem, vai sugerir um encontro conjunto com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Trump também afirmou que a cúpula desta sexta servirá como preparação para uma possível segunda reunião e demonstrou estar confiante de que Putin quer fechar um acordo. Por outro lado, ameaçou a Rússia com “consequências muito severas” se o presidente russo não concordar em acabar com a guerra na Ucrânia.
Segundo a Casa Branca, o encontro foi solicitado pelo Kremlin, após Trump ameaçar impor tarifas e sanções secundárias contra a Rússia. O governo dos Estados Unidos definiu as conversas desta sexta como um “exercício de escuta”.
Os objetivos da Rússia
Já o governo russo insiste que, para além da guerra contra Kiev, Trump e Putin discutirão temas variados, incluindo a cooperação econômica, tecnológica e espacial entre os dois países.
Um assessor do Kremlin afirmou na quinta-feira (14) que a reunião será uma oportunidade para abordar o “enorme potencial econômico não explorado” entre a Rússia e os EUA. O negociador russo Kirill Dmitriev, que participará do encontro entre as delegações nesta sexta, disse à CNN que a reunião é uma “chance de redefinir as relações entre EUA e Rússia”.
O próprio presidente Putin sugeriu que o encontro no Alasca pode ser uma oportunidade para elaborar um novo acordo sobre o controle de armas nucleares. O atual tratado que limita os arsenais dos países, o Novo Tratado START, expira em fevereiro de 2026.
E a Ucrânia?
A expectativa para o encontro entre Putin e Trump também repercutiu na Europa. O presidente ucraniano Zelensky viajou a Berlim durante a semana para participar de uma videoconferência com Trump, ao lado de líderes europeus. Na ligação, Zelensky alertou que “é preciso exercer pressão sobre a Rússia em prol de uma paz justa”.
Representantes da Finlândia, França, Reino Unido, Itália, Polônia e União Europeia, bem como o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, também estavam presentes na reunião. Segundo autoridades europeias próximas às negociações, a preocupação da Europa é garantir que Trump busque um acordo justo para a Ucrânia, que preserva sua soberania e integridade territorial.
Por que no Alasca?
A expectativa inicial era de que a reunião acontecesse nos Emirados Árabes Unidos, mas o anúncio oficial do Alasca como sede do encontro levantou questionamentos.
A logística pesou para a decisão: o estado do Alasca é território americano mais próximo da Rússia, separado apenas pelo Estreito de Bering, de modo que o Kremlin considerou “bastante razoável” o deslocamento de toda a delegação russa.
A história também influenciou a escolha: o território do Alasca pertencia ao então Império Russo até 1867, e foi incorporado oficialmente aos EUA em 1959. A cidade de Anchorage abriga a base Elmendorf-Richardson, utilizada estrategicamente pelos EUA como linha de frente à ameaça russa durante a Guerra Fria. Até hoje, a ala demonstra o poderio militar americano.
Por fim, o Alasca também atende às limitações de Putin, que é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional pelos supostos crimes de guerra na Ucrânia. A medida exige que os países signatários do TPI prendam o líder russo, mas esse não é o caso dos Estados Unidos, de modo que Putin não corre o risco de ser detido durante a visita. Para selar os preparativos finais, o Departamento do Tesouro dos EUA suspendeu temporariamente algumas sanções contra a Rússia para permitir que o líder russo e sua delegação desembarquem no Alasca.
De acordo com religioso, ele foi incluído em um inquérito por obstrução do processo que apura a tentativa de golpe.
O pastor Silas Malafaia está sendo investigado pela Polícia Federal. De acordo com o sacerdote, que é um dos maiores líderes religiosos do país, ele foi incluído em um inquérito por obstrução do processo que apura a tentativa de golpe.
Em um vídeo publicado nesta quinta-feira, 14, Malafaia disse que está sendo investigado. Ele ainda direcionou críticas à PF, ao presidente Lula e ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Ele refletiu que reconhece a instituição como uma honra para o povo brasileiro, mas que existem “duas” PF.
“Uma Polícia Federal a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes. […] Eles me incluem no inquérito por obstrução de justiça, coação no curso do processo, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático, ações contra autoridades e sanções internacionais contra o Brasil”, iniciou.
De acordo com ele, soube da investigação por meio da imprensa. A informação foi noticiada inicialmente pelo repórter Marcelo Cosme, da Globonews. “Eu não recebo notificação nenhuma. Que país é esse, onde a PF vaza alguma acusação contra alguém para Globo e depois você fica sabendo?”, reclamou.
“Isso é uma vergonha. Agora, escolheram o cara errado. Não tenho medo. Sabe o que isso prova? Que as denúncias que tenho feito durante quatro anos, em mais de 50 vídeos, denunciando o ‘ditador de Toga’, Alexandre de Moraes, mostrando nas leis, na Constituição, os seus crimes, que ele institui o crime de opinião e agora nós estamos vendo a PF promover perseguição”, atacou Malafaia.
Ainda, segundo ele, o país está a caminho da “venezuelização” e questionou se a PF havia se tornado uma instituição do Nazismo ou da União Soviética. “É livre a manifestação de pensamento e eu não vou me calar porque eu não tenho medo de vocês. Muito pelo contrário”, destacou.
Considerado um dos maiores apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, Silas Malafaia organizou o ato de apoio ao político no dia 3 de agosto, evento que resultou na prisão domiciliar de Bolsonaro.
O Terra procurou a Polícia Federal sobre a inclusão do pastor no inquérito, mas ainda não obteve retorno.
A expectativa dentro do tribunal é que o julgamento aconteça em setembro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (14) um pedido ao presidente da Primeira Turma da Corte, ministro Cristiano Zanin, para que seja definida uma data para o julgamento do processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros acusados no caso da suposta trama golpista.
A solicitação ocorre logo após o término do prazo para que as defesas apresentassem suas alegações finais.
No documento, Moraes ressalta que todas as etapas do processo foram concluídas, incluindo as diligências complementares autorizadas, e que tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto os réus já entregaram suas manifestações finais.
A expectativa dentro do STF é que o julgamento aconteça em setembro, embora a data oficial ainda não tenha sido fixada por Zanin.
Além de Bolsonaro, o grupo central do processo inclui nomes como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, entre outros.
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também está envolvido, mas o andamento do processo contra ele está parcialmente suspenso por decisão da Câmara dos Deputados.
A defesa do ex-presidente contestou as acusações, classificando-as como infundadas e baseadas em provas frágeis. Os advogados afirmam que não há evidências concretas que comprovem a existência de um plano golpista e destacam que a Polícia Federal não encontrou documentos que sustentem as alegações da PGR.